Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 4 
2 CONCEITO DE CULTURA DIGITAL ................................................. 5 
3 Os estudos culturais e a cultura digital .............................................. 8 
3.1 O que é Cultura Digital? ............................................................ 11 
3.2 Características da Cultura Digital .............................................. 12 
3.3 Como podemos quebrar as barreiras culturais no ambiente de 
negócios: ....................................................................................................13 
4 A CULTURA DO BRASIL ................................................................. 13 
5 “GESTORES QUE NÃO VIRARAM LÍDERES AINDA PODERÃO SE 
TORNAR INOVADORES DIGITAIS?” .............................................................. 14 
5.1 Como faremos a mudança? ...................................................... 14 
6 CULTURA DIGITAL: O QUE É E QUAIS FERRAMENTAS PODEM 
SER UTILIZADAS ............................................................................................ 15 
7 O IMPACTO DA CULTURA DIGITAL .............................................. 16 
7.1 Os transtornos do mundo digital ................................................ 17 
7.2 Tecnologia ou um novo mindset? .............................................. 18 
8 6 PASSOS PARA ACERTAR A CULTURA DIGITAL ...................... 20 
9 CULTURAL DIGITAL PRECISA SER ORGANIZADA PARA SER 
ASSERTIVA ..................................................................................................... 24 
9.1 Cultura digital exige criatividade e persistência ......................... 27 
9.2 E se ainda assim ficar difícil? .................................................... 27 
10 COMO CRIAR UMA CULTURA DIGITAL ANTES QUE SEJA 
TARDE .......................................................................................................28 
10.1 Comece por uma área da empresa ........................................ 28 
10.2 Presencie a evolução da relação de trabalho ........................ 29 
10.3 Saia na frente com seu “selo de produtividade” ..................... 29 
 
3 
 
11 LER E ESCREVER NA CULTURA DIGITAL: O QUE MUDA? ..... 30 
12 CULTURA DIGITAL PARA TODOS ............................................. 32 
13 A urgência da Cultura Digital para o Varejo .................................. 34 
14 O IMPACTO DA CULTURA DIGITAL EM NOSSAS VIDAS ......... 36 
14.1 Os transtornos do mundo digital ............................................ 37 
14.2 O que é transformação digital? .............................................. 38 
14.3 Qual o impacto da transformação digital nas grandes 
empresas? .................................................................................................38 
14.4 Sustentabilidade ..................................................................... 39 
14.5 Cooperação e compartilhamento ........................................... 39 
14.6 Instantaneidade ...................................................................... 39 
14.7 Custumer centric .................................................................... 40 
15 COMO AS EMPRESAS PODEM SE ADAPTAR A ESSAS 
INOVAÇÕES E MUDANÇAS? ......................................................................... 40 
15.1 Revisão de processos ............................................................ 41 
16 BIBLIORAFIA................................................................................ 42 
 
 
 
 
 
4 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao 
professor e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o 
tema tratado. O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos 
ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não 
hesite em perguntar, as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de 
atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
5 
 
2 CONCEITO DE CULTURA DIGITAL 
 
Fonte: www.internetinnovation.com.br 
 
Ao se falar em cultura se traz Geertz (1989, apud BOUCHERVILLE, 2018, 
p. 2) para elucidar o conceito, quando ele diz que cultura é um fenômeno 
histórico e social. Segundo Geertz “A cultura de um povo é um conjunto de textos 
que o antropólogo tenta ler por sobre os ombros daqueles a quem eles 
pertencem”. Para ser mais precisos diante desse conceito a visão de Bakhtin 
(1992, apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 2) é necessário, quando diz “A lógica da 
consciência é a lógica da comunicação ideológica, da interação semiótica de um 
grupo social. ” Bakhtin e Geertz interpretam o conceito de cultura, e dessa forma 
pode-se entender o conceito de Cultura Digital. 
As últimas pesquisas sobre o uso de celulares no Brasil informam que a 
maioria da população, mais de 87% dos brasileiros, conectam-se à rede de 
dados móveis. Basta caminhar alguns minutos pelas vias públicas para verificar 
o resultado desta pesquisa, os transeuntes, na sua maioria, caminham e falam 
ao telefone celular, nos restaurantes, nos aeroportos, no trabalho (quando 
permitido), nas escolas (quando permitido) observamos as pessoas se 
 
6 
 
comunicando através da tecnologia. Por ter um custo acessível à todas as 
classes sociais seu uso se democratizou estando presente em todos os lugares. 
Inicialmente, a comunicação e a informação que deram origem a uma 
nova linguagem que emerge da relação entre a sociedade, a cultura e as 
tecnologias, que surgiram com a convergência das telecomunicações e da 
informática a partir da década de 70, foi denominada por Levy (1999, apud 
BOUCHERVILLE, 2018, p. 3) de Cibercultura. 
A Cibercultura se caracterizou pelo uso das Tecnologias de Informação e 
Comunicação (TIC), que se inseriam em todos os sistemas, não apenas na 
utilização dos computadores. Dessa forma, apropria-se da Cibercultura para 
viver de forma colaborativa e integrada, propiciando a cooperação entre os seres 
e ambientes, permitindo uma nova configuração de sociedade, em que a 
informação tem rapidez e eficiência. Segundo Vieira (2005, apud 
BOUCHERVILLE, 2018, p. 3) “as fronteiras erigidas pela localização geográfica 
são ultrapassadas e, com elas, as limitações impostas pelo tempo.”. 
Hoje, a mobilidade do saber, que se deu a partir dos recursos criados para 
comunicação e principalmente as TDIC, ganha forca quando o celular se liga as 
redes de internet e aos acessos wifi criando possibilidade de pesquisa e de 
conhecimento, interconectando o mundo, ligando pessoas, quebrando as 
barreiras do tempo e do espaço, designando uma nova cultura. 
Que teve seu start no bojo do Capitalismos e nos eventos concomitantes 
como a Segunda Guerra, a Guerra Fria, a descoberta do Sistema Binário, os 
computadores, a Contracultura, a Globalização que, por sua vez, 
desencadearam uma série de fenômenos dando origem a realidade virtual, 
criando a comunicação instantânea, a inteligência artificial, a World Wide Web, 
a internet, a conectividade global, a música eletrônica, a televisão digital, os 
jogos de computador, o celular e a comunicação digital, o quadro digital da sala 
de aula, o cyberpunk, o tecno, a newpercorre todas as áreas do negócio, é possível pautar a 
mudança por um processo de construção de pilares. 
A partir deles, o modelo é estruturado gradualmente, permitindo que 
mesmo um empreendimento de grande porte se adapte aos novos patamares. 
Os quatro principais pontos são os seguintes: 
15.1 Revisão de processos 
A transformação requer a mudança dos processos da empresa, mesmo 
quando já bem estabelecidos. Para tanto, é preciso mapear e revisar as práticas 
existentes com três finalidades: 
Verificar a viabilidade da transição do analógico para o digital, porque tudo 
o que puder migrar, via de regra, deve ser migrado; 
Buscar maior agilidade, especialmente em pontos como redução da 
burocracia e do esforço do cliente para ter acesso às soluções; 
Ser customer centric, ou seja, orientar os processos com base nas 
necessidades reais dos clientes e não em suposições ou ideias vagas a esse 
respeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://blog.fnq.org.br/reduzir-burocracia-em-processos-gerenciais/
https://blog.fnq.org.br/reduzir-burocracia-em-processos-gerenciais/
 
42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 BIBLIORAFIA 
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini; VALENTE, José Armando. Tecnologias 
e Currículo: trajetórias convergentes ou divergentes? São Paulo: Paulus, 2011. 
Capítulo 3. Pp. 27-37 
BANNELL, R.; DUARTE, R.; CARVALHO, M. C.; PISCHETOLA, M.; MARAFON, 
G.; CAMPOS, G. H. B. de. Educação no século XXI: cognição, tecnologias e 
aprendizagens. Petrópolis/Rio de Janeiro: Vozes/PUC-Rio, 2016. 
BARATTO, Silvana Simão; CRESPO, Luís Fernando. Cultura Digital ou 
Cibercultura. IN: Rev. Científica Eletrônica UNISEB, Ribeirão Preto, v.1, n.2, p. 
16-25, ag/dez.2013. 
BARICHELLO, Eugenia. O marketing viral como estratégia publicitária nas novas 
ambiências midiáticas. Em Questão: Porto Alegre, 2012. v.16, n.1, p.29-44. 
BOUCHERVILLE, Gisele Cristina de; BORGES, Eliane Medeiros. Transposição 
Do Saber E Cultura Digital. 2018. 
BUCKINGHAM, David. Aprendizagem e Cultura Digital. 2008 
COVALESKI, Rogério. Publicidade Híbrida. Curitiba: Maxi Editora, 2010. 
 
43 
 
COSTA, M. V., SILVEIRA, R. H., SOMMER, L. H. Estudos culturais, educação e 
pedagogia. Revista Brasileira de Educação, n. 23, p. 36-61, mai./jun./jul./ago. 
2003. 
DOMINGUES, José António. O paradigma mediológico. Debray depois de 
Mcluhan. Covilhã: LabCom, 2010. 
DACAL, Edson. Qual o impacto da transformação digital nas grandes empresas? 
2018 
GAROFALO, Débora. Cultura Digital: o que é e quais ferramentas podem ser 
utilizadas. Entenda como transpor esse conceito da BNCC para a prática. 2018. 
HEINSFELD, Bruna Damiana; PISCHETOLA, Magda. Cultura Digital e 
Educação, Uma Leitura dos Estudos Culturais sobre os Desafios da 
Contemporaneidade. RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em 
Educação, v. 12 , n. esp. 2 , p. 1349-1371 , ago./2017. 
KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. 
Campinas, SP: Papirus, 2007. 
LÉVY, P. As Tecnologias da Inteligência. Rio de Janeiro: 34, 1993. 
NANNINI, Marisa Cultura Digital: tecnologia ou um novo mindset? 2018. 
MACHADO, Fernanda. Revolução Industrial: evolução tecnológica transforma as 
relações sociais. 
MACHADO, Daniel. O impacto da Cultura Digital. 2017. 
MAIA, Ronan. A urgência da Cultura Digital para o Varejo. 2017. 
MORETI, Rodrigo Sistemas: Como criar uma cultura digital antes que seja tarde. 
2018 
PASSIANI, Enio; ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Cultura. In: 
Vocabulário Bourdieu. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2017. 398 p. 
RIVOLTELLA, Pier Cesare. Falta cultura digital na sala de aula. Entrevista por 
Débora Didonê. Revista Nova Escola, São Paulo, mar. 2007 
 
44 
 
SANTAELLA, Lucia. Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à 
cibercultura. São Paulo: Paulus, 2010. 
SANTAELLA, L. - humano. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 22, dez. 2003. 
SETTON, Maria da Graça. Mídia e educação. São Paulo: Contexto, 2011 
TAPSCOTT, D. Geração digital: a crescente e irreversível ascensão da geração 
net. São Paulo: Makron Books, 1999. 
THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. 12.ª 
Ed. Petrópolis: Vozes, 2011. 
VALENTE, José Armando. Pesquisa, comunicação e aprendizagem com o 
computador. O Papel do computador no processo ensino-aprendizagem. (Org.) 
Integração das Tecnologias na Educação Secretaria de Educação a Distância, 
Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2005 
WEIGEL, Jaqueline. Você sabe o que é Cultura Digital? Futuro Exponencial. 
2018. 
HEINSFELD, Bruna Damiana; PISCHETOLA, Magda. Cultura Digital e 
Educação, Uma Leitura dos Estudos Culturais sobre os Desafios da 
Contemporaneidade. RIAEE – Revista Ibero-Americana de Estudos em 
Educação, v. 12 , n. esp. 2 , p. 1349-1371 , ago./2017.typography, a net.art e, ainda hoje, continua 
criando novos fenômenos que se apoiam em duas convicções: na ideia de 
cultura ruptura e na crença da cultura digital gerada pela tecnologia digital e 
afirmada como marca de uma cultura distinta. 
O antropólogo Canevacci (2015, apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 3), 
aponta que a Cultura Digital desafia a clássica distinção entre espaço e tempo, 
pois rompe com o pensamento dualista hegemônico e cria a noção de 
 
7 
 
"ubiquitempo", neologismo que defini, do ponto de vista etnográfico de 
Canevacci, "as experiências descentradas e não-lineares de espaço-tempo, 
favorecidas pela comunicação digital contemporânea”. 
O antropólogo Canevacci (2015, apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 3), 
aponta que a Cultura Digital desafia a clássica distinção entre espaço e tempo, 
pois rompe com o pensamento dualista hegemônico e cria a noção de 
"ubiquitempo", neologismo que defini, do ponto de vista etnográfico de 
Canevacci, "as experiências descentradas e não-lineares de espaço-tempo, 
favorecidas pela comunicação digital contemporânea”. 
Além de Canevacci (2015, apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 3) o conceito 
de Aldeia Global de Mcluhan (1964), de Globalização, dimensão local na 
produção de uma cultura global interpretado por Robertson (1992 e 2000) e o 
Conectivismo de Siemens (2004), que vê a cultura digital como recurso de 
aprendizagem com as barreiras e fronteiras ultrapassadas, surge a necessidade 
de pensarmos a educação de outra maneira, rever conceitos e elaborar 
pensamentos que possam nos adequar à nova situação. 
Maria Cândida Moraes explicita a respeito do paradigma educacional 
emergente (2010, apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 3) e a teia de interações e 
relações existentes entre os fenômenos educacionais e as teorias cientificas 
desenvolvida ao longo das épocas e que marcaram o modo de ver o mundo, de 
ensinar e de aprender, que faz-se necessário a busca de um novo referencial 
para educação e de novos ambientes de aprendizagem, que possam de certa 
forma, incorporar avanços científicos e a participação do sujeito holístico na 
construção do conhecimento, em que os atores da educação professor e aluno, 
o mundo ao redor e as tecnologias se envolvam sem fragmentações em sistema 
aberto. Isso tem sido foco de preocupação de vários cientistas como Levy (1999, 
apud BOUCHERVILLE, 2018, p. 3) que percebe a comunicação tem que ter uma 
nova linguagem que emerge da relação convergente entre a sociedade, a cultura 
e as tecnologias; Perrenoud (2002) que avalia os desafios e as competências 
para o ensinar no século XXI, Charlot (2005)a relação com o saber, formação de 
professores e a globalização de um ponto de vista reformulado e 
reproblematizado; e Coll (2010) que cuida de olhar os processos psicológicos 
envolvidos na aprendizagem virtual. 
 
8 
 
Todo esse arcabouço teórico se faz necessário na interpretação do 
mundo globalizado, em que a maior parte dos sujeitos se conectam 
constantemente sem prejuízo de tempo e de espaço, proporcionando ao ensino 
e a aprendizagem algo nunca visto anteriormente, mas que necessita de 
elementos que possam transportar o saber da cultura digital para o espaço 
educativo. 
3 OS ESTUDOS CULTURAIS E A CULTURA DIGITAL 
A partir do século XX, explica Stuart Hall (1997, apud HEINSFELD, 2017, 
p. 5), principal expoente dos Estudos Culturais, passou-se a viver uma revolução 
cultural, a mídia assumindo singular importância no que diz respeito à 
organização da sociedade moderna tardia, como uma condição constitutiva da 
vida social. Nas palavras de Hall (1997, p. 4): “a cultura é agora um dos 
elementos mais dinâmicos – e mais imprevisíveis – da mudança histórica no 
novo milênio”. Através da revolução tecnológica, expandiu-se também a 
circulação e a troca cultural. Pode-se dizer que não há mais uma identidade 
somente local, objetivada, sem quaisquer relações com o global. Entende-se, 
ainda, que uma cultura “global”, fundamentada na difusão e homogeneização 
dos valores ocidentais pelo mundo inteiro, necessita também das diferenças 
locais para que possa prosperar. Com isso, o conceito de cultura incorpora novas 
possibilidades, sendo declinado em sua flexão plural e adjetivada, culturas 
(COSTA et al., 2003, apud HEINSFELD, 2017, p. 5). A cultura unificada e 
hegemônica toma a forma de novas identificações heterogêneas e adaptações 
localizadas, de hibridismos que sintetizam elementos de culturas múltiplas, não 
se limitando ou se reduzindo a nenhuma delas. Posto isto, torna-se mandatório 
compreender que revoluções culturais globais causam impacto sobre os modos 
de viver, seus sentidos e ressignificações, aspirações e mesmo sobre culturas 
locais, e que geram, como frutos, mudanças sociais e deslocamentos culturais. 
Os Estudos Culturais buscam a compreensão dos processos de 
comunicação que influenciam essas mudanças, entendendo o receptor não 
como sujeito passivo, mas como agente nesse processo social, sendo a 
recepção dos produtos da mídia variável de acordo com a percepção singular do 
 
9 
 
indivíduo. Procuram diferenciar os conceitos de padronização e 
homogeneização cultural, valorizando as possibilidades de interpretação local 
que os sujeitos fazem dos produtos e das mensagens veiculadas pelas mídias. 
Dessa forma, a abordagem dos Estudos Culturais afasta-se do pensamento 
sobre o caráter homogeneizador e manipulador das mídias, abrindo espaço para 
as contradições sociais e para os conflitos culturais potencializados pelas 
tecnologias digitais (TERUYA, 2009, apud HEINSFELD, 2017, p. 5). 
Uma vez que os Estudos Culturais têm o compromisso de analisar a 
relação entre a mídia e os outros aspectos culturais da sociedade 
contemporânea, a partir dos anos 1990 e com a profusão das tecnologias 
digitais, esses estudos passaram a investigar também demais assuntos 
vinculados à tecnologia, especialmente em função da internet. Nessa 
perspectiva, considera-se que tanto o uso quanto a apropriação das tecnologias 
digitais são, antes de tudo, produções culturais de determinada sociedade e seu 
caráter histórico, sendo as tecnologias elementos centrais da produção e 
reprodução de cultura. Assim, frente à hipótese da existência de uma cultura 
específica advinda da presença dos meios eletrônicos na sociedade atual, uma 
cultura digital, “o termo digital estaria representando uma forma particular de vida 
de um grupo ou de grupos de sujeitos em um determinado período da história” 
(BORTOLAZZO, 2016, p. 11, apud HEINSFELD, 2017, p. 6). Sendo a cultura 
digital pensada como um marcador cultural, que envolve tanto os artefatos 
digitais quanto sistemas de significação e comunicação distintos, capazes de 
descrever o modo de vida contemporâneo. 
Partindo da centralidade da cultura, Hall (1997, apud HEINSFELD, 2017, 
p. 6) pontua que são duas as dimensões da cultura: a substantiva e a 
epistemológica. A dimensão substantiva diz respeito ao lugar da cultura na 
organização das atividades sociais e suas relações culturais e institucionais, ou 
seja, é a declinação empírica e concreta de todos os aspectos culturais de uma 
dada sociedade em uma determinada localidade geográfica e momento 
histórico. Por outro lado, a dimensão epistemológica diz respeito aos modos 
como a cultura é utilizada para transformar nossa compreensão e explicação 
para os fenômenos do mundo. Trata-se do “filtro”, constituído por modelos 
teóricos e códigos de significado, que aplicamos a uma realidade sócio histórica 
determinada, para podermos interpretar os eventos sociais e as ações alheias e, 
 
10 
 
assim, regular a nossa própria conduta com relação aos outros indivíduos. A 
linguagem é o meio através do qual a dimensão epistemológica se constitui, pois 
é a linguagem que determina uma forma específica de classificar os objetos e 
lhe atribuir significados. 
Ao considerar a dimensão substantiva com relação à sociedade vigente e 
ao panoramada cultura digital, tem-se o destaque para as transformações 
ocorridas, tanto nas esferas econômica e industrial como na esfera sociocultural, 
dados os novos domínios tecnológicos e a ascensão das tecnologias da 
informação e da comunicação. Tem-se como fruto uma força de mudança 
histórica global, com foco nas transformações culturais do cotidiano, em especial 
com relação às identidades pessoais e sociais. 
Por outro lado, alguns autores, como Costa et al. (2003, apud 
HEINSFELD, 2017, p. 6), consideram que a dimensão epistemológica diz 
respeito ao que chamam de “virada cultural”. A virada cultural refere-se ao poder 
instituidor dos discursos culturais, sendo esses discursos – como os programas 
de TV, canais do Youtube, bandas de música ou manifestações artísticas – não 
apenas artefatos produtivos, mas práticas de representação, criadoras de 
sentidos. Nessa perspectiva, considerando o panorama sociocultural vigente, 
amplia-se também o conceito de realidade, indo além das ideias de espaço, 
tempo e lugar estáveis. A realidade, desde sempre mediada pela linguagem e 
os códigos criados por ela, é hoje mediada também pelas culturas e pelas 
linguagens das mídias. Explica Hall (1997, p. 5, apud HEINSFELD, 2017, p. 7): 
A cultura está presente nas vozes e imagens incorpóreas que nos 
interpelam das telas, nos postos de gasolina. Ela é um elemento chave 
no modo como o meio ambiente doméstico é atrelado, pelo consumo, 
às tendências e modas mundiais. É trazida para dentro de nossos lares 
através dos esportes e das revistas esportivas [...]. Elas mostram uma 
curiosa nostalgia em relação a uma comunidade imaginada, na 
verdade, uma nostalgia das culturas vividas de importantes locais que 
foram profundamente transformadas, senão totalmente destruídas pela 
mudança econômica e pelo declínio industrial. 
Isso é ainda mais evidente com o advento das tecnologias da informação 
e da comunicação e dos mundos virtuais que são criados por elas. Conforme 
Bannell et al. (2016, apud HEINSFELD, 2017, p. 7), os ambientes virtuais 
caracterizam um novo significado da presença do sujeito, abrindo espaço para 
 
11 
 
sensações, experiências e possibilidades inéditas, e para novas formas de 
aprendizagem. 
É inevitável que essas mudanças tenham também um impacto na 
dimensão pedagógica de uma sociedade. Pensando no protagonismo juvenil no 
ambiente escolar, Naumann (2016, p. 26, apud HEINSFELD, 2017, p. 7) propõe 
três aspectos da cultura digital que devem ser levados em consideração nas 
práticas pedagógicas: “(i) a possibilidade da autoria como produção própria de 
conhecimento; (ii) a oportunidade de acesso à informação e de elaboração 
autoral dos conteúdos acessados, como forma de participação e protagonismo; 
(iii) a autoria como inclusão digital”. Segundo Costa et al. (2003, apud 
HEINSFELD, 2017, p. 7), os Estudos Culturais podem auxiliar no entendimento 
das mudanças em campo pedagógico, oportunizando uma ressignificação de 
questões como identidade, discurso e representação, que passam a ocupar o 
primeiro plano, e também na extensão das noções de educação, pedagogia e 
currículo para além do ambiente escolar. Entende-se que a perspectiva 
apresentada pelos Estudos Culturais pode ser muito interessante para a reflexão 
acerca dos novos panoramas educacionais do século XXI e seus iminentes 
desafios. 
3.1 O que é Cultura Digital? 
 
Fonte: cursa.ihmc.us 
 
12 
 
Digital vai além da antiga TI, de plataformas, clouds e apps. Significa um 
novo estado de pensar, ser e agir no ambiente de trabalho. A complexidade 
atual, a volatilidade, a ambiguidade e a incerteza passaram a ser o dia a dia de 
todos nós em diferentes ambientes corporativos. Ser digital é explorar novas 
fronteiras, quebrar paradigmas, encarar desafios, errar para aprender e olhar o 
mundo e os negócios por um novo ângulo. 
É importante lembrar ou esclarecer alguns conceitos: 
 
Transformação Digital – é um processo no qual as empresas fazem uso 
da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir 
resultados melhores. É uma mudança estrutural nas organizações, dando um 
papel essencial para a tecnologia; 
Cultura – significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a 
arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões 
adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer 
parte de uma sociedade da qual é membro; 
Cultura Organizacional – é uma expressão muito comum no contexto 
empresarial que significa o conjunto de valores, crenças, rituais e normas 
adotadas por uma determinada organização. 
3.2 Características da Cultura Digital 
Ambiente composto por indivíduos de alta performance, responsáveis e 
autoguiados; 
Equipes extraordinárias e positivamente integradas; 
Disciplina em alto nível; 
Capacidade de mover-se rapidamente; 
Forte estratégia digital; 
Alta capacidade de execução; 
Talentos e campeões digitais; 
Foco no longo prazo; 
Pessoas com paixão pelo risco. 
 
13 
 
3.3 Como podemos quebrar as barreiras culturais no ambiente de 
negócios: 
O suporte para a mudança precisa vir do Topo: Chief Digital Officer; 
O workflow precisa ser reinventado na digitalização do negócio; 
Os líderes precisam ser coaches exponenciais não gestores; 
O grupo que trabalha na mudança precisa ter uma visão clara das 
oportunidades digitais; 
O grupo de gestão precisa ter credibilidade junto aos colaboradores; 
O controle e a média gerência precisam ser eliminados e as equipes 
trabalham com autonomia; 
É essencial remover silos e departamentos, e todos cuidam do projeto do 
início ao fim. 
4 A CULTURA DO BRASIL 
 
Fonte: leticiaeducacaodigitalucs.blogspot.com 
O foco da discussão sobre inovação está apontado excessivamente na 
tecnologia. A grande atenção das empresas tradicionais ainda está em metas e 
em pressões feitas pelos acionistas, e os CEOs precisam confrontar este 
modelo. 
Os debates de inovação são fragmentados, gerando um atraso na tomada 
de consciência e na decisão de onde colocar o foco e o investimento. As 
empresas ainda não escutam suas pessoas. Muitas vezes os colaboradores 
 
14 
 
estão mais prontos para as iniciativas de inovação dos que os executivos da 
diretoria, que têm tomado decisões com base no medo pós-crise. 
O mundo já luta com uma espada de Luz e continuamos insistindo na 
espada de pau. Entre uma maioria de mindset obsoleto alguns se destacam pela 
visão de futuro, mas ainda de forma rasa como agentes de mudança. Há uma 
apressada mistura do antigo com o novo sem a devida adaptação cultural. 
Os cases em andamento vêm apresentando conflitos nocivos para a 
manutenção o ambiente de negócios e o progresso da inovação. As pílulas de 
conhecimento são dispersas, tendenciosas e em excesso, o que afeta 
negativamente o aprendizado humano tão definitivo para a nova era. 
5 “GESTORES QUE NÃO VIRARAM LÍDERES AINDA PODERÃO SE 
TORNAR INOVADORES DIGITAIS?” 
Não temos mais tempo para cuidar do que não fizemos nos últimos dez 
anos. Muito já se falou de liderança estratégica, hábil na influência de pessoas, 
em áreas de RH tornarem-se áreas de negócio e em criar equipes de trabalho 
autônomas. Poucos deram ao assunto a importância devida. 
Quem trabalhou na transformação, fez a lição de casa; quem adiou, 
precisa acelerar seu desenvolvimento. Os novos colaboradores não se 
submetem mais a líderes operacionais falhos no relacionamento interpessoal, 
nem a segredos estratégicos que limitam a atuação e a visão do grupo que 
precisa fazer as entregas. 
5.1 Como faremos a mudança? 
Áreas de RH são catalisadoras desse movimento, mas a maioria ainda 
desconhece os formatos e o mindset digital. Executivos precisam assumir essa 
posição, e se não souberem como, precisam abrir espaço para quem sabe, sem 
delegar a tarefa e sim trabalhar de forma cooperada. 
Algumas empresas dão carta branca a equipes de inovação sem manteruma malha básica como teia e pano de fundo. Altíssimo risco, e é possível que 
 
15 
 
a iniciativa não se sustente ou que o ambiente fique tão conflitante que inovar se 
torne insustentável. 
Precisamos educar a alta gerência e os atores influentes das empresas, 
discutir a remodelagem do negócio com base no que pode ser não no que já foi. 
Precisamos construir juntos o novo mindset, preparar os líderes da mudança e 
guiá-los na condução de estratégias digitais e exponenciais. 
Os projetos precisam estar alinhados com um propósito, obrigatório a 
partir de agora para empresas de qualquer tamanho, e cada ação deve ir 
compondo a nova cultura digital como a montagem de um grande quebra 
cabeça. 
Educação aliada a experiências de aprendizado e desenvolvimento 
podem demorar um pouco mais do que labs avulsos, mas se mostram mais 
sólidos a médio prazo. Empresas com foco no longo prazo faturam e empregam 
mais que as empresas com foco no curto prazo. 
Em um primeiro momento, talvez tenhamos que criar uma cultura híbrida. 
Em um segundo momento podemos empoderar mais os inovadores que os 
operadores do negócio, e com o tempo, podemos ter criado uma comunidade de 
talentos digitais capazes de fazer com que a nova cultura seja mais forte que a 
vigente até agora. 
6 CULTURA DIGITAL: O QUE É E QUAIS FERRAMENTAS PODEM SER 
UTILIZADAS 
 
Fonte: migreseunegocio.com.br 
 
16 
 
Como o nome diz, o conceito se trata da cultura nascida pela era digital, 
originária do ciberespaço e da linguagem da internet que busca integrar a 
realidade com o mundo virtual. O tema ganhou grande ênfase com a 
homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), devido às mudanças 
advindas do avanço tecnológico e do crescente acesso a elas pela facilidade de 
dispositivos como computadores, telefones celulares, tablets e outros. 
Nesta nova relação, os jovens têm se engajado como protagonistas da 
cultura digital. Eles se envolvem diretamente com novas formas. Além disso, há 
grande atuação social em redes como Facebook, Instagram, WhatsApp e 
Twitter. Essa nova cultura tem apelo emocional e induz ao imediatismo de 
respostas e informações, privilegia análises superficiais e traz diferentes dos 
modos de dizer e argumentar. Debora 
7 O IMPACTO DA CULTURA DIGITAL 
 
Fonte: ubaculturadigital.wordpress.com 
Cada tecnologia colocada na sociedade é mudada logo em seguida. Se a 
Internet provocou uma revolução no mundo, outra revolução aconteceu a partir 
dela: o conceito Web 2.0 com as chamadas redes sociais. Estas permitiram que 
nossa vida fosse compartilhada pelo mundo. 
Para muita gente, no entanto, o fenômeno das redes sociais, como Twitter 
e Facebook, são “modinhas” passageiras, mas as mídias digitais vão, sim, 
 
17 
 
passar por transformações, mas vieram para ficar. Agora assistimos ao 
surgimento de uma nova mídia que molda o comportamento das mais novas 
gerações; então, não é mais uma moda. 
Para se ter ideia de como estas novas mídias influenciam nossa 
cultura, sempre mais, uma pesquisa de 2011, nos EUA, assegurava que um em 
cada oito casais se conheceram nas redes sociais. E é bom lembrar que as 
ditaduras do mundo árabe caíram após jovens organizarem manifestações nas 
páginas do Facebook, o que ficou conhecido como a ‘Primavera Árabe’. Desde 
2010, empresas multinacionais têm migrado boa parte de sua publicidade para 
estas novas mídias. 
No entanto, nem tudo é um mar de bits e amizades coloridas na Internet. 
7.1 Os transtornos do mundo digital 
Se vimos nascer a cultura virtual, também estamos sujeitos a conviver 
com os seus próprios transtornos. A superexposição, a necessidade premente 
de sempre adquirir a mais recente novidade tecnológica, o vício em estar 
constantemente conectado são alguns dos limites deste novo mundo. 
De acordo com recentes estudos da Universidade de la Salle, nos Estados 
Unidos, existem mais de 2,2 bilhões de usuários de Internet no mundo. Deste 
número, cerca de 50 milhões podem ser considerados viciados. 
“A pessoa é viciada na Internet quando passa a ter prejuízos na sua vida 
cotidiana, porque só fica on-line. Ela deixa de estudar, trabalhar e ter um 
saudável convívio social real, só para ficar na web”, analisa a psicóloga Renata 
Maransaldi, que trabalha no projeto AnjoTI, grupo que oferece ajuda às pessoas 
com transtornos compulsivos, como o vício de jogos, de compras e de excesso 
de Internet. 
Para a especialista, a pessoa muitas vezes não se dá conta de que está 
trocando as suas relações pessoais, como o convívio com a família e com 
amigos, pelo mundo cibernético. 
“A pessoa que se programa para ficar duas horas conectado, mas passa 
oito ou mais, até mesmo o dia inteiro, precisa de urgente ajuda profissional”, 
alerta Renata. 
 
18 
 
“Rede social é espaço público. O que você não gostaria de fazer no 
mundo off-line não faça no on-line”, diz Martha Gabriel, referindo-se ao fenômeno 
da superexposição nas redes. 
7.2 Tecnologia ou um novo mindset? 
Desde que o ritmo das transformações tecnológicas intensificou a 
digitalização em todas as esferas, as empresas experimentam mudanças cada 
vez mais significativas e frequentes em seus modelos de negócios. Competir 
num mercado em “ruptura digital” tem sido uma questão crucial para o sucesso 
na execução das estratégias. 
Isso tem levado as organizações a repensar seus modelos de 
desenvolvimento incorporando os elementos determinantes da estrutura 
organizacional. Na medida em que as decisões de desenvolvimento e gestão de 
talentos considere esses componentes do contexto certamente ficarão mais 
propensas a desbloquear seu potencial no mundo digital. 
Com base em estudo realizado por pesquisadores da SpencerStuart, 
devem ser levados em conta os seguintes aspectos para desenho da estratégia 
digital: 
 
Falta de vocabulário comum 
Quando pessoas de diferentes áreas da organização discursam sobre o 
“digital”, em geral estão se referindo a um conjunto heterogêneo de forças: o 
crescimento do e-commerce, a influência das mídias sociais, a promessa do Big 
data, a proliferação de dispositivos móveis, a nova realidade da segurança 
cibernética, o potencial da nuvem em termos de processamento e 
armazenamento — cada um dos quais com implicações diferentes para o 
negócio. A falta de um vocabulário comum entre os principais players em uma 
organização é muitas vezes um obstáculo para encontrar soluções e definir uma 
estratégia, prioridades e planos. 
 
Tipo de impacto 
Para algumas organizações, o impacto do digital pode ser focado e restrito 
enquanto para outras, as forças digitais podem representar uma ruptura 
 
19 
 
importante no modelo de negócio. E há ainda aquelas em que o digital pode 
significar uma enorme oportunidade para ganhar eficiência e economia. 
 
Outros fatores essenciais 
Ao implementar planos digitais, as empresas muitas vezes ignoram a 
importância de uma ampla gama de outras questões que impactam o sucesso 
de iniciativas digitais, tais como o grau de sofisticação atual da tecnologia dentro 
da organização, a dinâmica cultural, a velocidade e a transparência do processo 
de tomada de decisão e a disponibilidade de talento. 
Passar para uma arquitetura organizacional digital normalmente não é 
intuitivo. O fato é que não há mais uma única resposta certa de como se 
organizar para o digital: a abordagem correta será sempre específica para cada 
negócio, levando em conta quais plataformas digitais deve priorizar, qual nível 
de prontidão para a mudança e qual estratégia vai nortear o progresso digital do 
negócio. 
Para orientar a criação de modelos digitais funcionais e alavancar a 
eficiência operacional recentemente, o World Economic Forum listou 
um conjunto de capacidades fundamentais: 
1- Perceba e traduza a disrupção: Olhe além do seu próprio mercado / 
segmento. Esteja preparado para deixar mais indistintas as linhas 
entre os mundos físico e digital.2- Tente desenvolver e lançar ideias mais rapidamente: Pare de 
pensar só em inovação e procure, em vez disso, resolver os problemas 
dos clientes/consumidores. Desenvolva plataformas para 
experimentações rápidas e mais baratas. Descubra ou crie o 
empreendimento que mais poderia causar ruptura à sua empresa. 
 
3- Compreenda e potencialize dados: Organize eventos de dados. 
Encontre novas formas de rentabilizar dados. Crie uma equipe de 
análise. Pense além da big data para considerar diferentes tipos de 
informações. 
 
 
20 
 
4- Crie e mantenha uma equipe com alto quociente digital: Seja 
honesto sobre quão digitalmente “letrados” são os líderes e a força de 
trabalho da empresa. Crie ambientes digitais de aprendizagem para 
renovar habilidades dos colaboradores. 
 
5- Busque parcerias (e invista) para todas as atividades não 
essenciais: Uma das características de líderes digitais eficazes é sua 
compreensão intuitiva de que essa jornada não deve ser feita 
isoladamente. 
 
6- Organize-se para a velocidade: Garanta o apoio da alta liderança e 
o comprometimento de toda a empresa para conduzir o crescimento 
digital, com o respaldo de colaboradores digitalmente capacitados. 
 
7- Projete uma experiência digital prazerosa: A experiência do usuário 
impulsiona arquiteturas de TI, e não vice-versa. O sucesso em adotar 
novas tecnologias e integrá-las nas operações de uma empresa tem o 
potencial de trazer ganhos em eficiência. 
 
É preciso investir tempo de forma regular e frequente, para definir 
claramente o que significa o digital para a empresa e evitar uma abordagem 
simplista para “resolver o digital”, que pode não estar alinhada às verdadeiras 
ameaças ou oportunidades enfrentadas pelo negócio. 
Para lidar com um ritmo de mudanças tão intenso e volátil, talvez seja 
mais efetivo estabelecer uma cultura constante de experimentação interativa. 
8 6 PASSOS PARA ACERTAR A CULTURA DIGITAL 
 Transformação Digital é uma tarefa vital no atual cenário competitivo. 
Mas primeiro você precisa redefinir sua cultura corporativa, desafiar suas 
tradições e revisar suas práticas de contratação. 
A tecnologia está rapidamente se tornando uma das ferramentas mais 
importantes para empresas modernas, e a Transformação Digital é o meio pelo 
https://www.cio.com/article/3211428/digital-transformation/what-is-digital-transformation-a-necessary-disruption.html
 
21 
 
qual sua organização pode alavancar a tecnologia em todo o seu potencial. Mas 
nem toda empresa que realiza uma Transformação Digital está preparada para 
o sucesso. Para realmente fazer a transição, sua organização deve revisar sua 
cultura primeiro. 
A forma como as empresas podem criar e impulsionar a cultura digital foi 
um tema importante na conferência CIO Symposium 2018 do MIT - um evento 
de um dia em que líderes de pensamento, fornecedores e educadores da 
indústria se uniram para discutir tendências em evolução em TI e CIOs. Em duas 
sessões, “ Criando uma cultura digital ” e “ Articulando sua visão digital ”, os 
pesquisadores do MIT e líderes do setor compartilharam conselhos e experiência 
em primeira mão na construção de uma estratégia digital bem-sucedida. 
Aqui estão seis etapas, segundo eles, que ajudarão a suavizar sua 
Transformação Digital, estabelecendo primeiro uma forte cultura digital. 
 
1 - Comece na mesma página 
A Transformação Digital requer uma mudança organizacional 
significativa. Mas essa mudança não pode acontecer da noite para o dia. Antes 
de criar uma cultura digital, você precisa definir o que isso significa para sua 
organização e setor. 
“A convergência tecnológica está mudando fundamentalmente como os 
negócios são feitos. Está mudando as oportunidades para nossas propostas de 
valor para o cliente. E se não entendermos isso, continuaremos a competir como 
se estivéssemos vivendo no século 20, enquanto outras empresas estarão 
vivendo no século 21”, disse Jeanne W. Ross, principal pesquisadora do MIT 
Sloan Center for Information Systems Research. 
Antes de adotar uma nova estratégia digital ou implementar uma nova 
tecnologia, você deve garantir que toda a organização está na mesma página. É 
fácil se perder nas ervas daninhas técnicas ao determinar em quais tecnologias 
seus negócios devem se concentrar, especialmente porque é provável que cada 
departamento tenha suas próprias necessidades a considerar. 
As empresas são “bombardeadas” com tecnologia, mas Ross diz que isso 
não significará nada se o seu departamento ou empresa forem mal 
administrados. Você pode coletar dados - sem dúvida, pode analisá-los e obter 
insights - mas, se você não for bem administrado, não poderá tirar proveito disso. 
https://www.cio.com/article/3149977/digital-transformation/8-top-digital-transformation-stories-of-2016.html
https://www.cio.com/article/3149977/digital-transformation/8-top-digital-transformation-stories-of-2016.html
http://ide.mit.edu/multimedia/video/2018-mit-cio-symposium-creating-digital-culture
https://www.youtube.com/watch?v=lAcntfkISiM
https://www.cio.com/article/3211898/digital-transformation/change-management-for-digital-transformation-whats-different.html
https://www.cio.com/article/3211898/digital-transformation/change-management-for-digital-transformation-whats-different.html
 
22 
 
 
 
2 - Entenda como aproveitar a tecnologia 
As empresas costumavam se preocupar em evitar o “momento da Kodak”, 
mas agora, diz Ross, as empresas estão procurando por seu “momento Uber”. 
Segundo Ross, o “momento Uber” de sua empresa é quando ela percebe 
que perdeu a vantagem da tecnologia disponível para um novo concorrente. 
A pesquisadora argumenta que isso é o que aconteceu com a maioria das 
empresas de táxi. “A Uber entendeu que em uma economia digital, poderia dar 
carona, dizer a você quem seria o seu motorista, quando ele chegaria, quanto 
custaria a sua corrida, quando você chegaria ao seu destino e ainda acabar com 
todas as dificuldades de pagamento”, explica Ross. 
Os CIOs não podem mais se concentrar apenas em habilitar estratégias 
digitais - agora eles precisam inspirar suas empresas com tecnologia, não 
apenas ativá-la. Sua cultura digital não pode ser definida até que você tenha 
explorado todas as oportunidades que a tecnologia pode trazer para a 
organização. 
 
3- Desenvolva um tema cultural 
A cultura é algo particular para todas as organizações, mas a Melissa 
Swift, líder global de soluções digitais no Korn Ferry Hay Group, sugere descobrir 
o “tema” cultural da sua empresa. Você não precisa jogar a cultura atual pela 
janela - você pode “conectar o passado da organização com o futuro”. 
Mas há diferenças inegáveis no local de trabalho moderno em 
comparação com dez ou quinze anos atrás - a tecnologia aumentou a 
conectividade e isso gerou várias subculturas dentro das organizações. 
“O que vemos as organizações bem-sucedidas fazendo na jornada digital 
é, na verdade, descobrir como potencializar algumas dessas subculturas”, diz 
ela. 
Se você puder definir um tema cultural, ele permitirá que as pessoas 
operem livremente em subculturas dentro dessa estrutura. Para desenvolver 
uma estrutura mais flexível, você terá que ver o que não funciona em sua cultura 
atual. Encontre as coisas que estão impedindo que a mudança de acontecer. 
 
https://www.cio.com/article/3243044/digital-transformation/digital-disruption-10-ways-to-survive-and-thrive.html
 
23 
 
4 - Mude sua forma de contratação 
A cultura é crucial durante o processo de contratação, já que você quer 
encontrar pessoas que se encaixem perfeitamente nela. No entanto, quando se 
trata de encontrar talentos tecnológicos, as pessoas erradas parecem corretas e 
que as pessoas que você deveria contratar provavelmente não se encaixam nos 
parâmetros de uma contratação ideal típica. 
Para quebrar esses estereótipos na contratação, pede-se aos executivos 
que escrevam uma lista de razões pelas quais eles nãocontratariam alguém e, 
em seguida, voltem atrás e mudem cada uma delas para uma razão pela qual 
eles contratariam um candidato. 
Por exemplo, se você se deparar com um candidato que tem uma história 
irregular e que salta entre as organizações, a reação natural pode ser presumir 
que eles “podem evitar se comprometer” ou que são “escamosos”, mas também 
é possível encará-los como “curiosos e adaptáveis, que são dois dos traços de 
nossa pesquisa que são muito preditivos de sucesso no talento digital”, diz Swift. 
Ela observa que, muitas vezes, para mudar sua cultura organizacional, 
você precisa trazer pessoas que ajudarão a criar essa mudança. Se você 
continuar contratando da mesma maneira de sempre, você continuará trazendo 
funcionários que se encaixam na cultura que você está tentando mudar. A 
organização e seus líderes precisam mudar a percepção de contratação para 
parar de “contratar sua própria imagem”. 
 
5 - Abrace a mudança 
Se a sua organização opera em um setor como o financeiro, você terá que 
se sentir à vontade com o desconforto. Indústrias como finanças envolvem 
conformidade, segurança e possuem culturas corporativas mais tradicionais. 
Pode ser difícil para algumas pessoas aceitarem contratar um novo funcionário 
que desafiará essa tradição. 
Mas, para encontrar o melhor talento tecnológico, você pode ter que 
contratar alguém em meio período, que tenha outro emprego paralelo, apareça 
ocasionalmente no escritório e não se encaixe no dress code típico. É provável 
que as pessoas que irão mudar sua cultura também sejam aquelas que 
ultrapassam os limites de sua cultura tradicional, acrescentou Dave Gledhill 
Dave, CIO do grupo do grupo no DBS Bank. 
 
24 
 
“Algumas das regras precisam mudar e a governança tem que mudar - 
você precisa libertar as pessoas muito mais do que está acostumado a fazer". 
 
6 - Substitua a hierarquia convencional por finalidade 
Quando você tira a “estrutura convencional” da sua organização e passa 
para uma estrutura moderna que abrange a Transformação Digital, você 
precisará encontrar uma maneira de reforçar sua nova cultura digital 
flexível. Swift diz que as empresas que foram as mais bem-sucedidas em 
abraçar essa mudança e incutir essa mudança cultural encontraram maneiras de 
injetar um propósito nos negócios. 
9 CULTURAL DIGITAL PRECISA SER ORGANIZADA PARA SER 
ASSERTIVA 
 
Fonte: www.infocapitalhumano.pe 
O mundo digital está em todas as partes. E, vem, a cada dia, acelerando 
mudanças em relação às mais tradicionais maneiras de apresentar e 
desenvolver novas oportunidades de negócios. Diante desse cenário de tantas 
coisas em jogo e de maneira quase instantânea, as empresas precisam 
identificar, claramente, como o mundo digital se encaixa em seu modelo de 
negócio para, então, conseguirem implantar uma cultura digital assertiva. E a 
 
25 
 
maneira mais indicada para você conquistar essa adaptação positiva é se 
organizar para tal. 
Ao pensar nessa organização da sua empresa com foco na cultura digital, 
tente responder as seguintes perguntas: 
Como o digital está afetando o negócio? 
Temos a estratégia certa? 
Quais são os desafios de nosso legado? 
Temos os recursos corretos? 
Decisões estratégicas 
Após responder tais indagações, leve em consideração a visão completa 
em relação à vida digital da empresa. Confira as decisões estratégicas de 
liderança, culturais e organizacionais que uma empresa precisa tomar sobre a 
sua cultura digital. Já que dependem igualmente de uma compreensão sobre as 
frentes digitais que estão servindo o negócio e os efeitos específicos que elas 
estão causando. Por isso, se preciso, monte um quadro de planejamento e liste-
as. De preferência, em ordem de prioridade e facilidade de execução. Nesse 
momento, lembre-se que uma estratégia digital sólida requer o reconhecimento 
da grande variedade de outras considerações. Isso tudo a fim de avaliar a 
abordagem organizacional correta, sendo elas: 
Urgência da mudança 
Sofisticação técnica e digital da organização 
Nível atual de investimento em tecnologia e ferramentas 
Base de conhecimento e capacidades que estão disponíveis para os 
esforços digitais 
Disposição dos processos e sistemas do negócio para apoiar as 
mudanças digitais 
Aspectos da cultura que tendem a impossibilitar ou auxiliar as mudanças. 
A cultura digital pode parecer muito óbvia para pessoas que já estão 
habituadas a acordar dando bom dia no Facebook, acessando os portais para 
ler notícias e o home banking para pagar as contas sem sair de casa. Mas e para 
pequenas e médias empresas geridas por pessoas que ainda não estão 
familiarizadas a tudo isso ou que acreditam que a Internet é apenas um 
playground? 
 
26 
 
A visão de que a Internet só funciona como um meio de entretenimento é 
mais difundida do que se imagina. Para algumas pessoas é impensável que se 
use uma ferramenta de trabalho que também pode acessar ambientes não 
relacionados a ele. Isso causa uma impressão ruim e uma certa resistência aos 
meios digitais, fazendo com que algumas empresas percam diversas 
oportunidades de crescimento. 
Para implantar uma boa cultura digital nesse tipo de empresa é preciso 
muita cautela. Ações precipitadas e mal planejadas, como a contratação de 
profissionais não qualificados ou despreparados para o gerenciamento deste tipo 
de ação, podem resultar em uma experiência traumática para os gestores e 
reforçar o mito de que a internet não funciona para certos negócios. 
A implantação de uma cultura digital nas empresas pode começar desde 
a configuração de e-mails para contato com clientes até a contratação de uma 
consultoria de marketing digital, que pode auxiliar os gestores a investir de forma 
mais racional, minimizando perdas e fazendo com que os canais digitais se 
tornem mais uma fonte de faturamento sólido e não apenas um teste 
malsucedido. 
Definir os processos para implementação de uma área digital ou de ações 
digitais pode ser a chave para um bom entendimento e aproveitamento das 
oportunidades. Com eles, os gestores receberão entregáveis como 
planejamentos e relatórios, tornando o fluxo muito mais crível para quem estava 
acostumado a definir escopos e investimento no mundo físico. 
É fundamental, também, que existam documentos com esses processos 
e que eles sejam muito bem explicados, utilizando abordagens menores para 
cada um dos processos mais importantes, como “aprovação das ações” dentro 
de “planejamento estratégico digital” ou “definição do público alvo” dentro de 
“criação de campanhas”. 
Agências digitais estão sempre de portas abertas para receber clientes 
que não têm um grande conhecimento de internet, ou meios digitais no geral, e 
costumam explicar detalhadamente como funciona o trabalho e quais são as 
expectativas para a entrada no mercado online. Faça visitas a mais de uma 
agência antes de escolher seu fornecedor. Isso ajudará a encontrar a que se 
enquadra melhor com o funcionamento de sua empresa. 
 
27 
 
9.1 Cultura digital exige criatividade e persistência 
A implantação de uma cultura digital nas empresas exige criatividade e 
persistência. Afinal, a cultura digital pode parecer muito óbvia para gestores e 
funcionários que já estão habituados a acordar dando o famoso bom dia no 
Facebook. Ou para acessar sites, ler notícias e pagar contas sem sair de casa. 
Mas, para outros líderes e colaboradores, que ainda não estão familiarizados a 
tudo isso, essa mudança para o digital pode ser um bicho de sete cabeças. 
Então, além de se organizar, você também precisa engajar seu time por 
completo na estratégia de criar cultura digital. 
Tenha paciência, pois tudo é um processo e você precisa ser o primeiro a 
dar o exemplo. Mostre como a tecnologia é capaz de trazer grandes vantagens. 
Tais como a economia de tempo e aumento da acessibilidade, inclusive entre 
líderes e subordinados. Promova comunicados oficiais denovos benefícios, 
eventos corporativos e boas-vindas a novos funcionários por meio 
de transmissões ao vivo e/ou gravação de vídeos. Sendo válido ressaltar que 
esse material audiovisual pode e deve ser compartilhado também com o auxílio 
de plataformas digitais de armazenamento e divulgação estratégica de 
conteúdo. 
9.2 E se ainda assim ficar difícil? 
 
Fonte: ticluisrivera.wordpress.com 
Seja persistente, caso alguém apresente alguma resistência. Não seja 
inocente de achar que todos os seus colaboradores irão lhe auxiliar na 
implantação de uma cultura digital adequada ao seu negócio. Em contrapartida, 
https://meuaio.com/blog/video-corporativo/
https://meuaio.com/blog/video-corporativo/
https://meuaio.com/blog/transmissao-ao-vivo-empresa/
https://meuaio.com/blog/cronograma-de-gravacao-de-video/
https://meuaio.com/
https://meuaio.com/
 
28 
 
use esses obstáculos como inspiração para criar meios criativos de fomentar o 
interesse pela tecnologia. Como? Pesquise e durante a seleção 
e/ou treinamento de pessoas, por exemplo. 
Uma outra boa alternativa para a implantação da cultura digital é a 
contratação de uma consultoria de marketing digital. Por meio dela, os líderes da 
sua organização, juntamente com você, irão aprender alguns detalhes 
importantes do meio digital, assim como suas reais oportunidades. Feito isso, 
foque em minimizar perdas e fazer com que os canais digitais se tornem mais 
uma fonte de faturamento sólido e não apenas um teste malsucedido. 
10 COMO CRIAR UMA CULTURA DIGITAL ANTES QUE SEJA TARDE 
 
Fonte: part.com.br 
Qualquer empresa, de qualquer tamanho, também pode ser digital. O 
segredo está nas ferramentas que ela usa. Em outras palavras, existem sistemas 
online de gestão, colaborativos, capazes de tornar tanto colaboradores quanto 
gestores muito mais produtivos. 
10.1 Comece por uma área da empresa 
Um passo inteligente que você pode dar para começar é adotar uma 
ferramenta de gestão de tarefas e equipes em um departamento. Assim, você 
não corre o risco de causar uma experiência ruim para gestores e colaboradores 
que ainda creem no mito de que a internet não funciona para trabalho. O próximo 
passo é fazer o time entender como usar a ferramenta – o que deve levar cerca 
de uma hora – e usá-la para valer. Assim, tudo o que ela tem a oferecer – como 
https://meuaio.com/blog/qual-a-diferenca-entre-treinamento-e-desenvolvimento/
https://meuaio.com/blog/transformacao-digital-nas-empresas/
https://meuaio.com/blog/transformacao-digital-nas-empresas/
http://runrun.it/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_content=port&utm_campaign=sistemas-como-criar-uma-cultura-digital
 
29 
 
a mensuração automática de custos e tempo – será o mais preciso possível e o 
investimento terá valido a pena. 
10.2 Presencie a evolução da relação de trabalho 
Com a cultura digital já assimilada na sua empresa, os gestores terão 
acesso em tempo real às tarefas em que cada um está trabalhando, tornando 
seu relacionamento com os colaboradores muito mais maduro, para quem não 
tinha alternativa senão ir de mesa em mesa bisbilhotar e para quem detestava 
ser interrompido. Mais que isso, ficam extintas as reuniões de acompanhamento. 
É por isso que, dentre os sistemas de gestão que promovem uma cultura digital 
na empresa, uma das melhores soluções é uma ferramenta de gestão de tarefas 
e equipes. 
10.3 Saia na frente com seu “selo de produtividade” 
O fato de a sua empresa usar um sistema de gestão pode ser o seu trunfo 
nas negociações com outras empresas, afinal, você terá como provar que a sua 
é a equipe mais produtiva e, portanto, a opção mais lógica. Além disso, com uma 
ferramenta de gestão automatizando as burocracias do seu negócio, vocês 
poderão fomentar o diálogo entre as diferentes áreas, ou mesmo entre suas 
filiais. Isso significa mais alinhamento de objetivos e mais sentimento de união. 
O e-mail deixa de ser a principal ferramenta de trabalho entre os profissionais. 
Todo o diálogo e os dados compartilhados ficam salvos online no sistema. Assim, 
vocês podem trabalhar até com pessoas do outro lado do mundo, caso isso 
represente o seu diferencial competitivo. 
http://runrun.it/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_content=port&utm_campaign=sistemas-como-criar-uma-cultura-digital
 
30 
 
11 LER E ESCREVER NA CULTURA DIGITAL: O QUE MUDA? 
 
Fonte: www.marupiara.com.br 
As novas tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) 
alteraram sobremaneira as formas de interação e disponibilização de conteúdos. 
Nesse contexto, dois aspectos merecem destaque: a alteração do fluxo de 
comunicação e a possibilidade de produção de textos que envolvem diferentes 
linguagens e mídias por parte de “leigos”. 
A TV, o rádio, as revistas e jornais impressos, bem como os primeiros 
usos da web, supunham um fluxo de comunicação de um para muitos. As novas 
tecnologias possibilitaram o advento da web 2.0, que altera essa lógica de 
comunicação, tornando-se, então, de muitos para muitos. Se, por um lado, isso 
possibilita uma democratização em termos de possibilidade de dizer e de se 
fazer ouvir, por outro, pode ocasionar uma perda de confiabilidade em relação 
ao que é dito. 
Antes do advento dessas tecnologias digitais, entre o que era 
originalmente escrito/produzido e o que era publicado se colocavam alguns filtros 
editoriais, que podiam funcionar como controle/censura, mas também serviam 
para conferir mais credibilidade, sustentação ou refinamento – dependendo do 
caso – ao que era publicado. Em determinados contextos, as novas tecnologias 
possibilitam a eliminação desses filtros e passamos a ter acesso direto ao 
original, o que pode nos livrar da censura, mas também pode excluir critérios de 
qualidade. 
https://vanzolini.org.br/weblog/2015/04/01/ler-e-escrever-na-cultura-digital-o-que-muda/
 
31 
 
Em função da facilidade de manuseio em termos técnicos e da 
disponibilização de diferentes ambientes para publicação – sites, blogs, redes 
sociais etc. –, as TDICs permitem ainda que leigos sejam jornalistas, críticos, 
comentaristas, escritores, poetas, fotógrafos, autores de produções audiovisuais 
etc., que fomentam o próprio mar de conteúdos e informações no qual estamos 
submersos. 
Como não poderia deixar de ser, esse estado de coisas traz novas 
demandas para a escola, dentre as quais destacaremos três. 
A primeira delas é que para lidar com o fenômeno da hiperinformação e 
com o mar de conteúdos gerados diariamente é preciso, mais do que nunca, 
saber buscar, interpretar (o que supõe para além das habilidades já conhecidas 
de leitura, saber combinar, construir sentidos articulando diferentes linguagens 
e mídias), selecionar, comparar, contrastar e analisar informações. 
Faz-se necessário ainda qualificar, também do ponto de vista ético e 
estético, as produções que se dão a público, seja em relação ao conteúdo 
publicado, seja no que diz respeito a seu formato ou aspectos técnicos 
(envolvidos no manuseio de diferentes linguagens e mídias). Em outras palavras, 
é preciso ter efetivamente o que dizer e é preciso poder fazê-lo de um jeito eficaz, 
responsável e tecnicamente adequado: segundo foco de demandas para a 
escola. 
Somos chamados o tempo todo a intervir nas produções dos outros ou a 
interagir com elas: curtindo, comentando, remixando ou redistribuindo 
comentários e informações. Isso precisa ser pauta de discussão na escola, de 
tal forma que se reflita sobre os significados dessas ações e se possibilite que 
sejam vivenciadas com critério: produção de comentários despretensiosos, não 
fundamentados e até aligeirados se a situação assim o permitir/requerer (não 
damos conta de nos inteirar com profundidade de tudo o que acontece) e 
produção de comentários mais substantivos, fundamentados, frutos de uma 
reflexão mais aprofundada, quando necessário. 
Como se vê, seja em termos de novas habilidades a serem desenvolvidas, 
de novas práticas,gêneros e procedimentos a serem contemplados ou de novas 
temáticas que devem ser propostas para discussão, a leitura e a escrita no 
contexto digital trazem novas demandas para a escola, que, por sua vez, deve 
 
32 
 
atendê-las de maneira crítica, invertendo, por vezes, o fluxo dessa relação, de 
forma a provocar o debate de questões socialmente relevantes. 
12 CULTURA DIGITAL PARA TODOS 
 
Fonte: vanzolini.org.br 
A cultura digital é a cultura contemporânea surge quando as artes e a 
informação passam a se propagar por meio de bits e sem precisar de suportes 
físicos (para clarear, é a cultura do MP3, não do CD). E se alastra com grande 
velocidade, dando ao recentíssimo “ontem” um caráter de “antigamente”. 
Equipamentos e softwares surgem para alterar a forma como comunicamos, nos 
relacionamos, consumimos, nos divertimos, vivemos, enfim. 
Desde 2003, quando Gilberto Gil chegou ao Ministério da Cultura, essa 
questão ganhou espaço nas políticas culturais do Brasil. De cara, iniciou-se um 
projeto para capacitar produtores da área e artistas nos usos das novas 
tecnologias de informação e comunicação (TICs), com destaque para os Pontos 
de Cultura, que estimulam grupos culturais populares a produzir para o mundo 
digital. Esses pontos (são 800 em todo o país) recebem um kit de produção 
multimídia dotado de, entre outros artefatos, computador e câmera. Além disso, 
outras ações foram desenvolvidas, como reconhecer nos jogos eletrônicos 
produtos culturais. 
Agora, o ministério lançou o Fórum da Cultura Digital Brasileira, um 
processo que pretende produzir diretrizes e resoluções para a construção de 
 
33 
 
uma política pública de cultura digital para o Brasil. Nessa rede, o cidadão poderá 
se cadastrar, criar o seu perfil e articular grupos, postar conteúdos, além de 
conhecer pessoas que também pensam a cultura digital. Se o usuário não quiser 
se cadastrar na rede, ainda assim poderá acessar o conteúdo disponível e 
acompanhar os debates – diferentemente de redes como o Facebook, a rede da 
Cultura Digital é aberta e integrada às outras redes já existentes, gerando 
conversas dentro do site, mas também explodindo suas informações para a 
internet. 
São cinco os eixos de discussão do Fórum: memória, comunicação, arte, 
infraestrutura e economia. Cada qual com um curador, responsável por estimular 
os debates e sistematizar as contribuições e diretrizes formuladas pela 
sociedade. O resultado desse trabalho será debatido no evento final, em 
novembro, e entregue ao ministro da Cultura e ao presidente da República. 
As discussões também vão subsidiar os debates das Conferências 
Nacionais de Comunicação (cuja etapa nacional será realizada em dezembro) e 
da Cultura (que deve se encerrar em meados de 2010). Essas conferências são 
momentos nos quais o governo se debruça para ouvir a sociedade em busca de 
ideias para um determinado campo da vida social. 
São muitas as questões em jogo nesse processo. Podemos listar algumas 
delas aqui. Como fazer para tornar públicos os acervos de museus e bibliotecas 
na rede mundial de computadores? Como construir novos modelos de negócio, 
considerando que a troca de arquivos por meio de redes Peer to Peer (Ponto a 
Ponto) pôs em colapso a indústria do entretenimento? O que fazer para 
reconhecer as novas formas de arte que emergem da cultura digital? Como 
garantir a todos os cidadãos acesso à rede e aos computadores? Como 
preservar a língua portuguesa e estimular a produção de conteúdos nacionais? 
Como diz o presidente da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), 
Nélson Simões, em uma frase que Gil popularizou, as jamantas da cultura 
necessitam de banda larga. Ou seja, conexão veloz de internet é cultura. Para 
ver, ouvir e trocar filmes, discos, séries de TV e o que mais for inventado para 
entreter o ser humano, divertir-se e/ou informar-se. É hora de discutir a sério 
essa questão e organizar aqueles que lutam pela igualdade e pela inclusão social 
também no mundo digital. 
 
34 
 
13 A URGÊNCIA DA CULTURA DIGITAL PARA O VAREJO 
 
Fonte: cultura.digital 
A transformação digital dos negócios é um tema que está em evidência 
neste momento no varejo brasileiro. Tecnologias e aplicativos surgiram nos 
últimos anos para proporcionar aos consumidores novas experiências de 
compra. Ávidos por mais conveniência no consumo dos produtos e marcas que 
gostam, eles aderiram rapidamente a essas tecnologias. Em outras palavras, o 
consumidor está cada vez mais digital. 
E para atender as expectativas deste “cliente” as empresas também 
precisam se adaptar. Aquelas que não se desafiarem a entender essas 
movimentações no comportamento do consumidor e buscarem estabelecer uma 
cultura digital nos seus negócios correrão o risco de não falarem a mesma língua 
deste novo cliente, e vão acabar se desconectando deles. E este caminho passa 
certamente pela inovação tecnológica. 
Foi a inovação tecnológica que trouxe mais conveniência para o 
consumidor. Pense como era usar um serviço de táxi há alguns anos. Ligar para 
a cooperativa, ficar esperando o carro sem saber se chegaria na hora e local 
marcado, explicar o endereço sem saber se o motorista estava usando o 
caminho mais econômico e seguro, e ter de pagar em dinheiro, pois o taxi não 
aceitava cartão de crédito. 
Depois do Uber, que inovou a experiência do transporte urbano, ninguém 
mais quer voltar a ligar para a cooperativa. Chamar o táxi pelo app, ver quanto 
tempo vai levar e acompanhar o exato momento em que ele está chegando, nem 
 
35 
 
precisar explicar o endereço e descer do táxi sem precisar efetuar o pagamento 
no fim da corrida, é o ápice da conveniência. Quem é que quer ligar para a 
cooperativa? Se é que podemos dizer assim, agora o cliente consome o táxi 
digitalmente. 
Para constatar ainda mais esse movimento de digitalização do 
consumidor, basta olhar alguns indicadores do varejo online. A modalidade já 
representa 11% do total de vendas do varejo nos Estados Unidos e influencia 
56% das transações, segundo a consultoria Forrester. 
A previsão é que esse número chegue a 59% em 2018. Até mesmo dentro 
das lojas físicas 42% das pessoas estão buscando informações pelo 
smartphone, segundo estudos do Google, Ipsos MediaCT e a Sterling Brands. 
No Brasil, expectativa é que, este ano, o e-commerce tenha alta em torno de 
10% a 15%, após encerrar 2016 com crescimento previsto de 8% nas contas do 
Ebit, e de 11% segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio 
Eletrônico). 
Ou seja, o consumidor usa seu dispositivo móvel tanto para comprar 
quanto para buscar mais informações sobre os produtos que ele prefere comprar 
na loja física. Mas então, o que uma empresa deve fazer para se manter na 
vanguarda, atuar nesse varejo sem fronteiras e garantir a satisfação do 
consumidor? 
O primeiro passo é se abrir para a cultura digital. Os principais 
responsáveis por essa transformação são os próprios líderes da companhia, já 
que têm o papel de identificar oportunidades e facilitar a adoção de novas 
tecnologias, levando a mudança de cultura a todos os níveis da empresa. 
Isso se inicia quando o corpo diretivo entende que é possível para um 
varejista tradicional, que foi bem-sucedido no mercado físico, oferecer novas e 
melhores experiências para seus consumidores, continuar se relacionando com 
eles a todo momento e mantê-los fidelizados usando também o canal digital. 
E mais do que isso, ter uma estratégia digital abre novos mercados para 
o varejista. Afinal, hoje, uma loja online pode alcançar clientes até do outro lado 
do mundo. É claro que por trás deste universo existe todo um trabalho 
operacional que envolve uma estrutura de processos muito bem orquestrada 
para que o cliente tenha uma experiência fluida. 
 
36 
 
A organização deve se familiarizar com a dinâmica do comércio digital, 
assimilar as estratégias e metodologias para a geração de novas oportunidadese entender o funcionamento dos meios digitais para marcar presença na vida do 
cliente e ser encontrada a todo momento. 
“Ah, mas isso é complicado”, alguns poderão dizer. Em verdade não é 
não. A iniciação de uma empresa na cultura digital pode ser feita em etapas, 
combinando progressivamente tecnologias e adequação de processos para 
alcançar este cliente cada vez mais exigente, conectado e com altas 
expectativas. 
Iniciativas localizadas, com escopo bem definido, e aplicadas em um 
conjunto menor de clientes e lojas, permitirão avaliar o impacto das estratégias 
digitais sem provocar alterações em larga escala na empresa. É um processo de 
aprender e adaptar na medida em que se vai conhecendo o comportamento e 
as respostas do cliente, e tornando sua experiência de compra mais simples e 
encantadora. 
É realmente um desafio mudar o pensamento e a cultura das empresas 
quanto aos benefícios da abordagem omni, digital + físico. Toda mudança é 
cercada por dúvidas e desconforto, mas quando isso é realizado com 
planejamento e apoiado pelas tecnologias corretas, a satisfação – em todos os 
níveis – é garantida e os resultados cada vez mais positivos. 
 
14 O IMPACTO DA CULTURA DIGITAL EM NOSSAS VIDAS 
 
 
37 
 
Fonte: blog.trello.com 
Com a invenção da internet, nós entramos na chamada “cultura digital”, 
ou seja, um mundo novo com novas formas de se comunicar e relacionar, tudo 
isso proposto por novas tecnologias que avançam tão rapidamente como a 
própria velocidade da rede. 
Se a internet causou uma revolução no mundo, uma outra revolução 
aconteceu a partir dela: o conceito Web 2.0 com as chamadas redes sociais. 
Estas permitiram que nossa vida fosse compartilhada com o mundo. Uma 
simples foto de um lugar bonito, nossos gostos e opiniões podem, agora, atingir 
milhares de pessoas em tempo real. 
Para muita gente, no entanto, o fenômeno das redes sociais como Twitter 
e Facebook são “modinhas” que vão passar, mas não é o que pensa Armindo. 
Segundo o profissional, as mídias digitais vão passar por transformações, no 
entanto, vieram para ficar. 
Para se ter uma ideia de como estas novas mídias influenciam nossa 
cultura cada vez mais, em 2011, nos EUA, um em cada oito casais se 
conheceram nas redes sociais e se casaram. As ditaduras do mundo árabe 
caíram após jovens organizarem manifestações nas páginas do Facebook, o que 
ficou conhecido como a ‘primavera Árabe’. Desde 2010, as grandes empresas 
mundiais têm migrado boa parte de sua publicidade para estas novas mídias. No 
entanto, nem tudo é um mar de bits e amizades coloridas na internet. 
14.1 Os transtornos do mundo digital 
Se presenciamos o surgimento de uma nova cultura, significa que também 
estamos sujeitos a conviver com os transtornos próprios deste mundo virtual. A 
superexposição, a necessidade de sempre adquirir a mais nova tecnologia e o 
vício em estar sempre conectado são alguns dos limites que este mundo começa 
a nos apresentar. 
Segundo estudos realizados pela Universidade de la Salle nos Estados 
Unidos, existem cerca de 2, 2 bilhões de usuários de internet no mundo. Deste 
número, cerca de 50 milhões podem ser considerados viciados na rede. 
 
38 
 
“A pessoa pode ser considerada viciada na internet quando ela passa a 
ter prejuízos na sua vida cotidiana, porque só quer ficar on-line. Ela deixa de 
estudar, trabalhar e ter um convívio social saudável para ficar na rede”, analisa 
a psicóloga Renata Maransaldi, que trabalha no projeto AnjoTI, grupo que 
oferece ajuda às pessoas com transtornos compulsivos como vício de jogos, 
compras e internet. 
A internet continua mudando o mundo e nós somos os protagonistas desta 
mudança. Somos testemunhas de um novo modo de difundir a informação e o 
conhecimentos. 
14.2 O que é transformação digital? 
A transformação digital ainda é um terreno relativamente desconhecido 
pelas empresas. Muitas organizações tratam o processo como uma mudança de 
dentro para fora ou como um fim em si mesmo, quando, antes de tudo, verifica-
se a necessidade de uma mudança cultural. 
Hoje em dia, milhares de pessoas têm acesso a uma tecnologia que, 
outrora, seria inimaginável: um smartphone realiza diversas tarefas impossíveis 
para os melhores computadores de décadas atrás, por exemplo. 
Nesse sentido, a incorporação irreversível das inovações deste século 
conduz à mudança do jeito como as coisas são feitas e daquilo que as pessoas 
apreciam. Isto é, há uma transformação de valores, hábitos e costumes da 
sociedade. Trata-se, portanto, de uma mudança cultural que se apoia no meio 
digital. 
Com efeito, surge a pressão externa por adaptação das empresas, que 
precisam aprimorar processos, produtos e serviços para atender às exigências. 
Logo, a tecnologia, que foi o vetor de transformações sociais importantes, 
torna-se o instrumento para que a organização faça os ajustes e se mantenha 
competitiva. 
14.3 Qual o impacto da transformação digital nas grandes empresas? 
O papel básico de um negócio é criar e entregar valor para seus clientes. 
Consequentemente, uma mudança naquilo que as pessoas desejam ou 
https://blog.fnq.org.br/gerenciamento-desempenho-processos/
 
39 
 
necessitam se reflete na gestão, liderança, cultura e estratégia das organizações 
e lutar contra isso pode ser uma tarefa inglória. 
Essa pressão é trazida por consumidores já inseridos no mundo digital, 
logo, mais exigentes, maduros e com voz ativa sobre os produtos e serviços 
postos no mercado. Exemplos das novas exigências de clientes potenciais e 
convertidos são os seguintes: 
14.4 Sustentabilidade 
As pessoas têm uma preocupação genuína com o sustentável em 
diferentes aspectos, como ética, meio ambiente e economia. Dessa forma, 
comumente, denunciam práticas que se opõem a esse princípio, reconhecendo 
a boa conduta das empresas. 
14.5 Cooperação e compartilhamento 
O sentido de propriedade também sofreu alterações com os novos 
tempos. Tornou-se comum as pessoas abandonarem seus automóveis para usar 
bikes patrocinadas, Uber, Cabify e outros recursos compartilhados – sem contar 
as soluções que, aos olhos do consumidor, seriam gratuitas, como aplicativos de 
carona ou uma simples caminhada. 
Por outro lado, nesses mesmos exemplos, muitos bens de consumo 
passam a integrar a criação e entrega de um valor para os demais, como no caso 
dos motoristas que utilizam o veículo particular em apps de transporte. 
Sendo assim, surge uma nova dinâmica em que 
cooperação, compartilhamento, empoderamento de consumidores e eliminação 
de intermediários ganham a frente dos usos individuais da propriedade. O ter fica 
em segundo plano em relação à exploração efetiva do recurso. 
14.6 Instantaneidade 
O consumidor atual é alguém que se acostumou a não esperar, o que 
contrasta frequentemente com os processos morosos de muitas empresas. 
Algumas organizações são do tempo em que se aguardava a revelação do filme 
 
40 
 
para acessar as imagens capturadas, enquanto as gerações de hoje vivem em 
um mundo de visualização em tempo real nos smartphones. 
14.7 Custumer centric 
As organizações atuais também encontram o desafio de se tornarem 
centradas nas necessidades dos clientes. A transformação digital das grandes 
empresas deixou de ser apenas um instrumento de mudanças internas (de 
rotinas e processos com ERPs, por exemplo) e passou a ser exigida na maneira 
de atender ao consumidor. 
Resumidamente, a adaptação da liderança, gestão, estratégia e cultura 
da organização a essas novas demandas é o principal impacto da transformação 
digital. Não à toa, pois é algo que merece uma atenção especial das grandes 
empresas. 
15 COMO AS EMPRESAS PODEM SE ADAPTAR A ESSAS INOVAÇÕES E 
MUDANÇAS? 
 
Fonte: www.google.com.br 
Para o sucesso da transformação digital, não há necessidade de migrar 
todos os processos analógicos do dia para a noite. Embora transversal, ou seja, 
 
41 
 
com impacto que

Mais conteúdos dessa disciplina