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DISTÚRBIOS PIGMENTARES PIGMENTOS do latim ”pigmentum”. Substâncias de composição química e cores próprias, amplamente espalhadas na natureza, encontradas nas células e tecidos em determinadas circunstâncias podem constituir causa ou efeito de alterações funcionais. OS DISTÚRBIOS DA PIGMENTAÇÃO DECORREM POR: Alterações formação do pigmento (hiper ou hipoprodução) Alterações na distribuição (localização anormal); As pigmentações patológicas ocorrem em muitas doenças, mas o pigmento em si raramente ocasiona alterações histofisiológicas significativas (raramente é causa de problema, é mais um sinal deste). DISTÚRBIOS PIGMENTARES PIGMENTOS ENDÓGENOS Oriundos de substâncias que fazem parte da organização corporal, sendo produtos específicos da atividade celular. Substância corada que é produzida dentro e pelo próprio organismo. PIGMENTOS EXÓGENOS Oriundos do exterior, que introduzidos no organismo por ingestão, inalação ou inoculação, se depositam nos tecidos, funcionando como corpos estranhos, sendo fagocitados por macrófagos ou drenados por vasos linfáticos. PIGMENTAÇÕES PATOLÓGICAS EXÓGENAS INOCULAÇÃO CUTÂNEA TATUAGEM Pigmentos exógenos insolúveis (nanquim, carvão). Introduzidos por agulha com propósitos decorativos ou identificadores. Histologicamente o pigmento é visto como pequenos grânulos fagocitados por histiócitos ou retidos no tecido conjuntivo fibroso, ao longo de fibras colágenas e em macrófagos fixos PLUMBISMO OU SATURNISMO Intoxicação com sais de chumbo (”Plumbum ”); associada à ingestão alimentos contaminados com fumaça de fundições e trabalhadores com baterias de automóveis. Deposição de sulfeto de chumbo ossos e na mucosa oral e gengival, produz linha escura ”Linha do chumbo” além de graves lesões no SNC,nos rins e no sistema hematopoiético. ARGIRISMO OU ARGIRIA Intoxicação com sais de prata (”Argentum”); deposição nos glomérulos renais, glândulas sudoríparas e sebáceas e derme superficial. Produz uma pigmentação acinzenta azulada permanente na pele e mucosa oral. ANTRACOSE verifica-se um pontilhado preto acinzentado, mais intenso nas porções mais ventrais. observa-se grânulos enegrecidos, nos alvéolos e nos septos interalveolares, as vezes dentro de macrófagos. . ANTRACOSE ORIGEM: inalação de fumaças, fumo, poluição ambiental MECANISMO E DESTINO: inalação de partículas sólidas que irão para: alvéolos, macrófagos, linfáticos ,linfonodos (pretos) e pleura (manchas pretas). MACRÓFAGOS: “dust cells” vistos no citopatológico de escarro. Obs.: Mineiros de minas de carvão farão pneumoconiose (fibrose pulmonar ocupacional pela sílica) MELANINA Pigmento granular, amarelo, pardo ou negro, de natureza protéica, confere cor escura à pele, cabelo, à retina, corpo ciliar,coróide e íris. FUNÇÃO: Proteger contra radiações (Principalmente Ultra Violeta que é penetrante). MELANINA DISTÚRBIOS LIGADOS À MELANINA AUMENTO LOCALIZADO: Nevos, Melanoma, Melanose, Nevos Pigmentados: São má formações de aspecto tumoral, oriundos dos melanócitos e melanoblastos. MELANOMAS: Neoplasias graves, altamente malígnas Qualquer lesão pigmentada que comece crescer, que tenha alterações na pigmentação ou que venha a sangrar deve ser estudada microscopicamente procurando-se alterações juncionais, invasividade, mitoses e anaplasia. N E V O S M E L A N O M A MELANODERMIAS SECUNDÁRIAS À GESTAÇÃO: Aumento do hormônio estimulante dos melanócitos e aumento de estrógenos e progestágenos durante a gestação é responsável pela pigmentação gestacional (cloasma ou melasma) afeta face, aréolas mamárias e as vezes genitália. ÀS RADIAÇÕES: Raios ultravioleta, solar e demais radiações estimula os melanócitos a sintetizar melanina Como fator de auto-proteção. DIMINUIÇÃO LOCAL DA PIGMENTAÇÃO ACROMOTRIQUIA:Na senilidade e em algumas deficiências nutricionais (cobre, ácido paraminobenzoico, ácido pantotênico). As radiações intensas, após um período de hiperpigmentação, podem levar à acromotriquia em consequência da exaustão dos melanócitos. ACROMIA CICATRICIAL Decorre da exaustão dos melanócitos ou de sua destruição. VITILIGO Acromia localizada adquirida, idiopática, Geralmente simétrica, Irregular e delimitada, com hipercromia periférica. Provavelmente decorrem da perda de atividade enzimática local dos melanócitos. ALBINISMO Despigmentação generalizada congênita geralmente condicionada por gen autosômico recessivo decorrente da incapacidade dos Melanócitos de sintetizar a tirosinase (ou tirosina oxidase), importante na síntese da melanina. VITILIGO PIGMENTO DE LIPOFUSCINA Conceito: Grupo homogêneo de pigmentos derivados da oxidação de lipídeos ou de lipoproteínas, Ocorrem em condições de senilidade ou caquexia, caracterizando a ”Atrofia parda”, em coração, músculos esqueléticos,fígado,adrenais, neurônios, ovários, testículos e Linfonodos. Características, podem variar de tecido para tecido. CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS Órgão pardo, de fácil evidenciação em tecidos musculares e neurônios. Grânulos pardo- amarelados ou marrom escuros, difusos no citoplasma ou próximo dos núcleos nas fibras. PIGMENTOS HEMOGLOBINÍCOS A hemoglobina (Hb) é composta basicamente de uma proteína do grupo das histonas (globina) e de 4 grupos derivados da síntese de porfirinas (Grupo Heme, cromático, tetrapirrólico). HEMOSSIDEROSE Acúmulo anormal de hemossiderina nos tecidos, especialmente: Nos macrófagos da derme, do fígado, do baço, linfonodos, da medula óssea e dos pulmões. HEMOSSIDERINA Pigmento brilhante, amarelo-ouro, resultante da Degradação da Hb. Presente no plasma sanguíneo. De ocorrência principalmente intracelular, em locais onde esteja ocorrendo desintegração excessiva de hemácias. ETIOLOGIA HEMOSSIDEROSE HEMÓLISE EXCESSIVA, LOCAL OU GERAL DE OCORRÊNCIA LOCAL: Hemorragias Hiperemias passivas prolongadas: pulmões e baço, associadas à ICC, Nas anemias hemolíticas. CARACTERÍSTICAS MACROSCÓPICAS: Quando intensa,hemossiderose determina coloração ocre amarronzada. CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS: Grânulos brilhantes dourados ou pardacentos, de tamanhos variados, entre as células ou dentro de macrófagos e/ou células epiteliais. METABOLIZAÇÃO DOS PIGMENTOS BILIARES A vida útil da hemácia é de 120 dias no homem, após é fagocitada pelos macrófagos do SRE (hemocaterese). Nos macrófagos (baço,fígado e M.óssea, a hemácia é lisada liberando a Hb que é quebrada em globina e em grupos heme. METABOLIZAÇÃO DOS PIGMENTOS BILIARES O grupo corado será transformado em biliverdina, será reduzida pela biliverdina redutase para bilirrubina (Bb). Esta Bb (ainda insolúvel na água) é liberada no plasma,combina com a albumina solubilizando-se, sendo denominada Bb I ou Hemo Bb ou ainda Bb não conjugada. No fígado, os hepatócitos liberam a albumina plasmática da Bb I e a conjugam com o ácido glicurônico (ação da Glicoronil transferase) ao nível do RE, formando assim a Bb II ou Diglucoronato de Bb ou ainda bilirrubina conjugada hidrossolúvel. A Bb, com os Sais biliares, é levada ao duodeno (vias biliares), sofre a ação de redutases bacterianas convertendo em urobilinóides (urobilinogênio, estercobilinogênio). Os urobilinóides são retidos pelos rins, sendo excretados pela urina (a urobilina é responsável pela coloração amarelada da urina). Os urobilinóides não absorvidos no intestino serão eliminados pelas fezes na forma de estercobilina responsáveis pela coloração amarronzada característica. ICTERÍCIAS Coloração amarelo-esverdeada nos tecidos,causada pela elevação dos níveis séricos de pigmentos biliares. É a pigmentação da pele, mucosa e esclera ocular pela bilirrubina, em consequência de hiperbilirrubinemia. A concentração de ilirrubina no soro é 0,5 a 1,0 mg %, tudo da variedade não conjugada. Icterícia torna-se perceptível a partir de níveis de bilirrubinemia de 2,0 a 2,5 mg %. 1.Causas pré-hepáticas (bilirrubina indireta) ou Hemolítica Hemólises e anemias hemolíticas Infartos pulmonares. 2.Causas hepáticas (bilirrubina indireta e direta) ou tóxico infecciosa ou por retenção Hepatites, Colestases, Cirroses, Tumores 3.Causas pós-hepáticas (bilirrubina direta) ou obstrutiva Cálculos Tumores Compressões externas BILIRRUBINA: ICTERÍCIA Fígado com retenção biliar: a bilirrubina em contacto com o formol é oxidada para biliverdina : Branco = fibrose , verde = nódulos de hepatocitos com retenção de bile. CIRROSE HEPÁTICA- COLESTASE COLESTASE ICTERÍCIA PRÉ HEPÁTICA CAUSAS Doença hemolíticas graves, Infecções com Streptococcus hemolíticos, Intoxicações veneno de cobra (jararaca). MECANISMO Hemólise excessiva Hemo Bb, excedendo a Capacidade de metabolização e excreção do fígado ACHADOS Aumento: Hemo Bb no plasma (com deposição nos tecidos) Aumento Urobilinogênio nas fezes e urina. ICTERÍCIA PRÉ HEPÁTICA Se há um processo hemolítico associado, ex. (incompatibilidade para fator Rh), o nível de bilirribina não- conjugada pode atingir 20 mg % ou mais. Como a barreira hemoencefálica no RN a termo, e no prematuro, ainda é imatura, a Bb pode atravessá- la e passar ao tecido nervoso, onde é tóxica, causando morte de neurônios. O tecido fica impregnado de Bb, tomando cor amarela. A doença recebe o nome de kernicterus (kern em alemão significa núcleo) e causa crises convulsivas, sendo fatal ou deixando graves sequelas. ICTERÍCIA NEONATAL Bilirrubina pode passar do feto para a mãe. Hiperbilirrubinemia fisiológica. 40 – 60% em nascidos hígidos. 80% em prematuros. Imediatamente ao nascimento e nas 2 primeiras semanas lactente não conjuga bilirrubina com ácido glicurônico em quantidade suficiente para excreção da bile. Tratamento com luz fluorescente (forma dímeros mais polares). Atualmente usa-se fototerapia para evitar o kernicterus. Consiste na forte iluminação da criança com luz branca ou azul que leva a foto- isomerização da bilirrubina não-conjugada a formas hidrosolúveis que podem ser eliminadas na bile e urina sem necessidade de conjugação. ICTERÍCIA HEPÁTICA •