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Grupo, natureza , conceito e características. Profª:Débora Alessandra de Souza INTRODUÇÃO Falar de grupo e, da sua dinâmica social ou terapêutica, é abrir espaço para falar da subjetividade dentro das relações sociais. Todo indivíduo advém de um grupo social, denominado família e permanece com este instaurado em si por toda a vida. Seja de forma consciente, ou inconscientemente, todo indivíduo carrega dentro de si, os grupos que faz ou fizeram parte da sua história, seja física ou psicologicamente, falando. CONCEITO DE GRUPO Para (Silva, 2009, p. 9)): os grupos, consistem em inter-relacionamentos de duas ou mais pessoas, exceto para casos onde o conceito é empregado de forma mais ampla, como quando ela se refere a classe social, sociedade, homens, muitos, todos, dentre outros. Cada indivíduo deve preencher determinados pré-requisitos para poder fazer parte de um grupo, é o que a autora chama de “características pessoais”. Essas características pessoais são fortemente produzidas pelas relações grupais, pois são nelas que os indivíduos se identificam uns com os outros e também se diferenciam, contribuindo na formação da individualidade e também dos papéis sociais. Assim sendo, são os grupos que dirão o que será reforçador ou não para o indivíduo, segundo sua participação em cada um deles. Silvia Lane, na publicação de 1981, já fala da formação de grupos como importante na tomada de consciência, isto é, que é através da reunião com um grupo de semelhantes, é quando há reunião de duas ou mais pessoas que desempenham determinados papéis sociais em torno de uma tarefa que lhes diz respeito) que os indivíduos podem analisar e compreender os fenômenos sociais, os quais estão intimamente ligados ao modo de produção capitalista, tendo assim condições de reivindicar seus direitos perante a sociedade. Lane coloca também que a reflexão de como a sociedade está estruturada, muito embasada na ideologia de classes sociais, é condição para a tomada de consciência e a quebra com a reprodução de papéis sociais que reproduzem a relação dominador-dominado, isto é, as relações de poder. GRUPO “Um grupo consiste de duas ou mais pessoas que interagem e partilham objetivos comuns, possuem uma relação estável, são mais ou menos independentes e percebem que fazem, de fato, parte de um grupo”. Com essa definição fica fácil percebermos que de fato sempre estaremos inclusos em algum grupo social. (Paulus, 1989) Sílvia Lane fez algumas críticas quanto ao estudo dos grupos: “Pudemos observar que os estudos sobre pequenos grupos nesta abordagem têm implícitos valores que visam reproduzir os de individualismo, de harmonia e de manutenção. A função do grupo é definir papéis e, consequentemente, a identidade social dos indivíduos; é garantir a sua produtividade social. O grupo coeso, estruturado, é um grupo ideal, acabado, como se os indivíduos envolvidos estacionassem e os processos de interação pudessem se tornar circulares...” Nos novos estudos de experiência grupal, um aspecto importante é que não se veem os grupos como algo fixo, com membros, regras e mesmo dinâmica. Os grupos são processos grupais. Psicoterapia de Grupo Kurt Lewin - tradição - pesquisa ação Foi com ele , que em 1936, surgiu nos EUA a dinâmica de grupo em forma de pesquisa-ação surgiu . Foi ele que batizou o nome de Dinâmica de grupo nas ciências sociais, Estudo sobre as minorias sociais dentro de um contexto psicossocial. A mudança social envolve um compromisso tanto desses grupos quanto do próprio pesquisador PESQUISA AÇÃO, cuja base é o pequeno grupo Realidade social é multidimensional e na mudança social o pesquisador deve partir da compreensão, consentimento e participação dos grupos envolvidos Kurt Lewin e a Pesquisa-Ação com pequenos grupos Kurt Lewin Os componentes só se unem quando há comando do líder. Grupo autocrático Grupos democráticos, tem mais cooperação e, maior sentimento de nós. Mais ações cooperativas 1938 Família Judia Desde cedo entrou em contato com as questões relacionadas as minorias Alemão Nasceu em Mogilno 1890 Três ideias essenciais para uma aprendizagem social ativa e participativa (Lewin) A importância de uma abordagem compreensiva na intervenção, que incluía aspectos cognitivos e afetivos A importância do campo social para constituir e transformar a percepção social e o processo mesmo de construção de conhecimento. A importância do papel ativo do indivíduo a descoberta do conhecimento A abordagem psicodinâmica do grupo e a Oficina. Motivações inconscientes Reflexão Elaboração do grupo depende dos insights sobre a própria experiência e da articulação de sua reflexão aos conflitos e realizações vividos no grupo Reflexão consciente, racional desenvolvida no grupo + emoções e vínculos com a experiência = efeitos de mudança , transferências psíquicas entre os membros e a coordenação Identificação e identidade do grupo Identificação constituição do psiquismo do sujeito (Freud) identificação e a sublimação núcleo dos mecanismos psicológicos que formam a identidade grupal Sentimento do grupo primeiras experiências familiares Papel do outro Sentimentos básicos a união do grupo “O talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe ganha campeonatos.” Michael Jordan CONCLUSÃO Grupo Subjetividade Obrigada! Please keep this slide for attribution A PARTIR DAS DIMENSÕES AQUI ABORDADAS, COMO PENSAR NAS FORMAÇÕES GRUPAIS DA ATUAL SOCIEDADE? CREDITS: This presentation template was created by Slidesgo, including icons by Flaticon and infographics & images by Freepik image1.jpg image2.jpg image3.jpg