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PCR
ENFERMAGEM
Profª Enf. Esp. Selma Cardoso
OBJETIVOS DESSA AULA
DEFINIR PCR E RECONHECER SINAIS E SINTOMAS
DESCREVER A SEQUÊNCIA CORRETA DE AÇÕES
DEMONSTRAR A TÉCNICA CORRETA DE VENTILAÇÃO ARTIFICIAL E COMPRESSÕES TORACICAS
AGIR DE FORMA HABILIDOSA E EFICIENTE EM UMA PCR
CONCEITO DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
A PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) É UMA EMERGÊNCIA MÉDICA GRAVE EM QUE O CORAÇÃO PARA DE BOMBEAR SANGUE PARA O CORPO E A RESPIRAÇÃO CESSA. 
ELA É CARACTERIZADA PELA INTERRUPÇÃO SÚBITA E INESPERADA DA ATIVIDADE CARDÍACA E RESPIRATÓRIA. 
A PCR PODE RESULTAR DE UMA SÉRIE DE CONDIÇÕES SUBJACENTES. O ATENDIMENTO IMEDIATO E A RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP) SÃO FUNDAMENTAIS PARA TENTAR REVERTER A PCR E AUMENTAR AS CHANCES DE SOBREVIVÊNCIA DA PESSOA AFETADA. 
CONCEITO DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
UMA PCR NÃO REVERTIDA, CAUSA ALTERAÇÕES FISIOPATOLÓGICAS IRREVERSÍVEIS QUE CULMINAM EM MORTE ORGÂNICA.
O OBJETIVO AO RESSUSCITAR UMA VÍTIMA DE PCR É PRESERVAR UMA PERFUSÃO TECIDUAL CEREBRAL E CARDÍACA MÍNIMA PARA QUE HAJA MANUTENÇÃO DA VIDA.
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
(SBV)
TRADICIONALMENTE, O SBV CONSISTE EM OXIGENAÇÃO E PERFUSÃO DE ÓRGÃOS VITAIS, ATRAVÉS DE MANOBRAS SIMPLES, GERALMENTE SEM USO DE INSTRUMENTAL COMPLEXO.
CADA MINUTO TRANSCORRIDO DESDE O INÍCIO DO EVENTO ARRÍTMICO SÚBITO SEM DESFIBRILAÇÃO, A PROBABILIDADE DE SOBREVIDA DIMINUI DE 7 A 10%. POR ISSO, É MUITO IMPORTANTE QUE HAJA UM RECONHECIMENTO PRECOCE DA PCR.
PRINCIPAIS CAUSAS DA PCR
(Potássio)
A CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA É UM CONCEITO FUNDAMENTAL NA RESPOSTA A EMERGÊNCIAS MÉDICAS, ESPECIALMENTE EM CASOS DE PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR).
CADEIA DA SOBREVIVENCIA 
CADEIA DA SOBREVIVENCIA 
COMO RECONHECER UMA PCR?
AUSÊNCIA DE RESPIRAÇÃO
AUSÊNCIA DE PULSO
PERDA DE CONSCIÊNCIA
POSICIONAMENTO DA VITIMA
Posicionamento da vítima: Coloque a vítima deitada de costas em uma superfície firme e plana.
POSICIONAMENTO DA VITIMA
POSICIONAMENTO DA VITIMA
VENTILAÇÃO
COMPRESSÕES TORÁCICAS
Localização do ponto de compressão: Encontre o ponto correto para realizar as compressões torácicas. Isso é feito localizando o esterno, o osso longo que fica no centro do peito, entre os mamilos.
COMPRESSÕES TORÁCICAS
Posicionamento das mãos: Coloque a base de uma das suas mãos (a que estiver mais próxima) no centro do peito da vítima, sobre o esterno. Empilhe a outra mão sobre a primeira, entrelaçando os dedos. Certifique-se de que seus dedos estão longe das costelas da vítima.
COMPRESSÕES TORÁCICAS
Profundidade das compressões: Com os braços esticados, pressione o esterno da vítima para baixo com força. A profundidade ideal das compressões é de aproximadamente 5 a 6 centímetros em adultos .
COMPRESSÕES TORÁCICAS
Ritmo das compressões: Comprima o peito da vítima a uma taxa de 100 a 120 compressões por minuto.
CICLO REALIZADO NA PCR
30 compressões torácicas: Após reconhecer a PCR, inicie imediatamente as compressões torácicas. Faça 30 compressões torácicas com uma profundidade de cerca de 5 a 6 centímetros em adultos, seguidos por:
2 ventilações: Após as 30 compressões torácicas, incline a cabeça da vítima para trás e levante o queixo para abrir as vias aéreas realize a ventilação com o ambu. 
RITMO DA MASSAGEM CARDIACA E VENTILAÇÃO NA RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR 
Compressões torácicas: 100 a 120 por minuto.
A interrupção das compressões não deve exceder 10 segundos.
Ventilação: 2 respirações de resgate a cada 30 compressões (proporção 30:2).
QUANDO OCORRE A TROCA DO PROFISSIONAL RESPONSÁVEL PELA MASSAGEM NA PCR?
A CADA 5 CICLOS DE 30 COMPRESSÕES
A CADA 02 MINUTOS
QUANDO SE SENTIR ESGOTADO
QUANTAS PESSOAS SÃO INDICADAS PARA ATENDER UMA PCR?
QUANTAS PESSOAS SÃO INDICADAS PARA ATENDER UMA PCR?
2 PARA MASSAGEM CARDIACA
1 PARA A MEDICAÇÃO
1 PARA A VENTILAÇÃO
1 PARA CONTROLAR O TEMPO
1 DE APOIO
QUANDO DEVO INTERROMPER OS PROCEDIMENTOS DE REANIMAÇÃO?
	A utilização do desfibrilador vai ser determinada pelo tipo de ritmo do paciente se ele é chocável ou como não chocável.
Os ritmos chocáveis são:
Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) 
Fibrilação Ventricular (FV)
Os ritmos não chocáveis:
Assistolia
Atividade elétrica sem pulso (AESP)
UTILIZAÇÃO DO DESFIBRILADOR
	É interromper o ritmo caótico que se instala no coração durante a PCR e, permitir que o marca-passo natural do coração retome sua atividade elétrica habitual.
	O choque é uma tentativa de aplicar uma corrente elétrica uniforme com intensidade suficiente para despolarizar as células miocárdicas, deixando assim o coração “atordoado” por um breve momento. Isso permite que as células marca-passo do coração retomem sua atividade normal.
OBJETIVO DA DESFIBRILAÇÃO
	A fibrilação ventricular é resultado da reentrada de estímulos elétricos por múltiplos focos, podendo estar associada à doença arterial coronariana e a distúrbios eletrolíticos.
	É um ritmo cardíaco que, no eletrocardiograma em que não se pode identificar padrão algum.
	
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR (FV)
	A taquicardia ventricular sem pulso consiste em uma taquicardia ventricular sustentada cuja frequência e intensidade são insustentáveis para manter um débito cardíaco que produza pulso palpável.
	
	
TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO
	Existem 2 tipos: Monofásicas e Bifásicas.
Monofásicas: são características de desfibriladores mais antigos no mercado, e elas proporcionam choques menos eficientes, mais perigosos e mais fortes. Aplicar choque de 360 J.
Bifásicas: Tecnologia mais moderna, eficiente e segura. Aplicar choque de 120 a 200 J, de acordo com as recomendações do fabricante. Caso sejam necessários choque subsequentes, cargas mais altas podem ser consideradas.
Nossa prioridade é a utilização de desfibriladores de ondas bifásicas.
	
Falta imagem 
	
DESFIBRILAÇÃO
	
	Primeira conduta ao identificar um ritmo chocável é administrar o choque, afastando-se do paciente e, após o choque, reiniciar as compressões torácicas. 
	A cada 2 minutos, o DEA reavaliará o ritmo cardíaco do paciente.
	Caso a desfibrilação restaure um ritmo organizado, devemos verificar o pulso do paciente e, caso presente, iniciar a avaliação primária e os cuidados pós PCR. 
	
TERAPIA MEDICAMENTOSA E DEMAIS MEDIDAS TERAPÊUTICAS:
	
	Após o primeiro choque, caso não haja mudança no quadro do paciente, procede-se à RCP por 2 minutos, seguida de reavaliação de ritmo pelo monitor. 
	Caso a FV ou TVSP persista, outro choque deve ser aplicado, seguido de RCP por mais 2 minutos.
	Durante essa RCP, após a aplicação do segundo choque, devemos administrar a epinefrina e estabelecimento de via aérea avançada.
	MASSAGEM – CHOQUE - MEDICAÇÃO
	
TERAPIA MEDICAMENTOSA E DEMAIS MEDIDAS TERAPÊUTICAS:
	
	Após 2 minutos de RCP, caso o paciente ainda esteja em ritmo chocável, devemos aplicar um terceiro choque. Após esse terceiro choque, damos continuidade às compressões torácicas. 
	Nesse momento, devemos considerar a infusão de antiarrítmicos como amiodarona ou lidocaína.
	
TERAPIA MEDICAMENTOSA E DEMAIS MEDIDAS TERAPÊUTICAS:
	
	Epinefrina – 1mg – a cada 3 a 5 minutos
	
	Amiodarona – Primeira dose: Bolus de 300mg
			Segunda dose: Bolus de 150mg
	
	Lidocaína – Primeira dose: 1 a 1,5mg/kg
		 Segunda dose: 0,5 a 0,75 mg/kg
	
MEDICAMENTOS - DOSE
	
	Caso os medicamentos não funcione devemos continuar com as compressões por mais 2 minutos e após reavaliar o ritmo cardíaco do paciente.
	Caso o ritmo continue chocável, devemos aplicar outro choque.
	Caso o paciente evolua para um ritmo não chocável, devemos tratar o paciente conforme esse tipo de ritmo.
MEDICAMENTOS - DOSE
	
	É a ausência de atividade elétrica no músculo cardíaco.
	É importante que, caso a assistolia seja identificada no monitor, os profissionais façam a confirmação dela.
	É inadmissível deixar de desfibrilar uma possívelFV. No entanto desfibrilar uma assistolia por conta de erro na interpretação do monitor piora o prognóstico.
	
	 
	
ASSISTOLIA
	
	BRUNNER & SUDARTH. Tratado de enfermagem médico-cirúrgico. 8.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. 
	Diagnósticos de Enfermagem da NANDA. Definições e Classificação 2015-2017. Artmed; Edição: 1ª, 2015. 
	KNOBEL, E. Terapia Intensiva. Neurologia. vol 3. Editora Atheneu, SP, 2003.	 
	
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
	
	1- Descreva as alterações clinicas encontradas no caso clinico do paciente; 
	2- Como reconhecer que o paciente está evoluindo para uma PCR?
Qual o resultado da gasometria arterial?
	3- Quais são as principais causas de uma PCR?
	4- Qual o ritmo encontrado? Quais são os ritmos chocáveis e não chocáveis?
	
ATIVIDADE EM SALA:
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