Prévia do material em texto
Manual de Ordem Unida Associação Catarinense União Sul Brasileira Divisão Sul Americana Versão 2.0 2024 Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 2 | 63 Informações Gerais Autores ANSELMO CARDOSO DE OLIVEIRA Coordenador Geral de Desbravadores RODRIGO HANSEN COELHO Coordenador Geral de Desbravadores Revisor PR. VINÍCIUS ESPÍNDOLA Diretor do Ministério de Desbravadores e Aventureiros Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 3 | 63 Sumário Capítulo I ............................................................................................................................. 5 Introdução ....................................................................................................................... 5 1.1. Finalidade.............................................................................................. 5 1.2. Conceito Básico da Ordem Unida ....................................................... 5 1.3. Objetivos da Ordem Unida ................................................................... 5 1.4. Divisão da Instrução de Ordem Unida ................................................ 5 1.5. Disciplina............................................................................................... 6 1.6. Ordem Unida e Liderança .................................................................... 6 1.7. Definições Básicas ............................................................................... 7 1.8. Comandos e Meios de Comandos ..................................................... 17 1.9. Métodos e Processos de Instrução ................................................... 19 Capítulo II .......................................................................................................................... 21 Comandos a Pé Firme ................................................................................................ 21 2.1. Conduções de Execução .................................................................... 21 2.2. Formatura ........................................................................................... 21 2.3. Posições .............................................................................................. 22 2.4. Cobrir .................................................................................................. 26 2.5. Perfilar ................................................................................................. 29 2.6. Voltas ................................................................................................... 31 2.7. Frentes ................................................................................................ 32 Capítulo III ........................................................................................................................ 33 Comandos em Movimento ........................................................................................ 33 3.1. Passos ................................................................................................. 33 3.2. Marchas ............................................................................................... 35 3.3. Voltas ................................................................................................... 39 3.4. Mudanças de Direção ......................................................................... 40 Capítulo IV ........................................................................................................................ 41 Comandos com Bandeirim ....................................................................................... 41 4.11. Posições com Bandeirim .................................................................... 41 4.12. Cobrir com Bandeirim ........................................................................ 44 4.13. Movimento com Bandeirim a Pé Firme ............................................. 45 Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 4 | 63 4.14. Deslocamentos com Bandeirim ......................................................... 46 4.15. Voltas com Bandeirim ........................................................................ 47 4.16. Frentes com o Bandeirim ................................................................... 47 Capítulo V ......................................................................................................................... 48 Bandeiras e Civismo ................................................................................................... 48 5.1. Introdução ........................................................................................... 48 5.2. Abertura e Encerramento da Reunião............................................... 48 5.3. Disposição das Bandeiras .................................................................. 50 5.4. Civismo ............................................................................................... 53 5.5. Posições e Manejo da Bandeira Nacional ......................................... 56 5.6. Posição e Manejo das Demais Bandeiras (Estado, Município e Entidades) ..................................................................................................... 60 Capítulo VI .......................................................................................................................... 63 Referência ...................................................................................................................... 63 Participações ................................................................................................................. 63 Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 5 | 63 Capítulo I Introdução 1.1. Finalidade 1.1.1. A finalidade deste Manual é estabelecer e normatizar a Ordem Unida (OU) para os clubes de desbravadores da Associação Catarinense. 1.2. Conceito Básico da Ordem Unida 1.2.1. A Ordem Unida se caracteriza por uma disposição individual e consciente altamente motivada, para a obtenção de determinados padrões coletivos de uniformidade e sincronização. Deve ser considerada, por todos os participantes – instrutores e executantes – como externação da disciplina. 1.3. Objetivos da Ordem Unida 1.3.1. Proporcionar aos desbravadores e aos clubes os meios de se apresentarem e de se deslocarem em perfeita ordem; 1.3.2. Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência, como fatores preponderantes na formação dos desbravadores; 1.3.3. Constituir uma verdadeira escola de disciplina; 1.3.4. Treinar líderes e instrutores no comando do clube; 1.3.5. Possibilitar, consequentemente, que o clube se apresente em público, quer nas formaturas, quer nos simples deslocamentos, com aspecto enérgico e marcial. 1.4. Divisão da Instrução de Ordem Unida 1.4.1. INSTRUÇÃO INDIVIDUAL - é ministrada ao desbravador a prática dos movimentos individuais, preparando-o para tomar parte nos exercícios de instrução coletiva. 1.4.2. INSTRUÇÃO COLETIVA – é ministrada à unidade, clube e conjunto de clubes, segundo planejamento específico. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 6 | 63 1.5. Disciplina 1.5.1. O clube de desbravadores possui como uma das suas frentes de trabalho o incentivo à disciplina. A disciplina é o predomínio da ordem e da obediência, resultante de uma educação apropriada; 1.5.2. Considera-se disciplina a obediência pronta, inteligente, espontânea e entusiástica às ordens do superior. Sua base é a subordinação voluntária do indivíduo à missão do conjunto,especial, conforme estabelece o Regulamento de Uniformes do Ministério de Desbravadores e dizer, “Voto!” ou “Voto de Fidelidade à Bíblia” e todos juntos recitam; 5.4.11. O Diretor, Oficial do Dia ou dirigente da reunião dá o comando FORA DE FORMA ao pelotão dos ideais e os Desbravadores entram em forma. 5.4.12. Com todo o Clube em formação, o Capelão faz o devocional; 5.4.13. A seguir, o Diretor dá as instruções gerais e dispensa o Clube para as atividades. 5.4.14. No encerramento da reunião, quando o Diretor ou dirigente da reunião der o sinal (dois silvos longos e dois silvos curtos), todos os Desbravadores se reúnem de acordo com a mesma formação da abertura. Contudo, não é mais necessário apresentar as Unidades, pois o comando do Clube já não está com os capitães. 5.4.15. Assim que todo o Clube estiver em forma, entra o pelotão para o arriamento das bandeiras (que deve ser o mesmo que as hasteou no início da reunião) e arria as bandeiras com o Clube cantando o hino nacional. A bandeira do Brasil é a última a descer coincidindo com o término do hino. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 55 | 63 5.4.16. “Quando várias bandeiras são hasteadas ou arriadas simultaneamente, a Bandeira Nacional é a primeira a atingir o tope e a última a dele descer.” (Art. 16. Lei 5700/71). 5.4.17. As bandeiras devem ser dobradas da seguinte maneira: segurar a bandeira com o avesso para cima. Em seguida, dobrar a bandeira ao meio, de forma que a parte inferior da bandeira fique por cima. Depois, dobrar ao meio novamente, agora a parte superior da bandeira ficará por cima. Essa parte de cima não pode mais ser sobreposta e ela deve ser dobrada em três, por baixo. Confiram o modelo: Figura 5-4 – Dobragem da Bandeira Nacional 5.4.18. Todo esse cerimonial é encerrado com agradecimentos pela presença de todos os Desbravadores bem como os últimos recados e uma oração final. 5.4.19. Se o clube, em uma cerimônia, decidir que haverá a entrada das bandeiras, tal clube também deverá realizar a saída das bandeiras. A entrada das Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 56 | 63 bandeiras ocorrerá por ordem decrescente de hierarquia (primeiro a bandeira do Brasil, segundo a do Estado e assim sucessivamente). A saída das bandeiras ocorrerá por ordem crescente de hierarquia (primeiro a bandeira hierarquicamente mais inferior, sendo a bandeira do Brasil a última a sair). 5.4.20. Se o clube, em uma cerimônia, decidir que não haverá a entrada das bandeiras, estas deverão ser colocadas na panóplia antes do início da cerimônia. Neste caso, não há a obrigatoriedade da saída das bandeiras. 5.5. Posições e Manejo da Bandeira Nacional As posições da Bandeira Nacional, quando conduzida pelo porta-bandeira, são as seguintes: a) Posição de Sentido - nesta posição, a Bandeira Nacional é conservada ao lado do corpo do porta-bandeira, com a extremidade inferior do mastro no solo, ao lado do pé direito, a mão direita à altura do ombro, segurando o mastro, conjuntamente com o pano da bandeira, mantendo-a na vertical, a mão esquerda colada à coxa, forma idêntica a posição de sentido sem bandeira (Figura 5-5). Figura 5-5 – Posição de Sentido Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 57 | 63 b) Posição de Descansar - nesta posição, a bandeira é conservada na mesma situação da posição de Sentido. A mão esquerda fica caída naturalmente, ao lado do corpo, junto à costura da calça, com o seu dorso voltado para frente, polegar por trás dos demais dedos (Figura 4-28). Figura 5-6 – Posição de Descansar Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 58 | 63 c) Posição de Ombro-Arma - ao comando de “OMBRO-ARMA!”, o porta- bandeira, que está na posição de Sentido, vivamente, empunha a bandeira, a mão esquerda pouco acima do quadril e, a seguir, com ambas as mãos, segurando o mastro conjuntamente com o pano, a apoia no ombro direito, colocando o mastro a 45 graus em relação ao solo. Ato contínuo, abaixa a mão direita até a altura do peito e desfaz o movimento executado pela mão esquerda (Figura 5-7 e 5-8). Figura 5-7 – Posição de Ombro-Arma Figura 5-8 – Posição de Ombro-Arma Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 59 | 63 d) Posição de Apresentar-Arma (Desfraldar-Bandeira) – A Bandeira Nacional é desfraldada quando for cantado o “HINO NACIONAL”, e, em marcha, quando “OLHAR À DIREITA”. O porta-bandeira, que tem a bandeira na posição de Ombro-Arma, a empunha, também, com a mão esquerda na altura da cintura. O porta-bandeira, olhando para o alojamento do mastro no talabarte, introduz neste local a extremidade inferior do mastro, mantendo a bandeira desfraldada e na vertical. O movimento com a mão esquerda é desfeito e a bandeira permanece segura na vertical pela mão direita, esta acima do ombro (Figura 5-9, 5-10 e 5-11). Figura 5-9 – Posição de Desfraldar Bandeira Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 60 | 63 Figura 5-10 – Posição de Desfraldar Figura 5-11 – Posição de Desfraldar Bandeira Bandeira 5.6. Posição e Manejo das Demais Bandeiras (Estado, Município e Entidades) Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 61 | 63 5.6.1. As posições e o manejo das demais Bandeiras são os mesmos da Bandeira Nacional, salvo o Desfraldar; 5.6.2. Posição de Desfraldar das demais Bandeiras - quando for cantado o “HINO NACIONAL”, e, em marcha, quando “OLHAR À DIREITA”, o porta-bandeira que está com a bandeira na posição de Ombro-Arma, o empunha, também, com a mão esquerda na altura da cintura. Em seguida, coloca a mão direita no mastro, abaixo da mão esquerda e, simultaneamente, o abate, mantendo-o a 45 graus em relação ao solo, à altura da cintura, a ponta do mastro para frente. Findo o movimento, a mão esquerda fica à altura da linha do ombro direito; e a mão direita junto à altura da cintura. (Fig 5-12, 5-13 e 5-14). Figura 5-12 Posição Desfraldar Bandeira Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 62 | 63 5.6.3. Os manuais EB70-MC-10.308 (Ordem Unida) e EB10-VM-12.004 (Guarda- Bandeira) ambos do Exército Brasileiro, não fazem referência por escrito, somente por imagem, sobre o posicionamento da empunhadura da mão quando a bandeira está desfraldada a 45° graus. Sendo assim, padronizamos que a empunhadura deverá ser por baixo, conforme a Figura 5-14. Figura 5-14 Figura 5-15 Posição Desfraldar Bandeira Posição Desfraldar Bandeira Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 63 | 63 Capítulo VI Referência Manual Administrativo do Clube de Desbravadores – Edição 2020, Páginas, 127 a 146. Manual de Campanha – Ordem Unida – Exército Brasileiro - EB70-MC-10.308 – 4ª Edição 2019, Pág. 1-1 a 1-10, Pág. 1-16 e 1-17, Pág. 2-1 a 2-5, Pág. 2-10 a 2- 16, Pág. 3-105 a 3-108, Pág. 4-5 a 4-12, Pág. 4-19 a 4-24. Vade-Mécum de Cerimonial Militar do Exército - EB10-VM-12.004 – Pág. 2-1 a 2-11. Participações DESIGNER – Handrei Justino da Silva ILUSTRADORA – AnnaLuiza Bello Aguiar Santos Clube Águias do Sul – 1ª Região – I.A.S.D. Bela Vista Elizabeth Almeida da Hora Nathiely da Cruz de Jesus Kamille Maynara Cunha da Silva Lúcio Ferreira Sousa Micaelly Ferreira da Silva Izabele Lorrane Roslindo Beatriz Cristina da Silva Laurindo Lívia Patrício dos Santos Davi da Silva Laurindo Clube Cruzeiro do Sul – 1ª Região – I.A.S.D. Antônio Carlos Kauã Nascimento Marcolla Luana Nascimento Marcolla Laura Carionido qual faz parte; 1.5.3. A Ordem Unida é uma verdadeira escola de disciplina e coesão. A experiência tem revelado que, em circunstâncias críticas, os clubes que melhor se portaram foram os que sempre se destacaram na Ordem Unida. A Ordem Unida concorre, em resumo, para a formação moral do desbravador. Assim, deve ser ministrada com esmero e dedicação, sendo justo que se lhe atribua alta prioridade entre os demais assuntos de instrução; 1.5.4. Exercícios que exijam exatidão, coordenação mental e física ajudam a desenvolver a disciplina. Estes exercícios criam reflexos de obediência e estimulam os sentimentos de vigor, de tal modo que todos se impulsionam, conjuntamente, como se fosse um só corpo. 1.6. Ordem Unida e Liderança 1.6.1. A execução da Ordem Unida constitui um dos meios mais eficientes para se alcançar aquilo que consubstancia o exercício da liderança: a interação necessária entre o instrutor e os seus instruendos. A Ordem Unida é a forma mais elementar de iniciação do desbravador na prática do comando, desenvolvendo as qualidades do líder. Ao liderar um grupo de desbravadores deslocando-se, o instrutor desenvolve a autoconfiança, ao mesmo tempo em que adquire consciência da responsabilidade sobre aqueles que atendem aos comandos. Os exercícios de Ordem Unida despertam no instrutor o apreço às ações bem executadas, o exame dos pormenores e, ainda, o desenvolvimento da capacidade de observar e de estimular o clube; 1.6.2. Por intermédio da Ordem Unida, os desbravadores evidenciam claramente quatro índices de eficiência: moral, disciplina, espírito de corpo e proficiência; 1.6.2.1. Moral - pela superação das dificuldades e determinação em atender aos comandos, apesar da necessidade de esforço físico; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 7 | 63 1.6.2.2. Disciplina - pela presteza e atenção com que obedece aos comandos; 1.6.2.3. Espírito de corpo - pela boa apresentação coletiva e pela uniformidade na prática de exercícios que exigem execução coletiva; 1.6.2.4. Proficiência - pela manutenção da exatidão na execução. 1.6.3. A Ordem Unida sempre deverá ser dirigida por um Instrutor que siga os princípios cristãos defendidos pelos adventistas do sétimo dia, de forma a não ridicularizar e nem menosprezar ninguém fazendo com que o Desbravador que errou o comando pague com alguns castigos físicos. O Instrutor deve tratar a todos de forma igualitária e respeitar as limitações individuais, ao mesmo tempo que mantém uma postura firme de forma a obter o respeito do grupo; 1.6.4. É PROIBIDO A QUALQUER CLUBE DE DESBRAVADORES REALIZAR OU PROMOVER instrução, treino ou concursos de Ordem Unida nas horas sabáticas. 1.7. Definições Básicas 1.7.1. Na Ordem Unida são utilizadas as definições listadas abaixo. Para as figuras deste item é considerada a seguinte legenda: Figura 1-0 Legenda Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 8 | 63 1.7.1.1. Coluna - é o dispositivo de uma fração, cujos desbravadores estão uns atrás dos outros (Figura 1-1); Figura 1-1 – Coluna 1.7.1.2. Coluna por um - é a formação de uma fração em que os desbravadores são colocados uns atrás dos outros, seguidamente, guardando entre si uma distância regulamentar. Conforme o número destas colunas, quando justapostas, tem-se as formações em coluna por 2 (dois), por 3 (três) etc. (Figura 1-2); Figura 1-2 – Coluna por Um Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 9 | 63 1.7.1.3. Distância - é o espaço entre dois desbravadores colocados um atrás do outro e voltados para a mesma frente (Figura 1-3); Figura 1-3 – Distância 1.7.1.4. Intervalo - é o espaço, paralelamente à frente, entre dois desbravadores colocados na mesma fileira. Entre dois desbravadores, o intervalo pode ser normal ou reduzido. Para que um clube tome o intervalo normal, os desbravadores da testa distenderão o braço esquerdo, horizontal e lateralmente, no prolongamento da linha dos ombros, mão espalmada, palma voltada para baixo, tocando levemente o ombro direito do desbravador à sua esquerda. Os desbravadores procurarão o alinhamento e a cobertura. Para que um clube tome o intervalo reduzido (o que é feito ao comando de “SEM INTERVALO, COBRIR!” ou “SEM INTERVALO, PELO CENTRO, PELA ESQUERDA ou PELA DIREITA, PERFILAR!”), os desbravadores da testa colocarão a mão esquerda fechada na cintura, com o punho no prolongamento do antebraço, costas da mão voltada para frente, cotovelo para esquerda, tocando levemente no braço direito do companheiro à sua esquerda. Os demais desbravadores procurarão o alinhamento e a cobertura (Figura 1-4); Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 10 | 63 Figura 1-4 – Intervalo 1.7.1.5. Fileira - é a formação de um clube cujos desbravadores estão colocados na mesma linha, um ao lado do outro, todos voltados para a mesma frente (Figura 1-5); Figura 1-5 – Fileira Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 11 | 63 1.7.1.6. Linha - é a disposição de um clube cujos desbravadores estão dispostos um ao lado do outro. Esta formação caracteriza-se por ter a frente maior que a profundidade (Figura 1-6); Figura 1-6 – Linha 1.7.1.7. Alinhamento - é a disposição cujos desbravadores ficam em linha reta, voltados para a mesma frente, de modo que um desbravador fique exatamente ao lado do outro (Figura 1-7); Figura 1-7 – Alinhamento Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 12 | 63 1.7.1.8. Cobertura - é a disposição cujos desbravadores ficam voltados para a mesma frente, de modo que um desbravador fique exatamente atrás do outro (Figura 1-8); Figura 1-8 – Cobertura 1.7.1.9. Cerra-fila - é o último desbravador da coluna da direita de uma formação, com a missão de cuidar da correção da marcha e dos movimentos, de exigir que todos se conservem nos respectivos lugares e de zelar pela disciplina (Figura 1- 9). Figura 1-9 – Cerra-fila Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 13 | 63 1.7.1.10. Desbravador-base - é o desbravador pelo qual uma fração (unidade, clube, região e etc) regula a marcha, a cobertura e o alinhamento. Em coluna, o desbravador-base é o da testa da coluna-base, que é designado segundo as necessidades. Quando não houver especificações, a coluna-base será a da direita. Em linha, o desbravador-base é o primeiro da fila-base, no centro, à esquerda ou à direita, conforme seja determinado (Figura 1-10). Figura 1-10 – Desbravador-base 1.7.1.11. Unidade-base - é aquela pela qual as demais unidades regulam a marcha ou o alinhamento, por intermédio de seus líderes ou de seus desbravadores-base (Figura 1-11). Figura 1-11 – Unidade-base Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 14 | 63 1.7.1.12. Centro - é o lugar representado pelo desbravador ou pela coluna, situado (a) na parte média da frente de uma das formações de Ordem Unida (Figura 1-12). Figura 1-12 – Centro 1.7.1.13. Direita (ou esquerda) - é a extremidade direita (ou esquerda) de uma fração (Figura 1-13). Figura 1-13 – Direita (ou esquerda) Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 15 | 63 1.7.1.14. Formação - é a disposição regular dos desbravadores de um clube em linha ou em coluna. A formação pode ser normal ou emassada. Formação normal é quando o clube conserva as distâncias e os intervalos normais entre os desbravadores ou frações. Formação emassada é aquela na qual um clubedispõe seus desbravadores em várias colunas, independentemente das distâncias normais entre suas frações (Figura 1-14). Figura 1-14 – Formação 1.7.1.15. Testa - é o primeiro desbravador de uma coluna (Figura 1-15). Figura 1-15 – Testa Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 16 | 63 1.7.1.16. Cauda - é o último desbravador de uma coluna (Figura 1-16). Figura 1-16 – Cauda 1.7.1.17. Profundidade - é o espaço compreendido entre a testa do primeiro e a cauda do último desbravador de qualquer formação (Figura 1-17). Figura 1-17 – Profundidade Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 17 | 63 1.7.1.18. Frente - é o espaço, em largura, ocupado por um clube em fileira ou linha. Na Ordem Unida, avalia-se a frente aproximada de um clube, atribuindo-se 1,10 metros a cada desbravador, caso estejam em intervalo normal, e 0,75 centímetros, se estiverem em intervalo reduzido (sem intervalo) (Figura 1-18). Figura 1-18 – Frente 1.8. Comandos e Meios de Comandos 1.8.1. Na Ordem Unida, para transmitir sua vontade ao clube, o líder pode empregar a voz, o gesto, a corneta (ou clarim) e/ou apito; NOTA: Para as atividades dos clubes de desbravadores, nós daremos ênfase aos comandos com emprego da voz. 1.8.1.1. Vozes de comando - são formas padronizadas, pelas quais o líder de uma fração exprime, verbalmente, a ordem. A voz constitui o meio de comando mais empregado na Ordem Unida. Deve ser usada, sempre que possível, pois permite execução simultânea e imediata; 1.8.1.2. As vozes de comando constam, geralmente, da voz de advertência, comando propriamente dito e da voz de execução. 1.8.1.2.1. A voz de advertência é um alerta que se dá à fração, prevenindo-a para o comando que será enunciado. Exemplos: “Unidade Tubarão!” ou “Clube Oceano!” ou “Região!”, “Campori!”, “CCS!”. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 18 | 63 a) A voz de advertência pode ser omitida, quando se enuncia uma sequência de comandos. Exemplo: “Clube Oceano! - SENTIDO! - COBRIR – FIRME! - DESCANSAR! b) Não há, portanto, necessidade de repetir-se a voz de advertência antes de cada comando. 1.8.1.2.2. O comando propriamente dito - tem por finalidade indicar o movimento a ser realizado pelos executantes. Exemplos: “DIREITA!”, “ORDINÁRIO!”, “PELA ESQUERDA!”, “ACELERADO!”, “CINCO PASSOS EM FRENTE!”. a) Às vezes, o comando propriamente dito impõe a realização de certos movimentos, que devem ser executados pelos desbravadores antes da voz de execução. Exemplo: (fração com bandeirim, na posição de “Sentido”) “Clube! DIREITA (os desbravadores executam o movimento de “Bandeirim Suspenso”), VOLVER!”; b) A palavra “DIREITA” é um comando propriamente dito e comporta-se, neste caso, como uma voz de execução, para o movimento de “Bandeirim Suspenso”; c) Torna-se, então, necessário que o líder enuncie estes comandos de maneira enérgica, definindo com exatidão o momento do movimento preparatório e dando aos desbravadores o tempo suficiente para realizarem o movimento, ficando em condições de receberem a voz de execução; d) O comando propriamente dito, em princípio, deve ser longo e pronunciado pausadamente. Este cuidado é importante em comandos propriamente ditos que correspondem à execução de movimentos preparatórios, como foi citado acima. 1.8.1.2.3. A voz de execução tem por finalidade determinar o exato momento em que o movimento deve começar ou cessar. a) A voz de execução deve ser curta, viva, enérgica e segura. Tem que ser mais breve que o comando propriamente dito e mais incisiva; b) Quando a voz de execução for constituída por uma palavra oxítona (que tem a tônica na última sílaba), é aconselhável o alongamento na enunciação da(s) sílaba(s) inicial(ais), seguido de uma enérgica emissão da sílaba final. Exemplos: “PERFI-LAR!” - “CO-BRIR!” - “VOL-VER!” “DES-CAN-SAR!”; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 19 | 63 c) Quando, porém, a tônica da voz de execução cair na penúltima sílaba, é imprescindível destacar essa tonicidade com precisão. Nestes casos, a(s) sílaba(s) final(ais) praticamente não se pronuncia(m). Exemplos: “MAR- CHE!”, “AL-TO!”, “EM FREN-TE!”. 1.8.1.3. As vozes de comando são claras, enérgicas e de intensidade proporcional ao efetivo dos executantes. 1.8.1.4. O líder emite as vozes de comando na posição de Sentido, com a frente voltada para a fração, de um local em que possa ser ouvido e visto por todos os desbravadores. 1.8.1.4.1. Em comandos a pé firme, tendo a fração mudado de direção, o instrutor também deverá se deslocar novamente à frente da fração. O deslocamento não necessita ser em ordinário marche, porém a cada mudança deverá romper marcha e se deslocar com vivacidade e postura. 1.8.1.4.2. Em comandos em movimento, o instrutor deve tomar um posicionamento para que a fração consiga ouvi-lo e que não obstrua os movimentos da fração. 1.8.1.4.3. Em deslocamento, o instrutor deve se deslocar à esquerda da fração, a um terço da retaguarda para a frente, de forma que seu comando seja ouvido por todos. O instrutor deve estar no mesmo passo da fração. 1.8.1.5. As vozes de comando devem ser rigorosamente padronizadas, para que a execução seja sempre uniforme. Para isso, é necessário que os instrutores de Ordem Unida pratiquem individualmente, antes de comandarem uma fração. NOTA: Para comandos por gestos, corneta (ou clarim) e apito, você poderá ter como referência o Manual de Ordem Unida do Exército Brasileiro EB70-MC- 10.308 páginas 1-10 a 1-16. 1.9. Métodos e Processos de Instrução 1.9.1. A instrução da Ordem Unida deve ser orientada como se segue: a) O ensino da Ordem Unida para o desbravador inexperiente será, inicialmente, individualizado. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 20 | 63 b) A instrução coletiva só é iniciada após o desbravador ter conseguido desembaraço na execução individual dos movimentos; c) A instrução tem desenvolvimento gradual, isto é, começa pelas partes mais simples, atingindo, progressivamente, as mais difíceis; e d) Os exercícios são metódicos, precisos, frequentes e ministrados em sessões de curta duração. Assim conduzidos, tornam-se de grande valor para o desenvolvimento do autocontrole e do espírito de coesão. É um grande erro realizar sessões de Ordem Unida de longa duração. 1.9.2. O rendimento da instrução de Ordem Unida está diretamente ligado à motivação dos participantes. O instrutor deve estar consciente de que a Ordem Unida bem ministrada diminui a insegurança, a timidez e a falta de desenvoltura no instruendo, conseguindo deste reflexos de obediência e espírito de corpo. 1.9.3. Na escolha do local para instrução de Ordem Unida, o instrutor deve evitar lugares em que há exposição a ruídos, que, além de distrair a atenção do instruendo, dificultam o entendimento dos comandos de voz. Enquadram-se, neste caso, as proximidades de estacionamentos, rodovias movimentadas, locais com som alto e quadra de esportes. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 21 | 63 Capítulo II Comandos a Pé Firme 2.1. Conduções de Execução 2.1.1. A instrução individual da Ordem Unida deve ser ministrada desde os primeiros dias de ingresso no Clube de Desbravadores; 2.1.2. Os desbravadores que estiverem com dificuldades devem ser grupados em uma fração separada, que merecerá maior atenção dos instrutores e/ou monitores; 2.1.3. A execução correta das posições e dos movimentos é o principal objetivo da instrução individual. 2.2. Formatura 2.2.1. Entrada emForma 2.2.1.1. Para se colocar em forma uma fração qualquer, é necessário dar-lhe um comando contendo a voz de advertência (designação da fração, e da frente), o comando propriamente dito (a formação que se deseja) e a voz de execução (“EM FORMA!”). Exemplo: “CLUBE (UNIDADE)! FRENTE PARA TAL PONTO! COLUNA POR TRÊS! EM FORMA!”; 2.2.1.2. A sequência dos comandos é sempre a seguinte: designação da fração, frente, formação e voz de execução de “EM FORMA!”. Após a voz de execução “EM FORMA”, cada Desbravador desloca-se rapidamente para o seu lugar e, na posição de SENTIDO, toma as distâncias e intervalos regulamentares, se for o caso. Logo em seguida é passado, automaticamente, à posição de DESCANSAR e mantém-se em silêncio; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 22 | 63 2.2.2. Saída de Forma 2.2.2.1. Estando o clube (unidade, região etc) na posição de SENTIDO, é dado o comando de “FORA DE FORMA! MARCHE!”. Após o comando “MARCHE!”, o Desbravador bate fortemente seu pé esquerdo no chão, à frente, rompendo marcha. 2.2.2.2. O comando pode vir acompanhado de brado (como o nome do Clube, da Unidade ou mesmo Desbravadores). Para isso o líder da fração dirá antes do comando “COM O BRADO”. A fração realiza o brado no intervalo entre o FORA DE FORMA e o comando de execução MARCHE; 2.2.2.3. Quando necessário, o comando é precedido da informação “NAS PROXIMIDADES”, que não faz parte da voz de comando. Neste caso, os desbravadores devem manter a atenção no seu comandante, permanecendo nas imediações. 2.3. Posições 2.3.1. SENTIDO - nesta posição, o desbravador fica imóvel e com a frente voltada para o ponto indicado. Os calcanhares unidos, pontas dos pés voltadas para fora, de modo que formem um ângulo de aproximadamente 60 graus. O corpo levemente inclinado para frente, com o peso distribuído igualmente sobre os calcanhares e as plantas dos pés; e os joelhos naturalmente distendidos. O busto aprumado, com o peito saliente, ombros na mesma altura e um pouco para trás, sem esforço. Os braços caídos e ligeiramente curvos, com os cotovelos um pouco projetados para frente e na mesma altura. As mãos espalmadas, coladas na parte exterior das coxas, dedos unidos e distendidos, sendo que o médio deve coincidir com a costura lateral da calça. Cabeça erguida e o olhar fixo à frente (Figura 2-1 e 2-2). Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 23 | 63 2.3.2. Para tomar a posição de Sentido, o desbravador une os calcanhares com energia e vivacidade, de modo a se ouvir este contato. Ao mesmo tempo, leva as mãos para os lados do corpo, batendo-as com energia ao colá-las nas coxas. Durante a execução deste movimento, o desbravador afasta os braços cerca de 20 centímetros do corpo, antes de colar as mãos nas coxas. O calcanhar esquerdo deve ser ligeiramente levantado para que o pé não arraste no solo. O desbravador toma a posição de Sentido ao comando de “SENTIDO!”. Figura 2-1 – Frente Figura 2-2 – Lado 2.3.3. DESCANSAR - estando na posição de Sentido, ao comando de “DESCANSAR!”, o desbravador desloca o pé esquerdo, a uma distância aproximadamente igual à largura de seus ombros, para a esquerda, elevando ligeiramente o corpo sobre a ponta do pé direito, para não arrastar o pé esquerdo. Simultaneamente, as mãos são levadas às costas, na altura da cintura, e a mão esquerda segura o braço direito pelo punho, com a mão direita fechada. Nesta posição, as pernas ficam naturalmente distendidas e o peso do corpo igualmente distribuído sobre os pés, que permanecem num mesmo alinhamento. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 24 | 63 Esta é a posição do desbravador ao entrar em forma, onde permanece em silêncio e imóvel (Figura 2-3 e 2-4). Figura 2-3 – Frente Figura 2-4 – Trás 2.3.4. Posição para oração - a posição para oração é uma atitude de reverência a Deus. Ela deve ser comandada a partir da posição DESCANSAR, então o Desbravador segurará o punho direito (mão direita fechada) com a mão esquerda, à altura do cinto. Retira-se qualquer cobertura usada na cabeça e inclina-se a cabeça, fechando os olhos. Os pés permanecem como estavam. Após o término da oração, os Desbravadores retornam automaticamente para a posição DESCANSAR (Figura 2-5). Figura 2-5 – Posição para Oração Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 25 | 63 2.3.5. Saudação Maranata - A partir da posição SENTIDO, o Desbravador levanta sua mão direita, à frente, rente ao corpo, até a altura do ombro, com a palma da mão para a frente, os dedos unidos, e o polegar cruzando a palma. Esta é a posição de Maranata, os quatro dedos são os quatro As da palavra Maranata: amar, anunciar, apressar e aguardar a volta de Cristo. O polegar cruzado significa o cristão curvado, em reverência a Deus. A contraordem é DESCANSAR POSIÇÃO (Figura 2-6). Figura 2-6 – Saudação Maranata 2.3.6. À VONTADE - o comando de “À VONTADE” deve ser dado quando os desbravadores estiverem na posição de DESCANSAR. A este comando, o desbravador mantém o seu lugar em forma, de modo a conservar o alinhamento e a cobertura, podendo mover o corpo e falar, não podendo remover o pé direito do local da posição de DESCANSAR. Para cessar a situação de “À Vontade”, o líder ou instrutor dará uma voz ou sinal de advertência: “ATENÇÃO!”. Os desbravadores, então, individualmente, tomam a posição de “DESCANSAR”. 2.3.7. RELAXAR A POSIÇÃO - o comando de “RELAXAR A POSIÇÃO” é dado quando a fração estiver na posição de Descansar. Semelhante ao comando de “À vontade”, nesta posição o desbravador, sem sair do lugar, se movimenta levemente, sem falar, com a intenção de, mais relaxado, continuar prestando atenção em alguma atividade ou palavras dirigidas à fração. É utilizada em ocasiões de formaturas muito longas ou a critério de quem estiver falando com a fração; 2.3.8. OLHAR À DIREITA (ESQUERDA) – FRAÇÃO A PÉ FIRME – a partir da posição de SENTIDO, ao comando de “OLHAR À DIREITA (ESQUERDA)!”, cada desbravador gira a cabeça energicamente para o lado indicado, olha francamente a autoridade que se aproxima e, à proporção que esta se deslocar, acompanha com a vista, voltando naturalmente a cabeça até que ela tenha atingido o último desbravador da esquerda (direita). Ao comando de “OLHAR, FRENTE!”, volve a cabeça, energicamente, para frente. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 26 | 63 2.3.9. SENTADO (AO SOLO) - partindo da posição de DESCANSAR, ao comando de “SENTADO UM-DOIS!” o desbravador realiza um salto, em seguida, senta-se com as pernas cruzadas, envolvendo os joelhos com os braços, e com a mão esquerda deverá segurar o braço direito pelo pulso mantendo a mão direita fechada. Para retornar à posição de DESCANSAR, partindo da posição sentado, deve-se comandar “DE PÉ UM-DOIS!” (Figura 2-7). Figura 2-7 – Sentado 2.4. Cobrir 2.4.1. Para que uma fração (clube, Unidade, região) retifique a cobertura é dado o comando de “COBRIR!”. A este comando, que é dado com a fração na posição de SENTIDO, o desbravador estende o braço esquerdo para frente, com a palma da mão para baixo e os dedos unidos, até tocar levemente com a ponta do dedo médio a retaguarda do ombro (ou mochila) do companheiro/a da frente; coloca exatamente atrás deste, deforma a cobri-lo e, em seguida, posiciona na mesma linha em que se encontrem os companheiros à sua direita, alinhando-se por eles (Figura 2-8). Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 27 | 63 2.4.2. A mão direita permanece colada à coxa. Os desbravadores da testa, com exceção do desbravador da esquerda (que permanece na posição de Sentido), estendem os braços esquerdos para o lado, palmas das mãos para baixo, dedos unidos, tocando levemente o lado do ombro direito do companheiro à sua esquerda. A mão direita permanece colada à coxa (Figura 2-9). Figura 2-8 – Cobrir – Coluna Figura 2-9 – Cobrir – Testa Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 28 | 63 2.4.3. Se o líder desejar reduzir o intervalo entre os desbravadores, logo após enunciar a fração, comanda “SEM INTERVALO, COBRIR!”. Neste caso, os desbravadores procedem como descrito anteriormente, com exceção dos desbravadores da testa, que colocam as mãos esquerdas fechadas nas cinturas, punhos no prolongamento dos antebraços, dorso das mãos para frente, cotovelos para a esquerda, tocando levemente o braço direito do companheiro à sua esquerda (Figura 2-10). Figura 2-10 – Cobrir Sem Intervalo 2.4.4. A cobertura está correta quando o desbravador, olhando para frente, ver somente a cabeça do companheiro/a que o precede (a distância deve ser de um braço). 2.4.5. O alinhamento estará correto quando o desbravador, conservando a cabeça imóvel, olhar para a direita e verificar se está no mesmo alinhamento que os demais companheiros de sua fileira. O intervalo será de um braço (braço dobrado, no caso de Sem intervalo). 2.4.6. Verificada a cobertura e o alinhamento, o líder da fração comanda “FIRME!”. A este comando, os desbravadores descem energicamente o braço esquerdo, colando a mão à coxa com uma batida e, ao mesmo tempo, quando for o caso, abaixam o bandeirim, permanecendo na posição de Sentido. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 29 | 63 2.5. Perfilar 2.5.1. Estando o clube em linha e em descansar, para retificar o seu alinhamento, é dado o comando de “BASE DESBRAVADOR TAL, PELO CENTRO (DIREITA OU ESQUERDA)! PERFILAR!”. Após enunciar “BASE DESBRAVADOR TAL!”, o líder aguarda que o desbravador-base se identifique. Sendo assim, o desbravador-base deve levantar o braço direito com punho cerrado, bradar o seu nome com voz alta e energética (Figura 2-11), na sequência, abaixar seu braço. E o comando continua: “PELO CENTRO (DIREITA OU ESQUERDA)”, fazendo uma nova pausa e esperando que os desbravadores tomem a posição de Sentido (Figura 2-12). Em seguida, comanda “PERFILAR!”; Figura 2-11 – Desbravador-base Identificando-se Figura 2-12 – Desbravadores Tomam Posição de Sentido Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 30 | 63 2.5.2. À voz de execução “PERFILAR!”, os desbravadores da testa e os da coluna do desbravador-base procederão como no movimento de Cobrir. Ao mesmo tempo, todos os desbravadores voltam vivamente o rosto para a coluna do desbravador-base. Em seguida, tomam os intervalos e distâncias, sem erguer o braço esquerdo (Figura 2-13); Figura 2-13 – Desbravadores Tomam os Intervalos e Distâncias 2.5.3. Se desejar reduzir os intervalos, o líder comanda “BASE DESBRAVADOR TAL! SEM INTERVALO! PELO CENTRO! PELA DIREITA! ou PELA ESQUERDA! PERFILAR!”. Os desbravadores da testa, com exceção do desbravador da esquerda (que permanece na posição de Sentido), colocam a mão esquerda fechada na cintura, punho no prolongamento do antebraço, dorso da mão para frente, cotovelo para a esquerda, até tocar levemente o braço direito do companheiro/a à sua esquerda. Os desbravadores da coluna do desbravador-base estendem o braço esquerdo à frente, até tocarem levemente à retaguarda do ombro esquerdo do companheiro/a da frente. Todos os desbravadores voltam vivamente o rosto para a coluna do desbravador-base; 2.5.4. Os desbravadores estarão no alinhamento quando, tendo a cabeça voltada para a direita (esquerda), puderem ver com o olho direito (esquerdo) somente o companheiro imediatamente ao lado e, com o olho esquerdo (direito), divisar o resto da fileira do mesmo lado; 2.5.5. Quando o líder do clube verificar que o alinhamento e a cobertura estão corretos, comanda “FIRME!”. A esta voz, os desbravadores abaixarão o braço com energia, colando a mão à coxa, com uma batida, ao mesmo tempo em que voltam a cabeça, com energia, para frente e, permanecendo na posição de Sentido (Figura 2-14); Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 31 | 63 Figura 2-14 – Desbravadores em Posição de Sentido após o Perfilar 2.6. Voltas 2.6.1. A PÉ FIRME - todos os movimentos são executados na posição de SENTIDO, mediante os comandos abaixo descritos: 2.6.1.1. “ESQUERDA, VOLVER” – após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares; 2.6.1.2. “DIREITA, VOLVER” – após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 90º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares; 2.6.1.3. “MEIA VOLTA, VOLVER” – após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 180º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares; 2.6.1.4. “OITAVO À ESQUERDA, VOLVER” – após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado esquerdo, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé esquerdo e a planta do pé direito. Terminando o movimento, assentará a planta do pé esquerdo no solo, unirá depois o pé direito, batendo energicamente os calcanhares; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 32 | 63 2.6.1.5. “OITAVO À DIREITA, VOLVER” – após o comando VOLVER, o desbravador voltar-se-á para o lado direito, a um ângulo de 45º, sobre o calcanhar do pé direto e a planta do pé esquerdo. Terminando o movimento, assentará a planta do pé direito no solo, unirá depois o pé esquerdo, batendo energicamente os calcanhares. 2.7. Frentes 2.7.1. “FRENTE PARA RETAGUARDA” – com o grupo em DESCANSAR, após o comando, todos dão um pulo fazendo um giro no ar de 180º pela esquerda, dando um grito característico (RÁ ou alguma combinação do grupo, como, por exemplo, o nome do Clube ou Unidade), sem, no entanto, deixarem a posição DESCANSAR; 2.7.2. “FRENTE PARA ESQUERDA” – segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A RETAGUARDA, só que o grupo dá um giro de apenas 90º, também pela esquerda; 2.7.3. “FRENTE PARA DIREITA”– segue o mesmo princípio do comando FRENTE PARA A ESQUERDA, só que o giro de 90º é pela direita. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 33 | 63 Capítulo III Comandos em Movimento 3.1. Passos 3.1.1. Cadência - é o número de passos executados por minuto, nas marchas em passo ordinário e acelerado; 3.1.1.1. Para os eventos a seguir relacionados devem ser adotadas as seguintes cadências: a) Desfile a pé – 116 passos p/min; b) Incorporação da Bandeira Nacional – 100 passos p/min. 3.1.2. Os deslocamentos podem ser feitos nos passos: ordinário, sem cadência,de estrada e acelerado; 3.1.2.1. Passo ordinário - é o passo com aproximadamente 75 centímetros de extensão, calculado da planta do pé a outra e numa cadência de 116 passos por minuto. Neste passo, o desbravador conservará a atitude marcial; 3.1.2.2. Passo sem Cadência - é o passo executado na amplitude que convém ao desbravador, de acordo com a sua conformação física e com o terreno. No passo sem cadência, o desbravador é obrigado a conservar a atitude correta, a distância e o alinhamento; 3.1.2.3. Passo de estrada - é o passo sem cadência em que não há a obrigação de conservar a mesma atitude do passo sem cadência, propriamente dito, embora o desbravador tenha que manter seu lugar em forma e a regularidade da marcha; 3.1.2.4. Passo Acelerado - é o passo executado com a extensão de 75 a 80 centímetros, conforme o terreno e numa cadência de 180 passos por minuto; 3.1.2.5. Movimento de Braços e Pernas no Passo Ordinário - durante o deslocamento, os braços devem oscilar transversalmente ao sentido do deslocamento, flexionando-se para frente até a altura da fivela do cinto e para trás distendendo-se até 30 centímetros do corpo; a perna também deve ser naturalmente distendida; e o calcanhar bater no solo de maneira natural e sem exageros, porém com a mesma intensidade em ambas as pernas; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 34 | 63 3.1.2.6. Os erros mais frequentes no passo ordinário, são os seguintes: a) Braços: movimentos frontais ou laterais ao corpo e de forma exagerada (Figura 3-1). Figura 3-1 – Movimento Frontais ou Laterais Exagerados b) Pernas: levantar ou dobrar excessivamente os joelhos e bater no solo com o calcanhar e antes da planta do pé (Figura 3-2). Figura 3-2 – Movimento com Pernas Exagerados Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 35 | 63 c) Corpo: arqueado para frente (Figura 3-3). Figura 3-3 – Movimento com Arqueado para Frente 3.2. Marchas 3.2.1. O rompimento das marchas é feito sempre com o pé esquerdo partindo da posição de Sentido e ao comando de “ORDINÁRIO” (SEM CADÊNCIA, PASSO DE ESTRADA ou ACELERADO) MARCHE!”; 3.2.2. Para fim de instrução, o instrutor pode marcar a cadência. Para isso, conta “UM!”, “DOIS!”, conforme o pé que tocar no solo: “UM!”, o pé esquerdo; “DOIS!”, o pé direito; 3.2.3. As marchas são executadas em passo ordinário, passo sem cadência, passo de estrada e passo acelerado; 3.2.4. Marcha em Passo Ordinário 3.2.4.1. Rompimento - ao comando de “ORDINÁRIO, MARCHE!”, o desbravador leva o pé esquerdo à frente, com a perna naturalmente distendida, batendo com a planta do pé esquerdo ao solo de modo enérgico e sem exageros ou excessos; leva também à frente o braço direito, flexionando-o para cima, até a altura da fivela do cinto, com a mão espalmada (dedos unidos) e no prolongamento do antebraço. Simultaneamente, eleva o calcanhar direito, fazendo o peso do corpo recair sobre o pé esquerdo e projeta para trás o braço esquerdo, esticado, com a mão espalmada e no prolongamento do antebraço, até 30 Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 36 | 63 centímetros do corpo. Leva, em seguida, o pé direito à frente, com a perna distendida naturalmente, batendo com a planta do pé no solo, ao mesmo tempo em que inverte a posição dos braços. 3.2.4.2. Deslocamento - o desbravador prossegue, avançando em linha reta, perpendicularmente à linha dos ombros. A cabeça permanece levantada e imóvel; os braços oscilam, conforme descrito anteriormente, transversalmente ao sentido do deslocamento. A amplitude dos passos é aproximadamente 40 centímetros para o primeiro e de 75 centímetros para os demais. A cadência é de 116 passos por minuto, marcada pela batida da planta do pé no solo. Lembrando de manter sempre a coluna ereta e elevando os joelhos até que os pés fiquem à altura de 20 centímetros do solo. 3.2.4.3. Alto - o comando de “ALTO!” é dado quando o desbravador assentar o pé esquerdo no solo; ele dará, então, mais dois passos, um com o pé direito e outro com o pé esquerdo, unindo, com energia, o pé direito ao esquerdo, batendo fortemente os calcanhares, ao mesmo tempo em que, cessando o movimento dos braços, cola as mãos nas coxas com uma batida, conforme o prescrito para a tomada da posição de Sentido. 3.2.4.4. Marcar Passo - o comando de “MARCAR PASSO!” é dado nas mesmas condições que o comando de “ALTO!”. O desbravador executa o alto e, em seguida, continua marchando no mesmo lugar, elevando os joelhos até que os pés fiquem à altura de 20 centímetros do solo, mantendo a cadência do passo ordinário. Os braços não devem oscilar. As mãos ficam espalmadas (dedos unidos), como durante o movimento. O Marcar Passo deve ser de curta duração. É empregado nas seguintes situações: manter a distância regulamentar entre duas unidades (frações) consecutivas de uma coluna; retificar o alinhamento e a cobertura de uma fração, antes do comando de “ALTO!” ou de “EM FRENTE”, entre outras. 3.2.4.5. Em Frente - o comando de “EM FRENTE!” é dado quando o pé esquerdo assentar no solo. O desbravador dará, ainda, um passo com o pé direito, rompendo, em seguida, com o pé esquerdo, a marcha no passo ordinário. 3.2.5. Marcha em Passo sem Cadência 3.2.5.1. Rompimento da marcha - ao comando de “SEM CADÊNCIA, MARCHE!”, o desbravador rompe a marcha em passo sem cadência, devendo manter o silêncio durante o deslocamento. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 37 | 63 3.2.5.2. Passagem do Passo Ordinário para o Passo sem Cadência - estando o desbravador em marcha no passo ordinário, ao comando de “SEM CADÊNCIA, MARCHE!”, inicia a marcha em passo sem cadência. A voz de execução é dada quando o pé esquerdo tocar o solo, de tal forma que a batida seguinte do calcanhar esquerdo no solo seja mais acentuada, quando então, o desbravador inicia o passo sem cadência. Para voltar ao passo ordinário, o instrutor inicia a marcação dos passos “ESQUERDA” e “DIREITA”, para a fração ir acertando o passo, mesmo em sem cadência. Ao comando de “ORDINÁRIO, MARCHE!”, quando o pé esquerdo tocar o solo, o desbravador realiza um passo com o pé direito, rompendo, em seguida, com o pé esquerdo, a marcha no passo ordinário. 3.2.5.3. Alto - estando em passo sem cadência, ao comando de “ALTO!” (com a voz alongada), o desbravador dará mais dois passos e unirá o pé que está atrás ao da frente, voltando à posição de Sentido. 3.2.6. Marcha em Passo de Estrada 3.2.6.1. Nos deslocamentos em estradas e fora das localidades, para proporcionar maior comodidade aos desbravadores, é permitido marchar em passo de estrada. Ao comando de “PASSO DE ESTRADA, MARCHE!”, o desbravador marcha no passo sem cadência podendo, no deslocamento, falar, cantar, beber e comer. Para fazer com que a fração retome o passo ordinário, é dado, primeiro, o comando de “SEM CADÊNCIA, MARCHE!” e, então, se comandará “ORDINÁRIO, MARCHE!”. 3.2.6.2. Os passos sem cadência ou de estrada não têm amplitude e cadência regulares, devendo-se evitar o passo muito rápido e curto, que é fatigante. O aumento da velocidade é conseguido com o aumento da amplitude do passo e não com a aceleração da cadência. 3.2.6.3. Alto - estando a tropa em Passo de estrada, comandar-se-á “SEM CADÊNCIA, MARCHE!”, antes de se comandar “ALTO!”. 3.2.7. Marcha em Passo Acelerado 3.2.7.1. No rompimento da marcha, partindo da posição de Sentido - ao comando de “ACELERADO!”, o desbravador levanta os antebraços, encostando os cotovelos com energia ao corpo e formando com os braços ângulos aproximadamente retos; as mãos fechadas, sem esforço e naturalmente voltadas para dentro,com polegar para cima, apoiado sobre o indicador, executando ao mesmo tempo o brado “RÁ”. À voz de “MARCHE”, rompe com o pé esquerdo e Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 38 | 63 realiza uma corrida cadenciada, movendo os braços naturalmente para frente e para trás sem afastá-los do corpo. A cadência é de 180 passos por minuto. Em ACELERADO as pernas se dobram, como na corrida curta; 3.2.7.2. Passagem do Passo Ordinário para o Passo Acelerado - estando a fração marchando no passo ordinário, ao comando de “ACELERADO!”, levanta os antebraços, no momento em que o próximo pé esquerdo tocar ao solo; a voz de “MARCHE!” é dada ao assentar o pé esquerdo ao solo; o desbravador dará mais três passos, iniciando, então, o acelerado com o pé esquerdo de acordo com o que está escrito para o início do Acelerado, partindo da posição de Sentido. 3.2.7.3. Passagem do Passo sem Cadência para o Passo Acelerado - se a fração estiver marchando no passo sem cadência, antes do comando de “ACELERADO, MARCHE!”, é comandado “ORDINÁRIO, MARCHE!”. 3.2.7.4. Alto - o comando é dado quando o desbravador assentar o pé esquerdo no solo; ele dará mais quatro passos em acelerado e fará alto, unindo o pé direito ao esquerdo e, abaixando os antebraços, colocará as mãos nas coxas, com uma batida. A união dos pés e a batida das mãos nas coxas são executadas simultaneamente. 3.2.7.5. Passagem do Passo Acelerado para o Passo ordinário - estando em acelerado, a voz de execução é dada quando o pé esquerdo assentar no solo; o desbravador dará mais três passos em acelerado, iniciando, então, o passo ordinário com a perna esquerda. 3.2.8. DESLOCAMENTOS CURTOS - podem ser executados ao comando de “TANTOS PASSOS EM FRENTE! MARCHE!”. O número de passos é sempre ímpar. À voz de “MARCHE!”, o desbravador rompe a marcha no passo ordinário, dando tantos passos quantos tenham sido determinados e faz Alto, sem que, para isso, seja necessário novo comando. 3.2.9. OLHAR À DIREITA (ESQUERDA) - FRAÇÃO EM DESLOCAMENTO - quando no passo ordinário, a última sílaba do comando de “SENTIDO! OLHAR À DIREITA!” deve coincidir com a batida do pé esquerdo no solo; quando o pé esquerdo voltar a tocar o solo, com uma batida mais forte, deve ser executado o giro de cabeça para o lado indicado, de forma enérgica e sem desviar a linha dos ombros. A testa e coluna do sentido do comando (Direita ou Esquerda) não deverão executar o comando. Para voltar a cabeça à posição normal, é dado o comando de “OLHAR, FRENTE!” nas mesmas condições do “OLHAR À DIREITA (ESQUERDA)”. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 39 | 63 3.2.10. OLHAR À DIREITA (ESQUERDA) - FRAÇÃO EM DESFILE - na altura da primeira baliza vermelha, ou do toque da corneta, é dado o comando de “SENTIDO! OLHAR À DIREITA!”, que coincide com a batida do pé esquerdo no solo; quando o pé esquerdo voltar a tocar o solo, com uma batida mais forte, é executado o giro de cabeça para o lado indicado, de forma enérgica e sem desviar a linha dos ombros. No pé esquerdo seguinte é realizado o brado padronizado de cada fração por ocasião do desfile. A testa e coluna do sentido do comando (Direita ou Esquerda) não deverão executar o comando. Ao comando de “OLHAR, FRENTE!”, que é dado quando a retaguarda do grupamento ultrapassar a segunda baliza vermelha ou mediante toque da corneta, a fração gira a cabeça no pé esquerdo seguinte ao comando. 3.3. Voltas 3.3.1. EM MARCHA - as voltas em marcha só são executadas nos deslocamentos no passo ordinário. 3.3.1.1. “DIREITA, VOLVER!” - após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé direito, com o pé esquerdo, o Desbravador dará um passo mais curto e volverá à direita, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé esquerdo, na nova direção. 3.3.1.2. “ESQUERDA, VOLVER!” - após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o Desbravador dará um passo mais curto e volverá à esquerda, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção. 3.3.1.3. “OITAVO À DIREITA, VOLVER!” - Após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé direito, com o pé esquerdo o Desbravador dará um passo mais curto e volverá à direita em 45º, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé esquerdo, na nova direção. 3.3.1.4. “OITAVO À ESQUERDA, VOLVER!” - Após o comando VOLVER, que deverá ser dado no pé esquerdo, com o pé direito o Desbravador dará um passo mais curto e volverá à esquerda em 45º, sobre as plantas dos pés, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção. 3.3.1.5. “MEIA VOLTA, VOLVER!” - a voz de execução “VOLVER!” inicia-se no pé direito ao solo, terminando ao assentar com o pé esquerdo no solo; o pé direito irá um pouco à frente do esquerdo, girando o desbravador vivamente pela esquerda sobre as plantas dos pés, até mudar a frente para a retaguarda, rompendo a marcha com o pé direito e prosseguindo na nova direção. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 40 | 63 3.3.1.6. Estando o clube em passos sem cadência e sendo necessário mudar a sua frente, o líder da fração comandará “FRENTE PARA A DIREITA (ESQUERDA, RETAGUARDA)!”. A este comando, os desbravadores se voltarão rapidamente para frente indicada, por meio de um salto, prosseguindo no passo sem cadência. 3.4. Mudanças de Direção 3.4.1. Durante um deslocamento, para se tomar uma nova direção, determinada por um ponto de referência, facilmente visível, se comanda “DIREÇÃO A TAL PONTO! MARCHE!”. 3.4.2. Faltando o ponto de referência acima mencionado, para se efetuar uma mudança de direção, é dado o comando “DIREÇÃO À DIREITA (ESQUERDA)! MARCHE!”. 3.4.3. O guia (quando em coluna por um) ou a testa da fração descreve um arco de circunferência para a direita ou para a esquerda, até virar a frente para o ponto indicado ou até receber o comando de “EM FRENTE!”, seguindo, então em linha reta, tendo o cuidado de diminuir a amplitude do passo, para evitar o alongamento da(s) coluna(s); os outros desbravadores acompanham o movimento e mudam de direção, no mesmo ponto em que o guia (ou a testa) fez a mudança. 3.4.4. Logo que a fração tenha se deslocado o suficiente na nova direção, o guia (ou a testa) retoma a amplitude normal do passo ordinário, independente de comando. NOTA: O comando CONVERSÃO PELA DIREITA / ESQUERDA muito utilizado pelos clubes, não está previsto no Manual Administrativo dos Desbravadores e Manual de Campanha – Ordem Unida – Exército Brasileiro - EB70-MC- 10.308. Esse comando não deverá ser usado como comando válido. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 41 | 63 Capítulo IV Comandos com Bandeirim 4.11. Posições com Bandeirim 4.11.1. Sentido - nesta posição, o mastro do bandeirim fica na vertical, ao lado direito do corpo, com a sua extremidade inferior tocando a lateral do pé direito na altura do bico do pé. A empunhadura do mastro é feita com a mão direita, de forma que o braço forme um ângulo de 90 graus com o antebraço e, além disso, o dedo polegar deve estar voltado para cima, enquanto os demais envolvem o mastro. A mão esquerda e os calcanhares devem estar como na posição de Sentido. Para tomar à posição de Sentido, o desbravador une os calcanhares com energia, ao mesmo tempo em que, afastando a mão esquerda, no máximo 20 centímetros, a colará na coxa, com uma batida (Figuras 4-1, 4-2 e 4-3). Figura 4-1 – Posição de Sentido (Frente) Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 42 | 63 Figura 4-2 – Posição de Sentido Figura 4-3 – Posição de Sentido(Perfil) (Posição da Mão e Polegar) 4.11.2. Descansar - para tomar a esta posição, o desbravador desloca o pé esquerdo a uma distância aproximadamente igual à largura de seus ombros para a esquerda, ficando as pernas distendidas e o peso do corpo igualmente distribuído sobre os pés, que permanecerão no mesmo alinhamento. A mão direita segura o mastro do bandeirim da mesma forma que na posição de Sentido. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 43 | 63 A mão esquerda fica caída naturalmente, ao lado do corpo, junto à costura da calça, com o seu dorso voltado para frente, polegar por trás dos demais dedos (Figura 4-4 e 4-5). Figura 4-4 – Posição de Descansar Figura 4-5 – Posição de Descansar (Frente) (Lateral) Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 44 | 63 4.12. Cobrir com Bandeirim 4.12.1. Se a fração (unidade, clube) estiver com o bandeirim, ao comando de “COBRIR!”, os desbravadores suspendem o bandeirim 10 cm do solo, a seguir, procedem como descrito no item 2.4.1. (Figura 4-6). Figura 4-6 – Cobrir com Bandeirim 4.12.2. Se os desbravadores estiverem portando o bandeirim, ao comando de “SEM INTERVALO, COBRIR!”, os desbravadores suspendem o bandeirim 10 cm do solo, a seguir, procedem como descrito no item 2.4.2 (Figura 4-7). Figura 4-7 – Cobrir Sem Intervalo com Bandeirim Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 45 | 63 4.13. Movimento com Bandeirim a Pé Firme 4.13.1. Nos movimentos com o bandeirim a pé firme, somente os braços e as mãos entram em ação; a parte superior do corpo fica perfilada e imóvel. 4.13.2. “SAUDAÇÃO MARANATA”, partindo da posição de Sentido - para tomar a posição de Saudação Maranata, o desbravador deve esticar o seu braço direito, que está com o mastro do bandeirim empunhado, de forma enérgica para frente, até que o braço fique totalmente estendido, mantendo a ponta inferior do mastro alinhada à ponta do pé direito, fazendo com que o bandeirim, que está afixado na ponta superior do mastro, fique desfraldado. Os calcanhares e o braço esquerdo devem permanecer como na posição de Sentido (Figura 4-6 e 4-7). Figura 4-6 – Saudação Maranata Figura 4-7 – Saudação Maranata (Frente) (Perfil) NOTA: Esta mesma posição de saudação de maranata, com o bandeirim, deverá ser utilizada pelo desbravador para posição de Voto e Voto de Fidelidade à Bíblia durante os ideais. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 46 | 63 4.13.3. SENTIDO, partindo da posição de Saudação Maranata - para retornar à posição de Sentido, o desbravador deve retrair, de forma enérgica, o seu braço direito, que está estendido, para a lateral direita do corpo, de forma que a mastro do bandeirim fique na vertical e seu braço forme um ângulo de 90 graus com seu antebraço, da mesma maneira que na posição de Sentido. 4.14. Deslocamentos com Bandeirim 4.14.1. Deslocamentos no passo sem cadência, partindo da posição de Sentido - ao ser comandado “SEM CADÊNCIA!”, o desbravador deve erguer o mastro do bandeirim até a altura de aproximadamente 10 centímetros do solo, mantendo-a na vertical, e aguardar o comando de “MARCHE!”. Quando o comando de “MARCHE!” for emitido, o desbravador deve romper marcha com o pé esquerdo e, logo em seguida, apoiar o mastro por sobre o ombro direito e, dessa forma, realizar o deslocamento (Figuras 4-8 e 4-9). Figura 4-8 –Bandeirim Suspenso Figura 4-9 – Bandeirim no Ombro 10 cm do Chão em Deslocamento 4.14.2. Deslocamentos no passo ordinário, partindo da posição de Sentido - o rompimento de marcha e a posição do mastro do bandeirim são idênticos aos dos deslocamentos em passo sem cadência. O movimento das pernas e do braço Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 47 | 63 esquerdo é idêntico ao movimento do passo ordinário. O braço direito permanece imóvel empunhando o mastro do bandeirim, que estará apoiado no ombro direito. 4.14.3. ALTO - o comando de “ALTO!” é dado quando o desbravador assentar o pé esquerdo no solo; ele dará, então, mais dois passos, um com o pé direito e outro com o pé esquerdo, unindo, com energia, o pé direito ao esquerdo, batendo fortemente os calcanhares, ao mesmo tempo em que, cessando o movimento dos braços, cola a mão esquerda na coxa com uma batida. Em seguida, o desbravador deverá levar o mastro à posição de 10 cm do solo e tomar a posição de sentido com o bandeirim. 4.15. Voltas com Bandeirim 4.15.1. “DIREITA (ESQUERDA), VOLVER!” – ao comando DIREITA (ESQUERDA), o desbravador deve erguer o mastro do bandeirim até a altura de aproximadamente 10 centímetros do solo, mantendo-a na vertical, aguardando a voz de execução “VOLVER!”. Dada a voz de execução, o desbravador com o bandeirim volta-se para o lado indicado, de um quarto de círculo, sobre o calcanhar do pé direto (esquerdo) e a planta do pé esquerdo (direito) e, terminada a volta, assentará a planta do pé direito (esquerdo) no solo; unirá depois o pé esquerdo (direito) ao direito (esquerdo), batendo energicamente os calcanhares. Simultaneamente o mastro bandeirim é levado ao lado direito do corpo, com a sua extremidade inferior tocando a lateral do pé direito na altura do bico do pé. 4.15.2. “MEIA VOLTA, VOLVER!” - é executada como Esquerda Volver, sendo a volta de 180 graus. 4.16. Frentes com o Bandeirim 4.16.1. “FRENTE PARA À DIREITA (ESQUERDA, RETAGUARDA)!” – Tal comando é dado com o clube na posição de “Descansar”. Após executá-lo, permanece nesta posição. Na voz de execução, o desbravador deve levantar levemente a ponta inferior do mastro do bandeirim para não arrastar no solo. Simultaneamente o desbravador volve, por meio de um salto, para o lado indicado com energia e vivacidade, executando o brado padronizado pelo clube, e baixa o bandeirim. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 48 | 63 Capítulo V Bandeiras e Civismo 5.1. Introdução 5.1.1. Dentre as mais variadas atividades encontradas no universo chamado Desbravadores, a Ordem Unida e o civismo chamam a atenção pelo fato de que se torna mais fácil, com esses dois instrumentos, desenvolver nos juvenis três grandes princípios que regem o caráter e a personalidade: ordem, disciplina e união. 5.1.2. Quando o apito soa com dois silvos longos e dois silvos curtos, os Desbravadores formam colunas e fileiras, proporcionando às Unidades meios de se apresentarem e de se deslocarem em perfeita ordem sob quaisquer circunstâncias: desfiles cívicos, apresentação a autoridades, reuniões do Clube, entre outras. 5.2. Abertura e Encerramento da Reunião 5.2.1. Sabe-se que para se ter êxito em tudo o que se faz nessa vida é necessário um bom planejamento. Esse é um princípio indispensável em qualquer área do Clube de Desbravadores, especialmente no civismo de abertura e encerramento da reunião do Clube. Para tanto, se faz necessário que o Diretor do Clube ou o dirigente da reunião tome as devidas providências quanto ao local da reunião, a fim de prover antecipadamente os seguintes componentes para a abertura: bandeiras (País, Estado, Desbravadores, etc.), corda de 4 ou 6 mmpara o hasteamento, membros do Clube para o hasteamento e arriamento, pelotão de ideais (voto, lei, alvo, lema, objetivo, voto à Bíblia e oração). 5.2.2. Após ser dado o sinal da abertura da reunião, as Unidades são formadas, sendo que o comando, automaticamente, está com os capitães. Os capitães apresentam suas respectivas unidades ao Diretor ou ao dirigente da reunião. Esse processo deve ser feito sempre seguindo a sequência: Saudação Maranata, cargo (Capitão, Secretário, Conselheiro, etc.), o que está representando (Unidade, ala masculina, ala feminina ou Clube) seguido do que se pretende (apresentação ou passagem de comando). 5.2.3. A seguir é mostrado um exemplo bastante simples da passagem de comando de um Capitão chamado João, da unidade Tubarões, do Clube de Desbravadores Reino Marinho, passando o comando para o Diretor Pedro, a fim Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 49 | 63 de que se tenha melhor compreensão de como se deve funcionar o civismo de uma reunião do clube. O Capitão se aproxima do seu superior e executa a saudação Maranata (na posição de sentido levantar o antebraço direito, mão espalmada, dedos unidos, polegar recolhido à palma da mão. O antebraço se desloca lateralmente em relação ao corpo, ficando perfeitamente paralelo a ele. A mão fica à altura do rosto, o ângulo entre o braço e o antebraço é igual a 45º). O Diretor também executa a saudação Maranata, porém responde com ‘O Senhor logo vem’. O Capitão fala: Capitão João apresenta a Unidade Tubarões, com todos os membros presentes, pronta para as atividades do dia. (Caso esteja faltando alguém, dizer quantos, por exemplo: Capitão João apresenta a Unidade Tubarões, com quatro membros presentes e três ausentes, pronta para as atividades do dia). O Diretor responde: Unidade apresentada, ao meu comando (fala isso olhando para a Unidade). Unidade Tubarões, DESCANSAR. Só se recebe o comando quando o grupamento/Unidade estiver em ordem e na posição de sentido. Em resposta, o Capitão continua: Permissão para entrar em forma. O Diretor responde: Permissão concedida. Por fim, o Capitão executa o comando meia-volta volver e rompe marcha com o pé esquerdo. 5.2.4. Após a apresentação da unidade, o capitão retorna e entra em forma na frente da sua unidade, alinhando com os outros capitães. 5.2.5. Essa sequência se aplica para a apresentação e passagem de comando do Capitão ao Diretor na abertura da reunião do Clube. A mudança acontece apenas nos cargos (Capitão, Conselheiro, Instrutor, etc.) e grupamento (Unidade, ala masculina, ala feminina, etc.). 5.2.6. ATRASADOS: após a unidade do referido desbravador atrasado já ter sido apresentada ao diretor/oficial de dia, os atrasados devem formar uma unidade à parte. Ao término da oração, após os ideais, os atrasados devem individualmente se apresentar ao diretor/oficial de dia, pedindo permissão para entrar em forma. Exemplo: O desbravador se aproxima do diretor, faz o gesto de Maranata e diz “Maranata”, o diretor responde com o gesto Maranata e diz “O Senhor logo vem”. Ambos desfazem o movimento e então o desbravador se apresenta: “Desbravador Marcos, da Unidade Tigre, pede permissão para entrar em forma.” O diretor responde: “Permissão concedida”. Em seguida o desbravador faz meia-volta e entra em forma à retaguarda da sua unidade, atrás do conselheiro, até ser dado o comando “cobrir” para acertar o dispositivo, ou ser destinado para as atividades. Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 50 | 63 5.2.7. Após as unidades serem apresentadas ao diretor/oficial de dia para os ideais, os desbravadores relacionados devem sair de forma pela frente, ficando os seus lugares sem serem preenchidos. Findados os ideais, os desbravadores que compõem o pelotão dos ideais devem entrar em forma pela retaguarda nos seus devidos lugares. 5.3. Disposição das Bandeiras 5.3.1. Para o hasteamento das bandeiras, o número de membros do pelotão de bandeiras deve ser compatível ao número de bandeiras (dois desbravadores por bandeira). 5.3.2. A disposição das bandeiras é um item importantíssimo e que muitos acabam confundindo. O processo de posicionamento de bandeiras é simples: 5.3.3. Quando em número ímpar: a bandeira Nacional deve ser a do centro e as demais dispostas em ordem de importância, alternadamente à direita e à esquerda da bandeira Nacional, ou seja, à esquerda e à direita de quem olha. Vejam o exemplo abaixo, com as bandeiras do Brasil, do Estado e dos Desbravadores. Figura 5-1 – Exemplo de Disposição de Bandeiras em Número Ímpar 5.3.4. Quando em número par: a bandeira Nacional a bandeira Nacional deve estar ao lado direito do centro (ao lado esquerdo de quem vê) e as demais Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 51 | 63 dispostas por ordem de importância, alternadamente à esquerda e à direita da bandeira Nacional, ou seja, alternadamente à direita e à esquerda de quem vê. Vejam o exemplo abaixo, com as bandeiras do Brasil, do Estado, dos Desbravadores e do Clube. Figura 5-2 – Exemplo de Disposição de Bandeiras em Número Par 5.3.5. Para ficar mais claro, confira outros exemplos: Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 52 | 63 Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 53 | 63 Figura 5-3 – Outros Exemplos 5.4. Civismo 5.4.1. Para um desfile cívico, o pelotão de porta-bandeira do Pavilhão Nacional, será composto por 01 (um) porta-bandeira e por 05 (cinco) guardas-bandeira. Considerando que o porta-bandeira estará no centro, é preciso 01 (um) guarda- bandeira à esquerda, e 01 (um) à direita, formando uma linha com (03) três desbravadores (guarda-bandeira – porta-bandeira – guarda-bandeira) na linha de frente, na linha de trás, mais 03 (três) desbravadores para fechar um retângulo (guarda-bandeira – guarda-bandeira – guarda-bandeira). A cada bandeira acrescentado ao pelotão, mais 01 (um) guarda-bandeira deverá ser acrescentado à retaguarda para fechar o retângulo. Se tiver 03 (três) bandeiras, serão necessários 07 (sete) guardas-bandeiras. 5.4.2. Para o hasteamento, o pelotão de bandeiras entra preferencialmente marchando e se posiciona de frente ao clube; 5.4.3. As bandeiras devem ser hasteadas enquanto se canta o hino nacional. Elas devem atingir o topo em ordem de importância, devendo coincidir com o término do hino. Em hipótese nenhuma deve haver hasteamento sem a bandeira nacional; Associação Catarinense - Desbravadores Manual de Ordem Unida P á g i n a 54 | 63 5.4.4. Em dias de luto, as bandeiras devem ser hasteadas a meio mastro. Para isso, elas devem atingir primeiramente o topo e após isso devem descer a meio mastro, coincidindo com o término do hino; 5.4.5. Após todas as bandeiras hasteadas, canta-se o hino dos Desbravadores; 5.4.6. O pelotão de porta-bandeiras pode se retirar e entrar em forma; 5.4.7. Um segundo pelotão (pelotão dos ideais) formado por sete Desbravadores, deve se posicionar à frente do Clube, formando uma fileira; 5.4.8. Eles deverão dirigir o momento dos ideais, na seguinte ordem, da direita para a esquerda (de frente para o clube): Voto, Lei, Alvo, Lema, Objetivo e Voto de fidelidade à Bíblia. O último Desbravador faz a oração; 5.4.9. Cada Desbravador que está a frente para dirigir o momento dos ideais, deve anunciar o ideal, em seguida todos os presentes recitam juntos. Exemplo: Fulano diz “lei”; em seguida todos recitam “a lei do Desbravador ordena-me...”; 5.4.10. No caso do Voto e do Voto de fidelidade à Bíblia, é necessário fazer uma posição