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RESUMO DO LIVRO GEOGRAFIA PEQUENA HISTÓRIA CRITICA - Resumo

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RESUMO DO LIVRO: GEOGRAFIA PEQUENA HISTÓRIA CRITICA
17 pág.

História da Geografia Universidade Federal de PernambucoUniversidade Federal de Pernambuco

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Resumo do Livro "Geografia: Pequena História Crítica" de Antônio Carlos Robert Morais O livro "Geografia: Pequena História Crítica", escrito por Antônio Carlos Robert Morais, apresenta uma análise abrangente sobre a evolução do pensamento geográfico, suas definições e as correntes que moldaram a disciplina ao longo do tempo. No primeiro capítulo, intitulado "O Objeto da Geografia", o autor discute a complexidade da definição de geografia, que, apesar de parecer simples, é cercada de polêmicas. A geografia é frequentemente definida como o estudo da superfície terrestre, mas essa visão é considerada limitada, pois a superfície é objeto de estudo de várias ciências. Morais menciona a concepção kantiana que classifica a geografia como uma ciência sintética e descritiva, que busca uma visão holística do planeta. Além disso, o autor explora outras definições, como a geografia como estudo da paisagem, da individualidade dos lugares e das diferenças entre áreas, ressaltando a diversidade de enfoques que a disciplina pode ter. No segundo capítulo, "O Positivismo como Fundamento da Geografia Tradicional", Morais argumenta que, apesar da variedade de definições, existe uma continuidade no pensamento geográfico tradicional, que se baseia no positivismo. O positivismo, segundo o autor, limita a geografia a uma abordagem empírica, focando na observação e descrição dos fenômenos, o que resulta em uma análise superficial e comparativa. Essa abordagem ignora a complexidade das relações sociais e a dinâmica entre os fenômenos humanos e naturais. O autor critica a ideia de que a geografia deve seguir um único método de interpretação, advindo das ciências naturais, e destaca a necessidade de uma análise mais crítica e abrangente que considere as interações sociais. O terceiro capítulo, "Origens e Pressupostos da Geografia", traça a evolução histórica do conceito de geografia desde a antiguidade clássica até o século XIX. Morais menciona que, durante muito tempo, o conhecimento geográfico foi disperso e não padronizado, com diferentes interpretações sobre o que constituía a geografia. O autor destaca a importância das grandes navegações e do avanço do capitalismo na sistematização do conhecimento geográfico, que se consolidou no século XIX. A partir desse período, a geografia começou a ser vista como uma ciência autônoma, impulsionada por condições históricas e sociais que favoreciam a exploração e a apropriação de territórios. Nos capítulos seguintes, Morais discute a contribuição de figuras importantes como Humboldt e Ritter, que estabeleceram as bases da geografia tradicional, e Ratzel, que introduziu a antropogeografia, enfatizando a relação entre o homem e o meio. A obra de Ratzel, embora tenha sido influente, também foi criticada por sua visão determinista. Em contraste, Paul Vidal de La Blache, um dos principais representantes da geografia francesa, propôs uma abordagem possibilista, que considerava o homem como um agente ativo na transformação do meio. A geografia vidalina enfatizou a relação homem-natureza e a importância da paisagem, mas também foi criticada por não abordar suficientemente as relações sociais entre os homens. A partir da década de 1950, a geografia tradicional começou a entrar em crise, levando ao surgimento de novas correntes de pensamento, como a geografia crítica e a geografia pragmática. A geografia crítica, representada por autores como Yves Lacoste e Milton Santos, busca questionar as estruturas de poder e as desigualdades sociais, propondo uma geografia militante que visa a transformação social. Por outro lado, a geografia pragmática, que se desenvolveu a partir de uma crítica à geografia tradicional, foca em análises quantitativas e modelos matemáticos, mas é acusada de manter uma perspectiva conservadora e de não abordar as questões sociais de forma crítica. Em suma, o livro de Morais oferece uma visão crítica e abrangente da geografia, destacando a evolução do pensamento geográfico e as diversas correntes que moldaram a disciplina. O autor enfatiza a importância de uma abordagem crítica que considere as interações sociais e as dinâmicas de poder, propondo uma geografia que não apenas descreva, mas que também questione e busque transformar a realidade social. Destaques A geografia é uma disciplina complexa, com múltiplas definições e enfoques, que vão além do simples estudo da superfície terrestre. O positivismo, como fundamento da geografia tradicional, limita a análise a uma abordagem empírica e descritiva, ignorando as relações sociais. A evolução histórica da geografia está ligada ao desenvolvimento do capitalismo e à sistematização do conhecimento geográfico no século XIX. Figuras como Humboldt, Ritter e Ratzel foram fundamentais na formação da geografia, mas suas abordagens também foram criticadas por suas limitações. O surgimento da geografia crítica e pragmática na década de 1950 reflete a crise da geografia tradicional e a necessidade de uma análise mais crítica e socialmente engajada.