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C GI R UR I R AR E S I D Ê N C I A M É D I C A Rafaella Morés Artifon A Trauma e Suas Consequências Lesões especificas Vísceras sólidas Lesões diafragmaticas Difícil diagnóstico: - TC não vê direito, exceto quando há herniação (mais comum do lado esquerdo, porque do lado direito o fígado “protege”) Normalmente ocorre em lesões da transição toracoabdominal Linha intermamilar e rebordo costal Linha entre a ponta das escapulas e o rebordo costal Conduta: videolaparoscopia - Requer estabilidade! Baço “Batida na barriga é baço” Sinal de Kehr: dor referida no ombro esquerdo Sinal Ballance: hematoma esplênico (macicez a percusão esquerda) O trauma esplênico é uma hemorragia em 2 tempos: - Capsula esplenica consegue conter o hematoma inicialmente por um determinado tempo. Depois rompe. CONDUTA CIRÚRGICA TC com lesões graus 4 a 5 (baço tem 4 letras = lesão grau 4 opera) Grau 4: 1/4 de desvascularização Grau 5: baço pulverizado/ lesão grave do hilo Hematoma ou laceração subescapular pequenos Hematoma subcapsular > 50% de superfície ou em expansão, Ruptura subcapsular Hematoma parenquimatoso > 5cm Laceração > 3cm ou envolvendo vasos trabeculares Desvascularização > 25% do baço Baço pulverizado, ou lesão hilar com desvascularização Para os pacientes estáveis, sem peritonite ou coagulopatia pôde- se tentar conduta conservadora: - UTI por 48-72h - Repouso absoluto - Cateter nasogástrico - Ht seriado Esplenectomia total - Vacinação para Pneumo, Meningo e Hib no 14 dia de PO 1/2 3 4 5 De maneira clássica, lesões graus 4 e 5 — cirugia - No entanto, de acordo com a última edição do Sabiston / ATLS: o principal fator preditivo do sucesso do tratamento conservador é a estabilidade hemodinâmica — por isso, atualmente, mesmo em lesões grau 4, se o paciente estiver estável, podemos tentar a abordagem conservadora. - Estes casos, se houver a presença de Blush durante a TC, a angioembolização pode ser tentada. 1. Questão traz paciente com “blush” de contraste no trauma esplênico mantendo taquicardia após 1L de SF. Conduta? Embolização - Um blush no máximo é uma lesão grau 4 (provavelmente 3) 2. Imagem com lesão esplenica + liquido livre em volta do fígado e baço. Baço todo heterogêneo e com liquido livre em volta. - Mas, de forma geral, o parênquima está preservado - como paciente está estável, a lesão deve ser no máximo 3. CD conservadora Baço - lesão do tipo 3 ou 4 com sangramento ativo: arteriografia com angioembolização ⑥ ☒ - Fígado CONDUTA CONSERVADORA Apenas com estabilidade hemodinâmica e/ou controlou sangramento com angioembolização CONDUTA CIRÚRGICA SE instabilidade hemodinâmica (principal fator) ou TC com grau VI (avulsão hepática) - fígado 6 letras = grau 6 Qual cirurgia? - Lesões simples: compressão, hemostáticos tópicos, ráfia. - Lesões complexas: ressecção segmentar (hepatectomia + porto-cava) Manobra de PRINGLE: para sangramento difuso que não melhora com as medidas clássicas (tamponamento/compressa) Clampeamento do ligamento hepatoduodenal, que contém: - Colédoco - A. Hepatica - Veia porta Se o sangramento parou: sangue veio de um desses 3 Se o sangramento não parou: lesão da veia cava inferior (retro hepática) ou veias hepáticas —> cirurgia de damage control —> lembrar de hemobilia após trama hepático: paciente após conduta conservadora que evolui com HDA + melena + dor em HD - CD: solicitar angioTC ou angiografia Através do forme de Winslow Lesões simples (80%) Hematoma intraparenquimatoso com sangramento ativo ou rotura Parenquimatosa > 25% de um lobo Rotura Parenquimatosa > 75% de um lobo ou lesões venosas Avulsão hepática do pedículo vascular Para os pacientes estáveis e sem peritonite, tentar conduta conservadora: - Observação em CTI - Repouso absoluto por 5 dias - Ht seriado: se queda do Ht —> nova TC Arteriografia + angioembolização pode ser tentada quando houver sangramento ativo e estabilidade hemodinâmica, com extravasamento do contraste apenas para o parênquima hepático - Se não estiver disponível a arteriografia, há cerca de 50% de chance de ressangramento Hepatectomia total + anastomose porto cava + transplante em até 36h 1 2 3 4 5 6 Sinal de Kehr lado direito — lesão hepática Sinal de Kehr lado esquerdo — lesão esplenica Pâncreas Lesão pancreatica é sempre cirúrgica, mesmo que seja apenas um dreno. - Ou seja, lesão de pancreas = dreno. CONDUTA 1. SEM lesão de ducto: reparo + drenagem 2. COM lesão de ducto A) Corpo e cauda (esquerda da VMS) — pancreatectomia distal + drenagem B) Cabeça (direita da VMS) B1) Simples: drenagem + reparo B2) Grave ou junto com duodeno: duodenopancreatectomia + drenagem Hematoma ou laceração sem lesão ductal Transecção distal ou trauma do parenquima com lesão de ducto Transecção proximal ou trauma envolvendo ampola Trauma envolvendo cabeça do pâncreas - desvascularização da cabeça do pancreas e trauma da ampola de Vater Conservadora. Se laceração maior: desbrida + hemostasia local e drenagem Pancreatectomia distal: tenta preservar o baço Hemostasia e drenagem Cirurgia de Whipple em 2 tempos 1/2 3 4 5 Rins Principal sinal: hematúria macroscópica com/sem instabilidade hemodinâmica - TC é o método de escolha para avaliação. Em fase arterial precoce e fase tardia excretora (quando o contraste preenche as vias urinarias). Na sua indisponibilidade, pôde-se usar urografia excretora. O tratamento conservador é viável em > 90% dos casos Lesões menores: hematomas subcapsulares, lacerações ou contusões corticais Laceração se estende até o sistema coletor Fragmentação total do rim Para os estáveis, sem peritonite: repouso por 1 semana + ATB Pacientes estáveis: embolização ou nefrectomia parcial Nefrectomia total 1 2 3 4 5 Atrofia renal e hipertensão arterial (por uma lesão vascular), e hidronefrose (por uma estenose do sistema coletor) são complicações tardias do trauma renal. Não tem relação direta com a gravidade. Grau 1: - Contusão com hematúria macro ou microscopia + estudos urológicos normais ou - Hematoma subcapsular não expansivo sem laceração renal Grau 2: - Hematoma peritoneal não expansivo confinado ao retroperitôneo renal ou - Laceração corticala esquerda sem fratura da arcos costais - Trauma fechado na região epigástrica ou na porção inferior do esterno, com sintomas desproporcionais - Drenagem torácica com conteúdo intestinal ou gástrico - Pneumomediastino sem outra causa aparente. Tratamento: - Drenagem do espaço pleural e do mediastino - Reparo primário da lesão (em duas camadas) seguido do tamponamento da linha de sutura. - Associar ao procedimento gastrostomia descompressiva + jejunostomia. Estômago Comum após trauma penetrante e de bom prognostico. - Diagnóstico precoce: por ser um órgão intraperitoneal com secreção muito ácida, evolui rapidamente com irritação peritoneal Tratamento: - Ráfia simples: maioria - Gastrectomia parcial: se perda de substancia grande Por ser um órgão bem irrigado e com presença de serosa, as rafias estão pouco sujeitas a deiscência. Duodeno LACERAÇÃO DUODENAL Anatomicamente o duodeno possui uma porção retroperitonial, gerando retropneumoperitoneo (lacera —> entra ar). Clínica: - Escoliose antálgica - Dor lombar que irradia para região escrotal - Crepitações do reto ao toque retal RX: retropneumoperitôneo CD: laparotomia (retropneumoperitôneo = abdome cirugico) CONTUSÃO DUODENAL Hematoma da parede duodenal —> reduz a luz —> obstrução gástrica: náuseas e vômitos. Clássico: “criança caiu de bicicleta” RX: sinal de obstrução (empilhamento de moedas) CD: - Descompressão gástrica + NPT - Se não melhora em 2 semanas: laparotomia Hematomas geralmente são absorvidos em 10-15 dias - CD conservadora. - Geralmente só são explorados cirurgicamente os que causam obstrução. ENARE 2021: “Laceração duodenal > 50% é considerada grau 2” - falso! Hematoma Laceração Hematoma Laceração Laceração Laceração Laceração vascular Envolve uma única porção do duodeno (1) Espessura parcial, sem perfuração Envolve mais de uma porção do duodeno (2) 75% da circunferência da 2a porção ou envolvimento da ampola ou ducto biliar comum distal Lesão maciça do complexo duodenopancreático Desvascularização do duodeno 1 2 3 4 5 ENARE 2021: A hiperamilasemia deve levar a suspeita de trauma duodenal em trauma fechado —> é compatível com lesão de viscera oca! Aumento a amilase nos leva a pensar em pancreatite, mas a outra opção é lesão de víscera oca! Intestino delgado Assim como o estômago, costuma ter diagnóstico precoce e bom prognóstico - Raro a ocorrência de fistulas Conduta: - Ráfia primária (maioria) - Se desvascularização, lesões múltiplas ou acometimento > 50% do diâmetro da alça: enterectomia segmentar com anastomose primária. Sinal do cinto de segurança!!! = lesão de delgado ou mesentério Intestino Grosso Local mais comum: transverso Cirurgias: igual intestino delgado, porém há maior risco dessa sutura romper pela passagem de fezes já formadas. - Logo, temos que proteger a sutura! Colostomia ou cirurgia para controle de dano - Opto por isso principiante em pacientes instáveis pois nesses casos a sutura tem o risco adicional da isquemia ou - Paciente que durante a cirurgia recebe > 4-6 concentrados de hemácia ou - Cirurgia tardai (> 4-6h) / contaminação com peritonite Critérios para realizar apenas reparo primário (sem proteção) - todos: 1. Comprometimento de 25% deve ser realizada derivação (sigmoidostomia). UNIFESP 2022: paciente com laceração > 50% do reto — o que fazer? R: Laparotomia exploradora + sigmoidostomia derivative + drenagem do espaço pré-sacral + lavagem de reto distal. - A maioria concorda que a drenagem pré-sacral não deve ser feita de rotina. Mas se lesão retal associada a lesões de partes moles ou fratura pélvica, fazer. Trauma pélvico Fratura de bacia Frequentemente associada a lesões vasculares - O acometimento do plexo venoso sacral é o mais comum - sangramento retroperitonial, geralmente, autolimitado. Classificação: Estável: anel pélvico alinhado e abertura da sínfese pubica 2,5cm —> gera instabilidade rotacional CONDUTA A primeira preocupação é com o sangramento! - Se houver suspeita de fratura em livro aberto: a conduta imediata é imobilização com lençol + reposição volemica. - Fazer FAST para excluir sangramento intraperitoneal Paciente estável = avaliar com TC Pacientes instáveis - 1a escolha: embolização - Alternativa: tamponamento extra-peritoneal (packing) e fixação externa —> TTO cirugico definitivo é feito apenas após estabilização! Complicação — hematoma retroperitoneal - Por isso a tentativa de comprimir a pelve e evitar que o sangue vá pro retroperitôneo. Lesão vesical (bexiga) Associadas a fratura de pelve em > 80% dos casos. Quadro clínico: retenção urinaria + hematúria macroscópica Diagnóstico: - UroTC com cistografia retrógrada Pode ser: 1. Lesão intraperitoneal: - Associada com contusão no andar inferior do abdome (aumento súbito da pressão) —> ex: viajando de carro com a bexiga cheia, e bate o carro. - Liquido livre na pelve geralmente não causa peritonite 2. Lesão extraperitoneal (mais comum) CD: laparotomia (exploração cirúrgica pra ráfia) - Muito associada com fratura de bacia e formação de espiculas ósseas - Na cistografia: vê cúpula - CD: colocação de cateter vesical de demora por 14 dias. Fratura de pelve: - Uretra posterior - Bexiga extraperitoneal Intraperitoneal Extraperitoneal Paciente vitima de atropelamento, estável, com hematúria + dor suprapubica e em FID. - Foi feita TC (já que ele estava estável). Seta amarela: líquido na cavidade peritoneal Seta azul: cabeça do femur deslocada (luxação) Líquido livre + estabilidade = lesão de bexiga (o líquido é a urina). Qual a conduta? - Cirurgia! Laparotomia (R) Se possível, o ideal seria fazer uma cistografia retrógrada para confirmar o trauma vesical intra, mas não tinha essa opção. Lembrar de não fazer cistoscopia porque não tem como afastar lesão de uretra. Lesão de uretra ANATOMIA Uretra posterior: - Prostática - Membranosa Uretra anterior: - Bulbar - Peniana - Glândular (fossa navicular) MECANISMOS DE LESÃO Uretra posterior (membranosa e prostática) - Fraturas e luxações de pelve Uretra anterior (bulbar e peniana) - Bulbar = queda a cavaleiro - Peniana = trauma penetrante ou acidente (mordedura, fratura de corpo cavernoso) QUADRO CLÍNICO Sangue no meato/ introito vaginal Ureterorragia Equimose Bexigoma Fratura instável de pelve Não passar cateter vesical pra avaliar débito urinário se suspeita de fratura de uretra!!!! Tem que fazer uretrografia retrógrada l DIAGNÓSTICO Uretrografia retrograda — permite diagnostico + quantificar a extensão da lesão TRATAMENTO Cistostomia aberta para avaliar DU e aliviar bexigoma - NÃO PASSAR CATETER VESICAL - Se fratura de pelve ou grávida: preferir cistostomia supraumbilical Lesão de ureter Ureter possui 3 pontos de estreitamento: 1. Junção ureteropiélica 2. Cruzamento com os vasos ilíacos 3. Junção uretrovesical TRATAMENTO Lesão de ureter alto (terço proximal): - Autotransplante - Interposição de íleo entre o rim e a bexiga Lesão de ureter baixo (terço inferior) — reimplante ureteral na bexiga. Lesão parcial: catéterduplo J por 3 semanas. Exame padrão ouro: Pielografia retrógrada Lesão ureteral contusa ou parcial (incompleta): o stent ureteral comunica a pelve renal com a bexiga urinária (cateter de duplo J). É uma estratégia profilática capaz de reduzir edema progressivo, oclusão e isquemia. Lesão ureteral completa: a reconstrução ureteral deve ser realizada no momento da laparotomia inicial, se possível. - As opções cirúrgicas, a depender da localização da lesão, incluem a reaproximação primária, ureteroureterostomia e reimplante ureteral, sempre colocando um cateter ureteral. Lesões de ureter proximal e médio: podem ser tratadas usando fechamento primário ou ureteroureterostomia espatulada. Também é descrita anastomose com o ureter contralateral, chamada de transuretero-uretero anastomose. Lesões do ureter distal (distais aos vasos ilíacos): recomenda-se o reimplante ureterovesical Trauma de coluna vertebral e raquimedular Trauma de coluna vertebral CONCEITOS INICIAIS 33 vértebras - 7 cervicais - 12 torácicas - 5 lombares - 5 sacrais - 4 coccígeas 55% ocorrem na coluna cervical 15% na coluna torácica 15% na toracolombar 15% na lombossacra 5% das vítimas de TCE apresentam lesão de coluna vertebral - Mas 25% das vitimas com lesão de coluna vertebral apresentam TCE - Até 5% dos pacientes apresentam inicio dos sintomas ou piora clínica após a estabilização — consequência da progressão da isquemia, edema ou manipulação excessiva! A prancha rígida é mais pra transporte (tentar tirar o mais rápido possível para evitar úlceras de pressão). - Pra retirar o colar não é obrigatório fazer exame de imagem!!! Se necessário, qual exame?Tem que ser um exame simples que você mesmo consiga avaliar — radiografia em AP e perfil (sempre) AVALIANDO A RADIOGRAFIA Exame bem feito: - Tem que conseguir ver as 7 vértebras cervicais. - Verificar o alinhamento: 4 linhas (anterior ao corpo vertebral + posterior + espinolaminar + supra espinhal. PRINCIPAIS FRATURAS Luxação atlanto-occipital - C1 = atlas - Muito comum na síndrome do bebe sacudido (flexão + distração) Fratura de Jefferson (Atlas - C1) - Explosão do atlas em 4 partes = lesão de alta energia Força axial (de cima pra baixo) — mergulho em águas rasa / objeto que cai na cabeça (ex: entulho) Fratura do Axis (C2) Descontinuidade do processo odontoide - Lesão por hiperextensão cervical = fratura do enforcado “hangman” Fratura de chance Lesão de vértebra torácica Desaceleração: mau uso do cinto de segurança de 2 pontas. Abre de trás p/ frente - Veja na imagem a vertebra achatada. Fratura com cinto de segurança = torácica = chance SÍNDROME DO BEBÊ SACUDIDO (SHAKEN BABY) Epidemiologia: - Crianças paciente pode ter ausência de taquicardia. - Aparece muito em prova! Porque o paciente hipotenso tenta compensar a hipotensão com taquicardia (isso é o esperado). Mas nesse caso o simpatico foi lesado - não consegue fazer taquicardia! Isso só acontece de T6 pra cima (onde inerva o coração) Conceito chave do choque neurogênico: paciente com hipotensão e bradicardia Como o problema não é hipovolemia (mas sim a vasodilatação) o paciente não responde a volume! —> Conduta: volume + vasopressor +/- atropina (se grave/refratário) “Pele quente = vasodilatação + hipotensão + bradicardia” Evitar succinilcolina - possui como EC bradicardia e hipercalemia! - Ideal seria o rocuronio. Choque medular Não é de choque, é de pancada - pancada na medula (lesão direta) - Flacidez + perda do tônus vascular no momento da pancada (depois melhora) - Não tem hipotensão! Apenas flacidez + arreflexia Como diferenciar choque neurogênico de medular? Através da avaliação do reflexo bulbocavernoso: introdução de sonda de Foley no anus, insuflação de um balonete e tração ou leve pressão sobre a glande para avaliar a contração do anus —> a ausência do reflexo indica choque medular, que costuma se resolver com 48h com o retorno do reflexo. Normalmente se resolve dentro de 24-48h, podendo durar até 2 semanas. - Com o tempo há retorno dos reflexos e evolução para hiperrreflexia. Trauma cervical e fraturas de face Trauma cervical ZONAS CERVICAIS Zona 1: base do pescoço até região do desfiladeiro torácico - Da fúrcula esternal até a cricoide - Problema - aceso cirúrgico difícil (muito baixo) - mortalidade maior! Zona 2: da cartilagem cricoide ao angulo da mandíbula (maior extensão) - Acesso cirúrgico mais fácil - Estruturas nobres: carótidas, vertebrais, jugulares, trato aerodigestivo. Pra nossa sorte, o acesso é fácil. Você segue o esternocleidomastoideo p/ acessar. Zona 3: do angulo da mandíbula até a base do crânio CONDUTA Se lesão óbvia sempre é cirurgia! Cervicotomia exploradora imediata. - Instabilidade - Sangramento ativo - Hematoma em expansão - Lesão aerodigestiva (bolhas de ar na região) Estável e sem indicação imediata = investigação - AngioTC / arteriografia / Doppler - Laringoscopia / Broncofibroscopia / EDA / Esofagografia Se não violou o platisma (músculo) = lesão superficial - Sutura e pronto Ex: cerol Fratura de face TC de face ou seios da face é o grande exame!! Geralmente não são a prioridade do atendimento (por mais chocante que sejam) - A prioridade é seguir o ABCDE CLASSIFICAÇÃO DE LEFORT Tipo 1 ou Guérin ou disjunção dentoalveolar - Linha de fratura é transversa Tipo 2 - Separa o osso maxilar e nasal do osso frontal (pense nas 2 mãos colocando no rosto) Tipo 3 - Semelhante a 2 mas acomete a órbita (falou órbita = 3) Cirurgia é indicada se: - Perda de função - Prejuízo estético Sangramento profuso de orofaringe = artéria maxilar ou palatina (ramos da carótida externa) - CD: ligadura da carótida externa