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UNIVERSIDADE PAULISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA KAYLA MAYLA MENGER BOSCO AS MEMÓRIAS PASSADAS E A ALFABETIZAÇÃO NA EJA Foz do Iguaçu – Pr 2024 UNIVERSIDADE PAULISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA KAYLA MAYLA MENGER BOSCO AS MEMÓRIAS PASSADAS E A ALFABETIZAÇÃO NA EJA ( Trabalho de conclusão de curso apresentado c omo requisito parcial para a obtenção do título de P edagogia . Universidade Paulista – Polo Jardim Lancaster Professor (a): Lisienne Navarro ) Foz do Iguaçu – Pr Resumo Este trabalho visa promover uma reflexão acerca da Educação de Jovens e Adultos (EJA), utilizando como base a questão do abandono escolar, que é abordado aqui tanto como causa quanto consequência do insucesso educacional. Durante o Curso de Pedagogia, foi observado que entre os diversos desafios educacionais, o abandono na EJA requer uma atenção especial. A análise foi realizada através de uma pesquisa que envolveu 13 (treze) estudantes do 1º segmento da EJA e 1 (um) coordenador dessa modalidade em uma escola pública de Foz do Iguaçu – PR. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário. O referencial teórico inclui autores que discutem as Políticas Públicas de educação, bem como as causas e consequências do abandono escolar, destacando a EJA no contexto atual. Os dados da pesquisa revelam que as principais razões para o abandono escolar estão, em grande parte, relacionadas à dificuldade em equilibrar trabalho e estudos, à falta de articulação entre o ensino médio e o profissionalizante, à formação deficiente dos educadores, à escassez de recursos didáticos utilizados, à inadequação do currículo às particularidades da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e à carência de políticas públicas que assegurem não apenas o acesso, mas também a permanência desses alunos na instituição de ensino. Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos (EJA), Abandono Escolar, evasão escolar. SUMÁRIO Introdução CAPITULO I 1. REFLEXÃO SOBRE O ATUAL CONTEXTO DA EDUCAÇAO DE JOVENS E ADULTOS. ..............................................................................................................................06 1.1. Marcos legais para a construção das políticas públicas para a eja no brasil....................11 1.2 Marcos legais para a construção das políticas públicas para a eja no brasil......................11 1.3 A eja no plano nacional de educação..............................................................................15 CAPITULO I I 2. METODOLOGIA E ANÁLISE DOS DADOS..............................................................15 2.1 - Análise dos dados: o contexto da pesquisa..................................................................18 3. ANALISE E DISCUSSÃO.................................................................................................25 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................26 REFERENCIAS......................................................................................................................29 Introdução Abordar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no âmbito das políticas públicas de educação, motivados pela análise do abandono escolar, refere-se à relevância de se considerar uma modalidade que já apresenta um contexto único, devido à diversidade do público atendido pela EJA, que abrange não apenas adultos, mas também jovens e idosos. Diante dessa realidade, somos imediatamente confrontados com um significativo desafio: como formular políticas públicas que garantam o acesso, o êxito e a permanência desses estudantes, especialmente considerando a meta de promover uma sociedade democrática? Este tema foi selecionado em razão da preocupação constante do Ministério da Educação, que, por meio da implementação de programas e ações, busca o reconhecimento e a valorização da EJA no Brasil, além de envolver as responsabilidades dos pais ou responsáveis educacionais e da própria sociedade civil. Esse fenômeno gera impactos negativos na área educacional, pois os jovens que não completam a escolaridade mínima acabam aumentando o número de analfabetos, enquanto reduzem a quantidade de aqueles que finalizam os estudos adequados. Na esfera social, é possível observar que muitos jovens adultos e idosos que abandonam a escola frequentemente não encontram apoio em outras instituições, o que os leva a trilhar caminhos que não são dignos, como o uso de drogas, a prostituição, o consumo excessivo de álcool, o roubo e atos de vandalismo. Sob a perspectiva econômica, esses estudantes contribuem para o aumento da taxa de desemprego, tornando-se candidatos a posições de trabalho pouco qualificadas, o que resulta em salários baixos e dificulta seu bem-estar familiar e social. Diante das informações apresentadas, uma questão se destaca: quais são as particularidades da Educação de Jovens e Adultos (EJA)? Além disso, quais fatores contribuem para o abandono escolar entre jovens e adultos matriculados nessa modalidade? A busca por respostas a essas indagações é crucial, pois envolve aspectos que impactam diretamente a vida pessoal e social desses indivíduos. Assim, optou-se por focar a pesquisa na escola, selecionando como público-alvo 13 alunos regulares da EJA. A finalidade deste estudo é identificar e analisar as razões do abandono escolar nesse contexto. A escolha da escola se deu por estar situada na mesma localidade onde a pesquisadora reside, além de ser a única na cidade que oferece o primeiro ciclo da EJA. Para entender de maneira mais clara o fenômeno do abandono escolar, é fundamental conhecer seu conceito. No entanto, chegar a uma definição que seja amplamente aceita não é uma tarefa simples. Segundo Benavente (1994), o abandono escolar é entendido como “o desligamento das atividades acadêmicas sem que o aluno tenha finalizado o ciclo obrigatório e/ou atingido a idade legal para fazê-lo.” Por outro lado, Tavares (1990) argumenta que “o abandono se efetiva ao fim do ano letivo por motivos que não sejam a transferência ou falecimento, enquanto a desistência pode ocorrer em qualquer momento do ano.” De acordo com o Ministério da Educação do Brasil, os termos abandono e evasão se referem a diferentes momentos no contexto escolar. Quando um aluno não consegue concluir o ano letivo devido a um número excessivo de faltas, muitas vezes dizemos que ele abandonou o curso. Contudo, se no ano seguinte esse mesmo aluno optar por não se matricular novamente na série que deixou para trás, ele passa a ser contabilizado nas estatísticas de evasão escolar. As razões que levam ao abandono escolar ou à falta de frequência são variadas. Considerando os fatores que influenciam esse fenômeno e segundo Carlos Fontes (2002), é possível classificá-las e agrupá-las da seguinte forma. A escola se apresenta como um espaço pouco atrativo, com uma abordagem autoritária, com deficiências e falta de preparo, além de uma carência de motivação entre os docentes. A estrutura organizacional da escola pode influenciar de diversas maneiras o fracasso dos alunos, sendo que muitas vezes essa dimensão do problema é negligenciada. Frequentemente, os objetivos e o papel da escola na comunidade não são reconhecidos por seus membros, gerando um sentimento de estranhamento em alguns, o que resulta em uma desagregação da instituição e provoca uma desmotivação generalizada. Quanto aos alunos, fatores como desinteresse, indisciplina, problemas de saúde e as instabilidades típicas da adolescência têm sido identificados por estudos como motivos individuais que levam ao abandono escolar. Responsáveis: falta de interesse em relação ao futuro dos filhos. Os estudantes provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade nem sempre recebem incentivos adequados por parte dos parentes para continuar seus estudos, mesmo que essa realidade no Brasil esteja melhorando. Hoje, há uma crescente conscientização sobre a relevânciada educação para o êxito profissional e pessoal dos jovens. No aspecto social: o trabalho com horários conflitantes em relação aos estudos, conflitos entre alunos, violência, entre outros problemas. É inegável que o cenário atual da sociedade é marcado por um conjunto de valores que desestimula o aprendizado e favorece o fracasso escolar. Diversão, individualismo e consumismo são três valores predominantes em nossa sociedade, que vão na direção oposta aos objetivos da educação. Conforme mencionado por Furtado (2007), as causas mencionadas anteriormente são concorrentes e não exclusivas; ou seja, o abandono escolar ocorre em função da soma de diversos fatores, e não de um único que seja isoladamente responsável. Com base nas considerações apresentadas, decidiu-se que a metodologia empregada neste estudo será a pesquisa aplicada, adotando uma abordagem que combina aspectos qualitativos e quantitativos, pois se alinha melhor com os objetivos propostos. O intuito principal é analisar a Educação de Jovens e Adultos (EJA), utilizando a questão do abandono escolar como um eixo central, compreendido neste contexto tanto como uma causa quanto uma consequência do insucesso acadêmico. Os objetivos específicos incluem: - Analisar a Educação de Jovens e Adultos como uma modalidade educativa; - Identificar os fatores que contribuem para o abandono dos estudantes na EJA no Centro de Ensino Fundamental de Foz do Iguaçu no PR; - Refletir sobre os desafios da modalidade, conforme relatado por alunos e pelo coordenador do Centro de Ensino Fundamental João Adão da Silva e MEF. CAPITULO I 1. Reflexão sobre o atual contexto da educaçao de jovens e adultos. A educação de jovens e adultos (EJA) apresenta uma grande complexidade, pois vai muito além do simples ato de ensinar a ler e escrever. A maioria dos alunos da EJA consiste em trabalhadores e não trabalhadores que buscam aprimorar suas condições de vida, aumentar sua autoestima e superar as barreiras da exclusão impostas por um sistema educacional que muitas vezes não é inclusivo. O público que a EJA atende é composto por pessoas que, na idade apropriada, não tiveram a oportunidade de estudar. Muitas vezes, isso ocorre porque não se sentem motivadas pelo conteúdo escolar e acabam abandonando a educação formal. Essa situação resulta na exclusão de indivíduos analfabetos tanto da sociedade quanto do ambiente escolar. Diversos fatores dificultam a entrada de pessoas no sistema de ensino durante a idade regular, entre eles estão: gravidez na adolescência, uso de drogas, falta de interesse e dificuldades financeiras. (PEDROSO, 2010). De modo geral, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) destina-se a indivíduos com 15 anos ou mais que, por diversos motivos, não puderam concluir seus estudos na fase adequada ou optaram por abandonar a escola. Para entender essa forma de ensino e o fenômeno da evasão escolar, vamos oferecer uma breve revisão histórica da educação de jovens e adultos no Brasil. A EJA teve sua origem durante o período colonial, por volta de 1549, quando a educação estava sob a responsabilidade da igreja e não do Estado. Os jesuítas ensinavam leitura e escrita aos indígenas, com o intuito de que, além de servir à igreja, eles se envolvessem também em atividades de trabalho manual. A instrução de adultos começou com a chegada dos jesuítas em 1549. Ao longo dos séculos, essa educação permaneceu sob a responsabilidade dos jesuítas, que estabeleceram colégios destinados ao desenvolvimento de um ensino cujo propósito inicial era formar uma elite religiosa (MOURA 2004, apud SANTANA). A educação de jovens e adultos remonta ao período colonial e não é uma prática recente. A educação promovida pelos jesuítas no Brasil perdurou até 1759, quando foram expelidos pelo Marquês de Pombal. Com a saída dos jesuítas, a EJA no Brasil passa por uma significativa transformação, começando a atender aos interesses do Estado em vez de se submeter à influência da Igreja. Moura (2003) oferece uma análise sobre a EJA durante o período colonial. Com a expulsão dos jesuítas de Portugal e de suas colônias em 1759, ocorrida sob a liderança do marquês de Pombal, a estrutura educacional passou por inúmeras mudanças. A homogeneidade nas práticas pedagógicas, a fluidez na transição entre os níveis de ensino e o sistema de graduação foram substituídos pela multiplicidade de disciplinas isoladas. Dessa forma, podemos afirmar que a escola pública no Brasil teve seu início sob a influência de Pombal. Os adultos das classes menos favorecidas que desejavam estudar se deparavam com a falta de oportunidades na reforma Pombalina, uma vez que a educação básica era um privilégio restrito a poucos e essa reforma teve como foco primordial o ensino superior. (MOURA, apud SANTANA). A expulsão dos jesuítas desestabilizou o sistema educacional vigente. Apenas durante o período imperial surgem novas iniciativas voltadas para a educação de jovens e adultos, especialmente com a criação de escolas noturnas. Com a instauração do império, havia uma aspiração por reorganizar a sociedade brasileira, e para isso, acreditava-se ser essencial que a educação alcançasse toda a população. Entretanto, nem todos tinham acesso a essas instituições de ensino, como se pode observar nos artigos 4º e 5º do decreto 7.031, datado de 6 de setembro de 1878. Artigo 4º: Os cursos noturnos nas escolas urbanas terão seu início imediato. Já os cursos das escolas suburbanas serão inaugurados conforme determinação do Ministro e do Secretário de Estado dos Negócios do Império, levando em consideração as condições locais. Artigo 5º: As pessoas do sexo masculino, livres ou libertos, com mais de 14 anos, poderão se matricular nos cursos noturnos a qualquer momento. As inscrições serão realizadas pelos Professores dos cursos, que se basearão em guias fornecidas pelos respectivos Delegados. Estes, por sua vez, registrarão informações sobre naturalidade, filiação, idade, profissão e residência dos alunos matriculados. (Brasil, 1878). Assim, um dos principais aspectos a ser enfatizado em relação à educação de adultos no império foi a criação de escolas noturnas voltadas para aqueles que eram analfabetos: homens, com mais de 14 anos e que eram livres, considerados dependentes e incapazes. Em 1889, começa no Brasil a era republicana, que se inicia com a proclamação da república e se estende até os dias atuais. A educação de adultos começa a se firmar no sistema público de ensino a partir da década de 30, um período marcado por significativas transformações sociais e processo de industrialização, o que impulsiona o ensino para jovens e adultos, conforme a citação a seguir: A educação básica para adultos começou a se firmar como um componente importante na história da educação brasileira nas décadas de 30, com a consolidação de um sistema público de ensino elementar no país. Durante esse tempo, a sociedade brasileira vivia profundas mudanças, impulsionadas pela industrialização e pelo aumento da população em áreas urbanas. A disponibilidade de ensino básico gratuito expandiu de forma significativa, abrangendo uma variedade crescente de segmentos sociais. (Proposta curricular, 1997, p. 30). Nesse cenário de mudança social, a educação de adultos se torna relevante, inicialmente, para atender às demandas do processo de industrialização, que não buscava, em absoluto, promover a conscientização crítica do indivíduo. A constituição de 1934 cria o PNE, que determina como obrigação do Estado a oferta de ensino primário, de forma integral e gratuita, abrangendo também os adultos. Parágrafo único - O plano nacional de educação, conforme estabelecido pela legislação federal, de acordo com os artigos 5º, inciso XIV, e 39, inciso 8, alíneas a e e, poderá ser renovado apenas em períodos específicos, devendo seguir as normas a seguir: a) oferta de ensino fundamental gratuito e de frequência obrigatória, abrangendo também os adultos. (BRASIL, julho de 1934). Os anos 40 foram caracterizados por elevadas taxas de analfabetismo no Brasil, o que levou ogoverno a estabelecer um fundo voltado para a alfabetização dos adultos. É importante ressaltar que a política educacional desse período tinha dois principais objetivos: preparar a força de trabalho para o mercado e capacitar eleitores, uma vez que, naquela época, os analfabetos não podiam votar. Assim, foi lançada a campanha nacional de educação para adolescentes e adultos. Um dos principais feitos da Campanha Nacional de Educação de Adolescentes e Adultos (CEAA) foi estabelecer uma estrutura nacional, visto que os Estados careciam de recursos financeiros para tal iniciativa. A campanha foi viabilizada graças ao Fundo Nacional do Ensino Primário, que alocava 18% de seus recursos para a educação de adultos. Com o fim da Campanha, os sistemas que ela havia implementado levaram à criação do supletivo (SILVA, 2004, p. 54 apud Dourado, 2013, p. 22). Diversas campanhas emergiram entre as décadas de 1940 e 1950, estendendo-se até o começo dos anos 60. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) ganha destaque na década de 60, período marcado por uma intensa mobilização social em prol das reformas de base. É nessa época que se estabelece uma nova abordagem pedagógica para a alfabetização, inspirada nos conceitos de Paulo Freire. Na perspectiva de Paulo Freire, é fundamental que educando e educador mantenham uma interação dinâmica, buscando o diálogo e uma formação crítica. Isso deve considerar a cultura e os contextos vivenciais, ou seja, é essencial que o processo de ensino e aprendizagem esteja conectado à realidade do aluno, visando formar um cidadão consciente de sua função na sociedade. (PEREIRA, 2011, P.25). Em 1963, Paulo Freire foi encarregado de criar um programa nacional destinado à alfabetização de jovens e adultos, mas esse projeto foi interrompido em 1964, em razão da ditadura e do golpe militar. Com esse novo regime, o Brasil passou a adotar programas de alfabetização que distantes estavam da abordagem crítica e reflexiva defendida por Freire. Nesse contexto, em 1967, o governo instaurou o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), voltado para pessoas analfabetas entre 15 e 30 anos, mas se tratava de um programa conservador e tradicional. O Mobral foi desativado em 1985. Com a promulgação da nova Constituição em 1988, ampliou-se a responsabilidade do Estado em relação à Educação de Jovens e Adultos (EJA), assegurando o direito ao ensino fundamental gratuito para todos. Muitos avanços aconteceram na EJA nos anos 80, entretanto nos anos 90 com o governo Collor a educação de adultos perde suas forças, sendo resgatada com a lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB 9.394/96), onde se declara que: Artigo 37. A educação voltada para jovens e adultos é destinada àqueles que não conseguiram acessar ou dar continuidade aos estudos no ensino fundamental e médio na idade adequada. § 1º Os sistemas de ensino garantirão, de forma gratuita, oportunidades educacionais adequadas para os jovens e adultos que não puderam realizar os estudos na idade regular, levando em conta as características dos alunos, seus interesses, bem como suas condições de vida e trabalho, por meio de cursos e exames. (BRASIL, 1996). É encorajador que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) obtenha uma representação na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, embora, infelizmente, ainda mantenha um caráter suplementar. Em 2003, a educação para adultos passou a receber mais atenção, com a criação pelo governo da secretaria extraordinária de erradicação do analfabetismo e do Programa Brasil Alfabetizado, que possibilitou uma maior integração da EJA nas políticas públicas de Educação. 2.1. Marcos legais para a construção das políticas públicas para a eja no brasil A Constituição Federal de 1988 garantiu o direito à educação a pessoas de todas as idades, impondo ao Estado a obrigação de aumentar as possibilidades de aprendizado para aqueles que, em função da idade, não conseguem mais ingressar na educação formal. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria.(BRASIL, 1988) VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; A Constituição Federal, ao tratar das responsabilidades do Estado em relação à Educação, impõe um grande desafio aos educadores: interpretar e desenvolver políticas que incluam Jovens e Adultos no sistema educacional. É essencial destacar que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma modalidade de ensino que demanda flexibilidade. Para isso, é fundamental levar em conta as condições de vida dos alunos, suas atividades laborais e seus interesses, uma vez que muitos estão retornando aos estudos em busca de uma oportunidade de emprego melhor. Dessa forma, é crucial vincular a EJA à educação profissionalizante, pois essa pode ser uma das vias que esses adultos encontram. Essa conexão é respaldada pela legislação, que está expressa no parágrafo 3º do artigo 37 da LDB, que estabelece que "a educação de jovens e adultos deverá articular-se preferencialmente com a educação profissional”. Tal articulação contribui para a ascensão profissional daqueles que completam a educação básica em um momento posterior da vida. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 9.394/96) busca fortalecer a educação voltada para jovens e adultos no Brasil, estabelecendo-a como uma política pública essencial para combater o analfabetismo no país. Dentro da LDB, os artigos 37 e 38 tratam especificamente da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O artigo 37 define o público-alvo da EJA: Art. 37. A educação de jovens e adultos destina-se àqueles que não tiveram a oportunidade de acessar ou continuar seus estudos no ensino fundamental e médio na idade apropriada. § 1º Os sistemas de ensino garantirão, de forma gratuita, oportunidades educacionais adequadas aos jovens e adultos que não puderam estudar na idade regular, levando em conta as características dos alunos, seus interesses e suas condições de vida e trabalho, por meio de cursos e exames. § 2º O Poder Público deverá facilitar e incentivar o acesso e a permanência do trabalhador na escola, por meio de ações integradas e complementares entre si. (Art. 37 da LDB/96) No parágrafo 1º do artigo 37, afirma-se que os sistemas de ensino têm a responsabilidade de garantir a gratuidade para jovens e adultos nas instituições de ensino. Embora isso já ocorra atualmente, ainda se almeja que os professores e a gestão escolar considerem de forma mais atenta os interesses e as condições de vida dos alunos. O § 2º, por sua vez, destaca a função do poder público em garantir o acesso e a permanência do trabalhador na escola. A questão que se coloca é como alcançar esse objetivo sem uma colaboração efetiva entre a escola e a empresa onde o jovem ou adulto está empregado. Além disso, o artigo 38 da LDB trata da idade que os alunos devem ter para realizar exames supletivos: Art. 38. Os sistemas educacionais deverão oferecer cursos e exames supletivos, os quais abrangerão a base nacional comum do currículo, permitindo assim a continuidade dos estudos de forma regular. § 1º Os exames mencionados neste artigo serão realizados: I - na fase de conclusão do ensino fundamental, para indivíduos com mais de quinze anos; II - na fase de conclusão do ensino médio, para aqueles com mais de dezoito anos. § 2º As competências e saberes adquiridos pelos alunos de maneiras informais serão avaliados e aceitos por meio de exames. O aspecto mais relevante deste artigo é a redução da idade mínima para a realização dos exames. Anteriormente, exigia-se 18 anos para o nível fundamental, que agora é estabelecido em 15 anos, e para o nível médio, que passou de 21 para 18 anos. Essa mudança facilita o acesso dos alunos à Educação de Jovens e Adultos (EJA), mas também pode trazer um desafio. Existe o risco de que um aluno, ao ser reprovado váriasvezes na escola, desista de continuar frequentando as aulas para aguardar atingir a idade necessária para ingresso na EJA e realizar os exames de conclusão dos níveis de ensino. Isso pode comprometer a qualidade da educação que recebe. Com base no que já foi discutido, é possível afirmar que a Constituição de 1988 estabelece a educação como uma responsabilidade fundamental do Estado e um direito de todos os cidadãos, incluindo aqueles que, por diversos motivos, não tiveram acesso à educação na idade apropriada. Contudo, essa abordagem ainda é muito ampla. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) surge para preencher essa lacuna deixada pela Constituição em relação à educação de adultos. A LDB especifica que “os sistemas de ensino garantirão gratuitamente aos jovens e aos adultos que não puderam realizar os estudos na idade regular oportunidades educacionais adequadas...”. Desse modo, fundamentada na Constituição, na LDB e em outras legislações, a educação escolar passa a ser também um direito de jovens e adultos que não conseguiram estudar na idade adequada. Assim, o Estado tem a obrigação de assegurar a Educação de Jovens e Adultos (EJA). No que diz respeito à legislação voltada para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), o site do Ministério da Educação informa que, no período de 2000 a 2013, diversos pareceres e resoluções foram implementados com objetivos e propósitos específicos, tais como: - Dispor, estabelecer, reformular e reavaliar as Diretrizes Curriculares Nacionais destinadas à EJA (Parecer CNE/CEB nº 11/2000; Resolução CNE/CEB nº 1; Parecer CNE/CEB nº 36/2004; Parecer CNE/CEB nº 29/2004); - Incorporar a EJA como uma alternativa para a oferta da Educação Profissional Técnica de nível médio de forma integrada ao Ensino Médio (Parecer CNE/CEB nº 20/2005); · Atualizar as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio (Resolução CNE/CEB nº 4). · Implementar e revisar as Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), considerando a duração dos cursos e a idade mínima para a matrícula na EJA; a EJA oferecida por meio da educação a distância; a idade mínima e a certificação nos exames de EJA (conforme o Parecer CNE/CEB nº 23/2008; Parecer CNE/CEB nº 6/2010; Resolução CNE/CEB nº 3); · Ademais, a Resolução/CD/FNDE nº 51, datada de 15 de dezembro de 2008, define critérios que se concentram, principalmente, na apresentação, seleção e fomento financeiro a projetos voltados à criação de materiais pedagógicos, com objetivos formativos e suporte didático para a EJA, além da capacitação de professores, coordenadores e gestores da EJA. Em 2005, o Governo Federal tinha em vigor o Programa de Apoio a Estados e Municípios para a Educação Fundamental de Jovens e Adultos (EJA), conhecido como PEJA, que era financiado pelo FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O principal intuito é, de maneira suplementar, transferir recursos financeiros para estados e municípios, visando aumentar a quantidade de vagas disponíveis na educação fundamental para jovens e adultos (BRASIL, 2005). Complementarmente, esses recursos também são destinados à compra de livros didáticos, à contratação temporária de professores e à formação continuada de docentes (FNDE, site oficial). O FNDE ainda desempenha um papel vital no financiamento do PNLD-EJA (Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos). Esse programa ampliou a cobertura do PNLA - Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização na EJA, abrangendo o primeiro e o segundo segmentos dessa fase educacional. Seu principal objetivo é "(...) fornecer obras e coleções de qualidade para os alfabetizandos do Programa Brasil Alfabetizado e para os alunos da EJA nas redes públicas de ensino." (PNLD, site oficial). O Programa Brasil Alfabetizado (PBA) é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que teve início em 2003. Seu objetivo é promover a alfabetização de jovens, adultos e idosos, além de capacitar alfabetizadores, com a meta de garantir o acesso universal à educação. De acordo com uma reportagem do Portal Brasil de 2011, o PBA passou a operar em conjunto com o Brasil Sem Miséria, oferecendo suporte técnico para o estabelecimento e a manutenção dos estudos de jovens, adultos e idosos, com ênfase na promoção de uma educação que combate as 2.2. A EJA NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO A constituição de 1988 estabelece que o Plano Nacional de Educação (PNE) de duração plurianual, visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do poder público que conduzam à: I – erradicação do analfabetismo, II – universalização do atendimento escolar (BRASIL, 1988). O Plano Nacional de Educação, que foi sancionado em 26 de junho de 2014, terá uma validade de dez anos e define diretrizes, metas e estratégias para aprimorar o setor educacional. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) representa uma modalidade de ensino extremamente relevante no contexto educacional. No entanto, apesar dos diversos avanços obtidos, ainda há muito trabalho a ser realizado para garantir o acesso à educação para toda a população brasileira, assegurando que os alunos possam se matricular e permanecer na escola. Duas das metas do PNE estão diretamente ligadas à EJA no Brasil, sendo que uma delas estabelece... Aumentar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e, até o fim da vigência deste PNE, eliminar completamente o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional. (BRASIL, 2014). O propósito dessa meta é capacitar jovens e adultos que ainda não dominam a leitura e escrita, garantindo assim seu desenvolvimento pleno, tanto pessoal quanto social. Segundo o IBGE, a taxa de alfabetização em 2013 era de 91,5%, e a meta para 2024 é alcançar 100% de pessoas alfabetizadas (Observatório PNE, site online). Isso significa que há um trabalho intenso a ser feito para que essa alfabetização seja efetivada, considerando que a Educação de Jovens e Adultos (EJA) enfrenta problemas de desistência, motivados por fatores como cansaço e desmotivação, entre outros. Portanto, algumas estratégias precisam ser elaboradas para alcançar essa meta. CAPITULO I I 3. METODOLOGIA E ANÁLISE DOS DADOS Com a finalidade de analisar a Educação de Jovens e Adultos (EJA), este trabalho foca especialmente na problemática do abandono escolar, que é abordada tanto como uma causa quanto uma consequência do insucesso na educação. Para isso, foi escolhida uma pesquisa de natureza exploratória e uma abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada com 13 alunos do 1º segmento da EJA, buscando entender melhor suas vivências e os desafios que enfrentam para continuar seus estudos. Além disso, também foi entrevistado um coordenador da EJA na escola que participou da pesquisa, com o propósito de captar sua perspectiva sobre o programa e como a instituição apoia seus alunos. De acordo com Gonsalves (2011, p. 70), a pesquisa qualitativa tem como foco a compreensão e a interpretação dos fenômenos, levando em conta os significados que os sujeitos atribuem às suas ações, o que exige do pesquisador uma abordagem hermenêutica. (...) uma técnica de investigação social composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com o propósito de obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado (Antônio Carlos Gil, 2008 apud DOURADO, 2013) Assim, o questionário se configura como uma ferramenta destinada a coletar informações sobre o sujeito em estudo, sendo essa a escolha mais apropriada para alcançar os objetivos da pesquisa. A investigação realizada teve um caráter exploratório, conforme Gonsalves (2011), que define essa abordagem como um meio de desenvolver e esclarecer ideias, buscando proporcionar uma visão geral e uma primeira compreensãode um fenômeno que ainda é pouco investigado. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de um questionário qualitativo, cujo propósito é reunir informações sobre o objeto de estudo e analisá-las. O projeto teve seu início na fase 1 do projeto 4, quando realizei meu estágio. O foco era observar as aulas e a rotina dos estudantes do primeiro segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em uma escola pública localizada na cidade satélite de Santa Maria. As observações abrangeram uma turma de 1ª série (alfabetização), e durante todo o segundo semestre, participei das aulas dessa turma duas vezes por semana. Registrei as observações em relatórios, os quais foram fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa. Retornei à escola no segundo semestre para aplicar o questionário da pesquisa, desta vez com a turma da 3ª série, cuja trajetória observei anteriormente na 1ª série. A pesquisadora é estudante do 8º semestre de pedagogia na Universidade de Foz do Iguaçu, . Ela possui um forte interesse pela educação de jovens e adultos, o que a motivou a se aprofundar nas políticas públicas dessa área, especialmente após ter acompanhado um casal de idosos em suas aulas de alfabetização. Essa experiência levou a compreender a relevância dessa modalidade de ensino, que, apesar de sua importância, ainda é pouco valorizada. Os participantes da pesquisa são alunos da 3ª série do primeiro segmento da EJA no Centro de Ensino Fundamental suas idades variam entre 22 e 60 anos. Todos os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, no qual foi esclarecido que a participação na pesquisa era voluntária, além do objetivo da pesquisa e da garantia de que os dados seriam protegidos e utilizados somente para finalidades acadêmicas. Colaboradores da pesquisa, embora já estejam na 3ª série sentem muita dificuldade na escrita e leitura, por isso precisaram de ajuda da professora e da pesquisadora para responder ao questionário. A professora muito atenciosa e disposta colaborou muito para a realização da pesquisa. O questionário foi o principal instrumento utilizado para colher os dados necessários para continuidade da pesquisa. Foi elaborado de forma bem simples e 42 de fácil entendimento para os sujeitos colaboradores, com questões de múltipla escolha e 4 exigindo a escrita do aluno. Além do questionário também foi possível colher informações em conversas informais com os estudantes, e através do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, ao qual tivemos acesso. 2.1 - Análise dos dados: o contexto da pesquisa Foz do Iguaçu é uma cidade localizada no extremo oeste do Paraná, na fronteira com Argentina e Paraguai, a cerca de 650 km de Curitiba. Fundada em 1914, a cidade experimentou um rápido crescimento devido ao desenvolvimento da Usina Hidrelétrica de Itaipu e ao turismo impulsionado pelas Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza. Com uma população de aproximadamente 258.000 habitantes, Foz do Iguaçu possui uma infraestrutura turística robusta e é conhecida como um importante polo de integração cultural e comercial entre os três países da fronteira. A escola onde a pesquisa foi realizada, localizada em Foz do Iguaçu, possui uma estrutura dedicada ao ensino regular e à Educação de Jovens e Adultos (EJA). A gestão escolar é composta por diretor, vice-diretor e coordenadores para as diferentes modalidades de ensino. Durante o período diurno, a instituição oferece o ensino fundamental regular, enquanto o período noturno é reservado para a EJA, abrangendo o 1º e 2º segmentos, desde as séries iniciais até as finais. Atualmente, a escola atende cerca de 1.800 alunos em suas 20 salas de aula. No turno noturno, são ofertadas turmas para o 1º segmento da EJA, que compreende da 1ª à 4ª série, além de turmas para o 2º segmento, que vai da 5ª à 8ª série. Criada inicialmente como uma escola de ensino fundamental para atender a crescente demanda da cidade, a instituição expandiu-se para incluir a modalidade EJA e outras etapas educacionais, em resposta ao aumento populacional e à necessidade de qualificação profissional e educacional da população local. De acordo com seu Projeto Político Pedagógico (PPP), a escola busca proporcionar uma educação inclusiva e de qualidade, alinhada às necessidades e ao contexto socioeconômico da região. Identificar novos rumos para o alcance de uma educação pública, gratuita e de qualidade; através de atividades que possibilitem o crescimento humano de nossos discentes, tornando-os cidadãos conscientes de seus deveres e direitos e também para toda a comunidade escolar. (Retirado do Projeto político pedagógico da escola). A escola se compromete a promover o desenvolvimento humano e a formação de cidadãos, estendendo esse crescimento não apenas aos alunos, mas a toda a comunidade escolar. Conforme o Projeto Político Pedagógico (PPP), a instituição acolhe estudantes provenientes de escolas vizinhas que apresentam um histórico pessoal marcado por dificuldades e comportamentos agressivos. As turmas são mistas e, tanto no período diurno quanto no noturno, há frequentes casos de indisciplina, incluindo jovens consumindo drogas nas proximidades da escola. A instituição também recebe alunos com diversas necessidades especiais, como deficiência física, TDAH, deficiência intelectual, dislexia e deficiência auditiva. Inclusive, uma aluna da turma onde foi aplicado o questionário apresenta deficiência intelectual. Além disso, a escola proporciona suporte a vários jovens que estão sob medida de liberdade assistida. O PPP apresenta a realidade local da comunidade apontando que, “o desemprego é uma constante na rotina de nossa comunidade; temos muitas alunas gestantes e com baixa idade biológica e pouca estrutura psicológica para tal compromisso, trazendo evasão escolar”. Este último fato, ocasiona evasão de muitas jovens que, acabam retornando mais tarde para a escola frequentando a EJA. A escola tem como objetivo que a comunidade escolar perceba a instituição como um patrimônio e que atue em conjunto na valorização do conhecimento adquirido pelos alunos (PPP). O Projeto Político-Pedagógico (PPP) apresenta diversas iniciativas a serem implementadas ao longo do ano, incluindo projetos disciplinares, interdisciplinares e institucionais, como o de reciclagem. Entretanto, é notável a escassez de menções à Educação de Jovens e Adultos (EJA) no PPP, já que a maioria dos projetos se concentra apenas no ensino regular. Embora o PPP inclua objetivos e propostas, nenhuma delas é direcionada especificamente para a EJA, que também merece ter projetos interdisciplinares desenvolvidos de acordo com suas características e necessidades. 2.2 - Análise dos dados do questionário dos alunos Abaixo, apresentaremos os dados coletados dos alunos por meio do questionário aplicado. Um total de 13 estudantes foi entrevistado, sendo 5 homens e 8 mulheres, com idades entre 22 e 60 anos. Dentre as mulheres participantes, apenas duas estão empregadas fora de casa, enquanto a maioria dos homens ocupa funções com baixa remuneração. O gráfico a seguir revela que a maioria dos entrevistados é do sexo feminino, que frequentemente deixa seus filhos sob os cuidados de amigos ou familiares para irem à escola. Um exemplo é uma das colaboradoras que confia seus filhos ao primo para poder estudar. Nas falas de algumas mulheres, é evidente a dificuldade que enfrentam para comparecer à escola, uma vez que elas precisam deixar as tarefas domésticas em ordem antes de se dedicarem aos estudos. Por outro lado, o público masculino tem menos adesão à Educação de Jovens e Adultos (EJA), pois muitas vezes o homem é o provedor da família, o que dificulta a conciliação entre trabalho, estudos e responsabilidades familiares. Imagem Elaborada pela autora 2024 O gráfico B apresenta a variação de idades entre os sujeitos da pesquisa, sendo que a turma é bem mista, apresenta alunos bem jovens ainda e outros com a idade mais avançada.Imagem Elaborada pela autora 2024 Através do gráfico é possível perceber que a turma é composta em sua maioria, por alunos acima de 50 anos, um total de 38%. Apesar da diferença de idade entre os alunos é preciso levar em consideração que cada um deles traz consigo um conhecimento, experiências, alguns mais, outros menos, e este conhecimento, experiências dos alunos devem ser inseridos nas práticas pedagógicas para que o aluno sinta-se parte importante da turma. Educadores e educadoras não podem se restringir apenas aos procedimentos didáticos e aos conteúdos a serem ministrados aos grupos populares. Os conteúdos que serão apresentados não devem ser completamente alheios à realidade vivida por essas comunidades. O que ocorre nas áreas populares, nas periferias urbanas, e no meio rural – como os trabalhadores urbanos e rurais que se reúnem para rezar ou debater seus direitos – deve despertar a intensa curiosidade dos educadores engajados na educação popular. (GADOTTI, 2006). Em relação ao estado civil dos alunos que participaram da pesquisa, a maioria se declarou solteiro, sendo estes 46% dos entrevistados, 31% são casados e 23% viúvos. A partir do gráfico a seguir pode-se ver há quanto tempo os alunos voltaram a estudar, sendo que 50% retornou à escola por cerca de seis meses a um ano: Imagem Elaborada pela autora 2024 São diversos os motivos que trouxeram de volta à escola estes alunos, e muitos deles ficaram fora dela por mais de 15 anos, depois de tanto tempo retornar aos estudos é primeiramente um ato de força de vontade e determinação, em busca de algo que não obtiveram, por falta de estudos, ou ainda pelo simples fato de querer aprender mais, para sentir-se melhor. Os gráficos a seguir representam o tempo que os alunos ficaram fora da escola e o motivo que os fez a ela retornar: Imagem Elaborada pela autora 2024 Imagem Elaborada pela autora 2024 Entre os motivos que levam as pessoas a retornarem à escola, o mais relevante é a busca por uma oportunidade de trabalho superior. A maioria delas está ocupada em funções pouco valorizadas, como limpar, construir e cuidar de crianças, o que evidencia a compreensão de que a educação pode não apenas formar cidadãos, mas também servir como um primeiro passo para garantir uma boa vaga no mercado de trabalho. Outro fator significativo que incentivou muitos dos entrevistados a voltarem a estudar foi o desejo de adquirir mais conhecimento. Isso indica que, apesar das dificuldades enfrentadas para frequentar a escola, a vontade de aprender é um forte motivador para que permaneçam nesse ambiente educacional. Essa motivação para aprender mais pode ser observada nas respostas, onde se destaca uma busca por um desenvolvimento pessoal e profissional. O gráfico F representa quantas horas os estudantes trabalham por semana, este é um fator que influencia bastante nos estudos, pois a maioria trabalha mais de 40 horas semanalmente, o que por vezes pode ocasionar faltas na escola devido ao cansaço, como revelado por alguns estudantes que chegam a faltar de 6 a 10 vezes no mês devido ao trabalho, por chegarem cansados ou não conseguirem deixar o local de trabalho a tempo de ir a escola. Imagem Elaborada pela autora 2024 Os principais motivos levantados pelos estudantes entrevistados para faltar a escola foram: cansaço do trabalho, doença, problema familiar e ir a igreja, respectivamente. Quando questionados se fora da escola estudavam, 100% responderam que não, por não ter tempo, pois quando não estão na escola, estão trabalhando, cuidando dos afazeres domésticos, entre outras coisas. Foi perguntado aos alunos até qual série/nível eles desejam estudar, o resultado está representado no gráfico a seguir: Imagem Elaborada pela autora 2024 Com base nos dados coletados, é evidente que a maioria possui o desejo de seguir com o ensino médio e superior. No entanto, ao responderem ao questionário, algumas declarações foram: “tenho vontade de fazer faculdade, mas sei que não vai dar”, “ah, esse aí (referindo-se ao nível superior) eu quero, mas nessa idade nem dá mais”. Essas respostas revelam que, embora haja um anseio por cursar o nível superior, muitos se sentem incapacitados por causa da idade ou enfrentam dificuldades financeiras para arcar com os custos de uma universidade privada ou para ingressar em uma pública. Isso nos leva a questionar: será que os alunos da EJA têm as mesmas oportunidades de acessar o ensino superior? Considerando que a sociedade muitas vezes impõe a ideia de uma “idade apropriada” para ingressar na faculdade. Além disso, ainda há uma carência de políticas governamentais que promovam o acesso dos alunos da EJA ao ensino superior. Os resultados da pesquisa indicam que a decisão sobre qual escola frequentar está relacionada à proximidade da residência dos alunos, com 77% dos entrevistados apontando essa causa. Já 23% escolheram a escola por se sentirem à vontade lá, o que demonstra que, apesar dos desafios enfrentados no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a instituição ainda consegue proporcionar um ambiente acolhedor para seus alunos sintam – se bem estando nela. O gráfico abaixo aponta os motivos levantados para a escolha da escola pelos alunos: Imagem Elaborada pela autora 2024 Enquanto preenchiam o questionário, os alunos expressaram sua insatisfação pelo fato de que, neste ano, a escola não forneceu os livros didáticos. Segundo a perspectiva deles, esses materiais são de grande ajuda e a falta deles torna a aprendizagem mais desafiadora. A inexistência dos livros didáticos demonstra uma falta de consideração pelos jovens e adultos que necessitam desse suporte, uma vez que se trata de um recurso essencial que, de acordo com o PNLD, deve ser adequado à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seguida, apresentaremos uma tabela com os fatores mencionados pelos alunos que mais dificultam sua permanência na escola, sendo que 13 estudantes contribuíram com suas respostas para essa questão. Fatores que influenciam Nenhuma influência Pouca influência Muita influência Falta informação sobre o curso na secretaria da escola 3 9 1 Falta de professor 3 1 9 Falta de pessoal para atender os alunos na escola 4 9 0 Dificuldade de acesso aos materiais necessários, como livros, cadernos, etc. 1 2 10 Falta de biblioteca 10 1 2 Falta de condições de estudo em casa 0 6 7 Falta de condições de estudo na escola 2 10 1 Dificuldade de conciliar estudos e trabalho 2 0 11 Dificuldade de conciliar estudo e família 0 2 11 Dificuldade de conciliar estudo e lazer 2 1 10 A falta de condições financeiras para permanecer na escola 2 10 1 Dificuldade para ir para a escola 6 4 3 Quando vou para aula geralmente estou muito cansado do trabalho 1 0 12 A dinâmica utilizada nas aulas 2 9 1 Tabela Elaborada pela autora 2024 CAPITULO III 3. ANALISE E DISCUSSÃO O estudo se sobressai pela sua habilidade em apresentar claramente os principais aspectos relacionados ao abandono escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e sua importância para as políticas públicas. As primeiras conclusões indicam que o abandono na EJA é um fenômeno complexo, afetado por fatores estruturais das instituições, características individuais dos estudantes e condições socioeconômicas. Essas descobertas são essenciais para a elaboração de políticas públicas mais eficazes, que não apenas promovam a matrícula, mas também assegurem a permanência dos alunos na escola. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo teve como objetivo aprofundar a compreensãoacerca da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pesquisa de campo revelou a relevância das políticas públicas educacionais na garantia do acesso e da permanência de jovens e adultos nas instituições de ensino. É importante considerar que, apesar de a EJA atender numerosos alunos que não estão inseridos no mercado de trabalho, uma parte significativa de seu público é composta por trabalhadores que já chegam à escola com diversas experiências de vida que devem ser consideradas. Com base no referencial teórico, foi possível entender melhor a EJA, os avanços conquistados ao longo do tempo, as legislações que fundamentam essa modalidade e, ao aplicar isso na prática por meio da pesquisa de campo, percebe-se que, mesmo com todos os progressos, a EJA ainda não recebe a atenção adequada das políticas governamentais. Essa modalidade enfrenta um dilema que não é exclusivo a ela: a evasão escolar, que ocorre por diversos fatores, conforme relatado por alunos e pela coordenação. falta de pessoal para atender aos alunos, ausência de lanche, cansaço do trabalho, falta de profissionais qualificados para a área, dentre outros. A pesquisadora identifica a importância de promover uma colaboração entre escolas e empresas, a fim de facilitar a permanência dos alunos no ambiente escolar, uma vez que muitos abandonam os estudos devido à exaustão gerada pelo trabalho. A legislação já contempla essa integração, como demonstrado na meta 10 do PNE, que busca a articulação entre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Educação Profissional. No entanto, ainda são raras as instituições que implementam essa conexão. É fundamental introduzir aos estudantes da EJA o conceito de integração, permitindo que eles se envolvam ativamente em um processo que transcende a alfabetização, preparando-os também para o exercício de uma profissão, considerando sempre a ética e a moral no desenvolvimento dos alunos. Vale ressaltar os avanços que a EJA tem alcançado, conforme apresentado na fundamentação teórica. Contudo, apesar desses progressos, ainda há muito a ser feito para assegurar não apenas o acesso à escola, mas também a permanência dos alunos. Criar leis não é suficiente se elas não forem efetivamente colocadas em prática.Certas ações simples por parte da escola podem ajudar a melhorar a qualidade da educação na EJA. Um exemplo disso é levar os alunos à biblioteca, onde eles podem explorar novos horizontes. É fundamental incentivar esses estudantes a continuarem seus estudos, até mesmo no nível superior. Durante a pesquisa, foi evidente que muitos deles desejam ingressar em uma faculdade, mas não se sentem confiantes, seja por causa da idade ou pela falta de motivação. Aprofundar os estudos sobre a Educação de Jovens e Adultos trouxe imensa importância para a pesquisadora, uma vez que intensificou seu desejo de atuar e contribuir nessa área. Assim como a educação regular, a EJA também requer atenção especial, merecendo investimentos adequados, melhores infraestruturas nas escolas, formação de professores e suporte estudantil. Por meio da pesquisa, foi possível observar que os alunos enfrentam diversos obstáculos para permanecer na escola. Contudo, a determinação em aprender os leva a persistir na superação das discriminações enfrentadas por aqueles que não possuem um nível elevado de educação ou uma boa colocação no mercado de trabalho. A sociedade tende a valorizar quem ocupa altos cargos e possui um bom nível educacional, muitas vezes desmerecendo aqueles que, por diversos motivos, não têm as mesmas oportunidades. A ausência de livros didáticos pode desmotivar um pouco os estudantes.A pesquisa indica que os estudantes percebem a necessidade deste recurso de apoio para que possam adquirir mais conhecimento. O PNLD-EJA é o programa encarregado de implementar o PNLD-EJA. A distribuição de livros didáticos nas escolas é realizada, contudo, observa-se que na realidade isso não ocorre todos os estudantes que adquirem o material didático. Algumas sugestões que podem facilitar o ingresso e a continuidade dos estudantes na escola. Os objetivos da EJA na escola incluem: intensificar a segurança durante as aulas, fornecer refeições aos alunos e fornecer café da manhã. Considerando que muitos estudantes chegam à escola diretamente do trabalho, assegurar o acesso aos estudos é essencial recursos pedagógicos, suporte financeiro, médico e de pisocopedagógico treinamento específico para docentes que trabalham na Educação de Jovens e Adultos e as atividades das lições. A maior parte das ações mencionadas já são leis, contudo, são necessárias políticas que as implementem realmente as implementem em todas as instituições de ensino do Distrito Federal. Apenas uma lei escrita que promova o melhor para a Educação de Jovens e Adultos é suficiente se na realidade a situação é diferente. Para a direção da escola, o que aparenta ser. Para a pesquisadora, a EJA é negligenciada pelo Estado e seus estudantes são negligenciados não possui grande importância, e isso precisa ser alterado para que jovens e adultos possam compreender. Retornam à escola, continuem nela, vejam nela um auxílio para aprimorar sua vida como indivíduo, trabalhador e membro da sociedade brasileira. Em última análise, o estudo contribuiu para uma reflexão mais aprofundada sobre o tema os desafios encontrados. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS · AQUINO, Yara. DF recebe Selo de Território Livre de Analfabetismo. EBC Agência Brasil [online], 2014. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/201405/DF%20recebe%20selo%20de%20territ%C3%B3rio%20livre%20do%20analfabetismo. Acesso em: 23 out. 2014. · BENAVENTE, Ana; CAMPICHE, João; SEABRA, Teresa; SEBASTIÃO, João. 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