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GESTÃO DE RISCOS NA 
CONSTRUÇÃO CIVIL, NO SETOR 
DE ENERGIA E DE MÁQUINAS
2
Daniel Queiroz da Silva
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2022
GESTÃO DE RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL, NO 
SETOR DE ENERGIA E DE MÁQUINAS
1ª edição
3
2022
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Head de Platos Soluções Educacionais S.A
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl 
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Revisor
Thiago Flávio Arjona Moreno
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
 Silva, Daniel Queiroz da
Gestão de riscos na construção civil, no setor 
 energia e de máquinas / Daniel Queiroz da Silva. – São 
 Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 
 33 p.
ISBN 978-65-5356-305-6
 1. Riscos. 2. Metodologia ERA. 3. Método Hazard 
Rating Number. I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e 
writing. I. Título. 
CDD 623.047
_____________________________________________________________________________ 
 Evelyn Moraes – CRB: 010289/O
S586g
© 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Introdução à gestão de riscos _______________________________ 07
Conceitos e aplicações de normas em gestão de riscos ______ 20
Identificação de riscos no GTD. Metodologia ERA ____________ 33
Apreciação de risco em máquinas e equipamentos __________ 45
GESTÃO DE RISCOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL, 
NO SETOR DE ENERGIA E DE MÁQUINAS
5
Apresentação da disciplina
Quando nos referimos à aplicação de segurança do trabalho em uma 
empresa, de forma geral estamos falando em cumprir legislações 
específicas e evitar a ocorrência de acidentes e doenças no trabalho. A 
NR-04 determina a quantidade e quais profissionais devem compor o 
SESMT, os quais são responsáveis por cuidar de uma grande quantidade 
de trabalhadores em diversas atividades econômicas e locais diferentes. 
Mas será que essa quantidade é suficiente?
Algumas vezes, os profissionais que realizam essas atividades nas 
empresas não são da área de segurança do trabalho realmente, mas 
precisam fazê-lo, visto que: trabalhos na área de construção civil têm 
aumentado muito nos últimos anos; o setor elétrico é a base para 
quase todas as outras áreas profissionais; e muitas empresas utilizam 
máquinas e/ou equipamentos durante seu processo produtivo. Dessa 
forma, é perceptível e fundamental o emprego da gestão na área de 
segurança do trabalho, em especial nessas três áreas citadas, com 
o objetivo de ter a melhor eficácia e promover segurança, saúde e 
qualidade de vida aos trabalhadores.
A gestão permite envolver muitos profissionais, os quais serão 
responsáveis e ajudarão efetivamente na aplicação das medidas 
necessárias para se ter a melhor produtividade, sem causar danos a 
pessoas, a equipamentos e ao meio ambiente. É claro que também será 
necessário o processo de melhoria contínua presente na ABNT NBR ISO 
45001.
Além disso, deve-se verificar a conformidade das áreas de construção, 
máquinas e elétrica com as respectivas NRs 18, 12 e 10 e normas 
6
relacionadas nas diferentes áreas da empresa. Porém, para fazer 
gestão dessas áreas, precisaremos usar metodologias de quantização 
de riscos específicas, como o Método Hazard Rating Number (HRN) ou 
a Metodologia Electricity with Risk Assessment (ERA), para máquinas ou 
construção civil e o setor elétrico, respectivamente. Todas elas estão 
vinculadas a normas como ABNT NBR ISO 12100, ABNT ISO/TR 14.121 e 
ABNT NBR 5410.
Para que o profissional tenha acesso a esse conhecimento, de forma a 
aplicá-lo no contexto de gestão das empresas, nossa disciplina Gestão 
de riscos na construção civil, no setor de energia e de máquinas foi 
estruturada em quatro Temas:
• Tema 1 – Introdução à gestão de riscos.
• Tema 2 – Conceitos e aplicações de normas em gestão de riscos.
• Tema 3 – Identificação de riscos no GTD. Metodologia ERA.
• Tema 4 – Apreciação de risco em máquinas e equipamentos.
Bons estudos!
7
Introdução à gestão de riscos 
Autoria: Daniel Queiroz da Silva
Leitura crítica: Thiago Flávio Arjona Moreno
Objetivos
• Familiarizar alunos quanto a conceitos básicos sobre 
segurança e saúde no trabalho e gestão de riscos.
• Elucidar sobre os principais riscos presentes nas 
áreas de construção, setor elétrico e máquinas.
• Abordar uma técnica básica de graduação de riscos.
8
1. Conceitos básicos
Neste Tema, iremos estudar as definições básicas e importantes sobre 
engenharia de segurança e saúde do trabalho, sobre gestão de riscos e 
as Normas Regulamentadoras, do Ministério do Trabalho e Previdência, 
sobre os temas abordados. Para iniciar o estudo sobre gestão de riscos 
na construção civil, no setor de energia e de máquinas, precisamos 
perceber que existem três grandes áreas abrangidas nesse enunciado: 
construção civil, setor elétrico e de máquinas e equipamentos. Além de 
conceitos de gerenciamento de riscos, que precisaremos discorrer.
Segundo o dicionário Michaelis (2007, [s. p.]), define-se “gestão” como 
“Ato de gerir ou administrar”, e, de acordo com Brasil (2018, p. 14), 
gestão de riscos são: “[...] atividades executadas de forma organizada a 
fim de alcançar um ou mais objetivos, sendo preciso identificar, avaliar, 
controlar e monitorar os riscos”.
Na Figura 1 podemos ver uma linha do tempo vinculada com parte da 
evolução das normas vinculadas à gestão de risco. Aqui podemos ver a 
ISO 31.000, ISO 45.001, NBR 12.100, a ISO 14.121, entre outras.
Figura 1 – Linha do tempo da gestão de riscos
Fonte: adaptada de Brasil (2018, p. 13).
Para podermos falar de risco, precisamos revisar qual é sua fonte e, 
para isso, precisaremos falar de perigo. Segundo Brasil (2020, p. 12), 
“perigo é uma fonte geradora, que tem potencial de gerar dano a 
9
uma pessoa, propriedade, ou meio ambiente”. Podemos citar como 
exemplo: eletricidade, altura, ambiente confinado, equipamentos, 
ferramentas, veículos, e condições atmosféricas. É difícil o controle do 
perigo, pois por vezes são meios usados nas empresas como parte do 
processo produtivo, meio de transformação ou suporte a ele. O risco é 
a exposição de uma pessoa a uma fonte geradora (perigo) sem a devida 
proteção. Por exemplo, o choque elétrico é um risco para quem trabalha 
com eletricidade.
Podemos perceber que, via de regra, o controle de riscos é uma opção 
mais viável do que a eliminação ou o controle de perigos, pois na 
primeira opção, mapeando as exposições dos trabalhadores, podemos 
adotar medidas de prevenção de modo a diminuir ou controlar tal 
exposição, por exemplo, se tiver uma tomada em más condições, 
podemos substituir por uma adequada, e, dessa forma, a pessoa que 
for manuseá-la terá menor exposição, e, se houver exposição, terá uma 
barreira, ou seja, o risco estará controlado. Existem várias maneiras de 
controlar a exposição aos riscos, e essas técnicas são geralmente listadas 
por prioridade e conhecidas como hierarquia das medidas de controle, 
HMC ou HC. Existem várias metodologias nacionais einternacionais, o 
importante é usar uma delas para controlar os riscos, que, de acordo 
com Brasil (2020), podem ser a NR-01 (Norma Regulamentadora n. 01), 
NR-09 e a NBR ISO 45.001.
Na Figura 2 temos uma aplicação, muito usada, onde a hierarquia de 
controle utiliza uma pirâmide invertida com prioridade de ação de 
cima para baixo. A ideia é que, ao mapear um risco, deve-se iniciar a 
análise de medidas de controle, buscando aplicar a parte superior da 
pirâmide invertida, eliminando-o. Obtendo sucesso em eliminá-lo, as 
outras partes se tornam desnecessárias, do contrário, descemos um 
degrau, analisando a possibilidade de substituir a fonte de exposição. 
No entanto, caso não seja o suficiente para eliminar ou reduzir o risco 
ocupacional a níveis aceitáveis, descemos degrau a degrau buscando 
usar o máximo possível de medidas para controlar os riscos. É 
10
importante dizer que podemos aplicar diferentes níveis hierárquicos 
e de medidas de prevenção concomitantemente, desde que isso 
não prejudique o trabalhador na execução de suas atividades, ou o 
coloque em risco adicional, por exemplo pelo desconforto ou perda de 
mobilidade ao ponto de que se acidente e que haja viabilidade técnica.
Figura 2 – Pirâmide de controle
Fonte: adaptada de Brasil (2020, p. 6).
Agora, para falar das áreas da construção civil, do setor de energia e 
de máquinas e equipamentos que este tema deseja fazer a gestão de 
riscos, podemos observar, segundo dados do CAGED (2022) compilados 
na Figura 3, que a taxa de admissão e desligamento de funcionários 
(chamada turnover) na construção civil durante os anos de 2009 a 2019 
foi de 12%, alcançando o quarto lugar do ranking. E nos três primeiros 
lugares do ranking temos os serviços, comércio e indústria que utilizam 
máquinas e energia elétrica para seu funcionamento.
11
Figura 3 – Turnover no Brasil de 2009 a 2019 por área
Fonte: adaptada de CAGED (2022).
Na Figura 4 encontramos um detalhamento da Figura 3, em que, 
segundo dados estatísticos do CAGED (2022), dos 25 subsetores 
existentes, foram selecionados os cinco que possuíam taxas de turnover 
acima de 6%. Visto que se refere a contratações, podemos perceber que 
as três áreas de foco deste tema estão entre as principais fontes de PIB 
do Brasil.
Figura 4 – Turnover por grupamento das cinco maiores 
subclasses de2009 a 2019
Fonte: adaptada de CAGED (2022).
12
Assim, percebe-se que há dois grandes desafios: sendo o primeiro a 
alta taxa de turnover, onde o trabalhador migra de uma empresa para 
outra deixando seu histórico de qualificação para trás; e a segunda é a 
real preparação do trabalhador para executar suas atividades de forma 
segura.
Cabe aqui salientar que a engenharia de segurança do trabalho é uma 
ciência que utiliza o conhecimento científico e as melhores práticas para 
fazer com que o trabalhador chegue ao ambiente de trabalho, cumpra a 
sua jornada e retorne ao seu lar de forma integral, com corpo e mente 
intactos. Isso é um grande desafio que não é possível fazer sozinho 
e nem de qualquer jeito. Em resumo, o objetivo da engenharia de 
segurança do trabalho é evitar a ocorrência de acidente(s), que:
[...] é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou 
de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados 
referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal 
ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, 
permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. (BRASIL, 1991, 
art.19, [s. p.])
O acidente é algo inesperado, não desejável, que extrapolou as medidas 
de controle, usadas ou não usadas, e que culminou num dano ao 
profissional, propriedade da empresa ou meio ambiente (ABNT, 2009). 
Nesse ponto todos os envolvidos têm grande prejuízo. Para exemplificar, 
observe o modelo de situação em que determinado trabalhador, ao 
manusear uma esmerilhadeira que não possuía proteção adequada, 
fez um corte profundo em uma das mãos, sofrendo um acidente. Nesse 
caso temos gastos inesperados com reposição de pessoal qualificado/
capacitado, retrabalhos, perda de tempo e material entre o acidente e a 
reposição, possivelmente equipamentos e maquinários danificados, bem 
como outros insumos, além de outros custos futuros, como passivos 
trabalhistas e outros processos.
13
Utilizando como referência a Lei n. 8.213/91 (BRASIL, 1991), o conceito 
de acidente de trabalho está no art. 19 dessa lei, sendo os artigos 
20 e 21 responsáveis por preconizar que, respectivamente, doenças 
ocupacionais (profissional e do trabalho) são equiparadas a acidente, 
bem como outras circunstancias ou fatores elencados no art. 21. A 
doença profissional está ligada especificamente à atividade laboral 
(por exemplo, um frentista que trabalha com gasolina e adquiriu 
benzenismo), e a doença do trabalho está ligada ao ambiente de 
trabalho (por exemplo, um bartender de casa de show que trabalha em 
ambiente com ruído e adquiriu Perda Auditiva Induzida por Ruído). Em 
ambos os casos é importante que haja uma análise para validação de 
nexo causal.
Há outros modelos de situação que, embora não estejam diretamente 
vinculados ao ambiente de trabalho, a atividade laboral ou mesmo 
tenham causa única, são equiparadas, por lei, a acidentes de trabalho, 
como o acidente de trajeto.
É importante dizer que, mesmo nas situações em que o controle dos 
riscos é mantido, também pode ocorrer o que chamamos de ambiente 
insalubre (NR-15) ou funções e condições periculosas (NR-16). Em ambos 
os casos é necessário um laudo junto de um médico do trabalho ou 
de um engenheiro de segurança do trabalho (BRASIL, 1943), que irá 
constatar se o ambiente é insalubre, e se as funções são periculosas, de 
acordo com as normas regulamentadoras. Se for assim definido, serão 
necessárias ações adicionais de controle dos riscos, além de adicional no 
salário dos funcionários.
Com o objetivo de melhorar a fiscalização nessas diversas realidades, o 
Governo já tem trabalhado em uma medida que vincula trabalhadores, 
empresa e governo de forma integrada. Essa iniciativa se chama e-Social, 
e está alinhada com as novas tecnologias digitais. A própria NR-01 
(Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), a NR-
07 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO), e 
14
a NR-09 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes 
Físicos, Químicos e Biológicos), junto do Laudo Técnico das Condições 
Ambientais do Trabalho – LTCAT (NR15 e NR16), são obrigatórios nesse 
contexto, e baseado neles são gerados outros documentos, como o 
Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP.
Apesar de ser possível levantar os perigos dentro de uma empresa e 
seus respectivos riscos, fazer um planejamento de quais medidas de 
controle são mais adequadas e criar um plano de ação, ainda não tem 
sido eficiente a ponto de evitar acidentes. De acordo com o Brasil (2022), 
40% dos acidentes estão relacionados à área de construção, a idade de 
maior ocorrência é de 19 a 24 anos, e 40% dos afastamentos são devido 
a fraturas ou danos causados por máquinas.
Isso demonstra que ainda existe uma lacuna que precisa ser preenchida, 
uma ação que precisa ser implementada para melhores resultados. Essa 
ação é justamente a gestão de riscos na construção civil, no setor de 
energia e de máquinas. E, nesse ponto, você, caro aluno, que está lendo 
este texto, é convidado a fazer a diferença, e se juntar ao time de novos 
gestores de risco ocupacionais.
2. Mapeamento dos riscos
Os acidentes geralmente ocorrem devido à má condição do ambiente, 
das máquinas, dos equipamentos (condições inseguras); atitudes 
conscientes, porém, negligentes, imprudentes, ou imperícias de 
profissionais (atos inseguros); ou de condições inadequadas que 
uma pessoa possa estar executando um trabalho, seja devido a uma 
limitação física, mental, ou até a ingestão de substâncias psicoativas 
(fator pessoal de insegurança). Por vezes, os acidentes ocorrem pela 
combinação de maisde um fator.
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Vamos verificar alguns dados do SmartLab – Observatório de Segurança 
e Saúde no Trabalho, guiados por outros dados, de acordo com 
Brasil (2022), entre os anos de 2012 e 2021, e verificar quais são os 
principais danos causados pela exposição dos trabalhadores aos riscos 
ocupacionais na construção, setor de energia e máquinas.
Na Figura 5 foram levantados os principais danos envolvidos com 
atividades de construção civil. Podemos verificar que os danos são 
derivados da exposição aos riscos sem a devida proteção. Esses riscos 
são: ruído, temperatura, corte, batidas contra superfícies e objetos, 
manuseio de equipamento, ferramentas, queda, entre outros.
Figura 5 – Principais lesões na área de construção
Fonte: adaptada de Brasil (2022).
Já na Figura 6 foram levantados os principais danos envolvidos com 
atividades do setor de energia. Os principais riscos são: choque elétrico, 
arco elétrico, corte com ferramentas e equipamentos, exposição ao calor 
do arco elétrico, ruído, queda de mesmo nível, queda de nível diferente 
etc.
16
Figura 6 – Principais lesões do setor de energia
Fonte: adaptada de Brasil (2022).
Completamos com a Figura 7 focando nos danos envolvidos com 
manuseio de máquinas. Os principais riscos são: contato com 
pensamento, esmagamento, e cortes superficiais ou profundos. Não 
há gestão se nos basearmos somente nos dados de acidentes, pois 
isso é uma atitude de correção e não de prevenção, e não de controle. 
A ação deve ocorrer antes de acontecer o acidente, ou seja, uma ação 
preventiva, aí sim faremos a gestão. Isso se dará principalmente se 
fizermos o levantamento de campo junto dos Serviços Especializados 
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), da 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), dos supervisores e 
trabalhadores envolvidos. Após levantado os riscos devemos graduá-los 
usando a fórmula: Grau de Risco = Probabilidade x Severidade.
17
Figura 7 – Principais lesões devido manuseio de máquinas
Fonte: adaptada de Brasil (2022).
O resultado dessa metodologia é demonstrado no Quadro 1, onde 
podemos perceber que a probabilidade tem três níveis: 1- Baixa, 2- 
Média, 3- Alta; e a severidade: 1-Levemente prejudicial, 2- Prejudicial, 3- 
Extremamente prejudicial. Essa matriz é 3x3, mas existem matrizes 4x4, 
5x5, 3x4 etc. A intersecção da probabilidade de ocorrer um risco, com 
a severidade que ele terá se ele ocorrer, gera o que chamamos de grau 
de risco. Se esse grau de risco for 1, significa que a atividade pode ser 
continuada sem cuidados adicionais. Caso seja 2, existe uma situação 
diferente, mas está controlado. Nesse caso, é recomendável orientar 
uma medida de controle. Caso seja 3, a atividade obrigatoriamente 
precisa de uma intervenção com medidas de controle (HMC) para 
controlar os riscos na área ou no trabalhador. Caso seja 4 ou 5 as 
atividades não devem ser iniciadas, antes de aplicação de medidas de 
controle, e a validação de sua eficácia. É importante que o grau de risco, 
após intervenção seja abaixado para 1, 2 ou 3 com as ações de controle 
efetuadas.
Quadro 1 – Matriz de grau de risco
PROBABILIDADE
SEVERIDADE
1- Levemente 
prejudicial 2- Prejudicial 3- Extremamente 
prejudicial
18
1- BAIXA GR = 1 = Irrelevante GR = 2 = Tolerável GR = 3 = Moderado
2- MÉDIA GR = 2 = Tolerável GR = 3 = Moderado GR = 4 = Substancial
3- ALTA GR = 3 = Moderado GR = 4 = Substancial GR = 5 = Intolerável
Fonte: elaborado pelo autor.
Neste tema vimos os conceitos básicos de riscos, perigos, gestão, gestão 
de risco, sobre as áreas de construção, setor de energia e máquinas. 
Vimos também a importância da gestão de riscos nessas áreas, os 
principais riscos dessas três grandes áreas, a equipe que deve fazer o 
levantamento dos riscos, algumas normas e a matriz de grau de risco.
Se você chegou até aqui, parabéns. Finalizamos aqui este tema. Bons 
estudos.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 31000: Gestão de riscos – 
Princípios e diretrizes. Rio de Janeiro: ABNT, 2009.
BRASIL. Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943. Brasília, DF: Presidência da 
República, 1943.
BRASIL. Lei n. 8.213, de 24 de julho de 1991. Brasília, DF: Presidência da República, 
1991.
BRASIL. Normas Regulamentadoras–NR. Ministério do Trabalho e Previdência 
Social, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/
composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-
saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs. Acesso em: 5 jul. 2022.
BRASIL. Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. SmartLab, 2022. 
Disponível em: https://smartlabbr.org/sst. Acesso em: 16 jun. 2022.
BRASIL. Tribunal de Contas da União. Referencial Básico de Gestão de Riscos. 
Brasília: TCU, 2018.
CAGED. Acesso Online. MTE/SPPE/DES/CGET. Lei n. 4.923/65. Disponível em: https://
bi.mte.gov.br/bgcaged/login.php /. Acesso em: 16 jun. 2022.
19
MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Editora Melhoramentos, 
2007. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/
portugues-brasileiro/gest%C3%A3o/. Acesso em: 16 jun. 2022.
20
Conceitos e aplicações de normas 
em gestão de riscos 
Autoria: Daniel Queiroz da Silva
Leitura crítica: Thiago Flávio Arjona Moreno
Objetivos
• Familiarizar quanto a conceitos básicos sobre 
normas brasileiras e internacionais.
• Apresentar conceitos básicos da NBR ISO 45.001 e 
exemplos de aplicação.
• Apresentar conceitos básicos da ABNT NBR ISO 
12.100 e exemplos de aplicação.
21
1. Noções básicas de normas brasileiras 
e internacionais
Neste tema iremos conhecer melhor sobre o objetivo das normas, a 
sua importância no âmbito nacional e internacional, as relações básicas 
entre elas, as noções e exemplos de aplicação da NBR ISO 45.001 e ABNT 
NBR ISO 12.100.
Antes de falar de NBR/ISO 45.001 ou ABNT NBR/ISO 12.100, precisamos 
revisar o que significam essas siglas, como elas se relacionam com as 
normas regulamentadoras – NR, e porque são consideradas normas de 
gestão.
A palavra “norma”, segundo o dicionário Michaelis (2007), é: “Tudo que 
estabelece e regula procedimentos; padrão, preceito, princípio, rédea, 
regra”. É uma palavra que tem distinto, profundo e histórico significado 
em qualquer país. Uma norma em si não é uma lei, mas pode ter 
autoridade de lei, se outorgado por órgão federal. Outra possibilidade 
seria uma norma dar suporte, ou ser usada como referência técnica 
para cumprir uma norma com autoridade de lei, nesse sentido, se 
tornando obrigatória. Ambas as normas impactam as pessoas e 
empresas do setor privado e público do país, e norteiam a elaboração 
de procedimentos operacionais, técnicos e de gestão no âmbito federal, 
estadual e local.
A Figura 1 demonstra de forma resumida a hierarquia das normas no 
Brasil, sendo as normas lei de caráter obrigatório e mais abrangente, 
como as normas regulamentadoras; e as normas técnicas, como 
as normas brasileiras, de caráter de referência ou suporte, e mais 
especificas. As normas técnicas nacionais, resumidas na Figura 1, têm 
prioridade sobre as normas técnicas internacionais, as quais só devem 
ser usadas na ausência ou omissão do tema nas normas técnicas 
nacionais.
22
Figura 1 – Hierarquia resumida de normas no Brasil
Fonte: elaborada pelo autor.
No Brasil, as Normas Regulamentadoras – NR são:
[...] disposições complementares ao Capítulo V (Da Segurança e da 
Medicina do Trabalho) do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho 
(CLT), com redação dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, 
consistindo em obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por 
empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro 
e sadio, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho. 
(BRASIL, 2020)
Portanto, as normas regulamentadoras têm autoridade de lei; com 
origem no Ministério do Trabalho e Emprego; dizem o que fazer quanto 
ao que dispõe a própria norma; e podem ser classificadasem gerais, 
especiais e setoriais, de acordo com art. 119, da Portaria MTP n° 672, de 
8 de novembro de 2022 (BRASIL, 2020).
É importante dizer que para trabalhadores com registro em carteira, 
de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, as normas 
regulamentadoras são obrigatórias; mas para trabalhadores em regime 
estatutário é necessário seguir a Lei nº 8.112 de 11 de dezembro de 
1990, ou regime estatutário próprio, conforme categoria profissional e 
ente federativo.
23
Voltando para as normas regulamentadoras, para que se possa cumprir 
algumas delas, por vezes é necessário ter referências técnicas de como 
fazer, ou, ainda, seja necessário ter padronizações de processos de 
produtos ou serviços. Nesse ponto, as Normas Brasileiras, chamadas 
NBR, são as normas de referência. Elas têm origem na Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), fundada em 1940, tornando-
se uma Organização de Utilidade Pública em 1962 pela Lei 4.150/62; e 
declarada pela Resolução nº 07, de 24 de agosto de 1992 como único 
Fórum Nacional de Normalização, responsável pela gestão do Processo 
Brasileiro de Normalização em 1992.
Um exemplo disso seria a NR-10, que trata de segurança em instalações 
e serviços em eletricidade, e, em seu item 10.1.2, descreve a abrangência 
de sua aplicação, fazendo claramente a referência ao emprego das 
normas técnicas:
[...] Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição 
e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, 
operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos 
realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas 
oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão 
destas, as normas internacionais cabíveis. (BRASIL, 2020, p. 1)
Nesse caso, para ser possível cumprir a NR-10, precisaremos utilizar 
como referência a ABNT NBR 5.410 – condições de segurança para 
instalações elétricas em baixa tensão, e a ABNT NBR 5.419 – proteção 
contra descargas atmosféricas dividida em 4 partes, por exemplo. 
Mas existe outro ponto importante quando se diz que, na ausência 
de normas vigentes sobre assunto, no Brasil, pode-se utilizar normas 
internacionais cabíveis.
Para a elaboração de normas, a Associação Brasileira de Notas 
Técnicas conta com um corpo de profissionais técnicos, engenheiros e 
interessados de forma voluntária para compor os comitês de assuntos 
referentes a cada norma. O processo se inicia com o surgimento de uma 
24
demanda ou necessidade, e, após seu registro junto ao Comitê Brasileiro 
de Normalização (CBN), começa o desenvolvimento do projeto, que é 
composto por várias reuniões, para se discutir e alinhar as melhores 
práticas profissionais sobre cada tema. Na sequência, o processo é 
disponibilizado em consulta pública, onde se aprovada é criada uma 
nova norma ou atualização de uma já existente, e, caso não seja 
aprovada, ela retorna para a revisão e desenvolvimento, onde o ciclo 
recomeça até que ocorra a aprovação. Esse processo pode, portanto, 
demorar.
Já vimos que a gestão de normas técnicas brasileiras (NBRs), ou de 
referências, aqui no Brasil, é de responsabilidade da ABNT, portanto, 
se for necessária a oficialização de uma norma internacional, esta deve 
passar pela ela. Nesse ponto, inicia-se o processo de vínculo com as 
normas internacionais.
Desde a fundação, a ABNT é membro da International Electrotechnical 
Commission (IEC), que tem foco na normatização nas áreas eletrônica 
e elétrica (eletrotécnica), fundada em 1946 e com sede em Genebra, 
na Suíça. Ela também é membro fundador (ou membro pleno) da 
International Organization for Standardization (ISO), que elabora normas 
em diversas áreas, fundada em 1906 e com sede em Londres, no Reino 
Unido. Existe uma estreita relação colaborativa da ISO com a IEC quanto 
a assuntos de normatização eletrotécnica, nesse sentido compondo a 
sigla ISO/IEC (ISO, 2022).
Também existe uma ação colaborativa entre a ABNT, a IEC e a ISO, seja 
por meio da participação ou votação em comitês criados por tema, de 
acordo com os assuntos das normas internacionais, por meio de venda 
ou traduções de normas internacionais dentro do Brasil. Um exemplo 
seria a tradução e comercialização da NBR ISO 45.001 e a ABNT NBR ISO 
12.100.
25
É importante dizer que existe um sistema de acreditação e certificação 
internacional de empresas que empregam normas ISO, por meio de 
auditorias vinculadas a certificadores reconhecidos pela International 
Accreditation Forum (IAF).
2. Noções básicas de NBR ISO 45.001
A norma NBR ISO 45.001 é uma norma focada na adoção de um 
sistema de gestão de: “saúde e segurança ocupacional”, que a partir 
de agora iremos abreviar por “SSO”. A NBR ISO 45.001 segue o padrão 
de construção de outras normas de gestão, como a ISO 9.001 (sistema 
de gestão da qualidade) e a ISO 14.001 (sistema de gestão ambiental). 
Além disso, ela tem como diferença principal da OHSAS 18.001 (sistema 
de gestão da segurança e da saúde do trabalho) uma abordagem mais 
dinâmica, com levantamento de riscos e oportunidades e a busca 
constante da redução de riscos, enquanto a OHSAS 18.001 faz uma 
abordagem mais reativa focando nos riscos e buscando controlá-los.
O objetivo do sistema de gestão de SSO da NBR ISO 45.001 é fornecer 
uma estrutura para gerenciar riscos e oportunidades de SSO, de forma 
a promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, evitando, 
assim, lesões ou problemas de saúde. Para isso, será necessário o 
gerenciamento dos riscos ocupacionais.
Os resultados esperados do sistema de gestão SSO são: melhorar o 
desempenho da gestão de SSO; fazer com que a empresa cumpra os 
requisitos legais (normas regulamentadoras, por exemplo) e outros 
requisitos (Normas Brasileiras – NBR – necessárias, por exemplo); e que 
a empresa atinja seus objetos planejados no SSO.
A Figura 2 demonstra de forma simplificada os principais pontos 
da NBR ISO 45.001. Para que haja o sucesso dessa gestão de SSO, 
26
será necessário o melhor alinhamento possível de três pontos: 
comprometimento da liderança; colaboração dos trabalhadores; e a 
adaptação da realidade da empresa ao sistema de gestão de SSO. Nesse 
ponto, a liderança tem a responsabilidade de participar dos processos 
e fornecer os recursos e infraestrutura necessários para execução da 
gestão; os trabalhadores participam compartilhando experiências, 
opiniões e fazendo parte das soluções; e no que diz respeito à parte 
referente à adaptação da realidade da empresa, inclui-se: integração do 
sistema de gestão de SSO com os processos da empresa, alinhamento 
dos objetivos da gestão com as políticas da empresa, compliance 
de requisitos legais da empresa, contextualização da organização, 
e alinhamento das necessidades e expectativas da liderança e dos 
trabalhadores e envolvidos.
Figura 2 – Macrovisão da norma
Fonte: adaptada de ABNT (2018a).
Ciclo PDCA
27
Conforme a Figura 3, para realizar essa gestão com foco em melhoria 
contínua a norma utiliza uma ferramenta de gestão chamada PDCA 
(Plan, Do, Check, Act), podendo ser traduzido para o português como: 
planejar, fazer, avaliar e melhorar.
Figura 3 – Ciclo PDCA da NBR ISO 45.001
Fonte: adaptada de ABNT (2018a).
De acordo com ABNT (2018a) no “planejamento” é importante 
considerar o contexto da organização em questões internas (relacionado 
a pessoas e processos), externas (relacionadas a questões fora da 
organização), necessidades e expectativas de liderança e trabalhadores, 
requisitos legais, levantamento de riscos e oportunidades de modo a 
criar um planejamento que tenha assertividade e eficácia.
No “fazer” existem dois tópicos: confiabilidade da informação e controle 
de processo. Quanto à informação, ela deve ser documentada, retida 
e compartilhada com controle de acesso e confiabilidade. Para isso, é 
necessário proteger os dados para que sejam acessados dentro ou fora 
28
da organização. Quanto ao processo para melhorar as condições de 
trabalho e eliminar os perigosou reduzir os riscos, é necessário fazer o 
levantamento das emergências e a gestão da mão de obra, dos insumos, 
da mudança, dos equipamentos, da instalação, dos materiais.
No “avaliar” cria-se indicadores ou análises dos dados gerados para 
saber o quanto foi alcançado do planejamento. E no “melhorar” as não 
conformidades, os incidentes, ou o que não foi alcançado, gera novas 
ações, conforme vemos no Quadro 1.
Quadro 1 – Detalhamento do PDCA do sistema de gestão SSO
Ciclo 
PDCA Objetivo Necessário Produto
Planejar
Alcançar melhoria contínua
Prevenir/reduzir efeitos 
indesejáveis.
Levantamento de riscos e oportuni-
dades.
Requisitos legais e outros.
Levantamento de situações de emer-
gência.
Expectativas e necessidades dos 
envolvidos.
Plano de ação
Planejamento de como alcançar os objeti-
vos de SSO
Critérios de desempenho
Fazer
Capacitar, conscientizar, 
documentar,
eliminar perigos, reduzir 
riscos, melhorar saúde e 
segurança ocupacional
Plano de ação com atribuições de 
responsabilidades e competências 
necessárias.
Planejamento de como alcançar os 
objetivos de SSO.
Critérios de desempenho.
Processo para reter e dar confiabilidade à 
informação (considerar a Lei 13.709/2018 
de Proteção de Dados Pessoais, e ISO 
27001 – Segurança da informação).
Processo para controle de aquisição de 
produtos e serviços.
Aplicação das medidas de controle.
Avaliar
Monitorar, medir, analisar 
indicadores.
Estabelecer método, fre-
quência dos dados.
Análise qualitativa e quan-
titativa.
Dados de: requisitos legais cumpri-
dos, progresso dos objetivos de SSO, 
eficácia das medidas de controle, con-
formidade da empresa com o progra-
ma de SSO, atividades relacionadas a 
perigo, risco e oportunidade.
Avaliação de desempenho.
Avaliação de conformidade.
Relatório de auditoria.
Relatório da análise crítica pela direção.
Relatório de incidentes e não conformi-
dades.
Melhorar
Reagir em tempo hábil, de 
modo a não causar impac-
to no sistema de gestão 
SSO.
Resultado da avaliação de desem-
penho, avaliação de conformidade, 
análise crítica da direção, relatório de 
incidentes, relatório de não conformi-
dades.
Ações corretivas.
Melhoria contínua.
Mudanças revolucionárias.
Inovação.
Reorganização.
Fonte: adaptado de ABNT (2018a).
29
3. Noções básicas de ABNT NBR ISO12.100
Quando falamos de máquinas aqui no Brasil podemos citar a NR-12 – 
Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (BRASIL, 2020, p. 
4) em seu item “12.1.9 Na aplicação desta NR e de seus anexos, devem-
se considerar as características das máquinas e equipamentos, do 
processo, a apreciação de riscos e o estado da técnica”. Quando falamos 
de apreciação (análise e avaliação) de riscos, que é um item obrigatório 
para cumprir a NR-12, precisamos recorrer às normas de suporte ou 
referência ABNT NBR ISO 12.100 e ABNT ISO/TR14.121, ambas tratando 
de apreciação de riscos em máquinas, sendo que a primeira aborda 
princípios gerais de projeto, e a segunda a segurança de máquinas.
Portanto, a ABNT NBR ISO 12.001 tem o objetivo de eliminar o máximo 
possível os perigos e reduzir o nível dos riscos em projetos de máquinas 
por meio de medidas de proteção. Para isso, ela utiliza uma metodologia 
para identificação de perigos e estimativa de riscos em projetos de 
máquinas. Ela pode ser usada por projetistas, fabricantes e pessoas que 
precisem interpretar as exigências de segurança necessárias para o uso 
da(s) máquina(s) nos países do Mercosul.
É importante dizer que riscos provenientes de animais domésticos 
(pets), bens ou meio ambiente não são considerados na norma (ABNT, 
2014, p. 1).
A Figura 4 demonstra o processo de apreciação e redução de riscos 
segundo a ABNT NBR ISO 12.100 (2014), que para ser continuado precisa 
que o passo anterior tenha sido cumprido.
30
Figura 4 – Apreciação e redução de riscos segundo 
ABNT NBR ISO 12.100
Fonte: adaptada de ABNT (2014, p. 11).
O passo 1 deve considerar: limites de uso, limites de espaço, limite 
de tempo e outros limites, como nível de limpeza exigido, condições 
máximas e mínimas de funcionamento no ambiente.
Segundo o Quadro 2, o passo 2 deve considerar: os estados da máquina, 
e a interação humana direta e indireta com a máquina, inclusive 
situações de mau uso, para identificar sistematicamente os perigos 
que possam ocorrer no transporte, na montagem, na instalação, no 
comissionamento, no ajuste, na desmontagem, na desativação e no 
descarte.
Quadro 2 – Exemplo de formulário identificação perigo
Fonte Analista Versão atual Data
Máquina Método/Ferramenta
ID Zona de 
perigo
Atividade
NBR 12100 
B3
Perigo
NBR 12100 
B1
Situação 
perigosa
NBR 12100 B3
Evento perigoso
NBR 12100 B4
Referên-
cia
1
Fonte: adaptado de ABNT (2018b, p. 41).
31
O Quadro 3 refere-se ao passo 3, onde podemos ver um modelo 
derivado da norma, que faz a estimativa dos riscos considerando os 
riscos derivados dos perigos levantados, a gravidade no caso de dano e 
a probabilidade de ocorrência. Após concluído é necessário avaliar se há 
a necessidade de medidas de proteção, e quais são elas.
Quadro 3 – Exemplo de formulário de estimativa de risco
Atividade Condições perigosas Estimativa de risco
ID Atividade Perigo Situação 
perigosa
Evento 
perigoso
Poss 
ibilidade 
de dano
Gravi-
dade
Fre 
quência.
Probabi-
lidade de 
ocorrer
Possibili-
dade de 
evitar
Índice 
de risco
1
Fonte: adaptado de ABNT (2018b, p. 41).
No passo 4 está o ponto mais importante para redução de riscos, pois 
serão projetadas medidas inerentes da máquina, onde o projetista 
ou fabricante deve considerar todos os fatores possíveis, inclusive de 
proteção contra mau uso.
No passo 5 caso as medidas inerentes do projeto não consigam 
controlar os riscos pode-se usar medidas de proteção adicionais, 
alinhadas às boas práticas e às normas vigentes.
A gestão de riscos de segurança e saúde, e de projeto de máquinas 
complementam-se, pois o ser humano muitas vezes interage com 
máquinas em sua vida laboral. O assunto é vasto, pois deve ser 
adaptado à realidade de cada empresa, no entanto, aqui foram 
abordados os conceitos iniciais para uma boa gestão.
Se você chegou até aqui, parabéns. Finalizamos este tema. Bons 
estudos.
32
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Como elaborar normas. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2022.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 45001: Sistema de 
Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional – Requisitos com orientações de uso. Rio 
de Janeiro: ABNT, 2018a.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 12100: Segurança de 
máquinas – Princípios gerais de projeto – Apreciação e redução de riscos. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2014.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14121: Segurança de 
máquinas – Princípios gerais de projeto – Apreciação e redução de riscos. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2018b.
BRASIL. Normas Regulamentadoras–NR. Ministério do Trabalho e Previdência 
Social, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/
composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-
saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs. Acesso em: 21 jun. 
2022.
NORMA. In: MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Editora 
Melhoramentos, 2007. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-
portugues/busca/portugues-brasileiro/gest%C3%A3o/. Acesso em: 16 jun. 2022.
ISO. International Organization for Standardization. Disponível em: https://www.iso.
org/home.html. Acesso em: 21 jun. 2022.
33
Identificação de riscos no GTD. 
Metodologia ERA
Autoria: Daniel Queiroz da Silva
Leitura crítica: Thiago Flávio Arjona Moreno
Objetivos
• Familiarizar alunos quanto a conceitos básicos sobre 
o sistema elétrico brasileiro.
• Elucidar sobre os principais riscos presentes nas 
atividades que envolvem energia elétrica.
• Abordar de forma básica uma técnica de graduação 
de riscos.
34
1. Sistema elétrico brasileiro
Neste Tema iremos conhecermelhor sobre o sistema elétrico brasileiro, 
algumas normas obrigatórias e de referência relacionadas, alguns riscos 
nas atividades envolvidas com energia elétrica e noções básicas de uma 
ferramenta de avaliação de riscos.
Para iniciar o estudo sobre identificação e avaliação de riscos elétricos 
nas atividades que envolvem Geração, Transmissão, Distribuição 
e Consumo (GTDC) de energia elétrica precisamos conhecer como 
funciona o caminho da energia elétrica, e como é a estrutura do sistema 
elétrico brasileiro.
Podemos imaginar a energia elétrica como um produto para um 
cliente, onde ele será produzido, enviado até o correio, entregue pelo 
correio ao cliente, e, após entregue ao cliente, será consumido. Cada 
uma dessas partes se refere respectivamente ao que chamamos de: 
Geração, Transmissão, Distribuição e Consumo de energia elétrica, ou 
GTDC. Apesar de chamarmos geração de energia, segundo a Primeira 
Lei da Termodinâmica (princípio da conservação de energia), a energia 
não pode ser criada e nem destruída, e sim transformada. Dessa forma, 
os vários processos citados como geração são as formas como alguma 
energia é transformada em corrente elétrica usando fontes renováveis 
ou não.
Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, 
2022e), a geração de energia elétrica no Brasil é um sistema 
predominantemente termo-hidro-eólico, sendo composto por 60% de 
hidroelétricas, 21% de termoelétricas, 12% de eólicas. O sistema de 
geração de energia conta também com as gerações por biomassa e 
solar, que tem ganhado notoriedade.
A transmissão utiliza o conceito de potência, o qual é igual à tensão 
multiplicada por corrente (P=V.I), e, para manter a potência, podemos 
35
elevar o valor da tensão (uso de subestações elevadoras de tensão) e 
diminuir o valor da corrente, mantendo, dessa forma, a mesma potência, 
mas com menor perda. A perda nesse caso seria associada com a 
primeira e segunda lei de Ohm, em que o consumo pelos cabos está 
diretamente relacionado ao comprimento deles. Por isso vemos redes 
de transmissão com valores de 230 kV a 750 kV.
Quando a energia elétrica é entregue a um distribuidor local, que 
também chamamos de concessionária, esse faz o processo inverso da 
transmissão (uso de subestações abaixadoras de tensão) para abaixar o 
valor de tensão e elevar a corrente, visto que o consumo se dá pelo valor 
da corrente consumida por tempo (kWh). Esse distribuidor local entrega 
a energia até o cliente, por meio de distribuição, chamada secundária, 
composta por postes, transformador, medidor de energia, sistema de 
aterramento, disjuntor e para-raios.
Quanto ao consumidor final, ele pode ser: rural, residencial, empresarial 
e indústrias. Cada um com suas particularidades. A Figura 1 mostra um 
resumo do caminho da energia elétrica.
Figura 1 – Caminho da energia elétrica
Fonte: adaptada de Shutterstock.com.
36
No Brasil o caminho da energia elétrica funciona por meio de um 
sistema chamado Sistema Interligado Nacional (SIN), que, segundo a 
ONS (2022b), é um sistema colaborativo com interação entre os agentes, 
e principais instituições do setor elétrico de geração transmissão e 
distribuição. A Figura 2 mostra a relação básica dessas instituições.
Figura 2 – Instituições ligadas ao sistema elétrico brasileiro
Fonte: adaptada de CCEE (2022).
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) é o órgão ligado 
diretamente ao presidente da república com foco em auxiliá-lo 
em formulação de diretrizes e políticas. O Ministério de Minas e 
Energia (MME) supervisiona a execução dessas diretrizes. O Comitê 
de Monitoramento de Setor Elétrico (CMSE) garante a segurança do 
suprimento, enquanto a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) realiza 
pesquisas de viabilidade. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 
é responsável pela regulação e fiscalização no setor elétrico; o Operador 
Nacional do Sistema Elétrico (ONS) coordena o sistema integrado 
nacional, e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) 
realiza a compra e venda de energia.
No Quadro 1 podemos ver um resumo do SIN, onde 99% da energia 
no país faz parte dessa malha, tendo quatro grandes subsistemas: Sul, 
Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Quanto ao 1% faltante, são 
chamados de sistemas isolados, compostos predominantemente de 
37
termoelétricas de óleo diesel, e em sua maior parte encontrados na 
região norte (ONS, 2022d).
Quadro 1 – Energia no Brasil
Sistema elétrico brasileiro
Nome Sistema Interligado Nacional Sistemas isolados
Porcentagem 99% 1%
Geração Termo-hidro-eólicas Termoelétricas
Área do país Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nor-
deste, Norte Norte
Fonte: adaptado de ONS (2022d).
2. Identificação de riscos elétricos
A identificação de riscos elétricos é um produto do levantamento de 
perigos e riscos feito por profissional legalmente habilitado o qual 
atende as empresas que custeiam esses estudos e levantamento de 
riscos, existindo várias formas de fazê-lo. Aqui iremos sugerir um 
método que desenvolvemos e utilizamos, baseado em três passos, com 
o objetivo de abranger o máximo de informações e ser mais assertivo no 
levantamento de riscos, de acordo com o Quadro 2.
Quadro 2 – Fases do levantamento de riscos
Passo Objetivo Produto
1 Levantar normas relacionadas ao GTDC. Checklist básico.
2 Visitar ambientes de trabalhos para análise de 
perigos e riscos com checklist. Relatório de risco.
3 Estruturar dados do relatório. Identificação dos riscos.
Fonte: elaborado pelo autor.
O Quadro 3 demonstra uma sugestão de levantamento de normas 
para seguir o passo 1, dessa forma englobando a geração, transmissão, 
distribuição e consumo.
38
Quadro 3 – Normas no sistema elétrico brasileiro
Normas GERAÇÃO TRANSMISSÃO DISTRIBUIÇÃO CONSUMO
Segurança NR10 e NR12
Resolução e 
gestão
RN1000/2021
RN482/2019
RN905/2020 Normas concessio-
nárias ISO 50.001
Referências 
nacionais NBR16690 NBR5159, 5422, 
7276
NBR 60670, 
60439, 14039
NBR5410, 5418, 
5419, 14039, 13570
Referências 
internacionais NFPA70E, Normas ASTM, Normas ANSI
Fonte: elaborado pelo autor.
As normas regulamentadoras (NRs) relativas à segurança do trabalho, 
que têm peso de lei no Brasil, e permeiam todo o caminho da 
eletricidade, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, são a NR-
10, item 1.2 nas fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, 
quanto a segurança em serviços e instalações elétricas; e a NR-12, que 
trata sobre segurança com máquinas e ferramentas com alimentação 
elétrica (BRASIL, 2020).
As fases de GTDC possuem resoluções normativas específicas, também 
podendo ter normas por localidade; e a fase de consumo possui uma 
norma de gestão relacionada à eficiência energética. Existem também 
as normas de referência nacional e internacional, que fornecem suporte 
para as anteriores. Como referência de normas nacionais temos: ABNT 
NBR 5410 – Instalações Elétricas em Baixa tensão; ABNT NBR 14039 – 
Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0 kV a 36,2 kV; ABNT NBR 
5419 – Proteção contra descargas atmosféricas; ABNT NBR ISO/CIE 8995 
– Iluminação de ambientes de trabalho; ABNT NBR 13570 – Instalações 
elétricas em locais de afluência de público, entre outras.
Para montar o checklist, peguemos como exemplo o item 2.1 da NR-10, 
segundo Brasil (2020), no qual encontramos referência a riscos elétricos 
(choque elétrico e arco elétrico) e a riscos adicionais (altura, ambiente 
confinado, áreas classificadas, atmosferas explosivas, campos elétricos e 
magnéticos, incêndio, umidade, poeira, fauna e flora). Com base nesses 
39
riscos podemos fazer uma verificação básica dos processos, funções e 
atividades existentes na empresa de análise, para perguntar como esses 
riscos podem ocorrer no campo. Por exemplo, o choque elétrico pode 
ocorrer por causa de um equipamento ou máquina em más condições, 
falta de isolamento no cabo de alimentação, falta de aterramento, 
umidade, exposição a partes energizadas, acesso à sala de máquinas, 
manutenção por pessoasnão treinadas, manutenção com circuitos 
energizados etc. Um levantamento semelhante a esse deve ser feito 
com os riscos das outras normas levantadas, que permitirão criar uma 
checklist adaptada à realidade da empresa.
O passo 2 refere-se a uma ou mais visitas em campo com a checklist 
criada, para, dessa forma, verificar a realidade de cada local. Podem 
ser constatados novos perigos e riscos não listados até o momento, 
que devem ser acrescentados. Conforme Figura 3, existem várias 
funções dentro da área elétrica, dependendo do setor GTDC. Por isso é 
importante conversar com os trabalhadores de cada atividade também, 
de modo a ter uma visão mais real do processo. O produto dessas visitas 
na empresa gerará o relatório de riscos.
Figura 3 – Atividades do setor elétrico
Fonte: Shutterstock.com.
40
No passo 3 serão feitas uma reavaliação e uma estruturação dos dados 
levantados, de forma a criar a efetiva identificação dos riscos. Após 
documento feito, recomendamos uma reavaliação junto com os pares, 
em seus vários níveis com período estipulado, de modo a efetuar uma 
revisão mais refinada.
3. Avaliação de riscos elétricos
A identificação dos riscos é muito usada em máquinas, com a 
metodologia Hazard Rating Number (HRN); em atividades profissionais 
com a Análise Preliminar de Risco (APR); ou em áreas profissionais com 
a matriz de riscos do Programa de Gestão de Riscos (PGR). Mas para a 
área de eletricidade ainda faltavam parâmetros mais específicos para 
gradação de risco de forma a determinar uma prioridade de ação.
É inegável a forte dependência que temos da energia elétrica, e por 
isso é importante ter ferramentas para analisar os riscos de forma mais 
assertiva e menos ambígua possível. Para isso, é necessário utilizar uma 
metodologia mais objetiva, que possa fazer a congruência de grande 
quantidade de dados, de preferência com utilização de matriz de risco, e 
metodologias científicas conhecidas e aplicáveis.
A metodologia Electricity with Risk Assessment (E.R.A.), ou traduzido 
para o português, Eletricidade com Avaliação de Riscos, é uma 
metodologia mais voltada para a área de eletricidade, que utiliza os 
dados levantados na identificação de riscos, mas que precisa de mais 
informações específicas do método, que devem ser coletadas durante 
o levantamento de campo, para o devido preenchimento da base dessa 
metodologia.
O objetivo e etapa 4 é encontrar a classificação do Coeficiente do 
Resultado (CR), derivado da avaliação de risco, mas antes precisamos 
41
passar por três etapas: sendo que na primeira precisamos encontrar 
o Índice Resultante (IR) das consequências dos riscos levantados; na 
segunda valores de Probabilidade de Ocorrência de acidente (PO), 
Frequência de Exposição (FE) e Número de Pessoas envolvidas (NP); e 
na terceira o Índice do Fator de Correção (IFC). Todos os parâmetros 
são multiplicados e devem ser classificados e ranqueados conforme 
resultados a serem preenchidos pela coleta de dados em campo. A 
metodologia aqui discriminada foi adaptada de Santos Júnior et al. 
(2021):
Etapa 1 – De acordo com o Quadro 4, na hipótese de ocorrer um 
acidente ou evento indesejado, cada risco levantado em campo precisa 
ser graduado de 1 a 5 quanto à gravidade das consequências, dentro 
das cinco opções descritas: morte, queimaduras por choque, fraturas 
por queda, cortes/contusões e incêndios, gerando o Valor Resultante 
(VR) = Im * Iq * If * Ic * Ii.
Quadro 4 – Consequências esperadas
Risco levantados
Consequência
*I=índice
Graduação da consequência
Valor 
Resultante (VR)
Cada item le-
vantado deve ter 
essa estrutura, 
por exemplo: 
choque elétrico
Morte (Im) 1 2 3 4 5
Im*Iq*If*Ic*Ii
Queimadura (Iq) 1 2 3 4 5
Fratura (If) 1 2 3 4 5
Cortes/contusão (Ic) 1 2 3 4 5
Incêndios (Ii) 1 2 3 4 5
Fonte: adaptado de Santos Júnior et al. (2021).
Cada risco deverá ter graduado suas consequências em: 1- insignificante 
(≤1%), 2- baixo (entre 1,1% e 10%), 3- médio (entre 11% e 50%), 4- alto 
(entre 51% e 80%) e 5- muito alto (entre 81% e 90%). Aí, então, se achará 
o Valor Resultante (VR), multiplicando o valor numérico de cada uma das 
graduações de consequências. Por exemplo, risco de choque elétrico: 
morte = 1, queimadura = 3, fratura = 2, cortes/contusão = 1, incêndios 
= 1. Então, teremos VR = 1*3*2*1*1=6. Se o valor resultante for menor 
que 31 o Índice Resultante (IR) será 2; se tiver entre 32 e 242 o IR=5; se 
42
tiver entre 243 e 1023 o IR=10; e se tiver entre 1024 e 3125, o IR=15. No 
caso do exemplo o IR=2.
Etapa 2 – Aqui precisamos graduar os valores de PO, FE e NP, conforme 
o Quadro 5.
Quadro 5 – Parâmetros de PO, FE e NP
Índice Probabilidade de Ocorrência (PO) Frequência de Exposição (FE) Número de Pessoas En-
volvidas (NP) 
1 Não esperado Anualmente -
2 Possível - 1
4 Esperado Mensalmente 2
6 - Semanalmente 3
8 Certo Diariamente 4
10 - - >4
Fonte: adaptado de Santos Júnior et al. (2021).
Etapa 3 – Aqui devemos encontrar o IFC = Fi * Fq * Fd, conforme o 
Quadro 6.
Quadro 6 – Parâmetros Fi, Fq e Fd do IFC
Índice Fator de Intervenção (Fi) Fator de Qualificação (Fq) Fator de Documentação (Fd)
0,1 Desenergizado Somente profissionais treinados Possui
1 Energizado para medição Profissionais treinados e não trei-
nados -
2 Energizado Qualquer pessoa -
5 - - Não possui
Fonte: adaptado de Santos Júnior et al. (2021).
Para exemplificar, podemos admitir que uma manutenção é realizada 
em circuitos energizados (Fi=2), somente pessoas treinadas e 
qualificadas mexem nos circuitos (Fq=0.1), e que existem procedimentos 
(Fd=0.1). Dessa forma, o IFC=2*0.1*0.1=0.02.
Etapa 4–Podemos agora encontrar o Coeficiente do Resultado 
resultante da análise de risco CR = IR*PO*FE*NP*IFC, e classificá-lo.
43
Cada um desses itens deve ser quantificado ou calculado anteriormente, 
então, podemos multiplicar todos os valores e compará-los com o 
Quadro 7 para encontrar nosso objetivo final, que é a classificação do CR 
e as ações recomendadas.
Quadro 7 – Classificação da avaliação de risco e ações
CR Classificação 
do CR
Ações
Imediatamente Curto prazo Médio prazo
≤ 5 Insignificante Não requer Não requer Monitoramento
6 ≤ 50 Baixo Não requer Medidas administrativas Medidas corretivas
51 ≤ 150 Alto Não requer Medidas administrativas e 
corretivas Monitoramento
151 ≤ 800 Extremo Interdição, medidas ad-
ministrativas e corretivas Monitoramento Monitoramento
Fonte: adaptado de Santos Júnior et al. (2021).
Usando os dados anteriores, temos que: IR=2, IFC=0,02 e podemos 
admitir PO=2, FE=6, NP4. Portanto, CR=1,92  Insignificante, 
necessitando apenas de monitoramento.
É importante dizer que essa metodologia deve ser feita para cada risco 
levantado, dessa forma fazendo com que o mapeamento de segurança 
na instalação elétrica seja mais próximo do real. Não é um processo 
infalível, mas associa os dados de forma a extrair o melhor, ou os pontos 
de melhoria das instalações.
Se você chegou até aqui, parabéns. Finalizamos este tema. Bons 
estudos.
Referências
BRASIL. Normas Regulamentadoras–NR. Ministério do Trabalho e Previdência 
Social, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-previdencia/pt-br/
composicao/orgaos-especificos/secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-
saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs. Acesso em: 21 jul. 2022.
44
CCEE. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Governança. CCEE, [s.d.]. 
Disponível em: https://www.ccee.org.br/governanca. Acesso em: 25 jun. 2022.
ONS. Operador Nacional do Sistema Elétrico. Evolução da capacidade instalada 
no SIN – jul. 2022/dez. 2026. ONS, 2022a. Disponível em: http://www.ons.org.br/
paginas/sobre-o-sin/o-sistema-em-numeros. Acesso em: 21 jul. 2022.
ONS. Operador Nacional do Sistema Elétrico. Integração de instalação de 
transmissão. ONS, 2022b. Disponível em: http://www.ons.org.br/paginas/sobre-o-
sin/integracao-de-novas-instalacoes/transmissao. Acesso em: 21 jul. 22
ONS. Operador Nacional do Sistema Elétrico. Mapa Indicativo da Capacidade 
Remanescentedo SIN. ONS, 2022c. Disponível em: www.ons.org.br. Acesso em: 25 
jun. 2022.
ONS. Operador Nacional do Sistema Elétrico. O sistema interligado nacional. ONS, 
2022d. Disponível em: http://www.ons.org.br/paginas/sobre-o-sin/o-que-e-o-sin. 
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ONS. Operador Nacional do Sistema Elétrico. Sistemas isolados. ONS, 2022e. 
Disponível em: http://www.ons.org.br/paginas/sobre-o-sin/sistemas-isolados. 
Acesso em: 21 jul. 2022.
SANTOS JÚNIOR, J. R. dos et al. Method era–electricity with risk assessment–
risk assessment proposal for interventions in electrical installations Era do 
método-eletricidade com avaliação de risco-proposta de avaliação de risco para 
intervenções em instalações elétricas. Brazilian Journal of Development, [s.l.], v. 7, 
n. 6, p. 55430-55443, 2021.
45
Apreciação de risco em 
máquinas e equipamentos
Autoria: Daniel Queiroz da Silva
Leitura crítica: Thiago Flávio Arjona Moreno
Objetivos
• Apresentar o método Hazard Rating Number (HRN) 
para avaliação de riscos.
• Abordar o método HRN em máquinas e 
equipamentos instalados na indústria.
• Abordar o método HRN em máquinas e 
equipamentos instalados em canteiro de obras.
46
1. Método Hazard Rating Number (HRN)
Neste tema iremos conhecer o método HRN para efetuar a avaliação 
de riscos em máquinas e equipamentos, e aplicá-lo na avaliação de 
máquinas e equipamentos na indústria e no canteiro de obras.
A NR-12 em seu item 1.1:
[...] define referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de 
proteção para resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores 
e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e 
doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e 
equipamentos [...]. (BRASIL, 2019, p. 2)
A Figura 1 elucida, de acordo com a NR-12, as duas fases de aplicação da 
norma: projeto e utilização da máquina (também chamada de ciclo de 
vida da máquina).
Na fase de projeto, as medidas de segurança inerentes consideram 
a análise de riscos, os limites entendidos da máquina e as normas 
vigentes relacionadas ao desenvolvimento do projeto. Mas devido à 
grande variedade de ambientes e condições de trabalho, por vezes, 
quando as máquinas são instaladas, operadas, arrumadas, ajustadas, 
reguladas no dia a dia laboral, elas podem gerar situações de risco, que, 
por sua vez, podem gerar acidentes. Por isso, durante o ciclo de vida da 
máquina, além das medidas de segurança inerentes de projeto, pode 
ser necessário implementar proteções complementares para controle 
desses riscos.
47
Figura 1 – Fases de aplicação da NR-12 e HRN
Fonte: elaborada pelo autor.
Por exemplo, uma máquina projetada na Austrália, que segue somente 
as normas internacionais, se for adquirida e usada por uma empresa 
no Brasil, precisará estar alinhada aos requisitos da NR-12, antes de 
sua operação. Percebe-se isso na própria NR-12 item 1.9, que diz que: 
“Na aplicação desta NR e de seus anexos, devem-se considerar as 
características das máquinas e equipamentos, do processo, a apreciação 
de riscos e o estado da técnica” (BRASIL, 2019, p. 4).
Para se cumprir a NR-12, ainda pode ser necessário incluir outras NRs: 
6, 10, 11, 13, 14, 17, 18, 20, 22, 26, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37; outras 
NBR: 14152, 13759, 272, 1415313758; e até outras NBR ISO: 31010, 
13852, 13853, 12100, 13849.
Segundo Lei nº 9279/96, no art.11, parágrafo 1º, o estado da técnica é:
[...] constituído por tudo aquilo tornado acessível ao público antes da data 
de depósito do pedido de patente, por descrição escrita ou oral, por uso ou 
qualquer outro meio, no Brasil ou no exterior, ressalvado o disposto nos 
arts. 12, 16 e 17. (BRASIL, 1996, [s. p.])
Portanto, a apreciação de riscos deve ser feita em equipe, ser 
consensual, considerar as características: das máquinas, do ambiente 
Projeto
Normas tipo: A, B1, B2, C Normas tipo: B1, B2, C
Ciclo de vida
48
onde será instalada, das pessoas envolvidas, e as melhores técnicas 
disponíveis. A ABNT NBR ISO 12100 (ABNT, 2013), em sua figura 1, 
demonstra que a apreciação de riscos é composta do levantamento de 
perigos e riscos, avaliação de riscos e documentação, podendo o método 
HRN ser utilizado na fase de avaliação de riscos, para quantificar os 
riscos levantados e priorizar as medidas de controle necessárias dentro 
do plano de ação.
O método Hazard Rating Number (HRN) (número de classificação de 
perigo, em sua tradução literal) teve seu início em 1990 no Reino Unido 
(STEEL, 1990), e até hoje tem os parâmetros básicos para atender 
a ABNT NBR ISO 12100, somente devendo acrescentar a área da 
prevenção, junto da probabilidade de ocorrência, segundo Coulson 
(2015). A fórmula do HRN é:
HNR = PO * FE * GMP * NP
Sendo PO = Probabilidade de Ocorrência, FE = Frequência de Exposição, 
GMP = Grau Máximo de Perda, NP = Número de Pessoas sob risco. A 
classificação dos parâmetros está descrita no Quadro 1.
Quadro1 – Parâmetros do HRN
Probabilidade de exposição Frequência de exposição
0,1 Impossível 0,1 Raramente
1 Improvável 0,2 Anualmente
2 Possível 1 Mensalmente
5 Alguma chance 1,5 Semanalmente
8 Provável 2,5 Diariamente
10 Muito provável 4 Por Hora
15 Certeza 5 Constante
Grau Máximo de Perda Número de pessoas
0,1 Arranhão/Contusão leve 1 1 a 2
0,5 Dilaceração/Doenças moderadas 2 3 a 7
1 Fratura/Enfermidade leve (temporária) 4 8 a 15
2 Fratura/Enfermidade grave (permanente) 8 16 a 50
4 Perda de 1 membro/olho ou doença séria 
(temporária) 12 > 50
49
8 Perda de 2 membros/olhos ou doença séria 
(permanente)
15 Morte 
Risco Aceitá-
vel
Muito 
baixo Baixo Significante Alto Muito alto Extremo Intolerável
HRN 0 a 1 2 a 5 6 a 10 11 a 50 51 a 100 101 a 500 501 a 1000 >1000
Fonte: adaptado de Coulson (2015).
Quanto maior for o valor do HRN, maior sua prioridade nas ações 
relacionadas à gestão de segurança das máquinas, conforme Quadro 2.
Quadro 2 – Parâmetros do HRN
HRN Risco Tempo de ação
0,1 a 1 Aceitável Aceitar risco/Considerar ação
2 a 5 Muito baixo 1 ano
6 a 10 Baixo 3 meses
11 a 50 Significante 1 mês
51 a 100 Alto 1 semana
101 a 500 Muito alto 1 dia
501 a 1000 Extremo Imediatamente
>1000 Intolerável Paralisar atividade
Fonte: adaptado de Coulson (2015).
A ABNT NBR ISO 12100 em seu anexo B2 separa os perigos em 
grupos por origem: mecânicos, elétricos, térmicos, sonoros, vibração, 
ergonômicos, químicos, radioativo, ambiente de instalação, ou 
combinação destes. Enquanto a NR-12 separa por partes relacionadas: 
arranjo físico, instalação elétrica, dispositivos de parada, acionamento 
e parada, sistemas de segurança, parada de emergência, componentes 
pressurizados, transporte de materiais, ergonomia, riscos adicionais, 
manutenção, sinalização, manuais, procedimentos de trabalho, projeto, 
capacitação. Usaremos a NR-12 como referência para levantamento 
de perigos e riscos, e podemos implementar ou detalhar seus itens 
utilizando outras normas. Após isso avançamos para a avaliação de 
riscos, conforme Quadro 3, com os riscos levantados.
50
Quadro 3 – Exemplo de aplicação de HRN
ID NR-12 ABNT NBR 
ISO 12100 Risco PO FE NP GMP HRN Avaliação do 
risco
 Fonte: adaptado de Brasil (2019) e ABNT (2013).
Após a implementação é possível fazer uma nova avaliação de HRN, para 
verificar quão eficaz foi a implementação de segurança da máquina ou 
equipamento.
2. Método HRN na indústria
No ambiente laboral da indústria, a NR-12 se aplica a máquinas 
autopropelidas (empilhadeira, plataforma elevatória móvel), prensas, 
laminadores, injetoras, extrusoras etc. Excluindo sua aplicação, 
segundo Brasil (2019, p. 3), temos: equipamentos estáticos (tanques, 
vasos de pressão, tubulações, esferas de armazenamento, silos de 
armazenamento), máquinas certificadas pelo INMETRO, se respeitados 
os critérios de segurança previstos na NR-12.
Usuremos como exemplo uma máquina de guilhotina mecânica com 
capacidade de corte de 3175mm, dimensão da mesa 4600mm, motor 
trifásico 220/380V, classe de isolação B, 1.130 RPM, 0,5CV, conforme 
Figura 2.O prontuário foi montado de acordo com manual do fabricante, e, 
após levantamento de perigos e riscos, foi constatado risco de projeção 
de material no rosto, pois parte superior estava aberta e acessível; 
amputação de mãos, devido à parte móvel de corte acessível; e acidente 
a terceiros, devido à falta de demarcação da máquina.
51
Figura 2 – Guilhotina mecânica
Fonte: shutterstock.com.
Com esses dados foi feita a avaliação de risco segundo o Quadro 4.
Quadro 4 – Exemplo de aplicação de HRN
ID NR-12 ABNT NBR ISO 
12100 Risco PO FE NP GMP HRN Avaliação do 
risco
1 Sistema de 
segurança Mecânico
Projeção de 
material no 
rosto
15 5 1 8 600 Extremo
2 Procedimento 
de trabalho Mecânico Amputação 
das mãos 10 5 1 8 400 Muito alto
3 Arranjo físico Ambiente de 
instalação
Acidente por 
falta de de-
marcação
8 4 2 1 64 Alto
Fonte: adaptado de Brasil (2019) e ABNT (2013).
Após o levantamento do HRN foi criado um plano de ação conforme 
Quadro 5.
Quadro 5 – Parâmetros do HRN
Risco Risco Ações Prazo
Projeção rosto Extremo Enclausuramento Imediatamente
Amputação das mãos Muito alto Comando bimanual, proteção Até 1 dia
Acidente por falta de 
demarcação Alto Isolação e demarcação do solo Até 1 semana
Fonte: adaptado de Coulson (2015).
52
As alterações sugeridas foram efetuadas segundo Figura 3.
Figura 3 – Guilhotina ajustada
Fonte: shutterstock.com.
E, por fim, foi feita uma nova avaliação do risco para verificar eficiência, 
conforme Quadro 6.
Quadro 6 – Exemplo de aplicação de HRN
ID NR-12 ABNT NBR ISO 
12100
Risco remanes-
cente PO FE NP GMP HRN Avaliação 
do risco
1 Sistema de 
segurança Mecânico Enclausuramento 0,1 5 1 0,1 0,05 Aceitável
2 Procedimento 
de trabalho Mecânico Comando bima-
nual, proteção 0,1 5 1 0,1 0,05 Aceitável
3 Arranjo físico Ambiente de 
instalação
Isolação e demar-
cação do solo 1 4 2 0,1 0,8 Aceitável
 Fonte: adaptado de Brasil (2019) e ABNT (2013).
3. Método HRN em canteiro de obras
No ambiente laboral da construção, a NR-18 (BRASIL, 2020), no item 
10.1.1, diz que as máquinas devem atender ao disposto na NR-12, 
53
sendo aplicável a: máquinas autopropelidas (tratores, minicarregadeira, 
manipulador telescópico, escavadeira, pá carregadeira, motoniveladora, 
rolo compactador), gruas, elevadores de passageiros e materiais, 
guindautos, motosserras, furadeira de coluna, serras circulares, 
cremalheira, betoneiras. Excluindo sua aplicação, segundo (BRASIL, 
2019, p. 3), a: máquinas ou equipamentos movidos por tração humana 
ou animal, como pá, enxada, talhadeira, martelo, brocas, serras de mão, 
machados.
Aqui usaremos como exemplo uma betoneira de 250 litros com motor 
de 1 cv 4 polos 110/220V, sendo suas partes compostas por tambor, 
caixa do motor, motor, cremalheira e pinhão, rodas, estrutura reforçada, 
pedal de trava, e sistema de basculamento, conforme Figura 4.
O prontuário foi montado de acordo com manual do fabricante, e, após 
levantamento de perigos e riscos, foi constatado risco de ruído excessivo 
devido à má lubrificação e presença de corrosão; acidente devido a 
contato acidental do operador na cremalheira exposta; e choque elétrico 
devido ao fato do painel estar em más condições e sem tomada steck.
Figura 4 – Betoneira usada
Fonte: shutterstock.com.
54
Com esses dados foi feito a avaliação de risco, conforme Quadro 7.
Quadro 7 – Exemplo de aplicação de HRN
ID NR-12 ABNT NBR 
ISO 12100 Risco PO FE NP GMP HRN Avaliação do 
risco
1 Manutenção Ruído
Ruído – Má 
lubrificação e 
corrosão
15 5 1 1 75 Alto
2
Procedimentos 
de trabalho e 
segurança
Mecânico
Prensamento – 
Cremalheira ex-
posta
10 5 1 1 50 Significante
3 Instalação elé-
trica Elétrico
Choque elétrico 
– Má condição de 
painel e tomada
15 5 1 1 75 Alto
 Fonte: adaptado de Brasil (2020) e ABNT (2014).
Após o levantamento do HRN foi criado um plano de ação, conforme 
Quadro 8.
Quadro 8 – Parâmetros do HRN
Risco Risco Ações Prazo
Ruído Alto Retirar corrosão, lubrificar ou trocar Até 1 semana
Choque elétrico Alto Manutenção ou troca de painel Até 1 semana
Prensamento Significante Enclausurar a cremalheira Até 1 mês
Fonte: adaptado de Coulson (2015).
As alterações sugeridas foram efetuadas segundo Figura 5.
Figura 5 – Betoneira ajustada
Fonte: Shutterstock.com.
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E, por fim, foi feita uma nova avaliação do risco para verificar a eficiência, 
conforme Quadro 9.
Quadro 9 – Exemplo de aplicação de HRN
ID NR-12 ABNT NBR 
ISO 12100
Risco 
remanescente PO FE NP GMP HRN Avaliação 
do risco
1 Manutenção Ruído

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