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Se estende da mesial do primeiro molar permanente de um lado à mesial do primeiro molar do lado oposto, passando pelos sulcos dos pré-molares e cúspides dos caninos e incisivos como referência. Distância intercaninos (linha vermelha) Distância interpré-molares (linha verde) Distância intermolares (linha azul) * A distância intercaninos tendem a aumentar até os 8-9 anos de idade, depois só aumenta do segundo molar ao terceiro; * O perímetro do arco inferior diminui em média 5mm, isso ocorre devido ao: - Deslocamento mesial tardio dos molares; - Componente anterior de força; - Desgastes interproximais dos dentes; - Posicionamento lingual dos incisivos inferiores. Consiste na dimensão anteroposterior do arco, estendendo-se da palatina do incisivo central, passando pela rafe palatina até encontrar a linha imaginária que passa pela mesial dos primeiros molares. 1. Relação dos molares: a superfície distal da crista marginal do primeiro molar superior contacta e oclui com a superfície mesial do segundo molar inferior * A cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui dentro do sulco entre a cúspide mesiovestibular e a mediana do primeiro molar inferior. * A cúspide mesiopalatina do primeiro molar superior adapta-se a fossa central do primeiro molar inferior. 2. Angulação da Coroa: para ter a chave 1, precisa ter a 2 também. A porção cervical do longo eixo de cada coroa encontra-se distalmente a porção oclusal (mésio/distal). 3. Inclinação da Coroa: a porção cervical do longo eixo dos incisivos superiores encontra-se lingualmente a superfície incisal, aumentando a inclinação lingual progressivamente na região posterior. (vestíbulo/lingual). • IS - Positiva (levemente inclinado para vestibular) • II - Levemente negativa (levemente inclinado para lingual) • C, PM e M – negativa 4. Rotações: não deve haver rotações. 5. Contatos interproximais: não deve haver diastemas, contatos interproximais devem estar justos. 6. Curva de Spee: ausência ou suavidade, apresentar- se plana. • Oclusão mutuamente protegida • Oclusão em relação cêntrica • Presença de guia de desoclusão anterior • Ausência de contatos prematuros e interferências oclusais • Guia de desoclusão lateral feita pelos caninos Má oclusão (70% da população) • Mastigação satisfatória; • Dicção razoável; • Autoclise; • Saúde periodontal; • Estética aceitável. (27% da população) • 28 dentes corretamente ordenados no arco, em harmonia com todas as forças estáticas e dinâmicas; • Oclusão estável, saudável; • Bom perfil facial. (3% da população) Os primeiros molares apresentam-se em oclusão normal. É importante que não se confunda classe I com a normoclusão, os pacientes classe I frequentemente apresentam um perfil facial harmonioso. Molares em oclusão, porém os anteriores podem estar desalinhados. O sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior encontra- se distalizado em relação a cúspide mesiovestibular do primeiro molar inferior, esses pacientes frequentemente apresentam um perfil convexo. Possui duas divisões e subdivisões • incisivos superiores apresentam-se inclinados para vestibular, trespasse horizontal acentuado. • incisivos centrais superiores encontram-se verticalizados ou lingualizados e os incisivos laterais superiores encontram-se vestibularizados. Não tem trespasse horizontal. • : pode ser de Subdivisão direita (quando a Classe II está presente somente do lado direito) ou Subdivisão esquerda (quando a Classe II está presente somente do lado esquerdo). Pode ocorrer desvio da linha média. Os dentes inferiores ocluem em uma relação mesial em relação aos superiores. O sulco mesiovestibular do primeiro molar inferior encontra-se mesializado em relação à cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior. Classificou as maloclusões de acordo com as posições individuais dentárias • Vestibuloversão: vestibularizado a posição normal, em direção ao lábio ou a bochecha. • Linguoversão: lingualizado a posição normal. • Mesioversão: mesializado a posição normal. • Distoversão: distalizado a posição normal. • Transversão: alteração de posição, transposição. • Infraversão: aquém da linha de oclusão. • Supraversão: além da linha de oclusão. • Giroversão: rotado sobre seu longo eixo. • Axioversão: alteração da inclinação do dente em relação ao seu longo eixo. • Perversão: dente encontra-se impactado, geralmente por falta de espaço. Dividiu as maloclusões relacionando os arcos dentários com três planos anatômicos. (plano orbitário, plano sagital e plano de Frankfurt) • Protração: arco dentário localizado mais para anterior em relação ao plano orbitário. • Retração: arco dentário localizado mais para posterior em relação ao plano orbitário. • Contração: arco dentário se aproxima do plano sagital. • Distração: arco dentário se afasta do plano sagital. • Atração: arco dentário se aproxima do plano de Frankfurt (face curta). • Abstração: arco dentário se afasta do plano de Frankfurt (face longa). Padrões subjetivos na análise facial face equilibrada, sem examiná-lo clinicamente. degrau sagital aumentado entre maxila e mandíbula. Protrusão maxilar ou deficiência mandibular (classe II dentária) degrau sagital maxilomandibular diminuído. Retrusao maxilar ou prognatismo mandibular. Nem sempre apresenta classe III. excesso do terço inferior da face, torna o selamento labial impossível. deficiência vertical do terço inferior da face, torna o selamento labial compressivo. alteração em magnitude, ou seja, aumento da massa (mudança quantitativa). progresso no sentido da maturidade das funções, englobando a diferenciação progressiva em níveis celulares e teciduais (mudança quantitativa e qualitativa). • A partir de uma condensação do tecido conjuntivo membranoso, se forma a partir de uma matriz de colágeno; • As células mesenquimatosas diferenciam-se em osteoblastos que produzem a substância óssea extracelular, denominada matriz osteoide. • Essa matriz sofre calcificação, tendo como resultado o tecido ósseo. • Esse osso neoformado é constituído pela combinação da matriz mineralizada e dos osteoblastos dentro dela. • Os tecidos ósseos depositados pelo periósteo, pelo endósteo, pelas suturas e pela membrana periodontal são de formação intramembranosa. FONTANELAS E MAXILA. • Forma-se uma cartilagem, um esboço para a peça óssea, que posteriormente será destruída e substituída pelo osso. • Em algumas áreas, essa cartilagem persiste, sendo denominada cartilagem de crescimento. • Essas áreas são responsáveis pelo crescimento em comprimento dos ossos longos; • Os condroblastos começam a produzir uma matriz cartilagínea de tal forma que ficarão, posteriormente, aprisionados nessa matriz, dando origem aos condrócitos. • Essa cartilagem posteriormente é invadida e substituída por tecido ósseo, denominado osso endocondral. SEPTO NASAL, BASE DO CRÂNIO MANDÍBULA. Desde o feto, os dois tipos de ossificação ocorrem simultaneamente. ➔ Sincondrose Interesfenoidal: ao nascimento ➔Sincondrose Intra-occipital: 4 e 5 anos ➔Sincondrose Esfenoetmoidal: 7 aos 10 anos ➔Sincondrose Esfenooccipital: 18 aos 25 anos Movimento gradual da área de crescimento ósseo provocado pela combinação dos processos de aposição e reabsorção óssea (remodelação óssea). Movimento de todo o osso como uma unidade.- Baseava-se na remodelação óssea; o osso se desloca devido ao aumento de sua própria massa, ocorre aposição e reabsorção óssea no mesmo osso e ele se desloca. É resultante do deslizamento do próprio osso. É o deslocamento de um osso devido ao crescimento (aposição) de outro osso que está próximo ou distante dele. - Reabsorção decíduos-permanentes; - Reabsorção superfície anterior do ramo; - Aposição posterior do ramo. - Confirmou a hipótese de Hunter; - 2 elos metálicos em mandíbula de porco. - Dominância sutural; - Suturas aumentando conforme a idade, tudo na mesma direção; - S. frontomaxila, S. zigomáticotemporal, S. zigomáticomaxilar, S. pterigopalatina; - Se a criança for padrão II pode usar arco extra bucal que trava o crescimento da maxila nessa direção. - Teoria baseada no tecido cartilaginoso – crescimento genético intrínseco; - O centro de crescimento primário é o tecido cartilaginoso, as suturas são secundárias e passivas; - Septo nasal: crescimento da maxila para baixo e para frente; - Sincondroses; - Ossos de origem cartilaginosa são mais difíceis de serem tratados. - Matriz funcional; - O crescimento ocorria pelas suturas e pelo tecido cartilaginoso, porém o estimulo era fornecido por uma matriz funcional; Ex: dente, cérebro, língua, ar, etc. (dedo causa mordida aberta, nariz entupido a pressão do ar). - Crescimento em V; - Extremos livres – aumento entre si; - Extremos mais largos da região central, ex: mandíbula. - Parte debaixo do V não cresce mais, até os 8 anos (distâncias intercaninos), e as extremidades sim, formando um V. - Combinação de várias teorias; - Fatores genéticos e ambientais (chupeta, respiração, dedo). * Desmocrânio: intramembranoso (poucos fatores genéticos intrínsecos) * Condrocrânio: endocondral (controlado fatores genéticos intrínsecos) - Atuações hormonais, condições alimentares, hábitos, influências ambientais (local frio nariz entupido), hereditariedade (endocondral). - Determinam a quantidade e qualidade do crescimento. - Causa e efeito - Mudanças casuais - Mecanismos de feedback - Teoria do servo sistema (maxila escravo da mandíbula) - Predeterminação não genética (errado) - Tamanho final da mandíbula; - Direção e magnitude do crescimento condilar - Respostas quantitativas ao crescimento maxilar - Classe II sempre vai ser classe II, altera a oclusão, mas não o osso porque é um fator genético. Associação das teorias ➔ Teoria de Hunter (remodelação) ➔ Teoria de Sicher (suturas) ➔ Teoria de Moss (cérebro) Fontanelas: Importantes centros de crescimento, inicia o fechamento aos 3anos e aos 6anos 90% estão fechadas e o crânio apresenta 90% do tamanho da fase adulta. • À medida que o cérebro aumento de volume, os ossos que o recobrem se expandem em altura, largura e profundidade. • Esses ossos são auxiliados pelo sistema de suturas, fontanelas e alongamento das sincondroses. Constituída de ossos de origem cartilaginosa e possuem formação endocondral (sincondroses) ➔Teoria de Scott (Osso cartilaginoso) ➔Teoria de Moss (Matriz funcional) ✓Crescem para trás e para cima, mas deslocam-se para baixo e para frente. Associação das teorias ➔ Teoria de Hunter (remodelação) ➔ Teoria de Sicher (suturas) ➔Teoria de Moss (matriz funcional) ➔Teoria de Enlow Cresce por aposição e reabsorção óssea em quase toda sua extensão e por proliferação de tecido conjuntivo nas suturas que a conectam ao crânio e à base do crânio. Associação das teorias: ➔ Teoria de Hunter (remodelação) ➔ Teoria de Moss (matriz funcional) ➔ Teoria de Enlow ✓ É um osso de origem membranosa que se desenvolve lateralmente a cartilagem de Meckel, componente cartilagíneo do primeiro arco branquial ✓ Cresce para trás e para cima e se desloca para baixo e para frente ✓ O processo alveolar na mandíbula, da mesma forma que na maxila, depende dos dentes, crescendo verticalmente e em largura conforme estes irrompem e acompanhando o crescimento para posterior dos ramos mandibulares. ✓ Consequentemente, quando da perda dos dentes, seus rebordos alveolares também desaparecem. A mandíbula também segue o princípio de crescimento em V. Processo lento; Sincronizado ao crescimento craniofacial e à maturação muscular. • Incisivos decíduos com as coroas calcificadas; • Metade da coroa dos caninos decíduos; • ¾ da coroa do 1º molar decíduo; • Ponta das cúspides do 2º molar decíduo; • Início da calcificação do 1º molar permanente. • Maxila e mandíbulas pequenas; • Mandíbula retroposta; • Dentes decíduos anteriores: apinhamento intraósseo. • 6-8 meses pós-natal: crescimento dos arcos • 1 ano: crescimento anterior dos arcos • Crescimento transversal: sutura palatina mediana (maxila) e sincondrose sinfisiana (mandíbula) 6 meses (+/- 2 meses): Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes a irromper na cavidade bucal. 9 meses (+/- 2 meses): Já estão presentes os 8 incisivos decíduos na cavidade bucal. Radiograficamente, os incisivos centrais, laterais e caninos permanentes já podem ser visualizados e os molares já estão com 1/3 da coroa totalmente formada. 1 ano (+/- 3 meses): 18 meses (+/- 3 meses): 2 anos (+/- 6 meses) 4 anos (+/- 9 meses) 5 anos (+/- 9 meses) • Forma do arco: ovoide; • Dentes inferiores ocluem suavemente por lingual dos superiores em posição mais vertical em relação à futura dentadura permanente; • Ausência da curva de Spee; • Longo eixo dos dentes perpendicular ao Plano oclusal. • arco superior: por mesial dos caninos • arco inferior: por distal dos caninos Altamente favorável para o bom alinhamento dos dentes permanentes anteriores. – • Tipo I: apresenta diastemas generalizados na região anterior • Tipo II: não apresenta diastemas na região anterior, pode apresentar os espaços primatas • Mordida De Topo; • Suave Protrusão; • Suave Mordida Aberta Anterior; • Sobremordida. • Plano terminal reto (76%): as faces distais dos segundos molares decíduos superior e inferior estão no mesmo plano vertical; • Plano terminal com degrau mesial (14%): a face distal do segundo molar decíduo inferior se encontra em uma relação anterior ou mesial com a face distal do segundo molar decíduo superior; • Plano terminal em degrau distal (10%): a face distal do segundo molar decíduo superior oclui mesialmente à face distal do segundo molar decíduo inferior. Deve ser corrigido de imediato, pois sempre evolui para classe II. irrompimento dos primeiros molares permanentes e troca dos incisivos decíduos 6 anos (+/- 9 meses) 7 anos ▪ Ocorre o processo de remodelação óssea; ▪ Os molares irrompem por distal dos últimos molares decíduos, em espaço criado a partir do crescimento mandibular, que ocorre por reabsorção na parede anterior do ramo ascendente e aposição óssea na parede posterior do ramo ascendente da mandíbula. ▪ Já os molares superiores emergem com uma orientação um pouco mais vestibularizada em relação aos inferiores e, ao entrar em oclusão, guiada por suas cúspides, estabelecem o início da curva de Spee, no sentido sagital, e da curva de Wilson, no sentido transversal. Mecanismos compensatórios • Diastemas fisiológicos dos dentes decíduos (arcos tipo I); • Aumento da distância intercaninos; • Inclinação para vestibular dos permanentes. O que aceitar? • Plano terminal reto ou suave degrau mesial; • Relação canino normal. • Não há trocas dentárias; • Início: + 8anos; •Duração: + 1,5 anos; •Dentes decíduos e permanentes. ▪ Embora seja caracterizada por aparente calmaria, essa fase é de grandes mudanças intraósseas, com reabsorções radiculares dos caninos e molares decíduos que em breve darão lugar aos seus sucessores permanentes. ▪ Essa vestibularização cria espaço para os permanentes ▪ Determinada como “fase do patinho feio” ▪ Essa fase caracteriza-se pela divergência do longo eixo dos incisivos permanentes, de apical para incisal, com diastemas entre estes dentes, persistindo por 3 a 4 anos e normalizando-se com a erupção dos caninos permanentes. Caninos decíduos em chave de oclusão Avaliar o plano terminal dos segundos molares decíduos: ✓ Plano terminal reto ou mesial: Fase do Patinho Feio ✓ Degrau distal: Má-oclusão de Classe II O plano terminal em relação aos segundos molares é importante para o diagnóstico precoce da relação ântero- posterior entre os arcos dentários ° •Início: + 10 anos • Canino inferior • Erupção dos caninos, pré-molares e 2º molares permanentes 10 anos (+/- 9 meses) 11 anos Não encontram problemas, pois há o Lee Way Space (espaço disponível de Nance) • Os diâmetros mesiodistais dos pré-molares apresentam-se menores do que os dos seus antecessores. • A situação é inversa em relação aos caninos • O dente decíduo na região posterior é bem maior que o pré- molar e canino, por isso tem espaço para irromper. 12 anos • Completa, exceto terceiros molares: aos +13 anos • Equilíbrio muscular • Posicionamento final dos dentes: 13 anos Maxila: 6-1-2-4-5-3-7-8 e Mandíbula: 6-1-2-3-4-5-7-8 É necessária a eliminação da causa para se corrigir um problema Dividido em grupos de fatores genéticos e ambientais, quanto maior a influência ambiental, maior a possibilidade de prevenção, melhor prognóstico de correção e maiores chances de estabilidade pós-tratamento desde que a causa seja eliminada. Não são preveníveis; simplesmente instalam-se como fatalidade biológica. Podem ser atenuados com intervenção ortodôntica, ortopédica e/ou cirúrgica, dependendo da localização, da extensão e da gravidade da maloclusão. Tais irregularidades dentofaciais: • tipo facial; • padrão esquelético; • discrepâncias entre dente e osso; • anomalias dentárias; • infraoclusão de molares decíduos; • anomalias craniofaciais. • Mesofacial: altura da face = largura = profundidade, distância bizigomática proporcional à altura facial. • Braquifacial: largura = profundidade > altura, exibem uma face mais larga do que longa. • Dolicofacial: altura = profundidade• Hábitos bucais deletérios e a respiração bucal, são os fatores que mais rompem o equilíbrio muscular. ▪ A criança desenvolve esse hábito por carência afetiva, liberando tensões emocionais no momento em que o realiza. ▪ Grau de má oclusão na criança é definido pela duração, intensidade e frequência do hábito, essa é a famosa Tríade de Graber, essa tríade junto com o padrão de crescimento facial faz o equilíbrio muscular. ▪ As crianças com padrão de crescimento vertical são mais suscetíveis a alterações morfológicas dos arcos dentários em comparação com o padrão de crescimento horizontal, pois a resistência alveolar nestes últimos é maior do que nos primeiros. Amamentação ▪ Importante papel na prevenção da instalação de hábitos deletérios ▪ Bebês aleitados de forma natural executam um intenso trabalho muscular ao sugar o seio fadiga muscular ▪ (desenvolvendo-se normalmente) Durante o sono, não necessitam da sucção da chupeta, dedo,etc. Mamadeira: bico ortodôntico e convencional. A má oclusão provocada pelos hábitos de sucção apresenta prognóstico de tratamento favorável quando abordada no final da dentadura decídua ou mista. Hábito de sucção de dedo, geralmente o polegar, ocasiona inclinação dos incisivos superiores para vestibular e diastema entre eles, incisivos inferiores inclinados para lingual. Pressionamento lingual atípico É uma anormalidade funcional caracterizada pela interposição da língua entre os arcos dentários durante a fonação, a deglutição u a postura. Há dois tipos, primário e secundário. Ocasionou inclinação para mesial dos molares adjacentes e desvio da linha média, bem como extrusão dos molares superiores. Principais fatores relacionados com o pressionamento língual atípico primário: ▪ Hipotonia generalizada da língua; ▪ Amígdalas palatinas hipertróficas; ▪ Distúrbios neuromusculares inerentes a algumas dessas síndromes; ▪ Macroglossia. Mordida Aberta Anterior e Posterior devido a Interposição Lingual (pressionamento lingual atípico primário) Pressionamento Lingual Atípico Secundário: ▪ Adaptação a uma mordida aberta criada pelo hábito de sucção; ▪ Pressionamento lingual contribui apenas para manter ou agravar a alteração morfológica existente. Essa interposição deve ser entendida como característica normal no processo de amadurecimento neuromuscular? R: Sim, desde que não esteja presente uma má oclusão e não tenha uma respiração bucal Durante a deglutição normal visceral, os maxilares encontram- se separados com interposição lingual, a mandíbula é estabilizada pelos músculos faciais, e o controleda deglutição ocorre pelo contato do alimento com lábios e língua. A criança com ausência de maloclusões e de respiração bucal apresenta a deglutição somática ou madura, com as seguintes características: • dentes em oclusão; • mandíbula estabilizada pelos músculos mastigatórios; • ponta da língua em contato com o palato; • participação passiva dos lábios. Diante de obstáculos presentes ao longo das vias aéreas, que obstruem a passagem de ar, ela respira pela boca porque não consegue respirar normalmente pela cavidade nasal. os obstáculos que impedem a correta respiração nasal: • obstáculos respiratórios superiores: • hipertrofia adenoideana; • rinite alérgica frequente; • hipertrofia dos cornetos; • desvio do septo nasal O paciente respirador bucal apresenta as seguintes características: • Lábios entreabertos e ressecados; • Mandíbula deslocada para baixo e para trás; • Língua repousando mais inferior e anteriormente, sem contato com a abóbada palatina. A repercussão do hábito de sucção do lábio inferior consiste na retroinclinação dos incisivos inferiores, enquanto os incisivos superiores são inclinados para vestibular. Nesses casos, tem-se como resultado um trespasse horizontal aumentado. O hábito de sucção e mordida de lábio é muito mais raro do que a sucção de dedo e/ou chupeta. • • Como deve se processar, então, o tratamento ortodôntico das más oclusões ocasionadas por hábitos bucais deletérios? Deve ser um tratamento multidisciplinar, com participação do ortodontista, do otorrinolaringologista ou alergista, da fonoaudióloga, e as veze, do psicólogo. 1. Ortodontista: corrigir as alterações morfológicas e encaminhar o paciente para as demais especialidades, se necessário; 2. Otorrinolaringologista e alergista: cuidam das obstruções das vias aéreas; 3. Fonoaudióloga: reeduca a postura e a função lingual e ensina o paciente a respirar corretamente; 4. Psicólogo: atua auxiliando as crianças que apresentam dependência do hábito e dificuldade de desvencilhar-se dele. ✓ Determinar a origem da má oclusão é importantíssima para um bom diagnóstico, mesmo dividindo-se as causas em genéticas e ambientais, as causas são multifatoriais e complexas. ✓ Uma completa anamnese, envolvendo os pais, e exame clínico são imprescindíveis para a determinação dos fatores etiológicos envolvidos em cada caso. - Cárie múltipla - Traumas acidentais - Perda de espaço - Prejuízo ao espaço para irrompimento do sucessor permanente Tempo da perda do decíduo: maior que 6 meses, será necessária a recuperação do espaço. Tamanho do espaço: comparação com o espaço ocupado pelo dente homólogo, se tiver espaço você o mantém. Dente envolvido na situação: perda dos segundos molares são mais críticas que perda dos primeiros molares. ▪ Posição do germe permanente ▪ Estágio da formação radicular (estágio de Nolla), 2/3 da raiz formada= Estágio 8 ▪ Presença de osso acima do germe permanente: 0,5 a 1mm de espesssura ou nada do osso não utiliza mantenedor de espaço, 1mm de espessura de osso ou mais utiliza o mantenedor de espaço. ▪ Número de dentes perdidos: ▪ Localização dentes perdidos; ▪ Idade do paciente: (pode usar aparelho móvel se a criança perdeu todos os anteriores, e se a criança for mais nova ou for dentes posteriores usa o mantenedor de espaço) ▪ Condições dos dentes presentes; ▪ Tipo de oclusão: poucos dentes restantes= removíveis poucos dentes perdidos= fixos ▪ Cooperação do paciente: cooperadores= removíveis não cooperadores= fixos ▪ Habilidade manual ou preferência individual. É um dispositivo que evita a movimentação dos dentes adjacentes após a perda precoce do dente decíduo. Função: funcionais, semi funcionais e não funcional. Adaptação: fixo e removível. Reestabelecem todas as funções, como se fosse uma mini prótese, devolve a mastigação, possui um dente de estoque que mantém o espaço. ▪ Indicações: perdas múltiplas bilaterais, restauração de função, restauração de estética, pacientes colaboradores. ▪ Vantagens: fácil de instalar e higienizar, proporciona uma oclusão funcional, melhora a estética, mantém a dimensão vertical e evita a extrusão do antagonista. ▪ Orientar paciente: usar número de horas correto diariamente, higienização correta, cuidado com perdas e quebras. ▪ Controles periódicos: verificação da retenção do aparelho, controle da integridade do aparelho, realização de desgastes para proporcionar o irrompimento correto dos permanentes. ▪ Não apresenta os dentes acrílicos, reestabelecem parcialmente a função mastigatória. ▪ Mesmos cuidados de instalação dos funcionais ▪ Mesmas vantagens a não ser pela falta de recuperação estética ▪ Mesmas desvantagens Somente mantém o espaço sem restabelecer a função. Indicações: perdas dentárias uni ou bilaterais de decíduos, pacientes não colaboradores. Vantagens: não depende dacolaboração do paciente, fácil construção e adaptação, facilitam a limpeza Desvantagens: não impedem extrusão do antagonista, não devolvem função mastigatória Confeccionada com fio de aço 0,9mm, soldado em uma banda, cimentada no molar adjacente ao espaço da perda. Confeccionada com fio de aço 0,9mm, soldado em uma coroa de aço. Quando a cárie no adjacente não permite a reconstrução com material restaurador, cimentada no molar adjacente ao espaço da perda. ▪ Indicado para perdas múltiplas ou bilaterais, é preciso que os incisivos permanentes já estejam irrompidos. ▪ Confeccionado com fio de aço 0,9mm, toca passivamente as faces linguais dos dentes anteroinferiores. ▪ Soldados nas faces linguais de bandas instadas nos segundos molares decíduos ou primeiros molares permanentes. Mantém espaço para o pré-molar irromper, o dente se acomoda e acaba se alinhando, possui menor chance de apinhamento. ▪ Confeccionado com fio de aço 0,9mm, soldado nas bandas dos primeiros molares superiores ou segundos molares decíduos. ▪ Botão de acrílico se apoiando no palato, dentomucossuportado. ▪ Acumula restos alimentares, portanto deve ser muito bem higienizado pelo paciente e removido para higienização a cada 6 meses. ▪ Manter espaço para os permanentes; ▪ Não interferir no crescimento e desenvolvimento dos dentes e arcos dentários; ▪ Impedir a extrusão dos dentes do arco oposto; ▪ Restituir função; ▪ Ser biologicamente compatível com tecidos intrabucais, dentes e periodonto; ▪ Ser de fácil higienização. Quando já existir a perda de espaço Indicados para recuperar até 3mm na região posterior superior e inferior Recuperam o espaço verticalizando Placa de resina acrílica, grampos de retenção, com ou sem arco vestibular. ▪ Mola helicoidal confeccionada com fio de aço 0,7 mm ▪ Ativada 1 a 2 mm por mês ▪ Melhor para utilização no arco superior, pois retenção no arco inferior é mais crítica e o aparelho neste arco também é menos confortável. ▪ Após a recuperação do espaço deve-se instalar o mantenedor de espaço adequado ▪ Os recuperadores não criam espaço, apenas recuperam o espaço preexistente Quando é necessário um movimento maior que envolva a necessidade de movimentar o dente de corpo (translação), serão necessários aparelhos mais complexos, planejados e executados pelo ortodontista. ▪ Arco vestibular espesso ▪ Com anteparo acrílico na região anterior ▪ Entra em contato internamente com o lábio ▪ Transmite as forças musculares labiais aos molares ▪ Inserido em tubos soldados nas faces vestibulares de bandas adaptadas nos primeiros molares permanentes inferiores Ação: ▪ Desinclinação dos molares inferiores posteriores; ▪ Vestibularização dos incisivos inferiores, pois neutraliza as forças labiais sobre os mesmos e permite que língua os movimente para essa direção. “Os mantenedores constituem uma poderosa ferramenta na prevenção e interceptação da maloclusão durante a fase de dentição mista. O clínico geral, junto com o odontopediatra, tem papel fundamental no correto diagnóstico da perda precoce de dentes decíduos, seja para uma adequada intervenção, seja para eventual encaminhamento ao ortodontista.” Trespasse vertical negativo entre as bordas incisais dos dentes anteriores superiores e inferiores, com os dentes posteriores em oclusão. É uma das más oclusões de maior comprometimento estético- funcional pois dificulta a preensão e o corte dos alimentos, a fala e, muitas vezes, até mesmo o relacionamento social, prejudicando a auto estima do indivíduo. Mordida aberta dentária e dentoalveolar Causas ambientais: hábitos de sucção digital, sucção de chupeta, respiração bucal e interposição lingual ou labial. Mordida aberta esquelética Hereditariedade, padrão de crescimento vertical e padrão de face longa. Mecanismo do bucinador A persistência dos hábitos bucais deletérios pode quebrar o mecanismo do bucinador A quebra do equilíbrio leva a um bloqueio do crescimento do processo alveolar com constrição lateral da maxila, devido ao aumento da tonicidade da musculatura peribucal e ao posicionamento inferior da língua e, na maioria dos casos provoca: • Mordida cruzada posterior • Palato profundo • Extrusão dos dentes posteriores • Deslocamento anterior da maxila Maloclusões resultantes de hábitos bucais deletérios dependem de fatores ambientais (tríade de Graber) associados a fatores genéticos (padrão de crescimento facial). Alterações nos dentes e musculatura peribucal • Bloqueio da irrupção dos incisivos • Aparecimento de diastemas entre os incisivos • Inclinação dos incisivos inferiores para lingual e apical • Aumento do overjet • Palato ogival • Mordida aberta assimétrica • Mordida cruzada posterior • A mordida aberta anterior tem aspecto mais circular • Dependendo da forma de sucção, pode causar diferentes alterações Obstrução Respiratória • Desvio de septo nasal • Hipertrofia dos cornetos • Rinite alérgica • Hipertrofia de amígdalas • Hipertrofia de adenoides • Atresia de coanas Características intrabucais • Maxila atrésica • Palato ogival • Classe II, divisão I de Angle • Mordida aberta • Mordida cruzada posterior • Língua baixa e volumosa • Mucosa ressecada • Gengivite anterior marginal A interposição lingual ou pressionamento lingual atípico está presente em 100% dos casos de mordida aberta anterior A interposição lingual pode ocorrer: • Durante a deglutição, para a obtenção de um selamento anterior adequado • Durante a dicção de alguns fonemas • Devido a hipertrofia das tonsilas palatinas Tonsilas palatinas hipertróficas • A interposição lingual pode ocorrer na região posterior • Perda precoce dos dentes decíduos da região posterior • Desenvolvimento de uma Mordida Aberta Posterior • Correção e estabilidade desfavorável Elucidar o fator a ser corrigido: • Alteração funcional • Discrepâncias dentoalveolares/esqueléticas • Problema emocional • Distúrbio respiratório • Combinação ou outros fatores O tratamento da mordida aberta anterior está relacionado a dois fatores: • ETIOLOGIA DA MÁ OCLUSÃO • ÉPOCA DE TRATAMENTO Antes dos 5 anos de idade: trabalho psicológico abandonou o hábito, fechou a mordida e sem interposição lingual= fim de tratamento. abandonou o hábito, fechou a mordida e com interposição lingual= tratamento fonoaudiólogo. abandonou o hábito, não fechou a mordida= tratamento ortodôntico após os 5 anos de idade. não abandonou o hábito= tratamento ortodôntico após os 5 anos de idade. O tratamento precoce da mordida aberta anterior consiste na interrupção dos hábitos deletérios, para permitir que o desenvolvimento dentoalveolar anterior ocorra sem interferências. “Ocorre correção espontânea em 80% dos casos de mordida aberta anterior com o abandono do hábito” • O tratamento consiste na utilização de aparelhos “recordatórios” para permitir que o desenvolvimento dentoalveolar anterior ocorra sem interferências • Prognóstico favorável na dentadura mista • Podem ser fixa ou removível • Funciona como um aparelho “recordatório” • Impede a ocorrência dos hábitos de sucção e a interposição lingual durante a fala, deglutição e repouso • É um obstáculo mecânico que permite o desenvolvimento normal do processo dentoalveolar e a irrupção dos incisivos • A grade é um aparelho passivo • A correção da mordida aberta anterior ocorre devido a: - Normalização da musculatura peribucal - Irrompimento favorável e verticalização dos incisivos - Desenvolvimento verticaldo processo alveolar anterior • Moldagem superior e inferior importante para correta confecção • Desgaste por lingual dos incisivos superiores • Após correção com placa removível, deve-se usar uma placa com perfuração na região da papila incisiva, para auxiliar o correto posicionamento da língua. Dentadura permanente IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO COMPLEMENTAR Maior importância na dentadura permanente: ▪ Possibilidade de autocorreção praticamente nula ▪ Eliminação mais difícil dos hábitos ▪ Correção mais susceptível de recidiva ▪ Um dos principais fatores responsáveis pela recidiva consiste na função e postura inadequada da língua. Característica da oclusão normal Arco dentário superior mais largo que o arco dentário inferior • Inversão da relação vestibulolingual normal entre os dentes posteriores • Estreitamento ou atresia do arco superior • Mais raramente de um arco inferior com dimensões aumentadas • Muito frequente na dentadura decídua, mista e permanente • 18% de todas as crianças com más oclusões • Desenvolve-se precocemente e não se autocorrige ao longo do tempo • Pode-se ser tratada a partir dos cinco anos de idade 1. Hábitos bucais deletérios 2. Ectopia do germe do dente permanente 3. Falta de espaço nos arcos (discrepância dente/tamanho do arco) 4. Fissuras palatinas Pode ser em único dente e em todos os posteriores (bilateral ou unilateral) – Mordida cruzada funcional - Bilateral= simétrica - Unilateral= funcional e verdadeira Ao exame intrabucal em MIH observa-se a presença de mordida cruzada unilateral e desvio de linha média inferior para o lado da mordida cruzada Ocorre mais raramente, determinada por atresia assimétrica do arco dentário superior. Nesses casos, a MIH coincide com a relação cêntrica, e as linhas médias superior e inferior são coincidentes – Dentoalveolar ou esquelética A dentoalveolar decorre da alteração na inclinação ou da posição vestibulolingual dos dentes posteriores, em que um ou mais dentes irrompem em uma posição cruzada em relação ao seu antagonista. A mordida cruzada esquelética advém de uma atresia óssea de maxila que resulta no posicionamento cruzado dos dentes Dentária ou esquelética • Número de dentes envolvidos (gravidade) • Análise dos modelos de gesso • Presença de apinhamento isolado no arco dentário superior No mínimo 5 anos de idade Atuar na origem do problema (diagnóstico)= expansão do arco superior (lenta ou rápida) • Principalmente para tratamentos de mordidas cruzadas posteriores de origem dentoalveolar • Pesquisas comprovam que os aparelhos que produzem a expansão lenta, a fazem por efeitos predominantemente dentoalveolares • Indicações - Dentadura decídua, mista e permanente. - Com mordida cruzada predominantemente dentoalveolar Ativação= 2/4 de volta por semana + • Expansão da base óssea maxilar • Secundária a abertura da sutura palatina mediana • Mais indicados para correção de atresias esquelética da maxila • Aparelhos fixos e com parafuso expansor • Também chamados de disjuntores. • Induzem a abertura da sutura palatina mediana. • A ativação é baseada no giro do parafuso • Cada ativação corresponde a um quarto de volta de sua volta completa • Em geral 2/4 por dia - ¼ de manhã ¼ à noite • Dependendo do caso , pode ser ativado 2/4 de manhã e a noite • Ao atingir o objetivo da expansão o aparelho é estabilizado O aparelho deve ser mantido na boca por um período de 90 a 120 dias • Período necessário para calcificação da sutura palatina mediana • Utilização - Podem ser usados na dentatura decídua, mista ou permanente, sempre mais indicados na correção da mordida cruzada posterior esquelética • Inversão da relação horizontal normal entre os incisivos superiores e inferiores, com os incisivos superiores ocluindo atrás dos superiores. • Sinônimo: TRESPASSE HORIZONTAL NEGATIVO ENTRE OS INCISIVOS Esquelética: padrão III = tratamento mais complexo Dentária: geralmente relacionado ao padrão I= não apresenta discrepância esquelética entre as bases osseas= incisivo superior para palatino e/ou incisivo inferior deslocado para vestibular O clínico geral ou odontopediatra pode tratar as mordidas cruzadas anteriores de origem dentária. 1. Hábitos deletérios 2. Retenção prolongada dos decíduos 3. Presença de supranumerários 4. Traumatismos em dentes decíduos 5. Deficiência de espaço Corrigir a posição vestibulolingual dos incisivos • Mordida cruzada nunca se autocorrige • A diferenciação entre atresia esquelética e dentoalveolar é de suma importância • Os pacientes com mordida cruzada anterior devem ser detectados por exame o quanto antes, e isto é tarefa do clínico geral. A movimentação dentária pode ser dividida em movimentos fisiológicos e movimentos induzidos. Fisiológica: inclui os movimentos naturais que ocorrem nos dentes, como a irrupção e o deslocamento mesial da dentição. Induzida: é conseguida por meio de aparelhos que imprimem forças sobre os dentes, pode ter finalidade protética (recuperação das distâncias biológicas) ou ortodôntica. O movimento ortodôntico visa posicionar os dentes corretamente nos arcos dentários. movimento facilmente obtido pelo ortodontista. Quando se aplica uma força simples na coroa, o dente inclina-se no sentido vestibulolingual, alterando a direção do seu longo eixo. Nesse tipo de movimento, o centro ou o eixo de rotação geralmente se posiciona em algum local da raiz dentária. mudança da direção do longo eixo do dente no sentido mesiodistal. movimentação do dente sem alterar a direção de seu longo eixo, com a coroa e a raiz deslocando-se na mesma direção e na mesma magnitude. rotação axial de um dente em torno de seu longo eixo, quando visualizado por oclusal. movimento dentário em direção oclusal. É um movimento simples, uma vez que se processa em direção oposta à superfície óssea. movimento inverso ao da extrusão, em direção ao ápice dentário. É um dos movimentos mais difíceis de serem alcançados pelo ortodontista, pois o dente é impulsionado contra a superfície do osso alveolar. o movimento da raiz dentária, com o centro de rotação localizado aproximadamente na face incisal/oclusal. Esse movimento somente pode ser realizado mediante o uso de aparelhos fixos com braquetes e fios retangulares. A movimentação dentária é regida por fatores biológicos e mecânicos e caracterizada por reações do tecido periodontal em resposta às forças aplicadas. A movimentação ortodôntica depende da capacidade das células periodontais em responder a esses estímulos mecânicos, os quais geram alterações teciduais que, em conjunto com a ativação de mediadores químicos, resultam na remodelação óssea. A remodelação óssea pode ser explicada pela teoria da pressão-tensão. Quando se aplica uma força sobre um dente, ele se desloca no espaço do ligamento periodontal, produzindo áreas de pressão e tensão no tecido conjuntivo periodontal. No lado de pressão, onde a raiz dentária aproxima-se do alvéolo, altera-se o fluxo sanguíneo, e a resposta é a reabsorção óssea. No lado de tensão, onde a raiz dentária afastou-se da superfície do osso alveolar, ocorre a aposição óssea. Essas reaçõesteciduais visam à manutenção do espaço do ligamento periodontal. • 1 segundo: pequena deflexão do processo alveolar; • 1 a 2 segundos: compressão do tecido tissular do ligamento periodontal e movimentação dentária na largura do ligamento periodontal; • 3 a 5 segundos: compressão parcial dos vasos sanguíneos no lado de pressão, e dilatação no lado de tensão; • Minutos: alteração no fluxo sanguíneo e na oxigenação do ligamento periodontal; • Horas: alterações metabólicas com início da diferenciação celular e do ligamento periodontal; • 2 dias: início da remodelação óssea e da movimentação dentária. A magnitude das forças ortodônticas pode ser classificada como suave ou intensa. A maneira como a força sensibiliza o ligamento periodontal depende de sua intensidade, mas também: • Do comprimento da raiz dentária; • Da quantidade de suporte periodontal; • E do tipo de movimentação dentária. A magnitude da força define diferentes reações teciduais nos tecidos de sustentação dentária. Em ortodontia, significa uma força que chega ao ligamento periodontal com magnitude mais suave do que a pressão interna dos capilares sanguíneos. Essa força comprime os vasos sanguíneos do ligamento periodontal, mas não interrompe a vascularização. Quando se aplicam forças suaves, ocorre uma hipoxia no lado de pressão, e os clastos reabsorvem a superfície óssea alveolar de maneira direta. A reabsorção óssea direta ou frontal inicia-se na superfície do osso alveolar e direciona-se para os espaços medulares, seguindo a mesma direção da força ortodôntica. As forças suaves podem produzir desconforto breve, com duração de 1 a 3 dias. A movimentação dentária inicia-se aproximadamente 48 horas após a aplicação da força e processa-se continuamente. • No lado de tensão, as fibras ficam estiradas, esticadas ou alongadas. • Os vasos se comprimem, porém nem tanto quanto em uma compressão radicular. • Desta forma, o estresse celular mecânico e bioquímico promove um discreto aumento na concentração de mediadores, induzindo fenômenos de aposição óssea predominantemente. As são forças que superam a pressão interna dos capilares sanguíneos e, portanto, produzem o colabamento dos vasos do ligamento periodontal. No lado de pressão, a anoxia do ligamento periodontal produz sua necrose. As áreas de necrose do ligamento periodontal secundárias à aplicação de forças intensas são chamadas áreas de hialinização, pois se assemelham histologicamente à aparência da cartilagem hialina. Com a necrose do ligamento periodontal, não há condições de vida para as células no ligamento periodontal, e os clastos realizam a reabsorção óssea de maneira indireta ou a distância. Os clastos aparecem nos espaços medulares e reabsorvem o osso alveolar em direção ao ligamento periodontal. • Dor e desconforto por períodos mais prolongados • Movimentação dentária de forma abrupta aproximadamente 1 semana depois • PODEM OCASIONAR REABSORÇÕES RADICULARES. Contínua, contínua dissipante e intermitente. As são provenientes do aparelho fixo e se iniciam imediatamente após a ativação do aparelho ortodôntico, mantendo-se com mesma magnitude durante o período de ação. As têm as mesmas características das forças contínuas, mas a magnitude decai ao longo do período de ativação. Esse tipo de força é o mais usado durante o tratamento ortodôntico. As são aplicadas por aparelhos removíveis. Por essa razão, durante o período de ativação, há momentos de ausência total de magnitude, e outros momentos com presença de aplicação de força. Nesse caso, as lesões teciduais são menores, já que o periodonto possui longos períodos de recuperação. A= contínua B= contínua dissipante C= intermitente • Deve ser de 21 a 30 dias; • Primeiros 15 dias: movimentação; • Restante: recuperação. • Acomete a maioria dos dentes permanentes tratados ortodonticamente (90,5%) • O importante é o grau de severidade da reabsorção. A maioria das reabsorções é clinicamente aceitável, considerando-se a relação custo/benefício do tratamento ortodôntico. Em aproximadamente 8% dos casos são constatadas reabsorções mais acentuadas. Os dentes mais afetados são os incisivos, mais frequentemente os superiores. A ocorrência e a magnitude da reabsorção radicular apresentam pouca previsibilidade e grande variação individual. Além disso, podem sofrer influência de fatores gerais (genética, idade), fatores locais (presença prévia de trauma, hábitos associados, forma das raízes) e fatores mecânicos (magnitude da força, duração da força, intervalo de aplicação da força, tipo de movimento e quantidade de movimento). De maneira simplificada, pode-se estimar suscetibilidade à reabsorção radicular de acordo com a genética, a morfologia radicular, a severidade da maloclusão e a quantidade de movimento planejado. A progressão da reabsorção radicular cessa com a remoção da causa: a força aplicada. Subsequentemente, o reparo ocorre pela deposição de cemento celular para regularizar a superfície radicular. Na área de necrose os cementoblastos são destruídos. No reparo tecidual tardio, os osteoblastos assumem a função, porém os mesmos possuem receptores para mediadores indutores de reabsorção. Uma nova aplicação de força, mesmo que fisiológica, tenderá a resultar em uma reabsorção radicular. O conhecimento dos movimentos ortodônticos é fundamental no planejamento, e prognóstico de todo tratamento. Os níveis de força e a sua aplicação nos elementos dentários, são fundamentais para a correta movimentação dentária planejada. É fundamental o conhecimento do processo de reabsorção radicular durante o tratamento ortodôntico, para que esta possa ser prevenida ou identificada o mais rápido possível. • Apreciação do crescimento dos distintos componentes ósseos do crânio e da face, além da direção do crescimento dos maxilares e seus principais incrementos, de acordo com a idade. • Diagnóstico clínico da anomalia que o paciente apresenta. • Comparação das mudanças ocasionadas durante o tratamento ortodôntico pelo aparelho empregado e pelo crescimento. • Avaliação dos resultados obtidos mediante cálculos seriados superpostos. Sela túrcica: Corresponde à cavidade onde se aloja a hipófise. Situa-se na parte média da base do crânio, no osso esfenoide, e está localizada no plano sagital mediano. Deve-se delinear a linha radiopaca que contorna o processo clinoide posterior. Glabela e ossos nasais: Inicia-se o desenho na metade inferior da glabela, interrompendo-o na altura da sutura frontonasal e prosseguindo inferiormente, contornando o limite dos ossos do nariz em toda a sua extensão. Meato acústico externo: Está localizado atrás do côndilo mandibular e tem forma ovalada. Muitas vezes a porção petrosa do osso temporal dificulta a visualização dessa estrutura. Borda inferior da órbita: Por se tratar de uma estrutura lateral e par, dificilmente se sobrepõe na tomada de uma telerradiografia lateral. Não há necessidade de desenhar a órbita em sua totalidade; basta traçar a imagem radiográfica distal da órbita continuando na sua base inferior. Fissura pterigomaxilar: Apresenta forma de gota invertida. É formada, em sua porção anterior, pelo limite posterior da tuberosidade maxilar e, em sua parte posterior, pelo limite anterior da apófise pterigoide do osso esfenoide. Situa-se acima e posteriormenteà espinha nasal posterior. Maxila: O traçado da maxila é constituído de três partes: assoalho nasal, abóbada palatina e perfil alveolar anterior. O assoalho da fossa nasal é representado por uma linha horizontal que se estende da espinha nasal anterior até a espinha nasal posterior. Mandíbula: É traçada na totalidade do seu contorno, desde a face vestibular da sínfise mentoniana até o contorno da cabeça da mandíbula. Dentes incisivos: Deve-se delinear o contorno anatômico da coroa e da raiz desses dentes (incisivo superior e inferior mais vestibularizados). Dentes molares: Os desenhos das coroas dos primeiros e dos segundos molares permanentes são feitos caso estes estejam em oclusão. • Básio (Ba): ponto mais inferior sobre a margem anterior do forame magno. • Sela (S): Ponto situado no centro da sela túrcica • Násio (N): ponto localizado mais anteriormente na sutura frontonasal ou, ainda mais profundamente na concavidade da glabela. • Espinha nasal anterior (ENA): ponto mais anterior do assoalho das fossas nasais. • Espinha nasal posterior (ENP): ponto mais posterior do assoalho das fossas nasais, limite entre palato duro e mole. • Ponto A: situado na parte mais profunda da concavidade alveolar da maxila, sentido anteroposterior. • Ponto B: situado na parte mais profunda da concavidade alveolar inferior, sentido anteroposterior. • Pogônio (P): ponto mais proeminente do mento ósseo. • Mentoniano (Me): ponto mais inferior no contorno da sínfise da mandíbula. • Gnátio (Gn): ponto mais inferior e anterior do contorno do mento. É determinado pela bissetriz do ângulo formado pelo plano mandibular (GoMe) e pela linha facial (NP) • Lábio superior (Ls): ponto localizado na região mais anterior do lábio superior. • Lábio inferior (Li): ponto localizado na região mais anterior do lábio inferior. • Pogônio mole (P’): ponto mais anterior do contorno do mento mole. • Gônio (Go): ponto mais posterior e inferior da mandíbula, sentido anteroinferior, sendo determinado pela bissetriz do ângulo formado por tangentes as bordas posterior e inferior. • Linha SN: representa a base anterior do crânio e é considerada uma região de relativa estabilidade, referencial utilizada para análise da posição maxila e mandíbula. (S= sela, N= násio) • Linha NA: une os pontos N e A. inicia no ponto N sem tocá- lo, levado até um pouco abaixo do incisivo superior. • Linha NB: Une os pontos N e B. • Linha NP: linha facial, inicia no N sem tocá-lo, passando por P. • Linha SGn: eixo Y de crescimento. Inicia-se no S sem tocá-lo e se estende ao Gn. • Linha H: linha de Holdaway, tangente ao mento mole e a borda anterior do lábio superior, cujos pontos são (P’) e (Ls). • GoGn: traçado da margem esquerda à direita, passando pelo Go e Gn. 1. Posiçao da maxila e da mandíbula; 2. Relaçao maxilomandibular; 3. Análise vertical; 4. Análise do padrão dentário; 5. Análise do perfil. Ângulo formado pela interseçao dos planos SN e NA. Média: 82° e DP: 2° SNA = 82° - maxila bem posicionada em relação à base do crânio. SNA > 82° - maxila protruída em relação à base do crânio. SNA 80° - mandíbula protruída em relação à base do crânio. SNB 76° - mandíbula protruída em relação à base do crânio. SND 2° - deficiente relação entre as bases ósseas, relação de Classe II. ANB 32° - padrão de crescimento ruim, tendência ou padrão de crescimento vertical. SNGoGn 67° - padrão de crescimento ruim, tendência ou padrão de crescimento vertical. NSGn 22° - os incisivos superiores apresentam-se inclinados para vestibular. 1.NA 25° - os incisivos inferiores apresentam-se inclinados para vestibular. 1.NB 2,5° - perfil ósseo convexo, relação de Classe II. NAP 9 a 11 mm - perfil mole côncavo, relação de Classe III. Linha H-nariz