Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ INSTITUTO DE ESTUDOS DO XINGU CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA FLORESTAL RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA CLEUENE SILVA OVIDES EDUARDO TEIXEIRA NETO JULIANA SOARES DE BRITO LUCIANO TEIXEIRA GUIMARÃES São Félix do Xingu – PA 2023 CLEUENE SILVA OVIDES EDUARDO TEIXEIRA NETO JULIANA SOARES DE BRITO LUCIANO TEIXEIRA GUIMARÃES RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA Relatório desenvolvido referente a aula prática realizada no Campus do Instituto de Estudos do Xingu – IEX/UNIFESSPA como avaliação para a disciplina de Silvicultura. Prof. Dr. Érick Martins Nieri. São Félix do Xingu/PA 2023 SUMÁRIO Introdução.................................................................................................................................04 Objetivo.....................................................................................................................................04 Material e Método.....................................................................................................................04 Conclusão..................................................................................................................................09 Referências bibliográficas.........................................................................................................10 4 1. INTRODUÇÃO As principais razões históricas para a implementação de programas de desenvolvimento florestal têm sido a crescente demanda por produtos florestais, gerada pelo crescimento populacional, da renda per capita e do desenvolvimento industrial. Entretanto, outras razões tornaram-se igualmente importantes. De acordo com HAWLEY & SMITH (1972), o objetivo do reflorestamento é a produção e manutenção de um povoamento para atingir um propósito declarado dentro de um período de tempo definido e para fornecer os benefícios derivados das atividades florestais 2. OBJETIVO ✔ Realizar o controle de formigas cortadeiras, aplicar o método de coroamento em muda florestal, definir recomendação da adubação de base, realizar o enquadramento de canteiro no arranjo 5x8, preparar solução com polímero hidroretentor (hidrogel) e realizar o plantio de uma muda florestal. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Materiais utilizados • Trena 30 m; • Isca granulada; • Prancheta de anotações; • Fita métrica; • Palitos de madeira; • Martelo; • Fio de nylon; • Balança digital; • Copos descartáveis; • Regador de água; • 18 litros de água; • Enxada. 3.2. Métodos As atividades foram desenvolvidas no município de São Félix do Xingu - PA, na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, onde os alunos se deslocaram para os 5 seguintes espaços; sala de aula, fragmento florestal, gramado do Campus e área antropizada. A aula prática foi dividida em quatro etapas, conformes os procedimentos a seguir: Etapa 1° - Os discentes colocaram os (EPIs), e se deslocaram juntamente com o docente até o fragmento florestal do Instituto de Estudos do Xingu (IEX), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, com o objetivo de monitorar e controlar formigas cortadeiras. Para esse controle, foi necessário percorrer a área do fragmento até encontrar o formigueiro, ao localizar o formigueiro, a equipe realizou a medicação da área de ocupação do formigueiro em estudo, onde foi usada uma trena para encontrar as seguintes medidas; o comprimento 12,30 m e a largura de 12 m. Com esses dados em mãos foi possível realizar os cálculos quantitativos de isca granulada a ser aplicada por olheiro, a fórmula utilizada foi; C × L em formato de cruz, ou seja, 12,30×12 = 147 g por olheiro. Essa quantidade foi aplicada a 15 cm do olheiro fora do caminho das formigas, para evitar que as formigas percebessem algo estranho. Após a aplicação, foi constatado que as formigas estavam pegando as iscas e levando para dentro do formigueiro, tanto as operárias quantos as soldadas levando as iscas para dentro do formigueiro. Para combater as formigas, são utilizados principalmente produtos químicos na forma de iscas granuladas. No entanto, o manejo adequado da plantação, bem como o monitoramento, são cruciais para o sucesso desse controle. Nesse sentido, é fundamental: conhecer as espécies de formigas presentes na área e as características do solo, vegetação, clima; manutenção do sub-bosque; vistoria da área de plantio antes da preparação do local; localização de pontos de ataque e determinação dos pontos críticos de controle para direcionar os combates pós plantio (Santarosa et al., 2014). Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 6 Etapa 2° - Recomendação de adubação A adubação é sempre realizada mediante análise do solo e da área onde o profissional esteja trabalhando, se o solo ou a espécie que será plantada transparecer défice de algum nutriente o mesmo será disponibilizado da melhor forma que um profissional recomendar, dependendo da área de trabalho. Ao retornar para o campus, em sala de aula os discentes já haviam recebido as informações em aula de como seria feito a implantação de espécies florestais em áreas de plantio. Como a implantação seria feita através do uso de hidrotetentor q adubação é uma alternativa indispensável, em aula os discentes já receberam as informações de como implementar esse tratamento que tem a função de induzir o desenvolvimento das que o receberiam. O adubo utilizado foi o NPK com a composição 10x10x10, sendo a proporção de cada nutriente disposto no adubo, como os cálculos para a adubação já haviam sido realizados, a quantidade disposta para a espécie plantada, por se tratar de uma única muda, foi de 75g, sendo colocado diretamente na cova a qual a planta seria inserida. O preparo do solo florestal pode ser definido como um conjunto de atividades que movimentam o solo para reduzir a compactação, adicionam corretivos e fertilizantes, aumentam o espaço poroso, aumentando a permeabilidade e o armazenamento de ar e água, e melhoram sua condição física para facilitar a implantação do povoamento. Os objetivos da preparação do local são: ✔ Melhorar as condições Física do solo; ✔ Eliminação de plantas indesejadas; ✔ Facilitação do armazenamento Água no solo, melhorando sua infiltração; ✔ Eliminação de camadas de solo compactado; Incorporação de calcário, fertilizantes e restos culturais e nivelamento do solo para facilitar as atividades posteriores de plantio, práticas de cultivo e colheita (MARTINS, 2010). Ao aplicar adubo basal, é recomendável colocar o adubo bem próximo às raízes, aplique dentro da cova ou sulco. Quando a aplicação entra na cova, o adubo deve ser colocado bem no fundo e misturado ao substrato para evitar o contato direto do adubo com as raízes. Quando aplicado em sulcos, o fertilizante deve ser distribuído no fundo do sulco de plantio (EMBRAPA FLORESTA, 2014). Mediante essa etapa, ocorreu o preparo da solução com polímero hidroretentor. Para 1 g de hidrogel foi necessário 400 ml de H2O, para inferir a quantidade de gramas 7 ideal para 2L de água, foi necessário fazer uso da fórmula da “Proporção”. Após os cálculos, foi obtido uma quantidade de 5g dos polímeros hidroretentor, com isso, utilizamos um copo descartável e uma balança digital para separar a quantidade em grama obtido pela equação. Logo após colocarmos o polissacarídeo em água, houve a necessidade de mexer esse composto por 30 minutos até atingir uma consistência imposta pela literatura. A aquisição dessa mistura, será utilizada no plantio da espécie florestal, Gulosa spp. Fonte: Autores,2023Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 Dando continuidade, os discentes juntamente com o docente se dirigiram para a área antropizada, onde realizaram o plantio da muda. Com a enxada em posse, foi perfurado o solo numa profundidade entre 15 a 20 cm, tomando precauções para não compactar as paredes da cova. Em seguida, foi inserido a composição de polímero, conforme citada anteriormente e, incorporado junto ao solo para ser introduzida a muda de espécie arbórea, e por fim, a muda recebeu uma quantidade de água através da utilização do regador. O plantio pode ser feito manualmente, semi-mecanizado e mecanizado. O plantio manual é comum em áreas de terrenos acidentados propensos à erosão. Após marcações das covas, elas são abertas para realizar o coroamento, ou seja, capine ao redor do buraco (raio médio de um metro), depois retire a terra e misture no adubo, coloque as mudas no buraco livre da embalagem e recoberta com a terra misturada com o adubo (MARTINS, 2010). 8 Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 Etapa 3° - Essa etapa consiste no coroamento, popularmente conhecido como limpeza da área em torno de mudas. A equipe se dirigiu juntamente com o docente para a área antropizada, com intuito de realizar o coroamento em uma espécie arbórea, a mesma está localizada no Campus, os materiais utilizados para tal limpeza foram uma enxada e um facão, realizando então a limpeza no raio de 1m em torno da arvore disposta no local. Coroamento, que geralmente ocorre quando as mudas estão cerca de 45-60 dias para plantada, muito comum, é um método manualmente, usando apenas uma enxada como dispositivo, remova todas as ervas daninhas concorrentes em um raio de aproximadamente 50 cm ao redor das mudas (MARTINS, 2010). Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 9 Na sequência, a equipe se dirigiu ao gramado do Campus, realizando então o enquadramento do arranjo. Esse arranjo consistiu em dimensões de 0,3 m × 0,3 m, foi utilizado linha de nylon juntamente com auxílio de palitos de madeira para demarcação dos canteiros. A equipe iniciou com o esquadro da área com dimensões de 2,4 m x 2,1 m. Após isso, foram alocadas subáreas (30 cm²) dentro do esquadro, sendo direcionadas nas extremidades, visando uma facilitação na finalização da demarcação. Com isso, foi formado 8 linhas com 8 colunas, para conseguirmos medidas exatas, foi feito o uso de uma régua graduada de 30 cm e uma fita métrica de 1,4 m. Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 Fonte: Autores,2023 4. CONCLUSÃO Esse tipo de aula funciona como catalisador para as matérias ensinadas, uma vez que a vivência de novas experiências facilita a fixação das informações. As aulas práticas não se referem apenas às aulas ministradas em laboratórios. Elas podem ser atividades simples e experimentos dentro de sala de aula que levarão os alunos a utilizar outras habilidades (COLÉGIO ACADEMIA, 2019). Com os estudos teóricos em sala de aula e a orientação do docente responsável pela disciplina, a aula prática realizada teve um desempenho muito bom no aprendizado e formação profissional dos envolvidos, os mesmos por sua vez conseguiram realizar com 10 êxito todas as atividades dispostas e assim aprender como se portar de acordo com cada situação. As aulas práticas tem o intuito de mostrar aos discentes que tudo realizado em sala de aula, toda a parte teórica, terá uma aplicação futura, e que como futuros profissionais deverão saber como resolver as situações expostas a eles. Com isso é evidente que a realização de aulas práticas em determinadas disciplinas é essencial. REFERÊNCIAS EMBRAPA FLORESTAS. Sistema de Produção Embrapa. Cultivo do Eucalipto - Recomendações de adubação mineral. Embrapa. 4. ed. 2014. HAWLEY, R.C; SMITH, D.M. Silvicultura prática. Barcelona: Omega, 1972. 192p. MARTINS, R. N. Apostila do curso - Técnicas de plantio de florestas. Plano de ação para o desenvolvimento integrado do Vale do Parnaíba – PLANAP. CODEVASF / Governo do estado do Piauí. Curitiba-PR, 2010. Disponível em: https://www.yumpu.com/pt/document/read/12870767/pdflor-pi-apostila-do-curso- tecnicas-de-plantio-de-florestas-codevasf Transferência de tecnologia florestal: cultivo de eucalipto em propriedades rurais: diversificação da produção e renda / Emiliano Santarosa, Joel Ferreira Penteado Júnior, Ives Clayton Gomes dos Reis Goulart, editores técnicos. – Brasília, DF: Embrapa, 2014. https://www.yumpu.com/pt/document/read/12870767/pdflor-pi-apostila-do-curso-tecnicas-de-plantio-de-florestas-codevasf https://www.yumpu.com/pt/document/read/12870767/pdflor-pi-apostila-do-curso-tecnicas-de-plantio-de-florestas-codevasf