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HANSENÍASE E FEBRE AMARELA HANSENÍASE E FEBRE AMARELA MONITORIA DE PATOLOGIA MONITORIA DE PATOLOGIA PERGUNTA 01PERGUNTA 01 Qual a ação dos linfócitos Th1 e reações nos casos de hanseníase? Linfócitos Th1 - Polo Tuberculoide (Th1 dominante) --> Cadeia imunológica: Infecção pelo M. leprae → os bacilos invadem células da pele e nervos. --> Resposta Th1 ativada: linfócitos T CD4+ predominam. Produzem citocinas IL-2, TNF-α, INF-γ e IL-12. tivação de macrófagos:INF-γ ativa macrófagos para se tornarem células capazes de destruir os bacilos; TNF-α ajuda na inflamação local para recrutar mais células imunes. --> Formação do granuloma: Macrófagos, linfócitos T e CD8+ se organizam em torno do bacilo, formando uma “prisão” concentrada. Granuloma isola os bacilos, evitando que se espalhem. --> Lise dos bacilos:Bacilos dentro dos macrófagos ativados morrem. -> Resultado clínico na hanseníase: Forma paucibacilar / tuberculoide (TT). Poucos bacilos na pele, lesões bem delimitadas, granulomas organizados. A doença é mais controlada, mas o granuloma pode causar lesões nervosas locais, resultando em perda de sensibilidade ou deformidades restritas. RESPOSTA PERGUNTA 02PERGUNTA 02 Qual a ação dos linfócitos Th2 e reações nos casos de hanseníase? Linfócitos Th2 /Polo Virchowiano (Th2 dominante) ⟶ Cadeia imunológica: Infecção pelo M. leprae → bacilos invadem células da pele e nervos. . Resposta Th2 predominante: linfócitos T CD4+ Th2 produzem IL-4, IL-6 e IL-10. . Consequências das citocinas Th2: Diminui a ativação dos macrófagos → eles engolem bacilos, mas não conseguem destruí-los. Estimula linfócitos B e mastócitos → produção de anticorpos. Complexo Antígeno-Anticorpo (Ag-Ac): Embora haja muitos anticorpos, eles não têm efeito significativo contra M. leprae, porque o bacilo é intracelular. Disseminação dos bacilos: Sem granulomas eficazes e com macrófagos ineficientes, os bacilos se espalham livremente. Resultado: forma virchowiana, lesões difusas, alta carga bacilar. RESPOSTA PERGUNTA 03PERGUNTA 03 Qual é a diferença entre a hanseníase indeterminada e a hanseníase borderline/dimorfa? Hanseníase Indeterminada: ⟶ Características Gerais: Forma inicial e leve da hanseníase. Pode passar despercebida. Sintomas podem desaparecer espontaneamente. Chamada de "indeterminada" porque ainda não se sabe se a doença vai progredir ou regredir. ⟶ Principais Características: Lesões na pele: Poucas lesões, geralmente pequenas. Manchas com coloração esbranquiçada ou avermelhada. Sensibilidade: Pode haver redução da sensibilidade nas áreas afetadas. Nem sempre essa perda é perceptível. Quantidade do bacilo (Mycobacterium leprae): Presente em baixa quantidade. Sistema imunológico ainda não reagiu de forma intensa. Evolução da doença: Pode regredir espontaneamente em alguns casos. Pode evoluir para formas mais graves se não tratada. Quando necessário, o tratamento é simples e curto. RESPOSTA Hanseníase Borderline/Dimorfa ⟶ Definição: Forma intermediária da hanseníase; o sistema imunológico começa a reagir, mas não controla totalmente a infecção. É o “meio-termo” entre formas leves e graves da doença. Lesões: Mais numerosas e variadas. Podem ser anestésicas (sem dor) ou sensíveis (causam dor ou coceira). Sistema imunológico: Resposta imunológica iniciada, mas não totalmente eficiente. O corpo tenta controlar o bacilo, mas se não for suficiente, a doença pode piorar. Risco de progressão: Pode evoluir para formas mais graves: 1.Multibacilar: mais bacilos no corpo, maior disseminação na pele e nervos. 2.Paucibacilar: menos bacilos, mas pode ser agressiva se não tratada. Quantidade do bacilo: Nessa forma, o bacilo está mais presente e ter um contagio maior . RESPOSTA PERGUNTA 04PERGUNTA 04 Cite dois dos principais nervos mais acometidos pela hanseníase e qual a importância clínica do espessamento neural? Nervos mais acometidos Ulnar → mão em garra Mediano → mão em prece Radial → mão caída (menos comum) Fibular comum (peroneal) → pé caído Tibial posterior → alterações plantares Auricular, facial, trigêmeo (supraorbital) → alterações faciais (ex.: lagoftalmo) 🔹 Fisiopatologia do espessamento neural 1. Invasão pelo M. leprae: tropismo pelas células de Schwann. 2. Desmielinização → perda da condução nervosa. 3. Resposta inflamatória: infiltração de linfócitos e granulomas. 4. Edema intraneural → aumento do volume do nervo (palpável). 5. Fibrose e cicatrização → espessamento permanente + compressão dos fascículos . RESPOSTA RESPOSTA 🔹 Importância clínica do espessamento neural ⟶ Sinal diagnóstico fundamental na hanseníase (inclusive nas formas com poucas lesões de pele). ⟶ Pode ser doloroso → indica neurite ativa. ⟶ Relaciona-se ao risco de incapacidades: Perda sensitiva → diminuição ou perda da sensibilidade ( Hipo ou anestesia) Provocando úlceras, queimaduras, feridas. Perda motora → diminuição ou perda da força muscular. Provocando deformidades (mão em garra, pé caído, lagoftalmo). Perda autonômica → diminuição ou perda da sudorese. Provocando pele seca ( diminuição dA sudorese) , fissuras. Detecção precoce + tratamento = maior chance de preservar função e evitar deformidades. . PERGUNTA 06PERGUNTA 06 1. Sobre a transmissão da febre amarela, assinale a alternativa correta: A) A transmissão ocorre exclusivamente de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias. B) O ciclo silvestre envolve mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que transmitem o vírus a primatas não humanos. C) No ciclo urbano, o principal vetor é o Anopheles darlingi, também transmissor da malária. D) O ser humano atua como reservatório natural do vírus em todos os ciclos epidemiológicos. B) O ciclo silvestre envolve mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que transmitem o vírus a primatas não humanos. Explicação: ⟶ A febre amarela tem dois ciclos principais de transmissão: Silvestre: o vírus circula entre macacos e mosquitos de mata (Haemagogus e Sabethes). Humanos podem ser infectados quando entram nesses ambientes. Urbano: o vírus é transmitido entre pessoas pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue. A alternativa A está incorreta porque a transmissão não é pessoa a pessoa; depende sempre do mosquito. A alternativa C está incorreta porque Anopheles darlingi transmite malária, não febre amarela. A alternativa D está incorreta porque o reservatório natural no ciclo silvestre são os primatas, não os humanos. . RESPOSTA 2. Em relação ao quadro clínico da febre amarela, marque a alternativa correta: A) A fase inicial da doença é marcada por febre alta, cefaleia, calafrios e mialgia, podendo durar de 3 a 4 dias. B) A fase de intoxicação caracteriza-se pela recuperação clínica completa e ausência de complicações. C) A icterícia e as manifestações hemorrágicas ocorrem apenas em casos leves, sem risco de óbito. D) As formas graves não apresentam risco de insuficiência renal ou hepática, sendo autolimitadas. PERGUNTA 07PERGUNTA 07 RESPOSTA A) A fase inicial da doença é marcada por febre alta, cefaleia, calafrios e mialgia, podendo durar de 3 a 4 dias. Explicação: ⟶ A febre amarela evolui em duas fases: Fase inicial (fase febril): febre alta, dor de cabeça, calafrios, dores musculares e mal-estar. Essa fase dura de 3 a 4 dias e muitos pacientes se recuperam aqui. Fase de intoxicação (fase grave): ocorre em parte dos casos e é caracterizada por icterícia (pele e olhos amarelados), sangramentos, vômitos escuros, insuficiência hepática e renal. Nessa fase há risco elevado de morte. A alternativa B está incorreta porque a fase de intoxicação não é de recuperação, e sim de complicações graves. A alternativa C está incorreta porque a icterícia e os sangramentos acontecem nas formas graves, não nas leves. A alternativa D está incorreta porque a doença pode levar a falência hepática e renal nas formas mais graves, e não é autolimitada nesses casos. . OBRIGADA E BONS ESTUDOS ! HANSENÍASE E FEBRE AMARELA PERGUNTA 01 RESPOSTA --> Formaçãodo granuloma: Macrófagos, linfócitos T e CD8+ se organizam em torno do bacilo, formando uma “prisão” concentrada. PERGUNTA 02 RESPOSTA Linfócitos Th2 /Polo Virchowiano (Th2 dominante) ⟶ Cadeia imunológica: Infecção pelo M. leprae → bacilos invadem células da pele e nervos. . Consequências das citocinas Th2: Complexo Antígeno-Anticorpo (Ag-Ac): Embora haja muitos anticorpos, eles não têm efeito significativo contra M. leprae, porque o bacilo é intracelular. PERGUNTA 03 RESPOSTA RESPOSTA Hanseníase Borderline/Dimorfa ⟶ Definição: Forma intermediária da hanseníase; o sistema imunológico começa a reagir, mas não controla totalmente a infecção. É o “meio-termo” entre formas leves e graves da doença. Lesões: Mais numerosas e variadas. Podem ser anestésicas (sem dor) ou sensíveis (causam dor ou coceira). Sistema imunológico: Resposta imunológica iniciada, mas não totalmente eficiente. O corpo tenta controlar o bacilo, mas se não for suficiente, a doença pode piorar. Risco de progressão: Pode evoluir para formas mais graves: Multibacilar: mais bacilos no corpo, maior disseminação na pele e nervos. Paucibacilar: menos bacilos, mas pode ser agressiva se não tratada. Quantidade do bacilo: Nessa forma, o bacilo está mais presente e ter um contagio maior PERGUNTA 04 RESPOSTA Nervos mais acometidos Ulnar → mão em garra Mediano → mão em prece Radial → mão caída (menos comum) Fibular comum (peroneal) → pé caído Tibial posterior → alterações plantares Auricular, facial, trigêmeo (supraorbital) → alterações faciais (ex.: lagoftalmo) 🔹 Fisiopatologia do espessamento neural 1. Invasão pelo M. leprae: tropismo pelas células de Schwann. 2. Desmielinização → perda da condução nervosa. 3. Resposta inflamatória: infiltração de linfócitos e granulomas. 4. Edema intraneural → aumento do volume do nervo (palpável). 5. Fibrose e cicatrização → espessamento permanente + compressão dos fascículos RESPOSTA 🔹 Importância clínica do espessamento neural ⟶ Sinal diagnóstico fundamental na hanseníase (inclusive nas formas com poucas lesões de pele). ⟶ Pode ser doloroso → indica neurite ativa. ⟶ Relaciona-se ao risco de incapacidades: PERGUNTA 06 RESPOSTA B) O ciclo silvestre envolve mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que transmitem o vírus a primatas não humanos. Explicação: ⟶ A febre amarela tem dois ciclos principais de transmissão: PERGUNTA 07 RESPOSTA A) A fase inicial da doença é marcada por febre alta, cefaleia, calafrios e mialgia, podendo durar de 3 a 4 dias. Explicação: ⟶ A febre amarela evolui em duas fases: OBRIGADA E BONS ESTUDOS !