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COMPARATIVO DE SISTEMAS CONSTRUTIVOS, CONVENCIONAL E 
WOOD FRAME EM RESIDÊNCIAS UNIFAMILIARES 
 
Caio Camargo Penteado Correa Fernandes Vasques1 
1 Acadêmico do Curso Engenharia de Estruturas do Centro Universitário de Lins - Unilins, Lins-
SP, Brasil 
 
Luciana Maria Bonvino Figueiredo Pizzo2 
2 Docente do Curso Engenharia de Estruturas do Centro Universitário de Lins - Unilins, Lins-SP, 
Brasil. 
 
 
Resumo 
 
A possibilidade de utilizar novos materiais e 
tecnologias construtivas residenciais com 
um custo baixo incentivou a realização 
desse trabalho, cujo foco principal é 
comparar o custo de residências no sistema 
construtivo convencional e Wood Frame. O 
presente estudo se faz através da 
comparação destes custos de construção 
para um modelo de casa com 
aproximadamente 74,00m², com intuito de 
demonstrar o custo-benefício de cada um 
dos sistemas acima citados. Trabalhou-se 
com as hipóteses de que cada método e 
técnica têm seus prós e contras em relação 
ao custo-benefício e agilidade de cada um. 
O quadro comparativo demonstra as 
tecnologias dos sistemas, bem como seu 
custo e mão de obra. Foi analisada através 
de pesquisas bibliográficas e seus métodos 
de construção. Diante destes, possibilita o 
conhecimento de custos dos casos analisado. 
Palavras chaves – Sistema Convencional. 
Wood Frame. Sistemas Construtivos. 
 
Abstract 
 
The possibility of using new materials and 
residential construction technologies with a 
low cost encouraged the completion of this 
work, whose main focus is to compare the 
cost of homes in the conventional building 
system and Wood Frame. This study is done 
by comparing these costs to build for a 
model home with approximately 74.00 m², 
aiming to demonstrate the cost-benefit of 
each of the systems mentioned above. We 
worked with the assumptions that each 
method and technique has its pros and cons 
regarding cost-benefit and agility of each. 
The comparative table shows the 
technologies of the systems as well as cost 
and manpower. Was analyzed through 
literature searches and their construction 
methods. Given these, enables knowledge 
cost of cases analyzed. 
Keywords – Conventional System. Wood 
Frame. Building Systems. 
 
1 Introdução 
 
O presente estudo aborda e compara dois 
sistemas correntes e comuns, para a 
edificação de residência unifamiliar, 
utilizados no mercado da construção civil, 
(1) com estruturas em Concreto Armado e 
fechamento em alvenaria e (2) Wood Frame. 
Neste trabalho, o sistema com estrutura em 
Concreto Armado e fechamento em 
alvenaria, será chamado de “sistema 
convencional”. 
Nas construções brasileiras, pela escassez de 
conhecimento de outros sistemas, há o 
predomínio do uso do sistema convencional, 
em detrimento de outros possíveis sistemas 
construtivos. 
Para um país como o Brasil, onde se tem um 
alto índice de déficit de casas com baixo 
custo, ter acesso a uma boa moradia 
unifamiliar, com custo acessível, é um 
grande desafio. Levantou-se, portanto, a 
hipótese de que pouco se busca e ou se 
conhece sobre soluções alternativas ao 
sistema convencional. 
Esta pesquisa tem como meta, diante desse 
panorama, avaliar, através de análise 
comparativa, os custos na construção de 
uma mesma casa unifamiliar de padrão 
médio, projetada com a utilização dos dois 
sistemas, o Convencional e o Wood Frame. 
Pretende-se, através desta análise, 
apresentar qual é a melhor indicação para 
cada situação em termos de qualidade e 
rapidez da obra; considerando-se ainda, a 
avaliação da melhor relação entre custo-
benefício. 
Conhecer esses sistemas construtivos é de 
suma importância, por exemplo, no 
planejamento da obra e na orientação aos 
clientes, sobre os preços, as vantagens e as 
desvantagens dos sistemas em questão. 
Os objetivos da presente pesquisa são, 
portanto, abordar e comparar os dois 
sistemas construtivos: o Convencional e 
Wood Frame. Os processos construtivos de 
ambos os métodos, seus problemas e 
soluções, são discutidos avaliando-se as 
informações e os dados a respeito de 
gerenciamento, planejamento, montagem, 
logística e suas aplicações em residências de 
padrão médio. 
Na comparação desses dois sistemas 
construtivos avalia-se qual o mais vantajoso 
para o tipo de construção e região adotadas, 
e analisadas as possibilidades e soluções 
para as adversidades frequentemente 
encontradas na aplicação desses 
procedimentos. 
A presente pesquisa pretende colaborar 
trazendo à discussão outras possibilidades 
do uso das tecnologias existentes na 
construção civil, pois a demanda do 
mercado na busca de prazos cada vez 
menores e de alta qualidade vem crescendo 
e forçando a construção civil a buscar novos 
desafios e tecnologias nos mais diversos 
setores. 
O sistema construtivo convencional com 
estruturas de concreto armado e fechamento 
em alvenaria, ainda é a mais empregada, no 
Brasil, pela sua popularidade e pelo hábito 
que os trabalhadores da construção civil têm 
no uso do sistema. 
O Wood Frame, pela sua resistência, rapidez, 
diferencial técnico, mercadológico e, 
principalmente, comprometimento com o 
meio ambiente, esse sistema estrutural vem 
ganhando cada vez mais espaço, mas no 
Brasil, ele é pouco utilizado, seja por falta 
de conhecimento técnico sobre o sistema, 
seja por preconceito associado à má 
utilização da madeira como material de 
construção ou ainda, em alguns casos, por 
falta de normatização. 
Este estudo pretende apresentar os custos do 
Wood Frame e refinar o conhecimento dessa 
técnica e sistema construtivo para atender às 
necessidades mercadológicas e, ao mesmo 
tempo, elaborar novas soluções e avanços 
em busca de uma excelência técnica 
construtiva. 
 
O homem e a construção civil 
 
O homem, historicamente, sempre foi capaz 
de erguer grandes construções. Continua 
crescendo e evoluindo suas técnicas de 
construção de obras monumentais e 
grandiosas, imponentes e que demostram 
resistir ao tempo, desafiando a gravidade, 
para deixar para as futuras gerações uma 
rica herança. Houve, porém, uma “parada” 
sobre determinadas técnicas e uso de 
determinados materiais para construção civil, 
principalmente para as residências. É de 
extrema urgência a revisão e a aquisição do 
conhecimento de novas técnicas 
construtivas a fim de se modernizar este 
setor, oferecer qualidade e facilitar a 
aquisição de moradia de forma universal. 
No território nacional, observa-se o 
predomínio do uso do sistema convencional, 
seja a construção em tijolo cerâmico ou 
concreto. Apesar da baixa produtividade e, 
principalmente pelo grande desperdício de 
materiais e presença de resíduos quando 
utilizada esta técnica, nota-se que um dos 
maiores problemas enfrentados é a questão 
de uma boa moradia unifamiliar com custo 
acessível. Levantou-se a hipótese, diante de 
tal situação, de que pouco se busca e ou se 
conhece em soluções alternativas ao sistema 
convencional. A falta de informações e de 
interesse por meios e técnicas construtivas 
alternativas em relação ao convencional 
acaba gerando uma insegurança na escolha, 
pois é uma situação que envolve valores 
altos, dificultando a aquisição da casa 
própria pela maioria da população. 
 
2 Sistema Construtivo Convencional 
 
O concreto armado é, segundo Martins 
(2009), o sistema construtivo de paredes e 
muros, ou obras semelhantes, executadas 
com pedras naturais, tijolos ou blocos 
unidos entre si com ou sem argamassa de 
ligação, em fiadas horizontais que se 
repetem sobrepondo-se sobre as outras, ou 
em camadas parecidas, formando um 
conjunto rígido e coeso. 
O sistema convencional é formado por 
pilares, vigas e lajes de concreto armado, 
sendo que os vãos são preenchidos com 
tijolos cerâmicos para vedação. O peso da 
construção, neste caso, é distribuído nos 
pilares, vigas, lajes e fundações e, por isso, 
as paredes são conhecidas como não-
portantes. Na construção de elementos como 
pilares e vigas são usados aço estrutural e 
formas de madeira. Após a construção das 
paredes, é preciso rasgá-las para embutiras 
instalações hidráulicas e elétricas. A etapa 
de revestimento, caracterizada pela 
aplicação do chapisco, massa grossa 
(emboço), massa fina (reboco) e pintura, 
deve ser iniciada em seguida. 
Na construção civil brasileira, ainda é 
predominante o sistema convencional 
caraterizada pela baixa produtividade e 
principalmente pelo grande desperdício, 
mas o país já mostra indícios de dominar a 
tecnologia de obras industrializadas, tanto 
na área industrial quanto na residencial, 
possibilitando a execução de construções 
com rapidez e qualidade. 
No Brasil, a estrutura convencional, por 
conta de sua enorme popularidade, ainda é a 
mais empregada, daí vem à familiaridade 
com a qual os trabalhadores da construção 
civil têm com o sistema. 
 
 
Figura 1 – Elementos do Concreto Armado 
Fonte: http://www.edifique.arq.br/ (2014) 
 
Esse sistema de construção utiliza barras de 
aço, como armaduras, as quais são inseridas 
no concreto moldado “in loco”, em formas 
de madeira, possibilitando a obtenção de 
estruturas que resistam a qualquer tipo de 
carga (GISAH & THOMPSON, 2013). 
Engenheiros e arquitetos especialistas nessa 
área, devem realizar um cálculo estrutural, 
que resultará num projeto estrutural. São 
definidas, nesse processo, as dimensões dos 
pilares, vigas e lajes, e também as 
armaduras e a composição do concreto a ser 
utilizado, em função das cargas a que estará 
submetido o edifício. 
Os riscos que podem ocorrer decorrentes da 
execução empírica ou inadequada de 
estruturas de concreto armado, não serão 
invalidados por esse cálculo. Do ponto de 
vista econômico e ambiental, é relevante 
também, o estudo das formas de madeira. 
Sem comprometer a qualidade final da 
estrutura, deve-se buscar uma forma de 
reutilização das madeiras. 
A alvenaria, que não é dimensionada para 
resistir às ações além de seu próprio peso, é 
utilizada como elemento de fechamento, 
sendo a vedação vertical responsável pelo 
fechamento da edificação e também pela 
divisão dos ambientes internos. 
Existem dois tipos de blocos cerâmicos mais 
utilizados: os de vedação, destinados à 
execução de paredes, com capacidade de 
suportar seu peso próprio e pequenas cargas, 
geralmente utilizados com os furos na 
horizontal; e o bloco estrutural ou portante. 
Além de exercerem função de paredes, 
podem ser utilizados em edificações 
substituindo pilares e vigas de concreto, por 
sua elevada resistência mecânica. Para 
vedação, o bloco cerâmico mais utilizado é 
o de 06 (seis) e 08 (oito) furos. 
No entanto, no processo construtivo 
convencional, a maioria das edificações 
utiliza as paredes de alvenaria, para o 
fechamento dos vãos. 
 
2.1 Alvenaria 
 
A utilização da alvenaria como uma técnica 
de construção, é tão antiga como a história 
da arquitetura, iniciada com as primeiras 
civilizações, cerca de 9.000 a 7.000 a.C. A 
“simplicidade” da colocação de uma pedra 
sobre outra, permitiu a sobrevivência dos 
recém-sedentários que, naturalmente, foram 
aperfeiçoando os materiais e as tecnologias 
ao longo dos tempos. 
 
 
Figura 2 – Elementos da Alvenaria 
Fonte: http://www.edifique.arq.br/ (2014) 
 
A construção em alvenaria como elemento 
de fechamento, perdeu a condição de 
principal estrutura suporte, no início do 
século XX, com o surgimento de edifícios 
em grandes alturas, mantendo, porém, sua 
supremacia em edifícios de um e dois 
pavimentos. Na década de 60, ressurgiu na 
Europa e EUA, com o desenvolvimento do 
PCAE (Processos Construtivos de Alvenaria 
Estrutural), para os edifícios de 
multipavimentos, mas continuou sendo 
bastante utilizado como material para 
vedação, principalmente vedação externa 
dos edifícios. 
As anomalias nas edificações, o aumento de 
custos, tempo gasto na execução e desgaste 
da obra, são resultado do nível de qualidade 
dos materiais empregados, das incorreções 
na concepção e nas deficiências da execução. 
São, portanto, desempenhos não 
compatíveis com a importância funcional e 
econômica da alvenaria, comprometendo o 
resultado esperado nesta técnica construtiva. 
 
2.2 Revestimentos 
 
Possuindo inúmeras funções, os 
revestimentos podem proporcionar desde 
um acabamento adequado à alvenaria, como 
também garantir resistência mecânica, além 
de proteger da umidade e dos agentes 
agressivos, além de serem responsáveis por 
proporcionar maior conforto térmico-
acústico; sendo, portanto, fatores que 
determinam a escolha dos itens que 
compõem o revestimento de uma obra. 
Os tipos e a espessura dos revestimentos 
variam também de acordo com o método 
construtivo empregado e dentre os tipos que 
variam por causa deste fator, quatro itens 
são de grande importância neste estudo: o 
chapisco, o emboço, o reboco e o gesso. 
 
 
Figura 3 – Revestimento 
Fonte: 
http://www.atlanmaq.com.br/catalogos/m_obra_man
ual/ (2014) 
 
Chapisco 
 
A primeira camada aplicada nos blocos 
cerâmicos é o chapisco. Possuindo uma 
superfície porosa e feita de argamassa, tem 
como objetivo garantir que o revestimento 
que vem a seguir possua uma maior 
aderência ao substrato. 
Existem algumas opções de chapisco: 
 O tradicional, aplicado manualmente 
com traço 1:3 (areia média ou grossa) 
sem peneirar;  O peneirado, que proporciona um 
acabamento mais uniforme;  O industrializado, aplicado com 
desempenadeira dentada;  O rolado, industrializado. 
Os dois últimos possibilitam uma camada de 
revestimento menos espessa, 
proporcionando melhor aderência sobre as 
estruturas de concreto (GISAH & 
THOMPSON, 2013). 
A espessura dessa camada deve ser de 3 a 5 
mm, ser fina e uniforme. Após três dias 
pode ser executado o emboço. Esta etapa 
não deve demorar mais de duas horas e 
trinta minutos para começar após a 
argamassa estar misturada com água ou 
mostrar sinais de endurecimento. 
 
Emboço 
 
O emboço é a camada que deve ser 
realizada posteriormente ao chapisco, sendo 
necessário para a sua execução, montar, 
com o auxilio do prumo, um quadro com 
quatro taliscas por vez, fixadas com uma 
pequena quantidade de argamassa, com o 
intuito de que o emboço fique nivelado e a 
parede quase finalizada para o acabamento 
final. A massa é aplicada com o auxílio de 
uma régua, regularizada com o auxílio de 
um sarrafo, e posteriormente o acabamento 
é realizado com uma desempenadeira de 
madeira para minimizar o consumo do 
reboco. A espessura desta camada é de cerca 
de 2,5 cm em média sobre tijolos cerâmicos 
comuns (GISAH & THOMPSON, 2013). 
 
Reboco 
 
É a última camada antes da massa corrida 
ou gesso, aplicada posteriormente ao 
emboço. Sua função é a de regularizar 
qualquer imperfeição que possa ter ocorrido 
na execução do emboço, sendo aplicada 
com desempenadeira de madeira. 
 
 
Gesso 
 
O gesso é utilizado na execução de 
acabamentos internos, o gesso é usado para 
recobrir paredes e tetos. É aplicado 
diretamente sobre o bloco cerâmico, bloco 
de concreto ou sobre a argamassa. A 
espessura desta camada depende 
diretamente do substrato. Caso o substrato 
esteja uniforme, a camada será de 
aproximadamente 5 mm, podendo chegar a 
10 mm. No Brasil, a aplicação manual é 
mais comum, entretanto também pode ser 
jateado (GISAH & THOMPSON, 2013). 
O nivelamento da parede, a umidade do 
substrato, e possíveis áreas críticas, devem 
ser previamente verificados, antes da sua 
aplicação. 
Algumas das vantagens da aplicação do 
gesso como revestimento interno é o seu 
custo ser inferior ao de argamassa com 
massa corrida, além da alta produtividade e 
do bom acabamento para pintura. 
Por possuir espessura menor do que o 
revestimento com massa corrida de 
argamassa, o acabamento de gesso apresenta 
algumas desvantagens como, por exemplo, a 
necessidade de uma base bem regular, 
devido ao fato de possuir grande 
susceptibilidade à deformação dos 
substratos, é mais frágil a choques. 
Na realização da sua aplicação, a base deve 
estar bem limpa e sem a presença de pó, a 
fim de evitar problemas futuros com a 
pintura, como o descolamento da camada 
aplicada. 
A aplicação pode ser feita em faixas,com 
movimento vai e vem, sendo que a camada 
seguinte deve ser sempre perpendicular a 
anterior. Deve ser aplicado com 
desempenadeira de PVC ou rolo. 
 
2.3 Vantagens e desvantagens do uso 
Sistema Convencional 
 
Dentre as vantagens podemos citar:  Bom isolamento térmico e acústico;  Boa estanqueidade à água;  Excelente resistência mecânica ao 
fogo; 
 Durabilidade superior a qualquer 
outro material;  Facilidade de produção por 
montagem ou conformação;  Facilidade e baixo custo dos 
componentes;  Excelente versatilidade e 
flexibilidade;  Ótima aceitação pelo usuário e 
sociedade. 
 
Dentre as desvantagens podemos citar:  Baixa produtividade na execução;  Elevada massa por unidade de 
superfície;  Domínio técnico centrado na mão de 
obra executora;  Necessidade de materiais adicionais 
para ter a textura lisa;  Deficiente na limpeza e higienização;  “Desconstrução” para instalação de 
rede hidrosanitária e elétrica, o que 
gera desperdício. 
 
A alvenaria de bloco cerâmico é a estrutura 
de vedação mais popular utilizada em 
território brasileiro. Considerando-se o alto 
índice de carência em habitação no país, 
juntamente com a maior desvantagem deste 
tipo de técnica, que é o tempo de execução, 
acredita-se que este sistema não seria o mais 
adequado para a situação brasileira. Não 
somente por esta razão, mas considerando-
se também o peso da edificação, pois o 
concreto armado é mais pesado em 
comparação ao outro material estudado. 
 
3 Wood Frame 
 
O Wood Frame é o método predominante, 
nos Estados Unidos, na construção de casas, 
apartamentos, edifícios comerciais e 
industriais, que podem alcançar até cinco 
andares. As residências em “Wood frame” 
são econômicas, com ótimo isolamento 
térmico, o que proporciona o máximo de 
conforto. Este sistema de construção 
permite também a criação de estilos 
arquitetônicos dos mais variados e 
tradicionais, até à arquitetura futurística. 
Distingue-se, dentro do sistema Wood frame, 
ainda dois tipos clássicos de construções, 
“Platform frame” e o “Balloon frame”. 
Ergue-se um andar e cobre-se, formando 
uma plataforma, no primeiro tipo sobre ela 
constrói-se o próximo andar e assim por 
diante. É o sistema mais usado atualmente e 
o qual será contemplado. Após sua 
decadência na arquitetura monumental, a 
madeira cede lugar ao ferro, ao aço e ao 
concreto, e teve aplicação numa escala 
imensa na arquitetura vernácular americana, 
como resultado deste sistema. O método 
tradicional de poste e viga requeria madeiras 
muito pesadas, de grande seção, e 
considerável habilidade de carpintaria na 
lavração. Com o sistema Wood frame, foram 
requeridas apenas habilidades elementares 
para fixar por pregação somente peças leves 
de dimensões padronizadas, em madeira. 
Este sistema versátil e simples tornou-se a 
maneira de fazer casas na América do Norte, 
mesmo naquelas com lâmina de tijolos nas 
paredes externas em lugar do fechamento 
em madeira. O segundo tipo, menos usado, 
tem montantes que vão do solo até o telhado 
do segundo andar, sendo restritivo para a 
altura da construção. O sistema plataforma 
se originou do sistema Balloon frame. O 
fato de o Platform frame ter se tornado 
altamente padronizado e somado a sua 
simplicidade, tem feito com que ele seja 
mais usado do que o próprio sistema 
“Balloon” ao qual vem substituindo. 
Em conjunto com as placas estruturais LP 
OSB Home, as estruturas em madeira ou aço, 
permitem a construção de edificações leves, 
tão resistentes quanto às de concreto. O 
sistema, extremamente flexível, permite a 
utilização de qualquer tipo de acabamento 
exterior e interior, pode ser aplicado em 
qualquer estilo arquitetônico e é indicado 
tanto para edificações unifamiliares de 
pequeno ou médio porte como para 
construções multifamiliares e com altura de 
até cinco pavimentos. 
A técnica de construção de edifícios, 
denominada Wood frame é muito usada em 
diversos países do mundo, em especial no 
continente norte americano e no norte da 
Europa. O material estrutural principal do 
sistema é a madeira. Aplicada em forma de 
perfis montantes com duas polegadas de 
largura com seção que pode variar de 04 
(quatro) a 12 (doze) polegadas. 
As primeiras casas em madeira, das quais 
temos notícias, e que foram transportadas 
para o local de montagem, surgiram ainda 
no período colonial, como nos casos das 
casas pré-fabricadas em 1578, levadas da 
Inglaterra ao Canadá e o da Great House, 
construída por Edward Winslow em 1624, 
levada da Inglaterra até Massachussets e 
depois remontada em outros lugares 
(SOUZA, 2013). 
Apesar de já demonstrarem facilidades 
importantes na sua construção, nesse 
período, as casas pré-fabricadas eram ainda 
casos pontuais, pois somente com a 
Revolução Industrial e com a expansão nos 
EUA é que os sistemas pré-fabricados 
ganharam impulso. 
A população do país multiplicou-se por dez, 
sendo necessário recorrer aos materiais 
disponíveis localmente e a métodos práticos 
e céleres que permitissem aumentar a 
produtividade na construção de novas 
habitações. 
O espaço entre os elementos de madeira, 
encaixados entre si em posições horizontais, 
verticais ou inclinadas, era então preenchido 
por argamassa e pedras ou tijolos. 
Com estrutura em madeira, este tipo de 
sistema construtivo é usualmente designado 
por Wood frame. A madeira passou a ser 
utilizada, então, como o principal elemento 
estrutural dos edifícios e assim permaneceu 
até os dias de hoje. 
Wood frame é um método construtivo onde 
se faz, primeiramente, um esqueleto de ripas 
de madeira, possível de se obter a partir de 
inovações nas maquinarias e serrarias 
mecânicas, que permitiram a obtenção de 
secções de madeira muito fina e com maior 
rapidez. A introdução de técnicas 
industrializadas, portanto, permitiu a 
realização de uma construção mais barata, 
capaz de ser facilmente montada e 
desmontada, substituindo o emprego dos 
carpinteiros por mão de obra não 
especializada. 
Os povos do norte da Europa, através da 
colonização da América, levaram consigo os 
seus conhecimentos de marcenaria e 
carpintaria tendo à sua disposição 
abundantes recursos florestais. Cidades 
inteiras eram construídas com estruturas em 
madeira, usando elementos de grande 
secção (SOUZA, 2013). 
No Brasil, disponível há aproximadamente 
15 anos, só agora começa a se disseminar, 
sobretudo em regiões com boa oferta de 
madeira reflorestada, como o Paraná e o 
Espírito Santo. “Se pretendemos melhorar o 
clima e cuidar da natureza, é imprescindível 
passarmos a usar matéria-prima renovável e 
industrializar os processos”, avalia Caio 
Bonatto, da fornecedora Tecverde, que cita 
como vantagens a redução de 80% das 
emissões de CO2 durante a construção e de 
85% dos resíduos do canteiro. O tempo de 
obra é ao menos 25% menor que no sistema 
convencional. O ponto crítico nos vários 
sistemas do gênero, a oferta de mão de obra, 
é melhor neste caso, em que as paredes são 
montadas na fábrica e levadas prontas para 
o local da construção. 
 
 
Figura 4 – Detalhe da vedação externa 
Fonte: www.ipog.edu.br (2014) 
 
Segundo a LP Brasil Building Products, em 
entrevista a revista Téchne, 
(http://www.revistatechne.com.br/engenhari
a-civil/161/imprime182186.asp) apesar de o 
Wood frame ser utilizado em outros países, 
a atual norma brasileira NBR 7190:1997 - 
Projeto de Estruturas de Madeira - não 
apresenta critérios muito apropriados para o 
dimensionamento dessas estruturas leves, 
pois consideram, em suas especificações, 
dimensões mínimas para elementos 
estruturais considerando-se a segurança de 
estruturas isostáticas e de treliças. É 
necessário, portanto, observar normas de 
outros países nesse dimensionamento. 
 
 
Figura 5 – Detalhe da parede externa 
Fonte: www.ipog.edu.br (2014) 
 
O que dificulta o crescimento das técnicas 
alternativas, no Brasil, é a sua tímida 
divulgação e muita insegurança quanto ao 
sistema. Isso ocorre por falta de 
conhecimento técnico, por falta de 
normatização e pela crença deque o uso da 
madeira pode gerar o desmatamento, 
provocando consequente desastre ecológico. 
 
Etapas construtivas do Wood Frame 
 
3.1 Fundação 
 
O tipo de fundação escolhida deve levar em 
conta as cargas especificadas no projeto e o 
tipo de solo existente. 
Nos países que possuem inverno rigoroso, 
em alguns deles, a fundação das casas em 
Wood frame é composta por estruturas 
subterrâneas de paredes, tecnicamente 
chamadas de “basement wall”, que formam 
compartimentos abaixo do nível do solo 
(com pelo menos 60 cm), servindo para 
aumentar a temperatura das casas, pois nesta 
cota o congelamento não afeta o conforto 
térmico dos cômodos subterrâneos 
(MOLINA & CALIL JUNIOR, p. 143-156, 
2010). 
Segundo Nanami apud (MOLINA & 
CALIL JUNIOR, p. 143-156, 2010) essas 
dimensões levam em consideração, além de 
outros fatores, a ventilação no 
compartimento subterrâneo. 
 
 
Figura 6 – Basement wall e arranque para fixação dos 
painéis 
Fonte: Sistema construtivo em wood frame para 
casas de madeira (MOLINA & CALIL JUNIOR, 
2010). 
 
Usada principalmente pelos norte-
americanos, a técnica “basement wall” 
sustenta cargas de piso, de paredes, de 
telhados e outras cargas da construção, que 
pode ser tanto em madeira como também 
em concreto, sendo este último o mais 
utilizado. Neste tipo de fundação também é 
muito comum à utilização de vigas de 
madeira com seção I sobre o basement wall 
para a sustentação e distribuição das cargas 
provenientes da edificação. A transmissão 
das cargas verticais acontece, neste caso, de 
forma não concentrada, tornando a fundação 
uma etapa bastante rápida e econômica. 
A principal estrutura utilizada nas casas em 
Wood frame é de madeira e a distribuição 
das cargas se dá ao longo das paredes. 
 
 
Figura 7 – Detalhe da fundação do tipo Radier 
Fonte: http://teamcyklo.wordpress.com/ (2014) 
 
Sendo a fundação leve e as cargas 
distribuídas ao longo das paredes, uma boa 
solução para a fundação é o radier ou ainda 
a sapata corrida. Nos países como o Brasil, 
de clima tropical, a utilização de basement 
wall também pode ser muito interessante 
para garantir o conforto térmico da 
edificação, principalmente daquelas 
construídas em regiões com temperaturas 
muito elevadas. 
 
3.2 Piso 
 
Nas casas em Wood frame, nos pavimentos 
superiores, são utilizados decks constituídos 
por chapas de OSB (Orinteded Strand 
Board) apoiadas sobre vigas de madeira 
geralmente com seções retangulares ou I 
(com mesas formadas por madeira maciça 
ou LVL (Laminated Venner Lumber) e alma 
de OSB ou compensado) (MOLINA & 
CALIL JUNIOR, p. 143-156, 2010). 
Neste caso, a utilização de vigas I, é 
interessante, pois proporcionam pisos leves 
e eficientes, resistentes aos esforços de 
flexão decorrentes das ações de peso próprio 
e acidentais. As ligações coladas (com 
resinas estruturais) entre a alma e as mesas 
da viga I, neste caso, são rígidas e, com isso, 
o deck, ao receber as cargas, que são 
perpendiculares ao seu plano, apresenta 
pequenos deslocamentos. Sobre o deck de 
madeira são utilizados revestimentos de 
carpetes ou pisos projetados com manta 
intermediária com o objetivo de garantir a 
isolação acústica. A chapa de OSB, que 
compõe o deck, funciona como contrapiso. 
 
 
Figura 8 – Detalhe do deck com chapa de OSB 
Fonte: http://www.jular.pt/ (2014) 
 
Além disso, nas áreas úmidas utilizam-se 
chapas cimentíceas coladas diretamente 
sobre o contrapiso de OSB, sendo que sobre 
as chapas cimentíceas é aplicada uma 
impermeabilização do tipo membrana 
acrílica impermeável, esta aplicação é feita 
por pintura. Entre as placas cimentíceas, nas 
juntas, bem como nos cantos com as paredes, 
aplica-se fibra de vidro com estruturante. 
Coloca-se o piso frio com argamassa colante, 
sobre a impermeabilização. De acordo com 
a Revista Téchne (LIGHT wood frame..., 
2009), na composição dos pisos das áreas 
úmidas. Em alguns casos são utilizadas 
chapas de compensado naval, ou 
impermeabilizantes, à base de resina de 
mamona para a madeira, ao invés de chapas 
cimentíceas. No piso do primeiro pavimento 
aplicam-se as técnicas tradicionais de 
alvenaria. 
 
3.3 Paredes 
 
As paredes são compostas por montantes 
verticais em madeira, dispostos em 
consonância com painéis de OSB. As 
ligações entre os elementos estruturais no 
painel são realizadas com a utilização de 
pregos, sendo que, estes elementos 
metálicos de fixação necessariamente, 
devem ser galvanizados, pois deverão ter 
vida longa de serviço (MOLINA & CALIL 
JUNIOR, p. 143-156, 2010). 
No Chile, e em alguns outros países, são 
utilizados grampos para fixação entre os 
elementos que compõem o painel. É 
importante esclarecer que, principalmente 
no Brasil, existe preconceito em relação à 
utilização de madeira e pregos na 
construção, por ser considerado um 
processo primitivo e de baixa qualidade. 
Nos países em que a madeira é bastante 
utilizada o prego é considerado ótimo 
recurso para fixação. 
Ainda segundo a Revista Téchne (PRONTA 
entrega..., 2009), no Wood frame são 
utilizados pregos do tipo ardox ou do tipo 
anelado que dificultam o arrancamento, 
especialmente em madeiras macias como as 
utilizadas nos painéis em Wood frame 
(coníferas). 
Os montantes que se encontram nestas 
regiões, para as aberturas de portas e janelas, 
devem ser deslocados lateralmente, mas 
nunca eliminados. Sempre que possível, o 
projeto arquitetônico deve conter elementos 
que facilitem a ventilação e a iluminação 
naturais, evitando o uso de ar condicionado 
e minimizando o uso de energia elétrica. 
 
 
Figura 9 – Detalhe dos montantes verticais para 
fixação dos painéis 
Fonte: http://construindo.org/ (2014) 
 
O piso superior da edificação é apoiado nas 
paredes, as quais solicitam os montantes na 
direção paralela às fibras que, descarregam 
os esforços no pavimento inferior ou 
fundação. 
O Wood frame tem grande capacidade de 
resistir aos esforços de vento, devido à 
rigidez das paredes e pisos nos seus planos 
Com os esforços horizontais, a parede 
frontal, situada ao vento, é solicitada 
perpendicularmente ao seu plano, resultando 
em esforços de flexão nos montantes e 
chapas de OSB. Essa parede transfere os 
esforços para os pisos, superior e inferior, 
que os receberão como carga distribuída. 
Neste caso, admite-se, por simplificação, o 
piso como sendo uma viga horizontal 
submetida ao esforço de flexão transferido 
pela parede. A cortante que surge nesta viga 
deve ser resistida pelo conjunto formado 
pelas chapas de OSB e as vigas que 
compõem o piso. A ligação entre esses 
elementos são definidas em função dessa 
cortante. Essa viga horizontal de piso 
distribui as cargas nas paredes laterais que 
deverão ser dimensionadas pelo 
cisalhamento e por isso são chamadas de 
shear wall. 
Os painéis em Wood frame, em países como 
o Chile e a Alemanha, são geralmente 
confeccionados na indústria e, 
posteriormente, transportados para o local 
da obra. O comportamento estrutural do 
Wood frame é superior ao da alvenaria 
estrutural, em peso, resistência, conforto 
térmico e acústico. No Wood frame, além 
disso, cada elemento recebe esforços de 
diferentes naturezas, sempre conjugados 
com outros elementos, sendo que as 
estruturas em Wood frame apresentam 
redundância e hiperestaticidade. 
 
3.4 Instalações elétricas e hidráulicas 
 
Elas podem ser idênticas ao de uma 
construção convencional, mas comparando-
se com as construções em alvenaria, o uso 
de paredes agrega praticidade e agilidade à 
construção e em eventuais reparos, ao 
permitir embutir as instalações nos vãos 
internos aos montantes. 
 
 
Figura 10 – Detalhe de instalações hidráulicas 
Fonte: http://www.lpbrasil.com.br/ (2014) 
 
3.5 Revestimentos 
 
Os revestimentos podem ser usados tanto 
dentro quanto fora da casa. As paredes 
externas, por exemplo, podem ser revestidas 
com sidings de aço, madeira e PVC, que são 
desenvolvidos especificamente para este 
sistema, mas também podem ser utilizados 
outros tipos de materiais como placas 
cimentíceas quedão um acabamento 
semelhante ao da alvenaria, além de tijolos 
aparentes e argamassa armada. 
Para proteger o sistema das intempéries (por 
exemplo, contra a umidade), o revestimento 
tipo “TYVEK” tem essa função mas, de uma 
maneira geral, o revestimento visa também 
atender os requisitos de arquitetura e 
funcionar como isolante térmico. 
Em áreas que estão expostas à água como, 
por exemplo, banheiros e cozinhas, são 
utilizadas placas cimentíceas com selador 
acrílico anti-fungo e pintura de resina 
acrílica pura, ou ainda placas de gesso 
acartonado revestidas por azulejos. 
Nas paredes, além disso, devem ser 
utilizados mecanismos que garantam a 
estanqueidade do sistema. Para melhorar o 
desempenho térmico e acústico, do sistema, 
devem ser utilizadas mantas de lã de vidro, 
no interior dos painéis Wood frame. 
 
 
Figura 11 – Paredes externas com revestimento 
Fonte: http://madeirasmg.com.br/ (2014) 
 
3.6 Contraventamento 
 
As paredes em Wood frame funcionam 
também como um sistema de 
contraventamento, o qual, na posição 
vertical da edificação é feito com a fixação 
de placas de OSB nas faces externas das 
paredes. 
 
3.7 Telhado 
 
Geralmente, sobre as paredes do último piso 
da edificação, são posicionadas treliças 
industrializadas de madeira com conectores 
do tipo chapas de dentes estampados. O 
espaçamento entre as treliças, dependendo 
do tipo de telha utilizada, pode variar entre 
60 cm e 120 cm. Por ser uma estrutura leve 
de cobertura há um alívio das cargas nos nós 
das treliças diminuindo o espaçamento entre 
elas. A partir da utilização de treliças 
industrializadas é possível reduzir o peso da 
cobertura em até 40%, pois as seções dos 
elementos que a compõem são de pequenas 
dimensões (3 cm x 7 cm). 
 
 
Figura 12 – Estrutura da cobertura 
Fonte: http://www.apreflorestas.com.br/ (2014) 
 
Nem sempre, o banzo inferior das treliças, é 
o nível de referência para aplicação do forro. 
Tipos de telhas como as shingle, demandam 
um deck de OSB para servir de base sobre 
as treliças. Em se tratando de telhas 
cerâmicas, são utilizadas diretamente ripas 
sobre as treliças, tomando-se o cuidado de 
se aplicar uma manta de sobcobertura antes 
do ripamento para garantir a estanqueidade. 
Também podem ser utilizadas telhas 
metálicas, de fibrocimento e asfálticas. 
 
3.8 Madeira utilizada 
 
Normalmente a madeira utilizada, no 
sistema de Wood frame é a de Pinus, pois 
por ser conífera é mais leve, não apresenta 
cerne e seu lenho é totalmente permeável ao 
tratamento de preservação, o que não ocorre 
com a maioria das madeiras nativas 
brasileiras e com o eucalipto que são 
folhosas. 
Para o Wood frame, o tratamento mais 
recomendado é aquele feito em autoclave 
com produtos hidrossolúveis, sendo que 
estes tornam a madeira imune ao ataque de 
fungos e cupins. De acordo com Molina & 
Calil Junior (2010) a exposição direta da 
madeira aos fatores ambientais, em razão do 
seu uso sem um tratamento adequado, 
permite o ataque biológico de insetos e 
microrganismos, comprometendo a 
segurança das construções com esse 
material. 
Principalmente nas regiões Sul, Sudeste e 
Centro-oeste, o Brasil apresenta uma grande 
área de florestas plantadas de pinus, 
tornando o sistema Wood frame sustentável, 
do ponto de vista de demanda. Mas como 
para o Wood frame não existem normas 
brasileiras no que se refere ao tratamento 
preservante do sistema, os construtores 
utilizam como referência as normas norte-
americanas e canadenses que recomendam a 
retenção mínima de 4,0 kg de ingrediente 
ativo/m³ para madeiras utilizadas em 
aplicações gerais. Para peças sujeitas ao 
contato direto com a fundação de concreto 
ou umidade a recomendação mínima é de 
6,5 kg de ingrediente ativo/m³. No Brasil o 
tratamento mais recomendado utiliza 
produtos hidrossolúveis, em especial o CCA 
(Cobre-Cromo-Arsênio) e o CCB (Cobre-
Cromo-Boro). 
 
3.9 Vantagens e desvantagens do uso de 
Wood Frame 
 
Vantagens:  Obra seca e limpa, gerando menos 
resíduos;  Pré-construção em ambiente 
industrializado, reduzindo o tempo 
da obra;  Utiliza madeira de reflorestamento, 
única matéria prima renovável na 
construção civil;  Sustentabilidade, rapidez e limpeza 
da obra, durabilidade e eficiência das 
construções;  Estabilidade do preço da matéria 
prima;  Flexibilidade de projeto;  Conforto e resistência. 
 
Desvantagens:  Mão de obra especializada;  Altura das edificações de no máximo 
cinco pavimentos;  Baixa oferta de mão de obra 
especializada;  Baixa oferta de ferramentas 
específicas;  Resistência do mercado à mudança. 
 
No Brasil, a prática do sistema Wood frame 
depende, quase que exclusivamente, do 
conhecimento da técnica, pois visto que, 
além das poucas desvantagens em relação 
aos demais sistemas, trata-se de uma 
construção de casas de madeira de alta 
tecnologia, qualidade, velocidade, 
flexibilidade, conforto térmico e acústico e 
com preço competitivo. 
A divulgação e conscientização da 
população e do poder público, em relação às 
técnicas e materiais, podem mudar a 
realidade brasileira em termos de habitação. 
 
 
Figura 13 – Residência em Wood Frame concluída 
Fonte: http://madeirasmg.com.br/ (2014) 
 
4 Metodologia 
 
Para a realização do trabalho foi utilizado o 
método comparativo de custos. Recurso este 
que procede das análises dos sistemas 
construtivos, com a perspectiva de ressaltar 
as diferenças e as similaridades entre eles. 
 
5 Comparação entre custos dos Sistemas 
Construtivos 
 
Há alguns anos atrás, se por um lado definia 
o preço de um empreendimento pela soma 
de seu custo mais o lucro desejado pela 
construtora e pelos investidores, atualmente, 
o preço de uma obra é definido pelo lucro 
mais a economia do sistema construtivo. 
Portanto, com um mercado que regula os 
preços, caso se deseje manter a rentabilidade 
do empreendimento, deve-se buscar uma 
racionalização dos custos da obra, para 
quem sabe até maximizar os lucros. 
Na composição dos custos, um dos aspectos 
que tem maior peso, é a mão-de-obra. Por 
este motivo, hoje em dia, é uma das grandes 
preocupações das empresas. 
Além da falta de mão-de-obra bruta, 
também existe um déficit ainda maior com 
relação aos trabalhadores qualificados. A 
maioria dos operários da construção civil 
trabalha na informalidade. Muitos desses 
trabalhadores não têm interesse em se 
especializar porque estão satisfeitos com os 
serviços informais. 
A falta de desejo em especializar-se ocorre 
também pelo fato de que a maioria dos 
cursos oferecidos é à noite ou nos finais de 
semana, objetivando não atrapalhar o 
horário de trabalho dos operários, mas 
devido ao cansaço da rotina diária, somada a 
outras dificuldades, os cursos tem pouca 
procura. 
Portanto, diante desse quadro, a eficiência 
dos sistemas racionalizados fica 
comprometida, pois profissionais 
desqualificados apresentam uma 
produtividade menor, além de uma 
qualidade mais baixa dos seus serviços. 
Para elucidar a comparação entre os 
sistemas construtivos, foi criado um projeto 
modelo de uma residência, podendo ser 
executada em ambos os sistemas, com área 
de aproximadamente 74,00m². 
Os levantamentos da quantidade de serviço 
foram realizados através do estudo do 
projeto arquitetônico e de informações 
pesquisadas com empresas especializadas. 
Para o levantamento da quantidade de 
insumos, utilizaram-se composições 
unitárias de preço. Alguns itens já foram 
fornecidos, no entanto, para aqueles que 
ainda não possuíam, as estimativas foram 
feitas a partir de índices de consumo com 
base em outras obras já executadas. 
E o prazo para de execução das obras foram 
de 8 meses para o sistema convencional, já 
para o sistema Wood Frame foi de 2 meses. 
 
 
Figura 14 – Planta modelo 
Fonte: Acervo Próprio (2014) 
 
 
Figura 15 – Resumo da estimativa de custos sistema 
convencional 
Fonte: Acervo próprio (2014) 
 
em Reais
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
PREÇO TOTAL 
MATERIAIS
PREÇO 
TOTAL M.O.
PREÇO TOTAL 
GERAL
%
R$ R$ R$
1 SERVIÇOS PRELIMINARES3.569,60 1.401,60 4.971,20 7,10
2 FUNDAÇÃO 3.422,40 2.716,80 6.139,20 8,77
3 SUPER-ESTRUTURA 4.618,40 2.299,20 6.917,60 9,88
4 ALVENARIA DE VEDAÇÃO 2.175,80 1.120,80 3.296,60 4,71
5 COBERTURA 5.428,00 1.886,40 7.314,40 10,45
6 ESQUADRIAS E VIDROS 5.446,40 914,40 6.360,80 9,09
7 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 
7.1 ÁGUA FRIA 1.104,00 511,20 1.615,20 2,31
7.2 ESGOTO 713,00 592,80 1.305,80 1,87
7.3 ÁGUA PLUVIAL 607,20 662,40 1.269,60 1,81
8 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 3.238,40 2.925,60 6.164,00 8,81
9 REVESTIMENTO ALVENARIA 1.301,80 4.276,80 5.578,60 7,97
10 CONTRA PISO 1.297,20 1.027,20 2.324,40 3,32
11 ACABAMENTOS 1.752,60 364,80 2.117,40 3,02
12 PISO - ACABAMENTOS 6.881,60 782,40 7.664,00 10,95
13 LOUÇAS, APARELHOS E METAIS 2.428,80 192,00 2.620,80 3,74
14 PINTURA 1.633,00 1.944,00 3.577,00 5,11
15 PAISAGISMO 381,80 168,00 549,80 0,79
16 LIMPEZA FINAL 0,00 213,60 213,60 0,31
 PREÇO POR m2 945,95
TOTAL 46.000,00 24.000,00 70.000,00 100,00
Resumo Estimativa de Custos Residência Sistema Convencional
 
Figura 16 – Resumo da estimativa de custos Wood 
Frame 
Fonte: Acervo próprio (2014) 
 
 
Figura 17 – Comparação dos sistemas construtivos 
Fonte: Acervo próprio (2014) 
 
6 Conclusão 
 
O uso adequado de técnicas e materiais 
alternativos na construção civil que possam 
vir a competir ou mesmo substituir as 
técnicas convencionais, pode servir de apoio 
e solução para países como o Brasil, onde 
além de apresentar um déficit habitacional, 
apresenta também condições precárias de 
habitação. 
Embora seja um país com grande potencial 
florestal, existe grande preconceito em 
relação ao uso da madeira como material na 
construção civil, diferentemente do que 
ocorre nos países norte-americanos, 
europeus e no Japão. 
Certas inovações na construção civil podem 
levar o Brasil a competir com os países mais 
desenvolvidos, considerando-se desde o 
processo tecnológico da matéria prima até o 
seu desempenho final, além da relação de 
custo-benefício ao usuário. 
Como estes sistemas alternativos permitem 
uso conjugado de diversos tipos de materiais 
e soluções racionalizadas, torna-se possível 
a flexibilização de projetos, na grande 
maioria das obras. Flexibilidade esta que, 
torna a edificação interessante, pois 
possibilita o uso de determinado material 
encontrado na região onde a obra acontece, 
tornando-a mais barata e mais rápida, bem 
como tornando competitivo o sistema, o que 
seria o caso no Brasil com todo seu 
potencial madeireiro. 
Mas como toda técnica, todo material tem 
seus prós e contras, não só em relação a 
custos, mas também em relação à 
trabalhabilidade, disponibilidade local da 
matéria prima, da mão-de-obra para cada 
caso, tempo de execução, durabilidade e 
também o gosto do cliente. 
Assim como outros fatores envolvidos na 
realização de um projeto arquitetônico, a 
disponibilidade de mão-de-obra também 
influenciará para a escolha de um ou outro 
sistema de construção. Já o sistema Wood 
frame, mesmo que de forma tímida no 
Brasil, pode ser considerada a melhor opção 
a ser adotada, pois este sistema mostra uma 
clara vantagem em termo de custo sobre o 
outro sistema considerado. Sem dúvidas, 
este fato irá influenciar a escolha do cliente, 
ainda mais quando se considerar as outras 
vantagens apresentadas pelo sistema Wood 
frame, quando comparado com os demais. 
É de grande importância a conscientização 
das empresas, envolvidas com a construção 
civil, dos profissionais desse ramo, assim 
como do poder público para que a aceitação 
destes novos sistemas construtivos se torne 
realidade e possam trazer resultados 
em Reais
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
PREÇO TOTAL 
MATERIAIS
PREÇO 
TOTAL M.O.
PREÇO TOTAL 
GERAL
%
R$ R$ R$
1 PRELIMINARES E FUNDAÇÃO 2.352,90 796,00 3.148,90 6,74
2 PAREDES 7.055,40 3.009,90 10.065,30 21,55
3 COBERTURA 4.916,00 1.724,90 6.640,90 14,22
4 IMPERMEABILIZAÇÕES 1.121,00 748,00 1.869,00 4,00
5 ESQUADRIAS 3.844,50 690,90 4.535,40 9,71
6 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 719,10 603,30 1.322,40 2,83
7 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 1.428,90 1.339,90 2.768,80 5,93
8 APARELHOS E METAIS 669,90 0,00 669,90 1,43
9 REVESTIMENTOS INTERNO 5.365,80 2.660,70 8.026,50 17,19
10 REVESTIMENTOS EXTERNO 3.738,90 0,00 3.738,90 8,01
11 PINTURA 1.316,70 1.633,00 2.949,70 6,32
12 SERVIÇOS COMPLEMENTARES 419,10 380,90 800,00 1,71
13 LIMPEZA 51,80 112,50 164,30 0,35
 PREÇO POR m2 631,08
TOTAL 33.000,00 13.700,00 46.700,00 100,00
Resumo Estimativa de Custos Residência Sistema Wood Frame
positivos quanto à utilização da madeira 
como matéria prima alternativa nas 
construções brasileiras. 
 
7 Referências Bibliográficas 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS. NBR-7190:1997: 
projeto de estruturas de madeira: 
procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 
1997. 
 
EDIFIQUE. Estrutura de Concreto 
Armado. Disponível em: 
. 
Acesso em: 02/04/2014. 
 
EDUARDO QUIZA. Minha Casa, Minha 
Vida de Madeira. Disponível em: 
http://incorporacaoimobiliaria.com/2013/09/
04/mcmv-de-madeira/. Acesso em: 
08/06/2014. 
 
ELEMENTAL CONSTRUTORA. 
Tecnologia Wood Frame. Disponível em: 
http://elementalconstrutora.com.br/tecnologi
a/tecnologia-wood-frame/. Acesso em: 
06/04/2014. 
 
GISAH, A. P.; THOMPSON, R. V. 
Comparativo de Custos de Sistemas 
Construtivos, Alvenaria Estrutura e 
Estrutura em Concreto Armado no caso 
do Empreendimento Piazza Maggiore. 
Curitiba, PR. 2011. Universidade Federal do 
Paraná. 
 
LIGHT wood frame. Revista Téchne, São 
Paulo, ano 17, ed. 148, p. 48-53, jul. 2009. 
 
LIGHT wood frame: construções com 
estruturas leves de madeira. Revista 
Téchne, São Paulo, ano 16, ed. 140, p. 75-
80 nov. 2008. 
 
MARTINS, João Guerra. Alvenaria – 
Condições Técnicas de execução. 2009. 
 
MOLINA, J. C.; CALIL JUNIOR, C. 
Sistema construtivo em Wood Frame 
para casas de madeira. São Paulo, SP. 
2010. Ciências Exatas e Tecnológicas, 
Londrina, v. 31, n. 2, p. 143-156, jul/dez. 
2010. 
 
ROBERTO FERREIRA COMERCIAL E 
CONSTRUTORA LTDA. Sistema 
construtivo em Wood Frame no MCMV e 
norma de desempenho. Acessado em 20 de 
março de 2014. Online. Disponível em: 
http://www.robertoferreira.com.br/site/conte
nt/produtos/wood-frame.pdf 
 
SOUZA, L. G. Análise comparativa do 
custo de uma casa unifamiliar nos 
sistemas construtivos de alvenaria, 
madeira de lei e Wood Frame. 
Florianópolis, SC. 2013. Instituto de Pós 
Graduação IPOG. 
 
 
 
ANEXO A – Planta Modelo 
 
 
 
 
ANEXO B – Estimativa de Custos dos Sistemas 
 
 
 
 
 
em Reais
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
PREÇO TOTAL 
MATERIAIS
PREÇO 
TOTAL M.O.
PREÇO TOTAL 
GERAL
%
R$ R$ R$
1 SERVIÇOS PRELIMINARES 3.569,60 1.401,60 4.971,20 7,10
2 FUNDAÇÃO 3.422,40 2.716,80 6.139,20 8,77
3 SUPER-ESTRUTURA 4.618,40 2.299,20 6.917,60 9,88
4 ALVENARIA DE VEDAÇÃO 2.175,80 1.120,80 3.296,60 4,71
5 COBERTURA 5.428,00 1.886,40 7.314,40 10,45
6 ESQUADRIAS E VIDROS 5.446,40 914,40 6.360,80 9,09
7 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 
7.1 ÁGUA FRIA 1.104,00 511,20 1.615,20 2,31
7.2 ESGOTO 713,00 592,80 1.305,80 1,87
7.3 ÁGUA PLUVIAL 607,20 662,40 1.269,60 1,81
8 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 3.238,40 2.925,60 6.164,00 8,81
9 REVESTIMENTO ALVENARIA 1.301,80 4.276,80 5.578,60 7,97
10 CONTRA PISO 1.297,20 1.027,20 2.324,40 3,32
11 ACABAMENTOS 1.752,60 364,80 2.117,40 3,02
12 PISO - ACABAMENTOS 6.881,60 782,40 7.664,00 10,95
13 LOUÇAS, APARELHOS E METAIS 2.428,80 192,00 2.620,80 3,74
14 PINTURA 1.633,00 1.944,00 3.577,00 5,11
15 PAISAGISMO 381,80 168,00 549,80 0,79
16 LIMPEZA FINAL 0,00 213,60 213,60 0,31
 PREÇO POR m2 945,95
TOTAL 46.000,00 24.000,00 70.000,00 100,00
Resumo Estimativa de Custos Residência Sistema Convencional
em Reais
ITEM DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
PREÇO TOTAL 
MATERIAIS
PREÇO 
TOTAL M.O.
PREÇO TOTAL 
GERAL
%
R$ R$ R$
1 PRELIMINARES E FUNDAÇÃO 2.352,90 796,00 3.148,90 6,74
2 PAREDES 7.055,40 3.009,90 10.065,30 21,55
3 COBERTURA 4.916,00 1.724,90 6.640,90 14,22
4 IMPERMEABILIZAÇÕES 1.121,00 748,00 1.869,00 4,00
5 ESQUADRIAS 3.844,50 690,90 4.535,40 9,71
6 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS719,10 603,30 1.322,40 2,83
7 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 1.428,90 1.339,90 2.768,80 5,93
8 APARELHOS E METAIS 669,90 0,00 669,90 1,43
9 REVESTIMENTOS INTERNO 5.365,80 2.660,70 8.026,50 17,19
10 REVESTIMENTOS EXTERNO 3.738,90 0,00 3.738,90 8,01
11 PINTURA 1.316,70 1.633,00 2.949,70 6,32
12 SERVIÇOS COMPLEMENTARES 419,10 380,90 800,00 1,71
13 LIMPEZA 51,80 112,50 164,30 0,35
 PREÇO POR m2 631,08
TOTAL 33.000,00 13.700,00 46.700,00 100,00
Resumo Estimativa de Custos Residência Sistema Wood Frame

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