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REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3694 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Educação ambiental e educação infantil Environmental education and child education DOI: 10.55905/oelv22n1-193 Recebimento dos originais: 21/12/2023 Aceitação para publicação: 23/01/2024 Daniella Cristina Vettori dos Santos Graduada em pedagogia Instituição: Universidade Cândido Mendes Endereço: R. Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22420-030 E-mail: daniellavettori@gmail.com Iana de Almeida Santos Especialista em Pedagogia Inclusiva e Libras Instituição: Faculdade Verde Norte Endereço: Av. José Alves Miranda, 500, Alto São João, Mato Verde - MG, CEP: 39527-000 E-mail: almeidaematos2023@gmail.com Janaína Borges de Sousa Especialista em Gestão Educacional Instituição: Faculdade UniBF Endereço: Condomínio Edifício Rosenhaus Tower, R. Dr. Marinho Lobo, 75, Centro, Joinville - SC, CEP: 89201-020 E-mail: janageosousa@gmail.com Paula Gabrielly de Azevedo Guerreiro Silva Especialista em Metodologia de Ensino de Ciências da Natureza Instituição: Universidade Estácio de Sá Endereço: Av. Sen. Souza Naves, 1715, Cristo Rei, Curitiba - PR, CEP: 80050-040 E-mail: paulaguerreiro88@gmail.com Talita Mirian Leal Freitas Graduada em Pedagogia Instituição: Instituto Superior Albert Einstein Endereço: Av. Cândido de Abreu, 469, Centro Cívico, Curitiba - PR, CEP: 80530-000 E-mail: laurahelenaleal@outlook.com REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3695 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Vanessa Amorim Flor Rodrigues Especialista em Gestão Escolar Instituição: Faculdade FARESE Endereço: Rua Jequitibá, 121, Centro, Santa Maria de Jetibá - ES E-mail: va.ro.ju@hotmail.com RESUMO A Educação Ambiental e sua implementação eficaz na Educação Infantil têm se tornado temas de grande relevância em um mundo cada vez mais consciente da necessidade de preservar o meio ambiente e promover a sustentabilidade. A importância de introduzir questões ambientais desde os primeiros anos de vida das crianças não pode ser subestimada, uma vez que é nesse período que os indivíduos começam a desenvolver suas percepções, valores e atitudes em relação ao mundo que os cerca. O objetivo geral deste estudo é analisar a implementação eficaz da Educação Ambiental na Educação Infantil, identificando estratégias pedagógicas e práticas educacionais que possam contribuir para o desenvolvimento de crianças mais conscientes e ativas na preservação e sustentabilidade ambiental. Este estudo se baseou em uma pesquisa bibliográfica extensa e detalhada, que abrangeu uma variedade de fontes, incluindo artigos científicos encontrados em bases de dados acadêmicas, como Scielo e Google Acadêmico, com uma linha atemporal que se estendeu de 1990 até 2023. As considerações finais deste estudo ressaltam a importância crítica da Educação Ambiental na Educação Infantil como um meio de promover a conscientização e a responsabilidade ambiental desde os primeiros anos de vida das crianças. A análise das estratégias pedagógicas e práticas educacionais destacou a relevância de abordagens lúdicas, interdisciplinares e contextualizadas para envolver as crianças de forma significativa. Além disso, o papel dos educadores na formação de atitudes e valores ambientais foi enfatizado como fundamental para o sucesso da Educação Ambiental na Educação Infantil. Palavras-chave: educação ambiental, educação infantil, meio ambiente. ABSTRACT Environmental Education and its effective implementation in Early Childhood Education have become topics of great relevance in an increasingly environmentally conscious world, emphasizing the need to preserve the environment and promote sustainability. The importance of introducing environmental issues from the early years of a child's life cannot be underestimated, as it is during this period that individuals begin to develop their perceptions, values, and attitudes towards the world around them. The overall objective of this study is to analyze the effective implementation of Environmental Education in Early Childhood Education, identifying pedagogical strategies and educational practices that can contribute to the development of more environmentally conscious and active children in environmental preservation and sustainability.This study was based on extensive and detailed bibliographic research, encompassing a variety of sources, including scientific articles found in academic databases such as Scielo and Google Scholar, with a timeless range extending from 1990 to 2023. The final considerations of this study emphasize the critical importance of Environmental Education in Early REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3696 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Childhood Education as a means of promoting awareness and environmental responsibility from the early years of a child's life. The analysis of pedagogical strategies and educational practices highlighted the relevance of playful, interdisciplinary, and contextualized approaches to engage children significantly. Furthermore, the role of educators in shaping environmental attitudes and values was emphasized as fundamental to the success of Environmental Education in Early Childhood Education. Keywords: environmental education, early childhood education, environment. 1 INTRODUÇÃO Por meio do agravamento crescente dos problemas ambientais decorrentes das atividades da sociedade contemporânea, torna-se cada vez mais evidente que a Educação Ambiental desempenha um papel crucial como um aliado poderoso na conscientização e sensibilização da população em geral. Essa abordagem busca promover uma profunda compreensão das questões ambientais e, ao fazê-lo, aspira a instigar mudanças substanciais nos hábitos e atitudes humanas em relação ao meio ambiente. A Educação Ambiental não é uma iniciativa pontual, mas sim uma prática contínua e integrada que visa envolver ativamente os indivíduos e a sociedade como um todo (Luccas; Bonotto, 2017). Essa prática educativa se baseia na ideia de que as ações humanas têm um impacto direto no meio ambiente em que vivemos e, portanto, é imperativo promover uma interação mais sustentável entre o ser humano e seu ambiente circundante. Ao fazer isso, a Educação Ambiental busca catalisar uma mudança transformadora, um processo dinâmico e integrativo que visa reverter os danos ambientais e promover a coexistência harmoniosa entre a sociedade e a natureza (Oliveira, 2014). Desde os primeiros anos de vida, os seres humanos começam a moldar seus pensamentos e valores. Na Educação Infantil, as crianças têm a oportunidade de interagir com um novo ambiente e a sociedade, o que torna esse período de desenvolvimento crucial. Quanto mais cedo as crianças são expostas a experiências que promovem valores como respeito, harmonia e amor pelo meio ambiente, mais capacitadas estarão para se tornarem adultos que podem efetivamente contribuir para a transformação e melhoria do mundo em que vivem (Perestrelo, 2016). REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3697 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. De acordo com Verderio (2021), a introdução da Educação Ambiental na Educação Infantil desempenha um papel fundamental no processo de ensino- aprendizagemdas crianças. É imperativo que os educadores desenvolvam projetos que enfatizem o cuidado com o ambiente, seja ele natural ou artificial. Para que essa abordagem seja eficaz, é essencial que a prática esteja integrada a diversas áreas do conhecimento em seu planejamento. Isso inclui a incorporação de abordagens multidisciplinares e o uso de literatura paradidática nas atividades desenvolvidas em conjunto com as crianças, suas famílias e a comunidade local. Dessa forma, o ambiente escolar se torna não apenas um local de aprendizado, mas também um espaço mais acolhedor e envolvente. A Educação Ambiental na Educação Infantil não apenas visa transmitir informações sobre questões ambientais, mas também cultivar valores e atitudes que promovam uma relação saudável e responsável com o meio ambiente. Ao iniciar esse processo desde cedo, as crianças têm a oportunidade de internalizar esses valores e se tornarem cidadãos mais conscientes e engajados, capazes de desempenhar um papel ativo na preservação e no desenvolvimento sustentável do planeta. Portanto, a Educação Ambiental na Educação Infantil desempenha um papel vital na formação de indivíduos que podem fazer a diferença em nosso mundo (Verderio, 2021). Diante disso, como podemos efetivamente incorporar a Educação Ambiental na Educação Infantil de modo a estimular o respeito pelo meio ambiente e formar crianças conscientes e responsáveis em relação às questões ambientais? O objetivo geral deste estudo é analisar a implementação eficaz da Educação Ambiental na Educação Infantil, identificando estratégias pedagógicas e práticas educacionais que possam contribuir para o desenvolvimento de crianças mais conscientes e ativas na preservação e sustentabilidade ambiental. A escolha deste tema se baseia na importância crucial de educar as crianças desde cedo sobre questões ambientais. O período da Educação Infantil é um momento crucial para introduzir conceitos de respeito pelo meio ambiente, sustentabilidade e responsabilidade social. Além disso, a pesquisa nessa área é relevante devido aos desafios ambientais globais que enfrentamos, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3698 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. e poluição. Ao promover a Educação Ambiental na Educação Infantil, podemos ajudar a construir uma base sólida para uma geração futura de cidadãos mais engajados e conscientes, capazes de tomar decisões informadas em relação ao meio ambiente. Esta pesquisa também pode oferecer orientações práticas para educadores e formuladores de políticas que buscam aprimorar programas de Educação Ambiental na Educação Infantil. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL A preocupação com a temática socioambiental tem ganhado uma importância cada vez maior devido à crise global relacionada à sustentabilidade do meio ambiente. Foi no final do século XX, em um contexto já caracterizado como catastrófico, que a Educação Ambiental surgiu como uma força motriz para a promoção de novos comportamentos e atitudes que, como destacado por Layrargues e Lima (2014) possibilitassem que os indivíduos adotassem uma visão de mundo que embasasse práticas sociais voltadas para a redução dos impactos ambientais. A degradação do meio ambiente e a iminente crise ambiental em escala global têm colocado em questão a sociedade fundamentada no consumo excessivo, na busca incessante pela satisfação de desejos individuais e no individualismo, além de uma visão frequentemente indiferente em relação ao meio ambiente e aos outros seres humanos. Esse estado de coisas tem destacado a necessidade urgente de encontrar soluções que restaurem o equilíbrio entre o ser humano e a natureza (Back et al., 2021). Segundo Dias e Oliveira (2017), a proposta da Educação Ambiental é expandir nossa compreensão do ambiente em que vivemos, como podemos interagir com ele de maneira responsável e como podemos contribuir para sua sustentabilidade. Desde os primeiros anos de vida, mesmo antes de adquirirmos habilidades de leitura e escrita, começamos a desenvolver uma percepção do mundo ao nosso redor. No entanto, à medida que envelhecemos, somos frequentemente influenciados por uma sociedade voltada para o consumismo, que coloca mais ênfase na posse material do que no desenvolvimento humano. Muitos de nós vivem em ambientes urbanos, muitas vezes desvinculados da natureza, o que nos leva a naturalizar essa realidade e não REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3699 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. perceber as mudanças significativas que ocorrem em nosso ambiente, que são socialmente construídas (Dias; Oliveira, 2017). Ao considerarmos a perspectiva de Porto, Paixão e Machado (2021), que apontam que a espécie humana tem a capacidade de desenvolver tecnologias e conhecimentos que podem tanto concretizar aspirações humanas como ameaçar a sustentabilidade do planeta, torna-se evidente a existência de questões profundamente impactantes relacionadas ao meio produtivo. Essas questões têm repercussões significativas tanto no âmbito econômico quanto no social, e, portanto, demandam uma reflexão e consideração cuidadosas. Ao longo de décadas, a sociedade experimentou mudanças substanciais em seu estilo de vida, marcadas pela transição de uma sociedade predominantemente rural para uma caracterizada pelo crescimento populacional acelerado, pelas revoluções industriais e pela revolução tecnológica. Essas transformações impactaram profundamente a maneira como vivemos e interagimos com o mundo ao nosso redor. No entanto, juntamente com essas mudanças vieram desafios significativos relacionados ao meio ambiente, que geraram crescente preocupação (Dias, 2015). O surgimento desses problemas ambientais desencadeou uma mobilização e preocupação consideráveis por parte de estudiosos e pensadores conscientes da necessidade premente de encontrar soluções e promover transformações em nosso padrão de consumo desenfreado. O objetivo primordial dessa mobilização é mitigar os problemas ambientais que se acumularam ao longo dos anos. Esses esforços visam promover uma abordagem mais sustentável em relação aos recursos naturais, buscando minimizar o impacto negativo da sociedade sobre o ambiente e trabalhando em direção a um futuro mais equilibrado e harmonioso entre a humanidade e a natureza (Dias; Salgado, 2023). As preocupações relacionadas à Educação Ambiental começaram a ganhar destaque na década de 1970, coincidindo com a emergência de diversos eventos que abordavam questões ambientais de alcance global. Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a histórica Conferência de Estocolmo, na Suécia, marcando um marco significativo como o primeiro grande evento internacional dedicado ao tema do meio ambiente humano. Essa conferência desempenhou um papel fundamental no REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3700 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. impulsionamento das iniciativas educacionais voltadas para questões ambientais (Dias; Salgado, 2023). Posteriormente, uma série de conferências internacionais sobre o meio ambiente foi realizada, e um evento notável para o Brasil foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Rio-92, que teve lugar no Rio de Janeiro em 1992. Foi durante a Rio-92 que a Agenda 21, um plano abrangente para a promoção do desenvolvimento sustentável, foi concebida e ganhou relevânciaglobal (Dias; Salgado, 2023). A realização desses eventos internacionais estimulou o desenvolvimento de inúmeros conceitos e abordagens relacionados à Educação Ambiental. De acordo com Guerra e Guimarães (2007), foi somente a partir da década de 1980 que a Educação Ambiental começou a se popularizar em escala global. À medida que o tempo avançou, tornou-se evidente que a Educação Ambiental havia se transformado em uma necessidade global, reconhecendo a importância de educar as gerações futuras sobre questões ambientais para promover uma relação mais sustentável entre a humanidade e o meio ambiente. A Educação Ambiental tem como objetivo fundamental a formação de cidadãos conscientes, capazes de tomar decisões que tenham um impacto positivo na construção de uma sociedade mais sustentável. Isso implica em uma abordagem que visa não apenas o indivíduo, mas também o ambiente ao seu redor, incentivando a ação coletiva (Santos; Santos, 2016). Conforme observado por Layrargues e Lima (2014), o termo "Educação Ambiental" é composto por dois elementos: um substantivo, "Educação", que delineia a essência da prática educativa em questão, definindo as abordagens pedagógicas necessárias para sua realização, e um adjetivo, "Ambiental", que contextualiza essa prática educativa, indicando o enquadramento motivador da ação pedagógica. Essa abordagem destaca que a Educação Ambiental não é apenas um processo de transmissão de conhecimento, mas também uma prática que reconhece a interconexão entre a educação e o ambiente. Ela enfatiza a importância de considerar o contexto ambiental como um elemento motivador e relevante para a ação educativa, promovendo REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3701 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. uma compreensão mais profunda das questões ambientais e incentivando a responsabilidade coletiva na busca por soluções sustentáveis. Portanto, a Educação Ambiental é uma abordagem que visa não apenas informar, mas também transformar atitudes e comportamentos em prol da conservação e preservação do meio ambiente (Layrargues; Lima, 2014). Como resultado dessas diretrizes, emergiu uma abordagem da Educação Ambiental que reconhece a necessidade de educar cidadãos capazes de compreender e incorporar os desafios ambientais de seu entorno, incentivando-os a agir de forma ativa e crítica diante dessas questões. Essa abordagem representa uma evolução em relação à visão tradicionalmente "ecológico-preservacionista" da Educação Ambiental, caracterizando-se como uma vertente "socioambiental" (MEDINA, 1997). É relevante destacar que, apesar do crescente reconhecimento e adoção da abordagem socioambiental desde a década de 1980, não podemos ignorar que as práticas fundamentadas na Educação Ambiental preservacionista ainda prevalecem significativamente, tanto dentro como fora do ambiente escolar. Essa observação ressalta que, embora haja uma tendência em direção a uma perspectiva mais ampla e socialmente engajada da Educação Ambiental, muitos contextos ainda aderem a abordagens mais tradicionais, que enfatizam a proteção do meio ambiente sem necessariamente considerar os aspectos sociais e humanos envolvidos na questão ambiental (Santos; Santos, 2016). Ao adotar a abordagem pedagógica de Paulo Freire (1967), que se concentra na percepção do educando como alguém que existe em relação com os outros e com o mundo, visando a sua inserção crítica na realidade, a Educação Ambiental encontra uma rica contribuição teórica e metodológica, como apontado por Lima (2004). A pedagogia freireana, que valoriza a educação libertadora e se baseia em uma visão emancipatória do mundo, oferece um alicerce sólido para a prática da Educação Ambiental. Essa abordagem educacional fundamentada nos princípios de Paulo Freire enfatiza a importância do diálogo nos processos educacionais, promovendo uma relação horizontal entre educador e educando. Ela valoriza o conhecimento construído a partir da experiência do educando, levando em consideração sua história, cultura e contexto social. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3702 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Além disso, a pedagogia freireana destaca a liberdade como elemento essencial na busca pelo aprendizado, incentivando a crítica, a reflexão e a criatividade (Loureiro, 2004). Nesse contexto, o amor é considerado um ato de liberdade e um princípio orientador do diálogo educacional. A abordagem de Freire reconhece o ser humano como um ser inconcluso, incompleto e em constante desenvolvimento, em busca de se tornar mais. Assim, a pedagogia de Freire, com suas ênfases na conscientização, no diálogo e na valorização da experiência do educando, oferece uma base sólida para a prática da Educação Ambiental, que visa promover a consciência crítica em relação às questões ambientais e à busca por soluções sustentáveis (Magri et al., 2010). É de suma importância que a sociedade adquira conhecimentos abrangentes sobre as questões ambientais e que haja um desenvolvimento de consciência que propicie a integração dessas questões nas abordagens curriculares. Isso pode ou não envolver uma coordenação cuidadosa das práticas educacionais. Muitos educadores que estão preocupados com a problemática ambiental concordam que a educação ambiental não se limita à realização de atividades voltadas apenas para a formação de uma consciência estritamente ambientalista, conservacionista e/ou preservacionista (Chacon, 2023). 2.2 LEGISLAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Ambiental na pré-escola encontra respaldo no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), um documento elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) composto por três partes distintas. A primeira parte, denominada Introdução, consiste em reflexões sobre a creche e a pré-escola e seus elementos constituintes. A segunda parte, intitulada Formação Pessoal e Social, está relacionada ao desenvolvimento da criança em termos de sua identidade e interação social. Por fim, a terceira parte, denominada Conhecimento de Mundo (BRASIL, 1998), concentra-se na exploração dos conhecimentos das Ciências Humanas e Naturais, estabelecendo conexões com os conteúdos da pré-escola (Albanus; Zouvi, 2013). De acordo com o RCNEI: O enfoque nos conhecimentos advindos das Ciências Humanas e Naturais tem como propósito principal a ampliação das experiências das crianças e a REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3703 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. construção de um repertório de saberes variados sobre o meio social e natural. Isso engloba a compreensão da multiplicidade de fenômenos e eventos nas esferas físicas, biológicas, geográficas, históricas e culturais, bem como a exploração da diversidade de abordagens para explicar e representar o mundo. Esse enfoque também implica em permitir que as crianças entrem em contato com explicações científicas e tenham a oportunidade de desenvolver novas formas de pensar acerca dos acontecimentos que as cercam (BRASIL, 1998, p. 166). A promoção da diversidade, como mencionado, é um elemento essencial que deve estar presente no processo de ensino. Nesse sentido, a abordagem da diversidade deve adotar uma abordagem transversal, permeando todas as áreas de conhecimento. É crucial que esse processo seja realizado com sensibilidade em relação à criança, de modo que o aluno possa integrar de forma significativa o conhecimento em sua formação(Saheb, 2016). Isso implica em abordar os assuntos de forma a considerar as peculiaridades de cada aluno e a respeitar suas identidades individuais. A diversidade não deve ser apenas tolerada, mas celebrada como uma riqueza que enriquece a experiência de aprendizado. Portanto, o objetivo é permitir que o aluno não apenas adquira conhecimento, mas também desenvolva a capacidade de integrar e aplicar esse conhecimento de maneira significativa em sua vida. Segundo Câmara (2017, p. 60): É fundamental criar estruturas de conhecimento escolar que tenham um caráter integrador e que sejam organizadas em torno de problemas socioambientais de relevância. Essas estruturas não devem apenas se adequar ao nível de desenvolvimento operacional dos alunos, mas também devem incorporar significados específicos em diferentes níveis de complexidade. Para atingir esse objetivo, é necessário estabelecer diversos níveis de formulação do conhecimento escolar. Esses níveis devem abranger desde significados mais próximos à compreensão dos alunos até níveis mais sofisticados e elaborados. Dessa forma, é possível adaptar o conteúdo curricular de maneira a torná-lo acessível e relevante para os estudantes, ao mesmo tempo em que desafia e estimula seu crescimento intelectual. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) de 1998, a Educação Ambiental abrange uma vasta diversidade de temas. Portanto, é essencial selecionar temas que sejam particularmente relevantes para as crianças e seu contexto social específico. Nesse processo, é fundamental envolver as REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3704 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. crianças em práticas que as incentivem a refletir e a tomar consciência das questões ambientais. Para Santos e Silva (2016), o papel do professor nesse contexto é de extrema importância, requerendo paciência, uma vez que o desenvolvimento da conscientização ambiental das crianças ocorre de maneira gradual. O professor desempenha o papel de guia e facilitador, criando um ambiente propício para a exploração e discussão de temas ambientais, estimulando a curiosidade das crianças e promovendo o desenvolvimento de uma consciência ambiental positiva ao longo do tempo. É fundamental que o professor compreenda que a consolidação desses domínios e conhecimentos não ocorre plenamente durante esta etapa educacional. Pelo contrário, eles são construídos de forma gradual à medida que as crianças desenvolvem atitudes de curiosidade, de análise crítica, de refutação e de reavaliação de explicações para a variedade e diversidade de fenômenos e eventos que ocorrem no mundo social e natural (BRASIL, 1998). Para garantir que o desenvolvimento da Educação Ambiental seja eficaz, é essencial contar com a plena participação da comunidade local e da escola, de modo a alcançar os objetivos estabelecidos. E para contribuir com a construção de um mundo melhor, é necessário que assumamos a responsabilidade por nossas ações, uma vez que tudo o que fazemos está intrinsecamente interligado. deve considerar a maneira como utilizamos os recursos naturais, como cuidamos das plantas e dos animais, bem como a forma como tratamos nossos semelhantes. Quando todos assumimos essa responsabilidade por nossas ações, podemos começar a colaborar coletivamente para preservar o bem-estar presente e futuro da família humana e de todos os seres vivos no planeta (Batalha, 2013). Com base na explicação anterior apresentada por Batalha (2013), é evidente que o sucesso no desenvolvimento da educação ambiental está intrinsecamente ligado ao esforço coletivo de toda a comunidade. Esse envolvimento coletivo é o que efetivamente possibilita o fortalecimento da consciência ambiental, uma vez que todos os membros estão sendo educados e motivados a contribuir ativamente para a preservação do nosso meio ambiente e de todos os seus componentes. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3705 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Além disso, é essencial ressaltar que a transmissão dos conhecimentos relacionados à valorização do ambiente deve estar diretamente conectada com a realidade dos alunos. Isso significa que a educação ambiental deve ser contextualizada e relevante para as vivências e experiências dos estudantes, tornando-a mais eficaz e significativa. Dessa forma, os alunos podem entender como as questões ambientais se relacionam com suas vidas cotidianas e, assim, desenvolver uma apreciação mais profunda e um compromisso com a preservação do meio ambiente (Carrega, 2014). É importante destacar que a aprendizagem de fatos, conceitos, procedimentos, atitudes e valores não ocorre de maneira isolada e desvinculada do contexto. O acesso das crianças ao conhecimento produzido pelas ciências é mediado pelo ambiente social e cultural em que estão inseridas (Carrega, 2014). De acordo com Oliveira, Abrahão e Mazeika (2019), o desenvolvimento da criança é um processo gradual que se desenrola à medida que ela adquire consciência do mundo ao seu redor. Essa consciência pode se manifestar de diversas maneiras. Nesse contexto, a educação deve seguir uma abordagem que esteja alinhada com o ritmo individual de cada aluno, permitindo que eles observem, percebam, aprendam e, eventualmente, internalizem o tema transversal relacionado à conscientização ambiental, o que, por sua vez, contribuirá para humanizar o indivíduo. Dessa forma, à medida que a criança adquire uma compreensão mais profunda do mundo que a cerca, ela terá a oportunidade de reformular suas concepções sobre a natureza e a cultura, possibilitando a ocorrência de mudanças significativas em sua visão e entendimento desses aspectos (Oliveira; Abrahão; Mazeika, 2019). A Educação Ambiental deve ser incorporada em todas as etapas da formação do indivíduo. Por exemplo, aos cinco anos de idade, a criança está prestes a ingressar no ensino fundamental, que introduz uma perspectiva de ensino mais concreto em sua educação. Embora o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) de 1998 não dedique uma área específica para abordar a Natureza e Sociedade (onde a Educação Ambiental está presente) com alunos de cinco anos, o documento contempla práticas destinadas a crianças na faixa etária de três a seis anos, o que inclui os alunos que estão no último ano da pré-escola. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3706 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. O RCNEI de 1998 estabelece alguns objetivos para a Educação Ambiental nesta faixa etária: É importante que as crianças nesta faixa etária demonstrem interesse e curiosidade em relação ao mundo social e natural. Isso se manifesta por meio da formulação de perguntas, da busca por soluções para compreender esse mundo, e da expressão de opiniões pessoais sobre os eventos que observam. Além disso, é essencial que elas sejam capazes de estabelecer conexões entre o modo de vida característico de seu grupo social e o de outros grupos, reconhecendo as diferenças e semelhanças. Outra habilidade relevante é a capacidade de relacionar o meio ambiente com as diferentes formas de vida, valorizando a importância desse equilíbrio para a preservação das espécies e para a qualidade de vida humana. Isso implica em desenvolver uma conscientização sobre a interdependência entre os seres humanos e o ambiente que os cerca, bem como compreender o impacto de suas ações no meio ambiente e na biodiversidade.A partir dos objetivos mencionados anteriormente, torna-se claro que a formação do cidadão ambiental implica na compreensão de que tudo ao seu redor está em constante movimento e possui seu próprio ritmo. Nesse contexto, é essencial motivar a criança a desenvolver conhecimento sobre o ambiente em que vive, explorando a natureza e as diversas culturas existentes. Com base nesse conhecimento, a criança é incentivada a formar opiniões e adotar posições que valorizem as características do meio ambiente (Gama; Magalhães, 2020). Para que a cultura da preservação se torne uma parte integrante da sociedade, é necessário que ela seja estabelecida como um valor fundamental na preparação dos indivíduos para a vida em comunidade. Nesse sentido, o papel do educador na Educação Infantil desempenha um papel crucial ao proporcionar ao aluno experiências práticas, permitindo que ele esteja em contato direto com o meio ambiente ao seu redor. Isso possibilita que a criança perceba e compreenda a importância de preservar a terra que lhe serve de base para suas experiências de aprendizado, crescimento e desenvolvimento (Gama; Magalhães, 2020). Para o desenvolvimento do eixo Natureza e Sociedade, que engloba as Ciências Naturais, Russo et al. (2017), destacam que o professor deve adotar um estilo de trabalho que envolva seus alunos de maneira a abordar conteúdos, conceitos, procedimentos e atitudes de forma eficaz. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3707 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. No que diz respeito aos conteúdos a serem abordados nesse período, o RCNEI de 1998 ressalta a importância de escolher práticas sociais que sejam significativas, levando em consideração o grau de significado para a criança. Além disso, enfatiza a necessidade de expandir o conhecimento das crianças sobre o mundo social e natural, promovendo uma construção social integrada e relacionada (Russo et al., 2017). Nesse contexto, é fundamental ajustar o nível de complexidade dos conteúdos de acordo com a idade das crianças, pois como mencionado anteriormente, o desenvolvimento da consciência ambiental ocorre de forma gradual. Portanto, o conteúdo deve ser adequado à fase de desenvolvimento específica em que as crianças se encontram (Ramos; Vieira; Ribeiro, 2023). Ao abordarmos o estudo e conhecimento da natureza, estamos simultaneamente explorando o processo de autoconhecimento da criança. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) de 1998 enfatiza que a aprendizagem dos nomes das partes do corpo e de algumas de suas funções deve ocorrer de maneira contextualizada, por meio de situações reais e cotidianas (Ramos; Vieira; Ribeiro, 2023). Isso implica que, para que o aluno desenvolva um entendimento genuíno do mundo que o cerca, é fundamental que ele também adquira conhecimento sobre si mesmo, compreendendo seu próprio corpo, o espaço que ocupa, seus pensamentos e emoções. Dessa forma, o processo de aprendizado não se limita apenas ao mundo externo, mas também abrange a exploração do mundo interno da criança, contribuindo para seu crescimento e desenvolvimento integral (Ramos; Vieira; Ribeiro, 2023). De acordo com as orientações didáticas do RCNEI de 1998, os conteúdos são categorizados em cinco blocos principais: 1. Organização dos grupos e seu modo de ser, viver e trabalhar. 2. Os lugares e suas paisagens. 3. Objetos e processos de transformação. 4. Os seres vivos. 5. Fenômenos da natureza. É importante ressaltar que ambas as vertentes, a natureza e a sociedade, devem ser integradas e desempenhar um papel transversal no processo de ensino. Além disso, é REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3708 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. essencial desenvolver uma abordagem didática que auxilie os professores na execução das aulas, promovendo uma educação ambiental eficaz e significativa para as crianças (Almeida, 2022). Em relação às orientações gerais fornecidas aos professores no RCNEI de 1998, destaca-se que o docente não deve se restringir aos recursos disponíveis na escola, mas sim buscar recursos adicionais e parcerias com pessoas ou grupos que possam enriquecer o processo de ensino, promovendo reflexões e ampliando a visão dos alunos (Almeida, 2022). Com base nos procedimentos apresentados pelo RCNEI (1998), fica evidente que a utilização de instrumentos que facilitem e aprofundem o conhecimento é um aspecto relevante que pode ser sempre explorado. O envolvimento ativo dos alunos e o estímulo ao debate saudável de ideias, que os motive a aprender mais sobre o mundo e sobre os outros, são abordagens que contribuem para o processo de aprendizagem. Nesse contexto, a importância de um projeto pedagógico voltado para a educação ambiental se destaca, conforme indicado pelo MEC nos procedimentos. Conforme Freire (1999), um projeto pedagógico eficaz deve contemplar a relação entre o ser humano e o ambiente, pois é essa relação que molda um indivíduo capaz de ação e reflexão sobre suas atitudes em relação ao mundo, incentivando-o a buscar transformações positivas. 2.3 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Ambiental na Educação Infantil desempenha um papel crucial ao capacitar a criança a ampliar sua consciência e reflexão sobre o respeito pelo meio ambiente. Isso implica que a criança assimile esse conhecimento e busque compartilhar os valores ambientais adquiridos com as pessoas com as quais convive. Nesse contexto, a escola desempenha um papel transformador fundamental na construção desses princípios morais, permitindo práticas que aproximem a criança dos fundamentos da Educação Ambiental (Antoniassi et al., 2022). Conforme destacado por Brandão e Boita (2021), a escola desempenha um papel central ao proporcionar experiências que aproximem a criança dos princípios da Educação Ambiental, permitindo que ela internalize esses valores e os aplique em seu REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3709 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. cotidiano. Dessa forma, a Educação Ambiental na Educação Infantil não apenas enriquece o conhecimento da criança sobre o meio ambiente, mas também a capacita a se tornar um agente de mudança e promotor de atitudes sustentáveis em seu ambiente e comunidade. A Educação Ambiental como elemento educacional, possui a capacidade e a responsabilidade de estar presente em todas as disciplinas que abordam as interações entre a natureza e a sociedade. No entanto, para que a EA seja efetivamente implementada, os professores e pedagogos devem possuir competências que lhes permitam trabalhar com base na compreensão que as crianças têm do meio ambiente. Eles devem propor situações e atividades desafiadoras que despertem o interesse dos alunos e os estimulem a explorar e aprender mais sobre essa temática, que é tão relevante nos dias de hoje (Toledo, 2022). De acordo com as autoras Brandão e Boita (2017), a implementação da Educação Ambiental na prática educativa exige a iniciativa e as habilidades dos professores e pedagogos na formulação de abordagens didáticas que promovam o diálogo entre o ser humano e o ambiente em que vive. Isso proporciona a capacidade reflexiva de interagir socialmente de maneira curiosa e desafiadora. Portanto, ao adotar uma abordagem de ensino no contexto ambiental, o educador deve considerar o indivíduo e suas diversas relações. É compreensível que a prática da Educação Ambiental deva ser incorporada ao ambiente da EducaçãoInfantil, como enfatiza Silva (2020), reconhecendo a importância de introduzir desde cedo essa dimensão de aprendizado que promove a conscientização e a sensibilização ambiental nas crianças. As creches e pré-escolas representam ambientes privilegiados para o processo de aprendizagem e ensino, uma vez que é nesses locais que as crianças vivenciam suas primeiras experiências sensoriais, impressões e emoções relacionadas à vida. Portanto, é essencial que a dimensão ambiental não seja negligenciada, nem subjugada à dimensão cultural; ambas devem estar integralmente integradas (Silva, 2020). De acordo com a autora, a dimensão cultural e ambiental deve ser introduzida no contexto educacional das crianças, pois o contato delas com a natureza pode servir como estímulo e influência positiva na construção de um currículo abrangente sobre o meio REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3710 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. ambiente. Esse currículo deve promover uma reflexão crítica, cooperação e participação ativa, por meio do processo político da Educação Ambiental (Silva, 2020). Dentro do ambiente escolar, a Educação Ambiental encontra oportunidades para fortalecer sua atuação, buscando maneiras de se adaptar aos desafios que surgem como parte de um conhecimento integrado, capaz de superar as fragmentações na prática do currículo. Portanto, para que a Educação Ambiental possa atingir seus objetivos como um processo educacional eficaz, é fundamental que os professores assumam a liderança, desempenhando seu papel de mediadores com autonomia e conhecimento. Somente dessa forma, poderão alcançar resultados significativos no ensino e na conscientização ambiental dos alunos (Medeiros; Royer; Molina, 2022). A Educação Ambiental foi estabelecida como um tema transversal no currículo, mas na prática docente, muitas vezes surgem dificuldades na abordagem de questões relacionadas ao meio ambiente. Isso ocorre, em parte, devido às limitações na formação dos professores, que frequentemente se sentem inexperientes e inseguros ao tentar implementar a Educação Ambiental na prática. Esse problema é agravado pela falta de recursos nas escolas, incluindo a escassez de material didático adequado (Medeiros; Royer; Molina, 2022). Além disso, a constatação de que o principal documento que orienta a educação infantil não aborda adequadamente as questões essenciais da Educação Ambiental ressalta a fragilidade das práticas pedagógicas nesse nível de ensino. O desinvestimento na formação dos profissionais em relação às questões ambientais muitas vezes resulta na realização de projetos educacionais sem qualquer orientação ou apoio governamental, o que prejudica a eficácia dessas iniciativas (Rosa et al., 2021). Diante dessas considerações, as observações dos autores apontam para lacunas significativas na formação e orientação oferecida aos professores no contexto da Educação Infantil, especialmente no que se refere à Educação Ambiental. Essas lacunas revelam um desafio substancial no desenvolvimento de um trabalho pedagógico coeso e adequado para esse público específico. É importante destacar que os educadores necessitam de recursos adequados para realizar projetos e atividades com os alunos, a fim de promover uma reflexão eficaz sobre as questões ambientais (Rosa et al., 2021). REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3711 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Dessa maneira, é possível compreender que a Educação Ambiental precisa se tornar uma prática transformadora, sendo implementada desde a Educação Infantil nas escolas. No entanto, apesar dos esforços das instituições de ensino em promover projetos pedagógicos nesse sentido, ainda existem desafios relacionados às condições em que o educador exerce sua função como mediador do conhecimento. Além disso, é fundamental que os educadores façam uma reflexão sobre suas próprias concepções de Educação, uma vez que estas têm um impacto significativo nas práticas de Educação Ambiental (Busik; Soletti; Caon, 2018). É importante que os profissionais da Educação Ambiental compreendam que seu trabalho vai além da transmissão de informações e conceitos. Eles devem se dedicar à formação de atitudes e valores, promovendo o ensino e a aprendizagem de maneira abrangente, especialmente na Educação Infantil, em que as crianças estão em processo de desenvolvimento. Isso implica introduzir a temática ambiental de forma interdisciplinar nos currículos de todas as disciplinas e em atividades escolares que despertem o interesse dos alunos (Busik; Soletti; Caon, 2018). Nesse contexto, as autoras buscam promover uma reflexão sobre a importância de incluir de maneira interdisciplinar as abordagens ambientais nos currículos e no processo de aprendizagem dos alunos na Educação Infantil. Isso contribui para que a escola exerça seu papel transformador na promoção do compromisso com o meio ambiente (Busik; Soletti; Caon, 2018). 3 METODOLOGIA Na metodologia de pesquisa, engloba-se a natureza do estudo, a caracterização da pesquisa, as ferramentas, instrumentos e procedimentos utilizados, bem como os métodos e técnicas que auxiliam na busca da solução para o problema identificado. Após a aplicação dos instrumentos e a subsequente coleta de dados, passa-se à análise desses resultados. Segundo Carvalho, Pimenta e Oliveira (2018), a metodologia consiste em um conjunto de operações com o propósito de atingir objetivos estabelecidos a partir da sistemática utilizada na construção do quadro teórico. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3712 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Conforme ressaltado por Gil (2002, p. 17), a metodologia se desenvolve ao longo de um processo que envolve diversas etapas, desde a formulação adequada do problema até a apresentação satisfatória dos resultados. Para a elaboração deste trabalho, foi conduzida uma revisão bibliográfica. A pesquisa bibliográfica tem como objetivo abordar questões por meio de referenciais teóricos previamente publicados, analisando e discutindo as diversas contribuições científicas. Esse tipo de pesquisa proporciona um embasamento para compreender o que foi investigado, bem como de que maneira e sob quais perspectivas o tema foi tratado na literatura acadêmica. Conforme destacado por Andrade (2020), a pesquisa bibliográfica tem como finalidade estabelecer uma conexão mais profunda com o problema em questão, tornando-o mais acessível para compreensão. Além disso, ela é caracterizada como uma pesquisa qualitativa. Os métodos qualitativos buscam explorar o motivo subjacente aos fenômenos, apresentando o que é considerado adequado, mas não quantificando valores e trocas simbólicas, tampouco se submetendo à prova de fatos, uma vez que os dados analisados não possuem natureza métrica e podem adotar diversas abordagens (Andrade, 2020). Para realizar a revisão bibliográfica deste artigo, foram consultados artigos científicos disponíveis nas bases de dados do Scielo e Google Acadêmico, abrangendo um período aberto entre 1990 e 2023. Para identificar os artigos relevantes, utilizaram-se palavras-chave como "Educação ambiental," "educação infantil," e "meio ambiente." A seleção dos artigos foi realizada com base na leitura dos títulos, conclusões e resumos disponíveis. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais deste estudo revelam a importância fundamental da implementação eficaz da Educação Ambiental na Educação Infantil comouma abordagem essencial para o desenvolvimento de crianças conscientes e ativas na preservação e sustentabilidade ambiental. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3713 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. Ao longo deste artigo, exploramos diversas dimensões da Educação Ambiental na Educação Infantil, considerando as diretrizes pedagógicas, os desafios enfrentados pelos educadores e os benefícios potenciais dessa abordagem para as crianças e o meio ambiente. Com base em nossa análise, podemos destacar algumas conclusões e reflexões. Fica claro que a Educação Ambiental na Educação Infantil não se limita a transmitir informações sobre o meio ambiente, mas busca, sobretudo, promover uma mudança de atitude e consciência nas crianças. Para alcançar esse objetivo, é fundamental adotar estratégias pedagógicas que considerem o nível de desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, tornando o aprendizado significativo e envolvente. Nesse sentido, a interdisciplinaridade emerge como uma abordagem valiosa, permitindo que a Educação Ambiental seja integrada ao currículo de todas as disciplinas, enriquecendo o processo de ensino e aprendizagem. A partir da análise dos conteúdos curriculares e dos objetivos educacionais, os educadores podem desenvolver atividades que estimulem a curiosidade, a reflexão crítica e o senso de responsabilidade das crianças em relação ao meio ambiente. A pesquisa bibliográfica realizada neste estudo revelou que existem desafios significativos a serem superados na implementação eficaz da Educação Ambiental na Educação Infantil. Questões relacionadas à formação dos professores, à disponibilidade de recursos e à falta de orientações claras nos documentos curriculares foram identificadas como obstáculos. Portanto, é imperativo que as instituições de ensino e os órgãos responsáveis pela educação priorizem a formação continuada dos educadores, oferecendo capacitação e suporte para que possam desenvolver práticas pedagógicas eficazes em Educação Ambiental. Além disso, a inclusão de diretrizes claras e abrangentes nos currículos e documentos oficiais é essencial para orientar os educadores e garantir a integração da Educação Ambiental na Educação Infantil. REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024. ISSN: 1696-8352 Page 3714 REVISTA OBSERVATORIO DE LA ECONOMIA LATINOAMERICANA, Curitiba, v.22, n.1, p. 3694-3717. 2024.. REFERÊNCIAS ALBANUS, Lívia Lucina Ferreira; ZOUVI, Cristiane Lengler. Ecopedagogia: educação e meio ambiente. Curitiba: Intersaberes, 2013. ALMEIDA, Janaina Tereza de. A importância da Educação Ambiental na educação infantil. 2022. ANDRADE, S M de. Metodologia de pesquisa. 2020. ANTONIASSI, Giulliana Cassandra Pacheco Soster et al. A educação infantil e a sua relação com a educação ambiental no desenvolvimento humano sustentável da criança pequena. 2022. Dissertação de Mestrado. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/28963. Acesso em 16 dez.2023. BACK, Gilmara Cristine et al. Educação ambiental na educação infantil: percursos, processos e práticas evidenciadas em centros municipais de educação infantil. 2021. BATALHA, Rosália Maria Ferreira. 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