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UniFECAF SUPERIOR TERAPIA OCUPACIONAL Janaína Pereira da Silva janaina.silva.151395@a.fecaf.com.br Entre febre e linfonodos: o que o sistema imune quer dizer? Foz do Iguaçu/Paraná 2026 PARTE 1 – DEFESA INATA E ADAPTATIVA O sistema imunológico é dividido em duas frentes complementares: · Imunidade Inata: É a primeira linha de defesa, rápida e inespecífica. É composta por barreiras físicas (pele), químicas (pH do estômago) e células como macrófagos, neutrófilos e células NK. Ela não gera memória, mas sinaliza para o corpo que há um invasor. · Imunidade Adaptativa: É lenta no primeiro contato, porém altamente específica. É aqui que ocorre a produção de imunoglobulinas (anticorpos) pelos linfócitos B (plasmócitos). · IgM (Imunoglobulina M): É o primeiro anticorpo a ser produzido na fase aguda da infecção. Sua estrutura em pentâmero permite que ela se ligue fortemente ao antígeno, ativando o sistema complemento para destruir o patógeno precocemente. · IgG (Imunoglobulina G): Surge mais tardiamente. É o anticorpo de memória e proteção de longo prazo. Ela atravessa a placenta e é responsável pela imunidade duradoura após o contato com a doença ou vacina. PARTE 2 – INTERPRETAÇÃO SOROLÓGICA E HIPÓTESES CLÍNICAS O resultado de Cláudia (IgM Reagente e IgG Não-reagente) revela que ela está em uma infecção primária aguda por rubéola. · Fase Aguda: A presença de IgM indica que o contato com o vírus é recente (provavelmente ocorreu após o contato com a criança na clínica). O sistema imune adaptativo de Cláudia acabou de ser ativado. · Janela de Proteção: O IgG negativo confirma que ela nunca teve contato prévio com o vírus da rubéola (seja por doença ou vacina), o que a tornou suscetível à infecção. Portanto, no momento do exame, ela ainda não está imune; ela está doente. Os linfonodos inchados e a febre são sinais da resposta inflamatória e da ativação dos linfócitos nos centros germinativos. PARTE 3 – VACINAÇÃO, MEMÓRIA IMUNOLÓGICA E DIAGNÓSTICO Mecanismo da Vacina Tríplice Viral A vacina contém vírus vivos atenuados. Ela simula uma infecção sem causar a doença, forçando o corpo a produzir linfócitos B de memória e anticorpos IgG sem que a pessoa sofra as complicações da rubéola. Como Cláudia não foi vacinada, seu sistema imune partiu do "zero" ao encontrar o vírus real, permitindo que o vírus se multiplicasse e causasse sintomas. Acompanhamento Pós-Infecção A interpretação dos marcadores é fundamental para o monitoramento: 1. Soroconversão: Daqui a algumas semanas, espera-se que o IgM de Cláudia torne-se negativo e o IgG torne-se positivo. 2. Cura e Imunidade: O aparecimento do IgG indicará que ela desenvolveu a "cicatriz sorológica" e agora possui memória imunológica para não contrair a doença novamente. PARTE 4– REFLEXÃO FINAL Sugestão para sua escrita pessoal: · Dificuldades: Você pode mencionar se sentiu dificuldade em diferenciar a ordem de aparecimento das imunoglobulinas ou em relacionar o histórico vacinal com o diagnóstico laboratorial. · Aprendizado para o futuro: Reflita sobre como o profissional de saúde deve ser cauteloso ao explicar resultados ao paciente. No caso de Cláudia, ela poderia achar que "IgM Reagente" significava proteção, quando na verdade significa doença ativa. Esse discernimento clínico é o que você levará para sua carreira em Farmácia ou Biomedicina. image1.jpeg image2.jpeg