Prévia do material em texto
Pneumonias MV. Msc. Carina Rodrigues da Silva Doutoranda PPGCVS em cães e gatos Inflamação do parênquima pulmonar, podendo comprometer alvéolos, bronquíolos e, em casos graves, vias respiratórias adjacentes. • Nos pequenos animais é uma condição grave que exige diagnóstico e intervenção precoces. • É essencial diferenciá-la de outras doenças respiratórias, como bronquite crônica, colapso de traqueia e neoplasias pulmonares. Definição •Afeta a capacidade respiratória, podendo evoluir para insuficiência respiratória. •Requer diagnóstico rápido devido ao risco de sepse e complicações sistêmicas. Importância clínica Etiologias Viral Fúngica Parasitária Conteúdo gástrico Leite Fluidos (regurgitação, disfagia, vômitos) Doenças autoimunes Alergias graves Lesões de tórax com contaminação Edema pulmonar •Bacteriana: As mais comuns, geralmente secundárias a aspiração ou infecção sistêmica. Pneumonias infecciosas Agentes comuns • Escherichia coli • Klebsiella pneumoniae • Pasteurella spp. • Streptococcus spp. •Viral: em cães, o vírus da cinomose; em gatos FIV ou FeLV podem predispor •Fúngica Pneumonias infecciosas Agentes comuns • Cryptococcus spp. • Histoplasma capsulatum • Blastomyces dermatitidis •Parasitária Pneumonias infecciosas Agentes comuns • Toxoplasma gondii • Aelurostrongylus abstrusus (gatos) Fisiopatogenia 1 2 3 Sinais clínicos • • • • Sinais clínicos • • • • • • • Diagnóstico • • • Diagnóstico • • • • Causa Causa Consequência Consequência Tratamento * Pneumonia por aspiração: tratar causa de base! Terapia de Suporte • Oxigenoterapia para hipoxemia; • Nebulização e fisioterapia torácica para melhorar a limpeza mucociliar (tapotagem); • Suporte nutricional para evitar desnutrição. Tratamento Antibióticos – tratamento empírico • Doxiciclina: Primeira escolha devido à sua eficácia contra patógenos como Bordetella bronchiseptica e Mycoplasma spp. (cuidado esofagite em gatos) • Amoxicilina+Clavulanato: Alternativa para casos leves ou quando a doxiciclina não for apropriada. Pacientes graves, especialmente hospitalizados, podem necessitar de antibióticos intravenosos, como fluoroquinolonas ou cefalosporinas de terceira geração, baseados em culturas e sensibilidade. Tratamento Tratamento Paciente Antibiótico Filhote Estável (ambulatório) Azitromicina 5-10mg/kg/VO/SID ou Doxiciclina 5mg/kg/VO/BID Doente (internado) Ampicilina ou ampicilina+sulbactam 22-30 mg/kg/IV/QID ou TID e Enrofloxacina 10-15 mg/kg/IV ou VO/SID Ceftriaxona 30-50 mg/kg/IV cd 4-6h e Clindamicina 10 mg/kg/IV/VO/BID ou Azitromicina 5-10 mg/kg/IV ou VO/SID Cão adulto Estável (ambulatório) Azitromicina 5-10mg/kg/VO/SID, amoxicilina+clabulanato 12.5mg/kg/VO/TI ou BID ou Doxiciclina 5 mg/kg/VO/BID Doente (internado) Ampicilina ou ampicilina+sulbactam 22-30 mg/kg/IV/QID ou TID e Enrofloxacina 10-15 mg/kg/IV ou VO/SID Cloranfenicol 50 mg/kg/VO/SID Ceftriaxona 30-50 mg/kg/IV cd 4-6h e Clindamicina 10 mg/kg/IV/VO/BID Gato adulto Estável (ambulatório) Doxiciclina 5mg/kg/VO/BID Doente (internado) Ampicilina ou ampicilina+sulbactam 22-30 mg/kg/IV/QID ou TID e Enrofloxacina 5 mg/kg/IV/SID Ceftriaxona 30-50 mg/kg/IV cd 4-6h e Clindamicina 10 mg/kg/IV/VO/BID * Tempo de tratamento (não complicada): 5-10 dias Com diagnóstico precoce e manejo adequado, o prognóstico é favorável para a maioria dos cães e gatos. Casos complicados por condições subjacentes, como doenças imunossupressoras ou infecções multirresistentes, podem ter um desfecho mais reservado. Prognóstico OBRIGADA! Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32