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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO 
NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO 
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GASTRONOMIA 
 
 
 
CAMILLA RAMOS FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
A RELAÇÃO ENTRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL E ALIMENTAÇÃO 
ESCOLAR NA CIDADE DE BARREIRINHAS – MA: uma revisão de literatura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barreirinhas -MA 
2025 
 
 
CAMILLA RAMOS FERREIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A RELAÇÃO ENTRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL E ALIMENTAÇÃO 
ESCOLAR NA CIDADE DE BARREIRINHAS – MA: uma revisão de literatura 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
curso Superior de Tecnologia em Gastronomia do 
Núcleo de Tecnologias da Universidade Estadual 
do Maranhão como requisito para a obtenção do 
título de Tecnólogo em Gastronomia. 
 
Orientador: Prof. Msc. Gabriel Felipe Serra de 
Sousa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Barreirinhas -MA 
2025 
 
 
 
CAMILLA RAMOS FERREIRA 
 
 
 
A RELAÇÃO ENTRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL E ALIMENTAÇÃO 
ESCOLAR NA CIDADE DE BARREIRINHAS – MA: uma revisão de literatura 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao 
curso Superior de Tecnologia em Gastronomia do 
Núcleo de Tecnologias da Universidade Estadual 
do Maranhão como requisito para a obtenção do 
título de Tecnólogo em Gastronomia. 
 
Orientador: Prof. Msc. Gabriel Felipe Serra de 
Sousa 
 
 
Aprovado em: / / 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
________________________________________ 
Prof. Msc. Gabriel Felipe Serra de Sousa (Orientador) 
Universidade Estadual do Maranhão - UEMA 
 
 
________________________________________ 
1º Examinador 
 
 
 
________________________________________ 
2º Examinador 
 
 
 
 
 
Tecnóloga
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À Deus, pela benção de um sonho 
realizado. 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
A Deus, Senhor da minha vida, por todas as graças e bênçãos concedidas ao 
longo da minha caminhada. Sua presença me sustentou nos momentos de incerteza 
e fortaleceu minha fé nos dias difíceis. 
À minha família, pelo amor incondicional, pelos ensinamentos, pelo apoio 
constante e por sempre guiarem meus passos com carinho, cuidado e dedicação. 
Vocês são minha base e minha inspiração. 
Aos professores que, com sabedoria e compromisso, contribuíram 
significativamente para minha formação acadêmica e pessoal ao longo dessa 
jornada. 
À instituição de ensino, pela oportunidade de acesso ao conhecimento e à 
construção de saberes transformadores. 
Ao Professor Chistiano, tutor do curso, por sua motivação incansável e por 
acreditar em mim mesmo quando pensei em desistir. Sua força foi essencial para 
que eu chegasse até aqui. 
Ao meu orientador, Professor Gabriel Serra, pela orientação atenciosa, pela 
escuta generosa e pela disponibilidade constante durante todo o processo de 
construção deste trabalho. 
Aos colegas de curso, por compartilharem comigo não apenas aprendizados, 
mas também risadas, desafios e momentos de superação. Foram lágrimas, 
conquistas, perrengues e memórias que levarei para a vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando você se encontrar em uma 
encruzilhada, tendo que decidir entre o 
bem de um indivíduo e o bem comum, 
sempre escolha a segunda opção, pois 
esse caminho o conduzirá à justiça. 
 
Bárbara do Carmo Neto 
 
 
 
 RESUMO 
 
Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a agricultura sustentável e a 
alimentação escolar no município de Barreirinhas – MA. A pesquisa fundamentou-se 
em uma revisão bibliográfica. Os resultados demonstraram que a agricultura familiar 
local é responsável por uma parcela significativa do abastecimento da merenda 
escolar, promovendo a valorização da cultura alimentar regional, a segurança 
alimentar e nutricional dos estudantes, além do fortalecimento da economia local. 
Constatou-se ainda que práticas agrícolas sustentáveis vêm sendo adotadas por 
parte dos produtores, embora persistam desafios relacionados à assistência técnica, 
infraestrutura e logística. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) 
revelou-se fundamental para viabilizar a integração entre a produção familiar e o 
ambiente escolar, configurando-se como um importante instrumento de 
desenvolvimento rural sustentável. Conclui-se que a experiência de Barreirinhas 
exemplifica como a articulação entre agricultura sustentável e alimentação escolar 
pode contribuir para a promoção da saúde, da educação e do desenvolvimento 
socioeconômico local. 
 
Palavras-chaves: Alimentação Escolar; Agricultura Familiar; Agricultura 
Sustentável; Desenvolvimento Local; Segurança Alimentar. 
 
 
 
 
Sugiro substituir por já constar no seu título, por exemplo Sustentabilidade agrícola
Sugiro substituir por já constar no seu título, por exemplo "Refeição escolar"
De qual tipo?
 
ABSTRACT 
 
This study aimed to analyze the relationship between sustainable agriculture and 
school meals for students in the final years of elementary school in the city of 
Barreirinhas, Maranhão, with an emphasis on the contribution of family farming to the 
supply of regional fruits, vegetables and greens. The research was based on a 
literature review. The results showed that local family farming is responsible for a 
significant portion of the supply of school meals, promoting the appreciation of 
regional food culture, food and nutritional security for students, and strengthening the 
local economy. It was also found that sustainable agricultural practices have been 
adopted by producers, although challenges related to technical assistance, 
infrastructure and logistics persist. The National School Feeding Program (PNAE) 
has proven to be essential in enabling the integration between family production and 
the school environment, configuring itself as an important instrument for sustainable 
rural development. It is concluded that the experience of Barreirinhas exemplifies 
how the articulation between sustainable agriculture and school meals can contribute 
to the promotion of health, education and local socioeconomic development. 
 
Keywords: Sustainable Agriculture; School Feeding; Family Farming; Food Security; 
Local Development. 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO 10 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 12 
2.1 Agricultura Sustentável, Conceitos e Princípios 12 
2.2 Políticas Públicas e a Alimentação Escolar no Brasil 13 
2.3 A relação entre agricultura sustentável e a alimentação escolar: caminhos para 
a sustentabilidade alimentar 14 
3 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE ESTUDANTES DOS ANOS FINAIS DO 
ENSINO FUNDAMENTAL DA CIDADE DE BARREIRINHAS - MA. 16 
3.1 A Contribuição da agricultura familiar na alimentação escolar na Cidade de 
Barreirinhas – MA 17 
4 METODOLOGIA 21 
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 22 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25 
 REFERÊNCIAS 26 
 
 
 
 
10 
 
1 INTRODUÇÃO 
Ao longo das últimas décadas, o conceito de agricultura sustentável evoluiu 
para incluir práticas agrícolas que não apenas visam maximizar a produção agrícola, 
mas também garantir a conservação dos recursos naturais, a preservação da 
biodiversidade e o respeito aos direitos sociais e econômicos dos agricultores. Em 
paralelo, programas de alimentação escolar têm sido reconhecidos não apenas 
como uma ferramenta educacional, mas também como uma estratégia eficaz para 
combater a fome, promover dietas saudáveis e estimular economias locais. 
No contexto das políticas públicas voltadas à garantia do direito à alimentação 
e à promoção da saúde no ambiente escolar, destaca-se o Programa Nacional de 
Alimentação Escolar (PNAE), instituído no Brasil em 1955. Coordenado pelo Fundo 
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o programa tem como objetivo 
oferecer alimentação saudável e adequada aos estudantes da educação básica das 
escolas públicas. Além de combater a insegurança alimentar, o PNAE promove 
açõesde educação alimentar e nutricional, incentivando a compra de produtos da 
agricultura familiar, o que contribui para o desenvolvimento local e a 
sustentabilidade. Assim, o programa configura-se como uma estratégia fundamental 
no fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem e no cumprimento dos 
direitos sociais garantidos pela Constituição Federal 
Os agricultores familiares da região desempenham um papel essencial no 
abastecimento das escolas municipais, garantindo a oferta de produtos frescos 
como abóbora, cheiro-verde, frutas diversas (como banana, melancia, abacaxi e 
laranja) e uma ampla variedade de legumes. 
A escolha deste tema justifica-se pela relevância crescente da agricultura 
sustentável como estratégia para assegurar a segurança alimentar, promover a 
saúde e fortalecer a economia local. Ao abordar sua relação com a alimentação 
escolar, especialmente no contexto dos anos finais do Ensino Fundamental, uma 
fase crítica para o desenvolvimento físico e cognitivo, este estudo busca contribuir 
para a compreensão de como políticas públicas e práticas sustentáveis podem ser 
integradas de maneira mais eficiente. Além disso, investigar esse tema pode 
subsidiar ações que fortaleçam a agricultura familiar e sustentável, garantindo 
 
 
Este trecho acredito se encaixar melhor ao final da introdução, precisa de citação.
Citação
Precaisa de citações, as fontes que foram lidas e selecionadas para obter a construção destes parágrafos.
11 
 
refeições mais saudáveis e estimulando a conscientização ambiental e social entre 
os estudantes. 
Portanto, a integração de práticas de agricultura sustentável no fornecimento 
de alimentos para a alimentação escolar contribui positivamente para a qualidade 
nutricional das refeições, fortalece a economia local e promove maior 
conscientização ambiental entre os estudantes dos anos finais do Ensino 
Fundamental. No entanto, sua efetiva implementação ainda é limitada por desafios 
logísticos, institucionais e de formação técnica dos envolvidos. 
Apesar dos avanços nas políticas públicas que estimulam a adoção de 
práticas agrícolas sustentáveis e sua inserção na alimentação escolar, ainda existem 
desafios significativos quanto à efetiva integração entre produção sustentável de 
alimentos e o fornecimento de refeições saudáveis, seguras e adequadas nas 
escolas. Assim, surge a seguinte questão-problema: como a agricultura sustentável 
pode contribuir para a melhoria da qualidade e sustentabilidade da alimentação 
escolar? 
Dessa forma, este trabalho busca contribuir para o fortalecimento de práticas 
educacionais e alimentares mais sustentáveis, alinhadas aos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial os ODS 2 (Fome Zero e 
Agricultura Sustentável), 4 (Educação de Qualidade) e 12 (Consumo e Produção 
Responsáveis), reconhecendo a interdependência entre esses temas. 
Portanto, ao compreendermos melhor as conexões entre agricultura 
sustentável e alimentação escolar, poderemos identificar oportunidades de 
fortalecimento de políticas públicas e práticas educacionais que promovam sistemas 
alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis para as futuras gerações. 
O objetivo desta pesquisa é analisar a relação entre práticas de agricultura 
sustentável e a alimentação escolar na cidade de Barreirinhas-MA. E como objetivos 
específicos: a) identificar as principais práticas de agricultura sustentável utilizadas 
no fornecimento de alimentos para programas de alimentação escolar; b) investigar 
como a inserção de produtos oriundos da agricultura sustentável impacta a 
qualidade nutricional das refeições escolares; c) apontar os principais desafios e 
propostas para fortalecer a articulação entre agricultura sustentável e alimentação 
 
 
Reestruture este parágrafo, fale dos ODS e sua relação com a temática abordada, referencie, pois ficou com características de objetivo geral.
Citação
Citação
12 
 
escolar; d) refletir a alimentação escolar de estudantes dos anos finais do ensino 
fundamental de Barreirinhas-MA. 
Este Trabalho de Conclusão de Curso está estruturado em cinco partes: 
Introdução, Referencial Teórico, Metodologia, Resultados e Discussão, e 
Considerações Finais. Cada seção foi elaborada com o objetivo de garantir a 
coerência na abordagem do tema e aprofundar a análise proposta ao longo do 
estudo. 
 
 
 
Acredito que neste parágrafo você deve esplanar mais sobre a justicativa do seu trabalho, essa parte de estruturação acredito que possa ser substituído pea justificativa,
13 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1 Agricultura Sustentável, Conceitos e Princípios 
 
A agricultura sustentável surge como uma resposta às limitações e impactos 
socioambientais do modelo agrícola convencional, caracterizado pelo uso intensivo 
de insumos químicos, mecanização exacerbada e perda da biodiversidade. Segundo 
Altieri (2012), a agroecologia, enquanto base científica da agricultura sustentável, 
propõe sistemas agrícolas que integram práticas ecológicas, justiça social e 
viabilidade econômica, promovendo a conservação dos recursos naturais e a 
soberania alimentar. 
 
A agricultura sustentável não constitui algum conjunto de práticas 
especiais, mas sim um objetivo: alcançar um sistema produtivo de 
alimento e fibras que: aumente a produtividade dos recursos naturais 
e dos sistemas agrícolas, permitindo que os produtores respondam 
aos níveis de demanda engendrados pelo crescimento populacional 
e pelo desenvolvimento econômico; produza alimentos sadios, 
integrais e nutritivos que permitam o bem-estar humano; garanta 
uma renda líquida suficiente para que os agricultores tenham um 
nível de vida aceitável e possam investir no aumento da 
produtividade do solo, da água e de outros recursos; e corresponda 
às normas e expectativas da comunidade. (Ehlers, 1999, p. 26). 
 
 
Para Gliessman (2015), a sustentabilidade na agricultura está fundamentada 
na manutenção dos processos ecológicos essenciais, na valorização do saber local 
e na promoção de sistemas alimentares resilientes. Assim, a agricultura sustentável 
se articula com aspectos sociais e culturais, especialmente no que se refere ao 
fortalecimento da agricultura familiar, responsável por mais de 70% da produção de 
alimentos no Brasil (IBGE, 2017). 
Ademais, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e 
Agricultura (FAO, 2018) defende que a agroecologia é fundamental para o alcance 
dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles 
relacionados à erradicação da fome, à saúde e bem-estar e à promoção de consumo 
e produção responsáveis. 
 
 
 
14 
 
Agricultura sustentável é o manejo e a conservação da base de 
recursos naturais e a orientação tecnológica e institucional, de 
maneira a assegurar a obtenção e a satisfação contínua das 
necessidades humanas para as gerações presentes e futuras. Tal 
desenvolvimento sustentável (agricultura, exploração florestal e 
pesca) resulta na conservação do solo, da água e dos recursos 
genéticos animais e vegetais, além de não degradar o ambiente, ser 
tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente 
aceitável. NCR 1989, apud (Kamiyama, 2011, p. 25). 
 
Portanto, a agricultura sustentável é definida como um sistema de produção 
agrícola que busca equilibrar as necessidades atuais de alimentos e produção com a 
preservação dos recursos naturais para garantir a viabilidade a longo prazo. 
Essencialmente, envolve a adoção de práticas de manejo que protegem o meio 
ambiente, promovem a biodiversidade e garantem o bem-estar social e econômico 
das comunidades rurais. 
 
 
2.2 Políticas Públicas e a Alimentação Escolar no Brasil 
 
No contexto brasileiro, a alimentação escolar se configura como uma política 
pública estratégica para a promoção da segurança alimentar e nutricional, a 
valorização da cultura alimentar local e o fortalecimento da agricultura familiar. A 
aprovação da Lei nº11.947/2009 foi um marco fundamental ao estabelecer que, no 
mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Programa Nacional de Alimentação 
Escolar (PNAE) devem ser utilizados na aquisição de alimentos oriundos da 
agricultura familiar (BRASIL, 2009). 
Nas escolas, o direito à alimentação fica assegurado pelas ações 
desenvolvidas pelo PNAE, através dos recursos e regulações do 
Programa, que tem como objetivo contribuir para o crescimento e o 
desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento 
escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos, 
por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de 
refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o 
período letivo. É gerenciado pelo Fundo Nacional de 
Desenvolvimento da Educação (FNDE) e visa à transferência, em 
caráter suplementar, de recursos financeiros aos estados, ao distrito 
federal e aos municípios, para suprir parcialmente as necessidades 
nutricionais dos alunos. É considerado um dos maiores programas 
 
 
(NCR, 1989 apud Kamiyama, 2011, p. 25)
Citação
15 
 
na área de alimentação escolar no mundo, sendo o único com 
atendimento universalizado. (Melão, 2012, p. 93). 
 
Essa política visa promover uma alimentação saudável e adequada aos 
estudantes, além de fomentar a economia local e a sustentabilidade ambiental. 
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE, 2021), o 
PNAE representa uma das maiores compras institucionais públicas de alimentos do 
mundo, sendo um exemplo de como políticas públicas podem induzir práticas 
agrícolas sustentáveis e contribuir para o desenvolvimento territorial. 
De acordo com Triches e Schneider (2010), a articulação entre alimentação 
escolar e agricultura familiar permite a reconexão entre consumo e produção, 
fortalecendo os circuitos curtos de comercialização e promovendo maior diversidade 
alimentar, além de reduzir os impactos ambientais decorrentes do transporte e 
armazenamento. 
Portanto, as políticas públicas têm como objetivo transferir recursos para os 
municípios adquirir alimentos da agricultura regional, fortalecendo principalmente a 
agricultura familiar, respeitando a cultura, tradições e hábitos alimentares saudáveis, 
essas estratégias visam garantir o acesso à alimentação adequada e saudável para 
os alunos das escolas públicas. Essas políticas buscam melhorar a nutrição, o 
desempenho acadêmico e a qualidade de vida dos alunos, além de contribuir para o 
desenvolvimento da agricultura familiar. 
 
 
2.3. A relação entre agricultura sustentável e a alimentação escolar: caminhos 
para a sustentabilidade alimentar 
 
A integração entre agricultura sustentável e alimentação escolar constitui 
uma estratégia relevante para o fortalecimento dos sistemas alimentares locais, a 
promoção de dietas saudáveis e a educação alimentar e nutricional. Monteiro et al. 
(2022) destacam a importância do consumo de alimentos in natura e minimamente 
processados, preferencialmente de produção local e sustentável, como forma de 
garantir a saúde humana e a preservação ambiental. 
 
 
Citação
16 
 
Portanto, a promoção da agricultura sustentável integrada à alimentação 
escolar representa um caminho estratégico para garantir a segurança alimentar, 
fortalecendo a economia local e estimulando práticas agroecológicas que respeitam 
o meio ambiente transformador e estratégico em direção a formas mais respeitosas 
de reprodução social e ecológica. 
Além disso, Maluf (2010) argumenta que a alimentação escolar deve ser 
compreendida não apenas como um direito social, mas também como uma 
ferramenta para a promoção da segurança alimentar e nutricional e para o estímulo 
à produção sustentável. Nesse sentido, a implementação do PNAE, com a 
obrigatoriedade da compra da agricultura familiar, tem impulsionado a adoção de 
práticas agroecológicas, como apontam Silva et al. (2016), apesar dos desafios 
relacionados à capacitação, logística e organização dos produtores. 
Por outro lado, Petersen et al. (2013) enfatizam que a construção de 
sistemas agroecológicos requer processos educativos contínuos que envolvam não 
apenas agricultores, mas também técnicos, gestores e educadores, criando uma 
rede de apoio à sustentabilidade. Esse aspecto se torna especialmente relevante no 
contexto escolar, onde o ambiente educativo pode estimular a formação de hábitos 
alimentares saudáveis e sustentáveis entre os estudantes. 
Essa mudança no padrão alimentar nas escolas possibilitou aos 
alunos o consumo de alimentos naturais, frescos e que respeitam a 
cultura alimentar local. Estes alimentos são produzidos pela 
agricultura local, de forma artesanal, minimamente processados, que 
indicam qualidade na alimentação. 
Considerando que a escola é um espaço em que as crianças passam 
boa parte do seu dia, promover uma alimentação adequada neste 
ambiente é fundamental para a formação de hábitos alimentares 
saudáveis que podem se projetar para a vida toda (Cassol; Nogueira, 
2022). 
 
Dessa forma, observa-se que a agricultura sustentável e a alimentação 
escolar estão profundamente interligadas, compondo uma estratégia integrada que 
promove a saúde dos estudantes, fortalece a economia local e contribui para a 
construção de um modelo de desenvolvimento mais justo e ambientalmente 
responsável. Como destaca Melgarejo (2020), a agroecologia não se restringe a 
 
 
Citação
Citação
Citação
17 
 
práticas produtivas, mas se constitui como um projeto político de transformação dos 
sistemas alimentares e das relações sociais. 
 
 
 
18 
 
3 ALIMENTAÇÃO ESCOLAR DE ESTUDANTES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO 
FUNDAMENTAL DA CIDADE DE BARREIRINHAS - MA. 
 
A alimentação escolar dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental 
da cidade de Barreirinhas - MA desempenha um papel fundamental na promoção da 
segurança alimentar e nutricional, além de contribuir para o desenvolvimento 
educacional e social dos alunos. Nesse contexto, destaca-se a relevante 
participação da agricultura familiar local, que fornece uma variedade de alimentos 
saudáveis e de qualidade para a merenda escolar. 
Os agricultores familiares da região desempenham um papel essencial no 
abastecimento das escolas municipais, garantindo a oferta de produtos frescos 
como abóbora, cheiro-verde, frutas diversas (como banana, melancia, abacaxi e 
laranja) e uma ampla variedade de legumes. Essa prática está em consonância com 
os princípios do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que estabelece 
que, no mínimo, 30% dos recursos repassados aos municípios para a alimentação 
escolar devem ser destinados à compra direta da agricultura familiar. Além de 
promover a qualidade da alimentação escolar, essa política estimula o 
desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades rurais locais. (BRASIL, 
2020). 
Conforme destaca Schneider (2003, p.11), “a agricultura familiar desempenha 
papel estratégico na promoção do desenvolvimento sustentável, ao articular 
produção de alimentos, geração de renda e conservação dos recursos naturais”. 
Essa iniciativa fortalece a economia local, gera renda para as famílias 
agricultoras e promove práticas sustentáveis de produção, respeitando o meio 
ambiente e valorizando os saberes tradicionais da comunidade. Além disso, a 
compra direta de alimentos da agricultura familiar, conforme orienta o Fundo 
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), “fortalece circuitos locais e 
regionais de produção, promove o desenvolvimento econômico e social e incentiva a 
alimentação saudável” (BRASIL, 2010). 
A parceria entre as escolas e os produtores locais também favorece a 
diversificação do cardápio escolar, assegurando refeições mais nutritivas e 
equilibradas, fundamentais para o crescimento saudável dos estudantes. Como 
 
 
Já são seus RESULTADOS E DISCUSSÃO certo?
Se sim, esta sessão precisa ser realocada
19 
 
afirma Sousa (2023), “a alimentação escolarpode ser um instrumento de segurança 
alimentar e nutricional quando articula ações de promoção da saúde com o 
fortalecimento da agricultura familiar local e regional”. 
Além disso, essa articulação entre alimentação escolar e agricultura familiar 
contribui para o fortalecimento da identidade cultural alimentar da região, 
estimulando o consumo de alimentos típicos e frescos. Castro et al. (2010) reforçam 
que “a alimentação escolar saudável é aquela que, além de promover saúde e 
prevenir doenças, respeita as tradições alimentares da comunidade e valoriza a 
produção local”. 
Dessa forma, a alimentação escolar em Barreirinhas-MA vai além do 
fornecimento de refeições, tornando-se uma estratégia de desenvolvimento local, de 
promoção da saúde e de fortalecimento da agricultura familiar, em consonância com 
as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Como 
sintetizam Abreu e Espíndola (2014), “a aquisição de alimentos da agricultura 
familiar pela alimentação escolar potencializa a sustentabilidade econômica local e 
contribui para a segurança alimentar dos estudantes”. 
Portanto, o consumo de alimentos nas escolas de Barreirinhas, beneficia a 
comunidade local, o meio ambiente e a economia, fazendo com que as diretrizes 
alimentares continuam sendo a ferramenta para colocar em prática diferentes 
recomendações alimentares, alinhadas aos princípios da Organização Mundial da 
Saúde (OMS) e do desenvolvimento sustentável. 
 
 
3.1 A Contribuição da agricultura familiar na alimentação escolar na Cidade de 
Barreirinhas – MA 
 
A alimentação escolar desempenha um papel fundamental na promoção da 
segurança alimentar, no desenvolvimento físico e cognitivo dos estudantes, bem 
como na valorização da agricultura local. No município de Barreirinhas não é 
diferente, observa-se uma significativa participação da agricultura familiar no 
fornecimento de produtos para a merenda escolar, especialmente destinada aos 
estudantes dos anos finais do ensino fundamental. 
 
 
20 
 
Os principais produtos fornecidos por esses agricultores são frutas regionais, 
legumes e verduras, todos cultivados em sistemas produtivos familiares, 
caracterizados pelo uso de manejo agrícolas tradicionais e sustentáveis, sem 
defensivos agrícolas. Dentre as frutas regionais comumente fornecidas, 
destacam-se a acerola, a banana e os frutos cítricos, alimentos ricos em vitaminas, 
minerais e fibras que contribuem para a formação de hábitos alimentares saudáveis 
entre os alunos. 
Além das frutas, a oferta de legumes e verduras, como abóbora, maxixe, 
quiabo, alface, couve e cheiro-verde, complementa a alimentação escolar, 
garantindo a diversidade nutricional necessária para o pleno desenvolvimento das 
crianças e adolescentes. A inclusão desses alimentos no cardápio escolar respeita a 
cultura alimentar local e fortalece os vínculos entre a escola e a comunidade, 
conforme destaca Fonseca (2020), ao afirmar que a utilização de produtos da 
agricultura familiar na alimentação escolar estimula hábitos alimentares saudáveis e 
fortalece as economias locais. 
Esse modelo de abastecimento é viabilizado pelo Programa Nacional de 
Alimentação Escolar (PNAE), que estabelece a obrigatoriedade de destinar, no 
mínimo, 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da 
Educação (FNDE) para a aquisição direta de produtos da agricultura familiar 
(BRASIL, 2020). Essa política pública busca assegurar a oferta de alimentos 
saudáveis e diversificados, ao mesmo tempo em que promove a inclusão 
socioeconômica de pequenos produtores. 
Segundo Silva e Sousa (2021), a atuação dos agricultores familiares no 
Maranhão, especialmente no município de Barreirinhas, evidencia a efetividade do 
PNAE como instrumento de desenvolvimento local sustentável. Os autores 
destacam que a venda de produtos para a alimentação escolar proporciona renda e 
autonomia aos agricultores, além de estimular práticas agrícolas mais sustentáveis. 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2019), 
a agricultura familiar representa a base econômica de muitas comunidades rurais no 
Brasil, sendo responsável por uma expressiva parcela da produção de alimentos 
consumidos no país. Em Barreirinhas, essa realidade não é diferente, visto que os 
 
 
21 
 
agricultores familiares desempenham um papel essencial no abastecimento das 
escolas, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional dos estudantes. 
Em Barreirinhas, a efetivação dessa política pública representa um avanço na 
consolidação de uma alimentação escolar saudável, acessível e culturalmente 
adequada, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho dos agricultores familiares, 
reconhecendo sua importância social, econômica e ambiental. Como bem sintetiza 
Fonseca (2020, p. 58), “a integração entre a agricultura familiar e a alimentação 
escolar é um eixo estratégico para o fortalecimento da segurança alimentar e do 
desenvolvimento rural sustentável”. 
Assim, o fornecimento de frutas regionais, legumes e verduras para a 
alimentação escolar dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental não 
apenas contribui para a segurança alimentar e nutricional, mas também reforça a 
identidade cultural e estimula a agricultura familiar como um pilar estratégico de 
desenvolvimento local. 
Na cidade de Barreirinhas, os agricultores familiares abastecem as escolas 
municipais, garantindo a oferta de produtos frescos como mamão, banana, 
melancia, abacaxi, laranja e polpa de acerola, além de uma variedade de legumes 
como: abóbora, maxixe, quiabo, alface, vinagreira, macaxeira, couve e cheiro-verde. 
O município busca garantir que parte dos recursos destinados à alimentação 
escolar seja utilizada na compra de alimentos diretamente de agricultores familiares, 
promovendo o desenvolvimento local e oferecendo alimentos mais saudáveis aos 
alunos (MARANHÃO, 2020). 
Em Barreirinhas, a prefeitura tem reforçado a merenda escolar com a compra 
de alimentos da agricultura familiar, como exemplificado pela aquisição de 5 
toneladas de alimentos (MARANHÃO, 2020). 
Nesse contexto, a iniciativa da prefeitura de Barreirinhas não apenas fortalece 
a economia local ao priorizar a compra de alimentos diretamente de agricultores 
familiares, mas também promove uma alimentação mais saudável e nutritiva para os 
estudantes. A aquisição de 5 toneladas de alimentos demonstra o compromisso com 
a valorização dos produtos regionais, contribuindo para a segurança alimentar e o 
desenvolvimento sustentável da comunidade. Essa prática não só beneficia os 
alunos, proporcionando refeições mais frescas e de qualidade, mas também apoia 
 
 
Citação
22 
 
os agricultores locais, incentivando a produção e o fortalecimento da agricultura 
familiar. 
 
 
23 
 
4 METODOLOGIA 
 
Este trabalho é desenvolvido por meio de uma revisão de literatura, 
bibliográfica, de caráter qualitativo, com o objetivo de analisar e discutir as 
inter-relações entre a agricultura sustentável e a alimentação escolar, com ênfase na 
realidade do município de Barreirinhas – MA. 
A pesquisa bibliográfica consiste em um método sistemático de 
levantamento, seleção e análise de publicações acadêmicas, documentos oficiais e 
legislações pertinentes ao tema. Segundo Gil (2008), esse tipo de pesquisa busca 
compreender um determinado fenômeno a partir do exame de contribuições já 
elaboradas por outros autores, oferecendo embasamento teórico para a reflexão 
crítica do objeto de estudo. 
Para a busca online foi utilizada como palavra-chave “Alimentação Escolar; 
Agricultura Familiar; Desenvolvimento Local; e Segurança Alimentar”. Foram 
encontrados 18 artigos, 05 Documentos oficiais de órgãos como o FNDE, IBGE, 
FAO e o Ministério da Educação; e 02 Leis e resoluções relacionadas ao Programa 
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), como apresentado no quadro 01, nas 
bases de dados Scielo, GoogleAcadêmico e Base de Dados da Pesquisa 
Agropecuária. 
 
Quadro 1. Lista de documentos inseridos na pesquisa. 
 
 
Autor (es) / 
Ano Título do Trabalho Tipo de 
Estudo Base 
Abreu; 
Espíndola, 
2014 
Agricultura familiar e 
alimentação escolar: 
possibilidades e desafios. 
Artigo SciELO 
Altieri, 2012 
Agroecologia: fundamentos 
científicos da agricultura 
sustentável. 
Livro Google Acadêmico 
Cassol; 
Nogueira, 
2022. 
A relação entre alimentação 
escolar e agricultura familiar 
no município de Guaraniaçu - 
PR. 
Artigo SciELO 
Castro, et al, 
2010. 
Alimentação escolar e 
promoção da alimentação 
saudável. 
Artigo SciELO 
Ehlers, 1999. 
Agricultura Sustentável: 
origens e perspectivas de um 
novo paradigma. 
Livro Base de Dados da 
Pesquisa Agropecuária 
24 
 
 
 
Fonseca, 
2020. 
Agricultura Familiar e 
Segurança Alimentar: a 
importância da produção 
local para a alimentação 
escolar. 
Artigo Google Acadêmico 
Gliessman, 
2015. 
Agroecology: the ecology of 
sustainable food systems. Artigo SciELO 
Kamiyama, 
2011. 
Agricultura Cadernos de 
Educação Ambiental 
Sustentável. 
Artigo SciELO 
Maluf, 2010. 
Segurança alimentar e 
nutricional: entre a 
intersetorialidade e a 
transversalidade das 
políticas públicas. 
Artigo Google Acadêmico 
Melão, 2012. 
Produtos sustentáveis na 
alimentação escolar: O 
PNAE no Paraná. 
Artigo SciELO 
Melgarejo, 
2020. 
Agroecologia e políticas 
públicas: desafios e 
perspectivas para o 
desenvolvimento sustentável. 
Artigo Google Acadêmico 
Monteiro, 
2022. 
Nova classificação dos 
alimentos baseada na 
extensão e propósito do seu 
processamento. 
Artigo Google Acadêmico 
Petersen, 
2013. 
Construção do conhecimento 
agroecológico: reflexões a 
partir de experiências de 
pesquisa-ação desenvolvidas 
pela AS-PTA. 
Artigo Google Acadêmico 
Silva; Sousa, 
2021. 
Agricultura Familiar e 
Alimentação Escolar: uma 
análise das políticas públicas 
no Maranhão. 
Artigo SciELO 
Silva, et al. 
2016. 
Interface entre agricultura 
familiar, segurança alimentar 
e nutricional e políticas 
públicas: a experiência do 
Programa Nacional de 
Alimentação Escolar. 
Artigo Google Acadêmico 
Triches; 
Schneider, 
2010. 
Alimentação escolar e 
agricultura familiar: 
reconectando o consumo à 
produção. 
Artigo SciELO 
Pinheiro, 
2022. 
Agricultura familiar, 
segurança alimentar e 
políticas públicas: análise da 
execução do Programa de 
Aquisição de Alimentos 
(PAA) no Município de 
Itapecuru Mirim - MA no 
período de 2010 a 2020. 
Artigo Google Acadêmico 
Sousa, 2023 Uso dos alimentos 
produzidos pela agricultura Monografia DsPace 
25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaborado pelos autores (2025). 
 
Os critérios de inclusão consideraram publicações que tratam da temática da 
alimentação escolar vinculada à agricultura sustentável, com foco no contexto 
brasileiro e, quando possível, em recortes regionais do estado do Maranhão ou da 
cidade de Barreirinhas em títulos, resumos ou no desenvolvimento da obra. Os 
trabalhos excluídos não incluíam as palavras-chave ou qualquer informação sobre 
agricultura sustentável e alimentação escolar, como informações da cidade de 
Barreirinhas e do Maranhão. Além disso, agiu-se com o recorte temporal de 1999 a 
2024 em razão dos poucos trabalhos encontrados. 
Os dados obtidos foram analisados pela análise de conteúdo de Bardin 
(2011), seguindo os passos da codificação e o teste de qualidade das categorias, 
sendo reforçado pelas etapas de categorização de Minayo (2017), que diz respeito a 
leitura aprofundada do texto, identificação das similaridades e diferenças, separação 
e nomeação das categorias. As categorias são: i) políticas públicas; ii) segurança 
alimentar; iii) desenvolvimento sustentável; iv) agricultura familiar; e v) qualidade da 
alimentação escolar. 
 
 
 
 
familiar para a alimentação 
escolar 
Documentos oficiais de órgãos como o FNDE, IBGE, FAO, Lei e resolução 
BRASIL, 
2009. 
Lei nº 11.947, de 16 de junho 
de 2009 Lei Diário Oficial da União 
BRASIL, 
2010. 
Cartilha: Agricultura Familiar 
e Alimentação Escolar. Cartilha FNDE 
BRASIL, 
2020. 
Resolução nº 6, de 8 de maio 
de 2020. Resolução FNDE 
FAO, 2018. 
The 10 elements of 
agroecology: guiding the 
transition to sustainable food 
and agricultural systems. 
Cartilha Google Acadêmico 
FNDE, 2021. 
Programa Nacional de 
Alimentação Escolar – 
PNAE. 
Programa FNDE 
IBGE,2017. Censo Agropecuário 2017: 
resultados definitivos Cartilha IBGE 
IBGE, 2019. Censo Agropecuário 2017: 
Agricultura Familiar. Cartilha IBGE 
MARANHÃO, 
2020. 
Supervisão de Alimentação 
escolar. Edital de chamada. Edital Google 
26 
 
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a agricultura 
sustentável e a alimentação escolar na cidade de Barreirinhas – MA, destacando a 
contribuição da agricultura familiar nesse contexto. A partir da análise documental, 
bibliográfica e de dados institucionais, identificou-se que as escolas municipais 
seguem as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), 
especialmente no que se refere à aquisição de, no mínimo, 30% dos alimentos 
diretamente da agricultura familiar. Essa constatação foi possível por meio do 
levantamento de informações do FNDE, da Secretaria Municipal de Educação e de 
autores como Pinheiro (2022), Sousa (2023), Castro et al. (2010) e Fonseca (2020), 
que ressaltam a importância da articulação entre práticas sustentáveis, promoção da 
segurança alimentar e valorização da produção local. O caso de Barreirinhas 
exemplifica como a alimentação escolar pode se tornar uma ferramenta eficaz de 
desenvolvimento sustentável, fortalecendo a economia local, respeitando a cultura 
alimentar regional e promovendo hábitos alimentares saudáveis entre os estudantes. 
Verificou-se que a prática da agricultura sustentável está presente entre os 
agricultores familiares que fornecem alimentos para a alimentação escolar em 
Barreirinhas – MA, embora ainda enfrentam desafios significativos, como o acesso 
limitado à assistência técnica, crédito rural e políticas públicas estruturantes. Essa 
realidade é evidenciada por estudos como os de Silva e Sousa (2021), que 
destacam a importância da agricultura familiar no Maranhão, e por dados do IBGE 
(2019), que revelam as limitações enfrentadas por esses produtores. Além disso, 
autores como Pinheiro (2022) e Fonseca (2020) reforçam que, mesmo diante desses 
obstáculos, os agricultores familiares seguem contribuindo para práticas 
sustentáveis e para a segurança alimentar, alinhando-se aos objetivos do Programa 
Nacional de Alimentação Escolar. A experiência de Barreirinhas demonstra, 
portanto, um avanço na articulação entre alimentação escolar e sustentabilidade, 
ainda que dependente de maior apoio técnico e institucional para seu pleno 
fortalecimento. 
Outro aspecto relevante a ser considerado é que os agricultores familiares 
responsáveis pelo fornecimento de alimentos à merenda escolar adotam práticas 
 
 
Este trecho pode ser retirado, pois o objetivo já foi citado na introdução, inicie com os seus resultados de fato
27 
 
sustentáveis em seus sistemas produtivos. Entre essas práticas, destacam-se o uso 
de adubos orgânicos, a rotação de culturas, o uso racional da água e a preservação 
de áreas de mata nativa. Essas ações evidenciam o compromisso desses 
produtores com a conservação dos recursos naturais, ao mesmo tempo em que 
contribuem para a oferta de alimentos mais saudáveis e seguros para os estudantes. 
A valorização dessas práticas, além de fortalecer os princípios do PNAE, também 
pode ser incorporada às atividades pedagógicas da escola, promovendo a educação 
ambiental e alimentar de forma integrada ao currículo. Esses achados confirmam os 
princípios da agricultura sustentável que, conforme Altieri (2012), visa o equilíbrio 
entre a produção agrícola, a preservaçãoambiental e o bem-estar das comunidades. 
O Governo do Estado do Maranhão (2020) e a Secretaria Municipal de 
Educação, a alimentação escolar dos estudantes de Barreirinhas provém 
majoritariamente da agricultura familiar local, composta por frutas regionais, legumes 
e hortaliças. Essa informação é corroborada pelos registros de aquisição de 
alimentos, que demonstram a compra de cerca de cinco toneladas de produtos 
diretamente de pequenos produtores do município. Essa prática não apenas atende 
à exigência legal estabelecida pela Lei nº 11.947/2009, que determina a destinação 
mínima de 30% dos recursos da alimentação escolar para a compra direta da 
agricultura familiar (BRASIL, 2009), como também contribui para o dinamismo 
econômico do território, criando empregos diretos e indiretos no campo, fortalecendo 
os laços entre o meio rural e urbano e estimulando a permanência das famílias no 
campo. 
A comunidade escolar só tem a ganhar com a parceria dos agricultores locais, 
não apenas por promover a diversificação e a qualidade nutricional dos alimentos 
oferecidos aos discentes, mas também por estimular a autonomia das comunidades 
e a valorização dos saberes tradicionais. A inclusão de alimentos como banana, 
melancia, acerola, abóbora, maxixe, quiabo, alface, couve, vinagreira, macaxeira, 
coentro e cebolinha reflete o compromisso com uma alimentação culturalmente 
adequada, conforme defendido pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição 
(BRASIL, 2012). Tais resultados são coerentes com as explicações de Fonseca 
(2020), que destaca o papel das políticas públicas na promoção da soberania 
alimentar e no fortalecimento da agricultura familiar. 
 
 
28 
 
Articulação entre agricultura sustentável e alimentação escolar representa um 
caminho promissor para a construção de sistemas alimentares mais justos e 
resilientes. Em Barreirinhas, essa relação tem promovido a introdução de alimentos 
mais frescos e diversificados no cardápio escolar, respeitando as especificidades 
culturais e ambientais do território. Esse processo não só melhora os indicadores 
nutricionais dos estudantes, mas também contribui para o aprendizado, pois uma 
alimentação adequada está diretamente relacionada ao desempenho escolar e à 
saúde geral das crianças e adolescentes (FAO, 2019). 
No entanto, também foram identificados desafios importantes, como a 
necessidade de capacitação técnica para os agricultores e o fortalecimento das 
organizações de produtores locais (Fonseca, 2020). A ausência de infraestrutura 
adequada, como transporte refrigerado, armazenamento e centros de distribuição, 
ainda dificulta a ampliação da produção e do fornecimento para as escolas, limitando 
o alcance da política (Pinheiro, 2022). Nesse sentido, a atuação do poder público, 
por meio de políticas integradas, é fundamental para garantir assistência técnica 
contínua, formação profissional rural e acesso a linhas de crédito específicas que 
fortaleçam a produção sustentável. A FAO (2019) destaca que programas como o 
PNAE devem ser acompanhados por políticas complementares de apoio à 
agricultura familiar e de incentivo à agroecologia. 
A agricultura familiar desempenha um papel fundamental no abastecimento 
das escolas do município, sendo responsável pelo fornecimento regular de uma 
diversidade de produtos essenciais para garantir uma alimentação escolar 
equilibrada e adequada às necessidades nutricionais dos estudantes. Essa 
diversidade alimentar, associada à sazonalidade e à produção local, favorece uma 
dieta rica em nutrientes, diminuindo a dependência de alimentos ultraprocessados e 
contribuindo para a formação de hábitos alimentares mais saudáveis desde a 
infância. 
Além disso, a inclusão dos produtos da agricultura familiar na alimentação 
escolar tem contribuído para o fortalecimento da identidade cultural alimentar dos 
estudantes, uma vez que prioriza alimentos típicos da região. Conforme ressaltado 
por Silva e Sousa (2021), a valorização dos produtos locais na merenda escolar 
estimula o reconhecimento da cultura alimentar regional e reforça os laços 
 
 
29 
 
comunitários, promovendo uma educação alimentar que vai além da nutrição e 
alcança o campo da cidadania e do pertencimento territorial. 
Destaca-se que a experiência de Barreirinhas se configura como uma 
potência para e a partir da agricultura familiar, orientando-se por princípios de 
sustentabilidade, contribuindo efetivamente para a promoção da segurança 
alimentar e nutricional no âmbito escolar, ao mesmo tempo em que impulsiona o 
desenvolvimento socioeconômico local. A consolidação dessa prática exige, 
contudo, um compromisso político contínuo e a mobilização de diferentes atores 
sociais – gestores públicos, agricultores, educadores e comunidades – para que os 
benefícios da alimentação escolar sustentável sejam garantidos de forma plena, 
duradoura e transformadora. 
 
 
 
Citação
30 
 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A análise realizada neste trabalho permitiu compreender que a relação entre 
a agricultura sustentável e a alimentação escolar representa um caminho estratégico 
para a promoção de sistemas alimentares mais justos, resilientes e sustentáveis, 
especialmente em contextos de vulnerabilidade social e econômica, como é o caso 
de Barreirinhas – MA. 
A revisão da literatura demonstra que a relação entre agricultura sustentável e 
alimentação escolar é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas que 
articulem saúde, educação, produção alimentar e sustentabilidade. No contexto dos 
anos finais do ensino fundamental, tal articulação é ainda mais relevante, pois 
possibilita a formação de cidadãos críticos, conscientes de seu papel na construção 
de sistemas alimentares mais justos e sustentáveis. 
A contribuição da agricultura familiar vai além do fornecimento de alimentos: 
ela representa um elemento central para o fortalecimento da identidade cultural, para 
a geração de renda e para a preservação ambiental. Por meio dessa relação, é 
possível garantir a oferta de alimentos saudáveis e diversificados nas escolas, 
assegurando o direito à alimentação adequada, conforme previsto na Constituição 
Federal de 1988 e em diversos tratados internacionais dos quais o Brasil é 
signatário. 
Como perspectiva para futuras ações, recomenda-se o fortalecimento das 
políticas públicas de apoio à agricultura familiar, com investimentos em capacitação, 
assistência técnica, infraestrutura e logística, além da ampliação das parcerias entre 
escolas e produtores locais. 
Do ponto de vista acadêmico, sugere-se que novas pesquisas sejam 
realizadas com foco na avaliação nutricional e educacional do impacto da 
alimentação escolar baseada na agricultura familiar, bem como na análise de 
estratégias para superar os desafios identificados nesta pesquisa. 
Por fim, destaca-se que experiências como a de Barreirinhas podem servir de 
referência para outros municípios brasileiros, contribuindo para o avanço da agenda 
de desenvolvimento sustentável e para a efetivação do direito à alimentação escolar 
adequada, saudável e culturalmente referenciada. 
 
 
31 
 
REFERÊNCIAS 
 
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em: 18 jul. 2025. 
 
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Escolar: uma análise das políticas públicas no Maranhão. Revista de Políticas 
Públicas, v. 25, n. 2, p. 215-234, 2021. 
 
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Interface entre agricultura familiar, segurança alimentar e nutricional e políticas 
públicas: a experiência do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ciência & 
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 21, n. 7, p. 2153-2162, 2016. 
 
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Curso de Geografia da Universidade Estadual do Maranhão, para obtenção do grau 
de Licenciado em Geografia. Disponível em: 
. Acesso em: 22 jul. 2025. 
 
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familiar: reconectando o consumo à produção. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 
19, n. 4, p. 933-945, 2010. 
 
 
 
	1 INTRODUÇÃO 
	2 REFERENCIAL TEÓRICO

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