Prévia do material em texto
Autor: Gabriela Barbosa Gouvêa Poliana Savedra Algarte Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso Fisioterapia 10° semestre BFI0069/9 – Trabalho de Graduação Paralisia Cerebral e Pedia Suit 1.INTRODUÇÃO A paralisia cerebral é uma alteração permanente no cérebro que afeta os movimentos e, consequentemente, a postura. Funções cognitivas, como a memória, o raciocínio e a linguagem, também podem ser afetadas. Geralmente, é causada por lesões que surgem no período intrauterino ou periparto. A causa mais comum é hipóxia, que consiste na falta de oxigênio na circulação e, portanto, o cérebro do feto ou recém-nascido sofre de isquemia (ou morte de neurônios) em determinadas áreas. A paralisia cerebral não é uma doença. Trata-se de um conjunto de sintomas resultantes de malformações cerebrais ou danos às partes do cérebro que controlam os movimentos musculares (áreas motoras). As consequências variam de acordo com cada caso e podem se manifestar durante a gestação, no parto, depois do nascimento ou na primeira infância. A encefalopatia crônica não progressiva ou paralisia cerebral (PC), se refere a desordens neurais no sistema nervoso central de um cérebro em fase de desenvolvimento. Apresenta o seu reconhecimento nas primeiras fases de vida, logo, a lesão pode ocorrer no período pré-natal, na fase perinatal ou no pós-natal (HERTHER, GERZON E ALMEIDA, 2019). A etiologia da paralisia cerebral muitas vezes não pode ser identificada e permanece então desconhecida, entretanto, alguns fatores que predispõe a incidência são viáveis de serem mencionados, como: maior vulnerabilidade e propensão à patologia em famílias de baixa renda, isso se dá devido à escassez de informações e orientações ao cuidado em menção a essa população carente e leiga, exposição materna a infecções, má formação cerebral, crescimento anormal do feto e hipóxia (PEREIRA, 2018). Pedia Suit no processo de reabilitação de crianças portadoras de PC, com ênfase no desenvolvimento neuro motor, função motora grossa e controle postural. Novos métodos de aprendizagem do controle motor, postura e equilíbrio em disfunções neurológicas como a paralisia cerebral, são importantes para o avanço no tratamento desta doença. Há uma necessidade crescente de pesquisas na área de reabilitação, independentemente da idade. O Protocolo Pedia Suit é um recurso recente e pouco conhecido no Brasil. Poucos estudos sobre essa abordagem são encontrados, o que dificulta a comprovação de sua ação positiva no processo de reabilitação de pessoas com alterações neuro motoras. Novas formas de tratamento para a paralisia cerebral e novos estudos sobre esse tipo de abordagem são fundamentais para o avanço no tratamento dessa disfunção neuro motora. Em contribuição, o método pediasuit consiste em uma forma de tratamento fisioterapêutico específico e intensivo que estimula o desenvolvimento de indivíduos com distúrbios neurológicos, neste caso, crianças com PC apresentam indicação para a realização desta forma de intervenção (ROSA et al., 2019). Mediante a isto, é possível trabalhar a inibição dos reflexos visando contribuir para a realização de movimentos funcionais. Desta maneira, é necessário a utilização de um traje especial sendo composto por: colete, capacete, short, joelheiras, calçados e um sistema de elásticos ajustáveis interligados na vestimenta. Além disso, o pediasuit conta com uma estrutura nomeada como gaiola, utilizada para estimular a criança quanto a realização dos movimentos desejados inerentes aos objetivos fisioterapêuticos propostos de forma individual, e fortalecimento dos grupos musculares responsáveis por esses movimentos (OLIVEIRA, NERY E GONÇALVES, 2018). A escolha deste tema deve-se pela motivação de que, trata-se de um método benéfico que visa promover resultados que de fato proporcionam valores e qualidade de vida ao indivíduo na condição de saúde com paralisia cerebral. Através da abordagem fisioterapêutica em utilização ao método pediasuit, torna-se possível uma dinâmica de aprendizado direcionado à aquisição de inúmeras capacidades às vezes tidas como perdidas, como o ganho de força muscular, a estabilidade, o controle motor, a restauração do controle postural e o estímulo constante de uma mobilidade independente, o que ocasiona maior chance de um bom convívio relacional junto à comunidade (PINTO et al., 2021). Desta forma, o objetivo deste estudo foi evidenciar na literatura os efeitos proporcionados pela intervenção fisioterapêutica realizada com o pediasuit em crianças diagnosticadas com paralisia cerebral. O método PediaSuit tem um papel importante na reabilitação de crianças com PC para o ganho de melhor qualidade de vida, melhora da simetria corporal, corrige o padrão de marcha, flexibilidade, normalização do tônus muscular e a melhora densidade óssea. Esse método é pouco reconhecido e utilizado, por ser um tratamento de alto custo devido toda sua estrutura e equipamentos utilizados, necessitando de mais estudos na área para haver comprovação dos benefícios deste programa de intervenção. Silva; Silva; Martins; Ribeiro; Lovatto; Cabral (2022). Desta forma, o objetivo deste estudo foi evidenciar na literatura os efeitos proporcionados pela intervenção fisioterapêutica realizada com o pediasuit em crianças diagnosticadas com paralisia cerebral. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA 2.1 Paralisia Cerebral A paralisia cerebral pode ser definida como um grupo de desordens motoras, com padrões anormais de postura e de movimento causadas por lesões não progressivas do encéfalo em fase de maturação estrutural e funcional. Pode ser considerada como uma condição de saúde que implica em alterações significantes na estrutura e na função do sistema neuro musculo esquelético A espasticidade está presente em 75% dos casos. Essa condição é muito frequente entre as patologias infantis e tem incidência na população de aproximadamente 2 em cada 1.000 nascidos vivos. Como consequência das lesões cerebrais, as crianças com PC podem desenvolver alterações, como fraqueza muscular, dificuldade no controle da musculatura agonista e antagonista, alteração de tônus e restrição na amplitude de movimento, que podem interferir no desempenho de atividades ligadas diretamente à funcionalidade e ao desenvolvimento infantil normal como a marcha, o brincar, a escrita, além de limitar a participação social escolar e no ambiente familiar. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, essa condição pode estar relacionada a problemas gestacionais, más condições de nutrição materna e infantil e atendimento médico e hospitalar inadequado, dada a demanda das condições clínicas apresentadas principalmente por crianças nascidas antes da correta maturação neurológica. 2.1.1 Causas da Paralisia Cerebral A paralisia cerebral é um evento clínico de causa complexa e por vezes múltiplas. Hoje é possível se fazer uma melhor compreensão das causas da PC, que podem ser divididas em três grupos, conforme o período de ocorrência da lesão: as causas pré-natais; perinatais; e pós-natais. Além das desordens genéticas, as maiores causas são: as infecções congênitas e as parasitoses; e hipóxia fetal, decorrente de fatores de risco maternos ou de problemas nas gestações, como hemorragias, traumatismos. A exposição da mãe a substâncias tóxicas ou agentes teratogênicos, principalmente nos primeiros meses de gestação, são fatores de risco a se considerar. As causas perinatais estão relacionadas principalmente com a prematuridade e complicações durante o parto, como a asfixia aguda e asfixia crônica que combinadas são responsáveis pelo maior contingente de comprometimento cerebral do recém-nascido. Os fatores mais relevantes são infecções do sistema nervoso central; distúrbios metabólicos; traumatismos cranioencefálicos; intoxicações; doenças vasculares; hipóxia cerebral grave; e desnutrição, que interfere de forma decisiva no desenvolvimento do cérebro da criança. 2.1.2 Classificação da Paralisia Cerebral Em geral, as lesões ocasionadas pela PC do sistema nervoso centralafetam principalmente o tônus postural, o tônus muscular distal e a força muscular, o que ocasiona alterações na execução e controle de movimentos. A PC pode ser classificada de acordo com duas áreas de comprometimentos: Classificação Quanto a Alteração do Tônus: a) Espástica ou Hipertonia: presente na maioria dos casos, tônus aumentado, diminuição da mobilidade articular e problemas de controle motor; b) Hipotonia: tônus diminuído, aumento da mobilidade articular e problemas de controle motor; c) Atetóide ou Discinética: movimentos involuntários, programação flutuante, diminuição de graus na força muscular/ADM articular, estabilização reduzida, mobilidade geral anormal; d) Atáxico: inconsciência na regulação, instabilidade do tronco, déficit de equilíbrio, aumento da mobilidade articular e da marcha; e) Mista: tônus aumentado-diminuído, aumento da mobilidade articular no pescoço e no tronco. Classificação Quanto ao Comprometimento Motor: a) Hemiplégico: troncos e membros do lado direito ou do esquerdo; b) Diplégico: tronco e MMII mostram-se mais comprometidos que os MMSS; c) Triplégico: tronco e três membros quaisquer; d) Quadriplégico: tronco e os quatro membros (presente na maioria dos casos). 2.1.3 Desenvolvimento infantil normal versus Paralisia Cerebral O desenvolvimento de um indivíduo em sua totalidade (mental, físico e social) depende basicamente da capacidade de movimentação que se adquire ao longo da infância. Uma criança em seus primeiros estágios de vida que é privada de mobilidade ou que apresenta uma dificuldade de movimentar-se, como é o caso da PC, provavelmente terá dificuldade em desenvolver a percepção corporal. Uma vez que esta percepção do corpo se estabelece, a criança começa a se relacionar com o mundo à sua volta e desenvolver orientação espacial para a continuação desenvolvi mental plena. A paralisia cerebral pode ser considerada um distúrbio do desenvolvimento, pois ocorre no período em que a criança apresenta ritmo acelerado de maturação. A ocorrência da PC pode comprometer gravemente o processo de aquisição e aprimoramento de habilidades e interferir na função e na execução de atividades cotidianas, o que uma criança com o desenvolvimento considerado normal não teria dificuldade de realizar. O desenvolvimento infantil normal é composto por mudanças ocorridas nas estruturas de um indivíduo em sua primeira fase da vida, como nas estruturas físicas, neurológicas, cognitivas e comportamentais, o que dá capacidade ao indivíduo para realizar funções cada vez mais complexas. A criança é um ser dinâmico e em constante transformação, que apresenta, do ponto de vista da maturação neurológica, uma sequência previsível e regular de crescimento físico e de desenvolvimento neuropsicomotor Os padrões iniciais básicos de comportamento motor são essenciais nas primeiras fases da infância para o desenvolvimento do alinhamento postural normal, do equilíbrio e das reações protetoras, o que torna o desenvolvimento de uma criança com PC mais difícil, pois elas não apresentam esses padrões iniciais básicos em perfeito desenvolvimento. 2.2. Pedia Suit O Protocolo Pedia Suit é definido como um recurso terapêutico constituído por uma vestimenta ortopédico-terapêutica associada a sessões de terapia intensiva, fundamentada em um intenso e específico programa de exercícios para a reabilitação de pessoas com paralisia cerebral. Posteriormente foi indicado para pessoas acometidas por algum tipo de déficit cognitivo ou motor, como atraso no desenvolvimento, traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular encefálico (AVE), deficiências neurológicas, deficiências ortopédicas, doenças genéticas, incapacidades pós-cirúrgicas, lesões da medula espinhal, transtornos vestibulares e síndrome de Down. (14;15). 2.2.1 História do Pedia Suit O projeto original precursor do protocolo Pedia Suit, conhecido como “Penguin Suit", foi desenvolvido em 1960, pelo Centro Russo de Aeronáutica e Medicina Espacial, usado por astronautas em voos espaciais para neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade e hipocinesia sobre o corpo: perda de densidade óssea, alteração da integração das respostas sensoriais, atrofia muscular, alteração da integração das respostas motoras, alterações cardiovasculares, e desequilíbrios dos fluidos corporais. Este equipamento tornou longas viagens ao espaço possíveis. Depois de trabalhar com esse equipamento, pesquisadores observaram que astronautas que não o usavam demonstraram insegurança postural semelhantemente às crianças com paralisia cerebral. Assim, o traje desenvolvido pelo programa espacial russo foi o primeiro passo para a utilização de uma terapia baseada nesse tipo de exoesqueleto. Em meados dos anos 90, uma clínica na Polônia decidiu adaptar o traje para pacientes com PC. Desenvolveram o “Adeli Suit”, o primeiro a ser usado em crianças com PC. Até 2002, o “Adeli Suit” era o único tipo de vestimenta disponivel para tratamento de PC, quando foi criado o “Thera Suit”. Em 2004, o traje foi aperfeiçoado pelo fisioterapeuta e terapeuta ocupacional brasileiro Leonardo Oliveira e colaboradores, o que deu origem ao Pedia Suit. 2.2.2 Traje Pedia Suit O traje Pedia Suit é uma vestimenta ortopédica dinâmica que consiste em chapéu, colete, calção, joelheiras e calçados adaptados que são interligados por bandas elásticas. O conceito básico do Pedia Suit é de criar uma unidade de suporte para alinhar o corpo o mais próximo do normal possível, restabelecendo o correto alinhamento postural e a descarga de peso que são fundamentais na normalização do tônus muscular, da função sensorial e vestibular. O macacão terapêutico-ortopédico se propõe a aumentar os efeitos na habilidade do paciente em executar novos planos motores, combinado com a repetição de exercícios. O traje se apresenta como portador da capacidade de fornecer sustentação artificial, pois foi projetado para reproduzir tensão semelhante à produzida pelo alongamento e encurtamento de músculos humanos. Espera-se que isso possa auxiliar na correção de situações anormais do corpo ou do movimento, ao permitir que o corpo da criança fique em uma posição tão próxima do normal quanto possível – tanto em posições estáticas como dinâmicas. O traje também se dispõe a reforçar padrões de movimento corretos, o que pode proporcionar aos pacientes o aprendizado de novos padrões e ganho de força muscular ao mesmo tempo. 2.2.3 O protocolo Pedia Suit O uso do macacão ortopédico é combinado com um protocolo de terapia intensiva que foca no desenvolvimento motor, reforço muscular, resistência, flexibilidade, equilíbrio e coordenação motora. O princípio de ação da terapia com o uso do Protocolo Pedia Suit é de focar na correção postural do paciente e no padrão de desenvolvimento, sendo baseado em três princípios básicos: o efeito da roupa terapêutica; terapia intensiva diária durante um mês; e participação motora ativa do paciente. A terapia com o macacão terapêutico ortopédico, combinada com a terapia intensiva consiste em um programa de 80 horas de tratamento realizadas em quatro semanas. O Protocolo Pedia Suit tem o caráter intensivo devido ao elevado número de horas de terapia estabelecidas durante poucas semanas seguidas. Alguns cuidados são essenciais antes de o cliente iniciar a terapia com o Pedia Suit. É necessário verificando se o método é adequado para aquele tipo de paciente, por meio de um raio-x do quadril e da coluna, pois o método não é indicado para aqueles que possuem luxação de quadril e escoliose, visto que o uso do macacão ortopédico pode agravar a situação da luxação/escoliose. Uma autorização médica para realizar a terapia com o Pedia Suit é exigida nos casos de luxação do quadril com variação de 20 a 33% graus, atividades convulsivas descontroladas, pressão arterial elevada, espaticidade severa combinada com contraturas articulares, estatura inferior a 85 centímetros, terapia de bomba de baclofeno, traqueostomia ou tubo gastrointestinal. Existem contraindicações absolutas para o tratamento com oPedia Suit que são os casos de subluxação ou luxação do quadril superior a 33%, escoliose superior a 25 graus, osteoporose e certos tipos de doenças cardíacas. 2.3 Paralisia Cerebral e Terapia Com o Protocolo Pedia Suit Os exercícios dependem da capacidade funcional de cada indivíduo e dos objetivos da terapia individual. Quando adequadamente realizado, o treinamento de força pode proporcionar significativos benefícios funcionais, melhoria da saúde geral, incluindo um aumento da densidade óssea. Também, uma melhora da função articular, uma redução no potencial de lesões e uma melhora da função cardíaca. Cada sessão de terapia com o Protocolo Pedia Suit possui duração total de 4 horas por dia. Ela se inicia no colchonete com aquecimento, alongamento e exercícios terapêuticos com duração de 45 minutos. As atividades são direcionadas para aquisição da melhora do controle postural, do equilíbrio, da coordenação, da marcha, e das habilidades motoras. Acredita-se que o Pedia Suit, faz com que o corpo da criança alcance um alinhamento biomecânico o mais próximo possível do normal, sendo nas posturas estáticas como dinâmicas, ajudando na reorganização dos músculos e articulações para melhorar o controle postural a função motora e o desenvolvimento neuromotor. Em um estudo realizado por Neves et al. (2016), relata que o uso de uma órtese dinâmica sustentada por elásticos melhora o posicionamento da região do quadril estimulando as reações de alinhamento corporal gerando estímulos sensoriais no sistema nervoso central, que irão facilitar à aquisição do controle postural ortostático estático e dinâmico. O que confirma, que este protocolo, gera consciência corporal, modulação de tônus postural anormal, alinhamento corporal e reequilíbrio biomecânico. Por sua vez, Rocha et al. (2014), constatou em um estudo realizado com crianças portadoras de PC submetidas ao protocolo, que embora não tenha havido diferença nas atividades de motora grossa, houve aumento significativo dos parâmetros de controle da postura em pé. Neves et al. (2013), realizaram uma pesquisa, onde foram avaliadas 22 crianças de três a oito anos de idade, com déficits neuromotores relacionados a problemas ocorridos no período gestacional ou logo após o nascimento (PC). Os resultados encontrados neste estudo sugerem que um tratamento de cinco semanas de Terapia Neuromotora Intensiva associada ao uso do Suit pode promover melhoras significativas na função motora de tronco de crianças com diagnóstico de paralisia cerebral. Percebe-se então, que este protocolo proporciona um estimulo maior para o controle postural. Em outro estudo de caso feito por Neves et al. (2012), com um paciente de quatro anos de idade, apresentando diagnostico fisioterapêutico de diplegia espástica e outros comprometimentos, submetido ao Protocolo Pedia Suit , sendo em 70 horas de tratamento, apresentou melhoras nas avaliações do GMFSC (Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) e GMFM-88 (Medida da Função Motora Grossa). Foram observados resultados favoráveis na amplitude de movimento do tornozelo direito e esquerdo. Em um estudo feito por Silva et al. (2014), realizou um estudo onde foram selecionadas três crianças portadoras de PC, sendo uma quadriplégica, uma diplégica e uma hemiplégica, na faixa etária de dois a 10 anos de idade submetidas ao protocolo Pedia Suit. Os resultados foram satisfatórios em apenas uma criança, e nas outras duas os resultados não foram tão significantes. Em última analise, Neves et al. (2016), realizaram uma proposta de Unidade Terapêutica Domiciliar, simulando a gaiola da aranha. Eles relatam que ocorre uma interação sensório-motora, onde há uma estimulação de externo receptores e proprioceptores, na qual envia informações sensoriais ao sistema nervoso central, onde ocorrerá a associação sináptica, envio de estimulo eferente e consequentemente ajustes posturais ortostáticos dinâmicos e estáticos. 3.METODOLOGIA Trata-se de um estudo de caso, com avaliação individual cega, com o método PediaSuit. A criança tive autorização por seu responsável para a participação na pesquisa e registro de imagens. 3.1 Descrição dos casos Será apresentado um caso de uma criança diagnosticada com paralisia cerebral (PC), quem frequentaram um Centro de Reabilitação na cidade de Alta Floresta no norte do Mato Grosso, apresentada idade, classificação de Função Motora Grossa (GMFCS) e sua evolução. Caso 1 – Criança do sexo masculino de 3 anos de idade, com PC do tipo tetraplegia – diparesia espástica e GMFCS V (são transportada de cadeira de rodas em todos os ambientes), com cognição preservada, estudando em escola regular. 3.2 Protocolo de avaliação Avaliação para os estudos, foram utilizadas as escalas: QUEST (Qualit of Extremity Skills Test) GMFM (Grosso Motor Function Measure) GMFCS (Gross Motor Function Classificatin System). Estas classificações são obtidas ao lancarmo as pontuações do instrumento GMFM-88 no software GMAE, para obter escore Gmfm-66 (o qual permite verificação do escore em relação ao nível motor). A escala QUEST, é indicada para idades até 8 anos foi escolhida para o presente estudo como forma de acompanhamento evolutivo da criança durante as sessões e é citada em outros estudos em crianças com idade superior a 8 anos. O estudo foi uma avaliação inicial (pré) e uma reavaliação final (pós) em que foram empregadas as escalas supracitadas. A GMFM, foi pontuada num sistema cego por uma fisioterapeuta, que não conhecia o paciente e não possuía vínculo com o mesmo. 3.3 Protocolo de intervenção Ao todo foram realizadas 80 sessões/ horas de terapias, individual para a criança, com frequência de 4 sessões por semana, com duração de aproximadamente 60 minutos cada e uma reavaliação em que foram reaplicadas as mesmas escalas da avalição. A frequência de intervenção foi definida pelo protocolo do próprio método PediaSuit. Durante cada intervenção, o plano de tratamento priorizou a aprendizagem motora e as atividades foram realizadas por meio de ênfase no equilíbrio, noção espacial, coordenação motora grossa, e quando necessário a fisioterapeuta utilizava de pontos-chave do CNE para facilitação do movimento do paciente, para realização de atividades. 4. RESULTADOS Essa é o antes o paciente não tinha muito controle de tronco, cervical. Os braços quase sempre no estilo arqueiro. Esse era o patrão do paciente. ANTES: Essa são as imagens durante o tratamento de 80 horas/ mês e 32 horas dividindo em 3 horas a cada 2 vezes na semana. Pode se notar o esforço da criança durante o procedimento, mas ou mesmo tempo pode notar o controle de cervical. DURANTE: Após meses depois, mesmo após várias internações e intercorrência o paciente ainda continua com o ganho que teve no controle de cervical e tronco. DEPOIS: Na tabela 1 é possível observar as diferenças de postura entre a avaliação inicial e a final. Para a criança observa-se ganhos principalmente nas dimensões da GMFM-88, porém com pouca diferença evidenciada no escore geral da GMFM-88 assim como no escore da GMFM-66 AVALIAÇÕES PRÉ PÓS EVOLUÇÃO 1-Deitar e Rolar 01 04 03 2-Sentar-se 00 02 02 3-Engatinhar e Ajoelhar 00 00 00 4-Em pé 00 00 00 5-Andar, correr, pular 00 00 00 6-Movimentos dissociados 05 03 02 7- Pegar e Soltar 05 08 03 8- Reação de proteção 03 05 02 5. DISCUSSÃO Não houve grandes modificações quanto ao nível da escala GMFCS do participante quando se comparou os resultados da avaliação com os da reavaliação e isso já esperado. Além disso a criança apresentaram escores da GMFM no valor inicial indicado para seu nível motor, de acordo com o que é proposto pelas curvas referenciais, o que demonstra que já iniciaram com valores ótimos, embora a criança ainda pudessem ter algum ganho de escore para seu nível. As modificações na pontuação da escala GMFM da criança sugerem melhora nas dimensões “deitar e rolar” e “andar, correr e pular”. Em uma pesquisa que avaliou quatro crianças com PC, estudouos efeitos do treino de equilíbrio seguindo um protocolo de três meses de duração com frequência de uma vez por semana, com duração de aproximadamente 60 minutos cada intervenção. Os participantes foram avaliados e reavaliados por meio do instrumento GMFM, e todas as crianças participantes obtiveram melhora no ajuste postural quando comparadas avaliação e reavaliação. Este resultado corrobora com o presente estudo visto a criança 1 obteve melhoras nas dimensões “andar, correr e saltar” e “em pé”. Acredita-se que isto se deve ao fato da estimulação sensorial durante as terapias, como os diversos ambientes do tapete proprioceptivo e o treino de equilíbrio ao pular “amarelinha”, além de ser um treino orientado à tarefa. Com relação aos resultados relacionados à motricidade fina, há poucos estudos utilizando a escala QUEST em PC. Uma pesquisa feita por Reid, onde este utilizou uma intervenção baseada num tratamento virtual em quatro crianças com PC. As intervenções ocorreram com frequência de uma vez por semana, durante oito semanas. Como resultado, obtiveram melhoras visíveis através da escala QUEST em apenas duas crianças. Diferentemente da presente pesquisa, as crianças do estudo não demonstraram mudanças pela QUEST. A criança já possuía o valor máximo considerado pela escala, provavelmente por apresentar diparesia (com menor comprometimento dos membros superiores) sendo que o efeito teto manteve-se na reavaliação. . Os resultados sugerem que o tratamento fisioterapêutico potencializou questões funcionais como andar, correr, saltar, e o equilíbrio. Isto contribui para a melhoria da qualidade de vida deste indivíduo, garantindo a ele melhor independência funcional e inserção em atividades escolares ou até mesmo preparação para atividades desportivas. Além disto houveram melhoras qualitativas importantes na motricidade fina como o ato de amarrar os calçados e controle da força de preensão manual ao escrever. A intervenção fisioterapêutica pelo Conceito Neuroevolutivo (CNE) Bobath em conjunto com a Psicomotricidade foi eficiente para manter o repertório motor e estimular a aprendizagem motora dos participantes com PC. A utilização do CNE é bastante difundida e já tem demonstrado resultados positivos em outros estudosalém disso apesar do valor do curso de formação, para prática clínica não exige muitos recursos adicionais, assim como uso associado dos conceitos da psicomotricidade, podendo ser realizados protocolos possíveis na prática clínica. A utilização de instrumentos específicos para avaliação e reavaliação permitiu o rastreio das necessidades individuais, bem como o planejamento da conduta fisioterapêutica adequada a estas necessidades, ficando a sugestão e indicação que fisioterapeutas utilizem instrumentos validados para acompanhamento evolutivo dos pacientes. Com isto foi possível observar melhoras, embora discretas, no equilíbrio e na coordenação motora fina dos participantes deste estudo, como proposto inicialmente e pelos ganhos de escore evidenciados pela criança 1 em dimensões mais altas da GMFM,nas quais tais parâmetros psicomotores são recrutados. Analisando as variáveis encontradas entre os resultados desta pesquisa, sugere-se a continuidade deste trabalho por um período maior de tempo, focando o tratamento fisioterapêutico no CNE e na Pscicomotricidade, técnicas essas que não exigem altos custos em instrumentos de trabalho. E pensando na qualidade de vida dos pacientes, sugere-se a utilização de outras modalidades terapêuticas, como por exemplo a hidroterapia e a equoterapia e ainda intervenções com caráter mais intensivo, ou até mesmo práticas desportivas especialmente em crianças mais gravemente comprometidas ou em fase de estabilização e/ou declínio motor, em que efeitos da intervenção em termos de ganhos são mais difíceis de serem atingidos. Considerando que o pediasuit está diretamente relacionado a qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral, foi observado que os métodos de avaliação mais utilizados nos estudos foram GMFM-88, GMFM-66 e GMFCS, deste modo, a habilidade da função motora grossa é avaliada através do Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (Gross Motor Function Classification System - GMFCS), que apresenta como objetivo avaliar os movimentos voluntários, mensurar a independência e funcionalidade no que diz respeito ao desempenho de autolocomoção, este é quantificado em níveis de I a V de acordo com o grau de independência sendo que o último é o mais comprometido (OLIVEIRA et al., 2019). De acordo com Freitas et al. 2019, em menção a avaliação da função motora grossa também se utiliza a GMFM - Mensuração da Função Motora Grossa, este método não avalia a execução ou perfeição do movimento realizado, se refere a um tipo de avaliação quantitativa para identificação do nível da função e ação motora das crianças. No estudo de Maia et al. (2018), a amostra total da pesquisa foi composta por 5 crianças sendo 2 do gênero masculino e 3 femininos, com idade mínima de 5 e máxima de 11 anos, foi permitido na avaliação do GMFM-66 três tentativas sendo considerada a de melhor desempenho durante a execução. Os autores constataram mediante aplicação do estudo que os participantes 1, 2, 3, 4 e 5 alcançaram maior desempenho motor geral no que diz respeito ao aspecto motor de membros superiores e membros inferiores. Porém, de forma mais significativa perceberam que o participante 2 teve sua capacidade funcional básica melhor e no resultado alcançado pelos sujeitos 3 e 4 observou-se melhores benefícios em relação a função motora grossa. Em concordância no estudo de Sampaio, Guimarães e Pereira (2019), foram realizadas pesquisas nas bases de dados Scielo, PEDro, PubMed e Lilacs, e de acordo com os achados chegaram à conclusão que o método pediasuit pode contribuir para a melhora da funcionalidade de crianças com paralisia cerebral. Sob o ponto de vista de Budtinger e Müller (2018), que acompanharam duas crianças de 5 e 9 anos avaliadas com os instrumentos GMFM-88, e GMFCS, pré e após quatro semanas de tratamento, observaram após intervenção com o pediasuit que a criança de 9 anos apresentou melhor controle de cabeça e tronco em pronação e sentado sem apoio, em prono a movimentação de membros superiores também se considerou mais efetiva, ademais, o melhor controle de tronco sentado sem apoio favoreceu as realizações de transferências para o deitado em prono e de supino para sentado, na posição de quatro apoios observaram melhor aptidão para elevação do braço a frente e também na fase do engatinhar, transferência de quatro apoios para sentado sem apoio, de sentado para ajoelhado, do chão para a posição ortostática, além de que, o equilíbrio em apoio unipodal também obteve resultados positivos. Já a criança de 5 anos aprimorou o pivotear, além do abaixar-se da posição ortostática para o chão e levantar-se com total controle sem apoio, marcha anterior e posterior com melhor desempenho em posterior, por fim, a capacidade de subir e descer degraus com apoio. Ambos os pacientes iniciaram e finalizaram o tratamento permanecendo com a mesma classificação funcional perante a GMFCS (BUDTINGER E MULLER, 2018). Silva et al. (2020), realizaram um estudo de caso com uma criança do gênero masculino de 5 anos de idade, aplicaram o protocolo pediasuit com duração de duas horas diárias, distribuídas durante 5 dias na semana sendo de segunda a sexta-feira, por um período de quatro semanas totalizando uma carga horária de 40 horas. Segundo os escores obtidos no pré e póstratamento, observou-se que os maiores ganhos adquiridos foram em menção ao equilíbrio estático e dinâmico que compreende as etapas deitar/rolar, sentar, engatinhar, ficar na posição em pé com apoio e andar. Na pesquisa realizadapor Cantú et al. (2020), foram analisados 7 prontuários de pacientes submetidos ao programa de reabilitação pelo protocolo pediasuit, com idade média de 5 e 8 anos, sendo 5 do gênero feminino e 2 masculinos, os tipos de PC diagnosticados foram: 4 diplégicos, 1 hemiplégico e 2 quadriplégicos, quanto ao tônus indicou 6 pacientes espásticos e 1 hipotônico. Constatou-se que os pacientes 2, 4, 5 e 6 atingiram seu potencial motor por meio da pontuação do GMFM-66, já os pacientes 1, 3 e 7 não atingiram, porém, os pacientes 1 e 3 ainda não atingiram a idade média de alcance deste potencial motor, enquanto o paciente 7 já ultrapassou. De acordo com os resultados obtidos houve aumento na pontuação da GMFM-66 dos sete pacientes após reabilitação pelo método pediasuit, contribuindo assim para benefícios da função motora grossa geral destas crianças. Mediante o estudo realizado por Neri et al. (2020), que abordou um paciente diagnosticado com paralisia cerebral do tipo atetóide, o tratamento fisioterapêutico com o protocolo do método pediasuit foi iniciado aos 3 anos e 10 meses de idade, foram realizadas 24 sessões de fisioterapia com duração de 1 mês por 4 horas diárias. De acordo com a realização deste estudo os autores observaram que a função motora grossa apresentada inicialmente equivalia a de uma criança de 7 meses, posteriormente a intervenção houve um avanço de 7 meses no desenvolvimento motor obtendo as seguintes aquisições: controle de cabeça ao sentar, sustentação do corpo na mudança de posição sentado para ortostática com apoio. Conforme verificado por Carvalho et al. (2021), em seu estudo que envolveu 3 crianças com idades de 2 anos e 8 meses, 2 anos e 5 meses e 6 anos. Os participantes foram convidados a se deslocar até uma clínica em 3 dias consecutivos, no primeiro dia a veste suit foi apresentada à criança que experimentou a roupa para habituação. No segundo dia a criança foi submetida a uma avaliação do comprometimento motor pela classificação do GMFCS e GMFM-66. No terceiro dia a avaliação da marcha com e sem a veste suit foi realizada. Em relação ao GMFM-66 as 3 crianças apresentaram melhora nas dimensões: deitar e rolar, sentar, engatinhar, ajoelhar, em pé, andar, correr e pular. A média dos valores dos scores da EVGS foram agrupados porsegmento, pé e tornozelo, joelho, quadril, pelve e tronco, houve efeito da veste do pediasuit nas variáveis referentes ao quadril e tronco, sendo que todas as crianças melhoraram o alinhamento de tronco, reduziram a inclinação pélvica e normalizaram a angulação do quadril com a roupa. Não houve diferença significativa no joelho e tornozelo embora 2 das 3 crianças tenham melhorado a dorsiflexão e flexão do joelho na fase de balanço (CARVALHO et al., 2021) Com base nos artigos encontrados foi possível destacar que a fisioterapia com abordagem ao método pediasuit para crianças com PC, contribui com o ganho de função motora, mobilidade, tônus, força muscular, equilíbrio, melhora na marcha, inibição de reflexos, além de promover ganhos no desenvolvimento neuropsicomotor. 6. Conclução Os resultados do presente estudo demonstram que o pediasuit como intervenção fisioterapêutica promove efeitos positivos para crianças com paralisia cerebral, em ênfase ao alcance das fases do desenvolvimento neuropsicomotor, aumento da flexibilidade, melhor coordenação motora grossa, contribui para o aumento da força muscular e mobilidade, controle postural, propriocepção, equilíbrio estático e dinâmico, neste sentido, propicia melhora na condição de saúde dessas crianças e ocasiona melhor qualidade de vida baseada nos aspectos funcionais o que favorece a independência. Considerando que o pediasuit está diretamente relacionado a qualidade de vida de crianças com paralisia cerebral, foi observado que os métodos de avaliação mais utilizados nos estudos foram GMFM-88, GMFM-66 e GMFCS, deste modo, a habilidade da função motora grossa é avaliada através do Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (Gross Motor Function Classification System - GMFCS), que apresenta como objetivo avaliar os movimentos voluntários, mensurar a independência e funcionalidade no que diz respeito ao desempenho de autolocomoção, este é quantificado em níveis de I a V de acordo com o grau de independência sendo que o último é o mais comprometido (OLIVEIRA et al., 2019). 4. REFERÊNCIAS (Microsoft Word - EFEITOS DO PROTOCOLO PEDIA SUIT NO TRATAMENTO DE CRIAN\307AS COM PARALISIA CEREBRAL) (unipacto.com.br) HERTHER, D. S.; GERZSON, L. R.; DE ALMEIDA, C. S. Fase da lesão cerebral e o diagnóstico cinético-funcional de sujeitos com paralisia cerebral. ConScientia e Saúde, v.18, n.3, jul-set, 2019. PEREIRA, H. V. Paralisia cerebral. Residência Pediátrica, v. 8, n. 1, p. 49–55, 2018. Paralisia cerebral: o que é, causas, sintomas e tratamentos - Minha Vida Silva; Silva; Martins; Ribeiro; Lovatto; Cabral (2022) ROSA, R. et al. Therasuit e Pediasuit em crianças com paralisia cerebral. Rev. Ref. SaúdeFESGO, v. 2, n. 3, p. 102–110. OLIVEIRA, L. L.; NERY, L. C.; GONÇALVES, R. V. Efetividade do método Suit na função motora grossa de uma criança com paralisia cerebral. Revista Interdisciplinar Ciências Médicas, v. 1, n. 31, p. 15–21, 2018. PINTO, H. B. C. R. et al. Avaliação do protocolo PediaSuit na função motora grossa de pacientes com paralisia cerebral. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 13, n. 5, p.e7425, 2021. Wagner LV, Davids JR. Assessment tools and classification systems used for the Upper extremity in children with cerebral palsy. Clin Orthop Relat Res.2012,470(5):1257-71. DeMatteo C, Law M, Pollock N, Rosenbaum P, Walter S. QUEST: Quality of Upper Extremity Skills Test.1992. Sellers D, Pennington L, Mandy A, Morris C. A systematic review of ordinal scales used to classify the eating and drinking abilities of individuals with cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 2014;56(4):313-22. Sorsdahl AB, Moe-Nilssen R, Kaale HK, Rieber J, Strand LI. Change in basic motor abilities, quality of movement and everyday activities following intensive, goal-directed, activity-focused physiotherapy in a group setting for children with cerebral palsy. BMC Pediatr. 2010;10:26. PubMed PMID: 20423507. Pubmed Central PMCID: 2878295. Epub 2010/04/29. eng. Klingels K, De Cock P, Desloovere K, Huenaerts C, Molenaers G, Van Nuland I, et al. Comparison of the Melbourne assessment of unilateral upper limb function and the quality of upper extremity skills test in hemiplegic CP. Developmental Medicine & Child Neurology. 2008;50(12):904-9. Russell DJ, Rosenbaum PL, Avery LM, Lane M. Medida da função motora grossa [GMFM-66 & GMFM-88]: Manual do usuário. Cyrillo ST, Galvão MCSt, editors. São Paulo: Memnon; 2011. Hanna SE, Rosenbaum PL, Bartlett DJ, Palisano RJ, Walter SD, Avery L, et al. Stability and decline in gross motor function among children and youth with cerebral palsy aged 2 to 21 years. Developmental Medicine & Child Neurology. 2009;51(4):295-302. Hiratuka E, Matsukura TS, Pfeifer LI. Cross-cultural adaptation of the gross motor function classification system into Brazilian- Portuguese (GMFCS). Brazilian Journal of Physical Therapy. 2010;14(6):537-44. Thorley M, Lannin N, Cusick A, Novak I,Boyd R. Construct validity of the Quality of Upper Extremity Skills Test for children with cerebral palsy. Developmental Medicine & Child Neurology. 2012;54(11):1037-43. Escores motores previstos da Medida da Função Motora Grossa (GMFM-66) como um... | Download Diagrama Científico (researchgate.net) Gráfico de relação entre idade e pontuação no teste GMFM-66, resultando... | Download Scientific Diagram (researchgate.net) image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg