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Exames Laboratoriais em Reumatologia
Doenças Imunológicas, do Tecido Conjuntivo e das Articulações (Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte)
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Exames Laboratoriais em Reumatologia
Doenças Imunológicas, do Tecido Conjuntivo e das Articulações (Universidade do
Estado do Rio Grande do Norte)
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DOENÇAS REUMATOLÓGICAS U1 
Aula 03 - Laboratório em Reumatologia 
 
INTRODUÇÃO 
 O que o clínico tem que saber? 
 Das colagenoses: identificar e conduzir 
 Saber padronizar as doenças: é mecânica ou 
inflamatória? Dor esquelética ou muscular? Qual a 
região da dor? 
 Relação entre lesão cutânea e doença autoimunes 
 Conhecer os sinais clínicos e de alerta para as 
doenças 
 
 
RELAÇÃO ENTRE LESÕES CUTÂNEAS E DOENÇAS 
AUTOIMUNES 
 Doença autoimune >> Manifestações sistêmicas 
(febre, perda de peso, dor) e/ou Manifestações 
cutâneas >> Comprometem a qualidade de vida 
 
 
SINAIS CLÍNICOS DE ALERTA PARA DOENÇA 
SISTÊMICA 
Além da pele... 
 Sintomas constitucionais: febre, perda de peso 
 Artrite aguda/crônica 
 Dor do tipo pleurítica: comum no LES 
 Dispneia progressiva: comum no LES e esclerose 
sistêmica 
 Disfagia: doenças de acometimento muscular, como as 
miosites 
 Fenômeno de Raynaud (primário x secundário) 
 Colagenoses: se o paciente refere mudança na 
coloração das mãos, deve ser encaminhado para o 
reumato 
 Trombose: passada ou atual - comum na síndrome 
antifosfolípide (SAF) 
 Perda fetal/abortamento recorrentes: comum na 
SAF 
 Fraqueza muscular (cintura pélvica / escapular) 
 Polimiosites: geralmente fraqueza proximal 
 
 
ESPECTROS CLÍNICOS DIFERENTES DE UMA MESMA 
DOENÇA? DOENÇAS DIFERENTES? 
 
 
 Uma mesma doença pode se manifestar de formas 
diferentes 
 [1] Lúpus discoide: paciente pode se apresentar calvo, 
com discromias da pele por falta de diagnóstico 
precoce 
 [2] Rash malar: o LES poupa o sulco labial 
 
AVALIAÇÃO LABORATORIAL GERAL 
 Hemograma com contagem de plaquetas 
 
 Provas de atividade inflamatórias: VHS, PCR e 
ferritina (hemocromatose, doença de Still etc.) 
 Marcadores inespecíficos: indicam inflamação 
sistêmica 
 Monitorização 
 
 Reagentes de fase aguda: grupo heterogêneo de 
proteínas sintetizadas no fígado em resposta a 
inflamação. 
 Condições não inflamatórias que elevam VHS: 
 1. Idade avançada 
 2. Sexo feminino 
 3. Gravidez 
 
VHS extremamente alto: VHS extremamente baixo: 
 Infecção bacteriana – 35% 
 Doença tecido conjuntivo – 25% 
 Malignidades – 15% 
 Desconhecidas – 3% 
 Afibrinogenemia/ 
disfibrinogemia 
 Agamaglobulinemia 
 Policitemia grave 
 Viscosidade plasmática 
aumentada 
 
 PCR: produzida no fígado em resposta a IL-6 e outras 
citocinas. 
 Sugere injúria tissular. 
 Eleva-se 6 horas após a lesão celular, atinge o pico 
em 48h e diminui lentamente. 
 Útil no acompanhamento da FR, AR, 
espondiloartrites e vasculites. 
 Eleva-se pouco: LES, DPM, DMTC 
 
 Ferritina: sua concentração aumenta em resposta a 
infecções, traumatismos e inflamações agudas. 
Hemólise e lipemia podem interferir nos resultados. 
 Importante no acompanhamento da doença de Still. 
 
 Sumário de Urina (EAS): 
 Densidade da urina; pH >> acidoses tubulares 
renais; presença de cilindros, proteínas, etc. 
 Ex.: no LES pode ter hematúria, proteinúria, 
cilindros, etc. 
 
 Complemento: 
 C3, C4 
 Suspeita clínica de doença que cause consumo – Ex.: 
LES e glomerulopatia 
 Monitorização da atividade 
 
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 Eletroforese de proteínas: 
 Aumento policlonal (infecção crônica ou doença 
autoimune) x monoclonal (neoplasias onco-
hematológicas) 
 Obs.: Neoplasias hematológicas podem se confundir 
com doenças autoimunes, como LES 
 
 Artrite por deposição de cristais: ácido urino (gota), 
cálcio (doença do depósito do pirofosfato de cálcio), 
PTH e uricosúria de 24h 
 Arterite temporal >> Inflamação dos vasos arteriais 
no couro cabeludo e ao redor dele: Causa 
claudicação, fadiga, febre etc.; Tem altas doses de 
VSH 
 
 Avaliação para osteoporose: 
 Cálcio iônico 
 25 OH vitamina D (faz imunomodulação e melhora 
a defesa) 
 CTX (marcador de reabsorção óssea) 
 Calciúria de 24h: hipercalciuria idiopática familiar 
 TSH: hipotireoidismo e hiperparatireoidismo >> 
mais prevalentes com aumento da idade 
 Fosfatase alcalina (FA): marcador de lesão óssea. 
 Doença de Paget: doença que impede a 
substituição de tecido ósseo antigo por tecido 
ósseo novo. 
 Condrocalcinose: presença de sais de cálcio nas 
estruturas cartilaginosas de uma ou mais 
articulações. Chamado de pseudogota. 
 
 Importância prática: 
 1. VHS e PCR: extensão do exame físico. 
 2. Suspeita de processo inflamatório sistêmico. 
 3. Avaliar atividade de doença naquele paciente que 
já tem diagnóstico. 
 4. Não é necessário em doença degenerativa ou 
tendínea. 
 5. VHS é muito inespecífico. 
 
AUTOANTICORPOS: INTERPRETAÇÃO 
 A presença de autoanticorpos caracteriza as 
doenças autoimunes: 
 Desordem especifica: marcadores sorológicos 
(Anti-DNA ou Anti-Sm) >> forte candidato ao lúpus 
 Um subtipo de determinada doença: 
Anticentrômero ou Anti-Slc-70 (forma difusa; pior 
prognóstico) 
 Características especificas de uma doença 
autoimune: Anti-Ro (fotossensibilidade e rash 
cutâneo/diferentes forma de lúpus) 
 
FAN (ANTICORPOS ANTINÚCLEO) 
 Grande utilidade para diagnóstico das doenças 
autoimunes: 
 FAN não é sinônimo de LES >> Várias doenças 
também o expressam e também há os falsos 
positivos, mas LES com FAN negativo não é Lúpus! 
 
 Advento de metodologias progressivamente mais 
sensíveis = aumento da detecção de padrões anormais 
que podem carecer de especificidade diagnóstica: 
 Um teste positivo ou negativo não diz muita coisa >> 
O teste tem que ter indicação, vir com o título e com 
o padrão do FAN para melhor interpretação. 
 
 Indicações: 
 Teste de screening 
 Quadro clinico compatível com doença autoimune 
sistêmica Lesões cutâneas para avaliação de 
comprometimento sistêmico em associação com 
avaliação laboratorial geral 
 
 FAN + = título e padrão → Titulação: 
 1/40 = 15% das pessoas normais 
 1/80 = 10% das pessoas normais 
 1/160 = 5% das pessoas normais 
 1/320 = 2% das pessoas normais 
 Critério de corte: 1/80; menores titulações são 
descartadas 
 
 A triagem desvinculada de sintomas aumenta a chance 
de resultados em pessoas sem a doença 
 
PADRÕES DO FAN 
 Os anticorpos específicos devem ser pedidos de acordo 
com os padrões de imunofluorescência 
 FAN: painel/padrão de autoimunidade por 
imunoflorescência >> A sensiblidade do FAN é mais 
alta 
 
 
 
 Marcadores sorológicos do LES: 
 Homogêneo >> Anti-DNAds 
 Pontilhado grosso >> Anti-Sm (LES) e Anti-RNP 
(LES/doença mista do tecido conjuntivo). 
 
 Pontilhado fino 
 Placa metálica corada >> Anti-Scl-70: Marcador de 
mau prognóstico da esclerose sistêmica 
 Placa metálica não corada >> Anti-Ro/La: LES com 
acometimento cutâneo ou síndrome de Joubert 
 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
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 Centromérico: 
 Anti-centrômero: formas brandas de esclerose 
sistêmica. 
 
 Citoplasmático pontilhado 
 Anti-Jo1: Síndromes antissintetases. 
 
 Pontilhado fino denso: 
 Anticorpo antiproteína p75: pode estar presente 
em altos títulos em mulheres normais, só sendo 
considerado Lúpus, caso paciente tenha outros 
exames sugestivos. 
 
 
Padrões de fluorescência nucleolar/citoplasmática: especificidades de autoanticorpos e associações clínicas 
Padrão de IFl-ANA Autoantígeno(s) associado(s) Autoantígeno(s) associado(s) 
Nuclear homogêneo 
DNA nativo LES 
DNA de hélice simples 
Artrite juvenil idiopática; LES induzido 
por drogas e LES idiopático 
Histona (H1, H2A, H2B, H3 e H4) 
LES idiopático; LES induzido por drogas; 
AR; síndrome de Felty; artrite juvenil 
idiopática; esclerose sistêmica; cirrose 
biliar primária; hepatite autoimune 
Nucleossomo LES 
Nuclear pontilhado fino 
SS-B/La Síndrome de Sjogren; LES; LES neonatal 
SS-A/Ro 
Síndrome de Sjõgren; LES; LES cutáneo; 
LES neonatal; AR; miosite e esclerose 
sistêmica; polimiosite 
Nuclear pontilhado 
grosso 
Sm LES 
U1-RNP (22, 34 e 70kDa) DMTC; LES; esclerose sistêmica 
Nuclear pontilhado 
grosso reticulado 
Ribonucleoproteínas heterogêneas 
(hnRNP) 
LES; DMTC; outras doenças reumáticas; 
doenças inflamatórias crônicas e mesmo 
indivíduos hígidos 
Membrana nuclear Lâminas, lâmina B, gp210 
Doenças reumáticas autoimunes; 
hepatopatias; doenças virais e também 
indivíduos hígidos 
Raros pontos nucleares p80 colina (80kDa) 
Síndrome de Sjogren; doenças 
inflamatórias; indivíduos hígidos 
Múltiplos pontos 
nucleares 
Sp100 CBP 
Nuclear pleomórfico 
Antígenos de célula em proliferação PCNA 
(34kDa), CENP-F (340kDa) 
LES; condições neoplásicas 
Centromérico 
Proteínas associadas ao centrômero 
(CENP-A de 17kDa, CENP-B de 80kDa e 
CENP-C de 140kDa) 
CREST; esclerose sistêmica; CBP 
Nucleolar 
Fibrilarina (34 kDa; nucleolar grumoso 
puro) 
Esclerose sistêmica 
PM/Scl (20-110kDa; nuclear homogêneo 
e nucleolar pontilhado fino) 
Polimiosite/ Esclerose sistêmica; 
polimiosite/ dermatomiosite, esclerose 
sistêmica 
RNA polimerase I (10-220 kDa; nucleolar 
pontilhado e pontos isolados na placa 
metafásica) 
Esclerose sistêmica 
Sci-70 (70 e 86 kDa; nuclear e nucleolar 
pontilhado fino, pontos fluorescentes na 
placa cromossômica e citoplasma 
pontilhado reticulado) 
Esclerose sistêmica, esclerodermia 
limitada, esclerodermia difusa 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
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Citoplasmático 
pontilhado fino denso, 
com fraca coloração do 
nucléolo 
Proteína P ribossomal 
Citoplasmático pontilhado fino denso, 
Proteína P ribossomal 
com fraca coloração do nucléolo 
Citoplasmático 
pontilhado reticulado 
Antígenos mitocondriais CBP 
AR: artrite reumatoide; CBP: cirrose biliar primária; CREST: acrônimo das principais características clínicas de uma variação da 
esclerodermia (calcinose, fenômeno de Raynaud, distúrbios da motilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasia); DMTC: doença mista 
do tecido conectivo; LES: lúpus eritematoso sistêmico; 
 
 
INTERPRETAÇÃO DO FAN (+) 
 Contexto clínico 
 Autoanticorpos específicos (Anti DNA, Sm...) 
 Complemento consumido 
 Nefrite 
 Citopenias 
 
 FAN + isolado não configura doença, de modo que 
precisamos saber seu título e padrão, assim como o 
contexto clínico associado. 
 
 E se o FAN for negativo em caso de forte suspeita 
clínica? 
 Solicitar Anti Ro/SSA e/ou Anti Jo1 e/ou 
Antifosfolípides 
 Possibilidade de LES com FAN negativo: 
raríssimo com as novas técnicas 
 Presença de auto anticorpos plasmáticos 
(antifosfolipideos) 
 Auto anticorpos citoplasmáticos com 
fluorescência descontinua (Anti-Ro ou Anti-Jo-1) 
mais presente no passado como o tipo celular 
usado no teste. 
 
 
Padrões representativos de FAN por 
imunofluorescência indireta em células HEp2. (A) 
Padrão nuclear homogêneo, (B) Nuclear pontilhado 
grosso, (C) Centromérico, (D) nucleolar, (E) 
citoplasmático, (F) Misto citoplasmático pontilhado fino e 
nucleolar, (G) Fuso mitótico 
 
ANTICORPOS ANTIFOSFOLÍPIDES 
 Síndrome do anticorpo antifosfolípide 
 Tromboses 
 Abortamentos / perda fetal 
 Trombocitopenia 
 Manifestações cutâneas 
 
 
 
Classes de doenças Sensibilidade FAN (%) 
Doenças reumáticas 
LES 95-100 
DMTC 100 
Lúpus induzido por 
drogas 
100 
Esclerodermia 60-80 
Síndrome de Sjogren 40-70 
Polimiosite/DM 60 
Artrite reumatoide 50 
Lúpus discoide 15 
Doenças não reumáticas 
Hepatite autoimune 100 
Doença de Graves 50 
Tireoidite de Hashimoto 46 
Hipertensão pulmonar 
primário 
 
 
CRITÉRIOS LABORATORIAIS: SAF 
Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide 
 
 1. Presença de anticoagulante lúpico (ACL) no 
plasma em duas ou mais ocasiões com intervalo de pelo 
menos 12 semanas 
 2. Anticorpo anticardiolipina (aCL) IgG e/ou IgM 
positivo no soro ou plasma em títulos médios ou 
elevados (acima de 40 GPL), em duas ou mais ocasiões 
com pelo menos 12 semanas de intervalo 
 3. Anticorpo anti-β2 glicoproteínas I IgG e/ou IgM 
no soro ou plasma presente em duas ou mais ocasiões 
 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
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INDICAÇÕES 
 Investigação de LES: 
 Critérios de classificação 
 Infertilidade 
 Trombocitopenia 
 Lesões cutâneas 
 Ausência de vasculite 
 
ANCA 
 Anca (Anticorpos anticitoplasma de neutrófilos): 
 Os antígenos reconhecidos por esse grupo de 
anticorpos estão localizados nos grânulos presentes 
no citoplasma dos neutrófilos. 
 
 
 
 Dois padrões: 
 Padrão citoplasmático (c-ANCA): granulomatose 
de Wegener 
 Padrão perinuclear (p-ANCA): anticorpos 
antimieloperoxidase (MPO) - poliangiites 
microscópicas e glomerulonefrite 
 Poliangiite com granulomas x PAM 
 O indivíduo pode ter a granulomatose de 
Wegener ou a Poliangiite microscópica, podemos 
ambas apresentar o pANCA ou cANCA, 
dependendo do padrão genético do próprio 
indivíduo. Antigamente se pensava que cada um 
dos tipos de ANCA era relacionado com uma 
patologia específica. Sempre avaliar o quadro 
clínico do paciente. 
 Síndrome de Churg-Strauss (SCS): vasculite 
sistêmica primária, rara, caracterizada por afetar 
vasos de pequeno calibre, pela presença de 
granulomas extravasculares e hipereosinofilia. 
 
 ANCA = Ferramenta útil no diagnóstico das 
vasculites de pequenos vasos 
 Vasculites relacionadas ao ANCA dependem do MHC 
e manifestações clínicas 
 
 Granulomatose com poliangiite (G. Wegener): 
inflamação granulomatosa necrosante, vasculite de 
pequenos e médios vasos e glomerulonefrite 
necrosante focal, geralmente crescêntica. 
 
 Poliangeíte microscópica (PAM)é uma forma de 
vasculite sistêmica de pequenos vasos, associada aos 
anticorpos anticitoplasma de neutrófilos, que 
preferencialmente acomete vênulas, capilares e 
arteríolas, e que pode, entretanto, envolver artérias e 
veias. 
 Obs.: Existe uma variante do padrão p-ANCA, 
denominada padrão p-ANCA atípico, que 
tradicionalmente não está associada a anticorpos anti-
MPO. E um achado frequente na hepatite autoimune do 
tipo I, na retocolite ulcerativa e na colangite 
esclerosante primária. 
 
 Vasculite leucocitoclástica limitada a pele = 60% 
ANCA positivo - não é marcador de doença sistêmica 
 Testes seriados são recorrentes para comprovar 
resultados positivos: pode ocorrer transitoriamente 
em pacientes com infecção agora pelo parvovírus 
(estado de autoimunidade transitória). 
 O valor preditivo positivo do ANCA por 
imunofluorescência indireta (ELISA) associado às 
vasculites sistêmicas primárias é 79% 
 Existe um estado transitório em que podem aparecer 
marcadores e depois desaparecer 
 
FATOR REUMATÓIDE 
 Tem valor dentro de um contexto clínico – Exame 
inespecífico! 
 Autoanticorpo (IgM) dirigido contra a fração Fc de 
uma IgG 
 Latex ou nefelometria (usando IgG humana como alvo) 
 Valores normais: 
 Látex 65 
anos 
Vasculites Parasitárias 
 
 Exame inespecífico. O resultado positivo deve ser 
avaliado em conjunto com a clínica 
 
 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
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Enfermidades em que é comum a presença de fator 
reumatoide 
Grupo de 
doenças 
Enfermidades específicas 
Doenças 
virais 
Hepatite B ou C, mononucleose, 
influenza, AIDS, pós-vacinação 
Doenças 
autoimunes 
Artrite reumatoide, lúpus 
eritematoso sistêmico, esclerose 
sistêmica, polimiosite, 
dermatomiosite, síndrome de 
Sjogren, crioglobulinemia mista, 
cirrose biliar primária, hepatite 
autoimune, fibrose pulmomar 
idiopática (Harman-Hirsch), doença 
mista do tecido conjuntivo, vasculites 
Neoplasias 
Principalmente após irradiação ou 
quimioterapia 
Infecções 
bacterianas 
Principalmente após irradiação ou 
quimioterapia 
Doenças 
parasitárias 
Malária, calazar, esquistossomose, 
filariose, tripanossomíase 
 
 Obs.: Doenças como câncer, sífilis, hanseníase e TB 
podem simular doenças articulares e dar positivo a 
marcadores como FAN, fator reumatoide etc. 
 
 Quando solicitar? 
 Investigação de oligo ou poliartrites. 
 Não indicam atividade de doença. 
 Fator reumatóide (-) não exclui diagnóstico de AR. 
 Altos títulos associam-se a doença mais agressiva. 
 
ANTICORPO CONTRA PEPTÍDEOS CITRULINADOS 
(ACPA) 
 Relação com o tabagismo e doença periodontária 
 Aparecimento precoce e alto valor preditivo 
positivo nas poliartrites iniciais 
 AR: especificidade de 96-98%, já sensibilidade é de 60-
70% 
 Valor prognóstico: 
 Importante ferramenta diagnóstica, prognóstica e 
estimativa de atividade clínica na artrite reumatoide 
>> Presente em estágios pré-clínicos. 
 Autoanticorpos contra o sistema filagrina-citrulina 
 
 Ver a Sorologia do ChikV >> IgM e IgG >> o paciente 
com chikungunya pode se apresentar com sintomas 
muito semelhantes ao da AR, inclusive com 
positividade para o fator reumatoide (até 43%), sem 
ter a doença propriamente dita. 
 Entretanto, existem casos em que o paciente já 
apresentava a doença artrite reumatoide, porém silenciosa, e o chikungunya causa um “start”. Nesses 
casos, geralmente, podemos ter a positividade do 
marcador anti-CPA, mas especifico para artrite 
reumatoide que o fator reumatoide. 
 Lembrando que o chikungunya também pode se 
apresentar com sintomas “parecidos” ou levar a 
espondilite anquilosante ou mesmo uma artrite 
indiferenciada. 
 
ANTIESTREPTOLISINA O (ASLO) 
 Útil para demonstrar infecção estreptocócica 
previa em suspeita de febre reumática 
 ASLO não é igual a febre reumática! É um marcador de 
infecção! 
 ASLO (+) é preditivo de febre reumática em 
crianças! 
 Febre reumática (resposta imunológica exacerbada): 
paciente com cardite e artrite migratória. 
 
ANTÍGENO LEUCOCITÁRIO HUMANO (HLA) 
 HLA B27: pacientes europeus com espondiloartrite 
apresentam forte relação, estando presente em 90% 
dos pacientes. 
 No nosso meio é de aproximadamente 80% 
 Marcador familiar 
 
CRIOGLOBULINAS 
 Proteína de precipitam com o frio 
 Crioglobulinemias: 
 Tipo I (simples): imunoglobulina monoclonal – 
mielona e linfoma 
 Tipo II (mista): imunoglobulina monoclonais com 
atividade do fator reumatoide: mieloma, linfoma, 
colagenoses e infecções (p. ex. hepatite viral tipo C). 
 Tipo III (mista): policlonal - colagenoses, infecções 
 Essencial (hepatite C?) ou secundária 
 Essas imunoglobulinas causam hiperviscuosidade 
do sangue. 
 
 Indicações: 
 Todos os pacientes com fenômeno de Raynaud 
de início recente com ou sem lesões purpúricas ou 
vasculíticas nas extremidades 
 Artrite, ulcerações, glomerulonefrites e 
neuropatia 
 
Classificação e associações clínicas das crioglobulinas 
 
Tipo Composição 
Alterações 
laboratoriais 
Alterações clínicas Doenças associadas 
I 
Monoclonal (lgG, 
lgM, lgA, cadeia 
leve) 
Pico monoclonal, 
hiperviscosidade 
Acrocianose, Raynaud, 
necrose (extremidades}, 
síndrome de hiperviscosidade 
Mieloma, macroglobulinemia, 
linfoma idiopático 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
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II 
Componentes 
monoclonal e 
policlonal 
FR, C4, 
transaminases 
Acrocianose, Raynaud, 
necrose (extremidades}, 
síndrome de hiperviscosidade 
Infecção HCV, LLC, 
macroglobulinemia, síndrome 
de Sjõgren, linfoma 
III 
Apenas 
componente 
policlonal 
FR 
Vasculite, artralgia, artrite, 
nefrite 
Infecções crônicas, doenças 
autoimunes 
FR: fator reumatoide; HCV: hepatite por vírus C; LLC: leucemia linfocítica crônica. 
 
 
ARTRITE 
 Janela de oportunidade (3 meses) 
 Rotina básica a ser solicitada: 
 Hemograma, TGO e TGP, Creatinina, provas 
inflamatórias (VSH, PCR), EAS, FAN, Fator 
reumatoide 
 Radiografia das mãos 
 Edema de articulações = Encaminhar para o 
reumatologista 
 
 Diante de um quadro de artrite: 
 O que solicitar? Não perder tempo! Fazer o anti-
inflamatório e mandar logo para o reumato! Janela 
de até 12 semanas para responder a medicação mais 
barata, como o metotrexato. Um quadro articular 
pode ser tão grave quanto um problema 
cardiovascular, pulmonar etc. 
 Exemplo disso é a artrite séptica, que é uma 
emergência médica. 
 O tratamento específico necessita de ajuste de doses, 
verificar a função hepática e hemograma, pois 
muitos são nefrotóxicos, hepatotóxicos e 
mielotóxicos >> Pedir hemograma, FAN, ácido úrico, 
creatinina, TGO, TGP, RX da região acometida. 
 Cuidado sempre com os casos de Chikungunya, em 
que o paciente está muito bem em um dia e acorda 
no outro com grandes dores articulares. A artrite 
não faz um quadro agudo assim. 
 Lembrar: Alterações menstruais são comuns nas 
pacientes com LES. 
 
RESUMINDO... 
 
 
 Quadro clínico de doença autoimune >> Exames de 
rotina / FAN 
 
FAN positivo FAN negativo 
 LES: Anti-Sm, Anti-
DNA, Anti-Ro 
 ES: Anti-Scl70, Anti-
centrômero 
 DMP: Anti Jo1 
 DMTC: Anti-RNP 
 Vasculites: ANCA, FR, 
Crioglobulinas 
 SAF: ACL, AcL, β2GP1 
 AR: FR, Anti-CCP 
 LES: Anti-Ro, Anti-Jo1 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Devidoà gravidade das doenças autoimunes o 
diagnóstico precoce é fundamental 
 Prognóstico x tempo de doença (papel do generalista) 
 Intercâmbio multidisciplinar 
 Não há nada mais desastroso para paciente, médico e 
sistema de saúde do que a solicitação de exames 
desvinculada do contexto clínico. 
 
 
Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br)
lOMoARcPSD|9147776
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