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05/09/2023
1
FLUIDOTERAPIA
Profa. Dra. Fernanda Chicharo Chacar
VCM 4201
FMVZ/USP
1
OBJETIVOS
1. Aprender o conceito de fluidoterapia
2. Aprender sobre as indicações de fluidoterapia
3. Aprender sobre a prescrição de fluidoterapia
4. Correlacionar os parâmetros clínicos (anamnese, exame físico e 
laboratorial) com a indicação e prescrição da fluidoterapia
5. Aprender sobre a monitoração e possíveis complicações da 
fuidoterapia
2
ROTEIRO
1. Conceito e objetivos da fluidoterapia
2. Manifestações clínicas de desidratação
3. Fluidoterapia: abordagem terapêutica
4. Fluidoterapia: monitoração
3
FLUIDOTERAPIA:
CONCEITO E OBJETIVOS
• Introdução de fuidos por via parenteral, que visam corrigir
alterações de volume, acidobásicas, eletrolíticas e nutricionais
ÁCIDO-BASEVOLUME
ELETRÓLITOS
4
05/09/2023
2
DESIDRATAÇÕES ISOTÔNICAS:
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
• Perdas de sódio e água são proporcionais
• Manifestações clínicas compatíveis �VEC
• �Turgor cutâneo
• Mucosas ressecadas
• Enoftalmia
• Taquicardia
• Hipotensão
5
DESIDRATAÇÕES HIPOTÔNICAS:
CAUSAS E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
• Causas:
- Desidratações isotônicas (iatrogenia)
- Exercício físico intenso
Ex: sudorese - reposição somente de água livre
• Manifestações clínicas:
- ��Taquicardia
- ��Hipotensão
* Choque hipovolêmico
- Semelhantes desidratação isotônica (mais intensa)
* Alterações neurológicas
6
DESIDRATAÇÕES HIPERTÔNICAS:
• Osmolaridade EC é afetada: � sódio
* Perda de água “pura”
• Pressão osmótica: 
H2O meio menos concentrado � meio mais concentrado
* Desidratação celular
• Consequências:
- �VIC
• Perdas:
- Renais
- Extrarrenais
7
DESIDRATAÇÕES HIPERTÔNICAS: 
PERDAS EXTRARRENAIS
• � Ingestão de água
* Acesso restrito
* Hipodipsia primária
• Febre
* Sudorese intensa
• Hiperventilação
8
05/09/2023
3
DESIDRATAÇÕES HIPERTÔNICAS: 
PERDAS RENAIS
• Diabetes insipidus nefrogênico (DIN) 
• Diabetes insipidus central (DIC)
* Acesso restrito à água/ perdas concomitantes
• Diabetes mellitus (DM)
9
DESIDRATAÇÕES HIPERTÔNICAS: 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
• �Turgor cutâneo
• Mucosas ressecadas
• Enoftalmia
• Torpor/coma
10
DESIDRATAÇÃO: EXAME FÍSICO
Grau estimado de 
desidratação
Manifestações clínicas
2
Taquicardia
Pulso forte
10%
Perda turgor cutâneo
Mucosas ressecadas
TPC>2
Taquicardia
Pulso fraco
12%
Perda turgor cutâneo
Mucosas ressecadas
TPC>2
Taquicardia
Pulso fraco
Extremidades frias
Hipotermia
11
FLUIDOTERAPIA:
ABORDAGEM TERAPÊUTICA
• A fluidoterapia é necessária? 
• Qual tipo de fluidoterapia é a mais adequada (caso a 
caso)?
• Qual a via de administração?
• Qual o volume a ser infundido?
• Qual a velocidade (taxa) de infusão?
• Quando interromper a fluidoterapia? 
12
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4
FLUIDOTERAPIA:
ABORDAGEM TERAPÊUTICA
• Acesso venoso
* Periférico x central
* Calibre!
• Solução de escolha?
- Cristalóides
- Colóides
13 14
15 16
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5
17 18
FLUIDOTERAPIA: 
ABORDAGEM TERAPÊUTICA
• Cristalóides: 
 
 Vantagens:
- Mais baratos
- Suporte eletrolítico
- Hidratação
Desvantagens:
- microgotas
1 ml --------- 60 microgotas
30 ml -------- x microgotas
X= 30.60 = 1800 microgotas em 1 hora 
1 hora = 3600 segundos
1800/3600 = 0,5 gotas/segundo = 1 gota/2 segundos
46
47 48
05/09/2023
13
FLUIDOTERAPIA:
MONITORAÇÃO
• POR QUÊ É IMPORTANTE ESTAR ATENTO??
49
FLUIDOTERAPIA:
COMPLICAÇÕES
• Edema intersticial
* Hipoalbuminemia
• Edema pulmonar
• Efusão pleural
• HAS• Coagulopatia
• Hipernatremia
• Hipercloremia
• Hipocalemia 
* Glicose 5%
* Diurese pós-obstrutiva
50
FLUIDOTERAPIA:
MONITORAÇÃO
• Peso
• Exame físico:
Turgor cutâneo
Mucosas
TPC
FC
Pulso
• Exames complementares:
Hematócrito e PTN total
Pressão arterial
51
FLUIDOTERAPIA:
MONITORAÇÃO 
• Status eletrolítico:
- Manifestações clínicas:
Hipocalemia – ventroflexão cervical
Hipernatremia – alterações neurológicas
- Exames complementares:
Na+, K+
52

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