Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Pediatria – Imunizações:
· Histórico:
· Programa Nacional de Imunizações:
· Criado em 1973, é referência mundial em imunizações e tem como princípio a vacinação gratuita para toda a população, de acordo com os calendários vacinais: infantil, adolescente, adulto, idoso, gestante e indígenas.
· Conceitos:
· Definição:
· Imunizar é o ato de proteger-se de determinada patologia.
· Há 02 tipos de imunização:
· Imunização passiva:
· É a introdução de anticorpos já prontos no organismo
· Vantagens:
· Proteção imediata, não depende da resposta imune do indivíduo.
· Desvantagens:
· É transitória, não promove memória imunológica, pode causar a doença do soro ou anafilaxia.
· Doença do soro:
· É uma reação de hipersensibilidade tipo III, que ocorre pela deposição de complexos imunes em vasos, membranas basais e glomerulares, com ativação do sistema complemento, aumentando a permeabilidade vascular e recrutamento de neutrófilos.
· Os sintomas incluem febre, rash cutâneo, dor e inflamação articular, vasculite e nefropatia.
· Tem quadro autolimitado.
· Estão contemplados nesse grupo as imunoglobulinas anticorpos de origem animal, anticorpos monoclonais, anticorpos maternos transferidos via placentária (IgG) ou pelo leite materno (IgA).
· As principais indicações desse grupo são promover imunidade em situações que necessitam de proteção imediata e resguardar indivíduos imunodeprimidos, ou que não conseguem produzir seus anticorpos, os imunodeficientes.
· Tipos de imunoglobulinas:
· Imunoglobulina homóloga:
· Preparada através do plasma ou soro de um ou mais humanos que apresentam imunidade recente para a doença.
· É aplicada por via intramuscular
· Exemplos: imunoglobulina anti-hepatite A e B, anti-varicela-zóster, antirrubéola, antissarampo, antitetânica, antirrábica.
· Imunoglobulina heteróloga:
· É produzida por soro de animais, principalmente cavalo e é usada em acidentes de animais peçonhentos.
· Soro antidiftérico, antibotulismo e antiofídico.
· Anticorpo monoclonal:
· É produzido contra um antígeno, através de um clone de linfócitos B.
· Como exemplo, tem-se o Palivizumabe, usado na prevenção do vírus sincicial respiratório.
· Imunização ativa:
· Ocorre quando há um estímulo para produção de anticorpos próprios, através dos antígenos.
· Antígenos são substâncias estranhas ao corpo, que estimulam uma resposta imune.
· Vantagens:
· Produz memória imunológica.
· Desvantagens:
· Os anticorpos demoram 10 a 14 dias para serem produzidos, então, a proteção não é imediata.
· As vacinas:
· São microrganismos inteiros ou parte deles, injetados no corpo para prevenção de doenças infecciosas.
· A resposta imune é geneticamente determinada, portanto as respostas às vacinas não são iguais – logo, nenhuma vacina tem 100% de eficácia.
· São divididas em 02 grandes grupos:
· Vacinas vivas atenuadas:
· São vacinas que contém o patógeno, mas, de uma forma enfraquecida, em que eles perderam a capacidade de produzir a doença nos imunocompetentes.
· São elas:
· BCG, Rotavírus, Pólio oral, Tríplice viral, Tetra viral, Varicela isolada, Dengue e Herpes-zoster.
· Elas imitam o ciclo da doença, produzindo uma infecção branda. A partir daí, cria-se anticorpos próprios contra a doença e fica protegido em futuros contatos com o patógeno.
· Vantagens:
· Por imitar o ciclo que a doença faz, geram uma imunidade mais duradoura do que as inativadas, além de necessitarem de um número menor de doses para criar proteção efetiva.
· Desvantagens:
· São perigosas para imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes pois mesmo um agente enfraquecido pode causar doença nesses grupos.
· A maioria delas tem aplicação subcutânea.
· Vacinas inativadas:
· Não contêm o patógeno vivo, logo não têm capacidade de produzir a doença e não imitam o ciclo de infecção.
· São elas:
· Tríplice e Dupla bacteriana, Meningocócica, Pneumocócica, Hepatites A e B, Haemophilus influenza tipo B, Pólio inativada, HPV, influenza, Raiva e Herpes Zoster.
· Vantagens:
· São seguras para imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes.
· Desvantagens:
· A imunidade gerada pode ser mais curta, precisando de doses de reforço e precisam de um número maior de doses para produzir a imunidade ideal.
· A maioria tem aplicação intramuscular.
· Componentes vacinais:
· Além dos antígenos, as vacinas podem conter outros componentes como água destilada, soro fisiológico, antibióticos, resquícios de meios de cultura, conservantes, estabilizantes e adjuvantes.
· Adjuvantes:
· São potencializadores da resposta imune, aumenta a eficácia e prolongam a proteção da vacina.
· Permitem uma menor quantidade de antígenos, reduzindo o custo da vacina.
· Os mais usados atualmente são os sais de alumínio.
· Conservantes:
· Timerosal, derivado do mercúrio.
· Antibióticos:
· Servem para prevenir a proliferação de bactérias os frascos, mas estão em pequena quantidade e não induzem resistência bacteriana.
· Trações de ovos:
· O ovo é um meio de cultura antigênica e suas proteínas podem estar presentes em algumas vacinas, como influenza e tríplice viral.
· Como as vacinas funcionam:
· Resposta as vacinas – há 02 tipos: humoral e celular:
· Resposta humoral:
· Os linfócitos B diferenciam-se em plasmócitos, responsáveis pela produção de imunoglobulinas IgM, IgG e IgA.
· Essa resposta é pobre, inespecífica e responde a qualquer antígeno polissacarídeo. Logo, é ativada tanto pelas vacinas vivas como pelas inativadas.
· Resposta celular:
· Composta por linfócitos T CD4 e CD8 é mais eficaz e específica, mas ela responde apenas a peptídeos, como vacinas vivas atenuadas.
· As bactérias de vacinas vivas atenuadas são compostas por cápsulas polissacarídeas, logo para que se consiga estimular essa resposta, é preciso conjuga-la a uma proteína.
· As duas formam células de memória que, num segundo momento, se o microrganismo entrar novamente em contato com o antígeno, ele é reconhecido de imediato pelo sistema imune, ativando a produção de anticorpos pelos linfócitos mais rapidamente.
· Tipos de vacina:
· Podem ser:
· Isoladas – quando contém um único antígeno – vacina isolada da varicela.
· Combinadas – quando contém mais de um antígeno no mesmo frasco – tetravalente (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
· Vacinas vivas e atenuadas não podem ser combinadas.
· Multidose – quando contém um único antígeno, com mais de uma dose no mesmo frasco – vacina contra febre amarela.
· Conjugadas a uma proteína para aumentar a resposta imune ao estimular a resposta celular do linfócito T dependente, além da humoral – vacina conjugada anti-meningocócica C.
· Coadministração:
· É seguro e eficaz coadministrar vacinas no mesmo dia.
· Vacinas inativadas, e inativadas e vivas, podem ser administradas no mesmo dia ou em qualquer intervalo de tempo. 
· Vacinas vivas, se não administradas no mesmo dia, precisam de 04 semanas de intervalo entre elas.
· A exceção a essa regra é a vacina contra o sarampo (tríplice e tetra virais), com a vacina de febre amarela, não podem ser administradas no mesmo dia, devendo-se respeitar um intervalo mínimo de 15 dias entre elas, 30 dias idealmente. Há perda de imunogenicidade quando aplicadas juntas.
· Vacinas x Imunobiológicos:
· A coadministração de vacinas vivas atenuadas e de imunoglobulinas não é indicada, exceto em situações de alto risco.
· A indicação é esperar, no mínimo, 02 semanas, mas idealmente, no mínimo, 03 semanas entre um e outro.
· A administração de vacinas após transfusão de sangue segue o mesmo princípio e deve-se respeitar um intervalo mínimo de 05 meses, segundo o MS.
· A coadministração com imunossupressores é contraindicada para vacinas vivas. O tempo recomendado entre a retirada dos medicamentos e a administração da vacina atenuada varia de acordo com a droga.
· Vacinas x Antitérmicos:
· Há perda de imunogenicidade quando administrados antitérmicos antes ou imediatamente após a vacinação, logo eles são contraindicados.
· A exceção é a vacina meningocócica B, que está liberada a aplicação de paracetamol.
· Esquema vacinal:
· Depende de cada vacina e é definido como o número dedoses que deve ser feito para atingir a imunidade ideal.
· Ele precisa sem comprovado, por meio da carteirinha, do registro eletrônico ou pela cicatriz vacinal, no caso da BCG.
· A primovacinação é a primeira série de vacinas que a criança recebe no 1º ano de vida e o reforço é o que for dado após esse período.
· Quando o esquema vacinal estiver incompleto, deve-se sempre o completar com as doses que faltam. Não há necessidade de reiniciar a vacinação para nenhuma vacina.
· Falha vacinal:
· Falha vacinal primária:
· É a falha da própria vacina, por perda de imunogenicidade.
· Pode ser causada por contaminação, desvios de temperatura ou problemas de fabricação.
· Falha vacinal secundária:
· Ocorre por problemas de imunidade do paciente, como nas imunodeficiências primárias.
· Imunidade de rebanho:
· Ocorre quando há 02 grupos de pessoas numa mesma comunidade.
· Imunizados para determinada doença, que precisam ser a maioria.
· Não imunizados para a tal doença, que precisam ser a minoria.
· O primeiro grupo, por estar imunizado, não irá se infectar, logo não será fonte de infecção para o segundo grupo.
· Outro tipo de imunidade de rebanho ocorre na vacinação contra poliomielite oral, em que os vírus são enfraquecidos, excretados nas fezes, competem com os vírus selvagens na colonização intestinal, não deixando os patógenos selvagens infectarem.
· A sala de vacinação:
· As vacinas devem ser mantidas na temperatura de 2ºC a 8ºC e devem ter suas temperaturas medidas no início e no final do dia em refrigerador exclusivo.
· O profissional da sala de vacinação deve estar atualizado e capacitado. Ele deve avaliar a carteirinha de todos os pacientes para verificar se o calendário vacinal está completo.
· Contraindicações as vacinas:
· Há poucas contraindicações absolutas:
· Anafilaxia a dose anterior da vacina e alergia grave a algum componente contraindicam a vacina que provoca alergia no paciente.
· Imunodeprimidos, imunodeficientes e gestantes não devem receber as vacinas vias atenuadas sob o risco de serem infectados. As vacinas inativadas são seguras para esses pacientes.	
· Doença febril aguda contraindica a vacina no momento da doença, devendo ser aplicada após a resolução do quadro.
· Falsas contraindicações às vacinas:
· Uso de corticosteroides – são contraindicados se usados em doses imunossupressoras. Corticoides tópicos ou inalatórios não contraindicam a vacinação.
· Dose imunossupressora – ≥ 02mg/kg/dia ou > 20mg/dia de prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais.
· Doenças febris aguda – resfriados, gripe e diarreia não contraindicam a vacina se o paciente não estiver febril.
· Uso de antibióticos – desde que não estejam com febre
· História familiar – de alergias ou crises convulsivas.
· Dermatites – apenas devemos cuidar para não aplicar a vacina em cima do rash cutâneo.
· Choro e febre persistente pós-vacinação prévia.
· Desnutrição – os desnutridos mantêm sua capacidade imune e são mais susceptíveis a adoecer, logo, devem obrigatoriamente ser vacinados.
· Filhos de mães HIV positivo – a criança exposta ao HIV vertical deve ser vacinada com todas as vacinas do calendário vacinal até que se prove laboratorialmente ou clinicamente a imunossupressão. Vacinas inativadas podem ser feitas independentemente do estado imune do paciente.
· Reações adversas das vacinas:
· Variam de acordo com cada indivíduo.
· A maioria apresenta reações leves:
· Local – dor no local da aplicação, edema, enduração e eritema.
· Sistêmicas – febre, mal-estar, dor no corpo.
· As reações graves são mais raras.
· Qualquer reação grave ou que ocorra em surtos, ou seja, um número de reações maior do que o esperado para aquela população ou óbitos pós-vacinais, devem ser notificados ao sistema de vigilância epidemiológica em até 24h.
· As fake News:
· Vacinas causam autismo
· Vacinas causam síncope
· Várias vacinas aplicadas ao mesmo tempo sobrecarregam o sistema imune.
· Não é preciso se vacinar para doenças pouco prevalentes.
· Quem já teve a doença não pode ser vacinar.
· Calendários vacinais:
· Programa Nacional de Imunizações:
· Pode ser dividido em calendário da criança, do adolescente, do adulto, do idoso.
· Os indígenas também apresentam calendário próprio para cada faixa etária.
· Calendário vacinal das crianças do PNI:
· Calendário vacinal dos adolescentes no PNI:
· Calendário vacinal dos adultos no PNI:
· Calendário vacinal dos idosos no PNI:
· Tabelas MS x Sociedades:
· Calendários especiais:
· Calendário das gestantes:
· Calendário dos prematuros:
· Os prematuros são vacinados de acordo com a sua idade cronológica, não devendo-se corrigir a idade gestacional.
· A maioria das vacinas deve ser feita na mesma idade que as crianças nascidas a termo. Mas, há algumas particularidades que devem ser levadas em conta, como:
· A vacina BCG deve ser feita apenas em nascidos com peso > 02kg, se não for o caso, espera-se o bebê atingir esse peso para vacinar.
· A hepatite B é indicada em 03 doses. No calendário vacinal do PNI é indicada em 04 doses, mas no sistema privado, tem-se a opção de indicar apenas 03 doses. Para prematuros 02kg.
· A recomendação do MS é não ultrapassar 04 anos, 11 meses e 29 dias.
· Caso o RN não tenha esse peso, é preciso adiar a vacinação até que ele o atinja.
· Crianças maiores, adolescentes e adultos com situação vacinal desconhecida e sem cicatriz em deltoide direito devem receber uma dose.
· Revacinação:
· Não há necessidade de revacinar crianças sem cicatriz vacinal, nem realizar exames, simplesmente considere-a como imune.
· Contraindicações:
· Pacientes imunocomprometidos, imunodeprimidos e gestantes.
· 01 ano que tenham contatos intradomiciliarescom portadores de hanseníase devem ser vacinados com dose a mais de BCG.
· Reações adversas:
· São pouco frequentes
· Pode ocorrer enfartamento ganglionar único ou múltiplo, localizado em região axilar, supra ou infraclavicular homolateral à vacina. É móvel, indolor e mede até 03cm de diâmetro, não acompanhado de sintomas sistêmicos e não necessita de tratamento.
· Pode ocorrer disseminação hematogênica do bacilo, mas isso é raro. Nesses casos, precisamos pesquisar imunodeficiências.
· Outros eventos adversos, mais raros, podem ser:
· Hepatite B:
· É uma vacina inativada, constituída por proteínas de superfície do vírus da doença obtidas por meio de técnica de DNA recombinante. Nessa técnica, isola-se o gene do vírus que codifica as proteínas de superfície, transfere-o para leveduras que clonam essas proteínas. Posteriormente, elas são extraídas e purificadas para servirem como antígenos.
· Tem administração intramuscular.
· Prevenção:
· Protege contra infecção pelo vírus da hepatite B, que pode causar cirrose e câncer de fígado. A eficácia descrita em bula é de 90 a 95%.
· Idade:
· Está disponível para todas as faixas etárias no esquema de 03 doses, sendo o intervalo entre elas de 01 mês da 1ª para a 2ª dose e 06 meses entre a 1ª e 3ª doses.
· No calendário do PNI, estão indicadas 04 doses da vacina. A primeira ao nascer, para todas as crianças, independentemente da idade gestacional e peso as outras 03 aos 02, 04 e 06 meses, na vacina pentavalente.
· Para RN, o MS orienta que ela seja aplicada o mais precocemente possível, nas primeiras 24h de vida, preferencialmente nas primeiras 12h, ainda na maternidade ou na primeira visita ao serviço de saúde, com até 30 dias de vida.
· Reações adversas e contraindicações:
· As contraindicações mais comuns são as locais: dor local, edema e eritema. As sistêmicas podem ser febre e mal-estar. Elas não contraindicam doses subsequentes da vacina.
· A púrpura trombocitopênica idiopática associada à vacinação é rara e surge até 02 meses após a aplicação. Consiste em púrpuras, petéquias, equimoses e sangramentos associados a trombocitopenia, sem outra causa diagnóstica.
· Elas contraindicam doses subsequentes da vacina.
· Por ser inativada, pode ser feita em imunodeficientes e gestantes.
· Pacientes especiais:
· Transplantados de órgãos sólidos, com neoplasia em tratamento imunossupressor e pacientes renais crônicos fazem obrigatoriamente 04 doses, com a dose dobrada.
· Sorologia:
· Não é obrigatória após a imunização, exceto para os casos especiais como hepatopatas, imunodeprimidos, diabéticos, doentes renais crônicos e profissionais de saúde.
· O tempo ideal para coleta de sorologia é de 30 a 60 dias após a última dose da vacina. É considerado imunizado aquele que apresenta anti-Hbs > 10UI/mL.
· Imunoglobulina anti-hepatite B:
· É feita com plasma de indivíduos submetidos recentemente à vacinação e contém anticorpos anti-Hbsag em dose única IM.
· É indicada para indivíduos susceptíveis pós-exposição à doença em caso de:
· Situações especiais:
· Filhos de mães HbsAg positivo:
· Está indicada, ao nascer, além da vacina contra hepatite B, uma dose de imunoglobulina anti-hepatite B em até 12 a 24h após o parto, em dose única.
· Devem ser aplicadas em grupos musculares diferentes.
· Quando a situação da mãe é desconhecida, aplica-se somente a vacina e solicita-se a pesquisa do HbsAg na mãe, caso resultado seja positivo, aplica-se a imunoglobulina no RN até o 7º dia de vida.
· Indicação de parto e amamentação:
· A transmissão da doença ocorre, no momento do nascimento e não há comprovação de transmissão pelo leite materno. Mas, como a profilaxia será feita, não há indicação de cesariana e sim, deve-se seguir a ordem obstétrica.
· A amamentação deve ser mantida.
· RN prematuros:
· Está indicada ao nascer para todos os neonatos, independentemente do peso e idade gestacional.
· Mas, crianças com peso de nascimento ≤ 02kgs ou com idade gestacional 10UI/ml
· Família DTP:
· As vacinas contra tétano, difteria e coqueluche (pertusis) estão juntas, em vacinas combinadas inativdas.
· São administradas por via intramuscular, chamadas família DTP.
· Elas contém toxóide diftérico, toxóide tetânico, bactérias Bordetella pertussis mortas ou antígenos de coqueluche.
· As vacinas que contém esses componentes são a DTPw, DTPa, DT, dT e dTpa.
· Prevenção:
· Difteria (crupe):
· Doença causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que causa febre e pseudomembrana em orofaringe, que pode se estender para vias aéreas e dificultar a respiração, além de linfonodomegalia cervical.
· Suas toxinas também podem se disseminar e causar paralisia muscular, bem como miocardite.
· Tétano:
· Doença causada pelas toxinas da bactéria Clostridium tetani.
· Pode causar o tétano neonatal, quando o neonato se infecta por bactérias presentes no coto umbilical ou tétano acidental, causada por uma porta de entrada cutânea.
· Os sintomas são crises convulsivas e contraturas musculares, que podem levar à insuficiência respiratória e óbito.
· Coqueluche:
· Infecção respiratória aguda causada pela bactéria Bordetella pertussis, que causa tosse persistente, podendo se associar à hipoxemia, insuficiência respiratória e levar ao óbito lactentes jovens.
· DTPW – tríplice bacteriana infantil de células inteiras:
· É uma vacina inativada, que contém toxóide diftérico, tetânico e bactérias Bordetella pertussis inativadas (mortas).
· Por conter a Bordetella inteira, é chamda de DTP de células inteiras.
· Está presente no PNI, dentro da vacina pentavalente
· A pentavalente está indicada no esquema de 03 doses, aos 02, 04 e 06 meses. Os reforços são aos 15 meses e 04 anos e 06 meses com a DTPw.
· Idade máxima de aplicação - 07 anos.
· Logo:
· DTPA – tríplice bacteriana infantil acelular:
· Vacina inativada, que contém os toxóides diftérico, tetânico e antígenos inativados da Bordetella pertussis: toxoide pertussis, pertactina e hemaglutinina filamentosa. Pela ausência do microrganismo inteiro, é chamada de DTP acelular.
· Indicada em 05 doses, aos 02, 04 e 06 meses e reforço aos 15 meses e 04 anos e 06 meses.
· Idade máxima de aplicação - 07 anos.
· Está disponível no sistema privado de imunizações, dentro das vacinas hexavalente (DTPa + hepatite B + haemophilus influenzae tipo B + Pólio inativada) ou pentavalente privada (DTPa + haemophilus influenzae tipo B + pólio inativada).
· Por ser acelular, tem menos reações adversas e é igualmente imunogênica, em comparação com a DTPw.
· Está também disponível nos CRIEs para pacientes especiais:
· DT – dupla bacteriana infantil:
· Vacina inativada que tem apenas toxoide diftérico e tetânico, sem o componente da coqueluche.
· Indicada para pacientes que não podem receber a DTPw ou a DTPa por terem tido encefalopatia em até 07 dias após essas vacinas.
· Disponível nos CRIE para 07 anos.
· Caso o paciente não tenha sido vacinado anteriormente ou não tenha comprovação vacinal, deve-se aplicar 03 doses com intervalo de 02 meses entre a 1ª e a 2ª e 04 meses entre a 2ª e a 3ª doses.
· Disponível no PNI para > 07 anos.
· DTPA – tríplice bacteriana adulta acelular:
· Vacina inativada que contém toxóide diftérico em menor volume que as infantis, toxoide diftéricoe componente acelular da coqueluche.
· Indicada pelas Sociedades para reforço a cada 10 anos em substituição da dT em > 07 anos, mas disponível apenas no sistema privado de imunizações.
· No PNI, está indicada para gestantes da 20ª semana de gravidez até os 45 dias após o parto em dose única, e para profissionais de saúde que atuam em sala de parto a cada 10 anos.
· Esquema vacinal das gestantes:
· Por que é importante vacinar as gestantes contra coqueluche?
· É indicada para gerar anticorpos maternos, que são transferidos aos RN, que nascem protegidos até que desenvolva seus próprios anticorpos pela vacinação.
· Todas as gestantes a partir da 20ª semana, devem ser vacinadas. A indicação é estendida até o puerpério, mas se aplicada após o parto, não há transferência de anticorpos pelo leite materno, havendo apenas a proteção da mãe, prevenindo-a de infectar-se e transmitir a doença.
· Reações adversas e contraindicações:
· Apesar da maioria das reações serem brandas como: dor, edema e vermelhidão locais, febre e mal-estar, há 04 situações que é preciso conhecer relacionadas à vacina DTP de células inteiras e, consequentemente, da vacina pentavalente do PNI.
· Febre e choro persistente:
· Irritabilidade após algumas horas da aplicação da vacina.
· O choro é inconsolável e a febre persiste, mesmo com uso de medicação.
· É benigno e autolimitado a algumas horas.
· Não contraindica doses subsequentes.
· Episódio hipotônico-hiporresponsivo:
· Ocorre em até 48h após a vacina
· Caracteriza-se por hipotonia muscular, pouca responsividade a estímulos externos, cianose e palidez.
· É benigno e autolimitado, mas contraindica a vacinação com a DTPw e indica a DTPa em doses subsequentes.
· Convulsões tônico-clônicas generalizadas:
· Ocorre em até 72h após a vacina e podem ou não estar acompanhada de febre.
· Contraindica a vacinação com a DTPw e indica a DTPa em doses subsequentes.
· Encefalopatia pós-vacinal:
· Ocorre em até 07 dias.
· Caracteriza-se por paralisias motoras, deficiências sensitivas e crises convulsivas focais ou generalizadas.
· Contraindica a aplicação do componente pertussis, então indica-se o uso da dT.
· Prevenção do tétano acidental:
· Pode levar a alta morbimortalidade do paciente.
· Apesar da recomendação de aplicar a vacina dT a cada 10 anos para a prevenção da doença, ao se deparar com um paciente ferido tem-se que analizar sua situação vacinal para indicar apenas cuidados locais, vacinação de reforço ou imunoglobulina antitetânica.
· Esquema do MS:
· Quando o paciente apresenta esquema vacinal completo e a última dose há menos de 05 anos, não há necessidade de vacina ou imunoglobulina.
· Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados, chamados de ferimentos com risco mínimo de tétano e devem ser lavados, desinfectados e desbridados. Não usa-se imunoglobulinas nesses casos. Aplica-se a vacina se:
· Esquema vacinal desconhecido - 03 doses
· Esquema vacinal incompleto - completar o esquema.
· Última dose da vacina há mais de 10 anos - 01 dose de reforço.
· Ferimento profundo, superficial sujo, com corpos estranhos, tecidos desvitalizados, queimaduras, ferimentos puntiformes, ferimentos por armas brancas ou de fogo, politraumas ou fraturas expostas são chamados de ferimentos de alto risco de tétano e utilizarão vacina (exceto se última dose há menos de 05 anos) e imunoglobulina se:
· Esquema vacinal incompleto
· Esquema vacinal desconhecido
· Última dose da vacina há mais de 05 anos em situações especiais - imunodeprimidos, desnutrido grave, idoso.
· Última dose há mais de 10 anos e o médico julgar que o ferimento não será cuidado apropriadamente.
· Vacina contra Haemophilus influenzae tipo B:
· Vacina inativada constituída por cápsula polissacarídica da bactéria Haemophilus influenzae tipo B conjugada à proteína carreadora.
· Tem administração intramuscular.
· Prevenção:
· Infecções causadas pela bactéria, como meningite, pneumonia, amigdalite, otite, artrite, pericardite, osteomielite entre outras.
· Antes da vacina, o Haemophilus influenzae era o principal causador dessas infecções em crianças 01 ano anão engolir a vacina.
· Prevenção:
· Protege contra infecção pelo vírus rotavírus que, até a chegada da vacina, era a principal causa de hospitalização e óbitos por doença diarreiaca aguda em crianças 60 anos, uma dose de pneumo 13-valente seguida de uma dose de pneumo-23 valente 06 a 12 meses depois e reforço com essa mesma vacina após 05 anos.
· Reações adversas e contraindicações:
· São bem toleradas e seguras para imunodeprimidos.
· As principais reações adversas são locais e febre.
· Pacientes especiais:
· O esquema para pacientes especiais nos CRIE é composto pelas vacina Pneumo 13 e Pneumo 23
· Esquema para 05 anos:
· Vacinas meningocócicas:
· São vacinas inativadas composta por sorotipos do meningococo administradas por via intramuscular.
· Há 03 vacinas disponíveis: meningocócica C, meningocócica ACWY e meningocócica B.
· Prevenção:
· Protege contra infecção pelo meningococo, causador da meningite, meningococcemia ou a associação das duas.
· Tem alta mortalidade e pode deixar sequelas graves, como amputações de membros e surdez.
· Estão identificados 05 sorotipos principais causadores de doença: A, B, C, W135 e Y.
· No Brasil, o sorotipo C é o mais prevalente, em todas as vaixas etárias.
· Com a introdução da vacina, a incidência reduziu em crianças 13 anos portadores de hemoglobinúria paroxística noturna em uso de eculizumabe no esquema de 02 doses a cada 03 anos.
· Meningocócica B:
· Vacina obtida através do DNA da bactéria, composta por proteínas de superfície do sorotipo B
· Disponível no sistema privado de imunizações e indicada pelas Sociedades aos 03, 05 e 12 meses.
· Reações adversas e contraindicações:
· As principais reações adversas são locais e febre
· Vacina contra febre amarela:
· Vacina viva atenuada composta por vírus da febre amarela enfraquecido
· Aplicação subcutânea.
· Prevenção:
· Protege contra o vírus da febre amarela, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti
· É obrigatória para todo o país.
· Idade:
· É indicada a partir dos 09 meses de idade, com reforço aos 04 anos.
· Em situações de surto, pode ser aplicada a partir dos 06 meses.
· Quem inicia a vacinação com mais de 04 anos, deve receber apenas 01 dose para vida toda.
· Reações adversas e contraindicações:
· Tem reações adversas locais, como febre e mal-estar.
· A doença neurológica associada à vacina é um evento adverso raro, que se caracteriza pelo aparecimento, em 07 a 21 dias após a vacinação, de febre e sinais de meningoencefalite. Sua incidência reduziu quando a vacina passou a ser indicada para os > 06 meses a 09 meses de idade.
· É contraindicada para imunocomprometidos e gestantes, por ser uma vacina viva.
· É contraindicada para mulheres que amamentam até o bebê completar 06 meses de vida. Se a vacinação for indispensável, é indicado suplementar o aleitamento materno por 10 a 14 dias e usar fórmula infantil ou leite do banco de leite materno.
· Também contém traços de proteínas do ovo, logo ela não deve ser feita apenas em pacientes com história de anafilaxia a proteína do ovo. 
· Histórico de reações leves não contraindicam a vacinação.
· Vacina contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela:
· Vacinas vivas atenuadas compostas por vírus enfraquecidos do sarampo, caxumba, rubéola e varicela
· Aplicados via subcutânea.
· Prevenção:
· Sarampo:
· Doença exantemática que causa febre, tosse, conjuntivite e exantema morbiliforme podendo levar ao óbito por complicações, como pneumonia e encefalite.
· Rubéola:
· Doença exantemática que causa febre, adenomegalia, exantema maculopapular róseo.
· Pode causar a síndrome da rubéola congênita em mulheres grávidas, caracterizada por aborto, óbito fetal, cardiopatias, catarata e surdez.
· Caxumba:
· Doença transmitida por gotículas de saliva.
· A maioria dos casos é assintomática, mas podem cursar com inflamação das parótidas, orquite, ooforite, encefalite, podendo levar à infertilidade e surdez como sequelas.
· Varicela:
· Doença que causa exantema polimórfico, podendo levar à encefalite, pneumonia e infecção secundária de pele.
· Vacina tríplice viral:
· É composta pelas primeiras doses de proteção contra sarampo, rubéola e caxumba.
· Está indicada no PNI aos 12 meses.· As mulheres em idade fértil são imunes a essas doenças tanto pela imunidade natural como pela aplicação da vacina. Na gestação, há passagem de anticorpos contra essas doenças pela placenta, logo o RN nasce com eles.
· Se vacinássemos a criança na presença desses anticorpos maternos, eles destruiriam os vírus vacinais e não permitiriam que fossem criados anticorpos próprios da criança. Logo, espera-se que os anticorpos maternos reduzam, o que ocorre a partir dos 06 a 12 meses, para, só então, vacinar o bebê.
· Para crianças, adolescentes e adultos até 29 anos não vacinados, é indicado realizar 02 doses, com intervalo mínimo de 30 dias, e adultos de 30 a 59 anos, aplicar dose única.
· Para contactantes susceptíveis dessas doenças imunocompetentes, a vacina de bloqueio está indicada até 72h após exposição. Essa vacina é independente e não substitui nenhuma dose do esquema.
· Em caso de surtos, o MS aplica uma dose a mais da vacina dos 06 aos 12 meses. É chamada de dose zero, pois não entra na contagem do esquema vacinal.
· Vacina tetra viral:
· É composta pelas segundas doses de proteção contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), primeira dose contra varicela e está indicada aos 15 meses de idade.
· É recomendado pelas sociedades para adolescentes e adultos não vacinados que devem receber 02 doses da vacina, mas ela não é disponível no sistema público.
· Vacina varicela isolada:
· É composta pela segunda dose de proteção contra a varicela e deve ser feita aos 04 anos, pelo PNI.
· É indicada também para contactantes susceptíveis de varicela > 09 meses, imunocompententes em 03 a 05 dias após a exposição.
· Reações adversas e contraindicações:
· Tem poucas reações adversas, mais locais, como febre e mal-estar.
· Como vacinas vivas, são contraindicadas para imunocomprometidos e gestantes.
· Assim como a vacina contra hepatite B pode provocar púrpura trombocitopênica, nesses casos, contraindica-se doses subsequentes.
· As vacinas tríplice e tetra virais, assim como a febre amarela, contêm traços de proteínas do ovo, mas, ela não é contraindicada nesses casos, apenas o cuidado de serem aplicadas em ambiente hospitalar.
· Síndrome de Reye:
· Tem causa desconhecida, mas está associada a infecções por influenza e varicela em crianças que usaram AAS de modo contínuo.
· Seus sintomas são bifásicos
· Inicia como uma infecção viral, semelhante à doença de base, e segue com encefalopatia aguda, que pode levar ao coma e óbito.
· O tratamento é de suporte, em que deve-se suspender o uso do AAS por 06 semanas para receber as vacinas que contenham varicela.
· Imunoglobulina antissarampo anti-varicela-zoster.
· Indicada para contactantes susceptíveis, que não podem ser imunizados com vacinas.
· Para o sarampo, em até 06 dias após a exposição. São eles: 28 semanas cuja mãe nunca teve varicela e 06 meses.
· Crianças até 09 anos	que se vacinam pela primeira vez devem aplicar 02 doses, com 30 dias de intervalo entre elas.
· Deve ser aplicada anualmente, pois as cepas são diferentes a cada ano.
· Reações adversas e contraindicações:
· Tem poucas reações adversas que, na sua maioria, são locais, além de febre e mal-estar.
· Não é contraindicada para pacientes com reações alérgicas, nem mesmo as reações graves, mas deve ser feita em ambiente hospitalar.
· Palivizumabe:
· Imunoglobulina derivada de anticorpo monoclonal.
· Prevenção:
· Previne contra a infecção pelo vírus sincicial respiratório, causador da bronquiolite e pneumonia, principalmente em lactentes.
· Indicações:
· Vacina e soro contra raiva:
· Vacina inativada antirrábica.
· Soro antirrábico ou imunoglobulina humana antirrábica (IGHAR) usada após exposição ao vírus.
· Prevenção:
· Previne contra a infecção respiratória por vírus da raiva, causador de encefalite aguda, progressiva, que leva ao óbito em aproximadamente 100% dos casos.
· Indicações:
· Vacina contra COVID:
· Têm reduzido de forma drástica o número de mortes e hospitalizações no mundo todo, de acordo com estudos. Reduzem também a carga viral na nasofaringe e reduzem o potencial de transmissão.
· Há 04 vacinas licenciadas pela ANVISA no Brasil, todas inativadas.
· Coronavac - produzida pelo Butantan:
· Covishield/Oxford - produzida pela AstraZeneca e Fiocruz:
· AD26. COV2.S - produzida pela Jansen e Johnson e Johnson:
· Comirnaty - produzida pela Biontech e Pfizer:
· Resumo:
· Vacina contra herpes-zoster:
· O herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus varicelazóster, latente no organismo após infecção prévia.
· Há duas vacinas licenciadas no Brasil: Zostavax e Shingrix.
· Vacina contra dengue:
· Vacina viva atenuada, no esquema de 03 doses, subcutânea, disponível apenas no sistema privado de imunizações.
· Indicada dos 09 aos 45 anos.
· Indicada apenas para pessoas já infectadas (soropositivas), pois foi observado um risco aumentado de hospitalização e dengue com sinal de alarme se aplicadas em pacientes soronegativos.
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.png
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image15.png
image16.png
image17.png
image18.png
image19.png
image20.png
image21.png
image22.png
image23.png
image24.png
image25.png
image26.png
image27.png
image28.pngimage29.png
image30.png
image31.png
image32.png
image33.png
image34.png
image35.png
image36.png
image37.png
image38.png
image39.png
image40.png
image41.png
image42.png
image43.png
image44.png
image45.png
image46.png
image1.png
image2.png
image3.png
image4.png

Mais conteúdos dessa disciplina