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METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO UNIDADE I- O ATO DE ESTUDAR E SUAS TÉCNICAS DE LEITURA Introdução Precisamos reservar tempo para a leitura, pois o ato de ler constitui-se numa atitude fundamental para a formação, de maneira que, quando optamos por um curso superior, não podemos fugir do compromisso de ser leitores assíduos dos temas que são tratados na sala de aula e dos acontecimentos que envolvem a sociedade em que vivemos. Galiano (1986) nos lembra que toda leitura tem o propósito que pode ser de: investigar, comparar, criticar, verificar, ampliar e/ou ampliar conhecimento. Verificar as ideias principais do autor é o caminho para atingir tais propósitos e pode ocorrer quando estamos lendo um artigo, um livro. Ou mesmo um simples parágrafo. Seu sucesso nos estudos e, consequentemente, profissional, depende apenas de você, da sua capacidade de ir em frente. Quem não possui o hábito da leitura, precisa desenvolvê-lo, pois é difícil uma formação de qualidade sem muita leitura. O objetivo desta seção é apresentar algumas informações que venham a despertar em você o gosto pela leitura e oportunizá-lo a fazer melhor proveito dela. 1- A leitura analítica e a documentação de conhecimento 1.1 Como você costuma selecionar seu material de leitura? O que você necessita saber é que, quando encontrar o material que julgar certo, primeiro precisa fazer uma leitura de reconhecimento, olhar a capa e contracapa, o autor, as orelhas, o sumário (neste, observe os títulos e subtítulos), as referências indicadas pelo autor (para ter uma noção mais precisa sobre as bases em que o autor se apoiou), a introdução e o prefácio dos livros, para depois ler. No livro, os dados estão contemplados, em uma ficha catalográfica, na segunda ou terceira folha, nas revistas, estão na capa. Faça uma cópia desses dados ou anote, para referenciar ao final do texto, quando for fazer os apontamentos. Importante saber que quando se faz leitura para pesquisa, deve-se procurar as ideias centrais do texto, anote assim, os pontos principais em fichas de leitura, bem como a fonte consultada. Não perca isso de vista, pois, se não tiver à mão a referência do material utilizado, não poderá utilizar daquele conteúdo. A finalidade da leitura deve ser entender e apreender o conteúdo e formar um senso crítico sobre o assunto, de acordo com. É preciso, antes de se fazer qualquer fundamentação, levar em consideração três regras básicas para facilitar a aprendizagem, segundo Bastos e Keller (2002, p. 19-32) e Galliano (1986, p. 70-71): atenção: capacidade de concentração em um só objeto, sabendo que, a atenção não pode se manter fixa por longos períodos, sem perder sua eficácia, por isso um período de atenção requer outro de descanso. Para prender a atenção, é ideal criar o máximo de interesse pelo assunto estudado; memória: memorizar é reter ou compreender o que é mais significativo de um conteúdo, ao inverso de ter decorado, o que só permite repetição. A memorização é possível a partir da observação dos seguintes pontos: repetição, atenção, emoção, interesse e relacionamento dos fatos com outros conteúdos, já retidos na memória associação de ideias: é uma capacidade que possibilita ao indivíduo relacionar e evocar fatos e ideias. É fácil observar quantos assuntos vêm à tona, por fatos e ideias relacionadas com experiências anteriores dos interlocutores, na troca de palavras em uma conversa. Para melhor aprendizagem, podemos usar dessa técnica, para associar o conteúdo. Para adquirir o hábito da leitura, devemos reservar um tempo diário para ler, selecionar material e local apropriado. O mais importante de tudo é o esforço, força de vontade e disciplina. Todo estudante acadêmico precisa ser um pesquisador e sem leitura sistematicamente organizada e documentada esse perfil não pode ser construído. Ser pesquisador é ser autodidata, a independência acadêmica é o que nos leva ao sucesso profissional, mesmo que ela seja construída em grupo. 1.2 Aproveitamento da Leitura Com certeza, você já sabe que, mesmo com todo o avanço de tecnologias, a leitura é a melhor forma para a aquisição do conhecimento. Por intermédio da leitura, podemos ampliar e aprofundar conhecimento sobre determinado campo cultural ou científico, aumentar o vocabulário pessoal e, por consequência, comunicar as ideias, de forma mais eficiente. Algumas etapas devem ser seguidas, para realizar uma leitura; vejamos o que nos apresenta Severino (1994): leitura textual: é a leitura de reconhecimento que examina a folha de rosto, os índices, a bibliografia, as citações ao pé da página, o prefácio, a introdução e a conclusão. Tratando-se de livro, a dica é percorrer o capítulo introdutório e o final; no caso de leitura de um capítulo, ler o primeiro parágrafo. Quando for um artigo de revista ou jornal, geralmente, a ideia está contida no título do artigo e subtítulos, que se apresentarem. Lembre-se que os primeiros parágrafos, em geral, tratam dos dados mais importantes; leitura temática: selecionar é eliminar o dispensável para nos fixarmos no que realmente nos interessa; para tanto, é necessário definir critérios, ou seja, os objetivos do trabalho, pois somente os dados que forneçam algum conteúdo sobre o problema da pesquisa que possam trazer uma resposta é que devem ser selecionados; análise temática: supõe a capacidade de escolher as ideias principais e de diferenciá-las entre si das secundárias. Dessa forma, diante da problemática de uma pesquisa, o estudante precisa fazer reflexão por meio da análise, comparação, diferenciação, síntese e do julgamento, levantando similaridades ou não, para formar sua ideia sobre o assunto. Nessa fase, também, você deve ter visão global do assunto, passando para a análise das partes, chegando a síntese. Esse procedimento é facilmente desenvolvido quando respondemos as seguintes perguntas: a) De que se trata o texto? b) Qual problematização fala? c) Que dificuldades sobre o problema são ressaltadas? d) Como o autor se posiciona diante o problema citado? e) Que ideia o autor defende? (Aqui localizamos a ideia principal da obra, a tese do autor) f) Que argumentos o autor usa para defender sua tese? g) Existem subtemas ou temas paralelo na unidade de leitura? análise interpretativa: segundo Severino (1994, p.52), é: “Tomar uma posição própria a respeito das ideias enunciadas, é superar a estrita mensagem do texto, é ler nas entrelinhas, é forçar o autor a um diálogo, é explorar toda a fecundidade das ideias expostas, e cotejá-las com outras, enfim é dialogar com o autor”. Levando-se em consideração a posição do autor, se levarmos em consideração cada passo orientado aqui para se ter um aproveitamento da leitura, consequentemente estaremos nos formando em leitor-autor e essa é a principal característica do pesquisador. 1.3 Documentação Para que você obtenha resultados eficazes em seus estudos, além de muita leitura, é necessário compreensão e assimilação dos conteúdos. Um recurso que poderá lhe auxiliar nesse sentido é adotar a prática da documentação. Documentação é a organização e o registro de informação; é uma prática que deverá ser desenvolvida, visando facilitar seus estudos, pode ser documentado: leituras, ideias pessoais, palestras, debates, e outras atividades acadêmicas ou profissionais. Segundo Galiano (1986, p.99): “A documentação pessoal supre a necessidade da informação prévia até mesmo para orientar a pesquisa em outras fontes de consulta, estabelece um diálogo permanente com a memória e estimula constantemente a criatividade intelectual. A tudo isso, acrescenta ainda a vontade de ser prática (quando bem feita) e estar sempre à disposição” Existem duas formas de documentação: Documentação geral: é apopulações inteiras são dizimadas pela fome e epidemias, e são espoliados os seus recursos naturais. e) Novas Concepções sobre a Ciência. Entre os teóricos da nova concepção da ciência destacam-se Einstein (1879-1955), Heisenberg (1901-1976) ,Pierre Duhen (1861-1916), Gaston Bachelard (1884-1962), Karl Popper (1902-1994), Lakatos, Thomas Kuhn (1922) e Feyerabend (1924-1994). 5 Conclusão Pode-se concluir que o conhecimento científico é o produto de uma comunidade e não de um indivíduo e que descobertas feitas por um indivíduo devem ser testadas por uma instituição antes de serem aceitas como conhecimento. Portanto, a ciência como forma de conhecimento pode suprir o conhecimento dito confiável, desde que testadas e analisadas. BIBLIOGRAFIA: CARVALHO, Maria Cecília M. de Construindo o Saber - Metodologia Científica - Fundamentos e Técnicas - 6 ed. - Campinas, SP: Papirus; 1997. RUIZ, João Alvaro Metodologia Científica - Guia para eficiência nos estudos – 2. ed. São Paulo: Atlas; 1989. ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZAJER, F. O Método nas ciências naturais e sociais -pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências bibliográficas NBR 6023. Rio de Janeiro, 2002. BARDIN, L. Análise de conteúdo. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004. BARRAS, R. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas, engenheiros e estudantes. 3 ed. São Paulo: T.A. Queiroz, 1991. CERVO, A. L.; SILVA, R.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: Prentice Hall do Brasil, 2006. 176p. DMITRUCK, H. B. (Org) Diretrizes de metodologia científica. Chapecó: Argos, 2001. ECO, H. Como se faz uma tese. 18. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003. GALIANO, A. G. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra. 1986. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. IMAÑA ENCINAS, J.; COSTA, A. F. O Trabalho Científico. Brasília: UnB. 1990. ISANDAR, I. J. Normas da ABNT: comentadas para trabalhos científicos. 2 ed. Curitiba: Juruá, 2003. PESQUISA EDUCACIONAL 1 CONCEITOS BÁSICOS EM PESQUISA CIÊNCIA É uma atividade que se propõe conhecer o comportamento do mundo em busca de soluções. É um processo pelo qual o homem busca demonstrar a verdade do conhecimento de natureza biológica, social e tecnológica, por meio da observação e da experimentação, almejando a transformação intelectual e material da qualidade de vida. PESQUISA É uma forma de procurar conhecimento para inquietações emergidas, com a finalidade de diversas naturezas. PESQUISA CIENTÍFICA É um processo racional e sistemático de investigação de um problema, de qualquer natureza, que procura descrever, compreender, explicar alguma coisa. É um procedimento que gera novo conhecimento, corrobora ou refuta algum conhecimento pré-existente, trazendo aprendizagem, tanto para o indivíduo que realiza a pesquisa como para a sociedade na qual ela se desenvolve. TRABALHO ACADÊMICO/CIENTÍFICO (TA/TC) É um documento resultado de um estudo, que expressa o conhecimento acerca de um assunto escolhido, sendo executado no âmbito das instituições de ensino. É composto por fases e etapas. Os tipos mais comuns são: resenha, relatório, comunicação, artigo, monografia, dissertação e tese. Resenha/recensão: é um Trabalho Acadêmico de divulgação que apresenta síntese informativa ou crítica sobre um texto. Relatório: é um Trabalho Acadêmico que apresenta o andamento da pesquisa ou trabalhos de outra natureza junto aos órgãos financiadores e fiscalizadores. Artigo: é um Trabalho Acadêmico que apresenta síntese do resultado de um estudo maior original. Trabalho de Conclusão do Curso:O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um tipo de trabalho acadêmico amplamente utilizado no ensino superior, como forma de efetuar uma avaliação final dos graduandos, que contemple a diversidade dos aspectos de sua formação universitária. http://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_acad%C3%AAmico http://pt.wikipedia.org/wiki/Ensino_superior Monografia: é um Trabalho Acadêmico que apresenta uma investigação sobre um tema único e bem delimitado. Apresentada ao final do curso de graduação, especialização, atualização e aperfeiçoamento, visa à obtenção do título de graduado ou de especialista. Dissertação: é um Trabalho Acadêmico que apresenta o resultado de uma investigação, menos complexa e aprofundada, de um tema. Situa-se entre a monografia e a tese, pois aborda temas em maior extensão e profundidade. Visa à obtenção do título de mestre. É defendida publicamente perante banca de três doutores. Tese: é um Trabalho Acadêmico que apresenta o resultado de uma investigação complexa e aprofundada sobre um tema amplo. Visa à obtenção do título de doutor, pós-doutor e livre-docente. É defendida publicamente perante banca de cinco ou mais doutores. PROJETO DE PESQUISA Consiste em uma importante etapa da produção do trabalho acadêmico, ou seja, é a etapa do planejamento detalhado das fases a serem percorridas no desenvolvimento de um tema. A sua elaboração obedece a alguns parâmetros básicos, que são descritos posteriormente. OBSERVAÇÃO: Na EEWB utilizaremos a nomenclatura TCC para trabalhos acadêmicos de conclusão de curso de graduação e monografia para trabalhos acadêmicos de conclusão de curso de especialização PADRÃO/ESTILO NORMAS ABNT A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. Define a normalização técnica no Brasil, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. Quatro das normas estão relacionadas a trabalhos acadêmicos (NBR 14.724 - Normas Brasileiras de trabalhos acadêmicos, NBR 6023 - Normas Brasileiras de referências, NBR 10.520 – Normas Brasileiras de citações em documentos, NBR 10.522 - Normas Brasileiras de abreviaturas das referências). PADRÃO/ESTILO VANCOUVER É um padrão internacional utilizado por algumas revistas indexadas internacionalmente para a elaboração das referências, menção de autoria e outros. É específico para os artigos de periódicos, não podendo ser utilizado como normalização de trabalhos acadêmicos, a não ser que a instituição de ensino assim o deseje. 2 ELEMENTOS QUE COMPÕEM O PROJETO DE PESQUISA Antes de apresentar os elementos que compõem um projeto de pesquisa, é importante esclarecer o que significa projeto. “Projeto”, do latim “pro-jicere”, significa colocar adiante. O projeto é uma das etapas quando se quer elaborar, executar e apresentar uma pesquisa. Em sua elaboração deve-se responder aos questionamentos: Quem? O quê? Por quê? Para quê? Como? Quando? Quanto? Para responder a estes questionamentos didaticamente divide-se o projeto em elementos pré–textuais, textuais e pós–textuais (Quadro 1). Quadro 1 - Estrutura do projeto de pesquisa ELEMENTOS PRELIMINARES OU PRÉ-TEXTUAIS Capa Folha de rosto Sumário ELEMENTOS TEXTUAIS OU CORPO DO TRABALHO Introdução Marco conceitual, teórico ou teórico- conceitual Trajetória metodológica ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS OU PÓS-PRELIMINARES Referências Cronograma Orçamento Apêndices Anexos Fonte: as autoras Discorre-se, a seguir, sobre cada parte do projeto de pesquisa. 2.1 ELEMENTOS PRÉ–TEXTUAIS São os elementos que antecedem o texto, com a finalidade de informar o leitor acerca da identificação e utilização do projeto de pesquisa. Será discutido a seguir cada um deles. 2.1.1 Capa Elemento obrigatório, que consiste na proteção externa do trabalho e em que se trazem as informações que identificam o projeto/trabalho, ou seja: Nome da instituição; Nome(s) do(s) autor(es) na extremidadesuperior da folha, em ordem alfabética; Título do projeto/trabalho, centralizado; Subtítulo (se houver) em letra minúscula, seguido de dois pontos após o título; Local e ano na extremidade inferior da folha; 2.1.2 Folha de rosto Elemento obrigatório, que contém as mesmas informações da capa, exceto o nome da instituição, acrescido de um texto em que descreva a natureza (área de concentração), finalidade, nome da instituição da qual é proveniente o trabalho e nome do orientador e do co-orientador se houver. 2.1.3 Sumário Elemento, também obrigatório, que enumera as principais divisões, seções e outras partes do projeto/trabalho na mesma ordem e grafia que se apresentam nele. 2.2 ELEMENTOS TEXTUAIS São os elementos que consistem no conteúdo do projeto propriamente dito, ou seja, a introdução, o marco conceitual ou teórico-conceitual e a trajetória metodológica. 2.2.1 Introdução Elemento obrigatório em que se inicia o conteúdo/tema do projeto. Neste tópico são respondidas as questões ‘o que’, ‘para que’, e ‘por que’, e nele são apresentados: o interesse pelo tema, a justificativa do estudo e o(s) objetivo(s) (Quadro 2). Quadro 2: Descrição dos itens que compõem a introdução do projeto O QUÊ? (Interesse pelo tema) POR QUÊ? (Justificativa do estudo) PARA QUÊ? Objetivo(s) I N T R O D U Ç Ã O É respondido descrevendo como o autor: Interessou-se pelo tema. Como surgiu sua inquietação, sua idéia da pesquisa, a escolha do tema. É respondida: Descrevendo a defesa da pesquisa, com uma reflexão sobre o que gerou o problema de pesquisa. Destacando suas relevâncias científica, social e profissional. Iniciando-se pelas razões, argumentos mais amplos do tema (dados epidemiológicos e estatísticos) e seguindo em encadeamento lógico para os mais específicos, finalizando com a(s) formulação(ões) da(s) questão(ões) de pesquisa. Em síntese consiste em uma exposição sucinta, porém completa das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornem importante a realização da pesquisa. Esta questão, ao ser respondida, estará construindo o que chamamos de OBJETIVO (S), visto que definirá o que se quer alcançar com o desenvolvimento da pesquisa e quais os resultados esperados. Dependendo do tipo de pesquisa, pode ser dividida em geral e específica. O geral apresenta o contexto mais amplo e abrangente do estudo. E o específico abrange o detalhamento do problema a ser estudado. Exemplos: -Geral: Conhecer a Fonte: as autoras 2.2.2 Marco conceitual, teórico ou teórico-conceitual O marco conceitual é um elemento obrigatório em que se contextualiza teoricamente o problema a ser pesquisado. Demonstra o que tem sido investigado ocorrência do Diagnóstico de Enfermagem “Mobilidade Física Prejudicada” nos idosos institucionalizados das instituições de saúde de Itajubá. -Específicos: Verificar a incidência da “Mobilidade Física Prejudicada” nos idosos em questão, de acordo com gênero, faixa etária e índice de massa corpórea; Identificar a frequência das características definidorase dos fatores relacionados do diagnóstico de enfermagem “Mobilidade Física Prejudicada” da população em epígrafe. Analisar as características definidoras para este diagnóstico de enfermagem de acordo com esta amostra. sobre o tema, esclarecendo os pressupostos teóricos que dão suporte à pesquisa e as contribuições proporcionadas por outros estudos anteriores realizados. Normalmente é dividido em tópicos, que partem do geral para o específico do tema a ser explorado. É importante salientar que o “marco conceitual não pode ser constituído apenas por referencias ou sínteses dos estudos feitos, mas por discussão crítica do ‘estado atual da questão’’” (GIL, 2002, p. 162). Seu papel é “salientar o que foi estudado até a atualidade, o quanto esses estudos são adequados e confiáveis e quais as falhas existentes no corpo da pesquisa” (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 146). O marco teórico deve ser abordado quando existir uma teoria que respalde, guie e permeie o desenvolvimento do estudo. O marco-teórico conceitual é utilizado quando se trata de dois objetos de estudo, havendo para um deles uma teoria, que o fundamenta, e para o outro fundamentações originárias de diversos autores e fontes. 2.2.3 Trajetória Metodológica É o caminho para alcançar um fim ou o conjunto de estratégias consideradas adequadas para alcançar um propósito definido. Também conhecida como procedimentos metodológicos. Nesta etapa abordam-se os procedimentos (métodos) e as técnicas (materiais) a serem seguidos na pesquisa. Representa a parte do projeto que apresenta o maior número de tópicos, visto que responde, de uma só vez, aos questionamentos como? com quê? onde? quanto? Dessa forma aborda os itens: cenário do estudo; delineamento do estudo; sujeitos; natureza da amostra e amostragem; coleta de dados; pré-teste; estratégia de análise dos dados; aspectos éticos. 2.2.3.1 Cenário do Estudo Abrange informações detalhadas acerca do local onde será desenvolvido o estudo. O texto é iniciado falando da cidade e posteriormente do local específico (se for o caso). Exemplo: Se o estudo for realizado com os sujeitos da EEWB, primeiramente se discorre sobre Itajubá (características gerais da cidade, enfocando a educação superior dela) e posteriormente sobre a EEWB. No projeto, este item é relevante quando a pesquisa se insere em um determinado local. Nesse caso, a localização, a delimitação e a caracterização da área e, também, uma justificativa da escolha daquele local, são elementos importantes para auxiliarem na compreensão do problema que originou a pesquisa. 2.2.3.2Delineamento do Estudo Esta parte especifica qual a abordagem de pesquisa a ser adotada e o tipo de estudo. Do ponto de vista da forma de abordagem do problema, pode ser: Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas descritivas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão) e referenciais (coeficiente de correlação, análise de regressão, análise de variância e outros). Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para a coleta de dados e o pesquisador é o instrumento- chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. Pesquisa quali-quantitativa ou de delineamento integrado ou método misto: considera que a coleta sequencial de dados quantitativos e qualitativos pode proporcionar um melhor entendimento do problema de pesquisa. Possui vantagens como complementação, incrementação, maior validade dos resultados obtidos e criação de novas fronteiras (CRESWELL, 2010; POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). Do ponto de vista de seus objetivos, Gil (2002) afirma que pode ser: Pesquisa Exploratória: visa a proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão.Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso. Pesquisa Descritiva: visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento. Pesquisa Explicativa: visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas. Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa “Ex post facto”. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos pode ser, no entender de Gil, 2002: Pesquisa Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet. Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico. Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer, ou seja, visa a determinar informações sobre práticas ou opiniões atuais de uma população específica. Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento. Pesquisa “ex post facto”: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos. Pesquisa-Ação: quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação de pesquisadores e membros das situações investigadas. 2.2.3.3Sujeitos, Natureza da Amostra e Amostragem Participante ou Sujeito, População ou Universo Sujeito ou participante ou população ou universo é o conjunto de todos os indivíduos ou objetos com alguma característica comum definidora. É um agregado total de casos que preenchem um conjunto de critérios especificados. Enfim, é um conjunto de todos os seres (pessoas, objetos ou fatos) que apresentem pelo menos uma característica em comum. Os pesquisadores na escolha do sujeito, ou população, ou universo especificam as características que delimitam essa população por meio do que denominamos critérios de inclusão ou elegibilidade, ou seja, são critérios que irão incluir os participantes do estudo, como também os critérios de exclusão ou inelegibilidade, que excluirão aqueles que não poderão participar da pesquisa. Exemplo:Se formos realizar uma pesquisa com os acadêmicos da EEWB sobre um determinado tema, como critérios de inclusão teremos: - Ser aluno da EEWB; - Estar matriculado no 3º a 8º período do curso; - Pertencer a um ou outro gênero; - Aceitar participar do estudo. Como critérios de exclusão: - Não ser aluno da EEWB; - Estar matriculado no 1º ou 2º período do curso; - Não aceitar participar do estudo. A população em que o pesquisador está interessado é o que denominamos de população-alvo. Os casos da população-alvo que estão acessíveis ao pesquisador correspondem à população de acesso (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). Para estas autoras “os pesquisadores retiram a amostra de uma população acessível na esperança de generalizar para uma população alvo (2004, p. 224). No entender de Dyniewicz (2009, p.100): A amostra é uma parcela selecionada criteriosamente dentre o universo ou população a ser estudada. Tem relação direta com o problema de pesquisa e depende de muitos fatores para sua seleção, tais como, entre outros, variáveis selecionadas, recursos disponíveis e outras técnicas de coleta de dados selecionadas para o projeto. Para dimensionar o tamanho de amostra que seja representativa, deve-se levar em consideração, ainda, a margem de erro admitida para o estudo da população (finita ou infinita) que está sendo abordada. Quanto mais homogênea uma população, menor a probabilidade de a amostra ser tendenciosa, ou seja, quanto mais comuns forem as características dos sujeitos a serem pesquisados, menor poderá ser o tamanho da amostra. Bom senso e conhecimento prévio da população são fundamentais para garantir que a amostra seja representativa. Para tal, sugere-se que se defina claramente qual o grupo ou os grupos de pessoas que interessam à pesquisa e extrair uma amostra aleatória de cada grupo. É preciso cuidado para não generalizar dados quando a amostra é pequena, por exemplo, em estudos multicasos. Nesses, os resultados obtidos servem para o grupo estudado, pois para outras realidades, outras regiões do país, os resultados não se aplicam. Amostra A amostra nos estudos qualitativos é pequena, não aleatória. Isto porque os critérios para essa amostra são diferentes, visto que o alvo da maioria destes estudos é descobrir o significado e revelar realidades múltiplas, portanto, a generalização. O pesquisador qualitativo faz as seguintes perguntas: “Qual seria uma fonte de dados rica em informações para o meu estudo? Com quem devo falar em primeiro lugar? O que devo observar, para maximizar meu entendimento do fenômeno? Na pesquisa qualitativa, segundo Polit, Beck e Hungler (2004, p.237): O tamanho da amostra deve ser determinado a partir da necessidade de informações. Assim, um princípio orientador na amostragem é a saturação dos dados (isso é, amostrar até o ponto em que não é obtida nenhuma informação nova e é atingida a redundância). Normalmente é possível chegar à redundância com um número relativamente pequeno de casos, se a informação de cada um tiver profundidade suficiente. A amostra nas pesquisas quantitativas deve ser representativa para garantir que as medidas reflitam a realidade e possam ser generalizadas para a população, haja vista que este tipo de estudo está preocupado com a mensuração de atributos e as relações em uma população. Para Polit, Beck e Hungler (2004, p.233) na pesquisa quantitativa, o tamanho da amostra é um aspecto importante na sua condução e avaliação: Não existe uma equação simples para se determinar o tamanho necessário de uma amostra, mas geralmente se recomenda que os pesquisadores quantitativos usem a maior amostra possível. Quanto maior a amostra, mais provável é que ela seja representativa. Cada vez que um pesquisador calcula uma porcentagem ou uma média baseada em dados da amostra, a finalidade é estimar o valor populacional. Quanto maior a amostra, menor o erro da amostragem. Amostragem É o processo de seleção de uma parte da população para representar sua totalidade, de acordo com Polit, Beck e Hungler (2004, p. 429). Os tipos de amostragem podem ser classificados em dois grandes grupos (Quadro 3): Quadro 3: Tipos de amostragem PROBABILÍSTICA NÃO-PROBABILÍSTICA CARACTERÍSTICAS TIPOS CARACTERÍSTICAS TIPOS Os dados são rigorosamente científicos e baseiam- se nas leis: - dos grandes números; - de regularidade estatística; - da inércia dos - Aleatória simples - Sistemática; - Estratificada; - Por aglomerado - Os dados não apresentam fundamentação matemática ou estatística, dependendo, unicamente, dos critérios pesquisados. - Os procedimentos são mais críticos em - Poracessibilidade ou por conveniência - Por tipicidade ou intencional; - Por cotas. grandes números; - da permanência dos pequenos números. - Por etapas relação à validade dos seus resultados. Fonte: as autoras As amostragens não-probabilísticas, geralmente usadas pelos pesquisadores qualitativos, podem ser: amostras acidentais: compostas por acaso, com pessoas que vão aparecendo; amostras por quotas: diversos elementos constantes da população/universo, na mesma proporção; amostras intencionais: escolhidos casos para a amostra que representem o “bom julgamento” da população/universo. As amostragens probabilísticassão compostas por sorteio e geralmente usadas pelos pesquisadores qualitativos; podem ser: amostras casuais simples: cada elemento da população tem oportunidade igual de ser incluído na amostra; amostras casuais estratificadas: cada estrato, definido previamente, estará representado na amostra; amostras por agrupamento: reunião de amostras representativas de uma população. 2.2.3.4Coleta de Dados Constitui uma etapa importante, e não deve ser confundida com a pesquisa propriamente dita. É importante determinar as técnicas que serão usadas para coletar os dados, definir a amostra que deve ser representativa e suficiente para chegar às conclusões. Uma vez coletados os dados, esses serão tratados, analisados e interpretados. Por último, será feita a discussão dos resultados da pesquisa, a partir da análise e interpretação dos dados (ANDRADE, 1998; MARCONI; LAKATOS, 2003). Instrumento para coleta de dados Instrumento de pesquisa - elemento ou técnica que um pesquisador utiliza para coleta de dados (POLIT; BECK; HUNGLER, 436). Sua escolha está diretamente relacionada com o tipo de abordagem utilizada na pesquisa. A abordagem quantitativa exige instrumentos cujos dados possam ser mensuráveis por meio estatísticos. Já a abordagem qualitativa utiliza, em geral, instrumentos com questões abertas ou semi-estruturadas. (DYNIEWICZ, 2009, p. 126). A referida autora descreve no Quadro 4 as diferenças básicas entre os instrumentos de pesquisa, de acordo com a abordagem do estudo. (DYNIEWICZ, 2009, p. 127). Quadro 4 - Diferenças básicas entre os instrumentos de pesquisa, de acordo com a abordagem do estudo. PESQUISA DE ABORDAGEM QUANTITATIVA PESQUISA DE ABORDAGEM QUALITATIVA Questionários com perguntas abertas e fechadas passíveis de tratamento estatístico. Roteiro para entrevista, diário de camp,o temas para debates em grupos. O pesquisador não se envolve tanto com os participantes. Requer abertura, capacidade de observação e de interação. A informação é cumulativa, isto é, cada questão pode determinar ou ligar-se a outra. Os instrumentos passam por teste– piloto, para verificar a confiabilidade e validade antes da coleta de dados Os instrumentos costumam ser facilmente corrigidos e readaptados durante o processo de trabalho de Fonte: as autoras A coleta de dados pode ser feita utilizando-se dos seguintes instrumentos: Observação É uma técnica de coleta de dados para obter informações. Utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. O importante dessa técnica não é apenas ver e ouvir, mas também, examinar fatos ou fenômenos que se pretende estudar. É utilizado em pesquisas de abordagem qualitativa. As formas de observação podem ser assim descritas (ANDRADE, 1998): a) Sistemática ou controlada: planejada, estruturada por meio de um projeto b) Assistemática ou controlada: não estruturada c) Participante: o pesquisador participa dos fatos a serem observados d) Não participante: o pesquisador limita-se à observação dos fatos e) Individual: realizada apenas por um pesquisador f) Em equipe: pesquisa desenvolvida por um grupo de trabalho g) Na vida real: os fatos são observados “em campo” ou em ambiente natural h) Em laboratório: os fatos são observados em laboratório. Entrevista De acordo com Marconi e Lakatos (2003) e Ribas (2004), a entrevista é o encontro entre duas pessoas para que uma delas possa obter informações, por meio de uma conversação de natureza profissional. O objetivo é obter informações do entrevistado sobre determinado assunto ou problema. Pode ser usada tanto em pesquisas qualitativas como quantitativas. Os tipos de entrevistas são: Padronizada ou estruturada propriamente dita. campo. O entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido e as perguntas são predeterminadas. A entrevista é realizada de acordo com o formulário elaborado. A(s) pessoa(s) entrevistada(s) é (são) selecionada(s), de preferência, de acordo com um plano. Pode-se utilizar o gravador. Despadronizada ou não estruturada O entrevistado tem liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direção que considerar adequada. As perguntas são abertas e podem ser respondidas por meio de uma conversa informal. Este tipo de entrevista permite explorar mais amplamente uma questão. Deve-se utilizar o gravador. Semi-estruturada É composta de perguntas abertas e fechadas, tendo relação entre si. Painel Nessa técnica, as perguntas são repetidas periodicamente, às mesmas pessoas, para estudo da evolução das opiniões em períodos curtos. As perguntas devem ser formuladas de maneira diversa, para que o entrevistado não faça distorção das respostas com essas repetições. Questionário Constituído por uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas, por escrito, e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por um portador. Depois de preenchido, o pesquisado devolve o questionário do mesmo modo. Junto com o questionário deve- se enviar uma nota ou carta, explicando a natureza da pesquisa, sua importância e a necessidade de obter respostas, tentando despertar o interesse do recebedor, no sentido de que ele preencha e devolva o questionário dentro de um prazo razoável. O questionário deve ter natureza impessoal para assegurar uniformidade na avaliação da pesquisa abordada. Em média, os questionários expedidos pelos pesquisadores alcançam 25% de devolução (MARCONI; LAKATOS, 2003; RIBAS, 2004). Formulário É um instrumento que se caracteriza pelo contato face a face entre pesquisador e informante. A diferença entre ele e o questionário é que o formulário pode ser usualmente preenchido pelo próprio investigador. Uma das vantagens que o informante recebe do pesquisador é que este pode inclusive reformular a proposta, esclarecer algumas perguntas, dar explicações, ou seja, ajustar o formulário à experiência e à compreensão de cada informante. Por isso, pode englobar questões mais complexas que o questionário (RIBAS, 2004; MARCONI; LAKATOS, 2003). Escala É uma medida composta de um atributo que consiste em vários itens que possuem uma relação lógica ou empírica uns com os outros. É necessário possuir um escore que coloque os sujeitos em um continuum no que se refere ao atributo (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004). Embora a literatura mencione a existência de diversas escalas, não é possível utilizar uma única escala que sirva adequadamente para todas as perguntas de um instrumento de pesquisa. A técnica de escala mais comum é a Escala de Likert, que, segundo Polit, Beck e Hungler (2004, p. 257), “consiste de varias afirmações declaratórias (ou itens) que expressam um ponto de vista sobre um assunto. Os respondentes são solicitados a indicar o Grau em que concordam ou discordam da opinião expressa pela afirmação”. As autoras acrescentam que “o escore total da pessoa é determinado pela soma dos escores dos itens; por esse motivo, estas escalas são às vezes chamadas de escalasde classificação” (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004 p. 257). “O caráter de soma das escalas de Likert possibilita fazer discriminações acuradas entre as pessoas com diferentes pontos de vista” (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 257). Outro tipo de escala é a Escala Análoga Visual (EAV), que pode ser usada para: Medir experiências subjetivas, como a dor, a fadiga, a náusea e a dispnéia. A EAV tem uma linha reta, cujo final é rotulado como os limites extremos da sensação ou do sentimento medido. É pedido que os participantes marquem um ponto na linha correspondendo ao volume de sensação experimentada. Tradicionalmente, uma linha EAV tem o comprimento de 10mm, que facilita a extração de um escore de 0 a 100 através da simples medida de um dos extremos da escala até a marca feita pelo participante (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004, p. 259). Procedimento para a coleta de dados É a descrição detalhada de como será realizada a coleta dos dados, após o projeto ser aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Deve ser informado no projeto de pesquisa como será: O contato com os sujeitos da pesquisa (agendamento do dia, hora e local privativo); A explicação da pesquisa aos participantes do estudo, respeitando sua privacidade e autonomia em querer participar ou não; Evitado o constrangimento; A assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Vide Apêndice 7); A coleta propriamente dita (gravação da entrevista ou preenchimento do formulário ou questionário); O tratamento das informações obtidas. O destino do material gravado. 2.2.3.5 Pré-teste É a aplicação do instrumento de coleta de dados com o objetivo de averiguar se ele está claro e respondendo ao(s) objetivo(s) do estudo, como também verificar o tempo gasto em sua aplicação e o preparo dos pesquisadores para o estudo definitivo. O número de pessoas para a realização do pré-teste depende da abordagem da pesquisa (qualitativa ou quantitativa), dos locais onde será realizada, dos sujeitos participantes. Se a pesquisa for qualitativa deve incluir pessoas de todos os locais e categorias profissionais (se for o caso) que correspondam a um número mínimo, pois a quantidade na qualitativa não importa. Exemplo: Se a pesquisa for realizada em duas instituições de saúde com todos os enfermeiros e técnicos de enfermagem, para o pré-teste deve ser escolhido pelo menos um profissional de cada categoria e de cada local. Neste exemplo o pré teste será com 4 (quatro) profissionais. Na pesquisa quantitativa deve estar, como regra geral, 10% da população total, sendo dividida esta quantidade pelo número de locais em que será realizada a coleta. Exemplo: Em pesquisa realizada em duas instituições de saúde, com todos os enfermeiros e técnicos de enfermagem, em um total de 40 enfermeiros e 100 técnicos para o pré-teste devem ser escolhidos 4 (quatro) profissionais da categoria enfermeiro [ sendo 2 (dois) de cada instituição] e 10 técnicos [ 5 (cinco) de cada local ] . Neste exemplo o pré-teste será feito com 14 profissionais. 2.2.3.6 Análise e interpretação dos dados Para a análise dos dados, estes devem ser processados e examinados de modo ordenado e coerente, de forma que os padrões e relacionamentos possam ser evidenciados. A interpretação dos dados é o processo de dar sentido aos resultados, explicar, julgar e explanar as implicações dos achados em um contexto maior. É importante ressaltar que os dados por si sós nada dizem. É preciso que o pesquisador os interprete, isto é, seja capaz de expor seu verdadeiro significado e compreender as conclusões mais amplas que podem conter. Há vários métodos para análise e interpretação dos dados, conforme o tipo de abordagem da pesquisa. Na pesquisa quantitativa os dados numéricos são analisados por meio de procedimentos estatísticos, que abrangem uma ampla variedade de técnicas, incluindo alguns recursos simples, assim como métodos complexos e sofisticados. Esses procedimentos têm o propósito de descrever fenômenos ou avaliar a magnitude e a confiabilidade das relações entre eles. Podem ser descritivos e analíticos: • Estatística Descritiva: responsável pela descrição e resumo de dados de amostra. Ex.: médias e porcentagens. • Estatística Indutiva ou Inferencial: procedimentos que combinam processos matemáticos e lógicos para testar hipóteses sobre uma população com a ajuda dos dados de amostra, usando as leis da probabilidade. Ex.: teste de hipóteses. Na pesquisa qualitativa a análise dos dados não-numéricos é um procedimento discursivo e significante de reformulação, de explicitação ou de teorização, de uma experiência ou de um fenômeno. A finalidade é descobrir dimensões e padrões importantes de relações, ou seja, extrair significados dos dados da pesquisa. Há vários métodos utilizados na análise; dentre estes, temos: análise de conteúdo, Discurso do Sujeito Coletivo, fenomenológico, etnográfico, histórico. 2.2.3.7 Apresentação dos Resultados A forma de apresentação dos resultados depende do tipo de abordagem do estudo. Nos estudos qualitativos os resultados podem ser apresentados de acordo com o método de análise dos dados adotado, utilizando-se de quadros, ou em forma textual em que são mostrados os temas ou categorias, expondo partes dos discursos dos entrevistado permeados de reflexões do pesquisador e referências. Nas pesquisas quantitativas os resultados são apresentados em números e percentuais na forma de tabelas, gráficos ou quadros complementados de discussão dos achados correlacionados com a literatura. 2.2.3.8 Ética do Estudo Ao preparar o projeto de pesquisa envolvendo seres humanos o pesquisador, além de dever cumprir as exigências éticas gerais de toda atividade cientifica e aquelas ligadas à ética da área de sua atuação profissional, deve atender aos aspectos éticos específicos que estão descritos na Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Isto é necessário, pois o projeto passará pela apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa criado nas instituições para esse fim. Em 1996, o CNS, órgão de controle social vinculado ao Ministério da Saúde (MS) com composição tripartite, agrupando representantes dos usuários, de entidades e instituições governamentais, de prestadores de serviços privados de saúde e de trabalhadores de saúde, após intensos debates divulgou a Resolução 196/96, intitulada Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos (BRASIL, 1996; BRASIL, 1997). Esta Resolução passou a ser o documento de referência para a revisão ética das pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil. Definiu, também, a criação e consolidação do sistema brasileiro de revisão ética das pesquisas – o sistema Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)/ Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Envolve, ainda, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), por meio das resoluções e leis da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Cada uma dessas instâncias assume responsabilidade específica, a depender do tipo de pesquisa que será avaliado. É importante ressaltar que o CNS elaborou diversas resoluções complementares à citada acima. De acordo com a Resolução 196/96, todos os protocolos de pesquisas que envolverem seres humanos, independentemente da área de conhecimentos de que são provenientes, devem ser avaliados quanto aos critérios éticos e científicos por um CEP institucional. Quando a pesquisa for clínica (estudos e experimentos para testar medicamentos, novas terapias, produtos, dentre outros) paralelamente se submete à avaliação da ANVISA.Se envolver estudos com organismos geneticamente modificados (ensaios clínicos de vacinas, células-tronco ou outras questões de biossegurança), em paralelo à avaliação da Resolução 196/96, também deve ter a da CNTBio. As normas e diretrizes elencadas foram delineadas tomando-se como referências os princípios biomédicos da autonomia, da beneficência, da não- maleficência e da justiça. Além desses, foram incluídos outros princípios, como a confidencialidade, a privacidade, a voluntariedade, a equidade e a não- estigmatização. O foco especial desta resolução é a proteção dos participantes dos estudos, mas visa, também, a garantir os direitos e deveres dos cientistas, patrocinadores, das instituições envolvidas, do Estado e dos próprios sujeitos. Em seguida serão discutidos alguns princípios mencionados anteriormente que norteiam a Resolução 196/96: Autonomia: este princípio garante o direito dos participantes dos estudos de decidirem livremente quanto à participação em uma pesquisa, livres de coerção, de intimidação e de sedução. Isto é traduzido na prática quando se obtém o TCLE. (GUILLEM; DINIZ, 2008; HAASE; PINHEIRO-CHAGAS; ROTHE-NEVES, 2007). Beneficência: abrange a noção de obrigatoriedade no que diz respeito a não causar danos e maximizar os possíveis benefícios. Tem várias dimensões: a integralidade, a garantia contra a exploração, e a relação risco/benefício dos participantes da pesquisa. Inclui questões relacionadas aos riscos tanto para os sujeitos quanto para a comunidade na qual estão inseridos. Os riscos decorrentes da participação em uma pesquisa podem ser físicos, psicológicos, sociais, econômicos, morais, culturais e espirituais (VAN NESS, 2001). É necessário efetuar uma rigorosa análise dos possíveis riscos para tentar minimizá-los e, assim garantir algum tipo de benefício aos participantes (GUILEM; DINIZ, 2008b). Não-maleficência: complementa o princípio da beneficência. A equipe de pesquisa tem que se esforçar para não causar danos adicionais e adotar medidas para minimizá-las ou preveni-las, e deve ser explicitado o que se vai fazer para reparar possíveis danos (KING, 2000). Este princípio mais o da beneficência determinam que seja buscado equilíbrio entre os riscos e benefícios antes do inicio do estudo, proporcionando proteção efetiva aos que forem ser pesquisados. Justiça: tem importância este principio se houver comprovação da relevância social, cientifica ou profissional do estudo; da distribuição equitativa dos riscos e benefícios da pesquisa; igualdade de acesso à pesquisa; acesso aos resultados exitosos do estudo; proteção acidental aos sujeitos vulneráveis e com autonomia reduzida (NATIONAL COMMISSION ...,1995). Os participantes têm direito ao tratamento justo antes, durante e após a sua participação no estudo. O tratamento justo inclui, como afirmam Polit; Beck e Hungler, 2004: Seleção justa e não-discriminatória dos participantes, de forma que qualquer risco ou beneficio seja compartilhado igualmente; a seleção deve ser baseada nas exigências da pesquisa e não na vulnerabilidade ou na posição comprometedora de determinadas pessoas. Tratamento não-preconceituoso das pessoas que declinam a participação ou que se retiram do estudo após concordar em participar. Honrar todos os acordos entre o pesquisador e o participante, incluindo a adesão aos procedimentos descritos antecipadamente e o pagamento de qualquer estipêndio prometido. Acesso do participante ao pessoal da pesquisa em qualquer momento do estudo, para esclarecer dúvidas. Acesso do participante à assistência profissional apropriada, se houver dano físico ou psicológico. Se necessário, divulgação de informações retidas anteriormente ao estudo ou necessárias para o esclarecimento de aspectos surgidos durante o estudo. Sensibilidade e respeito pelas crenças, hábitos e estilos de vida das pessoas de diferentes culturas. Tato e cortesia no tratamento em todos os momentos. O recrutamento de populações vulneráveis, como pacientes psiquiátricos, com debilidade mental, gestantes e crianças deve ocorrer apenas quando a proposta da pesquisa é de testar procedimentos, terapias ou acessar informações que poderão beneficiar especificamente estes grupos (GUILHEM; GRECO, 2009). Privacidade e confidencialidade: são princípios complementares em que a privacidade serefere à intimidade e à vida privada de uma pessoa, que devem ser preservadas. É importante no projeto e no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) especificar os mecanismos para garantir a confidencialidade sobre a origem das informações obtidas e assegurar a sua utilização apenas ao cumprimento dos objetivos do estudo. Todo e qualquer dado fornecido pelos sujeitos deve ser mantido no mais absoluto sigilo. Isto pode ocorrer por meio do anonimato ou outros procedimentos sigilosos (ARMITAGE et al., 2008). Equidade: estabelece que é preciso analisar as necessidades do individuo, relacionando-as, porém, às necessidades de outras pessoas e ao grupo social no qual ele está inserido (ASSOCIAÇÃO MÉDICA MUNDIAL, 2004; LURIE; GRECO, 2005). Um dos principais elementos que garantem o respeito à dignidade dos participantes é a elaboração do TCLE. É apresentado como um dos apêndices do projeto. Deve conter informações relacionadas com o projeto, a saber: o(s) nome(s) do(s) (a) (as) orientando(s) (a) (as) e do(a) orientador(a), o título, objetivo(s), sujeitos, relevância científica, social e profissional, tipo de instrumento utilizado para a coleta de dados, se será gravado ou não, como será preservado o anonimato dos participantes, a liberdade deles em participar, o nome e telefone do CEP, local para o participante colocar o seu nome completo, assinatura e datar. É importante ressaltar que o texto do TCLE deve ser elaborado utilizando-se uma linguagem acessível ao sujeito da pesquisa, e é inserido no projeto como apêndice. Exemplo de um modelo de TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Nós, ........................................e ......................................., aluno(s) (a) (as) e docente orientador(a), respectivamente, do Curso de ............................................... da Escola ......................................................., de .....(cidade/estado), estamos desenvolvendo uma pesquisa sobre “........(título do projeto).........” com o objetivo(s) de ............. Ela será realizada com ... (sujeitos da pesquisa)........ Pretendemos, com a realização deste estudo, que ... (relevâncias científica, social e profissional)... . Para realizarmos esta pesquisa, precisamos que você concorde em participar de ... (tipo de instrumento utilizado para a coleta de dados)... respondendo a ... (número)... questões abertas sobre este assunto e outras sobre seus dados pessoais. Gostaríamos de deixar claro que as informações obtidas serão mantidas em segredo e que você não será identificado(a) pelo nome e de nenhuma outra maneira. Todas as suas informações ficarão sob nossa responsabilidade e trabalharemos reunindo os dados de todas as pessoas que participarão do estudo. É importante lembrar que a sua participação é estritamente voluntária e a qualquer momento você terá liberdade de desistir, se assim o desejar. Você concorda em participar deste estudo? Este Termo de Consentimento Pós-informação e Esclarecimento é um documento que comprova a sua permissão. Precisamos de sua assinatura para oficializar o seu consentimento. Para possíveis informações ou esclarecimentos a respeito da pesquisa, você poderá entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da ... pelo telefone .., em ...(cidade/estado). Agradecemos desde já a sua valiosa colaboração e nos colocamos a sua disposição para outros esclarecimentosnecessários. Por me achar plenamente esclarecido(a) e em perfeito acordo com este termo de consentimento, eu, para oficializar minha participação como sujeito desta pesquisa, assino o presente documento. NOME COMPLETO DO PARTICIPANTE: ........................................................................................................................................ ASSINATURA DO PARTICIPANTE: .......................................................................................................................................... ....... ASSINATURA DO PESQUISADOR: .......................................................................................................................................... ....... DATA: ......./......./....... 2.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS São os elementos apresentados após os elementos textuais e que complementam o trabalho, ou seja, as referências, o cronograma, o orçamento, os apêndices e os anexos. 2.3.1 Referências Elemento obrigatório, que corresponde à relação das fontes utilizadas para a elaboração do projeto de pesquisa, como livros, revistas científicas, jornais, teses, dissertações, TCCs, vídeos, documentos eletrônicos, CDROM e outros. Deve ser elaborado conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especificamente a NBR 6023. Podem aparecer no rodapé, no fim do texto ou de capítulo, em lista de referências ou antecedendo resumos, resenhas e recensões. 2.3.2 Cronograma Elemento obrigatório que apresenta a delimitação do tempo, inicial e final, das atividades desenvolvidas no decorrer de toda a pesquisa. Pode ser organizado de forma mensal, bimestral, trimestral ou semestral, dependendo do tipo de pesquisa proposta. A forma mais utilizada para a sua apresentação é a tabela, utilizando-se as variáveis de tempo e etapas ou atividades propostas. É importante porque apresenta a duração de cada etapa necessária à efetivação do projeto, mostrando a passagem de uma fase para outra ou aquelas que são desenvolvidas simultaneamente. (Figura 1). Permite aos pesquisadores avaliar continuamente o andamento dele e a disponibilidade de tempo ainda existente; entretanto corresponde apenas a uma estimativa do tempo, pois fatores e imprevistos podem ocorrer e interferir no cumprimento do projeto. CRONOGRAMA Figura 1: Modelo de cronograma Ano 2010 Meses Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. Atividades Pesquisa bibliográfica X X X X Introdução X X Ano 2011 Meses Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. Atividades Pesquisa bibliográfica X X X X X X X X X X X Marco conceitual X X X Trajetória metodológica X X X Revisão do português X Apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa X X Pré-teste X Coleta e transcrição dos dados X X Análise dos dados X X Fonte: as autoras 2.3.3 Orçamento Elemento obrigatório, que consiste na estimativa dos gastos com a pesquisa. Assim, é importante considerar os custos referentes a cada fase do estudo, sendo estes relacionados com os gastos com pessoal e com materiais (de consumo ou permanentes). Conclusão e Consideraçõe s finais Revisão do português X Apresentação Pública do trabalho X Entrega das cópias do trabalho à EEWB e às Instituições de Saúde envolvidas na pesquisa X Elaboração do artigo científico X X Revisão do português X Envio do artigo científico para publicação X Deve ser elaborado em bases realísticas, ou seja, considerar a precisão possível destes gastos, e mencionado que estes serão de responsabilidade do(s) pesquisador(es). (Figura 2). ORÇAMENTO Figura 2: Modelo de orçamento RECURSOS QUANTIDA DE VALOR UNITÁRIO EM R$ VALOR TOTAL EM R$ 1. Humanos ■ Revisor de português ................ ■ Tradutor de inglês e espanhol.... 60 folhas 500 palavras 4,00 0.05 240,00 25,00 Subtotal ........................................................................................................................................ .... 265,00 2. Materiais ■ papel sulfite .............................. 300 folhas 0,05 15,00 ■ caneta ...................................... 04 unidades 2,00 8,00 ■ lapiseira ................................... 01 unidade 5,00 5,00 ■ grafite ...................................... 02 caixas 2,50 5,00 ■ borracha ................................... 02 unidades 1,00 2,00 ■ pincel marca texto .................... 01 unidade 2,00 2,00 ■ cartucho tinta preta ................. 01 unidade 65,00 65,00 ■ disquete ................................... 01 unidade 1,50 1,50 ■ pen-drive .................................. 01 unidade 50,00 50,00 ■ xerocópias.............................. 400 folhas 0,10 40,00 ... ■ encadernação espiralada do projeto e do TCC ................... 09 unidades 4,00 36,00 ■ encadernação capa dura do TCC.................................... ....... ........................................... ............ 02 unidades 20,00 40,00 Subtotal ........................................................................................................................................ ....... 269,50 TOTAL ........................................................................................................................................ .........534,50 Observação:O pesquisador será responsável pelas despesas necessárias no desenvolvimento deste projeto de pesquisa. Fonte: as autoras 2.3.4 Apêndices Elemento opcional, estando presente se a natureza do projeto o exigir. Consiste em um texto ou documento elaborado pelo autor, colocado ao final do texto para não alongá-lo, com o intuito de complementar sua argumentação, sem prejuízo do trabalho. São organizados pela ordem em que são citados e referenciados no texto, utilizando-se para isto letras sequenciais do alfabeto. (Figura 3). Exemplo: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista semi-estruturada Figura 3: Modelo de apêndice Fonte: as autoras 2.3.5 Anexos Elemento opcional, estando presente se a natureza do projeto o exigir. São documentos complementares, elaborados por terceiros e colocados ao final do texto para não alongá-lo e não interromper a sequência lógica da exposição. Os anexos servem para enriquecer e esclarecer o projeto (Figura 4). São organizados pela ordem em que são citados e referenciados no texto, utilizando-se para isto letras sequenciais do alfabeto. Exemplo: Figura 6: Modelo de anexo 1ª PARTE: DADOS PESSOAIS DOS SUJEITOS DA PESQUISA 1. Pseudônimo:.................................................................................................... 2. Gênero: M ( ) F ( ) 3. Idade:............. anos 4. Religião:........................................................................................................... 5. Profissão:......................................................................................................... 6. Escolaridade:....................................................................................................7. Grau de parentesco com o ente querido:............................................................ 8 Motivo da procura pelo atendimento: ................................................................. 9. Tempo transcorrido do atendimento:................................................................... 10. Situação do cliente após o atendimento:............................................................ 2ª PARTE: QUESTÕES ABERTAS REFERENTES AO OBJETIVO DO ESTUDO: “Conhecer as percepções dos familiares acerca do atendimento que receberam, da equipe médica e de enfermagem, quando tiveram um ente querido assistido na sala de urgência e emergência de instituições hospitalares da cidade de Itajubá, Minas Gerais”. 1. Fale para mim: como foi o atendimento que você recebeu, da equipe médica e de enfermagem, ao ter um ente querido assistido na sala de urgência e emergência? Justifique. 2. Como você acha que deveria ter sido esse atendimento? ANEXO A – Folha de rosto para pesquisa envolvendo seres humanos MINISTÉRIO DA SAÚDE - Conselho Nacional de Saúde - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP FOLHA DE ROSTO PARA PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS (versão outubro/99) Para preencher o documento, use as indicações da página 2. 1. Projeto de Pesquisa:PERCEPÇÃO DOS FAMILIARES ACERCA DO ATENDIMENTO RECEBIDO, DA EQUIPE MÉDICA E DE ENFERMAGEM, AO TEREM UM ENTE QUERIDO ASSISTIDO NA SALA DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA HOSPITALAR 2. Área do Conhecimento: Ciências da Saúde 3. Código: 4.04 4. Nível: ( Só áreas do conhecimento 4 ) N 5. Área(s) Temática(s) Especial (s) (Ver fluxograma no verso) 6. Código(s): 7. Fase: (Só área temática 3) I ( ) II ( ) III ( ) IV ( ) 8. Unitermos: ( 3 opções ) Percepção, Familiar, Equipe de Saúde, Ente Querido, Socorro de Urgência, Atendimento de Emergência. SUJEITOS DA PESQUISA 9. Número de sujeitos No Centro : Total: 10. Grupos Especiais :– FONTE - 12 Aprovado em ____/_____/_____ _________________________________________________ Professor (a) XxxxxxxxxXxxxxxxxxXxxxxxxxx Orientador NESTE LOCAL COLOCA-SE O TITULO DO ARTIGO Nome completo sem abreviação com nota de rodapé1 Nome completo sem abreviação com nota de rodapé2 Nome completo sem abreviação com nota de rodapé3 RESUMO Resumo é ―Elemento obrigatório, constituído de uma sequência de frases concisas e objetivas e não de uma simples enumeração de tópicos‖, (NBR 6028, 2003). Tem o objetivo de apresentar ao leitor uma visão rápida e clara do conteúdo, bem como a delimitação do tema, problemática, metodologia, resultados e conclusões do trabalho. Deve ser redigido na terceira pessoa do singular e do verbo na voz passiva. O título RESUMO deve ser colocado recuado à esquerda da folha, em letras maiúsculas, fonte 14 em negrito. O texto é apresentado um ou dois espaço abaixo do título, em espaço simples entrelinhas, sem parágrafo e justificado. Recomenda-se que o resumo tenha entre 100 à 250 palavras. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão em negrito Palavras-chave: e as palavras separadas entre si por ponto e finalizadas também por ponto sem negrito. É importante frisar que não é aceito nenhum tipo de citação no resumo. (NBR 6028, 2003). O artigo não tem sumário. Palavras-chave: Primeira palavra. Segunda palavra. Terceira palavra. ABSTRACT Abstract é a tradução do resumo em língua estrangeira. ―Elemento obrigatório, versão do resumo na língua do texto, para idioma de divulgação internacional, com as mesmas características (em inglês Abstract, em espanhol Resumen, em francês Résumé, por exemplo). (NBR 6022, 2002). É importante frisar que é comum o uso de softwares de tradução para essa etapa, porém o programa faz a tradução de forma mecânica e é necessário que um conhecedor da língua verifique e corrija possíveis erros graves, antes do trabalho ser entregue. Outro erro comum é fazer alterações no resumo e ―esquecer‖ de fazê-lo aqui no abstract. Deve ser seguido das palavras- chave em língua estrangeira, também elemento obrigatório, ―versão das palavras- chave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (em inglês Keywords, em espanhol Palabras clave, m francês Mots-clés, por exemplo)‖. (NBR 6022, 2002). Keywords: Firstkeyword. Secondkeyword. Thirdkeyword. 1 INTRODUÇÃO As orientações aqui apresentadas são baseadas nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para apresentação de artigos científicos 1Graduada em Nome da Graduação pela Universidade (Sigla). email 2Graduada em Nome da Graduação pela Universidade (Sigla). email 3Graduada em Nome da Graduação pela Universidade (Sigla). email impressos. Algumas são: NBR 6022, NBR 6023, NBR 6024, NBR 6028 e NBR 10520. E do orientador que através de pesquisa e estudos escreveu esse modelo básico de artigo para que o acadêmico possa ―ler e ver‖ a formatação de um trabalho científico e também esclarecer dúvidas que ao longo do curso ainda restaram nessa etapa de relatório final. O objetivo desse manual é atender as necessidades de orientação do curso de graduação. Portanto, apresenta os elementos que constituem um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e nessa parte em específico o artigo científico. Porém o acadêmico deverá buscar outras fontes para aprofundar seu conhecimento sobre o assunto tratado. É importante deixar claro que esse manual poderá sofrer alterações quando necessário para melhor esclarecer as dúvidas dos acadêmicos. E os mesmos serão imediatamente informados quando isso ocorrer. Assim, este é uma fonte básica de pesquisa realizada através de metodologia bibliográfica com foco nas ―Normas da ABNT e livros de metodologia do trabalho científico. Esse estudo se justifica mediante a importância que o texto de introdução tem dentro da constituição de um artigo. Por isso segue algumas características que constituem uma boa introdução e outras informações relevantes apresentadas. A parte introdutória segue logo abaixo das ―keywords (palavras-chave) de maneira sequencial em texto seguido, isto quer dizer que o artigo proposto aqui não tem separação por páginas. Como é costume fazer em monografias. O título INTRODUÇÃO vem escrito à esquerda, na margem normal (sem parágrafo), em letras maiúsculas, fonte 14 e em negrito. Após 2 espaços duplos o texto será desenvolvido. Esse texto anunciará o assunto tratado, suas implicações e suas delimitações de forma que esclareça o leitor sobre os antecedentes do problema, (formulação esuas dimensões), tendências, pontos críticos; caracterização do tema e da organização da pesquisa. Em um dos parágrafos é importante informar com clareza os objetivos da pesquisa. Em outro a metodologia, e uma breve descrição, quando o método utilizado necessitar maiores esclarecimentos ao leitor. Deve-se descrever um ou dois parágrafos justificando a relevância do tema ora pesquisado e suas contribuições. Sendo que, o leitor ao final da introdução deve ficar ―motivado para ler o desenvolvimento‖. É importante ressaltar que a progressão temática do texto deve ser observada. Como também o tamanho do texto introdutório, que deve compor aproximadamente 10% de todo o trabalho. 2 COMO CONSTRUIR O DESENVOLVIMENTO DO ARTIGO? O desenvolvimento é ―Parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado‖. (NBR 6022, 2003). O termo ―desenvolvimento‖ não deve aparecer no trabalho, pois ele supõe o processo de elaboração. Faça um título para as seções do seu desenvolvimento. ―Todas as seções devem conter um texto relacionado com ela‖, (NBR 6022, 2003), isto é, um título, e o texto iniciar em linha abaixo. Deve ser sempre dividido em partes, refletindo o escalonamento das dificuldades encontradas ou ainda em função das parcelas que comporta cada dificuldade. À medida que se progride na investigação, recolhem-se muitas ideais que serão selecionadas e ordenadas do mais simples ao mais complexo. A decomposição do assunto em suas partes constitutivas é condição indispensável para sua compreensão. É bem mais fácil compreender o assunto quando este estiver dividido, pois sem divisão não se pode identificar claramente o tema central, tampouco distinguir o que se quer atribuir ao todo ou somente a um ou outra de suas partes. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 117) Nesta parte do artigo, o autor expõe e discute as teorias que foram estudadas, esclarece o problema de forma que os caminhos tomados para investigação se tornem claros para o leitor. Essa parte apresentará os fichamentos realizados na fase de leitura para fundamentar a tomada de decisão dentro das discussões equestionamentos levantados para esclarecer à problemática. Seja em forma de paráfrase1,utilizando da ideia do autor, ou através de citações.O texto do autor no desenvolvimento demonstrará os argumentos teóricos e/ ou os dados coletados que sustentarão os resultados da pesquisa para formulação das conclusões finais. 1È a síntese da ideia de um autor, na qual utiliza-se de transcrição livre, traduzindo o sentido do texto original. Deve constar logo ao término da paráfrase o autor e ano entre parênteses. Dessa forma os resultados devem ser aprofundados no desenvolvimento, pois uma das características do artigo é a descrição dos resultados.De acordo a (NBR 6024, 2003), o desenvolvimento do trabalho poderá ser dividido para melhor aprofundar o assunto tratado em seções e subseções. ―Deve-se limitar a numeração progressiva até a seção quinaria. (NBR 6024, 2003) Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando os recursos de negrito, itálico ou grifo e redondo, caixaalta ou versal e outro. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve ser colocado após sua numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha O corpo do artigo pode ser dividido em itens, se necessários. Conforme normativa ―Parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado. Divide-se em seções e subseções. (NBR 6024, 2003, p. 2) Essa divisão do desenvolvimento é aberta a necessidade do tipo de pesquisa, do tamanho do artigo e do assunto tratado. O pesquisador irá decidir em quantas divisões serão necessárias para que o seu desenvolvimento torne-se melhor entendido pelo leitor. Na numeração de divisão, utilizam-se numerações em arábico e ―não se utilizam ponto, hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção ou de seu título‖. (NBR 6024, 2003, p. 2) O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. (NBR 6024, 2003, p. 2) Veja a tabela 1 que demonstra como deve ser digitada a numeração no artigo. Tabela 1: Ordenamento das seções de um artigo e subseções Seção Primária1 1.1 1.1.1 1.1.1.1 1.1.1.1.1 Seção Secundária 2 2.1 2.1.1 2.1.1.1 2.1.1.1.1 Seção Terciária 3 3.1 3.1.1 3.1.1.1 3.1.1.1.1 Fonte: (NBR 6024, 2003, p. 2) É importante expor os argumentos de forma explicativa ou demonstrativa, através de proposições desenvolvidas na pesquisa, mostrando ter conhecimento da literatura básica, do assunto. É necessário analisar as informações publicadas sobre o tema, até o momento da redação final do trabalho, demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a necessidade ou relevância da pesquisa realizada. Quando o artigo inclui a pesquisa descritiva apresentam-se os resultados desenvolvidos na coleta dos dados, através de entrevistas, observações, questionários, entre outras técnicas. O desenvolvimento é a parte mais extensa do trabalho, deve apresentar a fundamentação teórica, a metodologia, os resultados e a discussão. Divide-se em seções e subseções conforme a (NBR 6024, 2003). 3 CONCEITO DE ARTIGO CIENTÍFICO O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatório escrito, dos resultados de pesquisas, bem como, refutação ou apresentação de outra solução para alguma situação que tenha gerado controvérsia. É muito utilizado como TCC no meio acadêmico, em curso de graduação, pois instiga o mesmo a criar habilidades de pesquisa de curto ou médio prazo e da exposição escrita com ênfase nos resultados. Para conceituar ―artigo científico é importante o estudo da NBR 6022:2003. Que ―estabelece um sistema para a apresentação dos elementos que constituem o artigo em publicação periódica científica impressa. (NBR 6022, 2003, p. 1). Essa norma descreve sobre informações de elaboração do artigo científico para apresentação e impressão. Portanto conceitua-se artigo científico como: ―Parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento. (NBR 6022, 2003, p. 1). De acordo com estudos feitos na normativa (NBR 6022, 2003), pode-se dividir a constituição do artigo cientifico da seguinte forma: -textuais: o título e subtítulo (se houver); a autoria; o currículo (nota de rodapé); resumo, palavras-chave, ntos textuais: introdução, desenvolvimento, conclusão -textuais: referências, anexos, apêndices. Porém no artigo existem os elementos obrigatórios (devem constar na versão impressa) e os elementos opcionais (caso o autor necessite acrescentar itens para melhor descrever os resultados da sua pesquisa). (NBR 6022, 2003) 4 COMO ESCOLHER O TEMA DO MEU ARTIGO? É importante analisar bem o tema para a escrita de seu artigo, ele deve estar dentro da ementa estudada na parte específica do curso, ou quando muito relevante dentro das competências curriculares do curso que estiver cursando. O tema de uma pesquisa é qualquer assunto que necessite melhores definições, melhor precisão e clareza do que já existe sobre ele. A primeira escolha deve ser feita com relação a um campo delimitado, dentro da respectiva ciência de que trata o trabalho científico. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 73) Questiona-se ou debata com o grupo as seguintes questões: Sugerimos que o tema para seu artigo descreva algo de importante em sua vida, com a qual ―você possa usar a experiência pessoal e a prática do que aprendeu nos estudos da parte específica? Todos os integrantes do grupo estão satisfeitos na escolha desse tema? Para o tema escolhido, ―vocês possuem possibilidade de aprofundá-lo com facilidades para a coleta de dados, material e métodos de pesquisa? Acesso a livros, revistas e artigos que possam fundamentar a parte teórica? Devem ser consideradas no mínimo 10 referências que tratem do tema estudado. Veja o que Rampazzo (2005, p. 78), diz sobre a ordem das leituras para a pesquisa. Uma vez definidos os documentos a ser pesquisados, procede-se à leitura, com a seguinte ordem lógica: inicia-se pelos textos mais recentes e mais gerais, indo para os mais antigos e mais particulares. As obras recentes geralmente retomam as contribuições significativas do passado, dispensando assim, uma volta a textos superados. Contudo, as obras clássicas continuam mantendo o seu valor na atualidade. Um método muito utilizado nessa etapa da pesquisa é a leitura com fichamento dos trechos e pontos relevantes para a pesquisa. A técnica de documentação em fichas tem a vantagem de permitir eficiência no trabalho em equipe. De fato, parte-se de um roteiro comum; em seguida, os integrantes da equipe pesquisam isoladamente, cada um lendo e documentando textos diferentes. No fim das pesquisas, as fichas de fontes diferentes são agrupadas conforme os temas definidos pelos títulos e subtítulos, faltando apenas a construção posterior do trabalho. (RAMPAZZO, 2005, p. 79). O autor também relata que os fichamentos servem para o próprio escritor registrar ideias, que se não forem gravadas poderão se perder. Para temas que utilizam de pesquisa de campo verificar o acesso ao objeto de campo, observação ou experimento para a pesquisa prática, se houver? Se o tema que escolheu reflete apenas o pensamento de outros no qual ―você não tem muito domínio, e quer fazer apenas porque ―está na moda. Cuidado! ―Você poderá ter sérios problemas para desenvolver as ações do seu projeto de pesquisa e chegar a atingir seus objetivos. 4.1 Como escrever em linguagem científica? De acordo o conceito estudado na seção anterior o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente objetivo, de fácil compreensão, pois o mesmo tem a função entre outras de divulgação. Por isso, exige-se na sua redação uma linguagem correta e precisa. Como também coerência na construção lógica, clareza na exposição das ideias, objetividade, concisão e fidelidade às fontes citadas. Construção lógica, ou síntese, é a coordenação inteligente das ideais conforme as exigências racionais da sistematização própria do trabalho. Todo trabalho científico, seja ele uma tese, um texto didático, um artigo ou uma simples resenha, deve constituir uma totalidade de inteligibilidade. (RAMPAZZO, 2005, p 79) Assim, para que o autor consiga escrever demonstrando conhecimento e aptidão sobre determinado tema, necessita ler bastante, informar-se sobre o assunto. Escrever, reescrever sendo bastante crítico, na coerência, coesão, vocabulário e regras gramaticais. Pois o primeiro leitor será o próprio autor. Dessa forma, o autor precisar dominar o idioma que utiliza para transmitir dentro dos limites de laudas o conhecimento e os resultados da pesquisa sobre o assunto. A fase da redação consiste na expressãoconservação do material em pastas ou caixa. Os materiais geralmente conservados são textos, apostilas, recortes de jornais e outros. Normalmente, são organizados por temas, o que torna a busca pela informação mais demorada. Documentação bibliográfica: o material lido deve ser armazenado; as formas de organização e armazenamento podem variar, como, por exemplo, a organização por intermédio de citações, resumos, comentários, entre outros, e por meio do fichamento, que, além de documentar o texto, registra também as informações da obra consultada, a essas informações da obra, chamamos de referência. Para elaborar referências de diversas fontes, tais como livros, revistas, sites de internet e outros, precisamos conhecer as Normas estabelecidas pela ABNT; mais adiante, você terá a oportunidade de conhecê-las. O Fichamento é um procedimento utilizado na organização de dados da pesquisa de documentos. Sua finalidade é a de arquivar as principais informações das leituras feitas e auxiliar, na identificação da obra. Pode não parecer, por ser início de estudo, mas pode ter certeza de que as fichas constituem um dos mais valiosos recursos de estudo de que se valem os pesquisadores, para a realização de uma pesquisa, por isso, ao elaborar o fichamento, é importante a utilização de critérios segundo as normas da ABNT, pois, assim, você terá as anotações necessárias, no momento em que precisar escrever sobre determinado assunto. Você poderá armazenar seu fichamento no computador, facilitando o acesso às informações quando da elaboração dos trabalhos acadêmicos. A estrutura mínima sugerida para um fichamento é iniciar com a elaboração do cabeçalho, que pode ser dividido em apenas dois campos: o primeiro deve ser o título geral e o segundo, o título específico. 1.3.1 Modelo e tipos de fichamento Ficha Temática FICHA TEMÁTICA: METODOLOGIA CIENTÍFICA Aqui o corpo do texto iremos fazer citações de diferentes autores que abordam em suas obras frases relevantes para o tema, no caso aqui é Metodologia Científica Ficha de Conteúdo LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Aqui o corpo do texto será citações da obra nos seus principais pontos, ao final de cada citação é importante informar, entre parênteses a página. Ficha Resumo LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Aqui o corpo do texto é um resumo dos principais pontos da obra, textos com as palavras do autor, entre aspas. Ficha Resenha LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Aqui o corpo do texto é um resumo dos principais pontos da obra, textos com as palavras do autor, entre aspas e depois a sua análise sobre o texto citado Anotações Importantes: _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO Unidade II–ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS INTRODUÇÃO Redigir um texto com qualidade requer leitura, tema abordado na Unidade I do mesmo. Agora que já sabemos como podemos ser um leitor-autor, é hora de construir textos científicos, isto é, textos que respeitam normas de apresentação contempladas na ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que tem o papel de unificar a formatação dos trabalhos científicos brasileiros. 2.1 Técnicas para redigir textos Na redação do texto de forma científica, Fachin (2003, p. 188) determina que as informações devem obedecer à ordem lógica do raciocínio, passando para o papel uma linguagem clara e precisa, sem verbalismo inconsistente, podendo seguir algumas dessas orientações: evitar repetições do título na primeira frase; empregar verbos em terceira pessoa; coletar dados bibliográficos obedecendo à ordem das informações; no rascunho, escrever o que lhe vier à cabeça. Depois, eliminar as partes desnecessárias e dar continuidade à construção do texto; usar clareza ao expressar as ideias, pois um trabalho científico acadêmico tem por objetivo expressar e não impressionar; ter sempre à mão um dicionário de língua portuguesa; ter cuidado com termos que expressem qualidade, quantidade, frequência, quando usados com palavras como “bom”, “muito”, “às vezes”; podem dar margem a diferentes interpretações; evitar o início de frases diretamente com números. O rigor nas regras apresentadas faz da redação do trabalho uma atividade científica que deve atender os leitores em geral, porém, a linguagem escrita, deve levar em conta seu estilo próprio de escrever. 2.2- Técnica de sublinhar ou destacar O uso dessa técnica, segundo Salomon (2001, p. 103-104), Oliveira (2003, p. 153) e Medeiros (2004, p. 25), possibilita destacar as ideias principais, as palavras- chave e as passagens importantes de um texto. Para a eficácia no uso dessa técnica, você, aluno, pode seguir os passos abaixo: fazer a primeira leitura integral do texto, sem sublinhá-lo; na segunda leitura, sublinhar apenas o que é realmente importante: ideias principais, dando destaque às palavras-chave. As palavras sublinhadas devem permitir uma releitura do texto, semelhante à leitura de um telegrama; destacar passagens importantes do texto, com traços na margem, assim comoliterária do raciocínio desenvolvido no trabalho: uma vez de posse do encadeamento lógico do pensamento, esse trabalho é apenas uma questão decomunicação literária. (RAMPAZZO, 2005, p. 80) Uma boa redação científica possui características como clareza e precisão das ideais, o que muitas vezes é confundido por ―termos técnicos e palavras difíceis. O autor deve ter convicção das suas ideais sobre o tema e procurar fundamentar para que o leitor entenda o seu ponto de vista verificando os argumentos demonstrados. O autor, ao redigir o trabalho final, para apresentar os resultados de seu trabalho de pesquisa, precisa ter em mente que está escrevendo para dois públicos distintos. Um pode ser chamado de público interno, pertencente às comunidades técnicas, acadêmicas e científicas, composto de pessoas que também fazem pesquisas e que também escrevem. O outro público externo, composto, não necessariamente, mas inclusive, de leigos, que podem ter interesse pelo assunto ou necessidade de leituras do gênero, mas que não dominam ou nem precisam dominar a linguagem técnica, acadêmica e cientifica. (CERVO; BERVIAN; SILVA, 2007, p. 109) Por exemplo, se ao descrever uma sala de aula, apenas escreve-se ―a sala é grande. O período apenas deixou claro para o leitor que na opinião do autor a sala é grande, porém, não fundamentou a sua opinião. O período poderá ser escrito da seguinte forma: ―a sala mede 10 metros de comprimento por 18 de largura. O adjetivo ―grande ficará a cargo do leitor. É importante lembrar que uma das características da linguagem científica é a impessoalidade. Isto é ―escrever na terceira pessoa, e evitar termos como ―meu trabalho, meus estudos, ―minha escola, ―minha cidade. Substituir por ―o trabalho‘, ―os estudos, ―a escola, ―a cidade. Evitar utilização de dois verbos, por exemplo, ―o artigo busca investigar..., substitua por ―o artigo investiga..., ou ―o artigo relata a investigação. Procure não ser redundante na escrita, por exemplo, ―há anos atrás. O verbo ―há já está no passado, não precisa complementar com ―atrás. Mostre convicção sobre o assunto, por exemplo, não utilize termos como ―eu acho, ―eu penso, ―parece ser. Em trabalhos científicos, impõe-se um estilo sóbrio e preciso, importando mais a clareza, a fundamentação do autor e a argumentação das ideais. De qualquer modo, é preciso que o leitor entenda o raciocínio e as ideais do autor sem ser impedido por uma linguagem hermética. Igualmente, evitem-se a pomposidade pretensiosa, o verbalismo vazio e a linguagem sentimental. (RAMPAZZO, 2005, p. 80) Outra característica da linguagem científica é a utilização de argumentos verídicos ou testáveis pelo leitor na descrição do relatório. Principalmente quando o registro é algo no qual o leitor desconhece a realidade. Por exemplo, uma escola de campo. O autor deve disponibilizar instrumentos de precisão e documentação para que a realidade seja verificável dentro da descrição do autor. Dessa forma a linguagem científica tem a função informativa, isto é, emprega vocabulário comum para uma boa comunicação com o leitor e vocabulário técnico para descrever detalhes dessa informação quando julgar necessário. Lembre-se que, nem sempre o que pensamos é igual ao que falamos. E o que falamos pode não ser igual ao que ―digitamos. Por isso, ao digitar o seu trabalho, releia-o para verificar erros possíveis de digitação, ou até mesmo de pontuação. Veja o que o autor do livro ―Metodologia científica na era da informática, diz sobre o assunto: Um dos maiores tormentos é o fato de o autor ter de ler e reler seu texto inúmeras vezes para corrigi-lo, estruturá-lo e aperfeiçoá-lo. A partir de um certo momento, esse processo torna-se enfadonho, e parece que nos tornamos cegos para nossos próprios erros: não conseguimos mais ler o que escrevemos, nem alterar o texto — parece que ele se torna mais forte e poderoso do que nós. Nossa metodologia do sumário implica também que tenhamos de rever e revisar, constantemente, nosso trabalho. Isso pode ser feito, é claro, por meio da simples leitura do texto na própria tela do computador e a subsequente introdução das alterações necessárias. Entretanto (e aqui vai uma sugestão ―não eletrônica‖) é imprescindível também que, com uma certa frequência, imprimamos o texto (inteiro ou por partes) para relê-lo, tomar notas, introduzir comentários escritos a mão etc. (MATTOS, 2008, p. 212) Sabemos que escrever cientificamente não é fácil. Cuidado para não cair na tentação do plágio! não aceita-se trabalhos que não tenha suficiência de produção textual científica, ou que, seja detectado plágio. ―”A marca do autor-criador revela-se no que o sujeito produz e na forma como ele organiza sua fala e escrita num dado contexto”. (SILVA, 2008, p.365). Portanto, seja crítico com seu próprio texto e seja empático com o leitor, se colocando no lugar do mesmo, e verificando se o parágrafo ou texto ficou claro para um possível leitor. Quando ler algo que achou significativo para o seu trabalho, cite a autoria, mostre quem é o autor e descreva todos os dados referenciais no final. Lembre-se, toda obra científica é tesouro da humanidade. 4.2 Formatação do TCC O arquivo para correção deverá ser enviado, em anexo, em arquivo com extensão ―doc. ou ―docx, quando aprovado o mesmo deverá ser encadernado em papel branco, formato A4 (21,0 cm x 29,7 cm). Para a digitação de texto solicita-se o uso da fonte Arial na cor preta e tamanho 12 para o texto, ocupando apenas a frente da folha. Utilizando-se para o texto espaçamento entre 1,5 cm, recuo dos parágrafos 1, 25 cm e espaçamento simples entre parágrafos. (grifo meu) Para as citações diretas, com mais de três linhas obedecerá à seguinte regra referente ao tamanho e recuo do parágrafo: As citações diretas, no texto, com mais de três linhas, devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utilizado e sem as aspas. No caso de documentos datilografados, deve-se observar apenas o recuo. (NBR 10520, 2002, p. 2, grifo meu) Também utilizará para os seguintes casos a fonte tamanho 10 e espaçamento simples: notas de rodapé, paginação, legendas de ilustrações e tabelas1. 4.3 Configurações das margens, quantidade de páginas do artigo e tipo de paginação. A quantidade de páginas do artigo deve ser de no mínimo 10 e no máximo 15 (entre a Introdução e a Referências). Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual (Introdução) em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha. Se o trabalho tiver mais de um volume, 1Veja maiores informações sobre tipos de citações, recomendações para notas de rodapé, ilustrações e tabelas no modelo de monografia deve ser mantida uma única numeração das folhas, do primeiro ao último volume. (grifo meu) Para as margens formatar o arquivo em: Margem superior em 3 cm Margem inferior em 2 cm Margem esquerda em 3 cm Margem direita em 2 cm Cabeçalhos e rodapés em 2 cm Parágrafos em 1,25 cm da margem esquerda (Recuo do texto na primeira linha dos parágrafos) Os apêndices e anexos são elementos opcionais e devem ter suas folhas numeradas de maneira contínua, seguindo a paginação do texto principal. Adotar a numeração progressiva para as seções do documento, e utilize algarismos arábicos no canto superior direito, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A conclusão é ―parte final do artigo, na qual se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. (NBR 6022, 2002). O texto descreve os apontamentos obtidos durante os caminhos percorridos na pesquisa e apresenta com clareza a objetividade e deduções extraídasdos resultados. Uma característica de um bom texto de conclusão é relembrar ao leitor sobre a problemática inicial ou questões que nortearam a investigação da pesquisa, geralmente descritas na introdução e fazendo um ―balancete das contribuições da pesquisa para aquele assunto. O autor nesse texto deve apresentar os principais resultados fazendo breves comentários, ou avaliações dos pontos positivos ou negativos das diversas ideais desenvolvidas ao longo do trabalho. Por isso como o próprio nome diz é a conclusão. É no desenvolvimento que o acadêmico deve descrever de modo aprofundado os resultados da pesquisa, também pode o acadêmico frisar, nessa parte, as expectativas quanto aos objetivos e hipóteses traçadas pelo autor, em forma de síntese. Nessa parte, não é permitido ideais novas, termos novos ou dados que não tenham sido apresentados anteriormente. O vocabulário da conclusão deve seguir a mesma estrutura utilizada no decorrer do trabalho. A conclusão, é uma das partes principais da pesquisa, pois demonstrará se autor conseguiu ser claro, objetivo e preciso nas suas descobertas. Não é permitido na conclusão qualquer tipo de citação ou exemplificação para fundamentar sua opinião. Para melhor dimensionar as laudas do artigo recomenda-se a utilização das mesmas dimensões do texto de introdução. Dessa forma, finalizam-se as recomendações e indicações desse modelo de artigo de acordo os Projetos de Normas Técnicas Brasileira para a construção, apresentação e impressão do mesmo. Esse modelo tem como objetivo descrever orientações aos acadêmicos do Programa de Educação Científica do curso de Graduação, no qual também utiliza para isso dos próprios paramentos de formatação e das próprias recomendações de forma autêntica e original. Demonstrando o que fazer e como se prepara um artigo científico. Lembrando que esse modelo é fruto de pesquisa bibliográficae servirá para melhor orientar os acadêmicos. É importante deixar claro que esse manual não é ―receita pronta e não está fechado em si mesmo, pois o pesquisador é quem determinará qual método e qual caminho trilhar para realizar sua pesquisa. Este manual é apenas um guia básico aos acadêmicos, que nas suas competências de graduandos procuram maiores informações e fontes de pesquisa para enriquecer ou complementar possíveis orientações que não foram citadas nesse manual. Maiores orientações sobre citação, ilustração, gráficos, tabelas, equações, referências e outros estão detalhados no modelo de monografia, e o artigo seguirá as mesmas normativas para esses itens. REFERÊNCIAS A referência é um ―conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual‖. (NBR 6023, 2002). Para os trabalhos científicos deverá ser elaboradas segundo as normas da ABNT (NBR 6023, 2002), relacionando todas as obras ou documentos que fundamentaram a elaboração do trabalho científico. (grifo meu) Esse conjunto padronizado de elementos são classificados em essenciais e complementares de acordo as (NBR 6023, 2002, p. 3). As referências são alinhadas somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento, em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo. Quando aparecerem em notas de rodapé, serão alinhadas, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas. (NBR 6023, 2002, p. 3). É um elemento obrigatório para todos os documentos situados no texto, mesmo que em notas de rodapé, ou mesmo que o autor tenha sido apenas parafraseado. Torna-se a parte pré-textual do trabalho, em formato de lista apresentada em ordem alfabética de todas as fontes consultadas e apontadas no texto. No título deve ser escrito apenas ―REFERÊNCIAS que deve ser grafada em letras maiúsculas, fonte 14, à esquerda e em negrito, de acordo as normativas (NBR 6022, 2002) e não mais ―referências bibliográficas. Dessa forma os elementos essenciais são: ―autor(es), título, edição, local, editora e data de publicação, e são elementos complementares aqueles que ajudam a identificar melhor a obra referida. Para referenciar obras consultadas da Internet é necessário citar ―acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico. Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as informações sobre o endereço eletrônico, apresentado entre os sinais , precedido da expressão Disponível em: e a data de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em: opcionalmente acrescida dos dados referentes a hora, minutos e segundos. (NBR 6023, 2002, p. 4). Recomenda-se a não utilização de fontes no meio online que não se saiba a veracidade das informações ou da autoria do site. Lembre-se que boas referências citadas no texto enriquecem o trabalho. Nas referências o espaço entre linhas é o simples. O espaço entre duas referências é o de 1,5 linha (2 espaços). O título da obra deverá ter, apenas, a primeira letra em maiúscula. Para uniformizar e facilitar a correção dos TCCs, solicita-se ao acadêmico que o recurso tipográfico utilizado para destacar o elemento ―título, seja apenas o negrito. E não grifo ou itálico. O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmodocumento. Isto não se aplica às obras sem indicação de autoria, ou de responsabilidade, cujo elemento de entrada é o próprio título, já destacado pelo uso de letras maiúsculas na primeira palavra, com exclusão de artigos (definidos e indefinidos) e palavras monossilábicas. (NBR 6023, 2002) Veja nas referências desse manual alguns exemplos. Obs: Para melhor acompanhar as mudanças das próprias normas técnicas e do conhecimento cientifico esse manual poderá sofrer alterações quando necessário. Pois a produção cientifica é um processo vivo e dinâmico no mundo acadêmico. REFERÊNCIAS – (Modelo de como fazer) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Informação e documentação - Artigo em publicação periódica científica impressa - Apresentação: NBR 6022. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. ____________. Informação e documentação - Referências - Elaboração: NBR 6023. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. ____________. Informação e documentação - Numeração progressiva das seções de um documento escrito - Apresentação: NBR 6024. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. ____________. Informação e documentação - Resumo - Apresentação: NBR 6028. Rio de Janeiro: ABNT, 2003. ____________. Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação: NBR 10520. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia Científica. 6 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. COLZANI, Valdir Francisco. Guia para redação do trabalho científico. 2 ed. São Paulo: Juruá, 2007. KOCH, I. G. Villaça. Argumentação e linguagem. 3. Ed. São Paulo: Cortez, 1993. MATTAR, João. Metodologia Científica na era da informática. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2008 RAMPAZZO, Lino. Metodologia científica para alunos dos cursos de graduação e pós-graduação. 3º Ed. São Paulo: Loyola. 2005. 19 SILVA, Obdália Santana Ferraz. Entre o plágio e a autoria: qual o papel da universidade?. Rev. Bras. Educ., Ago 2008, vol.13, n°.38, p.357-368. ISSN 1413- 2478. Disponível em . Acesso em 15 de agosto de 2011.indicar dúvidas, com pontos de interrogação; reconstruir o parágrafo com base nas palavras e expressões sublinhadas; não interromper a leitura ao encontrar palavras desconhecidas. Se após a leitura completa do texto, as dúvidas persistirem, o leitor deverá anotá-las, para buscar esclarecimentos (mantenha à vista um dicionário). 2.3- Técnica de esquema Significa listar tópicos essenciais do texto, com a finalidade de permitir ao leitor uma visualização completa do texto. É indispensável uma boa leitura do material para ter compreensão do texto e estabelecer hierarquia em relação às ideias do material lido. O esquema deve conter as ideias do autor, ideia principal e detalhes importantes. Para elaborar um esquema, você deverá respeitar algumas características, a saber: na elaboração de esquema não é permitido alterar as ideias do autor, você deverá manter fidelidade ao texto original. sempre dê início com as ideias mais importantes para construir a estrutura lógica. como o objetivo do esquema é auxiliar em seu estudo, ele deve ser funcional e flexível, mas você poderá elaborá-lo de acordo com suas habilidades. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO Unidade III– MÉTODOS, TÉCNICAS E METODOLOGIAS INTRODUÇÃO A questão é, método é o mesmo que metodologia? Não! Enquanto método é o caminho percorrido pelo pesquisador, entre muitas possibilidades, com o intuito de alcançar os objetivos do estudo, a metodologia diz respeito aos procedimentos e técnicas utilizadas pelo método. 3.1Metodologia Estudo dos princípios e dos métodos de pesquisa. O objetivo da metodologia é o de estudar as possibilidades explicativas dos diferentes métodos, situando as particularidades de cada qual, as diferenças, as divergências, bem como os aspectos em comum. Deve ficar claro que a metodologia ou a metodologia da pesquisa científica estuda os métodos e as técnicas de pesquisa. Muitos autores nos confundem atribuindo o significado da palavra metodologia a palavra método. A metodologia é entendida como disciplina que se relaciona com a epistemologia ou a filosofia da ciência. Seu objetivo consiste em analisar as características dos vários métodos disponíveis, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções e criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização. Ao nível mais aplicado, a metodologia lida com a avaliação de técnicas de pesquisa e com a geração ou a experimentação de novos métodos que remetem aos modos efetivos de captar e processar informações e resolver diversas categorias de problemas técnicos e práticas da investigação. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada como modo de conduzir a pesquisa. Neste sentido, a metodologia pode ser vista como conhecimento geral e habilidade que são necessários ao pesquisador para se orientar no processo de investigação, tomar decisões oportunas, selecionar conceitos, hipóteses, técnicas e dados adequados. O estudo da metodologia auxilia o pesquisador na aquisição desta capacidade. Associado à pratica da pesquisa, o estudo da metodologia exerce uma importante função de ordem pedagógica, isto e, a formação do estado de espírito e dos hábitos correspondentes ao ideal da pesquisa cientifica. 3.2 Método Conjunto dos princípios e dos procedimentos aplicados pela mente para construir, de modo ordenado e seguro, saberes válidos. Um método pode ser definido como uma série de regras para tentar resolver um problema. A questão do método é confusa no sentido que muitos pesquisadores procuram uma receita ou “modelo” para aplicar. O método é uma abordagem, repleto de pressupostos sobre o mundo e o fenômeno a ser estudado. O método científico é também um método nem sempre definido da mesma forma por cientistas diferentes, independente de sua área de conhecimento ou suas ideologias. Estudar métodos de pesquisa demanda mais tempo do que muitos aprendizes gostariam de desperdiçar. 3.3Técnica de pesquisa Procedimento empregado para recolher dados de pesquisa ou para analisá-los. Tem técnicas de coleta e técnicas de análise de informações. As pesquisas quantitativas e qualitativas modernas usam uma grande variedade de procedimentos e instrumentos de coleta de dados. Há para cada procedimento vantagens e desvantagens. Todas as técnicas podem ser complementadas por outras. As pesquisas qualitativas são caracteristicamente multimetodológicas. Isso não quer dizer que um estudo quantitativo não pode usar mais do que uma forma de coletar os seus dados nem que há diferenças substanciais nos procedimentos utilizados. As técnicas mais utilizadas são as observações, a entrevista, a análise documental, o questionário, etc. Alguns procedimentos de coleta de dados exigem um domínio de abordagens complexas, como é o exemplo do “estudo de caso”. Vários autores vão classificar o estudo de caso como método de pesquisa no sentido de requer, em sua opinião, pressupostos teóricos e metodológicos para ser efetivamente empregado. Portanto, a entrevista, o questionário, a análise de conteúdo, a história de vida e a história oral são procedimentos técnicos e não métodos. Como essa diferenciação gera confusão, mesmo para autores de textos sobre pesquisa, é interessante notar a opinião do Pedro Demo (1981, p. 7) afirma que: Metodologia significa, etimologicamente, o estudo dos caminhos, dos instrumentos usados para fazer a ciência. É uma disciplina instrumental, a serviço da pesquisa. Ainda (DEMO, 1981, p. 7-8) entende que pesquisa é: construção de conhecimento original, de acordo com certas exigências científicas. Não precisa ser também empírica, embora normalmente se suponha esta como a mais comum e importante(....) Metodologia será, então, definida como o estudo dos instrumentos de montagem de uma teoria, o estudo dos arcabouços teóricos.(...) Atribuímos à Metodologia um interesse tendencialmente voltado à teoria, ou à parte teórica da produção científica, deixando a questão empírica para outra disciplina, muitas vezes chamada de Métodos e Técnicas, dedicada às técnicas de coleta de (dados) e mensuração de (variáveis) Agora podemos questionar, como o pesquisador define os métodos que vai utilizar no estudo que se propõe a realizar? Essa escolha deve depender, principalmente, do fenômeno que será investigado e não do método preferido ou mais conhecido do pesquisador ou seu orientador. O método científico deve ser usado em estudos em qualquer âmbito, mas os procedimentos por ele utilizados devem ser compatíveis com o objeto de estudo. Seria complicado medir o comportamento humano da mesma maneira que se mede o comportamento da matéria. Isso porque os fenômenos sociais envolvem pessoas. E as pessoas estão em constante mudança, pois são dotadas de consciência e de subjetividade. Assim, nem sempre é possível submeter o comportamento humano a situações de experiência e controle, por exemplo. No entanto, apesar da diferença nada básica entre pessoas e plantas ou pessoas e trovões, até poucas décadas atrás, as Ciências Sociais usavam métodos com os mesmos procedimentos do método científico concebido por Descartes, ou seja, seguindo os rigores da Matemática. Quando perceberam a inadequação, os cientistas enxergaram a necessidade de estudar os fenômenos sociais com métodos cujos procedimentos fossem mais adequados a analisá-los. A escolha do tema, do método e da metodologia está condicionada aos pressupostos filosóficos que baseiam a visão que o pesquisador tem do mundo e a interpretação que dá a ele, dos quais lança mão para estudar os fenômenos METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO Unidade IV–TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Existem diversos tipos de trabalhos acadêmicos e/ou científicos.Pode-se citar, dentre eles, os seguintes tipos: Trabalhos de Graduação, Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação, Tese, Artigos Científicos, paper, resenha crítica e outras. Apesar de haver essa classificação, aceita inclusive internacionalmente, é comum encontrar certos equívocos em torno da palavra monografia com respeito a dissertações, teses e trabalhos de fim de curso de graduação. Etimologicamente, monografia é um estudo sobre um único assunto, realizado com profundidade. No entanto, essa nomenclatura, monografia, parece destinada aos Cursos de Especialização, e teria como fim primeiro levar o autor a se debruçar sobre um assunto em profundidade com o intuito de transmiti-lo a outrem ou de aplicá-lo imediatamente. Esses relatórios científicos possuem características próprias, como a sistemática, a investigação, a fundamentação, a profundidade e a metodologia. E, dependendo do caso, a originalidade e a contribuição da pesquisa para a ciência, como é o caso das teses e dissertações. Em todo o caso, destaca-se que a estrutura dos trabalhos científicos é quase sempre a mesma, compreendendo quase sempre uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. A introdução dos trabalhos costuma abranger os objetivos da pesquisa, bem como os problemas, as delimitações e a metodologia adotada para a realização do trabalho. O desenvolvimento é mais livre, podendo o pesquisador dissertar sobre o tema propriamente dito, sem, contudo, abandonar pontos importantes como a demonstração, a análise e a discussão dos resultados. Por fim, o autor poderá escrever suas conclusões a respeito da discussão realizada ou dos resultados obtidos. É neste ponto que o pesquisador será enfático, ressaltando as posições que deseja defender ou refutar. 4.1 Trabalhos de Graduação Os trabalhos de graduação não constituem exatamente trabalhos de cunho científico, mas de iniciação científica, uma vez que esses trabalhos tenham que ser apresentados dentro de uma sistemática e organização que estimulem o raciocínio científico. Visto que o enfoque pretendido em trabalhos de graduação é voltado para a assimilação de um conteúdo específico, é comum que uma revisão bibliográfica, ou uma revisão literária, seja tida como suficiente. Porém, nada impede que existam outros tipos de trabalhos acadêmicos, como relatórios e pequenas pesquisas. No entanto, é importante ter em mente a cientificidade da sistemática adotada para a realização desses trabalhos. 4.1.1 Tipos de Trabalhos Acadêmicos 4.1.1.1 Trabalho de Curso O Trabalho de Curso (TC), também conhecido como Trabalho de Final de Curso, é tido como uma monografia sobre um assunto específico. Tem como objetivo levar o aluno a refletir sobre temas determinados e transpor suas ideias para o papel na forma de uma pesquisa ou na forma de um relatório. Para o caso da graduação, por se tratar de mais um requisito para a complementação do curso, o estudo não necessita ser tão completo em relação ao tema escolhido como o caso de uma dissertação ou tese, mas o aluno não deve perder de vista a clareza, a objetividade e a seriedade da pesquisa. 4.1.1.2 Monografia A monografia, para obter o título de especialista em cursos de pós-graduação em nível de lato sensu, é parecida com o Trabalho de Final de Curso apresentado em cursos de graduação. Também possui como objetivo levar o aluno a refletir sobre temas determinados e transpor suas ideias para o papel na forma de uma pesquisa. Para o caso da pós-graduação, o estudo necessita ser um pouco mais completo em relação ao tema escolhido para a pesquisa 4.1.1.3 Dissertação As dissertações, que paulatinamente vão se destinando aos trabalhos de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado), buscam, sobretudo, a reflexão sobre um determinado tema ou problema expondo as ideias de maneira ordenada e fundamentada. E, dessa forma, como resultado de um trabalho de pesquisa, a dissertação deve ser um estudo o mais completo possível em relação ao tema escolhido. Deve procurar expressar conhecimentos do autor a respeito do assunto e sua capacidade de sistematização. E, dentro deste contexto, uma das partes mais importantes da dissertação é a fundamentação teórica, que procura traduzir o domínio do autor sobre o tema abordado e a sua perspicácia de buscar tópicos não desenvolvidos 4.1.1.4 Tese A tese, a exemplo da dissertação dirigida para o mestrado, vai assumindo o papel de um trabalho de conclusão de pós-graduação stricto sensu (doutorado). Caracteriza-se como um avanço significativo na área do conhecimento em estudo. As teses devem tratar de algo novo naquele campo do conhecimento, de forma que promovam uma descoberta, ou mesmo uma real contribuição para ciência. O trabalho deve ser inédito, contributivo e não trivial. Os argumentos utilizados devem comprovar e convencer de que a ideia exposta é verdadeira. 4.1.2 Artigo Científico O objetivo principal do artigo é levar ao conhecimento do público interessado alguma ideia nova, ou alguma abordagem diferente dos estudos realizados sobre o tema, como por exemplo: particularidades locais ou regionais em um assunto, a existência de aspectos ainda não explorados em alguma pesquisa, ou a necessidade de esclarecer uma questão ainda não resolvida. A principal característica do artigo científico é que as suas afirmações devem estar baseadas em evidências, sejam estas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por outros autores em seus trabalhos. Isso não significa que o autor não possa expressar suas opiniões no artigo, mas que deve demonstrar para o leitor qual o processo lógico que o levou a adotar aquela opinião e quais evidências que a tornariam mais ou menos provável, formulando hipóteses. A estrutura do artigo científico é: identificação do trabalho (título e subtítulo do artigo, autor, disciplina, professor, curso e instituição), resumo e palavras-chave, introdução, desenvolvimento, conclusão e referências. 4.1.3 Paper O paper possui estrutura muito similar à do artigo científico, em função disso, deve-se apenas excluir os itens resumo e palavras-chave. Os demais itens seguem as definições utilizadas no artigo científico. O principal diferencial quanto ao artigo científico está na profundidade de abordagem do tema, que no paper deverá se limitar a uma análise mais superficial e condensada, podendo ou não conter um parecer do autor. Porém caberá a cada professor definir os limites de aprofundamento dos trabalhos realizados, que poderão variar de um tema para o outro. 4.1.4 Resenha Crítica É um tipo de redação técnica que avalia precisa e sinteticamente a importância de uma obra científica ou de um texto literário. A resenha nunca pode ser completa e exaustiva. O resenhador deve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida. A resenha crítica combina resumo e julgamento de valor. Seu objetivo é oferecer informações para que o leitor possa decidir quanto à consulta ou não do original. Daí a resenha deve resumir as ideias da obra, avaliar as informações nela contidas e a forma como foram expostas e justificar a avaliação realizada. A resenha crítica consta de: a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto: nome do autor (ou dos autores); título completo e exato da obra (ou do artigo); nome da editora e, se for o caso, da coleção de que faz parte a obra; lugar e data da publicação; número de volumes e páginas. Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estruturada obra (divisão em capítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informar também a língua da versão original e o nome do tradutor (se se tratar de tradução).b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra: indicação sucinta do assunto global da obra (assunto tratado) e do ponto de vista adotado pelo autor (perspectiva teórica, gênero, método, tom, etc.); resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral, comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, etc. 4.2 Apresentação de Trabalhos Científicos 4.2.1 – Normas Gerais de Apresentação Formatação: o trabalho deve ser escrito em papel A4, branco, fonte 12 para texto e 10 para transcrições longas e nota de rodapé. Margens: esquerda e superior 3 cm, direita e inferior 2 cm. Espaçamento: espaço duplo (ou 1,5) para todo texto. Espaço simples para os resumos, transcrições longas, nota de rodapé, referências bibliográficas. Todas as folhas do trabalho devem ser contadas, mas a numeração só aparece a partir da segunda página. A numeração é em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior (último algarismo a 2 cm da borda direita da folha) e com tamanho 10. Ordem dos tópicos: 4.2.1.1 Elementos pré-textuais a) Título do trabalho: No topo da página, em maiúsculas, centralizado, fonte Times New Roman tamanho 18, em negrito. b) Subtítulo (opcional): Logo abaixo do título, em fonte Times New Roman, tamanho 16, em negrito. Usar maiúsculas e minúsculas, seguindo a regra da língua portuguesa. Deixar duas linhas em branco (fonte 12). c) Autor: Abaixo do título ou subtítulo, centralizado, fonte Times New Roman, tamanho 12, em negrito. Deixar uma linha em branco. 4.2.1.2 Elementos textuais a) Texto principal: O texto deve ser escrito usando a fonte Times New Roman, tamanho 12. O espaçamento entre as linhas deve ser simples, com uma linha em branco entre cada parágrafo. O alinhamento do texto deve ser justificado. O início de cada parágrafo deve ser precedido por um toque de tabulação (Tab) ou 1,27 cm. O texto principal do trabalho é composto, a saber: a.1) Introdução: A introdução diz respeito ao próprio conteúdo do trabalho: sua natureza, seus objetivos, sua metodologia. A introdução não pode ser dispensada, pois é parte integrante do desenvolvimento do trabalho científico. Na introdução, deve-se anunciar a ideia central do trabalho delimitando o ponto de vista enfocado em relação ao assunto e a extensão; deverá se situar o problema ou o tema abordado, no tempo e no espaço. Deve ser enfocada a relevância do assunto no sentido de esclarecer seus aspectos obscuros, bem como da contribuição desse trabalho para uma melhor compreensão do problema. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) a introdução “é a parte inicial do texto, onde devem constar a delimitação do assunto tratado, objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho”. Assim, a introdução de um paper deve apresentar as seguintes etapas: contextualização do assunto (nível macro), relevância do tema; objetivo geral, tipos de pesquisa e forma coleta de dados e informações e os tópicos do desenvolvimento (o que será apresentado a seguir). a.2) Desenvolvimento Esta é a parte principal do trabalho científico. O autor deve dividir esta parte em quantas forem necessárias para dar lógica e articulação adequada ao tema que pretende defender. Não existe exatamente uma norma rígida que oriente esta seção. No texto poderá haver ideias de autores, dados da pesquisa (se for pesquisa de campo, colocar gráficos e tabelas auxiliares) e interpretações. Tudo isto deve ser apresentado de forma integrada, substancial, criativa e lógica. É nesta parte que se procura explicar as hipóteses e relacionar a teoria com a prática. Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) o desenvolvimento é a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da abordagem do tema e do método. a.3) Considerações finais: As considerações finais ou conclusão devem se limitar a um resumo sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho e dos resultados obtidos. Lembra-se, contudo, que elas devem estar todas fundamentas nos resultados obtidos na pesquisa. Também podem ser discutidas recomendações e sugestões para o prosseguimento no estudo do assunto. Portanto, esse item não deve trazer nada de novo e deve ser breve, consistente e abrangente. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) afirma que a conclusão é a parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses. 4.2.1.3 Elementos pós-textuais: Referências: Devem ser colocadas em ordem alfabética dentro das normas técnicas especificadas. Em território brasileiro, utiliza-se a ABNT NBR 6023 para normatizar as referências apontadas durante o trabalho. Segue o modelo da estrutura do paper: TIPOS DE CONHECIMENTO1 Fulano Carlos Vilela2 Ciclano Rodrigo Campo INTRODUÇÃO Na Introdução, deve-se anunciar a ideia central do trabalho delimitando o ponto de vista enfocado em relação ao assunto e à extensão... DESENVOLVIMENTO 1 TIPOS DE CONHECIMENTO Nesta seção o autor deve se preocupar em apresentar o trabalho resultante de sua pesquisa. 1.1 Conhecimento empírico O empirismo foi ... 1.1.1 Conflitos entre o conhecimento empírico e o filosófico Diversos autores afirmam que ... 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais devem limitar-se a um posicionamento sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho. Salienta-se que as conclusões devem estar todas fundamentadas na pesquisa. REFERÊNCIAS LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. Nos elementos textuais, principalmente no item desenvolvimento, deve levar em conta algumas regras para apresentação das informações como os títulos e subtítulos e também uso de elementos de apoio ao texto (gráficos, figuras etc.) para melhor compreensão e organização do conteúdo no trabalho. Títulos das seções: Os títulos das seções de Primeira Ordem (por exemplo, 1 INTRODUÇÃO) precisam ser escritos em letras maiúsculas, tamanho de fonte 12, em negrito, e alinhamento à esquerda. Deve-se deixar duas linhas em branco após um título de Primeira Ordem. Os títulos das seções de Segunda Ordem (por exemplo, 1.1 Formatação do papel) precisam ser escritos também com tamanho de fonte 12, em negrito e alinhamento à esquerda. Somente a primeira letra da primeira palavra deve ser maiúscula e as demais minúsculas. Deve-se deixar uma linha branca após um título de seção de Segunda Ordem. Os títulos das seções de Terceira Ordem (por exemplo, 1.1.1 Tamanho da margem) precisam ser escritos também com tamanho de fonte 12, alinhamento à esquerda, porém sem negrito. As letras devem ser minúsculas, salvo a primeira letra da primeira palavra. Deve-se deixar uma linha branca após um título de seção de Terceira Ordem. Notas de rodapé: As notas de rodapé devem servir como apoio explicativo e devem ficar sempre no pé da página. A nota deverá estar separada do resto texto por uma linha. As notas, a exemplo das figuras, também devem ser numeradas partindo de 1. Sugere-se que se utilize do recurso de notas do Word para inserir notas de rodapé no texto (comando: Inserir > Notas), assim o próprio programa administrará a numeração. A posição do texto da nota no pé da página deve ser alinhada à esquerda e em fonte 10. Palavras estrangeiras: Todas as palavras e termos em língua estrangeira deverão ser escritos usando o modo itálico.Exemplos: Internet, workaholic, copenhagener zimtzötse... Modelo de Artigo COMO ELABORAR UM ARTIGO PERIÓDICO Fulano de Tal1 Ciclano de Tal RESUMO Este trabalho apresenta.....bem como....... tem como objetivo principal.... Palavras-chave: Leitura; Ciência; Normas da NBR 6022; Artigo científico 1 Alunas de.......... INTRODUÇÃO Na Introdução, deve-se anunciar a ideia central do trabalho delimitando o ponto de vista enfocado em relação ao assunto e à extensão; deverá se situar o problema ou o tema abordado, no tempo e no espaço... 2 TIPOS DE CONHECIMENTO Nesta seção o autor deve se preocupar em apresentar o trabalho resultante de sua pesquisa. Isto implica em uma apresentação clara, lógica e objetiva dos resultados.... 2.1 Conhecimento empírico O empirismo foi ... 2.1.1 Conflitos entre o conhecimento empírico e o filosófico Diversos autores afirmam que ... 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais devem limitar-se a um posicionamento sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho. Salienta-se que as conclusões devem estar todas fundamentadas na pesquisa. REFERÊNCIAS LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000. METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO Unidade V–A CIÊNCIA E O CONHECIMENTO: REFLEXÕES SOBRE OS CAMINHOS DO SABER 1 INTRODUÇÃO Ao longo de toda existência o homem vem acumulando conhecimentos desde o seu nascimento, conhecimentos vitais e necessários para a sua sobrevivência. O conhecimento chega a ser uma necessidade, uma capacidade inerente ao ser humano. O conhecimento é o caminho obrigatório para a evolução humana, acontece naturalmente, pelo simples convívio com seus semelhantes, através também de fontes, sensações, percepção, imaginação, memória. Para o escritor Aristóteles o conhecimento só acontece quando sabemos qual a causa e o motivo dos fenômenos. Para se produzir conhecimento, nós devemos objetivar a produção de hipóteses, modelos, e teorias, o que pode ser alcançado através da coletas de dados e informações sobre um determinado assunto. Dessa forma passa a avançar o que se deseja aprofundar, sem deixar passar despercebido. Deve-se procurar familiarizar-se com o mundo natural, reconhecendo suas diversidades, perceber a relação entre a ciência e a tecnologia, levando em conta que essas são empreendimentos humanos, e como tais, sujeitos os erros e limitações, adquirindo com base nelas, a capacidade de pensar de acordo com as exigências do rigor científico. Esgotar todas as dúvidas de um tópico, antes de iniciar outro, o que nos manterá em nossa linha de raciocínio. 2 TIPOS DE CONHECIMENTOS O conhecimento científico Surgiu da necessidade do ser humano querer saber como as coisas funcionam ao invés de apenas aceitá-las passivamente. Com este 1 Texto extraído do site: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAE5sAK/tipos-conhecimentos tipo de conhecimento o homem começou a entender o porquê de vários fenômenos naturais e com isso vir a intervir cada vez mais nos acontecimentos ao nosso redor. Este conhecimento se bem usado é muito útil para humanidade, porém se usado incorretamente pode vir a gerar enormes catástrofes para o ser humano e tudo mais ao seu redor. Usamos como exemplo a descoberta pela ciência da cura de uma moléstia que assola uma cidade inteira salvando várias pessoas da morte, mas também, destruir esta mesma cidade em um piscar de olhos com uma arma de destruição em massa criada com este mesmo conhecimento. É produzido pela investigação científica, através de seus métodos. Surge não apenas da necessidade de encontrar soluções para problemas de ordem prática da vida diária, mas do desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e criticadas através de provas empíricas. A investigação científica se inicia quando se descobre que os conhecimentos existentes, originários querem do senso comum, quer do corpo de conhecimentos existentes na ciência, são insuficientes para explicar os problemas surgidos. O conhecimento prévio que nos lança a um problema pode ser tanto do conhecimento ordinário quanto do científico. Através desses métodos se obtém enunciados, teorias, leis, que explicam as condições que determinam a ocorrência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível fazer predições sobre esses fenômenos e construir um corpo de novos enunciados, quiçá novas leis e teorias, fundamentados na verificação dessas predições, e na correspondência desses enunciados com a realidade fenomenal. O método científico permite a construção conceitual de imagens da realidade que sejam verdadeiras e impessoais, passíveis de serem submetidas a testes de falseabilidade. A ciência exige o confronto da teoria com os dados empíricos. A teoria deve poder ser submetida a um exame crítico. Segundo Popper, "um enunciado científico é objetivo quando, alheio às crenças pessoais, puder ser apresentado à crítica, à discussão". Um enunciado científico, construído mediante hipóteses fundadas em teorias, deve poder ser contrastado com a realidade, deve poder ser submetido a testes, em qualquer época e lugar, e por qualquer pessoa. Isso faz com que a investigação científica estimule a criar fundamentos mais sólidos e a testar suas hipóteses de uma forma mais rígida e controlada. A ciência se vale da crítica persistente que persegue a localização dos erros, através de procedimentos rigorosos de testagem que a própria comunidade científica reavalia e aperfeiçoa constantemente. Esse método crítico de constante localização de dificuldades, contradições e erros de uma teoria, garante à ciência uma confiabilidade. 2.1 Características do conhecimento científico O primeiro caráter do conhecimento científico, reconhecido até por cientistas e filósofos das mais diversas correntes, é a objetividade, no sentido de que a ciência intenta afastar do seu domínio todo o elemento afetivo e subjetivo, deseja ser plenamente independente dos gostos e das tendências pessoais do sujeito que a elabora. Numa palavra, o conhecimento verdadeiramente científico deve ser um conhecimento válido para todos. A objetividade da ciência, por isso, pode ser também, e talvez melhor, chamada intersubjetividade, até porque a evolução recente da ciência, e especialmente da Física, mostrou a impossibilidade de separar adequadamente o objeto do sujeito e de eliminar completamente o observador. Outro caráter universalmente conhecido é a positividade, no sentido de uma plena aderência aos fatos e de uma absoluta submissão à fiscalização da experiência. O conceito de positividade como recurso à experiência e adesão aos fatos era ainda mais vago, e, nesse tempo, demasiado restrito, não só em Filosofia, como na própria ciência. Só recentemente, por obra de Einstein, a positividade da ciência se precisou na operatividade dos conceitos científicos, segundo a qual um conceito não tem direito de cidadania em ciência se não for definido mediante uma série de operações físicas, experiências e medidas ao menos idealmente possíveis. Tal precisão permite, por um lado, reconhecer claramente a não positividade de conceitos como o de espaço e de tempo absolutos e, por outro lado, admitir como positivos elementos não efetivamente experimentáveis. O terceiro caráter do conhecimento científico reside na sua racionalidade. Não obstante a oposição de toda a corrente empirista, a ciência moderna é essencialmente racional, isto é, não consta de meros elementos empíricos, mas é essencialmente uma construçãodo intelecto. A ciência pode ser definida como um esforço de racionalização do real; partindo de dados empíricos, através de sínteses cada vez mais vastas, o cientista esforça-se por abraçar todo o domínio dos fatos que conhece num sistema racional, no qual de poucos princípios simples e universais possam logicamente deduzir-se as leis experimentais mais particulares de campos à primeira vista aparentemente heterogêneos. Além disto, os cientistas modernos verificam unanimemente no conhecimento científico um caráter muito alheio à mentalidade científica, o da revisibilidade. Não há nem nas ciências experimentais, nem mesmo na matemática, posições definitivas e irreformáveis. Toda a verdade científica aparece, em certo sentido, como provisória, susceptível de revisão, de aperfeiçoamento, às vezes mesmo de uma completa reposição em causa. Todos os conhecimentos científicos são aproximados, quer pela imperfeição das observações experimentais em que se fundam, quer pela necessária abstração e esquematização com que são tratados. Os conceitos de adequação total e perfeita devem ser substituídos pelos de aproximação e validez limitada. Esta nova mentalidade científica que deve ser mantida num só equilíbrio é principalmente o fruto de numerosas crises e revoluções da ciência. Finalmente, um último caráter do conhecimento científico é a autonomia relativamente à Filosofia e à fé. A ciência tem o seu próprio campo de estudo, o seu método próprio de pesquisa, uma fonte independente de informações que é a Natureza. Isto não significa que a Filosofia não possa e não deva levar a termo uma indagação crítica sobre a natureza da ciência, sobre os seus métodos e os seus princípios e que o cientista não possa tirar vantagem do conhecimento reflexivo, filosófico e crítico da sua mesma atividade de cientista. Mas em nenhum caso a ciência poderá dizer-se dependente de um sistema filosófico ou poderá encontrar numa tese filosófica uma barreira-limite que impeça a priori a aplicação livre e integral do seu método de pesquisa. E o mesmo se dirá no que respeita à fé: ela poderá constituir uma norma diretriz e prudencial para o cientista, enquanto homem e crente, nunca será uma norma positiva ou restritiva para a ciência enquanto tal. 2.2 Natureza do conhecimento cientifico O que é conhecer? É uma relação que se estabelece entre o sujeito que conhece e o objeto conhecido. No processo do conhecimento o sujeito cognoscente se apropria, de certo modo, do objeto conhecido. Quando a apropriação é física, por exemplo, a representação de uma onda luminosa, um som, o que acarreta numa modificação de um órgão corporal do sujeito, tem-se um conhecimento sensível. Tal tipo de conhecimento é encontrado tanto em animais como no homem. Se a representação não é sensível, isto ocorre com realidades tais como conceitos, verdades, leis e princípios, tem-se então um conhecimento intelectual. O conhecimento sempre implica numa dualidade de realidades: de um lado, o sujeito e, de outro, o objeto conhecido. O objeto conhecido pode as vezes fazer parte do sujeito que conhece. Pode-se conhecer a si mesmo, pode-se conhecer e pensar os seus pensamentos. Mas nem todo conhecimento é pensamento. O pensamento é conhecimento intelectual. Pelo conhecimento o homem penetra as diversas áreas da realidade para dela tomar posse. A própria realidade apresenta níveis e estruturas diferentes em sua própria constituição. Assim, a partir de um ente, fato ou fenômeno isolado, pode-se subir até situá-lo dentro de um contexto mais complexo, ver seu significado e função, sua natureza aparente e profunda, sua origem, sua finalidade, sua subordinação a outros entes, enfim, sua estrutura fundamental com todas as implicações daí resultantes. Tem-se quatro espécies de consideração sobre a mesma realidade, o homem está se movendo dentro de quatro níveis diferentes de conhecimento. São eles: conhecimento empírico, conhecimento científico, conhecimento filosófico e conhecimento teológico. Conhecimento empírico, também chamado de vulgar ou popular, é o conhecimento do povo, obtido ao acaso, após inúmeras tentativas. São conhecimentos que os homens comuns, sem formação, adquirem através de experiências vividas ao acaso, sem método, nas experiências alheias e nas tradições da coletividade. O conhecimento popular ou senso comum não difere do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que o diferencia é a forma, o modo ou o método e os instrumentos para se obter o "saber”. O conhecimento cientifico vai além do empírico: por meio dele, além do fenômeno, conhecem-se suas causas e as leis que o regem. Pode-se dize que é certo, pois sabe explicar os motivos da sua certeza; é geral, porque conhece no real o que há de mais universal; é metódico e sistemático; além de ter a capacidade de analisar, de explicar, de desdobrar, de justificar, de induzirem ou aplicar as leis, de predizer com segurança eventos futuros. A expressão "conhecimento científico" evidencia o caráter de autoridade, de respeitabilidade. O conhecimento filosófico distingue-se do cientifico pelo objeto de investigação e método. O objeto da filosofia é constituído de realidades mediatas, não perceptíveis pelos sentidos e por serem suprasensíveis ultrapassam a experiência (método racional). A tarefa fundamental da filosofia se resume na reflexão. A experiência fornece uma multidão de impressões e opiniões. Adquire conhecimentos científicos e técnicos, procurando refletir sobre este saber, interrogando-o e problematizando-o. O conhecimento teológico ou Teologia ou Teologia Dogmática, ou ainda Teologia sobrenatural é aquele conjunto de verdades a que os homens chegaram, não com o auxílio da inteligência, mas mediante a aceita; ao dos dados da revela; à divina, fé. 2.3 Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico O conhecimento vulgar ou popular, às vezes denominado senso comum, não se distingue do conhecimento científico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que os diferencia é a forma, o modo ou o método e os instrumentos do "conhecer". Saber que determinada planta necessita de uma quantidade "X" de água e que, se não a receber de forma "natural", deve ser irrigada pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável, mas, nem por isso, científico. Para que isso ocorra, é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos vegetais, sua composição, seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma espécie de outra. Dessa forma, patenteiam-se dois aspectos: (podemos tirar as seguintes reflexões) a) A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade. b) Um mesmo objeto ou fenômeno - uma planta, um mineral, uma comunidade ou as relações entre chefes e subordinados - pode ser matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem comum; o que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação. Para Bunge (1976:20), a descontinuidade radical existente entre a Ciência e o conhecimento popular, em numerosos aspectos (principalmente o que se refere ao método, não nos deve fazer ignorar certa continuidade em outros aspectos, principalmente quando limitamos o conceito de conhecimento vulgar ao "bom-senso". Se excluirmos o conhecimento mítico (raios e trovões como manifestações de desagrado da divindade pelos comportamentos individuais ou sociais) verificou que tanto o "bom-senso" quanto a Ciência almejam ser racionais e objetivos: "são críticos e aspiram à coerência (racionalidade) e procuram adaptar-se aos fatos em vez de permitirem-se especulações sem controle (objetividade)". Entretanto, o ideal de racionalidade, compreendido como uma sistematização coerente de enunciados fundamentados e passíveis de verificação, é obtido muito mais por intermédio deteorias, que constituem o núcleo da Ciência, do que pelo conhecimento comum, entendido como acumulação de partes ou "peças" de informação frouxamente vinculadas. Por sua vez, o ideal de objetividade, isto é, a construção de imagens da realidade, verdadeiras e impessoais, não pode ser alcançada se não ultrapassar os estreitos limites da vida cotidiana, assim como da experiência particular; é necessário abandonar o ponto de vista antropocêntrico, para formular hipóteses sobre a existência de objetos e fenômenos além da própria percepção de nossos sentidos, submetê-los à verificação planejada e interpretada com o auxílio das teorias. Por esse motivo é que o senso comum, ou o "bom-senso", não pode conseguir mais do que uma objetividade limitada, assim como é limitada sua racionalidade, pois está estreitamente vinculado à percepção e à ação. 2.4 Características do conhecimento Popular Afirma Babini, (1957, p.21) "Se o 'bom-senso', apesar de sua aspiração à racionalidade e objetividade, só consegue atingir essa condição de forma muito limitada", pode-se dizer que o conhecimento popular, latu sensu, é o modo comum, corrente e espontâneo de conhecer, que se adquire no trato direto com as coisas e os seres humanos: "é o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo" Para Ander-Egg (1978: 13-4), o conhecimento popular caracteriza-se por ser predominantemente: 1. Superficial, isto é, conforma-se com a aparência, com aquilo que se pode comprovar simplesmente estando junto das coisas: expressa-se por frases como "porque o vi", "porque o senti", "porque o disseram", "porque todo mundo o diz"; 2. Sensitivo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária; 3. Subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos, tanto os que adquire por vivência própria quanto os "por ouvi dizer"; 4. Assistemático, pois esta "organização" das experiências não visa a uma sistematização das ideias, nem na forma de adquiri-las nem na tentativa de validá-las; 5. Acrítico, pois, verdadeiros ou não, a pretensão de que esses conhecimentos ou sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica. 3 Tipos de Conhecimento Verificamos, dessa forma que o conhecimento científico diferencia-se do popular muito mais no que se refere ao seu contexto metodológico do que propriamente ao seu conteúdo. Essa diferença ocorre também em relação aos conhecimentos filosófico e religioso (teológico). Trujillo (1974-11) sistematiza as características dos quatro tipos de conhecimento: 3.1 Conhecimento Popular O conhecimento popular é valorativo por excelência, pois se fundamenta numa seleção operada com base em estados de ânimo e emoções: como o conhecimento implica uma dualidade de realidades, isto é, de um lado o sujeito cognoscente e, de outro, o objeto conhecido, e este é possuído, de certa forma, pelo cognoscente, os valores do sujeito impregnam o objeto conhecido. É também reflexivo, mas, estando limitado pela familiaridade com o objeto, não pode ser reduzido a uma formulação geral. A característica de assistemático baseia-se na "organização" particular das experiências próprias do sujeito cognoscente, e não em uma sistematização das ideias, na procura de uma formulação geral que explique os fenômenos observados, aspecto que dificulta a transmissão de pessoa a pessoa, desse modo de conhecer. É verificável, visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. Finalmente é falível e inexato, pois conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto. Em outros, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência fenômenos situadas além das percepções objetivas. 3.2 Conhecimento Científico O conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda "forma de existência que se manifesta de algum modo" (Trujillo, 1974:14). Constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico. É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de ideias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Possui a característica da verificabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente. Apesar da separação "metodológica" entre os tipos de conhecimento popular, filosófico, religioso e científico, no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente pode penetrar nas diversas áreas: ao estudar o homem, por exemplo, pode-se tirar uma série de conclusões sobre sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na experiência cotidiana; pode-se analisá-lo como um ser biológico, verificando, através de investigação experimental, as relações existentes entre determinados órgãos e suas funções; pode-se questioná-lo quanto à sua origem e destino, assim como quanto à sua liberdade; finalmente, pode-se observá-lo como ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados. Por sua vez, estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista, voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada religião, estar filiado a um sistema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum. 3.3 Conhecimento Filosófico O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação: "as hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência, portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação" (Trujillo, 1974: 12); por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser confirmados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalível e exato, já que, querem na busca da realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de apreender a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego de instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental: ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega "o método racional, no qual prevalece o processodedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas somente coerência lógica" (Ruiz, 1979:110). O procedimento científico leva a circunscrever delimitar, fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral, interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mais universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência. 3.4 Conhecimento Religioso O conhecimento religioso, isto é, teológico, apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspeciona/) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exatas); é um conhecimento sistemático do mundo (origem, significado, finalidade e destino) como obra de um criador divino; suas evidências não são verificadas: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimento religioso ou teológico parte do princípio de que as "verdades" tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em "revelações" da divindade (sobrenatural). A adesão das pessoas passa a ser um ato de fé, pois a visão sistemática do mundo é interpretada como decorrente do ato de um criador divino, cujas evidências, não são postas em dúvida nem sequer verificáveis. A postura dos teólogos e cientistas diante da teoria da evolução das espécies, particularmente do Homem, demonstra as abordagens diversas: de um lado, as posições dos teólogos fundamentam-se nos ensinamentos de textos sagrados; de outro, os cientistas buscam, em suas pesquisas, fatos concretos capazes de comprovar (ou refutar) suas hipóteses. Na realidade, vai-se mais longe. Se o fundamento do conhecimento científico consiste na evidência dos fatos observados e experimentalmente controlados, e o do conhecimento filosófico e de seus enunciados, na evidência lógica, fazendo com que em ambos os modos de conhecer devem a evidência resultar da pesquisa dos fatos ou da análise dos conteúdos dos enunciados, no caso do conhecimento teológico o fiel não se detém nelas à procura de evidência, pois a toma da causa primeira, ou seja, da revelação divina. 4 A Ciência e o Conhecimento Científico e o Empírico A atividade racional discursiva, como a própria palavra indica, discorre, percorre uma realidade ou um objeto para chegar a conhecê-lo, isto é, realiza vários atos de conhecimento até conseguir captá-lo. A razão discursiva ou o pensamento discursivo chega ao objeto passando por etapas sucessivas de conhecimento, realizando esforços sucessivos de aproximação para chegar ao conceito ou à definição do objeto. Diz Padovani: "Quem é o homem na história, ator ou comparsa, senhor ou servo? Qual a origem e o fim da humanidade? Problemas que escapam à história. O caminho da história é progresso, regresso ou retorno eterno, repetição cíclica? Por que existe o mal, e muito mal, de que estão cheias as crônicas da humanidade? Todos estes são problemas que surgem da história, mas a história não os resolve." (1953: p. 1) O conhecimento científico não só passou a ser aceitável, mas também se tornou parte útil e essencial de nossas vidas desde a época de René Descarte que desenvolveu o método cartesiano de identificação do conhecimento. A razão ou o conhecimento intuitivo ou intuição, ao contrário, consiste num único ato do conhecimento que, de uma só vez, capta por inteiro e completamente o objeto do conhecimento. Os estudos antigos procuravam fornecer uma explicação sobre o mundo que permitisse apontar as leis determinantes de todos eventos naturais, incluindo o movimento dos corpos celestes, as reações dos elementos químicos e a origem dos seres vivos. A ciência tem de envolver mais do que a mera catalogação de fatos e do que a descoberta, através da tentativa e erro, de maneiras de proceder que funcionam. O que é crucial na verdadeira ciência é o fato de envolver a descoberta de princípios que subjazem e conectam os fenômenos naturais. "É necessário partir das coisas que são mais cognoscíveis ao homem a fim de alcançar aquelas que são mais cognoscíveis em si; do mesmo modo que, no campo da ação, se parte daquilo que é bom para o indivíduo a fim de que consiga fazer seu o bem universal." (Abbagnano, 1977:p. 216) A intuição empírica é o conhecimento direto e imediato das qualidades sensíveis do objeto externo: cores, sabores, odores, paladares, texturas, dimensões e distâncias. É também o conhecimento direto e imediato de estados internos ou mentais: lembranças, desejos, sentimentos e imagens. Em latim, intuitos significam: ver. A intuição é uma visão direta e imediata do objeto do conhecimento, um contato direto e imediato com ele, sem necessidade de provas ou demonstrações para saber o que conhece. A intuição sensível ou empírica é psicológica, isto é, refere-se aos estados do sujeito do conhecimento enquanto um ser corporal e psíquico individual: sensações, lembranças, imagens, sentimentos, desejos e percepções são exclusivamente pessoais. "Ao encontrar a lembrança de toda a série de suas existências anteriores e dos erros que cometeu, o homem pode conseguir pegar inteiramente o preço das suas injustiças e com isso encerrar o ciclo do seu destino individual. A vida presente torna- se então o último elo que permite à cadeia das encarnações fechar-se definitivamente sobre si mesma." 4.1 Grandes mitos sobre o conhecimento cientifico: a) Mito da cientificidade: o conhecimento científico é o único que é verdadeiro; b) Mito do progresso: os desenvolvimentos da ciência e da técnica são os únicos que poderão conduzir a humanidade a um estado superior de perfeição; O cientista era encarado como alguém acima dos interesses particulares unicamente devotados ao saber pelo saber. c) Mito da tecnocracia: A resolução dos problemas da humanidade passa por confiar o poder as especialistas nas diversas áreas do conhecimento técnico e científico. d) Época Contemporânea. No século XX assiste-se a uma progressiva crise das concepções deterministas herdadas do período anterior. O conhecimento cientifico deixa de ser visto como absoluto. Muitos dos mitos desenvolvidos em torno da ciência são abandonados: A atividade cientifica deixa de ser encarada como neutral, isto é, acima do poder ou dos interesses econômicos. Pelo contrário aparece cada vez mais comprometida com a construção de novas armas de guerra, ou na criação de produtos destinados a serem comercializados por grandes grupos econômicos à escala mundial. A promessa de uma paz perpétua que surgiria dos avanços da racionalidade científica, não se cumpriu. Os enormes progressos da ciência no século XX, foram acompanhados do desenvolvimento de tecnologias de guerra com um poder destrutivo sem precedentes históricos. No século XVIII morreram nas 68 guerras, 4,4 milhões de pessoas; no século XIX, em 205 guerras, morreram 8,3 milhões de pessoas; no século X, em 237 guerras, morreram 98,8 milhões de pessoas. Entre o século XVIII e o século XX, a população mundial aumentou 3,6 vezes e o número de mortos na guerra 22,4 vezes (Guiddens,1990). A promessa de um domínio da natureza, pela ciência, de forma a colocá-la ao serviço do homem redundou numa exploração excessiva dos recursos naturais, e em desequilíbrios ecológicos que atingiram tais proporções que estão a coloca em causa a própria continuidade da humanidade. A promessa de um progresso contínua da humanidade que conduziria à humanidade a um estado superior de bem estar para todos, redundou em disparidades mundiais gritantes. Enquanto num grupo reduzido de países se acumulam riquezas e desperdiçam recursos, na maioria dos restantes