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Universidade salgado de oliveira NOME : RONE MAX DA SILVA MATRÍCULA : 200010149 PERIÓDO : 3° ED. FISÍCA Cidade: juiz de fora 1. Valências físicas essenciais para o voleibol O voleibol é uma modalidade esportiva caracterizada por ações de curta duração, alta intensidade e execução técnica refinada. Por esse motivo, seu desempenho está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversas valências físicas, que se manifestam de maneira integrada durante o jogo. Essas capacidades físicas são fundamentais tanto em situações ofensivas (ataques e saques) quanto defensivas (bloqueios, recepções e coberturas). Força explosiva: Esta valência é considerada uma das mais importantes no voleibol, pois está diretamente associada à capacidade de realizar ações rápidas e potentes, como saltos para o ataque (spike) e bloqueio. A força explosiva permite que o atleta atinja maior altura e potência durante essas ações, influenciando diretamente na eficácia ofensiva e defensiva da equipe (BARBANTI, 2001). Potência muscular: A potência resulta da combinação entre força e velocidade, sendo essencial para movimentos como deslocamentos laterais rápidos, impulsões e quedas controladas. A potência muscular é particularmente exigida nas ações de contra-ataque e recuperação de bolas difíceis, onde o tempo de resposta e execução deve ser mínimo. Agilidade: Trata-se da capacidade de mudar rapidamente a posição do corpo em resposta a estímulos específicos. No voleibol, a agilidade permite ao atleta ajustar sua base de apoio para realizar recepções, bloqueios e coberturas de forma eficiente, sendo um fator determinante na performance defensiva, especialmente em jogadas de rali prolongado (GALLAHUE & OZMUN, 2012). Velocidade de reação: Refere-se ao tempo necessário para perceber um estímulo e iniciar uma resposta motora. No contexto do voleibol, essa valência é constantemente requisitada em ações como defesa de saques e ataques adversários, nas quais o atleta precisa reagir de maneira quase instantânea a trajetórias e intensidades variadas da bola. Coordenação motora: Uma habilidade fundamental que envolve a integração entre sistemas sensoriais e motores. A coordenação é essencial para o domínio técnico dos fundamentos do voleibol, como toque, manchete, saque e cortada. Atletas com bom controle motor conseguem executar movimentos com maior precisão, fluidez e economia de energia. Resistência anaeróbia: Devido à natureza intermitente do voleibol, que alterna entre curtas explosões de esforço e breves períodos de recuperação, a resistência anaeróbia é crucial para manter a qualidade da performance ao longo da partida. Essa valência permite que o jogador execute repetidas ações de alta intensidade, como saltos consecutivos e deslocamentos rápidos, sem apresentar quedas significativas de rendimento. Portanto, o treinamento no voleibol deve contemplar o desenvolvimento equilibrado dessas valências físicas, respeitando as fases do desenvolvimento motor, as características individuais dos atletas e as demandas específicas da modalidade. 2. Adaptação do voleibol para pessoas com deficiências e inclusão na escola O voleibol pode ser adaptado para promover inclusão de pessoas com deficiência através das seguintes formas: Voleibol sentado: Adaptado para pessoas com deficiência física. A quadra é menor e a rede mais baixa. Utilização de bolas mais leves ou maiores: Facilita a visão e controle para estudantes com dificuldades motoras ou visuais. Regras adaptadas: Como tempo maior para a execução das jogadas. Trabalho em duplas ou trios inclusivos: Incentiva a cooperação e integração. Essas adaptações contribuem para o desenvolvimento motor, social e emocional de todos os alunos, respeitando suas limitações e potencialidades. 3. Sessões de treinamento de voleibol: Sessão 1 : Escolinha de Voleibol (Crianças de 8 a 11 anos) Objetivo Geral: Desenvolver as habilidades motoras básicas e a iniciação aos fundamentos do voleibol. Objetivos Específicos: Melhorar coordenação motora e percepção espacial. Aprender os fundamentos: manchete, toque e saque por baixo. Promover o espírito de equipe. Aquecimento (10 min): Corrida leve com variações de direção. Jogo "pega-bola" com bola de borracha. Parte Principal (30 min): 1-Circuito de coordenação motora (10 min): Escada de agilidade, cones, saltos. Técnica básica (15 min): Toque de bola com parceiro (3 séries de 10 repetições). Manchete com bola de borracha (3 séries de 10). Mini-jogo adaptado (5 min): Com três jogadores por lado. Volta à calma (5 min): Alongamentos. ;Roda de conversa. Sessão 2: Adolescentes Federados (14 a 17 anos) Objetivo Geral: Aprimorar técnica e tática de jogo. Objetivos Específicos: Melhorar saque e recepção. Trabalhar o posicionamento defensivo. Desenvolver a comunicação em quadra. Aquecimento (15 min): Corrida + educativos (skipping, saltitos). Mobilidade articular e dinâmica. Parte Principal (40 min): Saque e recepção (15 min): Saque em alvos (4 séries de 5 saques). Receber e devolver a bola (10 min em rodízio). Exercício tático (20 min): Simulação de jogo com foco em transição defesa-ataque 3x3 com rotação rápida (3 jogos de 6 minutos). Volta à calma (5 min): Alongamentos focados em membros inferiores. Sessão 3 : Voleibol de Alto Rendimento (Adultos) Objetivo Geral: Maximizar desempenho físico-técnico. Objetivos Específicos: Otimizar potência de salto. Aprimorar sincronia de bloqueio e ataque. Aumentar resiliência física e mental. Aquecimento (15 min): Corrida progressiva + pliometria (saltos em caixa, 3x8). Mobilidade ativa com borrachas elásticas. Parte Principal (60 min) Pliometria e força (20 min) Agachamento com carga (4x6 reps, 90s pausa). Saltos com medicine ball (3x10 reps). Técnica e tática (30 min): Rodízio com jogadas rápidas e simulação de jogo. Bloqueio sincronizado (3 séries de 5 rotações). Treino de saque e recepção (10 min): Saques seguidos com correção de postura. Volta à calma (10 min): Liberação miofascial com rolo;Alongamentos profundos guiados. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1- BARBANTI, V. J. Treinamento Esportivo: Estrutura e Planejamento. São Paulo: Manole, 2001. 2-GALLAHUE, D.; OZMUN, J. Compreendendo o Desenvolvimento Motor. Porto Alegre: AMGH, 2012. 3-TUBINO, M. J. G.; MOREIRA, N. B. Esportes: teoria e didática da prática. São Paulo: Cortez, 2003. 4-FIVB. Coaching Manual - Volleyball. Lausanne: FIVB, 2018. 1 image1.jpeg image2.png