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SISTEMA GENITURINÁRIO ENFª JULIANA LIA 1 SISTEMA GENITURINÁRIO O sistema geniturinário é o conjunto de órgãos que compõem o sistema urinário e o sistema reprodutor. Principais órgãos Rins, Ureteres, Bexiga, Uretra, Próstata (nos homens) O aparelho geniturinário, que integra os sistemas urinário e reprodutor, é responsável por funções vitais que vão muito além da eliminação de resíduos do corpo. Ele desempenha um papel central na regulação dos fluidos corporais e está intimamente ligado à capacidade reprodutiva. SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS MAIS COMUNS DO APARELHO GENITURINÁRIO 3 INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO É uma das condições mais comuns que afetam o aparelho urinário, especialmente em mulheres. Ela ocorre quando bactérias entram na uretra e causam infecção, podendo se espalhar para a bexiga e os rins. SINTOMAS A Infecção do Trato Urinário (ITU) pode afetar qualquer parte do sistema urinário, incluindo a uretra, bexiga, ureteres e rins. Os sintomas variam de acordo com a área afetada, mas os mais comuns incluem: Dor ao urinar (disúria); Sensação de queimação ao urinar; Urgência urinária, mesmo com pouca produção de urina; Urina turva ou com mau odor; Presença de sangue na urina (hematúria); Febre e dor nas costas, indicando infecção nos rins (pielonefrite). INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO Diagnóstico A identificação de ITU é realizada principalmente através dos seguintes exames: Exame de urina: Detecta a presença de bactérias, glóbulos brancos ou sangue. Urocultura: Identifica o tipo de bactéria causadora da infecção e testa sua sensibilidade a antibióticos. Ultrassonografia ou tomografia: Podem ser solicitadas em casos de infecção recorrente para verificar anomalias no trato urinário. Tratamento O tratamento mais comum envolve o uso de antibióticos, sendo prescritos medicamentos como a nitrofurantoína, sulfametoxazol-trimetoprima ou ciprofloxacina, dependendo da bactéria identificada e da gravidade da infecção.). Em casos graves, como pielonefrite, pode ser necessário tratamento hospitalar com antibióticos intravenosos. 5 CÁLCULO RENAL (PEDRAS NOS RINS) É a formação de cristais nos rins que podem bloquear o fluxo de urina. SINTOMAS Os cálculos renais são massas sólidas formadas de cristais nos rins. Os sintomas surgem principalmente quando as pedras se movem pelos ureteres e incluem: Dor intensa na parte inferior das costas, laterais ou na virilha (cólica renal); Dor ao urinar; Urina com sangue (hematúria); Náuseas e vômitos; Necessidade constante de urinar, mas com pouca produção de urina. CÁLCULO RENAL (PEDRAS NOS RINS) Diagnóstico A identificação do cálculo renal é feita com exames de imagem e laboratoriais: Exame de urina: Pode detectar a presença de cristais, sangue ou infecção. Ultrassonografia: Usada para visualizar a localização dos cálculos. Tomografia computadorizada (TC): Considerada o padrão-ouro para detectar pedras nos rins, localizando-as com precisão. Tratamento O tratamento depende do tamanho e localização dos cálculos: Hidratação e analgésicos: Para pedras pequenas, o paciente é incentivado a beber bastante água para ajudar na eliminação natural. Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC): Um procedimento que usa ondas de choque para quebrar as pedras em fragmentos menores, facilitando sua passagem. Cirurgia (nefrolitotomia percutânea): Para cálculos maiores que não podem ser eliminados naturalmente ou com litotripsia, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.. INCOTINÊNCIA URINÁRIA É a perda involuntária de urina, afetando milhões de pessoas, especialmente mulheres e idosos. Pode ser causada por fraqueza dos músculos da pelve, problemas neurológicos ou alterações hormonais. SINTOMAS A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, que pode ocorrer em diferentes circunstâncias, como durante atividades físicas, ao espirrar ou tossir (incontinência de esforço). Vazamento de urina ao levantar-se ou mover-se rapidamente; Vontade súbita de urinar, seguida de perda involuntária de urina (incontinência de urgência); Frequência urinária aumentada. INCOTINÊNCIA URINÁRIA Diagnóstico A incontinência é identificada através de uma avaliação clínica detalhada, incluindo: Exame físico: Avaliação dos músculos pélvicos e observação de possíveis sinais de infecção ou outras anomalias. Diário miccional: O paciente anota os padrões de micção e episódios de perda de urina. Estudos urodinâmicos: Exames que medem a pressão e o fluxo urinário, ajudando a identificar a causa da incontinência. Tratamento O tratamento da incontinência depende da sua causa e gravidade: Exercícios de Kegel: Fortalecem os músculos do assoalho pélvico. Medicamentos antimuscarínicos: Reduzem a hiperatividade da bexiga. Cirurgia: Nos casos graves, pode ser indicada uma cirurgia para corrigir problemas estruturais que causam incontinência. CÂNCER DE PRÓSTATA É uma doença que afeta principalmente homens a partir dos 50 anos. Ele se desenvolve de forma lenta e pode ser detectado precocemente com exames de rotina. SINTOMAS O câncer de próstata é muitas vezes assintomático nas fases iniciais, sendo diagnosticado com exames de rotina. Nos estágios mais avançados, os sintomas incluem: Dificuldade ao urinar; Fluxo urinário fraco ou interrompido; Sangue na urina ou no sêmen; Dor óssea em casos de metástase. CÂNCER DE PRÓSTATA Diagnóstico A identificação precoce é essencial e pode ser feita com: Exame de PSA (Antígeno Prostático Específico): Níveis elevados de PSA no sangue podem indicar câncer de próstata. Toque retal: Avaliação física da próstata para detectar nódulos ou endurecimentos. Biópsia prostática: Confirmação do câncer ao analisar uma amostra de tecido. Tratamento O tratamento do câncer de próstata depende do estágio da doença: Vigilância ativa: Em casos de cânceres de crescimento lento, o médico pode optar por monitorar a doença sem intervenções imediatas. Cirurgia (prostatectomia): Remoção total ou parcial da próstata. Radioterapia: Uso de radiação para eliminar células cancerosas. Terapia hormonal e quimioterapia: São opções para casos avançados ou metastáticos. SISTEMA DIGESTIVO METABÓLICO 12 O sistema digestivo regula o metabolismo e é fundamental para o bom funcionamento do organismo É formado por órgãos como a boca, esôfago, estômago, intestinos, reto e ânus Processa os alimentos, absorvendo nutrientes e eliminando o que não é digerido Libera enzimas que quebram os alimentos em moléculas mais simples Absorve líquidos e micronutrientes Fornece uma barreira física e imunológica É o conjunto de transformações moleculares que ocorrem no organismo Envolve a quebra de moléculas complexas em moléculas mais simples, liberando energia A energia resultante da quebra de glicose ou de gordura é aproveitada pelo organismo SISTEMA DIGESTIVO METABOLISMO SITUAÇÕES DE MAIS COMUNS NO SISTEMA DIGESTIVO REFLUXO ÚLCERA GÁSTRICA APENDICITE 14 ATIVIDADE I EM SALA DE AULA O QUE É? SINTOMAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO FATORES DE RISCO REFLUXO GASTRITE APENDICITE SOBRE CADA UMA DESSA CONDIÇÕES DE SAÚDE: 15 EMERGÊNCIA TÓXICO FARMACOLÓGICO 16 EFEITOS FARMACOLÓGICOS O efeito terapêutico é o efeito benéfico e desejado que o medicamento provoca no organismo quando administrado efeito prejudicial ou indesejável que ocorre durante ou após uma intervenção ou o uso de um medicamento, em que há possibilidade razoável de relação causal entre o tratamento e o efeito1. efeito diferente daquele efeito principal responsável pelo efeito e uso terapêutico do fármaco: assim, um efeito colateral pode ser benéfico ou indiferente e não necessariamente adverso, indesejável EFEITO TERAPÊUTICO EFEITO ADVERSO EFEITO COLATERAL EFEITO TÓXICO FARMACOLÓGICO Efeito tóxico é um efeito adverso que surge em consequência da intensificação do mesmo efeito farmacológico responsável pelo efeito terapêutico do fármaco; por conseguinte trata-se de um efeito relacionado com a dose. Tratamento das reações adversas a fármacos Para as reaçõesadversas a medicamentos relacionadas com a dose, pode ser suficiente a modificação da dose ou a redução dos fatores precipitantes. Toxicologia é a ciência que estuda os efeitos nocivos de substâncias químicas, biológicas e físicas em seres humanos, animais e plantas. O QUE FAZER EM CASOS DE INGESTÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS? Em caso de ingestão de produtos químicos, deve ligar para o Samu (192) ou para o Corpo de Bombeiros (193) e encaminhar a vítima ao serviço de saúde mais próximo. Primeiros socorros Deite a vítima Observe a respiração Aqueça a vítima para evitar estado de choque Eleve as pernas (se não houver suspeita de lesão na coluna) Enxaguar a boca com água Informações importantes: Identifique o produto que causou o acidente e a quantidade que a vítima foi exposta Leve ao serviço de saúde a embalagem, o rótulo ou a bula do produto que a vítima foi exposta O QUE NÃO FAZER Não ofereça leite, água ou qualquer alimento ou medicamentos Não provoque vômitos Não dê nada pela boca a uma pessoa inconsciente SUPERDOSAGEM FARMACOLÓGICA Em caso de superdosagem (overdose) de remédio, deve-se seguir os seguintes passos: Não provoque vômitos, pois o medicamento pode se espalhar pelo tubo digestivo e piorar a situação; Não ofereça nada para a vítima beber, nem mesmo água ou leite; Não tente manter a vítima acordada com café ou fazendo-a caminhar. Qualquer esforço físico irá acelerar a absorção do medicamento pelo corpo; Procure saber qual foi o remédio que a vítima ingeriu; Se a vítima desmaiar, deite-a de lado; Ligue para o Disque-intoxicação da ANVISA através do 0800 722 6001. NO HOSPITAL TRATAMENTO nos casos de ingestão, recomenda-se esvaziamento gástrico (Lavagem Estomacal), mesmo decorridas várias horas, pois a maioria dos descongestionantes sistêmicos contêm anti-histamínicos e devido ao seu efeito anticolinérgico, podem retardar a absorção. Administrar carvão ativado, catárticos salinos. Manter vias aéreas permeáveis. Tratar hipertensão e arritmias, monitorar sinais vitais e realizar ECG por 4 a 6 horas após intoxicação. O tratamento é sintomático e suportivo. Bradicardia pode ser tratada com atropina. Ectopias ventriculares são melhor tratadas com propranolol,. Como é feita a lavagem estomacal A lavagem estomacal, também conhecida como lavagem gástrica ou bombeamento estomacal, é um procedimento médico que remove o conteúdo do estômago. O paciente é deitado de barriga para cima, com a cabeça e os ombros ligeiramente elevados. Um tubo é inserido pela boca ou nariz até ao estômago. O conteúdo do estômago é aspirado. O estômago é lavado com soro fisiológico aquecido a 38ºC. O conteúdo do estômago é novamente aspirado. Os passos 4 e 5 são repetidos até que o conteúdo retirado esteja transparente. SISTEMA TEGUMENTAR 23 SISTEMA TEGUMENTAR O sistema tegumentar é a camada externa do corpo, formada pela pele e seus anexos, como pelos, unhas, glândulas e nervos. Ele protege o corpo, regula a temperatura, percebe sensações e sintetiza vitamina D. COMPOSIÇÃO DO SISTEMA TEGUMENTAR A epiderme é camada mais superficial da pele, formada por tecido epitelial estratificado, com células Que são responsáveis por formar uma barreira protetora contra agentes externos, evitando a entrada de bactérias e minimizando a perda de água. Logo abaixo da epiderme está a derme, a camada mais espessa da pele, formada por tecido conjuntivo, que proporciona nutrientes à epiderme, controla a temperatura da pele, elimina resíduos celulares e controla o fluxo sanguíneo da pele. A hipoderme, ou tecido subcutâneo, é a camada mais profunda do sistema tegumentar, composta por tecido adiposo, que armazena energia na forma de gordura, e tecido conjuntivo, que fornece suporte e proteção aos tecidos e órgãos do corpo. Juntas, essas camadas garantem a homeostase, a proteção do organismo e a adaptação às condições ambientais. Funções do sistema tegumentar Proteção: a pele atua como uma barreira contra micro-organismos, traumas mecânicos, químicos, térmicos e radiação ultravioleta (através da melanina); Regulação térmica: por meio da transpiração e da vasodilatação, o corpo consegue regular a temperatura corporal; Sensibilidade: receptores táteis, térmicos e dolorosos localizados na pele permitem que o corpo responda rapidamente a estímulos externos; Excreção: o suor ajuda na eliminação de toxinas; Produção de vitamina D: sob influência da radiação ultravioleta, de citocinas e de fatores de crescimento, a pele ativa a produção de vitamina D. Principais doenças e condições que afetam o sistema tegumentar Dermatite A dermatite é uma inflamação nas camadas superficiais da pele que pode apresentar sintomas como vermelhidão, coceira, descamação, inchaço e, em alguns casos, formação de bolhas. A causa está relacionada à fatores genéticos, emocionais, condições ambientais e contato com substâncias ou tecidos que causam alergia. Psoríase A psoríase é uma doença autoimune crônica que provoca inflamação na pele, aparecimento de manchas avermelhadas e descamação espessa e branca. A causa está associada à predisposição genética, fatores ambientais como temperaturas extremas fatores emocionais como estresse. Principais doenças e condições que afetam o sistema tegumentar Acne A acne é uma condição muito comum, especialmente durante a adolescência, mas também pode afetar adultos. Essa condição é uma inflamação das glândulas sebáceas, especialmente durante a puberdade ou ciclos menstruais. A acne pode variar de cravos e espinhas leves a lesões mais profundas e dolorosas, como cistos. Câncer de pele O câncer de pele é a neoplasia mais comum no mundo e resulta principalmente da exposição prolongada e desprotegida aos raios ultravioleta (UV). A prevenção inclui o uso de protetor solar diariamente, evitar exposição solar nos horários de maior intensidade e realizar exames dermatológicos regulares. Principais doenças e condições que afetam o sistema tegumentar Infecções As infecções cutâneas ocorrem quando microrganismos (vírus, bactérias ou fungos) invadem a pele, frequentemente por meio de cortes, feridas ou folículos pilosos. O tratamento varia de acordo com o agente causador e pode incluir cremes tópicos, medicamentos orais e cuidados de higiene. DERMATITE PSORÍASE ACNE CÂNCER DE PELE INFECÇÃO queimaduras Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor ou frio, produtos químicos, corrente elétrica, radiação, ou mesmo alguns animais e plantas (como larvas, água-viva, urtiga), entre outros. Tipos de queimaduras: Queimaduras térmicas: são provocadas por fontes de calor como o fogo, líquidos ferventes, vapores, objetos quentes e excesso de exposição ao sol; Queimaduras químicas: são provocadas por substância química em contato com a pele ou mesmo através das roupas; Queimaduras por eletricidade: são provocadas por descargas elétricas. 30 QUANTO À PROFUNDIDADE DAS QUIMADURAS 1º grau: atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas; 2º grau: atingem as camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração variável, dor, inchaço, despreendimento de camadas da pele e possível estado de choque. 3º grau: atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada. QUEIMADURAS Primeiros socorros: Colocar a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por, aproximadamente, dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas. Se houver poeira ou insetos no local, mantenha a queimadura coberta com pano limpo e úmido. No caso de queimaduras em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos urgentes. nunca toque a queimadura com as mãos; nunca fure bolhas; nunca tente descolar tecidos grudados na pele queimada; nunca retire corpos estranhos ou graxa do local queimado; nunca coloquemanteiga, pó de café, creme dental ou qualquer outra substância sobre a queimadura somente o médico sabe o que deve ser aplicado sobre o local afetado. ATIVIDADE Ii para casa 33 GRATA! ENFª JULIANA LIA 34 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.jpg image10.png image11.png image12.png image13.jpg image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png