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BIOLOGIA MOLECULAR E CELULAR AULA 3 Prof. Alessandro Castanha da Silva 2 CONVERSA INICIAL Nesta etapa, iremos inicialmente discutir sobre as células procariontes e eucariontes. As procariontes, exemplificadas por bactérias, caracterizam-se pela ausência de núcleo definido e por organelas membranosas. Em contrapartida, as células eucariontes, que compreendem os outros grupos de seres vivos, como os pertencentes aos reinos Fungi, Protista, Plantae e Animalia, apresentam núcleo delimitado por membrana e diversas organelas. Veremos ainda as características da célula em seu pleno funcionamento metabólico, resultante do antes e depois do processo de divisão celular, denominado núcleo interfásico Enfim, entraremos nos processos de divisão celular, como a mitose, processo comum em células somáticas, que assegura a produção de células geneticamente idênticas. Veremos ainda a meiose, divisão que ocorre em células germinativas e que resulta em células haploides distintas, essenciais para a reprodução sexual. TEMA 1 – CÉLULAS PROCARIONTES As células procariontes são membros pertencentes aos domínios Bacteria e Archaea. Elas se destacam por uma condição celular que diverge significativamente das células eucarióticas. Morfologicamente, essas células são caracterizadas pela ausência de um núcleo definido, sendo diferentes das células eucarióticas, que apresentam um núcleo encapsulado por uma membrana nuclear. O material genético procarionte é representado por uma única molécula de DNA circular, que se encontra difuso no citoplasma. Além do material genético nuclear, podemos encontrar, no interior das células bacterianas, algumas moléculas adicionais de DNA, o plasmídio. O plasmídio pode realizar funções diversas, como a restrição a drogas, podendo participar de conjugação bacteriana, permitindo a transferência horizontal de material genético. Pode ainda atuar em funções adaptativas, permitindo que a bactéria se adapte a mudanças ambientais. Por fim, podem carregar informações genéticas não essenciais, que conferem vantagens em ambientes específicos. Por apresentar uma característica morfológica simples, as células procariontes distinguem-se pela ausência ou limitação de organelas 3 membranosas. Diferentemente das células eucarióticas, apresentam uma variedade de estruturas internas, como mitocôndrias, retículo endoplasmático e complexo de Golgi. Ao invés disso, algumas estruturas, como ribossomos na síntese de proteínas e mesossomos, atuam em transporte de elétrons, replicação do DNA e formação de septos e divisão celular. As células bacterianas, em sua grande maioria, apresentam também uma parede celular, formada por peptídioglicano. Ela fornece suporte estrutural para a célula, mantendo a sua forma, controlando a entrada e a saída de substâncias e regulando a pressão osmótica, o que confere proteção contra patógenos externos. Outras estruturas também podem ser encontradas, como flagelos, que atuam diretamente na movimentação, e os pilis ou fimbrias, com diferentes funções, como de adesão nas células dos hospedeiros e no processo de conjugação. A bactéria troca plasmídios com outra bactéria. No aspecto fisiológico, as células procariontes exibem uma notável adaptabilidade metabólica, de modo que podem prosperar em uma diversidade de ambientes. Seu metabolismo diversificado facilita a utilização de uma ampla gama de fontes de nutrientes, o que contribui para o seu sucesso evolutivo. Além disso, o processo de divisão celular procarionte, conhecido como fissão binária, permite rápida reprodução, possibilitando uma resposta eficiente às mudanças ambientais. Contudo, as diferenças vão além de morfologia e fisiologia. A estrutura do citoesqueleto procarionte, quando presente, é menos complexa em comparação à rede elaborada das células eucarióticas. A rigidez e a simplicidade dessa estrutura contrastam com a complexidade do citoesqueleto eucariótico, que desempenha papéis fundamentais em termos de manutenção da forma celular, transporte intracelular e divisão celular. 4 Figura 1 – Estrutura de célula procariótica (bactéria): 1. parede celular, 2. membrana celular, 3. citoplasma, 4. nucleoide, 5. capsula, 6. flagelo, 7. pili Crédito: Sakurra/Shutterstock. TEMA 2 – CÉLULAS EUCARIONTES As células eucarióticas representam uma das duas categorias principais de células, distinguindo-se das células procarióticas pela presença de um núcleo delimitado por membrana, que abriga o material genético (DNA) em uma estrutura chamada de cromatina. Além do núcleo, as células eucarióticas são caracterizadas por uma série de organelas, cada uma delimitada por membranas e especializada em funções celulares. A complexidade dessas células permite maior especialização e eficiência nos processos biológicos, contribuindo para a diversidade de formas de vida eucariótica, o que inclui todos os organismos multicelulares, como plantas, animais e fungos, além de muitos tipos de organismos unicelulares. O núcleo é a estrutura central, responsável por armazenamento, proteção e expressão do material genético. O DNA está associado a proteínas conhecidas como histonas, formando uma estrutura compacta, a cromatina. A organização da cromatina é dinâmica e desempenha papel importante na regulação da expressão gênica. Áreas mais condensadas (heterocromatina) tendem a ser geneticamente inativas, enquanto áreas menos condensadas (eucromatina) são mais acessíveis para a transcrição gênica. O núcleo também abriga o nucléolo, uma região densa onde ocorre a montagem dos ribossomos. A membrana nuclear, composta por uma bicamada lipídica, que apresenta poros nucleares que regulam o transporte de moléculas entre o núcleo e o citoplasma, garante o fluxo de informações e recursos. 5 A diversidade das células eucarióticas é um reflexo de sua complexidade estrutural e funcional. Diferentes tipos de células eucarióticas apresentam especializações únicas que lhes permitem desempenhar funções específicas em um organismo multicelular. Por exemplo, as células musculares são especializadas na contração; as células nervosas na transmissão de impulsos elétricos; e as células epiteliais na formação de barreiras e superfícies de absorção. Essa especialização é acompanhada por uma comunicação celular sofisticada, mediada por uma variedade de sinais químicos e mecânicos. Moléculas como hormônios, neurotransmissores e citocinas desempenham papéis fundamentais na comunicação intercelular, garantindo a coordenação e a homeostase em organismos complexos. A comunicação celular é essencial para processos como crescimento, desenvolvimento, resposta imune e manutenção do equilíbrio fisiológico. Figura 2 – Célula vegetal e animal e suas estruturas internas Crédito: LDarin/Shutterstock. TEMA 3 – NÚCLEO INTERFÁSICO O núcleo interfásico é um estado no qual uma célula eucariótica apresenta-se em interfase, ou seja, que não está em mitose. Durante a interfase, o núcleo que foi recomposto após a divisão celular realiza suas atividades normais, sendo dividida em três diferentes fases: G1, S e G2. Como o núcleo é o centro de atividades genéticas, passa a realizar as suas inúmeras funções, incluindo a replicação do DNA, a transcrição do RNA e a preparação para a próxima divisão celular, de forma organizada, permitindo a regulação eficiente desses processos. 6 3.1 Fase G1 A fase G1 é o estágio que ocorre imediatamente após a conclusão da mitose. Aqui, a célula cresce ativamente e realiza as suas funções normais. Entretanto, esse é um processo crítico durante o G1, envolvendo síntese de RNA, enzimas e outras proteínas necessárias para o crescimento celular e a preparação para a replicação do DNA. Além do crescimento, ocorre também o monitoramento do ambiente celulare a integridade do DNA. A célula verifica se há nutrientes suficientes, condições favoráveis para a divisão e ausência de danos ao DNA, antes de prosseguir para a próxima fase. A transição de G1 para S é regulada por um ponto de verificação conhecido como “checkpoint”, que é mediado por complexos proteicos que incluem ciclinas e quinases dependentes de ciclinas (CDKs). Esse ponto de verificação garante que a célula esteja pronta para a replicação do DNA. 3.2 Fase S (Síntese do DNA) A fase S, ou fase de síntese, é o estágio do ciclo celular em que ocorre a replicação do DNA. Durante essa fase, cada cromossomo é duplicado para formar duas cromátides irmãs, garantindo que cada célula filha receba uma cópia exata do genoma durante a divisão celular. A replicação do DNA é um processo altamente regulado e preciso, envolvendo uma série de enzimas e proteínas, como a DNA polimerase, que copia o DNA de maneira semiconservativa. Além da duplicação do DNA, a célula também sintetiza uma quantidade significativa de histonas, proteínas responsáveis pela compactação e pela organização do DNA em cromatina. A integridade do DNA replicado é cuidadosamente monitorada para garantir a correção de quaisquer erros de replicação. 3.3 Fase G2 Durante essa fase, a célula continua crescendo e produzindo proteínas necessárias para a mitose. Essa fase é caracterizada por uma intensa atividade biossintética, que prepara para a divisão. A célula sintetiza componentes essenciais para a mitose, como microtúbulos, o que garante que todos os cromossomos foram replicados corretamente e estão livres de danos. 7 Essa fase inclui outro ponto de verificação, que avalia se a célula está pronta para entrar na mitose, garantindo que todos os danos no DNA sejam reparados e que a célula tenha alcançado um tamanho adequado para o processo de divisão. Se todos os critérios forem atendidos, a célula está preparada para entrar em mitose. O termo "GAP", quando falamos de um contexto de ciclo celular, é um pouco diferente, pois sugere um período de inatividade. Entretanto, as fases GAP (G1 e G2) são, na verdade, períodos de intensa atividade celular. "GAP" é um termo histórico que se origina de sua identificação inicial como uma fase de "lacuna", ou "intervalo", entre os eventos visíveis da mitose e da síntese de DNA. Figura 3 – Representação do ciclo celular do núcleo interfásico Crédito: angela_cora/Shutterstock. TEMA 4 – MITOSE A mitose é o processo responsável pela divisão de uma célula eucariótica em duas células geneticamente idênticas. Esse processo é responsável por crescimento, desenvolvimento e reparo de tecidos. A mitose é dividida em quatro fases distintas: prófase, metáfase, anáfase e telófase, seguidas por citocinese. Durante a mitose, a organização e a segregação concisas dos cromossomos garantem que cada célula originária receba uma cópia exata do genoma da célula de origem. A seguir, veremos as etapas da divisão celular por mitose. 8 4.1 Prófase Esta etapa é marcada por mudanças na estrutura da célula. Os cromossomos, que duplicaram durante a fase S do ciclo celular, começam a se condensar, tornando-se visíveis sob o microscópio óptico. Cada cromossomo consiste em duas cromátides irmãs, unidas pelo centrômero. No citoplasma, ocorre a formação do fuso mitótico, uma estrutura composta por microtúbulos e proteínas associadas, que desempenha um papel crucial na segregação cromossômica. A membrana nuclear começa a se desintegrar, permitindo a interação dos microtúbulos com os cromossomos. 4.2 Metáfase Na metáfase, os cromossomos condensados se alinham no plano equatorial da célula, formando a chamada placa metafásica ou placa equatorial. Esse alinhamento é mediado pela ligação dos cinetócoros (estruturas proteicas no centrômero de cada cromossomo) aos microtúbulos do fuso. A exatidão desse alinhamento é essencial para garantir a distribuição equitativa dos cromossomos para as células originadas da divisão. 4.3. Anáfase Na anáfase, observamos a separação das cromátides irmãs. As fibras do fuso, ligadas aos cinetócoros, acabam encurtando, tracionando as cromátides irmãs em direção aos polos opostos da célula. A segregação precisa das cromátides garante que cada célula filha receba um conjunto idêntico de cromossomos. 4.4 Telófase e citocinese Nessa etapa, os cromossomos se descondensam e uma nova membrana nuclear começa a se formar ao redor de cada conjunto de cromossomos nos polos da célula. Tal característica marca o início da reconstituição das duas novas células formadas pela divisão. A citocinese é o processo de divisão do citoplasma que resulta na separação das duas células distintas. Em células animais, observamos que a citocinese ocorre através de um processo conhecido como clivagem, formando 9 um sulco que se aprofunda até a separação completa das células. Já nas células vegetais, uma placa celular é formada no meio da célula, que gradualmente se desenvolve em uma nova parede celular, separando as duas células. Figura 4 – Etapas da mitose Crédito: Dee-sign/Shutterstock. TEMA 5 – MEIOSE A meiose é um processo de divisão celular que ocorre em organismos eucarióticos. Ela é essencial para a reprodução sexual. Diferentemente da mitose, que resulta em duas células geneticamente idênticas à célula que deu origem, a meiose produz quatro células, cada uma com metade do número de cromossomos da célula original. Esse processo é dividido em duas fases, sucessivas chamadas de meiose I e meiose II, cada uma com subfases diferentes. A meiose reduz o número de cromossomos pela metade, garantindo a variabilidade genética por meio da recombinação e do emparelhamento aleatório de cromossomos homólogos. 5.1 Meiose I Esta fase é caracterizada pela redução do número de conjuntos de cromossomas pela metade. Inicia-se logo após a célula passar por um período de crescimento e replicação do DNA durante a interfase. 10 5.1.1 Prófase I É a fase mais longa e complexa da meiose, pois é durante a prófase I que os cromossomos homólogos se emparelham em um processo conhecido como sinapse. A prófase I é subdividida em cinco etapas distintas: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese. 5.1.1.1 Leptóteno Durante esta etapa, os cromossomos começam a condensar, tornando- se mais finos e alongados, mas ainda individualmente resolvíveis sob o microscópio. Nesta fase, cada cromossomo consiste em um par de cromátides irmãs, resultado da replicação do DNA durante a interfase anterior. O processo de condensação é essencial para o emparelhamento subsequente dos cromossomos homólogos. 5.1.1.2 Zigóteno Aqui começa o processo de sinapse. Os cromossomos homólogos iniciam o alinhamento e o emparelhamento ao longo de todo o comprimento. O emparelhamento é mediado por uma estrutura proteica chamada complexo sinaptonêmico, alinhando precisamente os cromossomos homólogos para que ocorra o crossing-over. 5.1.1.3 Paquíteno Nesta etapa, os cromossomos homólogos estão completamente sinaptados, formando tétrades. Ocorre o crossing-over, em que as cromátides não-irmãs trocam segmentos de DNA. Esse processo é essencial para a geração de diversidade genética nos gametas. A recombinação genética durante o paquíteno é um processo altamente regulado, envolvendo o rompimento e religação do DNA. 5.1.1.4 Diplóteno Os cromossomos homólogos começam a se separar, entretanto permanecem unidos nos pontos onde ocorreu o crossing-over, conhecido como quiasmas. Tais conexões são visíveis entre as cromátides não-irmãs. São 11 importantes para manter os cromossomos homólogos juntos até a primeira divisão meiótica. Nesta fase, a célula também passa por um ponto de verificação importante, que garante que a permuta e o emparelhamento dos cromossomos foram concluídos corretamente.5.1.1.5 Diacinese Esta é a última fase da prófase I. Aqui, os cromossomos se condensam ainda mais e os quiasmas se movem em direção às extremidades dos cromossomos. A membrana nuclear se desmancha e o fuso meiótico começa a se formar. Esse é o ponto de transição para a metáfase I, em que a célula para a segregação dos cromossomos homólogos. 5.1.2 Metáfase I Neste ponto, os pares homólogos se alinham no plano equatorial da célula. Diferentemente da mitose, os cromossomos homólogos, e não as cromátides irmãs, se alinham juntos. 5.1.3 Anáfase I Os cromossomos homólogos são separados e puxados para polos opostos da célula. Esse processo reduz pela metade o número de cromossomos na célula. 5.1.4 Telófase I e citocinese Aqui, os cromossomos podem descondensar parcialmente, ocorrendo a formação de duas células haploides. A citocinese divide o citoplasma, resultando em duas células filhas. 12 Figura 5 – Detalhe do emparelhamento dos cromossomos homólogos, realização do crossing-over com a formação de quiasma e recombinação Crédito: Dee-sign/Shutterstock. 5.2 Meiose II Após uma breve interfase sem replicação do DNA, as células entram na meiose II. Aqui é importante sinalizar que ocorre uma divisão equacional similar à mitose. 5.2.1 Prófase II Os cromossomos, ainda compostos por duas cromátides irmãs, começam a condensar novamente. 5.2.2 Metáfase II Os cromossomos se alinham no plano equatorial de cada célula filha da meiose I. 5.2.3 Anáfase II As cromátides irmãs são separadas e puxadas para polos opostos das células. 13 5.2.4 Telófase II e citocinese Os cromossomos descondensam e o núcleo é reorganizado. A citocinese divide cada célula da meiose I em duas, resultando em um total de quatro células haploides. Figura 6 – Etapas do processo de divisão por meiose Crédito: Dee-sign/Shutterstock. NA PRÁTICA A meiose é um processo por meio do qual ocorre a formação de gametas, óvulos e espermatozoides. Durante esse processo, alguns erros podem levar a graves problemas, principalmente relacionados a distúrbios genéticos e cromossômicos. Tais erros são classificados geralmente como aneuploidias, sendo caracterizados como condições em que os gametas têm um número anormal de cromossomos, ocasionando falhas na segregação cromossômica durante as divisões meióticas I ou II. Os erros meióticos são mais comuns em óvulos do que em espermatozoide. A probabilidade de ocorrência dos erros aumenta com a idade materna, principalmente após os 35 anos. Tais situações podem ter implicações profundas, afetando não apenas o indivíduo, mas também gerações futuras. Vejamos eremos algumas dessas alterações cromossômicas de forma breve: • Síndrome de Down ou Trissomia 21: ocorre devido a uma não disjunção meiótica, causando um erro na segregação dos cromossomos durante a 14 meiose e gerando uma cópia extra do cromossomo 21, totalizando três cópias em vez das duas normais. • Síndrome de Turner ou Monossomia X: resultado da perda completa ou parcial de um cromossomo X em mulheres (46-X0 em vez de 46-XX). • Síndrome de Klinefelter (XXY): caracteriza-se pela presença de um cromossomo X extra em homens (47-XXY em vez de 46-XY). • Síndrome de Edwards (Trissomia 18) e Síndrome de Patau (Trissomia 13): semelhantes à Síndrome de Down, entretanto são causadas pela presença de um cromossomo extra nos cromossomos 18 e 13, respectivamente. FINALIZANDO Ao encerrar este material, é importante refletir sobre a complexidade das células. Discutimos desde estruturas mais simples, como células procariotas, até estruturas celulares mais complexas e multifuncionais, como as células eucariotas. Como vimos, as células procariotas são caracterizadas pela ausência de um núcleo definido e por organelas membranosas, as quais, apesar da simplicidade estrutural, apresentam alta eficiência metabólica, adaptando-se aos mais diversos meios. Em contrapartida, as células eucarióticas, encontrada em organismos mais complexos, como animais, plantas e fungos, exibem uma organização celular interna extremamente complexa, com um núcleo delimitado por membrana e uma variedade de organelas que realizam as mais diversas funções. Sua complexidade estrutural e funcional facilita uma extensiva gama de processos biológicos, desde a transdução de sinal até a diferenciação celular. Quando falamos sobre o ciclo celular, discutimos em detalhes as fases da interfase (G1, S e G2), um período essencial para o crescimento celular e a preparação para a próxima divisão celular, seguido pelos mecanismos fundamentais de mitose e meiose. Pudemos observar que a mitose é um processo indispensável para o crescimento celular e o reparo de tecidos, pois assegura a transferência genética para suas descendentes. Em contraste, a meiose apresenta-se como um processo de divisão celular mais elaborado, de grande importância para a reprodução sexual, resultando na produção de células haploides com combinações genéticas distintas. Esse processo não apenas serve como um mecanismo para manter a diversidade genética ao longo das 15 gerações, como também desempenha um papel na evolução e adaptação das espécies.