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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS/CAMETÁ
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
	
JURACY RIBEIRO DA COSTA
ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA PONTE DO MACACO: CIDADE DE OEIRAS DO PARÁ
	
Cametá- PA
2022
JURACY RIBEIRO DA COSTA
ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA PONTE DO MACACO: CIDADE DE OEIRAS DO PARÁ
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Federal do Pará- UFPA, como requisito à obtenção do Grau de Licenciatura em Geografia, sob orientação da Prof. João Batista 
Cametá- PA
2022
ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS OCASIONADOS PELA PONTE DO MACACO: CIDADE DE OEIRAS DO PARÁ
RESUMO
Este trabalho aborda a questão dos impactos ambientais urbanos, com ênfase nas Áreas de Proteção Permanente (APP`s). Os impactos de ordem socioambiental são aqueles em que as questões naturais e humanísticas estão profundamente interligadas. Repercutindo, por conseguinte, em graves problemas de exclusão, miséria, carências de serviços de saúde, moradia, saneamento, educação e afins. Este trabalho foi constituído a partir de uma natureza teórica referente à presente temática. Além disso, como forma de verificar as proposições teóricas, houve realização de campo, constituída de observação e aplicação de questionários a um universo pesquisado. Nesse sentido, o lócus da pesquisa foi o Igarapé do Macaco, na cidade de Oeiras, Estado do Para. Através do referido recorte espacial, buscou-se compreender os impactos de ordem socioambiental como aspectos decorrentes do universal processo de urbanização que se apresente no atualmente. Identificando os impactos que ali decorrem. Relacionando-os ao processo de expansão urbana ocorrente na cidade de Oeiras do Para.
Palavras-chave: Impactos ambientais. 
PALAVRAS –CHAVE: Expansão Urbana. Impactos Ambientais. Resíduos Sólidos.
INTRODUÇÃO
	Ao longo da história, o homem vem imprimindo marcas no espaço. Estas, caracterizando-se como ações contínuas e sobrepostas no espaço geográfico. As chamadas materialidades.
	Um dos maiores e mais complexos exemplos de materialidades, trata-se do espaço urbano. Espaço esse onde incontáveis ações decorrem. E a relação homem-meio encontra-se imbricada dessas ações. Os impactos socioambientais com vista na perspectiva à degradação figuram como um dos mais interessantes e necessários temas de abordagem quando atrelados ao espaço urbano.
	Nesse sentido, as práticas decorrentes em Áreas de Proteção Permanente (APP). Dentre estas, as ocupações de rios e igarapés urbanos, encontram-se, na maioria das vezes, em desarmonia em relação ao almejado desenvolvimento sustentável.	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Esse parágrafo está confuso, é preciso ajusta-lo, e citar não somente o desenvolvimento sustentável, mas também a lei de apps
	As manifestações de degradação ambiental nas margens de rios urbanos se nota como fenômeno nacional, mais especialmente, a partir da década de 1990, momento em que o processo de industrialização, aliada ao incessante processo de globalização, passam a alcançar todas as camadas da sociedade com mais intensidade, mas de formas diversas.
	Em Oeiras do Pará, localizada na Região Nordeste do Estado Paraense, as práticas de ocupação de rios e igarapés no espaço urbano desse município, também acompanham o desenfreado ritmo da degradação ambiental, decorrente na maioria das pequenas cidades. Em especial, as da Região Norte do Brasil.
	De diversas ordens, o problema da degradação ambiental encontra-se latente em todos os igarapés que permeiam a cidade de Oeiras do Pará. Desmatamentos, acúmulo de resíduos sólidos, poluição hídrica, visual e do ar. Consequentemente, comprometendo a qualidade de vida da população. Tanto as que ali residem, quanto as que frequentam, direta ou indiretamente, o espaço em questão. Qualidade esta, relacionada a educação, saneamento, saúde, serviços e afins.
	As justificativas para a abordagem desta temática se deu a partir de diversos pontos. Porém, é conveniente destacar-se dois, em especial: Um de cunho social e outro de âmbito acadêmico. Primeiramente, os impactos ambientais constituem ocorrências proporcionais ao crescimento desenfreados das cidades, em suas mais diversas escalas (FERREIRA, VENTICINQUE & ALMEIDA, 2005, p. 157). Em contrapartida, percebe-se uma inércia do poder público em relação a estas precariedades manifestas. Em virtude disso, populações financeiramente menos abastadas tendem a ocuparem parcelas de espaços periféricos dessas cidades, onde justamente encontram-se a maioria de impactos: animais causadores de doenças, resíduos sólidos, desmatamento, poluição de igarapés urbanos. Faltando-lhes acesso a serviços básicos de saúde, educação e habitação.
	Em relação à perspectiva acadêmica, há pouca ou quase nenhuma pesquisa que discorra sobre esses impactos na cidade de Oeiras do Pará. Carecendo, nesse sentido, de um olhar mais investigativo e apurado, para assim, poder apresentar possíveis ideias com vistas a contribuírem na resolução dos inúmeros problemas que tangenciam a questão ambiental no espaço urbano da Cidade em questão.
	Em virtude disso, diversos foram os questionamentos que emergiram ao longo da proposta de construção dessa discussão, dentre elas, podendo ser destacada: Quais aspectos caracterizam a ocupação de margens de rios de igarapés nos espaços urbanos? como está a questão ambiental atrelada às suas diversas nuances como deterioração, conservação, planejamento e conscientização?
	O objetivo geral na construção da presente pesquisa se constituiu em analisar como está ocorrendo o processo de crescimento da cidade ou expansão urbana sobre áreas de rios e igarapés. Assim, os objetivos específicos se deram a partir da busca em identificar os principais problemas de ordem socioambiental relacionados a pratica de ocupação do solo e averiguar a ação do poder público em relação ao processo de aterramento e ocupação das áreas de rios e igarapés na cidade de Oeiras do Para.
	Para a construção desta pesquisa, diversas etapas de procedimentos foram empregadas. Primeiramente, foi feita a escolha do tema, retratando, nesse contexto, um recorte espacial, o qual corresponde à denominada "Ponte do Macaco" a partir do cenário socioambiental ali presente. A identificação, mapeamento e avaliação foi feita utilizando-se imagens de satélite, cartas e visitas locais.
	Em seguida, foi feito levantamento bibliográfico de assuntos pertinentes, em especial, aos ligados às questões ambientais urbanas. Tais levantamentos se deram a partir de livros impressos, de artigos disponíveis em sites especializados, em especial o Google Acadêmico e o Scielo. Com consequente análise e organização desse material.
	Após isso, foi realizada uma pesquisa de campo, tendo-se como lócus a "Ponte do Macaco". Foram aplicados 15 questionários, cuja estrutura investigativa era a mesma. Estes aplicados em 15 domicílios localizados à margem direita do "Igarapé do Macaco". Os questionários tiveram por perspectiva, identificar e compreender os aspectos socioeconômicos e ambientais, estes considerados fundamentais para uma compreensão a respeito da problemática ambiental que se apresenta não somente naquele recorte espacial, como também nos demais espaços de Oeiras, e que se assemelha em muito com as demais pequenas cidades deste Estado.
	Foi empregado o registro de figuras como forma de reforçar as afirmações feitas ao longo da presente discussão. Estas fotografias foram obtidas a partir de celular marca Samsung, modelo indefinido. 
	As entrevistas ocorreram ao longo de duas manhãs, e o registro das fotografias ocorreram em uma tarde. Após as informações obtidas, tanto de cunho teórico-conceitual, quanto da pesquisa local, foi feita a organização das ideias propostas de serem discutidas e, consequentemente, culminando na elaboração do presente texto.
	Por conseguinte, este trabalho consta da presente introdução, seguindo-se para o tópico número 2, intitulado "A produção do espaço urbano".a responder às questões
( )Não soube responder às questões
Sobre o local: ( ) Faixa de drenagem	( ) Declividade acentuada	( ) Processos erosivos	( ) Assoreamento	( ) Ocupação APP’s	( ) Poluição de cursos hídricos	( ) Deposição inadequada do lixo	( ) Fossas abertas
Outras observações:
15-25	
ANOS	0.33300000000000002	26-36	13,3%
ANOS	0.13300000000000001	37-47	
ANOS	0.2	58-68	13,3%
ANOS	0.13300000000000001	73-83	
ANOS	0.2	
RESIDENTES POR DOMICILIO (%)	26,6%
13,3%
1-3	4-6	Mais de 6	0.2660000000000000	1	0.6	0.13300000000000001	
GRAU DE ESCOLARIDADE (%)	13,3%
13,3%
6,6%
6,6%
ANALFABETOS	FUNDAMENTAL I	FUNDAMENTAL II	MEDIO INCOMPLETO	MEDIO COMPLETO	0.13300000000000001	0.4	0.33300000000000002	6.6000000000000003E-2	6.6000000000000003E-2	
OCUPAÇOES	26,6%
13,3%
26,6%
13,3%
AUTONOMO	PESCADORES	ESTUDANTES	DONAS DE CASA	APOSENTADOS	0.2	0.26600000000000001	0.13300000000000001	0.26600000000000001	0.13300000000000001	
TEMPO DE RESIDENCIA NO LOCAL	26,6%
26,6%
46,6%
DE 1 A 5 ANOS	DE 5 A 10 ANOS	MAIS DE 10 ANOS	0.26600000000000001	0.26600000000000001	0.46600000000000003	
IMPACTOS AMBIENTAI	S OBSERVADOS PELOS MORADORES	DEPOSIÇÃO DE RESIDUOS SOLIDOS	POLUIÇÃO HIDRICA	DESMATAMENTO	FOSSAS A CEU ABERTO	ANIMAIS ASSOCIADOS AO LIXO	IMPACTOS ODORIFERO	OCUPAÇÃO DE APA	1	0.93300000000000005	0.8	0.66600000000000004	0.4	0.1333	6.6000000000000003E-2	
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image1.pngO qual apresenta o homem como agente produtor desta especificidade de espaço, juntamente com essa produção, constrói-se, também, uma série de relações sócioespaciais, que nem sempre se notam harmônicas entre sociedade e meio ambiente.
	O capítulo 3, cuja denominação é "A produção do espaço urbano e a questão ambiental", busca correlacionar os elementos que dizem respeito ao espaço urbano à questão ambiental. Mais especificamente, os danos que ambiente sofre em virtude do crescimento da cidade.
	O capítulo 4, denominado "Oeiras do Pará e o contexto ambiental urbano", por sua vez, especifica ainda mais o contexto em que a cidade de Oeiras encontra-se mediante determinados impactos de cunho social e ambiental. Apresentando em um tópico mais especifico os problemas de cunho social e ambiental localizados na ponte do macaco, o lócus da presente pesquisa.
	Por conseguinte, as conclusões apresentam uma síntese das reflexões abordadas ao longo de todo o texto. Denotando as perspectivas gerais aqui presentes. Seguidamente, são elencados os referenciais bibliográficos utilizados para a construção desta pesquisa, bem como o anexo do questionário utilizado para a obtenção dos dados desta. 
3. A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO E A QUESTÃO AMBIENTAL
	A produção do espaço figura, atualmente, como um dos mais complexos temas de análise, especialmente, na Geografia. Um dos fatores, se deve pelo fato da intensa contribuição teórica que os estudiosos têm fornecido ao tema. Mas também por nos permitir abstrair uma compreensão mais integra da realidade humana. Em relação ao contexto histórico, a emergência da consciência ambiental e os motivos que colaboraram para tais origens.
	A partir dos acontecimentos históricos principalmente no século XX, o homem começou a pensar a natureza de maneira diferente, levando em consideração seus processos e as consequências das interações "negativas" do homem-biosfera. A emergência da preocupação com o meio ambiente e, sobretudo com a qualidade de vida, vem ser reflexo das transformações industriais, urbanas, sociais, que a humanidade vem sofrendo, enfaticamente após a revolução industrial, processo este, que potencializou e acelerou as transformações no cotidiano das pessoas, e do meio ambiente.
	Inúmeros foram os eventos que ocorreram tendo-se como contexto a temática ambiental e seus impactos decorrentes (MENDONÇA & DIAS, 2019; SANTOS, 2004). Nesse sentido, identificando-se: A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-72), organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Estocolmo. Vinte anos após a conferência de Estocolmo, cúpula da terra ou Rio-92. A qual contou com 108 chefes de Estado (MENDONÇA & DIAS, 2019). Uniu, em território brasileiro, 178 nações que debateram temas voltados à conservação ambiental, à qualidade de vida na Terra e à consolidação política e técnica do desenvolvimento sustentável.
	Desse modo, os impactos ambientais dizem respeito, diretamente, aos processos de transformação e degradação do meio ambiente causados pelas atividades humanas. Esses ambientes degradados passaram a constituir motivo de preocupação de forma mais explicita, há algumas décadas, quando a queda na qualidade de vida no meio urbano tornou-se mais evidente, culminando na crise ambiental urbana (MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 124).
	Assim, os impactos negativos ocasionados devido às ações ambientais são presenciados e vivenciados por toda a sociedade. Porém, é nas classes menos favorecidas que as consequências tornam-se mais danosas e evidentes. Nesse sentido, buscou-se o conceito de impactos ambientais em Brasil (Resolução CONAMA, N. 001, de 23/01/1986, apud MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 123) como se tratando de:
Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que afetem diretamente ou indiretamente: a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades socioeconômicas; o meio biótico e abiótico; as condições estéticas e sanitárias ambientais e a qualidade dos recursos ambientais.	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Faz um parágrafo só explicando este conceito e como ele se encaixa em teu trabalho.
	
Os impactos ambientais, conforme mostrado acima, compreendem a uma serie de alterações ocasionadas por matérias ou energia originadas pela atividade humana. Tal produção material e energética
3.1 A QUESTÃO AMBIENTAL URBANA
	Japiassú & Lins (2004) afirmam, ao longo de sua obra, que o processo de expansão urbana consiste na apropriação do espaço urbano em função de suas necessidades. Esse processo pode ser horizontal ou vertical. Ocorre quando os indivíduos são atraídos pelas cidades na procura de melhores condições de vida. Em complemento a esta perspectiva, Carlos (2008) afirma que
O uso do solo urbano será disputado pelos vários segmentos da sociedade de forma diferenciada, gerando conflitos entre indivíduos e usos, pois o processo de representação espacial envolve uma sociedade hierarquizada, dividida em classes, produzido de f orma socializada para indivíduos privados. Desse modo, a cidade enquanto trabalho materializado social é apropriada de forma diferenciada pelo cidadão (CARLOS, 2008, p. 80).
A expansão urbana repercute nos impactos que afetam o meio ambiente. Trata-se de um aspecto crucial ao longo do processo de produção do espaço. Especialmente do espaço urbano. O qual possui a tendência à inevitável expansão.
Da expansão urbana, também se tornam inevitáveis os problemas ambientais, especialmente notando-se mais frequentes nas últimas décadas. Estes impactos começaram a fazer parte da consciência pública, sobretudo em função da escala e da gravidade por eles assumidas. Essa série de preocupação pode ser reconhecida tanto através da incorporação do meio ambiente urbano, em agendas e documentos que constituem o marco institucional da área, quanto no seu aparecimento em disciplinas diversas, sugerindo a emergência do tema como área específica de investigação científica (SILVA & TRAVASSOS, 2008, p.28).
Em virtude disso, muitos programas e movimentos foram criados, cujo cunho, abrange o contexto nacional. Dentre as ações, pode-se constatar que
No contexto brasileiro, a Agenda 21 Global e a Agenda Habitat contribuíram para a elaboração da Agenda 21 Brasileira, especialmente no que tange ao eixo temático denominado Cidades Sustentáveis. Incorporando os objetivos que se referem à promoção do desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos (SILVA & TRAVASSOS, p. 30).
Esse e diversos outros movimentos que tangenciam a problemática ambiental que vêm decorrendo, também são acompanhados de paradigmas e que, atualmente, deparamo-nos com um paradigma bastante diferente dos anteriormente construídos. Tal "novidade" apresenta-se a partir de rupturas, com sucessivas e significativas alterações no arcabouço teórico, conceitual e metodológico (RODRIGUES, 2016). Ressalta-se que o atual paradigma aponta que a crise ambiental estabelecida não se deve pelo modo de produção vigente no planeta, mas sim aos impactos por ele causados.
A preocupação com a água, com a poluição e com os impactos sociais, o surgimento dos movimentos preservacionistas e os avanços da ciência, de Darwin a Gaia, são acontecimentos que foram se somando ao longo da história, pressionando mudanças, definindo ideários e determinando um novo paradigma que incorporasse as questões ambientais, expressas em uma política ambiental (SANTOS, 2004, p. 18-19).
Ainda nesse contexto, outro equívoco é o de atribuir os problemas ambientais ao consumo e aos consumidores, deixando-se a margem desse processo a produção. Que, em seu ritmo desenfreado, continua a produzir sempre mais mercadorias para suprir as necessidades de nossa atual sociedade.
A emergência desse recente discurso ocupa uma importância crucial para o estudo da atual política urbana mundial. Considerando-se, para isso a legitimação de regulações, políticas públicas e ações do Estado que podem alterarou acentuar o padrão e as formações sócioespaciais vigentes no urbano. Conforme Silva & Travassos (2000), quando estes autores afirmam que:
A importante mudança de perspectiva dos problemas relativos aos centros urbanos não é fruto do acaso e sim de um longo percurso realizado pelo movimento ambientalista, em que novos parâmetros foram gradualmente introduzidos nas abordagens pertinentes ao meio ambiente. Já a partir da década de 1970, o Novo Ambientalismo trazia à tona o estreito relacionamentos. (SILVA & TRAVASSOS, 2008 p. 29).
Nesse sentido o movimento ambientalista vem, ao longo dos tempos carregando-se de inúmeros paradigmas. Dentre esses, o preservacionismo e o conservacionismo sendo os mais observáveis (DIEGUES, 2000). Ainda nesse sentido, os discursos sobre meio ambiente, em particular, tem se mostrado com alto grau de aceitação e legitimidade política nos dias de hoje, além de um enorme fôlego para combater o modelo de desenvolvimento estabelecido. Mesmo que por vezes, tratem-se apenas de discursos. Ausentes de uma prática necessária.
Uma abordagem ambiental a respeito do espaço urbano torna-se de fundamental importância. Nas suas diversas esferas, seja acadêmica, seja da sociedade civil organizada, dos gestores do espaço e afins. Mediante a importância que possui, quando se trata de comunidade acadêmica, a discussão ambiental precisa ser repensada. A presente temática abrange um campo bastante vasto nas diversas disciplinas acadêmicas. Assim, carregando-se de termos como: interdisciplinaridade, transdisciplinaridade, multidisciplinaridade, dentre outros.
Conforme explicitado anteriormente, a abordagem ambiental “pode favorecer a interlocução entre disciplinas cientificas sem integrá-las, aumentando, assim, a espessa cortina de fumaça sobre a questão teórica e metodológica que permite entender a totalidade” (RODRIGUES, 2016, p. 209)”. Confirmando, assim, sua presença nos dias atuais e os múltiplos campos do saber em que esta encontra-se presente. E, consequentemente, a oportunidade em aproveitar esses meios para se empregar discussões referentes ao espaço urbano.
Diversos são os componentes apontados a causar danos ao meio ambiente. Nesse sentido o Relatório Brundtland aponta que as causas de deterioração ambiental são identificadas em três campos: no uso de tecnologias poluidoras; no aumento demográfico; na intensificação e expansão da miséria.
O êxodo rural e apontado como um dos elementos atrelados a desestabilização do meio ambiente urbano. Com o desenvolvimento do capitalismo, a partir da segunda metade do século XX, houve um crescimento acelerado da população em geral, agravado por forte processo migratório de pessoas do campo para as cidades resultando em sérios problemas sociais urbanos (FERREIRA, VENTICINQUE & ALMEIDA, 2005; SILVA & TRAVASSOS, 2008; MENDONÇA & DIAS, 2019).
Em relação ao Brasil, nas últimas décadas, a expansão urbana ocasionada pelo aumento da população nas cidades e pelo êxodo rural vêm ocasionando crescimento desordenado dos espaços urbanos e acarretando, nesse sentido, em inúmeros impactos ambientais (SILVA & TRAVASSOS, 2008). Assim, 60% da população vivendo em espaço urbano na região amazônica (FERREIRA VENTICINQUE & ALMEIDA, 2005, p. 157).	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Cuidado com esse conceito, todo crescimento tem uma ordem
Ainda no contexto brasileiro, o processo de urbanização consolidado ao longo das últimas décadas não se mostrou diferente desse padrão. Entre 1940 e 2000, o país apresentou um crescimento da população urbana de 31,2% para 81,2%, passando de uma condição basicamente rural para outra predominantemente urbana (CLARO, 2018).
Juntamente com a desenfreada urbanização, os impactos ambientais mostram-se evidentes. A acelerada concentração urbana, tende a culminar na degradação da qualidade de vida das pessoas nos espaços urbanos, na segregação social (PEREIRA, 2001), na vulnerabilidade social (JATOBÁ, 2011), bem como ocorrendo o inverso. Ou seja, também produzindo uma série de desequilíbrios socioambientais, que tem comprometido e colocado em risco todo o ciclo natural do planeta (JATOBÁ, 2011).
O processo de ocupação do solo urbano pode ser identificado a partir da perspectiva de Magalhães (1994, apud MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 134) o qual distingue, basicamente, três fases presentes ao longo dos processos de alteração da paisagem nas áreas urbanas:
1. A transformação do pré-urbano para o urbano inicial, marcada pela remoção da vegetação e a construção das primeiras casas, o que aumenta a vazão dos rios, sua sedimentação etc.
2. A construção de mais casas e edifícios e a impermeabilização dos solos pelos calçamentos, diminuindo a infiltração da água e seu escoamento superficial, a insuficiente rede de tratamento de esgoto, a poluição das águas etc.
3. O urbano avançado com a instalação de indústrias, a construção de grandes edifícios residenciais e comerciais e a completa impermeabilização dos solos, enchentes, formação de ilhas de calor, chuva ácida etc.
Nestes aproximadamente duzentos anos de industrialização do planeta, a produtividade de bens materiais e seu consumo se deu de forma bastante acelerada. Como esse processo de industrialização desrespeitou a dinâmica dos elementos componentes da natureza, ocorreu uma considerável degradação do meio ambiente. Essa degradação tem comprometido a qualidade de vida da população de várias maneiras, sendo mais perceptível na alteração da qualidade da água e do ar, nos "acidentes" ecológicos ligados ao desmatamento, queimadas, poluição marinha, lacustre, fluvial e morte de inúmeras espécies animais que hoje se encontram em extinção.	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Penso que precisa só ajustar: neste aproximadamente ficou estranho.
A indústria, como integrante fundamental do processo de modernidade (urbanização), desenvolveu-se à custa da precarização social e da máxima exploração dos recursos naturais. A partir do final do século XVIII, na Europa Central, por exemplo, tornaram-se flagrantes as péssimas condições de vida dos proletários e dos operários, bem como a intensa degradação das áreas de exploração, que proporcionou as bases para o desenvolvimento do capitalismo no Estado Moderno (MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 127).
A urbanização e as invasões constituem-se a partir de uma relação intrinsecamente ligadas (SILVA & TRAVASSOS, 2008). O parcelamento do solo urbano se dá de maneira heterogênea. Grupos de pessoas usufruem de espaços mais adequados, mais saudáveis e propícios ao seu desenvolvimento. Em contrapartida, pessoas desprovidas de condições, dentre elas, a financeira, de escolaridade, idade e afins, tendem a deslocarem-se para espaços hostis e desfavoráveis à condições saudáveis de vida. Geralmente áreas periféricas da cidade (HOGAN, 1998) e apresentando-se, desse modo, problemas ao longo da infraestrutura urbana (CLARO, 2018). Hogan, nesse sentido, afirma que tais condições de moradia depreendem de renda, escolaridade, idade e afins.
O agravamento da degradação ambiental urbana e os problemas sociais, expressivamente a pobreza, constituem-se a partir de uma relação de reciprocidade, constituindo-se numa urbanização cada vez mais segregadora e desigual, em que o padrão de renda expõe determinados grupos sociais a susceptibilidade aos riscos ambientais urbanos (ALMEIDA & CARVALHO, 2010).
Pobreza e degradação ambiental são temas recorrentes e uma preocupação manifesta em todas as discussões sobre o espaço urbano (MENDONÇA & DIAS, 2019), sendo, também muito frisado nos diversos documentos e relatórios. Tanto em âmbito nacional, quanto internacional, que vêm sendo produzidos nas últimas décadas (LIMA & RONCAGLIO, 2001, p. 56).
Ao estudar os fenômenos ambientais no âmbito das cidades, surge a questão: o que é um ambiente urbano degradado? Nesse contexto, o documento do Banco Mundial conhecido como Agenda Marrom, em concomitância a outros autores, aponta-se os maiores problemas da poluição no Brasil: saneamento básico inadequado (SILVA & TRAVASSOS, 2008), poluição doar e das águas nos cursos das áreas urbanas (CLARO, 2018), gestão precária de resíduos sólidos e poluição localizada grave (SILVA & TRAVASSOS, 2008).
Tais problemas não atingem igualmente todo o espaço urbano, sendo os espaços ocupados por populações menos favorecidas os mais atingidos por tais impactos negativos (FERREIRA, VENTICINQUE & ALMEIDA, 2005).
	Em relação aos resíduos sólidos, apresentam-se como uma das maiores preocupações por parte tanto da sociedade civil organizada, quanto pelos órgãos governamentais e não-governamentais e ao meio ambiente (HOGAN, 1995, p. 17; PEREIRA, 2001). Os resíduos sólidos são objetos constantes dessas discussões por diversos fatores, em particular os nocivos à saúde humana e animal.
Uma vez acondicionados em aterros, os resíduos sólidos podem comprometer a qualidade do solo, da água e do ar, por serem fontes de compostos orgânicos voláteis, pesticidas, solventes e metais pesados, entre outros13. A decomposição da matéria orgânica presente no lixo resulta na formação de um líquido de cor escura, o chorume, que pode contaminar o solo e as águas superficiais ou subterrâneas pela contaminação do lençol freático. (GOUVEIA, 2012, p. 1505).
 
A relação entre rios e cidade e complexa, já que a maior parte das cidades do mundo situa-se junto a rios por motivos e circunstancias históricas`` (ALMEIDA & CARVALHO, 2010, p. 155). No contexto urbano a ocupação de áreas permeadas por rios e igarapés é uma prática antiga, que vem se dando em boa parte das cidades do mundo. Porém, de forma diferente, a partir das particularidades de cada lugar.
Infelizmente, os rios urbanos no Brasil têm sido tratados como resíduos da cidade, fundos de lotes e local de despejo. Além disso, as ocupações desses espaços de encostas se dão de forma inadequada, constituindo-se com riscos e vulnerabilidades (ALMEIDA & CARVALHO, 2010). Acumulando diversas práticas humanas que culminam na degradação ambiental. O desmatamento das margens desses espaços caracteriza-se como os mais evidentes.
Dos diversos tipos de ambientes e paisagens terrestres, os rios urbanos são de longe os mais utilizados, ocupados, modificados, degradados e subjugados. Desde as primeiras civilizações hidráulicas, até as áreas urbanas mais desenvolvidas da atualidade, rios foram e são usados para os mais distintos fins e propósitos (ALMEIDA & CARVALHO, 2010, p. 145).
Nesse sentido, as Áreas de Proteção Ambiental emergiram da necessidade de se preservar esses espaços perante o constante processo de degradação, especialmente a partir da formulação do Código Florestal Brasileiro através do artigo 4.771, no ano de 1965. Surge do reconhecimento da importância da manutenção da vegetação de determinadas áreas. Geralmente, ocupando porções particulares de uma sociedade (SKORUPA, 2003). 
De acordo com as definições daquele documento, APP`s são áreas: “Cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas” (SKORUPA, 2003, p.02).
Porém, o que normalmente se constata nas cidades brasileiras e que as APP`s urbanas não possuem uma função de tecido urbano, sendo por isso utilizadas para os mais variados fins que não o da preservação ambiental ou do lazer (ALMEIDA & CARVALHO, 2010). 
Como exemplo de APP`s, destacam-se as áreas marginais de corpos d’água, rios, córregos, lagos, reservatórios e nascentes, áreas de encostas, matas ciliares, restingas e mangues. Geralmente, no processo de administração de APP`s, leva-se em consideração as bacias hidrográficas que englobam essas áreas.
Nesta perspectiva, Almeida & Carvalho (2010) caracterizam `bacia hidrográfica` ou `bacia de drenagem` como uma área da superfície terrestre que drena água, sedimentos e materiais dissolvidos para uma saída comum, num determinado ponto de um canal fluvial, seja no oceano, num lago ou num outro rio. Isso ocorre pelo fato de as bacias hidrográficas serem formadas nas regiões mais altas do relevo, delimitadas por divisores, onde as águas das chuvas, ou escoam superficialmente formando os rios, ou infiltram no solo para formação de nascentes e de lençol freático (GARCIA et al, 2018).
Nesse sentido, as bacias mais impactadas são aquelas em ocupação. Geralmente, as bacias urbanizadas. Caracterizadas pelos despejos industriais e de altas cargas orgânicas, os quais tendem a elevarem a temperatura.
A manutenção dessas áreas mostra-se de fundamental importância, especialmente pelos inúmeros benefícios ambientais, paisagísticos e sociais que estas podem possibilitar. Por exemplo, em áreas de encosta, a vegetação possibilita a estabilidade do solo pelo emaranhado de raízes das plantas, evitando sua perda por erosão e protegendo as partes mais baixas do terreno, como as estradas e os cursos d’água.
Nesse sentido, GUERRA & CUNHA (2010) distinguem as interferências feitas ao longo dos canais fluviais a partir de dois grupos que, apesar de apresentarem distinções entre si, possuem aspectos em comum que se sobrepõem em grande parte das vezes. Assim:
O primeiro se refere a modificações ocorridas diretamente no canal fluvial para controlar as vazões (para armazenamento das águas em reservatórios ou desvios de águas) ou para alterar a forma do canal impostas pelas obras de engenharia, visando a estabilizar as margens, atenuar os efeitos de enchentes, inundações, erosão ou deposição de material, retificar o canal e extrair cascalhos. Essas obras alteram a seção transversal, o perfil longitudinal do rio, o padrão de canal, entre outras modificações. O segundo grupo relaciona-se às mudanças fluviais indiretas que resultam das atividades humanas, realizadas fora da área dos canais, mas que modificam o comportamento da descarga e da carga sólida do rio. Tais atividades estendem-se para a bacia hidrográfica e estão ligadas ao uso da terra, como a remoção da vegetação, desmatamento, emprego de práticas agrícolas indevidas, construção de prédios e urbanização (GUERRA & CUNHA, 2010, p. 238).
O desmatamento causa impactos ambientais severos, inclusive perda de biodiversidade, exposição do solo à erosão (BARBOSA & FEARNSIDE, 2000), perda das funções da floresta na ciclagem d'água (LEAN, 1996) e armazenamento do carbono (FEARNSIDE, 2000). Evitar o desmatamento evita estes impactos, dando assim um valor significativo às atividades que resultam em desmatamento reduzido. O assoreamento apresenta-se como processo visível nesses espaços, a partir do desmatamento. Isso se dá devida a remoção da mata ciliar. Está servindo como fito estabilizadora do ambiente (CUNHA & ALMEIDA, 2010).	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Tem um problema e concordância ai 
A remoção da mata ciliar pode Culminar, assim, assim, em possíveis desbarrancamentos das margens quando da ausência dessa cobertura, denominados de pontos erodíveis. Os sedimentos sendo transportados e depositados a jusante da seção transversal do canal. Além disso, ocasiona o empobrecimento da fauna e da flora, modificação considerável no relevo original ao serem feitas práticas de terraplenagens e aterros, visando-se a criação de um ambiente hibrido (ALMEIDA & CUNHA, 2010).
A eficiência das matas ciliares e extremamente importante, pois hidrologicamente, exercem ação de proteção física contra a poluição da agua. Essas características de ocupações constituem, em sua maioria, de ações ilegais, estando entre parte dos espaços irregularmente ocupado.
De modo mais amplo, estes impactos ambientais não são causados por ações isoladas contra o ecossistema natural, mas resultam das relações entre as mudanças socioambientais que o país vem experimentado ao longo dos anos, sendo estes heterogêneos entre os diferentes espaços do país. Repercutindo, desse modo, na desorganização social, na carência de habitação, no desemprego, em carências no saneamento básico, na poluição das águas e dos solos, e na modificação na paisagem natural.
Desse modo, para que se compreendaas causas desses impactos ambientais, é de fundamental importância que se conheçam os processos que os geram, o contexto e as suas particularidades. Há, por outro lado, a necessidade de um planejamento urbano eficaz, o qual leve em conta heterogeneidade dos espaços brasileiros e inclua as dimensões sociais, políticas e urbanas a seus planos e projetos os quais são considerados mecanismos essenciais na mitigação dos impactos da urbanização ao meio ambiente e na promoção do bem-estar social.
As propostas não podem centrar-se apenas no problema, ou seja, na degradação ambiental, mas nas causas que o criam, sua essência. A análise dos indicadores de degradação ambiental tem que ser feita de maneira não reducionista; é preciso compreender as contradições do processo de urbanização, identificando quem é beneficiado por esse processo e quem dela é excluído.	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Por favor cite a autora do trabalho A natureza (dos) nos fatos urbanos: produção do espaço e degradação ambiental	Comment by Asp João Barbosa - Prof. Geografia: Citar a atora do trabalho original
4. OEIRAS DO PARÁ E O CONTEXTO AMBIENTAL
Nesta parte do texto, temos como perspectiva, vincular o referencial teórico anteriormente abordado aos aspectos práticos, observados a partir da pesquisa de campo. Nesse contexto, buscou-se enfatizar basicamente três aspectos: Identificar os aspectos físico-paisagísticos.
Oeiras do Pará é uma cidade do estado do Pará, localizada na mesorregião do nordeste do estado citado. No mapa, a seguir, são representadas as configurações dos limites do município de Oeiras do Pará. A área de cor amarela corresponde, nesse sentido, às abrangências do município de Oeiras. Nesse no mapa, desse modo, são apresentadas as coordenadas, a rede de drenagem, bem como os municípios que fazem limites com Oeiras.
FIGURA 1: OEIRAS DO PARÁ: LOCALIZAÇÃO E LIMITES
Fonte: Costa, J. R. (2020).
A topografia do Município apresenta cotas altimétricas poucos significantes. Entre 10 a 12 metros, na porção Sul, sendo a mais elevada 45m no centro do Município, enquanto que a sede Municipal gira em torno dos 6 metros (FAPESPA, 2016).
A hidrografia do Município é representada pelos rios Pará e seu afluente, o rio Araticu, que banha a sede municipal. O rio Araticú tem como afluentes, pela margem direita os rios Curucará e Anauerá, ambos constituindo-se limites naturais a Leste com o Município de Cametá; e pela margem esquerda, os rios Caracuru e de Oeiras (FAPESPA, 2016).
O Rio Oeiras forma a bacia interna do Município e tem como principais formadores os rios Branco e Preto que recebe pela margem esquerda, o rio Arioca. O rio Mocajatuba a Noroeste, em todo seu curso, é limite natural com Bagre e o rio Murujucá-Açu serve de limite a Nordeste com Limoeiro do Ajuru. Além disso, a temperatura média é elevada, com pequena amplitude térmica e precipitações abundantes. A umidade relativa é bastante alta.
Sua sede apresenta como coordenadas geográficas 02º00'15’’ S e 49º51'35’’ W. Está limitado: ao norte com Curralinho, a leste com Limoeiro do Ajuru, Cametá, Mocajuba e Baião. Ao sul com Bagre e Baião e a Oeste com o município de Bagre (FAPESPA, 2016).
O mapa a seguir, elaborado no ano de 2020, por COSTA, J. R., apresenta a sede municipal (Cidade) de Oeiras do Pará. Bem como a localização do município no contexto do estado do Pará. Além disso, apresenta a composição por bairros. Nesse sentido, é possível identificar os bairros: Santa Maria (rosa), Marapira (Verde), Liberdade (roxo), Nova Oeiras (Amarelo), Centro (Verde Claro).
FIGURA 2: SEDE MUNICIPAL DE OEIRAS DO PARÁ.
Fonte: Costa, J. R. (2020).
	De acordo com os dados do IBGE, A população existente no ano de 2000 era de 23.255. Em 2010, 28.595. Mais recentemente, em 2016, esse número saltou para 31.257 pessoas. Segundo dados do último censo (2018), este número anterior saltou para 32.168 habitantes público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
	Em paralelo a esse crescimento populacional, houve a ocupação de variadas densidades ao longo dos anos. Assim, a área ocupada em 2000 era de 3.914,30 km². Posteriormente, em 2010, esses números reduziram-se para 3.852,28. Por conseguinte, em 2016, 3.852,29, ou seja, após seis anos, o tamanho da área ocupada apresentou um número bastante insignificante em termos de crescimento público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010 apud FAPESPA, 2016).
	A densidade populacional, nesse sentido, apresentou crescimento constante e progressivo. No ano de 2000, os números correspondiam a 5,91 habitantes por quilômetros quadrados. Em 2010, saltou para 7,42. E, em 2016, atingiu 8,11 habitantes por quilômetro quadrado público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
As unidades domiciliares existentes nesse município em 2000, constavam de 7.980 em área urbana e, 15.275, na área rural. Já em 2010, o número de domicílios urbanos eram de 11.432, em contrapartida, na zona rural, apresentavam-se 17.163 público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
Os aspectos sanitários e ambientais evidenciam-se muito precariamente. É, nesse sentido, que apenas 0.6% dos domicílios urbanos em vias públicas possuem urbanização adequada com presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio. Esse percentual implica com que Oeiras fique atrás de boa parte dos demais municípios no estado do Pará. Tais aspectos exibem-se como limitantes para com a prática da Agricultura Urbana no município em questão.
O esgotamento sanitário adequado é de apenas 3,7% do total. Ainda segundo essa fonte de dados, o número total de domicílios não ocupados são 962, os de uso ocasional são 507 e os domicílios vagos correspondem a 455. Esses números implicam com que Oeiras fique atrás de boa parte dos municípios no estado do Pará em termos de saneamento, desenvolvimento, dentre outros público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
Ao considerarmos os números representativos do crescimento populacional, relacionando-os à área da cidade de Oeiras e da densidade populacional (aqui apresentada como o número de habitantes por quilômetro quadrado), é possível notar uma maior densidade de pessoas nesse espaço, tanto em números absolutos, quanto relativos. Isto ocorre, também, pelo fato dos deslocamentos praticados pelas pessoas, especialmente em direção ao espaço urbano. Desse modo, as áreas mais longínquas do município vão, aos poucos, tornando-se menos utilizadas como moradia.
O mapa a Seguir (FIGURA 3) apresenta espaços desmatados ao longo da área urbana de Oeiras. Percebe-se que o desmatamento indica um crescimento urbano na direção sudoeste da cidade. Onde não existem tantos igarapés quanto as porções norte e sul da área urbana.
FIGURA 3: OEIRAS DO PARA E A EXPANSAO URBANA.
Fonte: Costa, J. R. (2020).
A partir da constatação do crescimento populacional, um outro fator que se interliga às análises anteriormente feitas, ou seja, ocupação habitacional e humana, está a questão da remoção da cobertura vegetal, identificadas em discussão anterior como um dos elementos mais nocivos no que tange ao meio ambiente.
Nesse sentido, a alteração da cobertura vegetal a partir de imagens LANDSAT-TM, do ano de 1986 constou de 21,51%. A cobertura vegetal, naquele momento, ainda apresentava bom estado de conservação. Esta prática decorre, especialmente, das ocupações, irregulares, em sua maioria.
4.1A PROBLEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL NA PONTE DO MACACO- OEIRAS DO PARÁ	
	Atualmente, processo de expansão da zona urbana de Oeiras do Para esta se dando em diversos sentidos. Tanto em direção Norte, quanto à Oeste. Nesse sentido, a expansão que se estende para as extremidades localizadas a Oeste, caracteriza-se por se estabelecer em terra-firme.
	Já a região norte da cidade, é permeada por igarapés, de portes variados. Nesse sentido, o presente trabalho buscou definir as discussões para a localidade conhecida por “Igarapé do Macaco”. Especialmente, em relação aos impactos ambientais presentes naquele espaço. Este igarapé está localizadono bairro da Liberdade, na porção norte da sede municipal, conforme apresentado no Mapa 1, anteriormente, onde o referido bairro está destacado na cor vermelha do mapa.
	As águas que circulam pelo igarapé do macaco têm como características a cor esbranquiçada, barrenta (FIGURA 4) a seguir. Isso se dá devido a toneladas de sedimentos que são lavados nos rios. Ocorrendo, tipicamente, em florestas tropicais, por conta da erosão advinda de córregos de áreas florestais, especialmente quando ocorrem fortes chuvas, no período do inverno.
FIGURA 4: COLORACAO DA AGUA DO IGARAPE DO MACACO
Fonte: Costa (2020)
Este igarapé vem sendo um espaço de ocupação que se nota cada vez mais intensa. Especialmente quando se analisa os últimos dez anos de expansão da malha urbana de Oeiras do Pará. Paralelamente a esta ocupação que nota-se cada vez mais intensa, emergiram diversas questões, dentre elas, as de cunho ambiental ocupando uma parcela especial nessas considerações. Essencialmente por englobar aspectos que interferem substancialmente na natureza humana, da mesma forma em que o homem impacta nesses espaços.
As Figuras 5 e 6 (a seguir) apresentam dois trechos do Igarapé do Macaco. A Figura 5 apresenta a foz do referido igarapé, já a Figura 6, ao lado, apresenta o trecho cortado pela ponte, a qual denomina-se: Ponte do macaco.
FIGURAS 5 E 6: FOZ DO IGARAPE E PONTE DO MACACO, RESPECTIVAMENTE!
Fonte: Costa (2020).
Através de aplicação de um questionário, diversas informações puderam ser obtidas e, consequentemente, analisadas. Ao todo, foram aplicados 15 questionários em 15 domicílios, estes localizados à margem do referido igarapé. A pesquisa teve por proposta identificar e compreender aspectos de natureza social e ambiental. Para isso, foram formuladas perguntas aos entrevistados que abrangiam questões de natureza social, econômica, ambiental, escolar e afins.
Nesse sentido, um primeiro aspecto a se observar, trata-se do tempo de residência dos moradores localizados à margem direita do Igarapé do Macaco. As residências são de madeira, em sua predominância. Apenas uma residência do total, era de construção em alvenaria.
O gênero das pessoas habitantes torna-se fator interessante a ser considerado nesta discussão. Assim, no município de Oeiras, a população masculina, em 2000, era de 12.173, saltando para 15.017 no ano de 2010. Já a população feminina, em 2000 constava-se com 11.082, já em 2010, esse índice passou parra 13.578. Percebe-se, nesse contexto, uma predominância de pessoas do sexo masculino habitantes em Oeiras, tanto no ano de 2000, quanto em 2010 público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
Nesta pesquisa, procurou-se identificar, em um primeiro momento, o gênero dos entrevistados. Assim, foi possível constatar que 33,3% correspondiam às pessoas do sexo masculino. Já as mulheres, abrangeram um total de 66,6%. Ou seja, percebendo-se a predominância do público feminino nesta pesquisa. Apesar de a população masculina constituir maioria, essa mudança de padrão se deu pelo fato de as mulheres estarem mais presentes em seus domicilio, bem como terem maiores facilidades para interação quando se trata de pesquisa. Em geral, os homens são mais retraídos para tal.
A média de idade dos entrevistados foi de 41,8 anos. Tratando-se, assim, de um público relativamente mais maduro. Porém, se tomados em particulares esses entrevistados, as idades foram diversificadas. Variando, com a idade mínima de 15 anos, mas também alcançando a idade máxima de 82 anos. Portanto, abrangendo um público diversificado em termos de idade, bem como contribuindo com diferentes percepções no tocante àquele espaço e repercutindo na presente pesquisa. Nesse sentido, observe o gráfico 1, seguinte:
GRÁFICO 1: FAIXA ETARIA DOS ENTREVISTADOS
Fonte: Costa (2020).
A média de habitante, por unidades domiciliares era de 6,0 em 1996. Já em 2000, saltou para 6,01. Em 2010, esse índice reduziu-se para 5,23. Ainda nesse sentido, de acordo com os dados obtidos nesta pesquisa, foi possível observar residências com apenas 1 (Um) morador, até a quantidade máxima de 8 habitantes. A média de residentes nos domicílios alvo desta pesquisa foi, desse modo, de 4,33 pessoas por domicilio. Entendendo-se que se trata de uma média relativamente inferior a outros bairros do município de Oeiras do Pará. Além disso, mesmo se comparado com o ano de 2010, essa taxa ainda é relativamente inferior. O gráfico 2 (a seguir), ilustra esse aspecto, observe-o:
GRÁFICO 2: Nº DE RESIDENTES POR DOMICILIOS
Fonte: Costa (2020).
Em relação ao grau de escolaridade, a pesquisa informou que: Os autodeclarados Analfabetos, corresponderam a 13,3% do total de entrevistados. Em seguida, os que possuíam Ensino fundamental I corresponderam a 40% dos entrevistados. Ou seja, a maiorias desse universo possuíam esse nível de escolaridade, alguns destes completo, porém, sua maioria não concluíram essa primeira etapa do ensino fundamental. O Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) perfez aproximadamente 33,3% do público-alvo da pesquisa. Os entrevistados que declararam possuir o Ensino Médio Incompleto foram 6,6%. Com este nível completo, também foram de 6,6%. Pessoas com escolaridade de nível superior não foram encontradas nesta pesquisa. O seguinte gráfico ilustra isso:
GRÁFICO 3: GRAU DE ESCOLARIDADE (%)
Fonte: Costa (2020).
Desse modo, a maioria dessas pessoas possuía o nível fundamental. Muitas vezes incompleto. Outras vezes, e raramente, completo. Tal aspecto estando repercutindo em relação ao nível de qualidade de vida das pessoas ali residentes.
Diferentes foram as ocupações mencionadas por essas pessoas. Assim, 20% das pessoas declararam sua ocupação como autônomo. Pescadores corresponderam 26,6% da pesquisa. Os estudantes abrangeram 13,3% da pesquisa. Donas de casa foram 26,6%. Por fim, os aposentados corresponderam a 13,3%. Observe o gráfico 4, seguinte.
GRÁFICO 4: OCUPAÇÕES
Fonte: Costa (2020).
Em relação ao setor de ocupação, o comércio abrangeu 13,3%. A pesca correspondeu a um percentual de 26,6%. Os de prestação de serviços foram de 13,3%. As pessoas ocupadas no lar foram 6,6% observadas nesta pesquisa. Outros, incluídos estudantes, desocupados, e afins, perfizeram 40%.
Em virtude dessas considerações, a renda mensal também foi um fator a ser avaliado. De modo geral, uma renda baixa, se comparada à média de pessoas em cada domicilio. Assim, 20% dos domicílios vivem com renda de até um salário mínimo. Já a maioria, representaram 80% dos que possuem renda de 2 a 3 salários em seus domicílios.
De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Censo de 2010, metade dos domicílios irregulares das regiões urbanas do país abrigam famílias com renda de até três salários mínimos (OLIVEIRA, 2018). Nesse sentido, 93% dos entrevistados declararam receberem algum tipo de ajuda governamental. Ou seja, boa parte desses entrevistados. Sendo 80% destes beneficiários do bolsa família. Com aposentadoria apenas 6,6% e de amparo social 6,6%. O gráfico 8 (a seguir), ilustra este aspecto abordado na pesquisa.
Quanto ao tempo de residência no referido espaço, os moradores que ali residem entre 1 e 5 anos compõem 26,6% dos entrevistados. Os que possuem entre 5 e 10 anos também apresentam o mesmo percentual, ou seja, 26,6% desse público. Já os que possuem mais de dez anos, representam 46,6% desse público. Ou seja, trata-se de moradores que possuem um considerável tempo de moradia neste espaço. Observe gráfico 5:
GRÁFICO 5: TEMPO DE RESIDENCIA NO LOCAL
Fonte: Costa (2020).
Esses moradores apresentam maioria advindas de outros bairros da cidade, ou de interiores pertencentes a este município, os quais representam 93,3% do público entrevistado. Apenas 6,6% desses moradores vieram de outra localidade que não o município de Oeiras do Pará.
O principal motivo para residir no local foi alegado o baixo custo de moradia, representando-se 66,6% desses casos. Os demais, compondo 33,3% dos casos, alegaram a questão da proximidade dos demais familiares. 
Em relação a ocorrênciade crimes, em 2007 houveram apenas dois desses. Já no ano de 2010, alcançou 105. Culminando em 221 crimes no total. Ou seja, um aumento expressivo no índice de criminalidade (SEGUP/Sisp apud FAPESPA, 2016).
Quanto à infraestrutura do domicilio, constatou-se que há água encanada em 100% destes. O abastecimento de água da rede geral de distribuição, em 1991, era de 641 domicílios. Em 2000, avançou para 1.293. Seguindo-se para 2.341 em 2010. Já os poços artesianos, em 1991 constavam 845. Em 2000 2.384 e, em 2010, reduziu-se para 1.285. O consumo de água, em m², era de 87.610 em 2010. Passando para 134.280 M³ em 2013 (COSAMPA apud FAPESPA, 2016).
Na presente pesquisa 	100% domicílios possuem água encanada, mesmo que muitas vezes não apresente as devidas qualidades. Em 2000, o consumo de água em m² era de 87.610. Já em 2010 passou para 134.280. E, consequentemente, em 2013, 134.340 público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
A Coleta de lixo foi constatada em 100% dessas residências. Apesar disso, são constantes os rejeitos sólidos presentes naquele espaço. A pesquisa identificou que, por estar localizado em área de várzea, os resíduos são trazidos dos quintais de outras residências na subida da maré, ou até mesmo através dos rios.
De acordo com o IBGE, o lixo produzido pelos domicílios que eram coletados, perfaziam 3.016 domicílios em 1991. Já em 2000, 3.870 domicílios recebiam esse serviço. Em 2010, saltou para 5.469. Essa coleta incluía os efetuados diretamente por serviço de limpeza e em caçamba provindas do poder público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
A presença de energia elétrica também foi observada em 100% dessas casas. Esse consumo elétrico residencial, em 2000, era de 1.222.058 kW/h. Já em 2010, era de 3.154.278 Kwh. Em 2015 esse índice de consumo subiu para 4.707.629 kwh (Ou seja, esse significativo aumento de consumo se deu por dois fatores, primeiramente pelo aumento no número de domicílios, conforme antes mencionados, mas também pela aquisição de bens cujo funcionamento depreendem de energia elétrica, hoje, considerados essenciais e básicos à nossa sociedade: TV, geladeira, ferro de passar, máquina de lavar, celular, e afins público (IBGE: Censo Demográfico 1991/2000/2010apud FAPESPA, 2016).
Em contrapartida, rede de esgoto e pavimentação não foram confirmados, nem observados em absolutamente nenhum dos casos. As localizações constituem-se precariamente nesse contexto. Na literatura, Botelho (2017) afirma que, a água utilizada nas residências, muitas vezes são conduzidas juntamente com as águas pluviais, não havendo sistemas de recolhimento e escoamento individualizados “As águas servidas são também, algumas vezes, lançadas diretamente nos corpos d'água (rios, lagos, reservatórios, lagoas, mares e oceanos), antes, aliás, de qualquer tratamento para desinfecção ou descontaminação” (BOTELHO, 2017, p. 71).
No caso de Oeiras do Pará, a observação feita por Botelho também se mostra condizente, a agua utilizada nas residências são descartadas diretamente nos canais fluviais, em especial, essa também torna-se uma característica preponderante no Canal do Macaco.
Através das observações feitas a partir da presente pesquisa, buscou-se, de igual modo, identificar e compreender o ponto de vista da sociedade ali residente. Assim, os moradores são constantemente expostos a perigos, especialmente os relacionados à saúde. Mediante isso, verificou-se que, dos moradores entrevistados, 100% percebem esses impactos. Além disso, também, foi observada, através das suas respostas, que 100% preocupam-se com questões desse gênero.
Dentre os tipos de impactos observados pelos moradores, a questão da deposição do lixo foi ressaltada em 100% dos casos. Seguindo-se de 86,6% de questões ligadas à poluição da água. O desmatamento foi elemento observado em 80% dos casos entrevistados. As fossas abertas foi observada em 66,6% das situações entrevistadas. Quanto a presença de animais associados ao lixo, foi fator verificado em 46,6% das observações dos entrevistados. Os impactos odoríferos foram registrados em 20% das ocasiões e o menor percentual foi observado em relação à Ocupação de Área de Proteção Permanente (APP). Observe os dados organizados no gráfico seguinte (Gráfico 10).
GRÁFICO 10: IMPACTOS AMBIENTAIS OBSERVADOS PELOS MORADORES
Fonte: Costa (2020).
	Os impactos considerados mais graves constaram, em primeiro lugar, a deposição do lixo, apontado em 60% das ocasiões. Seguido da poluição da água em 33,3% dos casos entrevistados e, por fim, o desmatamento, identificado em apenas 6,6% dos casos. Como forma de confirmação dos problemas relacionados ao descarte dos resíduos sólidos, exemplifica-se, a partir da figura a seguir, essa situação. Veja no gráfico a seguir (GRAFICO 11).
FIGURA 7: DESCARTE DE RESIDUOS SOLIDOS EM FRENTE ÀS RESIDENCIAS E ÀS MARGENS DO IGARAPÉ
Quanto às iniciativas por parte dos entrevistados na busca por melhorias e reversão do problema, 93,7% afirmaram não terem, até aquele momento, feito qualquer que seja nenhuma destas possíveis iniciativas na busca de resolver tais questões. Apenas 6,6% informaram já terem tomado alguma atitude voltada para o intuito de conscientizar, ou até mesmo prevenir danos futuros àquele meio.
Em relação às intervenções governamentais para melhorar as condições socioambientais, foi respondido na presente pesquisa que 73,3% dos entrevistados ainda não haviam observado práticas de cunho governamental em projetos de intervenção em relação à área. Apenas 26,6% afirmarem terem observado práticas governamentais visando melhorias em relação à situação do espaço em questão. O desconforto com esses problemas ambientais foi afirmado em 100% dos casos.
Os casos de doenças recorrentes na família dos entrevistados foram identificados em apenas 20% das ocasiões. Apenas 13,3 % destes associam essas doenças às condições ambientais do lugar.
Além desses aspectos, foi perguntado aos entrevistados se estes consideram vantajoso morar naquele lugar. Em virtude disso, as respostas obtidas constaram 93,3% afirmando que sim, que consideram vantajoso residir ali. Apenas 6,6% dos entrevistados responderam em negativa a essa questão. Ainda, quando perguntados se gostariam de se mudar daquele lugar, 60% responderam que sim, os demais 40% informaram que não.
Outras observações foram obtidas. Dentre os problemas observados pelo entrevistador, os principais problemas identificados foram: Processos erosivos, poluição dos cursos hídricos, susceptibilidade a inundação, deposição inadequada dos resíduos sólidos e fossas a céu aberto.
Nesse sentido, merece atenção a questão dos impactos ocasionados pela erosão como aspecto preponderante e cuja tendência torna-se cada dia mais intensa de acordo com a percepção dos moradores ali residentes. Assim, erosão e poluição hídrica constituem dois aspectos preocupantes nessas analises (SANTOS, 2004, p. 118).
A atividade antrópica, caracteriza-se por todo fenômeno decorrente da ação humana na natureza. Esse fenômeno natural pode sofrer influência das referidas ações antrópicas, assim, acelerando seu avanço em locais vulneráveis. (GARCIA, 2018). Uma das ações antrópicas mais preocupantes está na pratica da remoção da cobertura vegetal. Ao remove-las, o solo torna-se mais vulnerável e levado para zonas de terra mais baixa, consequentemente, para os rios. Juntamente com inúmeros outros resíduos sólidos.
Nesse sentido, dentre as espécies ai identificadas, destacam-se, em maior grau, a predominância das arvores de açaí (Euterpe Oleracea) como vegetação de porte maior, bem como outras formações vegetacionais de tamanho reduzido, dentre estas, o mururé ou aguapé comum (Eichhornia Classipes) e a capinarana. Convém explicitar, que além da ênfase na identificação dessas três espécies, muitas outras encontram-se ai presentes, tanto em termo de variedade de tamanhos, quanto de espécies.
A cobertura vegetal removida, evidenciam-se através da cheia ou da vazante da mares. Durante a vazante, o material vegetacionalseca, perante o sol mais expressivo. Com a subida, esse material mais leve circula ao longo do referido igarapé. Nesse sentido, a figura a seguir apresenta, simultaneamente, dois desses impactos, ou seja, descarte de resíduos sólidos e a cobertura vegetal removida.
FIGURAS 9 e 10: ACUMULO DE RESIDUOS SOLIDOS E A REMOCAO DA COBERTURA VEGETAL
 	
Fonte: Costa (2020).
Assim, ocasionando no comprometimento da qualidade da agua. Tanto em relação ao odor, bem como em relação ao aspecto visual, mas principalmente, da sua disponibilidade para consumo.
A qualidade da água dos rios que compõem uma bacia hidrográfica está relacionada com o uso do solo e com o grau de controle sobre as fontes de poluição existentes na bacia. A crescente expansão demográfica e urbana das últimas décadas acarretou alterações na quantidade e, principalmente, na qualidade das águas, degradando-as (BOTELHO, 87).
Na cidade de Oeiras do Para, esta disponibilidade hídrica no espaço urbano se mostra completamente comprometida. A água escoada pelos igarapés da cidade não se encontra adequada para consumo. Devido ao alto nível de poluição apresentado. As aguas do Igarapé do Macaco, como espaço de ocupação relativamente recente, começa a apresentar consideráveis graus de degradação.
Podemos identificar, nesse sentido, inicialmente quatro fatores: o descarte de resíduos sólidos, desmatamento da mata ciliar. A altimetria da cidade em relação ao nível do mar, que apresenta taxas relativamente mínimas, e a espacialização da cidade, caracterizada, especialmente, pela abundância de rios, estes dos mais variados tamanhos em detrimento da expansão e a consequente impermeabilização do solo, constituem aspectos relevantes nesse processo, pois contribuem para essa ocorrência. 
A impermeabilização do solo vem se dando em face do crescente processo de urbanização e modificação da paisagem. A imagem a seguir apresenta a rua que dá acesso ao Igarapé do Macaco. E possível observar, na cor branca, ao fundo, o asfaltamento que vem se prolongando em direção ao Igarapé em questão. Sendo cabível de intensificar cada vez mais essa APP.
FIGURA 11: IMPERMEABILIZACAO DO SOLO OCASIONADA PELO ASFALTAMENTO
Fonte: Costa (2020).
	Conforme já enfatizado, problemas ambientais ocasionados pela ação humana tornam-se cada dia mais evidentes e mais nocivos a própria espécie humana. Para muitos grupos socais a atual situação do planeta possui perspectivas irreversíveis. Porém, boa parte da sociedade ainda defende a ideia de implementação de determinadas atitudes com vistas a alcançarem melhorias de cunho ambiental e, consequentemente, social.
	Nesse sentido, convém ser necessário apontar algumas práticas cuja perspectiva e possibilitar um ambiente ecologicamente sustentável e uma qualidade de vida saudável. Assim, um primeiro apontamento condiz com a difusão, mais abrangente, de uma educação ambiental. Este âmbito do saber serve como instrumento fundamental para a construção do conhecimento. Nesse sentido, Mendonca & Dias (2019) discorrem que:
Ela tem a responsabilidade de promover aos indivíduos a consciência baseada em valores sociais e atitudes engajadas na conservação e proteção da natureza. Parece algo muito fácil de operacionalizar em qualquer sociedade, contudo, para que isso aconteça, muitas implicações vão despontar durante o processo (MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 42).
	A educação ambiental, tema recorrente nas conferências da ONU, foi aceita oficialmente apenas em 1968, quando foi publicado o documento Estudo comparativo sobre o meio ambiente na escola, firmado por 79 países. Esse documento aponta conceitos primordiais para a educação ambiental, indicando que o estudo do meio ambiente começa pelo entorno imediato e progride gradativamente para os ambientes mais distantes, além de indicar o ambiente não apenas como o entorno físico do homem, mas também compreendendo aspectos sociais, culturais, políticos, entre outros.
	No Brasil, a educação ambiental é citada legalmente pela primeira vez em 1973, quando foi criada a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), atrelada à presidência da república. Contudo, Carvalho (2008) afirma que somente a partir dos anos de 1980, principalmente com a criação do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea), em 1984, foram registrados avanços nas políticas que envolvem a Educação Ambiental, evidenciada como um direito de todos e dever do Estado brasileiro.
Os processos formais e informais de EA são complementares, e suas abordagens devem ser feitas de modo que a educação ambiental se torne um instrumento de auxílio na recuperação dos ambientes degradados em vários estágios pelo mundo todo. Para além de sua particularidade para com o meio ambiente, a educação ambiental visa, em última instância, superar o presente cenário social, econômico, político e cultural tão fortemente marcado pela excludente desigualdade da vida humana no planeta (MENDONÇA, 2019, p. 237).
Para Reigota (2007), a educação ambiental propõe ações que vão além da conscientização das pessoas sobre o uso racional dos recursos naturais. Trata-se da participação da sociedade nas questões ambientais por meio das discussões e decisões sobre o futuro do planeta. Essa educação, porém, difere da que conhecemos na prática pedagógica ainda utilizada em larga escala nas escolas, como a transmissão de conhecimentos sobre ecologia ou sobre a história e geografia de outros povos e lugares.
O autor afirma que para o cidadão conseguir colaborar com alternativas ambientalistas, é necessário que ele possa estabelecer um diálogo entre as gerações, culturas e hábitos diferentes. Para o empoderamento das comunidades é preciso desenvolver uma educação voltada ao seu lugar, sua história e seu ambiente; de outro modo, o processo educativo atuará de forma a alienar as populações da própria identidade.
Entende-se que os processos educacionais no âmbito do meio ambiente têm como mote a formação de cidadãos conscientes e críticos de seu papel na sociedade. Os problemas enfrentados na atualidade, não são frutos de ações individuais isoladas, mas de ações resultantes de um processo produtivo concentrador de riquezas e disseminador da pobreza, característica primeira de uma sociedade industrial capitalista excludente. A educação ambiental, nesses contextos, ajuda a despertar a consciência socioambiental de crianças, jovens e adultos, educando e promovendo amplas reflexões acerca da sociedade e do meio no qual estão inseridos (MENDONÇA & DIAS, 2019, p. 238)
	
5. CONCLUSÃO
A produção do espaço urbano e sua constante expansão vem sendo caracterizada por inúmeros problemas de ordem socioambiental: desmatamento, destino inadequado de resíduos sólidos, poluição da agua e do ar. Estes, intensificando-se sobretudo a partir da segunda metade do século XX. Momento em que a indústria, o processo de globalização, dentre outros, alcançam índices elevadíssimos.
Paralelo a essas transformações, os movimentos ambientalistas configuram-se aspectos primordiais na perspectiva de combater os problemas de ordem socioambientais. Nesse sentido, merecendo destaque as grandes conferencias que englobaram basicamente boa parte dos países do mundo.
Na cidade de Oeiras do Para, os impactos de natureza socioambiental não fogem à regra. Em diversos espaços desse município e notável os inúmeros atos praticados com desdobramentos a deterioração ambiental e ao consequente comprometimento da sadia qualidade de vida humana.
O Igarapé do Macaco, bem como as residências e as pessoas localizadas a margem deste, vivenciam os mais diversos desses impactos. Tanto de ordem social, quanto de ordem ambiental. Tais conclusões puderam ser feitas a partir de pesquisa de campo a qual abrangiam a natureza de ordem social e ambiental.
Nesse sentido, os problemas relacionados aos impactos sociais, podem ser identificados como: baixos níveis de escolaridade, baixa renda familiar, falta de incentivo governamental, etc. Por outro lado, a situação ambiental subjacente a vida dessas pessoas, revelam a qualidade de vida que estas levam: desmatamentoda mata ciliar e consequente erosão, acumulo de resíduos sólidos, poluição hídrica, atmosférica, dentre outros.
Nesse sentido, a pesquisa também revela a necessidade de se pensar o processo de produção do espaço a partir de uma perspectiva de mudanças, a qual envolva a análise das desigualdades sociais, decorrentes das formas desiguais de apropriação, expressas no parcelamento do solo urbano e, consequentemente, nas formas de uso.
Conforme ressaltado por Carlos (2008), pensar num espaço humano, com perspectiva mais humanizada que o atual quadro presente, significa superar ordens de diferentes naturezas, sejam elas econômica, jurídica, social, política e afins. Almejando-se a participação de toda a sociedade, sob o bojo das conquistas democráticas. Estas, por sua vez, colocam-se como fundamentalmente prioritárias para o avanço em direção à construção de uma nova sociedade.
Nesse sentido, os municípios devem buscar projetos visando a melhoria as áreas urbanas cuja situação perpassam pelo viés da vulnerabilidade. Através de monitoramento ambiental, fiscalização, praticas educativas (como a educação ambiental). Vale ressaltar aqui que só se pode cuidar daquilo que se conhece. Não se pode proteger o desconhecido" (BOTELHO, 80). Planejamento urbano com vista ao disfemismo, compreendendo a importância da integração dos fatores bióticos e abióticos.
Desta forma, a redução de desastres ambientais nas áreas urbanas deve ser uma combinação de mais investimento em obras de prevenção a riscos com mais investimento na ampliação da estrutura de oportunidades das populações mais vulneráveis nas cidades. Entendendo-se tais práticas, não como aspecto final, pronto e acabado, mas sim como ponto de partida, o qual possibilite abrir o leque de discussões, especialmente as de cunho socioambiental. Para assim, possibilitar a construção de uma sociedade mais justa, digna, ambientalmente saudável e ecologicamente equilibrada.
6. REFERENCIAS
ALMEIDA, Luciane Queiroz de. CARVALHO, Pompeu Figueiredo de. Representações, riscos e potencialidades de rios urbanos: analise de um (des)caso histórico. Caminhos da Geografia. v.11, n. 34. Uberlândia: Jul. 2010. 145-161 pp. Disponível em: Http://www.ig.ufu.br/revista/caminhos.htmlissn16786343. Acesso em: 11/05/2020 as 17:30 hs.
BOTELHO, Rosângela Garrido Machado. Bacias hidrográficas urbanas. In: Geomorfologia urbana. GUERRA, Antônio José Teixeira, 
CLARO, Priscila Borin de Oliveira. Pressão por moradia e o impacto no desenvolvimento socioambiental. In: XX ENGEMA. Dezembro de 2018.
CUNHA, S. B. da & GUERRA, A. J. T. – Degradação Ambiental. In: Geomorfologia e Meio Ambiente. 4ª Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
FAPESPA: Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa. Estatísticas Municipais Paraenses: Oeiras do Pará. Diretoria de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação. N. 1, jul. / dez. Belém, 2016, 57f.
FERREIRA, Leandro Valle; VENTICINQUE, Eduardo; ALMEIDA, Samuel. O desmatamento na Amazônia e a importância das áreas protegidas. In: Estudos avançados 19 (53), 2005, 157-165 pp.
HOGAN, Daniel Lopes. A qualidade ambiental urbana: oportunidades para um grande salto. In: Em perspectiva. 9 (3), 1995, pp. 17-24.
JATOBA, Sérgio Ulisses Silva. Urbanização, meio ambiente e vulnerabilidade. In: Boletim Regional, Urbano e Ambiental. v. 05 | jun. 2011.
LIMA, Myrian Del Vecchio de. RONCAGLIO, Cynthia. Degradação socioambiental urbana, políticas públicas e cidadania. Desenvolvimento e Meio Ambiente. n. 3, p. 53-63, jan./jun. 2001. Editora da UFPR.
MENDONÇA, Francisco de Assis; DIAS, Mariana Andreotti. Meio ambiente e sustentabilidade. Curitiba: InterSaberes, 2019, 304 pp.
RODRIGUES, A. M. A matriz discursiva sobre o meio ambiente-Produção do espaço urbano- Agentes, Escalas, Conflitos. In: CARLOS, A. F. A.; SOUZA, M. L. de. SPOSITO, M. E. B. A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo, contexto: 2016.
REIGOTA, M. A. do S. Ciência e Sustentabilidade: a contribuição da educação ambiental. In: Revista de Avaliação da Educação Superior, v. 12, n. 2, p. 219-232, jun. 2007.
SANTOS, Rosely Ferreira dos. Planejamento ambiental: teoria e prática. São Paulo: Oficina de Textos, 2004.
SKORUPA, Ladislau Araujo. Áreas de Preservação Permanente e desenvolvimento sustentável. In. EMBRAPA- Meio Ambiente. Jaguariúna, 2003.
SILVA, Lucia Sousa; TRAVASSOS, Luciana. Problemas ambientais urbanos: desafios para elaboração de políticas públicas integradas. In: Cadernos metrópoles, v. 19. pp. 27-47. 2008.
ANEXOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO TOCANTINS/CAMETÁ
FACULDADE DE GEOGRAFIA
CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA
Pesquisador: Juracy Ribeiro da Costa
Nº.: 	Data____/___/2020.
1. Endereço da residência:
2. Nome do entrevistado:
3. Gênero do entrevistado (a): ( ) Masculino		( ) Feminino.
4. Idade:
5. Quantidade de pessoas que residem na moradia:
6. Grau de escolaridade do(a) entrevistado (a): ( ) Analfabeto(a)	( ) Ensino Fundamental I (1ª à 4ª série)		( ) Ensino Fundamental II (5ª à 8ª série)	( ) Ensino Médio Incompleto	( ) Ensino Médio Completo		( ) Superior Incompleto 	( ) Superior Completo.
6. Qual a ocupação do(a) entrevistado(a) no momento?: ( ) Estudante	( ) Dona de casa		( ) Desempregado(a)		( ) Trabalhador(a) Informal		( ) Trabalhador(a) Assalariado(a) (Registro em Carteira de Trabalho	( ) Autônomo(a)		( ) Outro:
7. Qual o setor da ocupação do entrevistado(a): ( ) Agricultura	( ) Comércio		( ) Serviços	( ) Turismo	( ) Industria	( ) Outro:
8. Qual a renda familiar total aproximada: ( ) Até 1 SM	( ) 2-3 SM	( ) 4-5 SM	( ) 6-7 SM	( ) Acima de 7 SM
9. A família recebe algum tipo de ajuda governamental (bolsa escola, bolsa família etc.): ( ) Sim	( ) Não	( ) Quais?
10. Tempo de residência no local: ( ) Menos de 1 Ano		( ) 1-5 anos	( )5-10 anos	( ) Mais de 10 Anos.
11. Local de procedência: ( ) Outro bairro da cidade ou do interior	( ) Outra cidade, Qual?
12. Condição do domicilio: ( ) Regular	( ) Irregular	( ) Outros:
13. Principal motivo para residir no local: ( ) Segurança	( ) Proximidade da família		( ) Proximidade do emprego		( ) Baixo custo	( ) Outro:
14. Infraestrutura no domicilio:
a) Água encanada: ( ) Sim	( ) Não
b) Rede de esgoto: ( ) Sim	( ) Não
c) Coleta de lixo: ( ) Sim	( ) Não
d) Energia elétrica: ( ) Sim	( ) Não
e) Pavimentação: ( ) Sim	( ) Não
16. 	Há preocupação dos residentes com a questão socioambiental: ( ) Sim	( ) Não.
17.	Percebe(m) impactos ambientais no local: ( ) Sim	( ) Não
18.	Tipos de impactos ambientais observados pelo(s) morador(es):
( ) 1. Deposição de entulhos ( ) 2. Animais associados ao lixo ( ) 3. Fossas abertas ( ) 4. Poluição do Ar ( ) 5. Poluição do solo ( ) 6. Poluição da água ( ) 7. Poluição visual ( ) 8. Poluição sonora ( ) 9. Desmatamento ( ) 10. Ocupação da Area de Proteção Permanente (APP) ( ) 11. Erosão ( ) 12 Riscos de deslizamentos ( ) 13. Risco de enchentes ( ) 14. Impacto Odorifero (Mal cheiro) ( ) Outros:
Obervações:
19.	Entre os tipos de impactos mencionados, o mais grave (Prejudicial) na opinião so entrevistado(a). Porque?
20.	Houve alguma iniciativa do entrevistado(a) para tentar melhorar as condições nesse sentido: ( ) Sim	( ) Não	o quê?
21.	Houve alguma intervenção do governo (estadual/municipal) para melhoria nesse sentido: ( ) Sim	( ) Não	O quê:
22.	O entrevistado(a) sente desconforto ou observa condições de insalubridade no local: ( ) Sim	( ) Não	O quê?
23. Há casos de doenças/viroses recorrentes na família: ( ) Sim	( ) Não	Quais?
24. O entrevistado(a) associa as mesmas às condições locais: ( ) Sim	( ) Não	Porquê?
25.	O entrevistado (ou família) considera(m) vantajoso residir no local: ( ) Sim	( ) Não	Por que?
26.	O entrevistado(a) (e/ou família) gostaria(m) de se mudar do local: ( ) Sim	( ) Não	Porquê?
27.	O entrevistado(a) gostaria de fazer alguma outra observação: ( ) Sim	( ) Não	( ) O quê?
Observações do pesquisador
( ) Recusou-se

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