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Tecido cartilaginoso 1. Introdução O tecido cartilaginoso, assim como outros tecidos do corpo, é composto por células e uma matriz extracelular. Ele desempenha diversas funções essenciais, incluindo: • Sustentação e revestimento de superfícies articulares. • Participação na formação e crescimento dos ossos longos. • Estruturação de órgãos como o nariz e as orelhas. 2. Células do Tecido Cartilaginoso Existem dois principais tipos celulares: • Condroblastos: células jovens e ativas que produzem componentes da matriz extracelular. • Condrócitos: células maduras que ficam aprisionadas em lacunas da matriz extracelular. A maturação dos condroblastos em condrócitos é semelhante à transição de osteoblastos para osteócitos no tecido ósseo. 3. Matriz Extracelular e Características Gerais A matriz do tecido cartilaginoso é mais rígida que a do tecido conjuntivo comum, mas menos rígida que a matriz óssea. Sua composição inclui: • Proteoglicanos, glicoproteínas e ácido hialurônico, que conferem consistência ao tecido. • Colágeno e fibras elásticas, variando conforme o tipo de cartilagem. O tecido cartilaginoso é avascular, ou seja, não possui vasos sanguíneos. Sua nutrição ocorre por: • Pericôndrio: tecido conjuntivo que envolve a cartilagem. • Líquido sinovial: no caso das cartilagens articulares. 4. Tipos de Cartilagem 4.1 Cartilagem Hialina • Possui colágeno tipo II. • Forma o esqueleto dos embriões e está presente em: o Cartilagem epifisária (crescimento dos ossos longos). o Nariz, traqueia e extremidades das costelas. o Superfícies articulares dos ossos. 4.2 Cartilagem Elástica • Contém menos colágeno tipo II, mas é rica em fibras elásticas. • Maior flexibilidade, encontrada em: o Canal auditivo. o Laringe. 4.3 Cartilagem Fibrosa • Rica em colágeno tipo I, conferindo alta resistência. • Encontrada em locais sujeitos a grande compressão e desgaste, como: o Discos intervertebrais. o Sínfise púbica. o Articulação do joelho. o Locais onde tendões se unem aos ossos. 5. Revisão Final • O tecido cartilaginoso é composto por condroblastos e condrócitos. • É classificado em hialina, elástica e fibrosa, de acordo com sua matriz extracelular. • Sua nutrição ocorre via pericôndrio ou líquido sinovial. O tecido cartilaginoso é um tipo especializado de tecido conjuntivo de consistência rígida Como os demais tipos de tecido conjuntivo, o cartilaginoso é constituído de células e matriz extracelular (MEC). Suas células são denominadas condrócitos, e sua MEC tem uma composição molecular especial, que confere às cartilagens diversos graus de consistência, elasticidade e resistência à compressão, à tensão e à torção. Devido à consistência mais rígida da MEC, os condrócitos estão alojados em pequenas cavidades da matriz chamadas lacunas. Há três tipos de cartilagens: cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem. Estas diferem em grande parte pela composição de sua MEC, que se reflete em suas propriedades biomecânicas. Principais características do tecido cartilaginoso •O tecido cartilaginoso do tronco e dos membros se origina de células-tronco mesenquimais derivadas do mesoderma, e o tecido cartilaginoso da cabeça, a partir de células da crista neural cuja diferenciação depende, em grande parte, da ação do fator de transcrição SOX9 •Os condrócitos são responsáveis pela síntese, pela secreção e pela manutenção da MEC das cartilagens •Devido à diferença da consistência entre as células e a MEC, o citoplasma dos condrócitos geralmente sofre retração e extração durante o processamento histológico. Por esse motivo, observam-se, nos cortes histológicos, os núcleos dos condrócitos, mas frequentemente não seu citoplasma •As cartilagens hialinas e elásticas são envolvidas por uma delgada camada de tecido conjuntivo denso chamado pericôndrio. O pericôndrio contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos e células precursoras de condrócitos, denominadas condroblastos. O pericôndrio é geralmente envolvido por tecido conjuntivo das estruturas em que se situam as cartilagens e com o qual se continua. As cartilagens hialinas que constituem as cartilagens articulares não são revestidas por pericôndrio •As cartilagens hialinas e elásticas são avasculares, isto é, não contêm vasos sanguíneos. Seus condrócitos são nutridos pelos capilares sanguíneos do pericôndrio. Oxigênio e nutrientes se difundem entre os vasos sanguíneos e os condrócitos por meio da MEC. Possivelmente devido a um menor aporte de nutrientes, o metabolismo dos condrócitos é considerado baixo, e, por esse motivo, a capacidade de regeneração da cartilagem é reduzida. Os condrócitos das cartilagens articulares são nutridos pelo líquido sinovial presente nas cavidades articulares. Ver outras informações em Para saber mais – Atividade funcional dos condrócitos. Cartilagem hialina É o tipo de cartilagem mais comum no corpo. Tem cor esbranquiçada e sua superfície é lisa e brilhante. Localizações da cartilagem hialina Está presente no aparelho respiratório, mantendo porções de seus condutos abertas durante a inspiração e a expiração. Está em parte da parede da cavidade nasal, em cartilagens da laringe, na parede da traqueia e dos brônquios. Localiza-se nas extremidades ventrais das costelas e nas superfícies articulares de articulações móveis. Forma grande parte do esqueleto temporário durante a vida fetal, enquanto não é substituída por tecido ósseo, e é responsável pelo crescimento longitudinal dos ossos longos. Aspecto em cortes histológicos Cortes histológicos de cartilagem hialina corados por colorações rotineiras evidenciam os condrócitos e a MEC (Figura 7.1). Os condrócitos se situam em lacunas, pequenas cavidades da MEC. Conforme já mencionado, o citoplasma dos condrócitos frequentemente sofre retração e extração durante o processamento histológico, resultando em seu afastamento da parede da lacuna em que se situam. Os núcleos podem ser quase sempre observados (Figura 7.2A). Os condrócitos são vistos isolados ou dispostos em pequenos conjuntos denominados grupos isógenos (Figura 7.2B). A MEC tem aspecto bastante diferente da MEC do tecido conjuntivo propriamente dito. É bastante homogênea, pois não se observam fibras na MEC. Suas moléculas de colágeno são do tipo II, cujas fibrilas não se reúnem em fibras visualizáveis ao microscópio óptico. Uma concentração desigual de glicosaminoglicanos na matriz resulta em diferenças de coloração nos cortes histológicos, observando-se regiões mais intensamente coradas denominadas matriz territorial, situadas em torno dos condrócitos individuais ou de grupos de condrócitos. As regiões menos coradas da matriz, mais afastadas dos condrócitos, são denominadas matriz interterritorial (Figura 7.2A). A cartilagem hialina é revestida por um pericôndrio (Figura 7.1). É formado por uma camada externa de tecido conjuntivo denso e uma camada interna denominada camada condrogênica, na qual há células precursoras de condrócitos chamadas condroblastos. Em cartilagens hialinas que estão em crescimento, é possível observar as diversas etapas da transição entre condroblastos e condrócitos maduros (Figura 7.3). A matriz extracelular é responsável pelas características físicas da cartilagem hialina Os condrócitos secretam colágeno tipo II, glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas. Essas moléculas foram descritas no Capítulo 5, Tecido Conjuntivo. A duração das moléculas dessa matriz é longa e seu ritmo de renovação é lento. Cartilagem hialina. Os condrócitos estão envolvidos por MEC basófila, azulada. Externamente, a cartilagem é delimitada pelo pericôndrio (à esquerda e à direita), estrutura acidófila corada em rosa devido às fibras de colágeno tipo I. (Hematoxilinae eosina – HE. Pequeno aumento. Imagem de P. Abrahamsohn.) Cartilagem hialina. A. Observe condrócitos em suas lacunas envolvidos por MEC. Alguns condrócitos têm seu citoplasma preservado (*) e outros com retração do citoplasma. Seus núcleos (setas) são quase sempre visualizados. As regiões mais coradas da MEC são a matriz territorial (MT), e as menos coradas, a matriz interterritorial (MIT). B. Os círculos indicam grupos isógenos, conjuntos de condrócitos originados pela divisão mitótica de um condrócito. (HE. Médio aumento. Imagens de P. Abrahamsohn.) Os condrócitos são células relativamente pequenas, têm prolongamentos curtos e não têm contato com outros condrócitos, e, diferentemente do que ocorre com células de outros tipos de tecidos conjuntivos, sua relação se dá exclusivamente com a MEC. O colágeno tipo II sob forma de fibrilas é o tipo predominante na cartilagem, constituindo cerca de 60% do peso seco da cartilagem hialina. Além disso, há quantidades menores de colágenos tipos IX, X, XI, VI, XII e XIV. Pericôndrio situado na periferia de uma peça de cartilagem hialina. Sua porção mais externa, a camada fibrosa, é um tecido conjuntivo denso e sua camada mais interna é a camada condrogênica. As células dessa camada se tornam gradualmente globosas à medida que se diferenciam em condrócitos maduros. (HE. Médio aumento. Imagem de P. Abrahamsohn.) As fibrilas de colágeno estão recobertas e intimamente associadas a ácido hialurônico, a outros glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas da matriz. As moléculas de proteoglicanos assemelham-se a escovas de limpar tubos de ensaio – uma molécula proteica forma um eixo central ao qual se ligam moléculas de glicosaminoglicanos. Inúmeras moléculas de proteoglicanos se ligam a longas moléculas de ácido hialurônico, formando agregados supramoleculares complexos e de grandes dimensões denominados agrecans (Figura 7.4). Grande parte dos glicosaminoglicanos da cartilagem hialina é sulfatada, representada por condroitin-4-sulfato, condroitin-6-sulfato e queratan sulfato. Devido aos radicais sulfato, esses glicosaminoglicanos têm muitas cargas negativas que atraem grande quantidade de moléculas de água. Além disso, as cargas negativas dos glicosaminoglicanos se repelem e fazem com que os complexos de agrecan se expandam e ocupem domínios muito volumosos no espaço da MEC. A expansão dos complexos de agrecan é contida por redes formadas pelas fibrilas de colágeno II. A hidratação dos glicosaminoglicanos confere ao agrecan propriedades biomecânicas especiais de resistência à compressão. Em condições de grande carga, por exemplo, aquela sofrida pelas cartilagens articulares dos ossos das pernas, moléculas de água ligadas a moléculas de agrecan são deslocadas, diminuindo o volume da molécula. Após a redução da carga, água volta ao agrecan, que retoma seu volume inicial, funcionando, dessa maneira, como uma mola biomecânica. Os nutrientes transportados pelo sangue chegam pelo pericôndrio e a ausência de capilares sanguíneos no interior das cartilagens limita a espessura máxima das peças cartilaginosas. Acredita-se que a água ligada ao agrecan seja um importante meio para a difusão de nutrientes para os condrócitos. O bombeamento promovido pelas forças de compressão e descompressão com retirada e reposição de água do agrecan exercidas sobre as cartilagens favoreceria a difusão de nutrientes e de catabólitos na matriz. Organização molecular da matriz da cartilagem hialina. A proteína de ligação une as longas moléculas do ácido hialurônico ao eixo proteico dos proteoglicanos (em verde). As cadeias laterais de condroitin sulfato ligadas ao eixo proteico dos proteoglicanos estabelecem ligações eletrostáticas com as fibrilas colágenas, contribuindo para a rigidez da matriz. Em razão da presença dos glicosaminoglicanos sulfatados, em cortes histológicos a matriz cartilaginosa é basófila, corando-se em variados tons de azul pela hematoxilina e por corantes básicos. Esses glicosaminoglicanos também conferem à matriz a condição de metacromasia, isto é, a coloração histológica difere da cor do corante quando certos corantes são empregados. As diferentes concentrações dos glicosaminoglicanos sulfatados na MEC são vistas sob forma da matriz territorial e da matriz interterritorial. Imediatamente em torno de cada condrócito há uma região de 2 a 4 μm de espessura, denominada matriz pericelular. Essa região, situada internamente à matriz territorial, forma uma “cápsula” em torno de cada condrócito, na qual há maior concentração de moléculas da matriz. Discute-se a importância da matriz pericelular para a fisiologia do condrócito, mas já foram descritas alterações da matriz pericelular em situação de artrite reumatoide, uma doença crônica que resulta em prejuízos graves para as articulações. Crescimento da cartilagem Ocorre principalmente durante a vida fetal e após o nascimento até o desenvolvimento do corpo alcançar a fase adulta, na qual o crescimento é reduzido. Há dois mecanismos para a expansão do tamanho das cartilagens: o crescimento aposicional ou por aposição e o crescimento intersticial. O crescimento aposicional ocorre na camada mais interna do pericôndrio, por meio da diferenciação de células precursoras – os condroblastos – em condrócitos maduros. Estes são adicionados à superfície da cartilagem, aumentando, dessa maneira, o seu volume. Em cortes histológicos, é possível observar a transição entre células pouco diferenciadas e condrócitos maduros (ver Figura 7.3). O crescimento intersticial da cartilagem ocorre principalmente durante a infância e a adolescência. Ele resulta da divisão mitótica de condrócitos no interior da cartilagem. Os novos condrócitos que se formam podem ficar agrupados em torno dos condrócitos originais constituindo conjuntos de pequenos clones derivados de um único condrócito, denominados, por esse motivo, grupos isógenos. Uma condição importante de crescimento intersticial é observada durante o aumento do comprimento dos ossos longos, no qual os condrócitos filhos se dispõem formando fileiras, processo que será analisado no Capítulo 8, Tecido Ósseo. Em ambos os mecanismos de crescimento, os novos condrócitos produzem fibrilas colágenas, proteoglicanos e glicoproteínas, de modo que o crescimento real é maior do que o produzido somente pelo aumento do número de células. Cartilagem elástica Esse tipo de cartilagem é flexível e está presente no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe. Em sua MEC há uma abundante rede de fibras elásticas, além das fibrilas de colágeno tipo II e de outras moléculas de colágeno e proteoglicanos também encontrados na cartilagem hialina. A elastina confere a esse tipo de cartilagem uma cor amarelada quando examinada a fresco. Assim como a cartilagem hialina, a cartilagem elástica tem pericôndrio e cresce principalmente por aposição, tendo poucos grupos isógenos. Seu aspecto em cortes corados por colorações rotineiras é semelhante à cartilagem hialina e, devido a essa semelhança, seu diagnóstico em cortes corados por hematoxilina e eosina (HE) nem sempre é fácil. As fibras elásticas são de difícil visualização em cortes corados por corantes rotineiros como a HE, mas podem ser demonstradas por técnicas de coloração destinadas à demonstração dessas fibras Fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa A fibrocartilagem pode ser considerada um tecido com características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso modelado e a cartilagem hialina. É encontrada nos anéis fibrosos dos discos intervertebrais, em meniscos, em locais nosquais tendões e ligamentos se inserem nos ossos, e na sínfise pubiana. É constituída de condrócitos situados entre espessas fibras de colágeno tipo I, as quais são o componente que ocupa a maior parte da MEC da fibrocartilagem. Além disso, há fibrilas de colágeno tipo II, moléculas de agrecan e quantidades menores de outras moléculas da matriz. Colágeno tipo I e agrecan são os principais responsáveis pela característica mais importante da fibrocartilagem: a sua resistência à compressão. Cartilagem elástica observada após coloração especial para demonstrar fibras elásticas. Observe condrócitos (*) envolvidos por MEC na qual há grande quantidade de fibras elásticas (setas). O citoplasma dos condrócitos está fracamente corado, mas alguns núcleos podem ser observados. (Coloração – Verhoeff. Grande aumento. Imagem de P. Abrahamsohn.) Em cortes histológicos corados por HE, a matriz da fibrocartilagem é acidófila, corada por eosina, devido à grande quantidade de fibras colágenas do tipo I, e, sob esse aspecto, é bastante diferente da matriz basófila, azulada, da cartilagem hialina. Os condrócitos formam fileiras alongadas entre as espessas fibras colágenas (Figura 7.6). Em tecidos preparados para a microscopia eletrônica de transmissão, observa-se que o citoplasma dos condrócitos preenche totalmente a lacuna (Figura 7.7). A fibrocartilagem é desprovida de pericôndrio, sendo envolvida externamente por tecido conjuntivo denso, e os limites entre ambos são imprecisos. Discos intervertebrais Localizados entre os corpos das vértebras, separam essas estruturas e estão presos a elas por ligamentos. São formados por dois componentes principais: o anel fibroso e o núcleo pulposo, uma parte central derivada da notocorda do embrião. O anel fibroso é formado por duas partes: uma porção periférica de tecido conjuntivo denso e a porção central que é, em sua maior parte, composta de fibrocartilagem, cujos feixes colágenos formam camadas concêntricas. No centro do anel fibroso, há um tecido formado por células arredondadas, dispersas em um líquido viscoso muito hidratado, rico em ácido hialurônico e contendo pequena quantidade de colágeno tipo II e outras proteínas. Esse tecido constitui o núcleo pulposo. Nos jovens, o núcleo pulposo é relativamente maior que o anel periférico, sendo gradual e parcialmente substituído por fibrocartilagem com o avançar da idade. Cada disco intervertebral proporciona uma superfície horizontal que amortece o peso das vértebras e lhes permite movimentos limitados. Os discos intervertebrais e, principalmente, seus núcleos pulposos funcionam como coxins que absorvem as forças verticais que atuam nas vértebras. Além disso, os discos previnem o desgaste dos ossos das vértebras durante os movimentos da coluna espinal. Ver mais em Histologia aplicada – Hérnia do disco intervertebral. Fibrocartilagem. Condrócitos (*) e MEC acidófila, cor-de-rosa, devido às fibras de colágeno tipo I (C). À esquerda, corte de disco intervertebral. À direita, corte de inserção de tendão em um osso. Nesse local, os condrócitos se organizam em longas fileiras separadas por espessas fibras colágenas (C). (HE. Médio aumento. Imagens de P. Abrahamsohn.) Fibrocartilagem. Três condrócitos em suas lacunas. Note a abundância de retículo endoplasmático granuloso (REG) no citoplasma dos condrócitos. Na matriz, há grande quantidade de fibrilas colágenas. (Microscopia eletrônica de transmissão. 3.750×.)