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 ATIVIDADE 1 - TOC - AVALIAÇÃO, DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA - 51_2026 
 Atividade Criativa: Desafio da Inclusão e Adaptação no Contexto Clínico 
 A Terapia Ocupacional, ao lidar com pacientes com deficiências, desempenha um 
 papel essencial na promoção da autonomia e da participação social . A 
 intervenção terapêutica visa, entre outras coisas, ajudar o paciente a desenvolver ou 
 adaptar suas habilidades para realizar atividades cotidianas com o maior grau de 
 independência possível. Para isso, o terapeuta ocupa um papel de observador , 
 avaliando tanto o desempenho funcional/ocupacional quanto o impacto das 
 limitações físicas ou intelectuais nas atividades diárias. A avaliação do 
 comportamento lúdico também é um recurso importante para entender as 
 habilidades de interação e desenvolvimento social. 
 Crepeau, E. B., Cohn, E. S., & Schell, B. A. (Eds.). (2014). Willard and Spackman's 
 Occupational Therapy (12th ed.). Lippincott Williams & Wilkins. 
 Imagine que você está atuando como terapeuta ocupacional em uma clínica de 
 reabilitação, atendendo dois pacientes com diferentes tipos de deficiência. 
 Paciente A : 
 Grau de Deficiência : O Paciente A é um adulto com deficiência física grave , 
 causada por uma lesão na medula espinhal que resultou em paraplegia (paralisia 
 dos membros inferiores). A lesão ocorreu em nível torácico, o que significa que ele 
 possui perda total de movimento e sensibilidade abaixo do tórax, mas conserva a 
 função do tronco superior, dos braços e mãos. Sua capacidade cognitiva está 
 preservada , o que significa que ele consegue compreender suas limitações e tem a 
 capacidade de aprender a adaptar-se às novas condições de vida. 
 Impacto nas Atividades de Vida Diária (AVD) : O paciente tem dificuldades para 
 realizar atividades de mobilidade (como caminhar, subir escadas e entrar em 
 veículos), atividades de autocuidado (como banho, vestir-se e alimentação), e 
 atividades domésticas que exigem o uso dos membros inferiores, como limpar a 
 casa e preparar comida. Porém, ele tem uma boa habilidade em tarefas que 
 envolvem os membros superiores, como uso do computador e atividades manuais 
 simples. 
 Paciente B : 
 Grau de Deficiência : O Paciente B é uma criança de 8 anos com deficiência 
 intelectual moderada , diagnosticada com um QI entre 35-50 (considerado 
 moderado). Ela apresenta dificuldades significativas em atividades que exigem 
 coordenação motora fina , como escrever, usar utensílios de cozinha e amarrar os 
 sapatos. Sua capacidade de resolução de problemas e habilidades de comunicação 
 também são limitadas, embora ela consiga se comunicar de maneira simples e 
 entender instruções curtas. 
 Impacto nas Atividades de Vida Diária (AVD) : A criança tem dificuldades nas 
 tarefas diárias que exigem raciocínio lógico mais complexo, como planejamento de 
 rotinas e escolhas alimentares. Ela também tem limitações na socialização com 
 seus pares, principalmente devido à dificuldade em compreender normas sociais 
 complexas. No entanto, ela gosta de brincar e interagir com brinquedos de 
 construção, como blocos de montar, o que pode ser explorado nas intervenções. 
 Com base nas informações dadas sobre cada paciente, responda as questões 
 a seguir: 
 1- Quais elementos você consideraria na avaliação do desempenho funcional de 
 cada paciente? Como você faria a análise do impacto das deficiências nas 
 atividades de vida diária? 
 2- Quais objetivos terapêuticos seriam adequados para cada paciente? Como 
 você garantiria que esses objetivos são alcançáveis e promovem a autonomia de 
 forma realista? 
 3- Que adaptações no ambiente você sugeriria para melhorar a acessibilidade e 
 permitir a maior independência do paciente A nas atividades de autocuidado? E para 
 a criança paciente B, quais adaptações você faria para facilitar sua interação com os 
 colegas e o aprendizado de habilidades motoras? 
 4- Como você usaria o comportamento lúdico da criança para promover a inclusão 
 social e o aprendizado de novas habilidades? Quais jogos ou atividades podem ser 
 incorporados no tratamento para promover a autonomia dela? 
 5- Qual é o limite entre oferecer ajuda e promover a autonomia ? Até onde o 
 terapeuta deve intervir ativamente nas atividades do paciente e quando ele deve 
 permitir que o paciente tente realizar as atividades de forma independente, mesmo 
 que haja risco de falha? Discuta os possíveis dilemas éticos nesse processo. 
 (44) 99162-8928 (44) 99162-8928

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