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Sumário
Anamnese e exame físico
Prontuário e Prescrições
Interpretação de exames
Procedimentos
Suporte de vida
Obstetrícia
Pediatria
Cirurgia
Ambulatório
Dicas para se destacar
1. Ao abordar um paciente, cumprimente-o com um
aperto de mão e apresente-se pelo nome e função.
2. Converse com o paciente olhando nos olhos e
sempre peça licença antes de examiná-lo,
mantendo-o informado do que irá fazer.
3. Anote e chame o paciente e acompanhantes pelo
nome.
4. Construa uma relação de parceria com seu paciente
e mantenha-o sempre informado sobre o estado de
saúde e tratamento.
5. Seja empático com o paciente expressando que
compreende os sentimentos dele (frustração, raiva,
medo, ansiedade etc.).
6. Informe-se sobre os hobbies do paciente dentro e
fora do hospital (Ex.: livros, filmes e músicas que
vocês gostam em comum).
7. Estude sobre a doença e o tratamento de seus
pacientes.
8. Anote as pendências e os principais pontos do
tratamento do seu paciente e corra atrás deles
certificando-se que tudo será feito o mais rápido
possível.
9. Pondere a situação social do seu paciente ao tomar
suas condutas.
10. Não utilize celular na presença do paciente.
11. Ao apresentar o caso para colegas/professores na
presença do paciente, apresente-os a ele e
tranquilize-o informando que vão conversar usando
termos médicos e em seguida você explicará para
ele numa linguagem acessível.
12. Desenvolva uma postura exemplar e cuide de sua
autoimagem entre pacientes, colegas e amigos.
13. Jamais discuta com um colega em público. Em caso
de discordância, converse em particular com a
pessoa.
14. Busque feedbacks do seu trabalho e faça
periodicamente uma autorreflexão do que poderia
desempenhar de forma mais eficiente no seu
atendimento médico.
15. Inspire-se no que existe de melhor dentro e fora do
Brasil. Jamais veja com naturalidade exemplos de
descaso, maltrato e falta de assistência. Nossos
pacientes merecem o melhor. Quem se habitua ao
errado, fará eternamente errado.
 ANAMNESE E  EXAME
FÍSICO
Anamnese
1. Identificação: nome; idade; sexo; cor; estado civil;
profissão; naturalidade; residência; religião.
2. Queixa principal: motivo que trouxe o paciente ao
médico nas palavras dele; evitar escrever “rótulos
diagnósticos’’.
3. História da doença atual: começar com uma
pergunta aberta e depois focar para obter: início;
duração; frequência; fatores precipitantes; sintomas
associados; fatores de melhora e piora; episódios
prévios; progressão dos sintomas; situação no
momento atual.
4. História médica passada: antecedentes
fisiológicos: história obstétrica; gestação e
nascimento; desenvolvimento neuropsicomotor;
imunizações; desenvolvimento sexual; história
menstrual; métodos contraceptivos; história sexual
e hábitos fisiológicos. Investigar doenças
preexistentes do paciente, que existiam antes da
doença atual que motivou a consulta médica.
Antecedentes patológicos: doenças comuns da
infância e da vida adulta; alergias; cirurgias prévias;
traumatismos; transfusões sanguíneas; internações
hospitalares eletivas ou emergenciais.
5. Histórico familiar: doenças e mortalidade de pais,
irmãos e tios. Se falecidos: qual a causa da morte e
a idade? Questionar: enxaqueca, diabetes,
tuberculose, hipertensão, câncer, doenças
alérgicas, doença arterial coronariana, acidente
vascular cerebral, dislipidemias, úlceras pépticas e
varizes. Caráter hereditário ➡ Hemofilia, anemia
falciforme, rins policísticos. Doenças mentais;
sintomas em familiares também presentes na
queixa atual do paciente.
6. Histórico social: alimentação; habitação;
ocupação atual e anterior; atividades físicas;
condições socioeconômicas; condições culturais;
vida conjugal e familiar.
7. Medicações: nome, dose, frequência, duração,
motivo, assiduidade à prescrição e disponibilidade
para obtê-la.
8. Tabaco/Álcool/Drogas: tipo, quantidade,
frequência, duração, reações e tratamento.
9. Revisão dos Sistemas:
Geral: febre; astenia; alterações do peso;
sudorese; calafrios; cãibras.
Pele: alterações na pele, cabelo, unhas,
coceiras, dor, nódulos; rashes.
Crânio/Face: dor; alterações dos
movimentos; tumorações; pulsações
anormais.
Olhos: dor ocular e cefaleia; sensação de
corpo estranho; queimação ou ardência;
lacrimejamento; sensação de olho seco;
xantopsia, iantopsia, cloropsia; diminuição
ou perda da visão; diplopia; fotofobia;
nistagmo; escotomas; secreção;
alucinações visuais.
Ouvidos: dor; otorragia; acuidade auditiva;
zumbidos; vertigem.
Nariz e Cavidades paranasais: dor;
espirros; obstrução nasal; epistaxe;
dispneia; diminuição/aumento/alteração do
olfato; cacosmia; parosmia; alterações da
fonação.
Boca, garganta e pescoço: sialose;
halitose; dor; dor de garganta; disfagia;
tosse; pigarro; alterações da voz;
sangramento; inchaço.
Parede torácica: dor; alterações no
formato do tórax; dispneia.
Mamas: dor; nodulações; secreção
mamilar.
Traqueia, Brônquios, Pulmões e
Pleuras: dor; tosse; expectoração;
hemoptise; vômica; dispneia; chieira;
cornagem.
Diafragma e Mediastino: dor; soluço;
dispneia.
Coração e grandes vasos: dor;
palpitações; dispneia; tosse e
expectoração; chieira; hemoptise; desmaio;
alterações do sono; cianose; edema;
astenia.
Gastrointestinal: apetite; dor abdominal;
náusea; vômito; indigestão; disfagia;
icterícia; alterações nas fezes (frequência
aumentada/diminuída, consistência, cheiro,
coloração, sangramento, muco).
Genitália feminina: alterações
menstruais (frequência, duração, dor,
intensidade do sangramento); prurido;
fogacho; complicações em gestações
anteriores; abortos; menarca; data da
última menstruação; método contraceptivo;
Genitália masculina: dor no pênis; dor e
massas testiculares; hérnias.
Urinário: frequência; urgência urinária;
poliúria; disúria; hematúria; noctúria;
incontinência; cálculos renais; infecções.
Vascular: edema em pernas; claudicação;
varizes; tromboses; embolias.
Musculoesquelético: fraqueza muscular;
dor; inchaço nas articulações; limitação de
movimento; instabilidade; hiperemia;
artrite; gota.
Neurológico: perda de sensibilidade;
choques; tremores; fraqueza; paralisia;
desmaio; convulsões.
Hematológico: anemia; sangramentos;
petéquias; púrpuras; transfusões.
Endócrino: intolerância ao frio ou calor;
sudorese; poliúria; polidipsia; polifagia.
Psiquiátricos: alterações de humor;
ansiedade; depressão; tensão; alterações
na memória.
Exame Físico
1. Ectoscopia: Estado geral e nutricional
(bom/mau/regular). Orientação do paciente ao tempo
e espaço. Colaboração ao exame médico
(ativo/irresponsivo, colaborativo/não-colaborativo).
Padrão respiratório (com/sem sinais de desconforto
respiratório). Mucosas (palidez/corado;
hidratado/desidratado; cianótico/acianótico;
ictérico/anictérico). Fácies atípica/típica.
2. Sinais vitais: Pressão arterial; frequência cardíaca;
frequência respiratória; temperatura axilar; peso;
altura; índice de massa corporal (IMC).
3. Pele, mucosas e anexos: Coloração (cianose,
icterícia); distribuição de pelos; unhas; turgor; textura;
temperatura; umidade da pele (ressecamento,
oleosidade, sudorese).
4. Cabeça
Crânio: tamanho; presença de lesões e
cistos; características dos cabelos; pontos
dolorosos; tumorações.
Face: inspeção: alterações na coloração e
tumores; palpação: avaliar dor e sensitividade
bilateral.
Olhos: inspecionar os globos oculares,
córnea, esclerótica; tamanho pupilas e sua
reação a luz; inspecionar e palpar as
pálpebras; verificar a acuidade visual;
Fossas nasais: inspecionar a forma, o
tamanho e a presença de inflamações.
Ouvido: inspecionar externamente
(alteração de pele, massas e secreção);
palpar ouvido externo e mastoide avaliando
presença de dor; examinar canal auditivo e
membrana timpânica com otoscópio; avaliar
audição com testes de Rinne e Weber
(diapasão).
Boca: inspecionar mucosa, dentes, úvula,
amígdalas, língua (em cima, embaixo e
lateral). Obs.: inspecionaróculos escuros, barraca e filtro solar (fator
mínimo de proteção 15).
Monitorar aparecimento ou mudança no aspecto de
manchas, sinais ou lesões na pele, especialmente
áreas expostas ao sol.
Melanoma (ABCDE)
(A) Assimetria.
(B) Bordas irregulares.
(C) Cor (tons de preto escuro, múltiplas colorações).
(D) Diâmetro maior que 5mm.
(E) Evolução (mudanças rápidas de tamanho, forma e
cor).
Carcinoma basocelular
Lesão (ferida ou nódulo) com bordas peroladas, róseas ou
translúcidas que não cicatriza, podendo ulcerar e
sangrar.
Carcinoma espinocelular
Mancha vermelha descamativa e sangrante formando
uma ferida. Frequentemente oriunda de uma cicatriz
prévia.
Úlceras
Arterial: ponta dos dedos dos pés. Paciente com
doença arterial periférica (pele sem pelos,
descamada e com ausência de pulsos).
Venosa: região do maléolo medial. Paciente com
insuficiência venosa (pernas edemaciadas,
endurecidas e com hiperpigmentação). Prevenção:
meias compressivas, elevação das pernas, e
diuréticos.
Diabética: planta dos pés. Paciente diabético, com
neuropatia periférica, perde a sensibilidade a
pequenos tramas nos pés. Prevenção: controle
glicêmico, inspeção constante dos pés, calcados
apropriados para diabéticos.
Por pressão: pontos de pele com proeminência
óssea que sofrem pressão prolongada, levando a
isquemia/necrose tecidual (paciente acamado,
cadeirante, maus tratos). Região sacral, trocanter.
Prevenção: mudança de decúbito a cada 2 horas.
Regiões de Incidência das Úlceras por Pressão:
Princípios gerais para cuidados das feridas:
Debridamento do tecido desvitalizado.
Antibioticoterapia (caso infectado).
Manter a ferida limpa.
Table of Contents
Capa
Autores
Aviso
Sumário
Dicas para se destacar
Anamnese e exame físico
Anamnese
Exame Físico
Pontos de Ausculta
Alterações Semiológicas
Valores de normalidade dos
sinais vitais
Prontuário e Prescrições
Prontuário SOAP
Roteiro de prescrição médica
Ordem dos itens listados na
prescrição médica hospitalar:
Como prescrever
medicamentos
FASTHUG - Paciente na UTI
Antimicrobianos
Anti-hipertensivos
Antiácidos
Antieméticos
Anti-histamínicos
Analgésicos
Tipos de receita médica
Declaração de óbito
Exemplo preenchido
Principais abreviaturas
Interpretação de exames
Eletrocardiograma
Padrões eletrocardiográficos
Infarto agudo do miocárdio
Gasometria
“ABCDE” Radiografia de tórax
Sumário de urina
Nitrito
Proteinúria
Glicose
Microscopia
Exames laboratoriais
Sangue:
Urina:
Função tireoidiana:
Procedimentos
Acesso venoso periférico
Veias utilizadas para coleta no
membro superior
Técnica
Acesso Venoso Central
Técnica
Drenagem torácica
Técnica
IOT Assistida por drogas
Técnica dos ”7Ps”
Cricotireoidostomia por punção
Técnica
Cricotireoidostomia cirúrgica
Técnica
Suporte de vida
Suporte básico de vida
Suporte avançado de vida
RCP
Desfibrilação
Medicamentos (IV/IO)
Via aérea avançada
Retorno de circulação
espontânea (RCE)
Causas reversíveis
Obstetrícia
Cálculo idade gestacional (IG)
Data provável do parto (DPP)
Hipertensão na gestação
Exames no pré-natal
Resultados e condutas
Aleitamento
Partograma
Exemplo de partograma:
Cardiotocografia (CTG)
Pediatria
APGAR
Desenvolvimento
neuropsicomotor
0 - 12 meses
12 -36 meses
Cálculo da venóclise
Principais soluções
Principais aditivos
Soluções isotônicas
Bomba de infusão
Calendário vacinal brasileiro
Nascimento
2 meses
3 meses
5 meses
6 meses
9 meses
12 meses
15 meses
4 anos
Cirurgia
Classificação de ASA
Mallampati
Exames pré-operatórios
Anestésicos locais
Fatores de risco para infecção
cirúrgica
Febre pós-operatória
Mesa cirúrgica
Escala de Glasgow
Ocular (1-4)
Verbal (1-5)
Motora (1-6)
Reflexo Pupilar
Politrauma
Atendimento ao queimado
Classificação
Ambulatório
Hipertensão
Diagnóstico:
Classificação
Fatores de risco
cardiovascular:
Exames de rotina:
Metas:
Recomendações:
Diabetes Mellitus
Sintomas:
Indicação de rastreamento:
Exames:
Glicemia pós-prandial com
120 minutos (usar 75g de
glicose):
HbA1c* (hemoglobila
glicada):
Conduta terapêutica inicial:
Conduta ambulatorial
Alvo terapêutico:
Monitorar:
Anemia
Hiperbilirrubinemia
Câncer de pele
Melanoma (ABCDE)
Carcinoma basocelular
Carcinoma espinocelular
Úlceras
Regiões de Incidência das
Úlceras por Pressão:
	Capa
	Autores
	Aviso
	Sumário
	Dicas para se destacar
	Anamnese e exame físico
	Anamnese
	Exame Físico
	Pontos de Ausculta
	Alterações Semiológicas
	Valores de normalidade dos sinais vitais
	Prontuário e Prescrições
	Prontuário SOAP
	Roteiro de prescrição médica
	Ordem dos itens listados na prescrição médica hospitalar:
	Como prescrever medicamentos
	FASTHUG - Paciente na UTI
	Antimicrobianos
	Anti-hipertensivos
	Antiácidos
	Antieméticos
	Anti-histamínicos
	Analgésicos
	Tipos de receita médica
	Declaração de óbito
	Exemplo preenchido
	Principais abreviaturas
	Interpretação de exames
	Eletrocardiograma
	Padrões eletrocardiográficos
	Infarto agudo do miocárdio
	Gasometria
	“ABCDE” Radiografia de tórax
	Sumário de urina
	Nitrito
	Proteinúria
	Glicose
	Microscopia
	Exames laboratoriais
	Sangue:
	Urina:
	Função tireoidiana:
	Procedimentos
	Acesso venoso periférico
	Veias utilizadas para coleta no membro superior
	Técnica
	Acesso Venoso Central
	Técnica
	Drenagem torácica
	Técnica
	IOT Assistida por drogas
	Técnica dos ”7Ps”
	Cricotireoidostomia por punção
	Técnica
	Cricotireoidostomia cirúrgica
	Técnica
	Suporte de vida
	Suporte básico de vida
	Suporte avançado de vida
	RCP
	Desfibrilação
	Medicamentos (IV/IO)
	Via aérea avançada
	Retorno de circulação espontânea (RCE)
	Causas reversíveis
	Obstetrícia
	Cálculo idade gestacional (IG)
	Data provável do parto (DPP)
	Hipertensão na gestação
	Exames no pré-natal
	Resultados e condutas
	Aleitamento
	Partograma
	Exemplo de partograma:
	Cardiotocografia (CTG)
	Pediatria
	APGAR
	Desenvolvimento neuropsicomotor
	0 - 12 meses
	12 -36 meses
	Cálculo da venóclise
	Principais soluções
	Principais aditivos
	Soluções isotônicas
	Bomba de infusão
	Calendário vacinal brasileiro
	Nascimento
	2 meses
	3 meses
	5 meses
	6 meses
	9 meses
	12 meses
	15 meses
	4 anos
	Cirurgia
	Classificação de ASA
	Mallampati
	Exames pré-operatórios
	Anestésicos locais
	Fatores de risco para infecção cirúrgica
	Febre pós-operatória
	Mesa cirúrgica
	Escala de Glasgow
	Ocular (1-4)
	Verbal (1-5)
	Motora (1-6)
	Reflexo Pupilar
	Politrauma
	Atendimento ao queimado
	Classificação
	Ambulatório
	Hipertensão
	Diagnóstico:
	Classificação
	Fatores de risco cardiovascular:
	Exames de rotina:
	Metas:
	Recomendações:
	Diabetes Mellitus
	Sintomas:
	Indicação de rastreamento:
	Exames:
	Glicemia pós-prandial com 120 minutos (usar 75g de glicose):
	HbA1c* (hemoglobila glicada):
	Conduta terapêutica inicial:
	Conduta ambulatorial
	Alvo terapêutico:
	Monitorar:
	Anemia
	Hiperbilirrubinemia
	Câncer de pele
	Melanoma (ABCDE)
	Carcinoma basocelular
	Carcinoma espinocelular
	Úlceras
	Regiões de Incidência das Úlceras por Pressão:com luz, solicitando
para abrir a boca, colocar a língua pra fora,
falar “ahhh” e elevar a língua.
5. Pescoço
Inspeção: desvios de traqueia; contratura
muscular.
Palpação: glândula tireoide (consistência e
nodulações); linfonodos.
6. Cardiovascular
Manifestações comuns das doenças
cardiovasculares: dispneia; fadiga;
precordialgia; palpitações; desmaio; edema;
cianose. Importante avaliar: sinais vitais;
nível de consciência; perfusão periférica;
coloração das extremidades; estase de
jugular; edema; ascite.
Inspeção/palpação: localizar Ictus cordis
(normal: 5º Espaço intercostal esquerdo na
linha médio-clavicular. Cardiomegalias:
deslocado para baixo e para esquerda
próximo à linha axilar). Buscar frêmitos,
pulsações epigástrica, supraesternal e
jugular. Palpar pulsos.Obs.: pulso parvus
tardus: baixa amplitude (estenose de valva
aórtica); pulso em martelo d’água: grande
amplitude (insuficiência de valva aórtica).
Ausculta
Foco aórtico: 2º EIC direito na linha
paraesternal direita.
Foco pulmonar: 2º EIC esquerdo na
linha paraesternal esquerda.
Foco tricúspide: 4º ou 5º EIC
esquerdo na linha paraesternal
esquerda.
Foco mitral: 5º EIC esquerdo na
linha hemiclavicular esquerda.
Bulhas cardíacas
B1: fechamento das valvas tricúspides e
mitral (“TUM’’).
B2: fechamento das valvas pulmonar e
aórtica (“TA’’).
B3: início da diástole; som auscultado
imediatamente depois de B2.
B4: final da diástole; som de ‘’galope’’
auscultado imediatamente antes de B1.
B1
Tum
B2
Ta
B1
Tum
B2
Ta
B1
Tum
B2 B3
Ta Tu
B1
Tum
B2 B3
Ta Tu
B4 B1
Tu Tum
B2
Ta
B4 B1
Tu Tum
B2
Ta
Sopros
Sistólico: estenose aórtica ou insuficiência
mitral/tricúspide.
Diastólico: insuficiência aórtica ou
estenose mitral/tricúspide.
Radiação do sopro
Axila: insuficiência de valva mitral.
Carótida: estenose de valva aórtica.
7. Respiratório
Inspeção: comparar ambos os lados do tórax
analisando a forma (tórax em tonel, funil,
peito de pombo (pectus carinatum) e
cifoescoliose torácica), tiragem intercostal e
respiração paradoxal; determinar frequência
e ritmo respiratório.
Palpação: traqueia: massas e desvios; tórax:
amplitude dos movimentos.
Percussão: som claro
pulmonar/maciço/timpânico.
Ausculta: ruídos respiratórios: murmúrio
vesicular (bem distribuído/reduzido em algum
segmento); ruídos adventícios: roncos, sibilos,
cornagem, atrito pleural e sons crepitantes.
Pontos de Ausculta
Alterações Semiológicas
  Murmúrio Frêmito Percussão Desvio de traqueia
Derrame pleural ⬇ ⬇ Maciço
Para longe (se
grande)
Atelectasia ⬇ ⬇ Maciço Para perto
Pneumotórax simples ⬇ ⬇ Hipertimpânico -
Pneumotórax
hipertensivo
⬇ ⬇ Hipertimpânico Para longe
Consolidação ⬇ ⬇ Maciço -
8. Abdominal
Inspeção: forma (plano/globoso), cicatrizes,
circulação colateral, estrias, varizes,
pulsação, abaulamentos e hematomas (Gray-
Turner: flancos; Cullen: periumbilical).
Ausculta: ruídos hidroaéreos
(presente/ausente/aumentado); sopros em
focos arteriais (artéria aorta e renal).
Percussão: timpânico/submaciço/maciço;
delimitação da macicez hepática.
Palpação: indolor/doloroso à palpação
superficial e profunda; presença/ausência de
visceromegalias; presença/ausência de
massas palpáveis; espaço de Traube livre
(baço); ascite (sinal do piparote
positivo/negativo); fígado (tamanho,
superfície (lisa/irregular), borda
(fina/cortante/romba) consistência
(mole/endurecida). Obs.: inicie a palpação
pelo ponto mais distante da dor referida pelo
paciente.
Manobras e sinais
Murphy: tosse ou inspiração
profunda durante palpação do
quadrante superior direito ➡ Dor e
interrupção da inspiração
(colecistite).
Blumberg: palpação do quadrante
inferior direito no ponto de McBurney
➡ Dor durante a descompressão
(apendicite).
Rovsing: palpação do quadrante
inferior esquerdo ➡ Dor referida em
quadrante inferior direito
(apendicite).
Obturador: rotação interna da perna
direita com o joelho flexionado. ➡ Dor
referida em quadrante inferior direito
(apendicite).
Giordano: punho percussão lombar
➡ dor (pielonefrite).
Regiões do abdome:
1. Hipocôndrio esquerdo.
2. Flanco direito.
3. Mesogástrio.
4. Flanco esquerdo.
5. Fossa ilíaca direita.
6. Hipogástrio.
7. Fossa ilíaca esquerda.
8. Hipogástrio.
9. Fossa ilíaca esquerda.
10. Geniturinário
Genitália masculina
Inspeção: rash, úlcera, cicatriz,
nódulo, induração, descarga, massa
escrotal, hérnias, varicocele.
Palpação: bolsa escrotal (avaliar os
testículos, tumorações, herniações e
dor) e pênis (descarga uretral e
avaliação de fimose).
Genitália feminina
Inspeção: genitália externa, mucosa
vaginal e cérvix; inspecionar
presença de inflamação, descarga,
sangramento, vesículas, úlceras,
secreções, nódulos e massas.
Exame especular: colo uterino.
Mamas: inspeção de alterações de
pele, simetria, edemas, massas,
descargas pilares. Palpar gânglios
supra e infraclaviculares.
11. Reto e ânus
Inspeção: integridade da pele, edema,
ulcerações, hemorroidas, abcessos, fissuras e
prolapsos.
Palpação: analisar o tônus do esfíncter,
consistência da próstata, massas, presença
de sangue nas fezes.
12. Músculo esquelético
Inspeção: simetria da coluna, pélvis, MMSS,
MMII (comparar os 2 lados). Exame da
marcha. Avaliar articulações (cor, edema e
mobilidade).
Palpação: força muscular.
Buscar por: atrofia muscular, fraqueza,
redução da amplitude de movimento das
articulações, instabilidade, hiperemia, edema,
desvio de coluna (cifose, lordose e escoliose)
e alterações de marcha.
13. Vascular
Inspeção: edema (inchaço), empastamento
(enrijecimento), varizes, turgência de jugular,
ausência de pelos, hipercromias, dermatite
ocre, palidez, cianose.
Ausculta: sopros carotídeos e abdominal.
Palpação: massa abdominal pulsátil
(aneurisma de aorta) e pulsos (normal
(+++/3); diminuído (+/3); hiperpulsátil
(++++/3). Pulso central: carotídeo; pulsos
periféricos: MMSS: axilar, braquial, radial e
ulnar; MMII: femoral, poplíteo, tibial posterior
e pedioso.
14. Sistema neurológico
Status mental
Concentração: “soletre ‘MUNDO’ ao
contrário”
Orientação: “qual seu nome? Que
cidade estamos? Que dia é hoje?”
Memória recente: “repita comigo:
vaso, carro e tijolo”. Prossiga com a
consulta por 1 min e averigue se o
paciente ainda lembra o nome dos 3
objetos.
Memória pregressa: “Qual o nome
dos últimos 3 presidentes do Brasil?”
Julgamento: “se essa sala estivesse
pegando fogo, o que você faria?”
Nervos cranianos
I (olfato): identificar aroma em
tubos de ensaio (café, cravo, etc.).
II (visão): avaliar 4 campos visuais
(sup. e inf. direito; sup. e inf.
esquerdo).
III, IV, VI (movimento dos olhos):
pedir para seguir seu dedo com os
olhos. Começar do centro e mover
para a direita em cima e em baixo,
depois esquerda em cima e em baixo
(formando um “H”).
V (sensação facial e mastigação):
tocar bilateralmente a testa, a maxila
e mandíbula perguntando para o
paciente se sente igualmente no lado
esquerdo e direito.
VII (expressão facial): pedir o
paciente pra sorrir, elevar
sobrancelhas e fechar os olhos.
VIII (audição): testar capacidade do
paciente de ouvir você esfregando
seus dedos perto do ouvido dele;
teste de Rinne e Weber (diapasão);
IX, X (deglutição): pedir para
engolir a saliva.
XI (nervo acessório): colocar a
mão no ombro do paciente
exercendo força para baixo e pedir
para ele elevar os ombros.
XII (hipoglosso): pedir para colocar
a língua fora da boca.
Motricidade
Movimentos passivos: feitos por
você no paciente; movimentos
ativos: feitos pelo paciente. Flexão e
extensão dos MMSS (ombros,
cotovelos, punhos) e MMII (joelho,
calcanhar).
Mão: peça para afastar os dedos e
fechar o polegar.
Graduação da força: (0) ausência
de contração; (1) contração sem
movimento; (2) movimenta contra a
gravidade; (3) movimenta contra a
resistência do examinador com 1
dedo; (4) movimenta contra a
resistência do examinador com 2
dedos; (5) força muscular intacta.Reflexos osteotendinosos
Testar: bicipital (C5-C6); braquiorradial (C5-
C6-C7); tricipital (C7-C8); patelar (L3-L4);
aquileu (S1-S2). Classificação utilizada:
0: abolido;
1: hipoativo;
2: normal;
3: hiper-reflexia;
4: hiperreflexia com clônus.
Sensitividade
Dolorosa (alfinete), tátil (algodão), térmica
(algodão molhado no éter ou no álcool; tubo
de ensaio quente e frio), vibratória (diapasão)
e proprioceptiva.
Cerebelo (equilíbrio e coordenação)
Avaliar a marcha; teste dedo-nariz
(movimentos alternados lentos/rápidos com
olhos abertos/fechados);
Coluna dorsal
Teste de Romberg (avaliar equilíbrio do
paciente em pé com pernas unidas,
braços/mãos juntos ao corpo e olhos
fechados).
Propriocepção (posição articular)
Mostrar ao paciente a posição do dedo
polegar do pé voltado para cima e para baixo;
pedir para fechar os olhos; movimentar o
dedo para cima e para baixo aleatoriamente;
perguntar qual o posicionamento do dedo.
Sinais de irritação meníngea
Rigidez de pescoço;
Kernig: paciente em decúbito dorsal
com quadril e joelho flexionado;
realizar manobra de extensão do
joelho ➡ dor referida em porção
posterior da coxa.
Brudzinski: paciente em decúbito
dorsal; realizar flexão do pescoço ➡
flexão involuntária do quadril e
joelhos.
15. Linfonodos:
  Normal Infecção Maligno
Consistência Macio Macio
Duro ou
emborrachado
Doloroso a palpação Não Sim Não
Tamanho 1cm > 2cm
Mobilidade Móvel Móvel/fixo Fixo
Localização Localizado
Região
inflamada
Generalizado ou
supraclavicular
Valores de normalidade dos sinais vitais
Frequência cardíaca
Bebês 100-170
Crianças de 2 a 10 anos 70-120
Crianças > 10 anos e adultos 60-100
Frequência respiratória
0 anos 30-40
1-2 anos 25-30
2-8 anos 20-25
8-12 anos 18-20
Adultos 14-18
 PRONTUÁRIO E
PRESCRIÇÕES
Prontuário SOAP
(S) Subjetivo: queixas e outras informações fornecidas
pelos pacientes, parentes ou acompanhantes.
(O) Objetivo: exame físico e os achados de exames
complementares.
(A) Avaliação: conclusões sobre a situação do paciente,
os pensamentos relativos ao diagnóstico e a resposta ao
tratamento, tomando por base os achados subjetivos e
objetivos.
(P) Planos: exames a serem solicitados visando o
diagnóstico, as razões para inclusão, modificação de doses
ou retirada de itens da terapêutica e as informações
prestadas aos pacientes e familiares visando orientação e
educação.
Roteiro de prescrição médica
Ordem dos itens listados na prescrição médica hospitalar:
16. Dieta
17. Hidratação (soro)
18. Medicações endovenosas
19. Medicações orais
20. Cuidados gerais
21. Observações específicas
Para lembrar: “como eu DEVO prescrever?”
(D) Dieta
(E) Endovenosos
(V) Via oral
(O) Outros cuidados e observações
Como prescrever medicamentos
D D VI - Droga, Dose, Via de administração e Intervalo.
Ex.: Dipirona, 500mg, VO, 6/6h.
FASTHUG - Paciente na UTI
(F) “Feeding” (alimentação);
(A) Analgesia;
(S) Sedação;
(T) Trombose (profilaxia de trombose venosa);
(H) “Head elevated” (manter repouso com decúbito
elevado);
(U) Úlcera (profilaxia de úlcera de estresse);
(G) “Glucose control” (controlar hiper/hipoglicemia).
Precauções de Isolamento
Aerossóis
• Lavagem das mãos
• Quarto privativo
• Máscara N95 para
profissionais de saúde
• Máscara convencional para
paciente durante transportes
Varicela, Zóster
disseminado*
Exantema
vesicular
Rubéola,
Sarampo
Exantema
maculopapular
com febre e
coriza
Tuberculose
Tosse, febre,
infiltrado
pulmonar em
paciente com
HIV
SARS, ou gripe
aviaria
Febre
Mialgia
Anosmia
Disgeusia
COVID-19
Febre
Mialgia
Anosmia
Disgeusia
Precauções de Isolamento
Gotículas
• Lavagem das mãos
• Quarto privativo
• Uso de máscaras
convencionais (profissional de
saúde e paciente em
transporte)
Doença
meningocócica
Meningite,
exantema com
petéquias e
febre.
Coqueluche
Tosse
persistente
paroxística ou
severa
Contato
• Lavagem das mãos
• Uso de luva e avental
• Quarto privativo ou
distanciamento de leitos de
pelo menos 1 metro
• Equipamentos de avaliação
clínica (termômetro,
estetoscópio, etc.) de uso
exclusivo do paciente e
higienizados após o uso.
* Varicela, Zóster requer dois
tipos de isolamento.
** Clostridium difficille requer
lavagem das mãos com água
e sabão.
Vírus /
bactérias
entéricas
Diarreia
infecciosa
aguda em
pacientes
incontinentes
ou usando
fralda
Clostridium
difficille**
Diarreia de
adulto com
história de uso
recente de
antibiótico
Varicela, Zóster
disseminado*
Exantema
vesicular
Vírus Sincicial
Respiratório ou
Parainfluenza
Infecção
respiratória em
lactentes e
crianças jovens
Bactéria
multirresistente
Colonização/
infecção por
bactéria
multirresistente
• Abscessos ou
feridas com
drenagem
Antimicrobianos
Medicamento Apresentação Posologia
Amoxicilina
Caps
VO
500mg 500mg de 8/8h
Medicamento Apresentação Posologia
Penicilina G
Benzatina
Framp
IM
600.000 /
1.200.000
1.200.000UI dose única (Streptococcus
grupo A); 2.400.000UI dose única (sífilis
primária)
Moxifloxacino
Comp
VO
400mg 400mg 1x/dia
Moxifloxacino
Sol
EV
400mg /
250mL
400mg 1x/dia
Levofloxacino
Comp
VO
500mg /
750mg
500 a 750mg 1x/dia
Ciprofloxacino
Comp
VO
500mg
250 a 500mg de12/12h (ITR); 250mg
1x/dia ou de 12/12h (ITU não complicada);
250 a 500mg de 12/12h (ITU complicada)
Teicoplanina
Framp
EV
200mg /
400mg
Ataque de 1200mg de 12/12h +
manutenção de 400mg 1x/dia
Gentamicina
Amp
EV
80mg 3mg/kg/dia divididas em 3 tomadas
Amicacina
Amp
EV
100mg /
500mg
15mg/kg 1x/dia ou 7,5mg/kg de
12/12h ou 5mg/kg de 8/8h
Linezolida
Sol
EV
600mg /
300mL
600mg de 12/12h
Piperacilina +
Tazobactam
Amp
EV
2,25g / 4,5g 4,5g de 8/8h ou de 6/6h
Ceftriaxona
Fr
amp
EV
1g 1g de 12/12h
Cefepima
Fr
amp
EV
1g / 2g
1g de 12/12h (infecções leves a
moderadas); 2g de 12/12h (infecções
graves)
Ceftazidima
Fr
amp
EV
1g 1 a 2g de 12/12h ou de8/8h
Ampicilina
Caps
VO
500mg 500mg de 6/6h
Medicamento Apresentação Posologia
Oxacilina
Fr
amp
EV
500mg
250 a 500mg de6/6 ou de 4/4h (infecções
leves); 1g de6/6 ou de 4/4h (infecções
graves)
Meropenem
Fr
amp
EV
500mg /1g
500mg a 1g de 8/8h; 2g de 8/8h
(meningite/fibrose cística)
Azitromicina
Comp
VO
500mg 500mg 1x/dia
Azitromicina
Fr
amp
EV
500mg 500mg 1x/dia
Eritromicina
Comp
VO
500mg 500mg de 12/12h
Metronidazol
Comp
VO
250mg /
400mg
250mg de 8/8h (giardíase); 500mg de 6/6h
(amebíase); 400mgde 8/8h (anaeróbios)
Metronidazol
Sol
EV
500mg /
100mL
500mg de 8/8h
Daptomicina
Fr
amp
EV
500mg 4 a 6mg/kg de peso 1x/dia
Cefalotina
Fr
amp
EV
1g 2g de 6/6h
Cefazolina
Fr
amp
EV
1g 1g de 12/12h
Cefalexina
Caps
VO
500mg 500mg de 12/12h
Ceftarolina
Fr
amp
EV
600mg 600mg de 12/12h
Vancomicina
Fr
amp
EV
500mg 500mg de 6/6h
Medicamento Apresentação Posologia
Ampicilina
+Sulbactam
Fr
amp
EV
1,5g / 3g 1,5 a 3gde 8/8h ou de 6/6h
Amoxicilina+
Clavulanato
Comp
VO
625mg / 1g 625mg de 8/8h ou 1g de 12/12h
Penicilina V
Comp
VO
500.000 UI 500.000UI de8/8h ou de6/6h
Penicilina
Cristalina
Fr
amp
EV
1.000.000 /
5.000.000UI
Varia de acordo com a infecção
Penicilina G
Procaína
Fr
amp
EV
400.000UI 600.000 a 1.200.000UI por dia
Anti-hipertensivos
Medicamento Apresentação Posologia
Losartana
Comp
VO
50 / 100mg 50 a 100mg 1x/dia
Valsartana
Comp
VO
80 / 160 / 320mg 80 a 320mg 1x/dia
Olmesartana
Comp
VO
20 / 40mg 20 a 40mg 1x/dia
Captopril
Comp
VO
12,5 / 25 / 50mg 25 a 50mgde 12/12h
Enalapril
Comp
VO
5 / 10 / 20mg 10 a 20mg 1x/dia
Ramipril
Comp
VO
2,5 / 5mg 2,5 a 5mg 1x/dia
Espironolactona
Comp
VO
25 / 50mg
25 a 50mg 1x/dia ou de
12/12h
Furosemida
Comp
VO
40mg
20 a 40mg 1x/dia ou de
12/12h
Hidroclorotiazida
Comp
VO
25 / 50mg
25 a 50mg 1x/dia ou de
12/12h
Medicamento Apresentação Posologia
Indapamida
Comp
VO
1,5 / 2,5mg 1,5 a 2,5mg 1x/dia
Clortalidona
Comp
VO
12,5 / 25 / 50mg 12,5 a 50mg 1x/dia
Metoprolol
Comp
VO
25 / 50 / 100mg25 a 200mg 1x/dia
Carvedilol
Comp
VO
3,125 / 6,25 /
12,5mg
12,5 a 25mg 1x/dia ou de
12/12h
Bisoprolol
Comp
VO
1,25 / 2,5 / 5 /
10mg
5 a 10mg 1x/dia
Nebivolol
Comp
VO
5mg 5mg 1x/dia
Pindolol
Comp
VO
5 / 10mg
5 a 10mg de 12/12h ou de
8/8h
Clonidina
Comp
VO
100 / 150 /
200mcg
100 a 200mcg de 12/12h ou
de 8/8h
Isossorbida
Comp
VO
10 / 20 / 40mg
10 a 40mgde 12/12h ou
de8/8h
Hidralazina
Comp
VO
25 / 50mg 25 a 50mgde 12/12h
Anlodipino
Comp
VO
5 / 10mg 5 a 10mg 1x/dia
Nifedipino
Caps
VO
10 / 20mg 10 a 20mgde 8/8h
Metildopa
Comp
VO
250 / 500mg
250 a 500mg de 12/12h ou de
8/8h
Antiácidos
Medicamento Apresentação Posologia
Hidróxido de Mg Susp VO 85,5mg/mL 5 a 15mL (até 45mL / dia)
Hidróxido de Al Susp VO 61,5mg/mL 10 a 20mL de 4/4h ou de 2/2h
Ranitidina Comp VO 150 / 300mg 150 a 300mg de12/12h
Omeprazol Caps VO 20 / 40mg 20 a 40mg 1x/dia
Medicamento Apresentação Posologia
Pantoprazol Comp VO 20 / 40mg 20 a 40mg 1x/dia
Esomeprazol Comp VO 20 / 40mg 20 a 40mg 1x/dia
Antieméticos
Medicamento Apresentação Posologia
Metoclopramida Comp VO 10mg 10mg de 8/8h
Bromoprida Comp VO 10mg 10mg de 8/8h
Dimenidrinato Comp VO 100mg 100mg de 8/8h a 6/6h
Ondansetrona Comp VO 4 / 8mg 4 a 8mg de 8/8h
Anti-histamínicos
Medicamento Apresentação Posologia
Prometazina
Comp
VO
25mg 25mg de 12/12h, 8/8h ou 6/6h
Fexofenadina
Comp
VO
60 / 120 /
180mg
60mg de 12/12h; 120 a 180mg
1x/dia
Dexclorfeniramina
Comp
VO
2mg 2mg de 8/8h ou de 6/6h
Ebastina
Comp
VO
10mg 10 a 20mg 1x/dia
Analgésicos
Medicamento Apresentação Posologia
Dipirona Comp VO 500mg / 1g 500 a 1000mga cada 4/6h
Paracetamol Comp VO 500mg / 750mg 500 a 1000mga cada 4/6h
Diclofenaco Comp VO 50mg 50 a 100mg a cada 6/8h
Nimesulida Comp VO 100mg 50 a 100mg a cada 12h
Codeína Comp VO 30mg 15 a 60 mg a cada 4/6h
Tramadol Comp VO 50/100mg 50 a 100mg a cada 4/6h
Tipos de receita médica
Amarela (A1, A2 e A3): medicamentos opioides e
anfetaminas. Impressas e fornecidas ao médico pela
vigilância sanitária.
Azul (B1 e B2): medicamentos psicotrópicos. Drogas
inibidoras do apetite, sedativos diazepínicos e
barbitúricos.
Branca (C1, C2, C3, C4, C5): medicamentos
antibióticos, anticonvulsivantes não barbitúricos e não
sedativos, antidepressivos, antipsicóticos,
antiparkinsonianos.
Programa farmácia popular: alguns medicamentos
para hipertensão, diabetes, asma, anticoncepção,
osteoporose e Parkinson. Disponíveis gratuitamente
ou com copagamento nas farmácias conveniadas à
rede do Programa Saúde Não tem Preço.
Declaração de óbito
Parte I: o médico deve declarar a causa básica do
óbito em último lugar (parte I - linha d),
estabelecendo uma sequência, de baixo para cima,
até a causa terminal ou imediata (parte I - linha a);
Parte II: declarar outras condições mórbidas
preexistentes e sem relação direta com a morte (que
não entraram na sequência causal declarada na parte
I);
Obs.: causa básica da morte e a doença ou lesão que
iniciou a cadeia de acontecimentos patológicos que
conduziram diretamente à morte, ou as circunstâncias
do acidente ou violência que produziram a lesão fatal;
Anote apenas um diagnóstico por linha;
Ao lado de cada causa, preencha a duração de tempo
aproximado da doença (do diagnóstico até a morte).
Exemplo preenchido
Principais abreviaturas
ABD: abdome
ACM: a critério médico
BEG: bom estado geral
BPM: batimentos por minuto
BRNF em 2T: bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos
Bx: biópsia
CA: câncer
CCIH: comissão de controle de infecção hospitalar
CD: conduta
DEA: desfibrilador externo automático
CH: concentrado de hemácias
DIH: dia de internação hospitalar
DM: diabetes mellitus
DUM: data da última menstruação
DPOC: doença pulmonar obstrutiva crônica
EF: exame físico
FAB: ferimento por arma branca
FAF: ferimento por arma de fogo
FAV: fístula arteriovenosa
FC: frequência cardíaca
FCC: ferimento corto-contuso
FR: frequência respiratória
Fx: fratura
GI: gastrointestinal
HAS: hipertensão arterial sistêmica
HD: hipótese diagnóstica
HDA: hemorragia digestiva alta
HDB: hemorragia digestiva baixa
HMC: hemocultura
IAM: infarto agudo do miocárdio
ID: intradérmica
IG: idade gestacional
IM: intramuscular
IN: intranasal
IOT: intubação orotraqueal
LCR: líquido cefalorraquidiano
LOTE: lúcido, orientado no tempo e espaço
MMSS: membros superiores
MMII: membros inferiores
MSD: membro superior direito
MVBD: murmúrio vesicular bem distribuído
NBZ: nebulização
NDN: nada digno de nota
NPT: nutrição parenteral total R
NM: ressonância magnética
PA: pressão arterial
PA: panículo adiposo
PAF: perfuração por arma de fogo
PAM: pressão arterial média
PCR: parada cardiorrespiratória
PCR: proteína C Reativa
PEG: péssimo estado geral
PIC: pressão intracraniana
PS: pronto-socorro
PO: pós-operatório
POI: pós-operatório imediato
POT: pós-operatório tardio
PVC: pressão venosa central
RA: ruídos adventícios
RCP: ressuscitação cardiopulmonar
RHA: ruídos hidroaéreos
RX: radiografia
SC: subcutânea
SF: solução fisiológica
SG: solução glicosada
SIC: segundo informações coletadas
SL: sublingual
SNC: sistema nervoso central
SNE: sonda nasoenteral
SNG: sonda nasogástrica
SSVV: sinais vitais
SO: sala operatória
SVA: sonda vesical de alívio
SVD: sonda vesical de demora
Tbg: tabagista
TC: tomografia computadorizada
TCE: traumatismo cranioencefálico
TEP: tromboembolismo pulmonar
TVP: trombose venosa profunda
TQM: traqueostomia
Tx: transplante
TTRN: taquipneia transitória do recém nascido
VAS: vias aéreas superiores
VE: ventilação espontânea
VMG: visceromegalia
VO: via oral
VR: via retal
INTERPRETAÇÃO DE
EXAMES
Eletrocardiograma
1. Frequência (analisar DII longo)
1500 ÷ Nº de milímetros entre dois QRS.
2. Ritmo
Onda P positiva precedendo QRS em D1, D2 e AVF?
Sim ➡ Sinusal
3. Onda P (despolarização atrial)
Analisar V1 e DII;
Largura 5mm;
BAV 2º grau mobitz 1: alargamento gradual de PR até ciclo
sem QRS;
BAV 2º grau – mobitz 2: ausência de alargamento gradual
com presença alguns ciclos sem QRS;
BAV 3º grau ou total: dissociação entre onda P e complexo
QRS (onda P entrando e saindo do QRS).
5. QRS (despolarização ventricular)
Eixo (aplicar rosa dos ventos)
1º passo: D1 no ECG é positivo ou negativo?
2º passo: AVF no ECG é positivo ou negativo?
3º passo: qual a derivação (periféricas) isodifásica.
Onda Q patológica (zona eletricamente inativa)
Critério: largura > 1mm ou > 1/3 do QRS *em 2
derivações contíguas.
Bloqueio de ramo (QRS>120 ms ou 3mm)
BRdireito: avaliar morfologia específica (onda S
empastada em D1, AVL, V5 e V6 e presença de RsR’
em V1 com R’ espessado);
BResquerdo: avaliar morfologia específica (ausência
de onda Q e ondas R alargadas com entalhes médio-
terminais D1, AVL, V5 e V6).
Sobrecarga ventricular direita
Amplitude (altura) R de V1> 5mm (sem BRD).
Sobrecarga ventricular esquerda
Sokolow-lyon: SV1 + RV5 ou RV6 (normal: 1 mm / Infra: declive > 1 mm;
*em 2 derivações contíguas. Em V1 e V2 aceita-se até
2mm.
7. Onda T (repolarização ventricular)
Avaliar inversão: confirmada se presente em 2 derivações
contíguas.
Obs.¹: derivações periféricas: D1, D2, D3, AVF, AVR e AVL.
Obs.²: BRE: não laudar supraST, infraST, inversão de T ou
Solokow-lyon. BRD: não laudar sobrecarga de VD, InfraST e
inversão de onda T.
Padrões eletrocardiográficos
Taquicardia
sinusal
Taquicardia
nodal
Flutter
atrial
Flutter
ventricular
Fibrilação
atrial
Fibrilação
ventricular
Taquicardia
ventricular
Infarto agudo do miocárdio
Derivação alterada
Paredeventricular
Artéria(s)
V1-V4 Anterior Descendente anterior
V1-V6, D1, aVL
Anterior
extenso
Descendente anterior
D2, D3 e aVF Inferior
Coronária direita ou
circunflexa
V7 e V8 (ou infra de ST em parede anterior com
imagem em espelho)
Posterior
Coronária direita ou
circunflexa
V3R e V4R
Ventrículo
direito
Coronária direita
D1 e aVL Lateral alto Circunflexa
Gasometria
1. Alcalose ou acidose?
Acidose: pH 7,45
2. Origem (respiratória vs. metabólica)
Metabólica: distúrbio no bicarbonato (HCO3).
Acidose metabólica: HCO3 26 mEq/L
Pulo do gato: bicarbonato deixa o sangue alcalino.
Respiratória: distúrbio na pressão parcial do CO2 no
sangue (PaCO2). Acidose respiratória: PaCO2 > 45mmHg
Alcalose respiratória: PaCO2 PaCO2 do paciente: Algo está
causando hiperventilação pulmonar ➡ acidose
respiratória;
PaCO2 esperada 12): metanol; uremia;
cetoacidose diabética; etileno glicol; salicilatos (fase tardia);
acidose láctica.
Acidose respiratória (hipoventilação)
Obstrução de vias aéreas; doença pulmonar aguda ou crônica;
opioides; sedativos; fraqueza da musculatura respiratória.
Alcalose metabólica
Diuréticos de alça; vômitos; antiácidos; hiperaldosteronismo.
Alcalose respiratória (hiperventilação)
Histeria; hipoxemia; salicilato (fase inicial); tumores; embolia
pulmonar.
“ABCDE” Radiografia de tórax
(A) Air ways (vias aéreas): traqueia (posição central? Desvio?) e
brônquios.
(B) Breathing (respiração): parênquima pulmonar (infiltrado,
cavidade, massa pulmonar? Trama vascular?); espaços pleurais
(derrame pleural? Pneumotórax?).
(C) Coração: mediastino (ar ou líquido deslocando estruturas
mediastinais? Sinal da silhueta?); grandes vasos.
(D) Diafragma: músculo diafragma (elevação do diafragma?
Pneumoperitônio? Lesões esplênicas, pancreáticas, renais,
hepáticas?); bolha gástrica.
(E) Esqueleto: clavículas; escápula; costelas; junção
esternomanubrial e corpo do esterno.
(F) “Fat” (partes moles): enfisema subcutâneo; descontinuidade
ou interrupção de planos teciduais.
(G) Drenos e cateteres: dispositivos de monitoração.
Sumário de urina
Unidade Formadora de Colônias (UFC): > 105UFC/mm³ ➡
infecção.
Nitrito
Presente: bactérias produtoras de nitrato redutase: E. coli,
Klebsiella, Proteus, Enterobacter, Citrobacter, Pseudomonas;
Ausente: bactérias não produtoras de nitrato reductase:
Staphylococcus, Streptococcus, Haemophilus.
Esterase Leucocitária: presença de leucócitos na urina (piúria).
Proteinúria
1 + (30 mg/dL); 2 + (100 mg/dL)
3 + (300 mg/dL) 4 + (≥ 1g/dL).
Glicose
Presente: paciente com glicemia > 180mg/dL;
Ausente: glicemia 3 células/hpf em 2 ou 3 amostras urinárias.
Exames laboratoriais
Sangue:
Hemoglobina: 12-17g/dL
Hematócrito: 36-50%
VCM: 80-100 fL
HCM: 28-32 pg
CHCM: 32-35g/dL
RDW: 10-14%
Plaquetometria: 150-400 x 10³/mm³
Leucócitos totais: 5-11 x10³/mm³
Basófilos: 0-1%
Eosinófilos: 1-5%
Mielócitos: 0%
Metamielócitos: 0%
Bastões: 0%
Segmentados: 45-70%
Linfócitos: 20-45%
Monócitos: 4-10%
Sódio: 135-145 mEq/L
Potássio: 3,5-4,5 mEq/L
Cálcio: 8,5-10 mg/dL
Cálcio iônico: 2,24- 2,46 mmol/L
Fósforo: 2,5-4,3 mg/dL
Magnésio: 1,5-2,5 mg/dL
Cloro: 102-109 mmol/L
Bicarbonato: 22-26 mEq/L
pCO2: 25-45mmHg
pO2: >60mmHg
• pH: 7,35-7,45
Lactato: 0,5-1,6 mmol/L
Osmolaridade: 280-295mmol/L
Creatinina: 35 mg/dL
LDL:você segura o fio-guia no
lugar.
Incisão com bisturi ao lado do fio guia (1 mm).
Aplique o dilatador, pelo fio-guia.
Insira o cateter.
Remova o fio-guia e acople o equipo.
Teste a perviedade do cateter.
Fixe o cateter na pele com 2 pontos de sutura simples.
Curativo oclusivo com gaze e esparadrapo.
Afastar possibilidade de pneumotórax: ausculte o
pulmão e solicite radiografia de tórax.
Drenagem torácica
Técnica
Posicionar o paciente: decúbito dorsal, com o braço
(ipsilateral ao hemitórax que será drenado) em abdução
e cotovelo em flexão sob a cabeça.
Sítio de incisão: 5° EIC entre a linha axilar anterior e
média.
Degermação e antissepsia do paciente.
Preparar o tubo com a fixação de uma pinça Rochester
na porção inicial do dreno e a outra 4 cm distantes à
última fenestração.
Anestesiar, com agulha a 90°, o periósteo das duas
costelas imediatamente acima e abaixo do 5° EIC, além
de planos musculares, subcutâneo e pele.
Realizar incisão de 2-3 cm paralela ao espaço
intercostal imediatamente acima da costela.
Divulsionar os tecidos, com uma pinça hemostática
média curva, até alcançar a pleura parietal.
Perfurar a pleura com a pinça e realizar exploração
digital.
Inserir o tubo com auxílio das pinças Rochester através
da incisão na direção apico-superior (hemotórax) ou
apico-anterior (pneumotórax).
Observar retorno de sangue ou condensação do dreno;
conectar o tubo ao sistema de drenagem fechado;
retirar a pinça que está a 4 cm da última fenestração.
Fixação do dreno: ponto em U-horizontal + nó do
cirurgião + três bailarinas + três seminós.
Cobrir o local com curativo oclusivo e solicitar
radiografia de tórax.
IOT Assistida por drogas
Materiais: Laringoscópio testado + lâmina; cânula de
intubação adequada (7,5-8 para mulheres, 8-9 para homens);
material de aspiração; seringa de 20mL para insuflar o cuff;
fonte de oxigênio + AMBU/Ventilação mecânica; material de
fixação da cânula; estetoscópio para checar a posição do
tubo; drogas a serem usadas no procedimento.
Técnica dos ”7Ps”
Preparação
Separar e testar os materiais que serão utilizados
incluindo meio alternativo em caso de falha do
procedimento; monitorização cardíaca e oximetria de
pulso; acesso venoso calibroso.
Pré-oxigenação
Oxigênio a 100% por 3-5 minutos através de máscara
facial.
Pré-tratamento
Lidocaína (1,5 mg/kg) ou Fentanil (1-3 mcg/kg).
Paralisia com indução
Agentes indutores: Etomidato, Quetamina, Midazolam
ou Propofol.
Bloqueadores neuromusculares: Succinilcolina ou
Rocurônio.
Proteção e posicionamento
Hiperextensão da cabeça (se não houver risco);
colocação do coxim na região occipital; realizar a
pressão cricoide.
Posicionamento do tubo
Introduzir a lâmina do laringoscópio no lado direito da
boca do paciente, deslocando a língua para a esquerda
até que ela se insira na valécula. Exposição da glote e
visualização das cordas vocais e passagem do tubo
endotraqueal. Conectar e insuflar dispositivo bolsa-
máscara-balão para observar se há expansão torácica
simétrica. Auscultar o epigástrio, hemitórax esquerdo e
direito. Capnografia e posterior radiografia de tórax
deve ser usados para confirmar o procedimento;
Pós-intubação
Fixação do tubo traqueal. Além disso, realizar
oxigenação e manter monitorização.
Cricotireoidostomia por punção
Técnica
1. Paciente em decúbito dorsal com exposição do pescoço
e extensão cervical (se não for politraumatizado).
2. Realizar a pré-oxigenação do paciente.
3. Degermação, antissepsia do paciente e colocação dos
campos cirúrgicos.
4. Imobilizar a cartilagem tireoide com 1º e 3º dedos da
mão não dominante deixando o 2º dedo livre para
localizar a membrana cricotireóidea.
5. Com a mão dominante, inserir o jelco conectado à
seringa, diretamente sobre a membrana cricotireóidea,
em ângulo de 45° caudalmente, aplicando pressão
negativa na seringa (puxando o êmbolo), aspirando à
medida que a agulha avança. Bolhas de ar, no soro,
confirmam o espaço intratraqueal.
6. Avançar o cateter e retirar a agulha.
7. Conectar a um equipamento de ventilação positiva com
oxigênio: pode-se ocluir o orifício do tubo de oxigênio
com o polegar por 1 segundo e liberando-o por 4 seg.
8. Avaliar a ventilação por movimentos torácicos, ausculta
pulmonar e oximetria de pulso. Colocar capnógrafo, se
possível.
9. Iniciar o estabelecimento de uma via aérea definitiva.
Cricotireoidostomia cirúrgica
Técnica
1. Palpar a chanfradura da tireoide, o espaço cricotireóideo
e o manúbrio esternal para orientação.
2. Montar o equipamento necessário.
3. Preparar a área a ser operada e aplicar anestesia local
se o doente estiver consciente.
4. Estabilizar a cartilagem tireoide com a mão esquerda e
manter a estabilização até que a traqueia seja
entubada.
5. Fazer a incisão transversal na pele sobre a membrana
cricotireóidea e proceder a uma incisão transversal
cuidadosa.
6. Local da incisão
7. Inserir uma pinça hemostática ou um afastador traqueal
dentro da incisão e girá-lo 90 graus para abrir a via
aérea;
8. Inserir um tubo endotraqueal ou um tubo de
traqueostomia de tamanho apropriado, com balão,
através da incisão da membrana cricotireóidea,
direcionando o tubo distalmente para dentro da
traqueia;
9. Insuflar o balão e ventilar o paciente;
10. Observar as insuflações pulmonares e auscultar o tórax
para verificar a ventilação;
11. Fixar o tubo endotraqueal.
SUPORTE DE VIDA
Suporte básico de vida
Passo 1: Avaliação
Responsividade + Pulso carotídeo + Respiração
(Simultaneamente)
Pedir ajuda
(carrinho parada + ajuda médica)
Passo 2: RCP
Ciclos de:
30 compressões (freq. 100-120/min – profundidade 5-6 cm)
Troca as funções a cada 5 ciclos ou 2 minutos
Uso do D.E.A.
Abrir / Ligar
Colar as pás
Ouvir o comando do D.E.A.
Durante a análise ➡ Afastar
Choque?
Sim
AFASTAR!
Chocar!
Reiniciar RCP
Nova análise após 2 min
Não
Reiniciar RCP
Nova análise após 2 min
Passo 1 Passo 2 Passo 3
Suporte avançado de vida
Obs.: RCE, retorno de circulação espontânea.
Fonte: American Heart Association. Adult Cardiac Arrest
Algorithm – 2018 Update.
RCP
Compressões fortes (5cm) e rápidas (≥ 100/min) com
retorno completo do tórax.
Minimize interrupções das compressões.
Evite ventilação excessiva.
Rodízio de socorrista a cada 2min.
Relação compressão-ventilação 30:2 (se via aérea não
avançada).
Capnografia contínua.
Melhorar qualidade da RCP se: ETCO2 = 140mmHg e/ou PAD >
= 90mmHg; sem proteinúria após 20 semanas.
Pré-eclâmpsia (PE): HG e/ou proteinúria (> 300 mg / 24h),
disfunçãouteroplacentária, presença de disfunção de órgãos
maternos.
PE superimposta: hipertensão essencial e/ou proteinúria,
disfunção uteroplacentária, disfunção de órgãos maternos.
PE severa: PAS > = 160mmHg e/ou PAD > = 110mmHg + PE.
Eclâmpsia: PE severa + convulsões.
HELLP: PE severa + hemólise, elevação de enzimas hepáticas e
baixo número de plaquetas.
Exames no pré-natal
Período Exames
Período Exames
1ª
consulta
ou
1º
trimestre
Hemograma;
Tipagem sanguínea e fator Rh;
Coombs indireto (se for Rh negativo);
Glicemia em jejum;
Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR Teste rápido
diagnóstico anti-HIV;
Anti-HIV;
Toxoplasmose IgM e IgG;
Sorologia para hepatite B (HbsAg);
Urocultura + Urina tipo I (sumário de urina)
Ultrassonografia obstétrica;
Citopatológico de colo de útero (se for necessário)
Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)
Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica).
2º
trimestre
Teste de tolerância para glicose com 75g, se a glicemia estiver acima de
85mg/dl ou se houver fator de risco (realize este exame preferencialmente
entre a 24a e a 28a semana);
Coombs indireto (se for Rh negativo).
3º
trimestre
Hemograma;
Glicemia em jejum
Coombs indireto (se for Rh negativo);
VDRL;
Anti-HIV;
Sorologia para hepatite B (HbsAg);
Repita o exame de toxoplasmose se o IgG não for reagente
Urocultura + sumário de urina;
Bacterioscopia de secreção vaginal (a partir de 37 semanas de gestação).
Resultados e condutas
Exame Resultado Interpretação/conduta
Glicemia em
jejum
85–119mg/dL Solicitar TTG de 24 a 28 semanas de gestação.
>110mg/dL
Repetir glicemia de jejum. Resultado do 2º exame >110mg/dL
diagnostica diabetes gestacional
TTGO 75g
(2h)
Jejum:
110mg/dL
2h:
>140mg/dL
DM gestacional.
Hemoglobina
Ausência de
anemia
Hb >11g/dL
Suplementação de ferro a partir da 20a semana: 1 drágea de
sulfato ferroso/dia (200mg), corresponde a 40mg de ferro
elementar. Ingerir a medicação antes das refeições
Anemia
leve-
moderada
Hb 8-11g/dL
Solicitar exame parasitológico de fezes etrate as
parasitoses, se presentes;
Tratar a anemia com 120-240mg de ferro elementar ao
dia.
Repetir a dosagem de Hb entre 30-60dias e manter o
tratamento até a Hb atingir 11g/dL. quando deverá ser
iniciada a dose usual de suplementação (1 drágea ao
dia, com 40mg de ferro elementar);
Repetir a dosagem no 3º trimestre.
Anemia
grave
Hb 10 col/mL)
Trate a gestante para infecção do trato urinário (ITU)
empiricamente, até o resultado do antibiograma;
Solicite sumário de urina após o termino do tratamento
ITU de repetição ou refratária ao tratamento: ajustar
medicação com base no antibiograma e referir a
gestante ao pré-natal de alto risco;
Pielonefrite: referir a gestante ao hospital de referencia
em intercorrências obstétricas.
Exame Resultado Interpretação/conduta
Hematúria
Isolada: uma vez que tenha sido excluído sangramento
genital, e necessário referir a gestante para consulta
especializada;
Piúria associada: considerar ITU e referir a gestante para
consulta especializada.
Cilindrúria Referir a gestante ao pré-natal de alto risco.
Teste rápido
para sífilis
(triagem)
TR positivo Solicite VDRL e teste parceiros sexuais.
TR negativo
Realize sorologia no 3º trimestre, no momento do parto e em
caso de abortamento.
Sorologia
para sífilis
VDRL
positivo
Trate a gestante e seu parceiro;
Sífilis primária: penicilina benzatina, dose única de
2.400.000 UI (1.200.000 em cada nádega);
Sífilis secundária ou latente recente (1 ano): penicilina
benzatina, 3 aplicações de 2.400.000UI (1.200.000 UI
em cada nádega), com intervalo de uma semana;
Realize exame mensal para controle de cura.
VDRL
negativo
Repita o exame no 3º trimestre, no momento do parto e em
caso de abortamento.
Teste rápido
diagnóstico
para HIV
TR positivo
Encaminhar a gestante para pré-natal no serviço de atenção
referência em DST/Aids.
TR negativo Repetir a sorologiano 3º trimestre.
Sorologia
para HIV
Positivo
Encaminhar a gestante para pré-natal no serviço de atenção
referência em DST/Aids.
Negativo Repetir o exame no 3º trimestre.
Sorologia
para
hepatite B
Positivo
Encaminhe a gestante para pré-natal no serviço de atenção
referência em hepatites.
Teste
negativo
Vacinar a gestante caso ela não tenha sido vacinada
anteriormente. Repetir sorologiano 3º semestre.
Aleitamento
Benefício Contraindicação
Benefício Contraindicação
Mãe
Involução uterina
Redução de sangramento pós-parto
Retorno ao peso anterior
Redução do risco de câncer de mama e
ovário
Ligação afetiva entre mãe e criança
Tuberculose ativa
HIV
Lesões herpéticas ativas
na mama
Quimioterapia/radioterapia
em curso
Abuso de álcool
Criança
Aumento da imunidade
Melhora da motilidade gastrointestinal
Prevenção de doenças infecciosas (otite
média, gastroenteritis, doenças respiratórias
e do trato urinário)
Redução de risco de câncer infantil, diabetes
tipo 1 e enterocolite necrotizante.
Galactosemia
Partograma
Quando iniciar: fase ativa do parto (dilatação de 3cm, 3 contrações a
cada 10 minutos e duração >40 segundos cada).
Avaliar/registrar
Intervalos de 1h: batimentos cardiofetais e as contrações
uterinas; Intervalos de 2h: dilatação, tipo de apresentação
(pélvica, cefálica, transversa), descida e posição e condição da
bolsa amniótica (íntegra ou rota. Se rota: avaliar coloração do
líquido – claro, grumos, meconial);
Linha de alerta: traçada na posição de 1h após abrir o
partograma;
Linha de ação: traçada na posição de 4h após a linha de alerta.
Exemplo de partograma:
Cardiotocografia (CTG)
Definição: exame de monitoramento de saúde fetal por meio do
registro da frequência cardiofetal (FCF) e contratilidade uterina.
Indicação: 3º trimestre em gestantes com fatores de risco para
prognóstico fetal adverso. Válido por 1 semana em condições maternas
estáveis. Exceções: diabéticas insulinodependentes e gravidez
prolongada (realizar > 1 vez por semana).
Procedimento: posicionar 2 transdutores no abdome da gestante.
Uma monitora contração uterina e o outro a FCF. Registro deve ser de
no mínimo 20 min.
1. Contração uterina
Duração: No de quadrados horizontais (2 quadrados equivalem a
1 minuto). Frequência: No de contrações em 10min.
2. Linha de base da frequência cardíaca fetal (FCF):
Normal: 110-160bpm).
Taquicardia: hipóxia, corioamnionitis, hipertireoidismo, anemia
fetal/materna, taquiarritmia. Bradicardia: gestação prolongada,
apresentação occipital posterior ou transversa, desproporção
cefalopélvica. Bradicardia severa: 3min -
hipóxia severa, prolapso de cordão umbilical, compressão
prolongada de cordão umbilical, convulsão materna, anestesia
materna epidural/raquidiana.
3. Variabilidade
Variação para mais/menos da FCF em relação a linha de base
(normal: 6-25bpm);
4. Acelerações
Elevação abrupta na FCF da linha de base > 15bpm por > 15 seg.
Em fetos sadios, ela está relacionada à contração uterina;
5. Desacelerações
Redução abrupta da FCF da linha de base > 15bpm por > 15seg.
em resposta a hipóxia.
Precoce:
fisiológica.
Resposta
vagalà
compressão
da cabeça
fetal pela
contração
uterina.
Começa e
termina com
a contração.
Tardia:
insuficiência
placentária.
Começa no
pico da
contração
uterina e
termina
depois do
término da
contração.
Prologada:
duração >
3min.
Emergência
obstétrica.
Variável:
compressão
do cordão
umbilical.
Duração
variável e
independente
da contração
uterina.
Obs.: considera-se a CTG normal quando ela não apresenta
desacelerações ou a desaceleração é variável com 100bpm.
(G) Gesticulação / irritabilidade reflexa
(0) Sem resposta;
(1) Faz caretas;
(2) Tosse, espirro ou choro.
(A) Atividade/tônus muscular
(0) Flácido;
(1) Algumas flexões nas extremidades;
(2) Movimento ativo.
(R) Respiração
(0) Ausente;
(1) Lenta;
(2) Boa, chorando.
Desenvolvimento neuropsicomotor
0 - 12 meses
Motor: desaparecimento dos reflexos primitivos:
moro (3m); sucção (6m); palmar (6m); Babinski
(12m). Postura: sustentar cabeça (1m); rolar e
sentar (6m); levantar (10m); andar (12 -18m).
Mãos: passar objetos entre as mãos (6m);
movimento de pinça (10m); apontar objetos (12m);
Social: sorriso social (2m); ansiedade a
desconhecidos (6m); ansiedade de separação (9m);
Verbal/cognitivo: reagir a voz das pessoas (4m);
nome e gestos (9m); permanência de objetos (9m);
falar “mama/papa” (10m).
12 -36 meses
Motor: subir escada (18m); associar cubos: No de
cubos é idade x 3 (1 ano ➡ associar 3 cubos; 2 anos
➡ 6 cubos; 3 anos ➡ 9 cubos); comer com
garfo/colher (20m); chutar bola (24m);
Social: brincar com outras crianças (24-36m); se
distanciar e reaproximar da mãe (24m); formação
da identidade de gênero (36m);
Verbal/cognitivo: 200 palavras em sentenças de 2
palavras (aos 2 anos).
Cálculo da venóclise
1º passo: calcular necessidade calórica diária pelo peso
da criança (fórmula de Holliday–Segar).
 20kg ➡ 1500Kcal + 20kcal para cada kg acima de
20kg.
2º passo: dividir necessidade calórica diária por 100
para encontrar o peso calórico do paciente.
3º passo: calcular necessidade diária de água,
eletrólitos e glicose.
Para cada 1kg de peso calórico (100kcal de necessidade
calórica), são necessários:
Água: 100mL
Sódio: 3mEq
Potássio: 2mEq
Glicose: 8g
Obs.: taxa hídrica diária máxima: 2400mL.
Ex .: criança com 16kg
(10kg × 100kcal = 1000kcal) + (6kg × 50kcal = 300kcal)
Resultado: 1300kcal/24h
Peso calórico = 1300kcal ÷ 100 = 13,0kg
13,0 × 100mL ➡ 1300mL de água
13,0 × 3mEq ➡ 39mEq de sódio
13,0 × 2mEq ➡ 26mEq de potássio
13,0 × 8g ➡ 104g de glicose
Principais soluções
Soluções Na+ Cl- K+ Ca++ Glicose Osm
SG 5% - - - - 20g 252
NaCl 0,9% 154 154 - - - 308
NaCl 3% 513 513 - - - 1025
Ringer lactato 130 109 4 3 - 275
Albumina 5% 130-160 130-160 - - - 308
Albumina 25% 130-160 130-160 - - - 1500
Obs.: valores em mEq/Litro (1000ml)
Principais aditivos
Aditivos Na+ Cl- K+ Ca++ Mg++ HCO3
NaCl 10% 1,7 1,7 - - -
NaCl 20% 3,4 3,4 - - - -
KCl 19,1% - 2,5 2,5 - - -
Gluconato de cálcio 10% - 4,8 - - - 4,8
CaCl2 10% - 13,6 - 13,6 - -
Sulfato de Mg 10% - - - - 8,1 -
Bicarbonato de sódio 10% 1,2 - - - 1,2
NH4Cl 20% - 3,75 - - - -
Obs.: valores em mEq/Mililitro (1ml)
Soluções isotônicas
Soluções padronizadas Na+ K+ Ca++
SG 5% 100mL
136 25 -NaCl 20% 40mL
KCl 19,1% 10mL
SG 5% 250mL
136 25 -NaCl 20% 10mL
KCl 19,1% 2,5mL
SG 5% 500mL
136 25 -NaCl 20% 20mL
KCl 19,1% 5mL
SG 10% 1000mL 136 25 -
NaCl 20% 40mL
KCl 19,1% 10mL
Soro Fisiológico 0,9% 154 - -
Ringer Lactato 147 4 4
Ringer Simples 130 4 4
Obs..: valores em mEq/L
Bomba de infusão
1º passo: calcular volume hídrico em 24h.
2º passo: determinar taxa de hidratação que você quer
administrar no paciente.
3º passo: calcular quantos mL/hora para programar a
bomba de infusão: Volume total em mL ÷ 24ℎ .
Calendário vacinal brasileiro
Nascimento
BCG (dose única).
Hepatite B (uma dose).
2 meses
Penta/DTP (1ª dose).
VIP/VOP (1ª dose).
Pneumocócica 10V conjugada (1ª dose).
Rotavírus (1ª dose).
3 meses
Meningocócica C conjugada (1ª dose).
4 meses
Penta/DTP (2ª dose).
VIP/VOP (1ª dose).
Pneumocócica 10V conjugada (2ª dose).
Rotavírus (2ª dose).
5 meses
Meningocócica C conjugada (2ª dose).
6 meses
Penta/DTP (3ª dose).
VIP/VOP (3ª dose).
9 meses
Febre amarela (dose única).
12 meses
Pneumocócica 10V conjugada (reforço).
Meningocócica C conjugada (reforço).
Tríplice viral (1ª dose).
15 meses
Penta/DTP (1º reforço).
VIP/VOP (1º reforço).
Hepatite A (uma dose).
4 anos
Penta DTP (2º reforço).
VIP/VOP (2º reforço).
Adolescente (10-19 anos)
Hepatite B (3 doses – verificar situação vacinal).
Meningocócica C conjugada (1ª reforço ou dose
única; 11-14 anos).
Febre amarela (dose única se não vacinado ou sem
comprovante).
HPV (2 doses: 9-14anos; 11-14 anos).
Dupla Adulto (reforço a cada 10 anos).
CIRURGIA
Classificação de ASA
Mallampati
Classe 1 Classe 3
Visualiza-se toda
a parede
posterior da
orofaringe,
incluindo o polo
inferior das
tonsilas
palatinas.
Visualiza-se a inserção da úvula e o palato mole. Não é possível evidenciar a
parede posterior da orofaringe.
Classe 2 Classe 4
Visualiza-se
parte da parede
posterior da
orofaringe.
Visualiza-se somente parte do palato mole e o palato duro.
Exames pré-operatórios
Idade Homem Mulher
6m-40
anos
Nenhum Ht, Teste de gravidez
40-50
anos
ECG, Ht Ht
50-64
anos
Ht, ECG Ht, ECG
65-74
anos
Ht, ECG, Cr, Glicemia Ht ou Hb, ECG, Cr, Glicemia
> 74 anos
Hb, Ht, ECG, Cr, Glicemia, Radiografia de
tórax
Hb, Ht, ECG, Cr, Glicemia, Radiografia de
tórax
Paciente com comorbidades (qualquer idade)
Tabagismo (>20 cigarros/dia) Ht, Hb, Radiografia de tórax
Doença cardiovascular Ht, Hb, ECG, Radiografia de tórax
Doença pulmonar Radiografia de tórax, ECG
Diabetes mellitus Ht, Hb, ECG, Na, K, Glicemia, Cr
História de sangramento Ht, Hb, TP, KTTP, Plaquetas, Tempo de sangria
Doença hepática TP, KTTP, TGO, TGP, Fosfatase Alcalina
Doença renal Hb, eletrólitos, Cr, Ureia
Uso de diurético Eletrólitos
Hb, Hemoglobina; Ht, Hematócrito; Cr, Creatinina.
Anestésicos locais
Nome Dose máxima Duração
Lidocaína (Xylocaine® )
7,0mg/kg com epinefrina Média
(30-60min)4,5mg/kg sem epinefrina
Bupivacaína (Marcaine® )
225mg sem epinefrina Longa
(120-240min)175mg com epinefrina
Ropivacaína (Naropin® ) 2-3mg/kg Longa
Obs.: evitar Bupivacaína em crianças menores de 12 anos.
Fatores de risco para infecção cirúrgica
Paciente:
Desnutrição, albumina baixa, obesidade.
Tratamento com corticoide, imunomoduladores, quimioterapia
ou radioterapia.
Tabagismo, mal controle de diabetes, doença arterial
periférica, insuficiência venosa.
Infecção ativa em outro local do corpo.
Idade avançada.
Procedimento:
Cirurgia de emergência ou oncológica;
Cirurgia aberta (vs. Laparoscópica);
Preparação inadequada do procedimento, antissepsia e
assepsia.
Ausência de antibioticoprofilaxia (quando adequada).
Febre pós-operatória
Imediata (0-6 horas)
Trauma tecidual
Hemotransfusão
Hipertermia maligna
Aguda (24h até 1 semana)
Infecção nasocomial
Infecção de sitio cirúrgico
Embolia pulmonar; Trombose venosa profunda, Infarto agudo
do miocárdio.
Subaguda (1 semana até 1 mês)
Infecção de sítio cirúrgico ou infecção do local de cateter
Clostridium difficille (colite pseudomembranosa)
Reação a medicações
Embolia pulmonar; trombose venosa profunda.
Tardia (>1 mês)
Infecção viral
Infecção de sitio operatório
Mesa cirúrgica
Diérese: bisturi, tesouras.
Preensão: pinças de dissecção anatômicas e dentes de rato.
Hemostasia: pinças Halstead, Kelly, Rochester, Kocher, Mixter, etc.
Afastadores: Doyen, Farabeuf, etc.
Especiais: instrumentais específicos pra cada cirurgia.
Síntese: porta-agulhae fios.
Escala de Glasgow
Ocular (1-4)
(4) Abre os olhos espontaneamente;
(3) Abre os olhos em resposta a um chamado;
(2) Abre os olhos em resposta a estímulo de dor;
(1) Não abre os olhos;
Não testável: olhos fechados devido a algum fator impossibilitante.
Verbal (1-5)
(5) Orientado, conversa normalmente;
(4) Confuso, desorientado;
(3) Pronuncia palavras desconexas;
(2) Emite sons incompreensíveis;
(1) Emudecido;
Não testável: não emite sons devido a algum fator impossibilitante.
Motora (1-6)
(6) Obedece a comandos;
(5) Localiza estímulos dolorosos;
(4) Reflexo de retirada de estímulos dolorosos;
(3) Flexão anormal a estímulos dolorosos;
(2) Extensão a estímulos dolorosos;
(1) Não se movimenta;
Não testável: não se movimenta devido a algum fator impossibilitante.
Reflexo Pupilar
Presente/normal nos dois olhos: 0
Ausente/alterado em um dos olhos: -1
Ausente/alterado nos dois olhos: -2
Obs.: Glasgow ≤8 é indicação de entubação.
Politrauma
(A) Vias aéreas (paciente consegue falar?) + proteção de coluna cervical.
(B) Respiração (padrão ventilatório / ausculta pulmonar).
(C) Circulação (pulso, PA, ausculta cardíaca) + controle de hemorragia.
(D) Neurológico (aplicar escala de Glasgow).
(E) Exposição + controle do ambiente (prevenir hipotermia!).
(A) Alergia.
(M) Medicações de uso habitual.
(P) Passado médico; prenhez.
(L) Líquidos e alimentos ingeridos recentemente.
(A) Ambiente e eventos relacionados ao trauma.
Choque hemorrágico
Classe I Classe II Classe III Classe IV
Perda volêmica 40%
Perda volêmica 2000ml
FC (/min) 100 >120 >140
PA Normal Normal Hipotensão Hipotensão
Enchimento capilar Normal Reduzido Reduzido Reduzido
FR (/min) 35
Diurese (ml/h) >30 20-30 5-20 Desprezível
Nível de
consciência
Pouco
ansioso
Ansioso
Ansioso
confuso
Confuso
letárgico
Conduta Cristaloide Cristaloide
Cristaloide +
CH
Cristaloide +
CH
CH, Concentrado de hemácias; FC, Frequência cardíaca; FR, Frequência
respiratória.
Atendimento ao queimado
1. Aplicar o “ABCDE” e “AMPLA” do ATLS.
2. Avaliação da queimadura: classificação e extensão.
Classificação
1º grau: eritema;
2º grau: flictenas (bolhas), superficial (avermelhado) ou profunda
(esbranquiçada);
3º grau: placa esbranquiçada ou enegrecida com textura de couro.
Calculo da superfície queimada: Aplicar “regra dos 9” para
estimar a superfície corporal queimada.
3. Ressuscitação volêmica (fórmula de Parkland)
Solução Ringer lactato; metade do volume total calculado é
administrada nas primeiras 8h. A outra metade é administrada
16h seguintes;
MONITORAR A DIURESE: adulto (0,5-1ml/Kg/h), criança (1-
2ml/Kg/h).
4. Indicações de internação hospitalar
Queimaduras de 2º grau atingindo >20% da superfície corporal
em adultos ou >10% em crianças e idosos;
Queimaduras de 2º ou 3º grau em face, genitália, períneo e
mãos/pés;
Queimaduras de 3º grau > 5% da superfície corporal;
Queimaduras circunferenciais;
Queimaduras elétricas ou químicas;
Queimaduras infeccionadas;
Lesão inalatória (queimadura de vias aéreas);
Condições clínicas e sociais desfavoráveis.
AMBULATÓRIO
Hipertensão
Diagnóstico:
*HAS, Hipertensão Arterial Sistêmica; RCV, Risco
Cardiovascular; PA, Pressão Arterial; MAPA, Monitorização
Ambulatorial de Pressão Arterial; MRPA, Monitorização
Residencial de Pressão Arterial.
Classificação
  PA sistólica PA diastólica
Normal ≤120 ≤80
Pré-hipertensão 121-139 81-89
HAS estágio 1 140-159 90-99
HAS estágio 2 160-179 100-109
HAS estágio 3 ≥180 ≥110
PA: Pressão Arterial; HAS, Hipertensão Arterial Sistêmica
Fatores de risco cardiovascular:
Idade (homem > 55 e mulher > 65)
Tabagismo
Dislipidemia (Triglicérides > 150 mg/dL; LDL > 100
mg/dL; HDL 45 anos
IMC > 25
Hipertensos
Histórico familiar de diabetes.
Exames:
Glicemia aleatória:
≥ 200 mg/dL ➡ Diabetes
140-199 mg/dL ➡ Investigar
Glicemia em jejum:
≥ 125mg/dL ➡ Diabetes
100-124 mg/dL ➡ Pré-diabetes
 9,0% ou Glicemia > 300 mg/dL ou
sintomas significativos: MEV + Metformina +
Insulina ou agonista do GLP1.
HbA1c 300 mg/dL +
desidratação e /ou cetose: hospitalização para
correção glicêmica (solução de insulina venosa),
reposição/correção hidroeletrolítica.
Obs.: Metformina é contraindicada em pacientes com
doença renal crônica, insuficiência cardíaca, e doença
hepática. Pioglitazona é contraindicada em pacientes
com insuficiência cardíaca.
Conduta ambulatorial
Consultas a cada 30-90 dias.
Glicemia capilar: 3 pré-prandiais e 3 pós-prandiais,
nos três dias que antecederem a consulta médica.
Alvo terapêutico:
Glicemia de jejum

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