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AULA 37 – CAPÍTULO 16 PARTE 04 – FASE FÁLICA/GENITAL Prof. Agosttinho Almeida Formação em Psicanálise Clínica Prof. Agosttinho Almeida FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE CLÍNICA Capítulo 16 AS FASES DO DESENVOLVIMENTO FASE FÁLICO / GENITAL A fase fálica, a terceira etapa pré-genital o desenvolvimento afetivo também é descrito na literatura psicanalítica mais recente com a denominação de “fase edípica”. O desenvolvimento normal do processo evolutivo libidinal alcança a fase genital ou fálica, que se estabelece francamente por volta dos três anos de idade, prolongando-se até os cinco ou seis anos de idade, em que surge o período de latência. Na transição do anal para o fálico, o indivíduo passa por uma etapa relativamente breve - a uretral - em que o prazer é resultado do trânsito de urina pela uretra. Para Melanie Klein, “na fase uretral observam-se tendências para brincar com água; brincar com fogo e apagá-lo com jatos de urina; na fantasia inconsciente da criança há uma condição destrutiva como elemento agressivo e corrosivo. Os sonhos dessa qualidade são aqueles em cujo conteúdo manifesto aparecem destruição por inundações e incêndio. Os traços que caracterizam essa etapa são: a ambição e o prazer da velocidade (por furar a água ou o ar em grandes velocidades), que é uma forma inconsciente de prazer pela penetração. A expressão de agressão é também do tipo penetrante: uso de facas, estiletes e bola. Em clínica observou-se que muitos pacientes que padecem de cálculos e outras afecções renais com quadros depressivos e angustiados apresentam muitos traços uretrais”. O prazer em certas Zonas afetivas existe no ser humano que é recém-nascido. Os lactentes, em busca de sensações agradáveis mediante a descoberta de seu corpo, passam por períodos prolongados nesta descoberta, manipulando seus órgãos genitais (auto afeto). Somente quando as fases anteriores (oral e anal) forem superadas é que os genitais passam a ter mais influência, ao mesmo tempo em que diminui a excitabilidade das outras zonas que conservam algumas capacidades neste sentido. Para Ferenczi, a centralização do investimento afetivo na zona genital é denominada como anfimixia1. Deste modo, as tendências parciais (deleite premonitório, impressões visuais, táteis, abraços, beijos etc.) acentuam as inclinações genitais do adulto, induzem-no ao ato genital e encontram sua Prof. Agosttinho Almeida FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE CLÍNICA satisfação na descarga de tensão afetiva, com o qual se constituem no órgão central executivo da energia afetiva libidinal. Uma observação atenta da natural curiosidade das crianças nessa fase do desenvolvimento que se manifesta pelos constantes “por quês”, permitirá observar que a maioria delas se refere às origens das diferenças entre pares opostos (masculino-feminino, seios, vagina-pênis, grande-pequeno etc.) e que a constatação progressiva dessas diferenças provoca acréscimo de curiosidade, que encontra alívio numa explicação adequada por parte do educador. Caso contrário a explicação agressiva e inadequada obrigará a criança a construir as mais estapafúrdias teorias em sua fantasia. Essas fantasias são tecidas principalmente em torno dos seguintes aspectos: a diferença anatômica dos sexos, o enigma do nascimento e, por conseguinte, soma as fantasias da concepção, como são as subsequentes teorias da “sedução” da cena primária, a busca sem fim por afeto, do complexo de castração e abandono. Anfimixia 1 - biologia: união dos gametas feminino e masculino