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Volumes na arquitetura Apresentação Na arquitetura, trabalha-se com criação e intervenção em cidades, bairros, praças, edificações, mobiliário, etc. Do ponto de vista plástico, pode-se conceber e observar a composição formal desses elementos por meio de três principais operações com volumes: adição, subtração e agrupamento de volumes sólidos. Essas diferentes operações podem ser utilizadas em conjunto ou individualmente, dando características plásticas diferentes ao projeto arquitetônico, obedecendo sua escala adequada. Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá entender como utilizar o volume na concepção do projeto arquitetônico. Também irá analisar a composição volumétrica de projetos arquitetônicos existentes. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os conceitos de transformação dos volumes.• Avaliar a composição de volumes na arquitetura.• Reconhecer expressões volumétricas na arquitetura.• Desafio Diversos projetos arquitetônicos apresentam como ponto de partida - do ponto de vista formal - um volume inicial puro predefinido e, a partir dele, podem ser realizadas algumas outras transformações. Sendo assim, descreva o que você apresentaria, considerando os volumes que compõem o projeto, a quantidade de pavimentos e o diálogo entre esses diferentes volumes. Infográfico Muitos projetos podem ser definidos por meio das transformações de um volume puro e simples em um volume complexo. Além disso, o processo de criação formal do projeto é variável, até mesmo de acordo com o arquiteto. No entanto, seu desenvolvimento se resume ao aprimoramento da forma inicial e à criação de planos horizontais, verticais e/ou de volumes. Falando especificamente sobre volumes, há três transformações possíveis aplicáveis a eles: dimensional, subtrativa e aditiva. Neste Infográfico, saiba mais sobre o conceito de subtração de formas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f6abf5e2-7f92-45d9-8b8f-8898f9bceee7/bc8fafff-5495-468f-9c88-36344834c46d.jpg Conteúdo do livro Os projetos arquitetônicos podem ser pensados a partir de volumes iniciais puros e suas diferentes transformações que darão origem à edificação. No capítulo Volumes na arquitetura, da obra Estudo da plástica, que é a base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você irá conhecer as diferentes interações entre volumes (transformação dimensional, subtração e adição), distintos ou não, e suas formas de articulação, além de exemplos reais da concepção formal de projetos arquitetônicos reconhecidos. ESTUDO DA PLÁSTICA Natalya Taynanda de Freitas Rodrigues Volumes na arquitetura Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Identificar os conceitos de transformação dos volumes. � Avaliar a composição de volumes na arquitetura. � Reconhecer expressões volumétricas na arquitetura. Introdução A composição de volumes está diretamente ligada ao processo criativo da forma do projeto. Seu estudo pode ser feito por meio de experimentações, como maquetes físicas e virtuais, a fim de analisar diferentes composições, buscando um resultado adequado e visualmente satisfatório ao projeto. Neste capítulo, você vai estudar as diferentes interações entre volu- mes sólidos que, por meio de transformações dimensionais, subtrativas e aditivas, geram diferentes composições volumétricas na arquitetura. Transformação de formas e volumes Os projetos arquitetônicos, quando não explicados por planos horizontais e verticais, podem ser compreendidos por volumes. São três diferentes trans- formações possíveis, que podem existir simultaneamente: transformações dimensionais, transformações subtrativas e transformações aditivas. Transformações dimensionais Uma forma pode ser transformada dimensionalmente quando, a partir de um volume simples, alteramos uma de suas dimensões — largura, altura ou comprimento — sem perder sua identidade como volume inicial. A partir de um cubo, por exemplo, podemos extrair planos horizontais (lajes), planos verticais (paredes) e formas lineares, mantendo as características que cons- tituem o cubo (Figura 1). Figura 1. Transformação dimensional a partir de um cubo. Fonte: Ching (2013, p. 64). Essa transformação pode ser vista em quase todas as formas geométricas possíveis, sempre observando a manutenção das características que simbolizam o volume. Esse tipo de transformação, muitas vezes, pode ser explicado como uma distorção do volume original. Na Figura 2, observa-se a transformação de uma esfera em um objeto de formato elíptico ou oval e, na Figura 3, uma pirâmide que, transformada dimensionalmente, pode ter sua base alongada de modo horizontal, movendo seu eixo vertical para fora do centro, distorcendo a forma original, porém mantendo a essência da forma. Figura 2. Transformação dimensional a partir de uma esfera. Fonte: Ching (2013, p. 66). Volumes na arquitetura2 Figura 3. Transformação dimensional a partir de uma pirâmide. Fonte: Ching (2013, p. 66). Para ver um exemplo de transformação dimensional, acesse o link a seguir (BARATTO, 2017) e conheça um pouco mais sobre o projeto Casa das Histórias (Museu Paula Rego). https://goo.gl/7vT5rx Transformações subtrativas São denominadas transformações subtrativas aquelas que subtraem, ou seja, retiram parte de um volume determinado a fim de se obter o resultado formal desejado. A subtração, dependendo de sua proporção e intensidade, pode manter as características do volume original ou deformá-lo radicalmente, a ponto de transformá-lo em outro volume por definição. Um cubo (Figura 4), por exemplo, pode manter sua identidade mesmo após a subtração de uma parte de si. À medida que continuamos subtraindo pedaços desse cubo, ele pode perder suas características originais, transformando-se em outra forma — um poliedro, por exemplo, não se assemelhando em nada ao volume original. 3Volumes na arquitetura Figura 4. Transformação subtrativa a partir de um cubo. Fonte: Ching (2013, p. 64). Essa transformação pode ser em maior proporção e, ao mesmo tempo, mais simples, quando um sólido primário está parcialmente oculto sob o solo, por exemplo, induzindo-nos a perceber os volumes completos aparentes e ocultos, mantendo sua identidade formal (Figura 5). Figura 5. Sólidos primários ocultos. Fonte: Ching (2013, p. 54). A partir de um volume pré-definido (Figura 6), podemos fazer subtrações pontuais, mantendo o formato original do volume sem descaracterizá-lo, podendo essa subtração ser uma abertura, um recorte no volume principal, um recuo, etc. Volumes na arquitetura4 Figura 6. Subtrações pontuais a partir de um volume predefinido. Fonte: Ching (2013, p. 68). A Figura 7 traz um exemplo aplicado desse tipo de transformação. 5Volumes na arquitetura Figura 7. Subtrações pontuais que mantêm o formato original do volume. Fonte: Adaptada de Ching (2013, p. 69). Volumes na arquitetura6 Na Casa Gwathmey (Figura 8), do arquiteto Charles Gwathmey, percebe- mos um cubo cinza como a forma mais evidente, com recortes e reentrâncias que formam as janelas, as portas e as varandas da edificação. Em primeiro plano e com dimensão menor se comparado ao cubo principal, observa-se um bloco cilíndrico também recortado, onde localiza-se a escada de acesso do pavimento térreo ao primeiro piso. Figura 8. Casa Gwathmey, do arquiteto Charles Gwathmey. Fonte: Adaptada de Perez (2010a); Ching (2013, p. 65). Para conhecer um pouco mais sobre o projeto da Casa Gwathmey, acesse o link a seguir (PEREZ, 2010b). https://goo.gl/A6AZBk Transformações aditivas A aglomeração de volumes, semelhantes ou não, caracteriza uma transformação aditiva, ou seja, por meio da soma/adição de volumes, é possível construirmos um volume complexo que pode dar origem a uma edificação (Figura9). 7Volumes na arquitetura Figura 9. Exemplo de transformação aditiva. Fonte: Ching (2013, p. 65). No caso da adição de elementos a um volume puro (Figura 10), um cubo, por exemplo, só mantém essa identidade se preservadas suas características elementares, a depender justamente da relação de dimensões entre o volume original e os outros que com ele interagem. Figura 10. Adição de elementos a um volume puro. Fonte: Ching (2013, p. 64). Volumes na arquitetura8 A Figura 11 traz um exemplo dessa adição de elementos a um volume na arquitetura, formando uma composição interessante. Figura 11. Top Towers, localizadas em São Paulo, um exemplo de adição de elementos na arquitetura. Fonte: Fracalossi (2011a). No projeto Top Towers, foram concebidos pavimentos diferentes atendendo às ne- cessidades dos empreendedores. Para isso, as torres foram escalonadas em direções opostas, estabelecendo uma tensão formal entre elas. Por meio da adição dos blocos brancos das varandas, objetivou-se conferir ao projeto uma riqueza formal e plástica de modo impactante. As aglomerações de dois ou mais volumes podem ocorrer por meio de quatro formas distintas, apresentadas a seguir. Tensão espacial: quando os elementos se aproximam bastante e possuem características semelhantes como formato, texturas, cores, etc., criando certa unidade entre esses elementos (Figura 12). 9Volumes na arquitetura Figura 12. Tensão espacial. Fonte: Ching (2013, p. 72). Composto por duas torres idênticas, o projeto Petronas Twin Towers, localizado em Kuala Lumpur (Figura 13), representa bem esse tipo de trans- formação aditiva, por meio de tensão espacial, pois possuem o mesmo formato, tamanho, cor, materiais, etc., dando unidade ao conjunto. Figura 13. Petronas Twin Towers, localizadas em Kuala Lumpur, um exemplo de transfor- mação aditiva. Fonte: Suria Klcc (c2018, documento on-line). Volumes na arquitetura10 Contato de arestas: os volumes se conectam por meio de arestas comuns, podendo os objetos girarem em torno delas (Figura 14). Figura 14. Contato de arestas. Fonte: Ching (2013, p. 72). Contato de faces: a união dos volumes se dá pela conexão de faces planas correspondentes e paralelas entre os variados volumes (Figura 15). Figura 15. Contato de faces. Fonte: Ching (2013, p. 72). Intersecção de volumes: nessa interação, os volumes se interseccionam, sobrepondo-se parcialmente, não importando tamanho, paralelismo entre faces, tampouco o compartilhamento da mesma aresta (Figura 16). 11Volumes na arquitetura Figura 16. Intersecção de volumes. Fonte: Ching (2013, p. 72). Composição dos volumes na arquitetura A maneira como os volumes se articulam ou se unem pode dar origem a outras formas, mais complexas, de acordo com a nossa percepção acerca delas. A combinação e a relação de volumes devem ser coerentes para que as percebamos por completo. A seguir, você verá algumas dessas possibilidades de articulação. Forma centralizada: percebemos esse tipo de organização quando vemos volumes menores organizados ao redor de um principal, em geral, de maior dimensão (Figura 17). Figura 17. Organização de forma centralizada. Fonte: Ching (2013, p. 59–60). Volumes na arquitetura12 As formas centralizadas exigem o domínio visual de uma forma geometri- camente regular e localizada no centro, como uma esfera, um cone ou um cilindro. Devido à sua centralidade intrínseca, essas formas compartilham as características centralizadoras do ponto e do círculo. São ideais como estruturas soltas e isoladas do contexto, dominando um ponto no espaço ou ocupando o centro de um campo definido. Elas são apropriadas para criar lugares sagrados ou honoríficos ou homenagear pessoas e celebrar eventos importantes (CHING, 2013, p. 61). Forma linear: esse tipo de organização é resultado de uma sequência de elementos similares alinhados, retos ou sinuosos que dão origem a uma forma complexa (Figura 18). Figura 18. Organização de forma linear. Fonte: Ching (2013, p. 59–62). 13Volumes na arquitetura Uma forma linear pode resultar de uma mudança proporcional nas dimensões de uma forma originária ou da distribuição de uma série de elementos sepa- rados ao longo de uma linha. No segundo caso, a série de formas pode ser composta de elementos de natureza repetitiva ou não e estar organizada por meio de um elemento separado e distinto, como uma parede ou um percurso (CHING, 2013, p. 63). Forma radial: esse tipo de organização consiste no agrupamento de formas em torno de um ponto central de onde partem todas as formas lineares. Esse ponto atua de maneira organizadora sobre o restante (Figura 19). Figura 19. Organização de forma radial. Fonte: Ching (2013, p. 59–66). O núcleo é o centro simbólico ou funcional da organização. Sua posição central pode ser adotada com uma forma visualmente dominante ou ele pode se fundir com os braços que derivam dele e se tornar subordinado a eles. Os braços radiais, por terem características similares às das formas lineares, conferem à forma radial sua natureza extrovertida. Eles podem se prolongar e se conectar a elementos específicos do terreno ou expor suas superfícies alongadas a condições desejáveis de iluminação natural, ventilação, visibili- dade ou espaço (CHING, 2013, p. 66). Forma agrupada: esse tipo de organização consiste em um conjunto de formas agrupadas por similaridade visual e proximidade entre diferentes volumes (Figura 20). Volumes na arquitetura14 Figura 20. Organização de forma agrupada. Fonte: Ching (2013, p. 59–68). Enquanto uma organização centralizada tem uma forte base geométrica para a ordenação de suas formas, uma organização aglomerada agrupa suas formas de acordo com os condicionantes funcionais de tamanho, formato ou proximidade. Ainda que não tenha a mesma regularidade geométrica ou a natureza introvertida das formas centralizadas, a organização aglomerada é flexível o suficiente para incorporar à sua estrutura formas com vários formatos, tamanhos e orientações (CHING, 2013, p. 68). A Figura 21 traz um exemplo de organização de forma agrupada na arquitetura. Figura 21. Museu Guggenheim, localizado em Nova Iorque, um exemplo de organização de forma agrupada. Fonte: Lorenzi e Lorenzi (2014, documento on-line). 15Volumes na arquitetura Forma em malha: a organização das formas em malha se dá por meio de uma grade, ou seja, uma malha tridimensional pela qual as formas se relacionam (Figura 22). Figura 22. Organização de forma em malha. Fonte: Ching (2013, p. 59–72). Conforme Ching (2013, p. 68): [...] uma malha é um sistema de dois ou mais conjuntos de linhas paralelas com espaçamento regular. Ela gera um padrão geométrico de pontos regular- mente espaçados nas interseções das linhas e campos com formatos regulares definidos pelas próprias linhas. A Figura 23 traz o projeto Nakagin Capsule Tower, localizado em Tokyo, um exemplo de organização em malha para a construção de uma composição arquitetônica. Volumes na arquitetura16 Figura 23. Nakagin Capsule Tower, localizado em Tokyo, um exemplo de organização em malha. Fonte: Esoteric Survey (2016, documento on-line); Ching (2013, p. 72). Expressões volumétricas na arquitetura A sede da prefeitura de Londres (Figura 24), projetada pelo escritório Foster & Partners, exemplifica a transformação dimensional de uma esfera. É pos- sível compreender esse projeto por meio do alongamento e inclinação do eixo vertical de uma esfera, resultando na edificação construída. 17Volumes na arquitetura Figura 24. Sede da prefeitura de Londres. Fonte: Foster e Shuttlewort (2002, documento on-line). Para conhecer um pouco mais sobre o projeto da prefeitura de Londres, acesse os links a seguir (FOSTER+PARTNERS, 2002; CITY..., [200-?]). https://goo.gl/dGeGV7 https://goo.gl/G9HBso A Casa das Histórias (Figura 25), localizada em Portugal, é outro exemplo de transformação dimensional, mas por meio do alongamento vertical de uma pirâmide. Nesse projeto,observamos a aglomeração de diversas formas puras, porém o que chama a atenção são as duas grandes pirâmides de topo achatado, aglomeração que dá forma ao museu, projetado pelo arquiteto português Eduardo Souto de Moura. Volumes na arquitetura18 Figura 25. Casa das Histórias, localizada em Portugal, um exemplo de transformação dimensional. Fonte: Portugal Visitor (2000, documento on-line). Um claro exemplo de transformação subtrativa pode ser visto no Museu Nacional da República (Figura 26), projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, onde vemos apenas a parte superior de uma esfera, com o restante do volume, virtualmente, enterrado sob o solo. Essa ideia é reforçada com a utilização de um espelho d´água à frente da edificação, ilustrando esse pensamento. Nota-se, também, de forma bastante evidente, a subtração de formas a partir de um cilindro na Casa Rotonda (Figura 27), projetada pelo arquiteto Mario Botta. Do ponto de vista formal, a edificação é composta por um volume cilíndrico com blocos aparentes de cor cinza e, nesse volume, são aplicadas subtrações de elementos retangulares que dão origem a um painel envidraçado composto por portas e janelas. A intersecção de volumes, contato de faces e arestas, todos misturados, são observados na composição formal adotada pelo arquiteto Moshe Safdie para o conjunto habitacional Habitat 67 (Figura 28), localizado em Montreal, composto por diversos blocos, ora faceados, ora interseccionados, dando formas finais ao conjunto. 19Volumes na arquitetura Figura 26. Museu Nacional da República, localizado em Brasília, um exemplo de transfor- mação subtrativa. Fonte: Museu Nacional Honestino Guimarães (2018, documento on-line). Figura 27. Casa Rotonda, localizada na Suíça, um exemplo de transformação subtrativa. Fonte: Casa rotonda in Stabio (2009). Volumes na arquitetura20 Figura 28. Habitat 67, localizado em Montreal, um exemplo de intersecção de volumes. Fonte: Habitat 67 (c2018, documento on-line). Para conhecer um pouco mais sobre o projeto Habitat 67, acesse o link a seguir (FRA- CALOSSI, 2012). https://goo.gl/m42dEQ Você conheceu um pouco sobre as diversas transformações aplicáveis aos volumes (adição, subtração e transformação dimensional), além de alguns exemplos na arquitetura que ilustram essas operações, ações e experimentações projetuais fundamentais para a profissão de um arquiteto. 21Volumes na arquitetura BARATTO, R. Casa das histórias de Eduardo Souto de Moura, pelas lentes de Manuel Sá. Archdaily, [s. l.], 31 out. 2017. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. CASA rotonda in Stabio. 2009. 1 fotografia. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. CHING, F. D. K. Arquitetura: forma, espaço e ordem. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. CITY hall de Londres. In: WIKIARQUITECTURA. [S. l.], [200-?]. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. ESOTERIC SURVEY. Nakagin Capsule Tower / Tokyo. 2016. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. FOSTER, N.; SHUTTLEWORT, K. City hall de Londres. 2002. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. FOSTER+PARTNERS. City hall. London, 2002. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. FRACALOSSI, I. Clássicos da arquitetura: Habitat 67 / Moshe Safdie. Archdaily, [s. l.], 28 jan. 2012. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. ______. Top towers: Königsberger Vannucchi arquitetos associados. 2011a. 1 fotografia. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. ______. Top towers: Königsberger Vannucchi arquitetos associados. Archdaily, [s. l.], 24 dez. 2011b. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. HABITAT 67. Homage. c2018. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. LORENZI, G.; LORENZI, L. O museu da arte moderna Guggenheim em Nova York. 2014. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. MUSEU NACIONAL HONESTINO GUIMARÃES. In: Wikipedia. 2018. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. Volumes na arquitetura22 PEREZ, A. AD Classics: Gwathmey residence and studio. Archdaily, [s. l.], 20 mayo 2010b. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. ______. AD Classics: Gwathmey residence and studio. 2010a. 1 fotografia. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. PORTUGAL VISITOR. Casa das histórias Paula Rego. 2000. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. SURIA KLCC. Petronas Twin Towers. c2018. Disponível em: . Acesso em: 21 dez. 2018. Leituras recomendadas COYOTE, N. Marcel Breuer artist overview and analysis. The art story, [s. l.], 2018. Dispo- nível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. THE SOUTHGATE housing scheme. [1973]. 1 fotografia. Disponível em: . Acesso em: 6 dez. 2018. 23Volumes na arquitetura Conteúdo: Dica do professor As transformações de volumes por meio de dimensão, subtração e adição são observadas em diferentes escalas. Desde uma embalagem, passando por mobiliário, até chegar às edificações. A Dica do Professor ilustra alguns desses objetos e os processos aplicados a eles, mostrando que as transformações de formas estão em praticamente em tudo que nos rodeia. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/75e81a73ea2d1c5f53ef5d444b09a8e0 Exercícios 1) Analise a Capela de Ronchamp, projetada pelo arquiteto Le Corbusier, e assinale, a seguir, a alternativa correta baseada nas transformações formais até aqui observadas. A) A edificação é composta pela aglomeração de diferentes volumes. B) A forma da igreja é resultado de uma transformação dimensional. C) O que melhor define a forma da igreja é a articulação de formas centralizadas. D) A forma piramidal da igreja é causada pela transformação aditiva. E) A forma da igreja é resultante de uma transformação subtrativa. Há diferentes tipos de articulação das transformações aditivas. Por meio da análise da foto aérea a seguir, qual alternativa melhor descreve a transformação desses volumes? 2) A) Transformação aditiva de forma centralizada. B) Transformação aditiva de forma em malha. C) Transformação aditiva de forma aglomerada. D) Transformação aditiva de forma radial. E) Transformação aditiva de forma linear. Affonso Eduardo Reidy foi um dos mais importantes arquitetos brasileiros e até hoje é referência na arquitetura moderna, tendo no Conjunto Residencial do Pedregulho um de seus mais importantes projetos. Analise o projeto baseado em sua forma e assinale, a seguir, a alternativa correta. 3) A) Neste projeto, foi utilizada a transformação aditiva linear. B) Nota-se claramente a subtração de volumes na concepção deste projeto. C) O formato curvo do edifício é resultado datransformação curvada. D) Foi aplicada no projeto a transformação radial por meio de um eixo imaginário. E) A soma de volumes deste projeto resultou em uma transformação de formas aglomeradas. 4) Atente à descrição: volume cúbico com subtrações de elementos triangulares em diversos vértices, criando reentrâncias anguladas, diminuindo a área de sua base, dando forma a esta edificação. Com base no que foi descrito, assinale, a seguir, a alternativa correta. Auditório Ibirapuera, de Oscar Niemeyer, no Brasil. A) B) Rádio Eslovaca, de Stefan Svetko, Stefan Durkovic e Bernabé Kissling, na Eslováquia. Edifício Fiesp, de Rino Levi, no Brasil. C) D) Museu Guggenheim, de Frank Gehry, na Espanha. Casa da Música, de Rem Koolhass, em Portugal.E) 5) Com base na imagem da Basílica de Santa Maria della Salute (Andrea Palladio), defina qual é a melhor descrição para a concepção formal do projeto. A) O projeto pode ser compreendido pela subtração de formas. B) A concepção formal da igreja se dá pela transformação aditiva radial a partir da cúpula. C) O centro do volume sofreu uma transformação piramidal. D) A igreja sofreu uma transformação aditiva de formas centralizadas. E) Todas as alternativas estão corretas. Na prática A construção composta por contêineres, embora não muito adequada quando destinada a edificações permanentes, atualmente é bastante comum. Torna-se uma alternativa interessante e viável, sem ser meramente estética, quando se tem o material e precisa-se de uma edificação rápida e desmontável. Um cliente em potencial e empresário fabricante de contêineres encomendou a um escritório de arquitetura um projeto destinado à residência temporária da família. Neste Na Prática, veja como esse projeto foi realizado. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/722e91d5-b161-4dfa-a50e-30add63abd2a/65107689-ec63-4332-be25-91495ca2cb3a.jpg Saiba mais Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Modelos físicos reduzidos no estudo de formas tridimensionais Leia o artigo sobre a construção e manipulação de maquetes tridimensionais de tamanho reduzido e sua importância para a compreensão e o estudo da forma. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Como analisar uma obra arquitetônica Leia o material que traz uma análise de obras arquitetônicas indo além de sua composição formal. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Drone view Villa Savoye Assista ao vídeo e conheça um pouco mais da Villa Savoye e sua composição formal, um projeto do arquiteto Le Corbusier, que sintetiza os cinco pontos da arquitetura moderna. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://www.fec.unicamp.br/~luharris/art/gr2007_322.pdf?v=462156811 https://www.historiadasartes.com/sala-dos-professores/como-analisar-uma-obra-arquitetonica/?v=72140304 https://www.youtube.com/embed/9Z5WBqKwa9c