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INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL 
 
 
 
 
 
Sumário 
INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL ................................................ 5 
O que é Compreensão e Interpretação de Texto? Exemplos e Diferença ... 7 
O que é compreensão de texto? .................................................................. 7 
O que é interpretação de texto? ................................................................... 7 
Afinal, o que é compreensão e interpretação de texto? ............................... 8 
Redação ..................................................................................................... 10 
Principais tipos de redação ........................................................................ 10 
Descrição................................................................................................ 10 
Tipos .............................................................................................................. 11 
• Descrição física ................................................................................. 12 
• Descrição psicológica ........................................................................ 12 
Como fazer .................................................................................................... 13 
Exemplos ................................................................................................... 13 
Narração ................................................................................................. 15 
Coerência ...................................................................................................... 15 
Coesão .......................................................................................................... 15 
Texto Narrativo .............................................................................................. 16 
Estrutura da Narrativa .................................................................................... 16 
Elementos da Narrativa ................................................................................. 17 
Tipos de Narrador .......................................................................................... 17 
Tipos de Discurso Narrativo .......................................................................... 18 
Discurso Direto .............................................................................................. 18 
Discurso Indireto ............................................................................................ 19 
Discurso Indireto Livre ................................................................................... 19 
Dissertação ............................................................................................. 20 
Texto Dissertativo .......................................................................................... 20 
Estrutura do Texto Dissertativo...................................................................... 20 
 
 
Tipos de Dissertação ..................................................................................... 20 
Texto Dissertativo-Argumentativo ........................................................... 21 
Texto Dissertativo Expositivo .................................................................. 21 
Texto dissertativo argumentativo ............................................................ 21 
Texto dissertativo expositivo ................................................................... 22 
Texto injuntivo/instrucional ..................................................................... 23 
Texto Injuntivo e Prescritivo ........................................................................... 23 
Recursos Linguísticos .................................................................................... 24 
Exemplos ................................................................................................... 24 
Manual de Instruções ............................................................................. 24 
Bula de Remédio .................................................................................... 25 
Referências ................................................................................................... 27 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO TEXTUAL 
 
―Ler significa aproximar-se de algo que acaba de 
ganhar existência.‖ Ítalo Calvino. Interpretação e Produção de Textos abrange o 
básico do uso da língua: a leitura e a produção. O tempo todo nós usamos a língua 
portuguesa, ou seja, o tempo todo falamos, ouvimos, lemos e escrevemos, e, 
quando praticamos essas ações, estamos, na verdade, interpretando e 
produzindo textos. 
À nossa volta está cheio de textos: conversações entre os familiares, os 
colegas, as crianças, em casa, no local de trabalho, nas ruas; recados, MSN, 
torpedo, twitter; informações em outdoors, placas, embalagens; notícias 
televisivas, novelas, filmes; pesquisas em jornais, livros, sites. 
A comunicação é mediada por uma infinidade de signos. Na atualidade, em 
que a comunicação é interplanetária, estabelecemos infinitas conexões com 
pessoas de todos os cantos do mundo, o que nos obriga a decodificar um universo 
poderoso de mensagens e a nos adaptar a elas: comunidades virtuais do Orkut, 
conversas pelo MSN, compras e negócios fechados pela rede, e tem mais, se 
essa informação foi dominantemente verbal até o momento, agora também se 
torna visual com a chegada do YouTube. Sabemos o quanto a força da imagem 
exerce fascínio e entendemos, definitivamente, que não há mais como sobreviver 
neste mundo sem que tenhamos de adaptar-nos constantemente às novas e 
diferentes linguagens disponíveis. 
 Entretanto, da leitura também fazem parte textos que não usam a língua. 
Podemos ler um olhar, um gesto, um sorriso, um mapa, uma obra de arte, pegadas 
na areia, nuvens carregadas no céu, sinais de fumaça avistados ao longe e tantos 
outros. Lemos até mesmo o silêncio! 
 
 
 
A leitura sensorial é um dos níveis de leitura e tem como base os cinco sentidos: 
tato, paladar, audição, olfato e visão. 
É fundamental reconhecer que o sentido de todas as coisas chega até nós, 
principalmente, por meio do olhar, da compreensão e da interpretação dos múltiplos 
signos que enxergamos, desde os mais corriqueiros – nomes de ruas, por exemplo – 
até os mais complexos – como é o caso de uma poesia repleta de metáforas. O 
sentido das coisas, portanto, vem até nós por meio da leitura, um ato individual de 
construção de significado num contexto que se configura mediante a interação 
autor/texto/leitor. 
A leitura é uma atividade que solicita intensa participação do leitor e exige muito 
mais que o simples conhecimento linguístico compartilhado pelos interlocutores (autor 
e leitor): o leitor é, necessariamente, levado a mobilizar uma série de estratégias, tanto 
de ordem linguística quanto de ordem cognitivodiscursiva, com a finalidade de 
levantar hipóteses, validar ou não essas hipóteses, preencher as lacunas que o texto 
possa apresentar, enfim, participar de forma ativa da construção do sentido do texto. 
Dessa forma, autor e leitor devem ser vistos como ―estrategistas‖ na interação por 
meio da linguagem. É nesse intercâmbio de leituras que se refinam, se reajustam e 
redimensionam hipóteses de significado, ampliando constantemente a nossa 
compreensão dos outros, do mundo e de nós mesmos. 
O exercício pleno da cidadania passa, necessariamente, pela garantia de 
acesso aos conhecimentos construídos e acumulados e às informações disponíveis 
socialmente. E a leitura é a chave dessa conquista. 
 
 
 
Saiba mais 
 A palavra signo é usada em vários co n textos. O mais trivial, 
poderíamos dizer assim, é o astrológico. No contexto dos estudos da 
língua, signo quer dizer unidade significativa de qualquer língua, dotada 
de duas faces: significante (imagemacústica) e significado (conceito). 
Daí que toda e qua lquer palavra da nossa língua é um signo. 
 
 
 
O que é Compreensão e Interpretação de Texto? Exemplos e 
Diferença 
Saber o que é compreensão e interpretação de texto é essencial para dominar 
essas matérias e analisar adequadamente os conteúdos. Inclusive, essa habilidade 
está entre as mais cobradas no Enem, em vestibulares e concursos públicos. 
 
O que é compreensão de texto? 
 
A compreensão faz uma análise objetiva do texto, buscando decodificá-lo e 
verificar o que realmente está escrito, assimilando as principais palavras e ideias 
presentes no conteúdo e coletando dados e informações concretas. De maneira geral, 
os enunciados de questões que pedem a compreensão de um texto utilizam as 
seguintes expressões: 
✓ O autor afirma que… 
✓ O autor sugere… 
✓ Segundo o texto… 
✓ O autor/narrador do texto diz que… 
✓ O texto informa que… 
✓ No texto… 
✓ De acordo com o autor… 
✓ Na opinião do autor do texto… 
✓ Tendo em vista o texto… 
✓ O autor sugere ainda… 
✓ De acordo com o texto… 
✓ 
O que é interpretação de texto? 
 
 
 
 
Já a interpretação de texto trata-se daquilo que podemos concluir sobre ele, 
estabelecendo conexões entre o que está escrito e a realidade. Essas conclusões são 
feitas analisando as ideias do autor, sendo que essa análise é subjetiva. 
A interpretação de um texto requer: 
✓ Existência de conhecimento prévio quanto ao assunto/conceito abordado no 
texto; 
✓ Aquisição de conteúdos por parte do leitor que possibilitem uma interpretação 
mais abrangente; 
✓ Apreciação pessoal e crítica por parte do leitor já que, de alguma forma, a 
interpretação sempre depende das considerações feitas por quem está lendo o 
texto. 
✓ 
De forma geral, os enunciados de questões que pedem a interpretação 
de um texto utilizam as seguintes expressões: 
✓ Conclui-se do texto que… 
✓ O texto permite deduzir que… 
✓ Diante do que foi exposto, podemos concluir… 
✓ É possível subentender-se a partir do texto que… 
✓ Qual a intenção do autor quando afirma que… 
✓ O texto possibilita o entendimento de que… 
✓ Infere-se do texto que… 
✓ Com o apoio do texto, infere-se que… 
✓ O texto encaminha o leitor para… 
 
Afinal, o que é compreensão e interpretação de texto? 
Podemos dizer que a maior diferença entre compreensão e interpretação de 
texto é que a compreensão está relacionada aos dados concretos e objetivos do texto, 
 
 
 
enquanto que a interpretação se refere a uma análise mais subjetiva e com 
interferência dos conhecimentos prévios do leitor sobre o conteúdo. 
Essas dicas de o que é compreensão e interpretação de texto são essenciais, 
fazendo com que durante as aulas e principalmente nos momentos de prova, você 
tenha maior segurança e obtenha as melhores notas. Vejamos quais são essas dicas. 
 
Ler todo o texto atentamente 
O primeiro passo para compreender e interpretar bem um texto é fazer uma 
leitura completa e sem pressa. Um dos maiores erros dos estudantes é ler o texto 
correndo na hora de uma prova e fazer uma análise precipitada. 
 
Reler o texto 
Sim. Além de ler o texto todo com calma é necessário reler no mínimo uma vez, 
já que durante essa segunda leitura você consegue analisar as ideias com maior 
clareza. 
 
Sublinhar as ideias mais importantes 
Essa é uma dica de ouro para diferenciar o que é compreensão e interpretação 
de texto. Durante a releitura, aproveite para sublinhar as palavras e frases mais 
importantes. Para fazer isso, tente pensar na ―regra‖ do Instagram quanto ao uso 
das hashtags, ou seja, focar realmente nas palavras e ideias centrais do conteúdo. 
 
Separar fatos de opiniões 
Para diferenciar a compreensão de interpretação, tenha sempre isso em mente: 
a compreensão está mais ligada a fatos, enquanto que a interpretação está associada 
a uma opinião. 
 
Tabela 01 
 
 
 
Item Compreensão Interpretação 
O que é Analisa estritamente o 
que está escrito no texto, 
Compreendendo, de 
forma objetiva, as frases 
e ideias presentes. 
Aquilo que se conclui sobre o texto. É 
a maneira que o leitor interpreta o 
conteúdo. 
Informação Todas as informações 
estão presentes no texto. 
A informação está fora do texto (ou 
além do texto), mas possui forte 
conexão com ele. 
Análise Preza pela objetividade. Trabalha com a subjetividade. 
 
Redação 
A redação tem bastante peso nas provas que dão acesso à Universidade. Para 
escrever uma boa redação, é fundamental ler e praticar. 
Além disso, é importante estar atento ao planejamento, estrutura do texto, ao 
uso correto da língua e às regras essenciais da coerência e da coesão. 
As redações podem ser dissertativas, descritivas ou narrativas. Cada tipo de 
texto requer um cuidado especial. 
 
Principais tipos de redação 
Descrição 
A descrição é um texto baseado na exposição/relato de objetos, pessoas, 
lugares, acontecimentos. Por isso, a descrição está pautada na narração minuciosa 
na qual o locutor oferece uma impressão sobre algo. 
A descrição pode ser objetiva (descrição direta, simples, concreta) ou subjetiva 
(quando há emoção presente). 
 
 
 
Existem dois tipos de descrição: a denotativa e a conotativa. Vejamos as 
características de cada uma: 
Descrição denotativa: acontece quando a exposição da pessoa, objeto ou 
lugar é realizada de maneira objetiva, direta, sem uso de metáforas ou de linguagem 
figurada. As palavras surgem no seu sentido literal, do dicionário. Este tipo de 
descrição é comum em textos científicos, em livros didáticos, nas bulas de remédio 
ou manuais de instrução. É chamada também de objetiva. 
 
Descrição conotativa: acontece quando as palavras são empregadas no seu 
sentido simbólico, figurado. A pessoa, objeto ou lugar não é descrito de forma como 
é na realidade, mas em uma pseudorrealidade. O uso da imaginação é evidenciado! 
É conhecida também como subjetiva. 
 
Contudo, há descrições que são denotativas e conotativas: basta o autor fazer 
referência tanto aos aspectos físicos quanto aos psicológicos 
. 
Lembre-se que, independente do tipo de descrição, quanto mais o leitor se 
sentir parte do ambiente apresentado, mais qualificado seu texto descritivo é 
. 
A descrição é uma tipologia textual usada para retratar personagens, 
espaços, momentos, pensamentos etc. Em suma, tudo que é nomeado pode ser 
descrito. A classe gramatical mais usada para essa função é o adjetivo. Não obstante, 
existem diversas outras formas de produzir essa tipologia, assim como há vários tipos 
de descrição. Além disso, os trechos descritivos são fundamentais em diversos 
gêneros textuais, tais como: os contos, as crônicas, as notícias, entre outros. Por 
isso, é fundamental saber como fazer uma boa descrição para compor bons textos. 
 
 
 
 
Tipos 
Descrever algo é uma das práticas discursivas mais importantes para a 
comunicação humana. Isso pode ser visto, por exemplo, na necessidade de alguém 
determinar um objeto do qual não se lembra o nome, como quando se diz 
―pegue essa coisa vermelha que é usada para beber café e que está em cima da 
mesa‖, em que a palavra ―xícara‖ é substituída por sua descrição (que, no caso, 
também é circunstancial) ―coisa vermelha […] em cima da mesa‖. 
 
O ato de descrever é visto até quando se refere a conceitos abstratos, como o da 
liberdade, tão bem definida por Cecília Meireles, na seguinte frase da obra 
Romanceiro da Inconfidência: ―Liberdade é uma palavra que o sonho humano 
alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.‖ 
 
Nota-se que, no trecho escrito pela poeta, o termo ―liberdade‖ é relacionado 
ao trecho descritivo ―uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém 
que explique e ninguém que não entenda‖, por meio do verbo ―ser‖ flexionado na 3ª 
pessoa do singular. 
Para além de sua função ampla,podemos dividir as descrições em dois grupos: 
 Descrição física 
Quando elementos do mundo real — externo ao sujeito, mas apreensível 
pelos seus sentidos — são descritos, diz-se que há descrição física. 
 Descrição psicológica 
Opondo-se à descrição física, a psicológica volta-se para o interior das 
personagens, seus pensamentos, sensações e sentimentos. Os traços 
psicológicos só podem ser descritos por narradores em 1ª pessoa ou 
aqueles oniscientes, haja vista que é necessário penetrar na mente do 
sujeito descrito para conhecer sua psiquê. 
 
 
 
Pensando nos dois tipos de descrição recém-citados, veja, a seguir, a descrição da 
personagem Professor, do romance Capitães de Areia: 
João José era o único que lia correntemente entre eles e, no entanto, 
só esteve na escola ano e meio. Mas o treino diário da leitura 
despertara completamente sua imaginação e talvez fosse ele o único 
que tivesse uma certa consciência do heroico das suas vidas. Aquele 
saber, aquela vocação para contar histórias, fizera-o respeitado entre 
os Capitães Areia, se bem fosse franzino, magro e triste, o cabelo 
moreno caindo sobre os olhos apertados de míope. Apelidaram-no de 
Professor porque num livro furtado ele aprendera a fazer mágicas com 
lenços níqueis e também porque, contando aquelas histórias que lia e 
muitas que inventava, fazia a grande e misteriosa mágica de os 
transportar para mundos diversos, fazia com que os olhos vivos dos 
Capitães da Areia brilhassem como só brilham as estrelas da noite da 
Bahia. 
In: AMADO, J. Capitães da areia. 
No trecho, elementos físicos e psicológicos são usados para descrever a 
personagem João José. Fisicamente, ele era ―franzino, magro‖, com ―o cabelo 
moreno caindo sobre os olhos apertados de míope‖. Psicologicamente, a personagem 
mostrava-se (entre outras características) persistente e criativo — ―o treino diário da 
leitura despertara completamente sua imaginação e talvez fosse ele o único que 
tivesse uma certa consciência do heroico das suas vidas‖. 
Como fazer 
A capacidade de produzir boas descrições envolve diversos fatores. Entre esses, há 
alguns mais técnicos, como o domínio das estruturas gramaticais funcionais à 
descrição (como os adjetivos ou as orações subordinadas adjetivas), ou ainda a 
capacidade de ser criativo para perceber ângulos, perspectivas ou pontos de 
vista inesperados. 
Ainda, vale sempre lembrar que se é produtivo para compor descrições: 
• Determinar o que será descrito; 
• Decidir se a composição descreverá aspectos físicos, psicológicos ou ambos; 
• Escolher as palavras, expressões ou orações mais precisas para descrever o 
que será caracterizado. 
 
 
 
Exemplos 
Leia, a seguir, alguns textos com descrições interessantes: 
• Texto 01 
O bicho 
Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio 
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa, Não 
examinava nem cheirava: 
Engolia com voracidade. 
O bicho não era um cão, 
Não era um gato, Não 
era um rato. 
O bicho, meu Deus, era um homem. 
In: BANDEIRA, M. Belo belo. 
 
Nesse poema de Manuel Bandeira, um ―bicho‖ é descrito como alguém que 
vivia ―na imundície do pátio‖, catava ―comida entre os detritos‖, ―não examinava 
nem cheirava‖ o que encontrava no lixo, mas sim ―engolia com voracidade‖. Um 
bicho que não seria nem ―cão‖, ―gato‖ ou ―rato‖, porém, na verdade, ―um 
homem‖. Perceba que esses traços físicos e psicológicos do homem que se 
assemelha tanto com um bicho podem ser interpretados pelo leitor. 
• Texto 02 
Estrela azul do céu 
Aquela estrela azul do céu 
Do céu do meu balão 
De antigamente 
Sumiu de repente 
Da noite de São João 
Azul do céu na noite só 
Papel de seda faz 
Balão era isso 
 
 
 
Magia, feitiço 
Milagre que não tem mais 
Papel de seda azul e vermelho e amarelo 
E verde a cintilar 
Translúcido vitral 
O balão se elevava, súbito pairava lá no ar 
Ser sobrenatural 
Aquela estrela azul do céu 
O tempo carregou 
O tempo não falha 
O tempo atrapalha 
O tempo não tem pudor 
A fila anda, a vida vai 
Propondo a mutação 
Então de repente 
Ficou diferente 
A noite de São João 
 
GIL, G. Fé na festa. 
Nessa composição de Gilberto Gil, percebemos que a função principal da 
canção é descrever os balões que, na perspectiva do sujeito lírico, sumiram da noite 
de São João. Retratado como ―estrela azul do céu‖, ―magia, feitiço‖, ―milagre que 
não tem mais‖ ou ainda ―translúcido vitral‖, o balão da festa junina rememorado pelo 
autor é descrito, portanto, em seus aspectos físicos e psicológicos. 
 
Narração 
A característica mais marcante da narração é que neste tipo de texto o locutor 
conta ou narra um fato, uma história. 
Por este motivo, os elementos básicos de uma narração são: enredo, tempo, 
espaço e personagens. 
Ela é feita por meio de um narrador, o qual pode ser narrador personagem (1ª 
pessoa), narrador observador (3ª pessoa) ou narrador onisciente (1ª e 3ª pessoa). 
 
 
 
Não obstante, o narrador personagem participa da história enquanto o narrador 
observador não participa da história. Já o narrador onisciente conta a história em 3ª 
pessoa e pode intervir na narrativa por meia da 1ª pessoa. 
Coerência 
A coerência é uma característica muito importante do texto e está intimamente 
relacionada à significação do tecido textual. 
Por isso, devemos levar em consideração os três princípios básicos para que um texto 
seja coerente: 
• Princípio da Não Contradição (ideias que se contradizem); 
• Princípio da Não Tautologia (repetição excessiva de palavras ou ideias); 
 Princípio da Relevância (textos que não se relacionam). 
É a relação lógica entre as ideias de um texto, fazendo com que umas 
complementem as outras e não se contradigam. Com isso, forma um "todo" 
significativo, que é o texto. 
Coesão 
Do verbo coerir, ou seja, unir, ligar, a coesão do texto está pautada na utilização 
correta dos conectivos. 
Muito importante lembrar que um texto não é um emaranhado de frases e, por 
este motivo, a coesão é uma característica fundamental para tornar o texto coesivo. 
Ela é a conexão harmoniosa entre as partes do texto, do parágrafo e da frase. 
São muitos os conectivos de um texto e sua utilização dependerá da ideia a 
ser transmitida. 
 
 
 
Há conectivos de prioridade, tempo, semelhança, condição, adição, dúvida, 
ênfase, surpresa, esclarecimento, lugar, conclusão, finalidade, causa e consequência, 
explicação, oposição ou ideias alternativas. 
Estes elementos coesivos estabelecem a conexão entre os termos. São eles: 
• as conjunções; 
• as preposições; 
• os advérbios; 
• os pronomes. 
Texto Narrativo 
Texto narrativo é um tipo de texto que esboça 
 as ações de personagens num determinado tempo e espaço. 
Geralmente, ele é escrito em prosa e nele são narrados (contados) alguns fatos 
e acontecimentos. 
Alguns exemplos de textos narrativos são: romance, novela, conto, crônica e 
fábula. 
Estrutura da Narrativa 
• Apresentação: também chamada de introdução, nessa parte inicial o autor do texto 
apresenta os personagens, o local e o tempo em que se desenvolverá a trama. 
• Desenvolvimento: aqui grande parte da história é desenvolvida com foco nas ações 
dos personagens. 
• Clímax: parte do desenvolvimento da história, o clímax designa o momento mais 
emocionante da narrativa. 
• Desfecho: também chamada de conclusão, ele é determinado pela parte final da 
narrativa, onde a partir dos acontecimentos, os conflitos vão sendo desenvolvidos. 
 
 
 
 
Elementos da Narrativa 
• Narrador - é aquele que narra a história. Dividem-se em: narrador observador, 
narrador personagem e narrador onisciente. 
• Enredo - trata-se da estrutura da narrativa, ou seja, a trama em que se 
desenrolam as ações. São classificados em: enredo linear, enredo não linear, 
enredo psicológico e enredo cronológico. 
•Personagens - são aqueles que compõem a narrativa sendo classificados em: 
personagens principais (protagonista e antagonista) e personagens 
secundários (adjuvante ou coadjuvante). 
• Tempo - está relacionado com a marcação do tempo dentro da narrativa, por 
exemplo, uma data ou um momento específico. O tempo pode ser cronológico 
ou psicológico. 
• Espaço - local (s) onde a narrativa se desenvolve. Podem ocorrer num 
ambiente físico, ambiente psicológico ou ambiente social. 
Tipos de Narrador 
Os tipos de narrador, também chamado de foco narrativo, representam a "voz 
textual" da narração, sendo classifcados em: 
• Narrador Personagem - a história é narrada em 1ª pessoa onde o narrador é um 
personagem e participa das ações. 
• Narrador Observador - narrado em 3ª pessoa, esse tipo de narrador conhece os 
fatos porém, não participa da ação. 
• Narrador Onisciente - esse narrador conhece todos os personagens e a trama. 
Nesse caso, a história é narrada em 3ª pessoa. No entanto, quando apresenta fluxo 
de pensamentos dos personagens, ela é narrada em 1ª pessoa. 
Tipos de Discurso Narrativo 
• Discurso Direto - no discurso direto, a própria personagem fala. 
 
 
 
• Discurso Indireto - no discurso indireto o narrador interfere na fala da 
personagem. Em outras palavras, é narrado em 3ª pessoa uma vez que não 
aparece a fala da personagem. 
• Discurso Indireto Livre - no discurso indireto livre há intervenções do narrador e 
das falas dos personagens. Nesse caso, funde-se o discurso direto com o indireto. 
Discurso Direto 
 
 
 
 
Discurso Indireto 
 
 
 
 
 
 Discurso Indireto Livre 
 
Dissertação 
A dissertação é um texto argumentativo em que o escritor disserta sobre 
determinado assunto, porém sempre com um teor opinativo. 
O texto dissertativo é pautado na exposição de ideias, argumentos e ponto de 
vista do locutor. Apresenta uma estrutura básica dividida em três partes: introdução 
(tese), desenvolvimento (antítese) e a conclusão (nova tese). 
Texto Dissertativo 
O Texto Dissertativo é um tipo de texto argumentativo e opinativo, uma vez 
que expõe a opinião sobre determinado assunto ou tema, por meio de uma 
argumentação lógica, coerente e coesa. 
 
 
 
 
Estrutura do Texto Dissertativo 
A estrutura de um texto dissertativo está baseada em três momentos: 
1. Introdução: Também chamada de "Tese", nesse momento, o mais importante é 
expor a ideia central sobre o tema de maneira clara. Importante lembrar que a 
Introdução é a parte mais importante do texto e por isso deve conter a informações 
que logo serão desenvolvidas. 
2. Desenvolvimento: Também chamada de "Anti-Tese" ou "Antítese", nessa parte 
do texto é que se desenvolve a argumentação por meio de opiniões, dados, 
levantamentos, estatísticas, fatos e exemplos sobre o tema, a fim de que sua tese 
(ideia central) seja defendida com propriedade. 
3. Conclusão: O próprio nome já supõe que é necessário concluir o texto. Em outras 
palavras, não deixamos um texto sem concluí-lo e, por isso, esse momento é 
chamado de "Nova Tese" por ser uma momento de fechamento das ideias, e 
principalmente da inserção de uma nova ideia, ou seja, uma "nova tese". 
 
Tipos de Dissertação 
Existem dois tipos de dissertação: a Dissertação Argumentativa e a Dissertação 
Expositiva. 
Texto Dissertativo-Argumentativo 
Nessa modalidade, a intenção é persuadir o leitor, convencê-lo de sua tese 
(ideia central) a partir de coerente argumentação, exemplos, fatos. 
Texto Dissertativo Expositivo 
É a exposição de ideias, teorias, conceitos sem necessariamente tentar 
convencer o leitor. 
Texto dissertativo argumentativo 
Em pleno século XXI é salutar refletir sobre a importância de preservação do 
meio ambiente bem como atuar em prol de uma sociedade mais consciente e limpa. 
 
 
 
Já ficou mais que claro que a maioria dos problemas os quais enfrentamos 
atualmente nas grandes cidades, foram gerados pela ação humana. 
De tal modo, podemos pensar nas grandes construções, alicerçadas na 
urbanização desenfreada, ou no simples ato de jogar lixo nas ruas. 
A poluição gerada e impregnada nas grandes cidades foi em grande parte fruto 
da urbanização desenfreada ou da atuação de indústrias; porém, deveres não 
cumpridos pelos homens também proporcionaram toda essa "sujidade". Nesse 
sentido, vale lembrar que pequenos atos podem produzir grandes mudanças se 
realizados por todos os cidadãos. 
Portanto, um conselho deveras importante: ao invés de jogar o lixo (seja um 
papelzinho de bala, ou uma anotação de um telefone) nas ruas, guarde-o no bolso e 
atire somente quando encontrar uma lixeira. Seja um cidadão consciente! Não Jogue 
lixo nas ruas! 
Esse texto tem a função de persuadir o leitor, convencendo-o de aceitar uma 
ideia imposta pelo texto. É o tipo textual mais presente em manifestos e cartas 
abertas, e quando também mostra fatos para embasar (justificar) a argumentação, 
se torna um texto dissertativo-argumentativo. 
Esta tipologia apresenta: 
1. Uma Introdução (tese); 
2. Argumentos (desenvolvimento); 
3. Conclusão (o que dá a prova os argumentos). 
 
 Texto dissertativo expositivo 
Os Relatórios das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre a gestão e 
desenvolvimento dos recursos hídricos alertam para a preservação e proteção dos 
recursos naturais do planeta, sobretudo da água. 
 
 
 
Sendo assim, as estatísticas apontam para uma enorme crise mundial da falta 
de água a partir de 2025, de forma que atingirá cerca de 3 bilhões de pessoas, e que 
pode provocar diversos problemas sociais e de saúde pública. 
Um dos maiores problemas apresentados pela ONU é a ―escassez de água‖ 
que já atinge cerca de 20 países no mundo, ou seja, 40% da população do planeta. 
Os estudos completam que a água doce do planeta está em risco visto as 
mudanças climáticas registradas nas últimas décadas. 
A dissertação é um texto que analisa, interpreta, explica e avalia dados da 
realidade. Esse tipo textual requer um pouco de reflexão, pois as opiniões sobre os 
fatos e a postura crítica em relação ao que se discute têm grande importância. 
O texto dissertativo é temático, pois trata de análises e interpretações; o tempo 
explorado é o presente no seu valor atemporal; é constituído por uma introdução onde 
o assunto a ser discutido é apresentado, seguido por uma argumentação que 
caracteriza o ponto de vista do autor sobre o assunto em evidência e, por último, sua 
conclusão. 
Nesse tipo de texto a expressão das ideias, valores, crenças são claras, 
evidentes, pois é um tipo de texto que propõe a reflexão, o debate de ideias. A 
linguagem explorada é a denotativa, embora o uso da conotação possa marcar um 
estilo pessoal. 
A objetividade é um fator importante, pois dá ao texto um valor universal, por 
isso geralmente o enunciador não aparece porque o mais importante é o assunto em 
questão e não quem fala dele. A ausência do emissor é importante para que a ideia 
defendida torne algo partilhado entre muitas pessoas, sendo admitido o emprego da 
primeira pessoa do plural, pois esse não descaracteriza o discurso dissertativo. A 
dissertação, o artigo, o editorial, o ensaio e a carta do leitor são exemplos de textos 
dissertativos. 
 
 
 
 
Texto injuntivo/instrucional 
 
O texto injuntivo ou instrucional está pautado na explicação e no método 
para a concretização de uma ação. 
 
Ele indica o procedimento para realizar algo, por exemplo, uma receita de bolo, 
bula de remédio, manual de instruções, editais e propagandas. 
Com isso, sua função é transmitir para o leitor mais do que simples 
informações, visa sobretudo, instruir, explicar, todavia, sem a finalidade de convencê-
lo por meio de argumentos. 
São textos o quais incitam a ação dos destinatários, controlando, assim, seu 
comportamento, ao fornecer instruções e indicações para a realização de um trabalhoou a utilização correta de instrumentos e/ou ferramentas. 
Indica como realizar uma ação. Também é utilizado para predizer 
acontecimentos e comportamentos. Utiliza-se uma linguagem objetiva e simples. Os 
verbos são na sua maioria, empregados no modo imperativo, porém nota-se também 
o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo. Exemplo: 
Previsões do tempo, receitas culinárias, manuais de instruções, leis, bula de remédio, 
convenções, regras, eventos, editais e propagandas. 
Texto Injuntivo e Prescritivo 
Há quem estabeleça uma relação entre os textos injuntivos e prescritivos e, por 
outro lado, há os que defendem que são textos sinônimos e pertencem à mesma 
categoria, compartilhando funções e finalidades. 
No entanto, os linguistas que preferem dividi-los em dois tipos de textos 
informam que o texto injuntivo, instrui sem uma atitude coercitiva, recurso marcante 
nos textos ditos prescritivos. 
 
 
 
Para esse grupo de estudiosos, um texto injuntivo pode ser um manual de 
instruções ou uma receita, enquanto os textos prescritivos asseguram um tipo de 
atitude coercitiva, por exemplo, os editais dos concursos, contratos e leis. 
Recursos Linguísticos 
A linguagem dos textos injuntivos é simples e objetiva. Um dos recursos 
linguísticos marcantes e recorrentes desse tipo de texto é a utilização dos verbos no 
imperativo, os quais indicam uma "ordem", por exemplo: 
• na receita de bolo: ―misture todos os ingredientes‖; 
• na bula de remédio: ―tome duas cápsulas por dia‖; 
 no manual de instruções: ―aperte a tecla amarela‖; 
 nas propagandas: ―vista essa camisa‖. 
Exemplos 
Segue alguns exemplos de textos injuntivos: 
Manual de Instruções 
Instalação: Prefira sempre os serviços da Rede de Assistência Técnica 
Brastemp para realizar desde a instalação até a manutenção de seus produtos com 
tranquilidade e segurança. 
1° passo: Veja se a tomada onde o produto será instalado tem o novo padrão plugue, 
segundo o INMETRO. 
2° passo: Verifique se a tensão da rede elétrica no local de instalação é a mesma 
indicada na etiqueta do plugue da sua lavadora. 
3° passo: Nunca altere ou use o cabo de força de maneira diferente da recomendada. 
Se o cabo de força estiver danificado, chame a Rede de Serviços Brastemp para 
substituí-lo. 
 
 
 
4° passo: Verifique se o local de instalação possui as condições adequadas indicadas 
no Manual do Consumidor:-A pressão da água para abastecimento deve 
corresponder a um nível de 2 a 80 m acima do nível da torneira; 
- Recomenda-se que haja uma torneira exclusiva para a correta instalação da 
mangueira de entrada; 
- É obrigatória a utilização de uma torneira com rosca ¾ de polegada para a 
instalação da mangueira de entrada de água, a não utilização dela pode gerar 
vazamentos. 
- A mangueira de saída deve ser instalada no tanque (utilizando a curva plástica) 
ou em um cano exclusivo para o escoamento, com diâmetro mínimo de 5 cm. O final 
da mangueira deve estar a uma altura de 0,85 a 1,20 m para o correto funcionamento 
da Lavadora. 
Caso o local de instalação não tenha as condições adequadas, providencie as 
modificações, consultando um profissional de sua confiança. 
(Manual de Instruções da Lavadora Brastemp Ative Automática 9 kg) 
Bula de Remédio 
Apresentação de Norfloxacino (Laboratório: Medley, Referência: Floxacin) 
Comprimidos revestidos de 400 mg. Embalagens com 6 e 14 comprimidos revestidos. 
USO ADULTO - USO ORAL 
COMPOSIÇÃO 
Cada comprimido revestido contém: 
Norfloxacino ................................................................................ 400 mg excipientes 
q.s.p. ................................................................. 1 comprimido 
 
 
 
(celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearilfumarato de 
sódio, lactose monoidratada, laurilsulfato de sódio, talco, álcool polivinílico, dióxido de 
titânio, macrogol, corante laca amarelo crepúsculo). 
Norfloxacino - Indicações 
O Norfloxacino é indicado para tratamento das seguintes infecções: 
- infecções do trato urinário; 
- inflamação do estômago e intestino (gastrenterite) causada por alguns tipos de 
bactérias; 
- gonorreia; 
- febre tifoide; 
O Norfloxacino pode também ser usado para a prevenção das infecções nos 
seguintes casos: 
- contagem baixa de leucócitos: nestes casos, seu corpo fica mais sensível a 
infecções causadas por bactérias que fazem parte da flora intestinal; 
- quando você visitar locais em que possa ficar exposto a bactérias que possam 
causar inflamação do estômago e intestinos (gastrenterite). 
Contra-indicações de Norfloxacino 
Você não deve tomar Norfloxacino se: apresentar hipersensibilidade a qualquer 
componente do produto ou a antibióticos quinolônicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Referências 
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conclusão de uma redação? Acrobata das Letras, 1 maio 2013. Consultado 
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https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/descricao.htm. 
 
BELARMINO, Ana Paula. As principais qualidades de uma boa redação. 
As 4 principais qualidades de uma boa redação. Acrobata das Letras, 24 
set. 2016. Consultado em: 17 out. 2016. Disponível em: 
https://www.todamateria.com.br/texto-narrativo/. 
 
BELARMINO, Ana Paula. A Introdução na Dissertação. A introdução: qual 
a melhor forma de começar uma redação? Acrobata das Letras, 26 abr. 
2013. Consultado em: 16 out. 2016. Disponível em: 
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BELARMINO, Ana Paula. O Desenvolvimento e a Argumentação na 
Dissertação. O desenvolvimento de uma redação. Acrobata das Letras, 28 
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COELHO, Maria Lúcia. Leitura e produção textual: teorias e práticas 
pedagógicas. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2017. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e 
Terra, 2021. 
 
KOCH, I. V. A interpretação de textos: leitura e produção de textos na 
prática escolar. São Paulo: Editora Moderna, 2018. 
 
SILVA, Tânia M. da. Leitura e produção textual no ensino fundamental. 
Belo Horizonte: Autêntica, 2022. 
 
SOARES, Magda. A língua no ensino: a interpretação e produção textual 
no contexto escolar. 4. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2020.

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