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Exames Laboratoriais em Reumatologia Doenças Imunológicas, do Tecido Conjuntivo e das Articulações (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Exames Laboratoriais em Reumatologia Doenças Imunológicas, do Tecido Conjuntivo e das Articulações (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-do-estado-do-rio-grande-do-norte/doencas-imunologicas-do-tecido-conjuntivo-e-das-articulacoes/exames-laboratoriais-em-reumatologia/19317526?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-do-estado-do-rio-grande-do-norte/doencas-imunologicas-do-tecido-conjuntivo-e-das-articulacoes/4141653?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-do-estado-do-rio-grande-do-norte/doencas-imunologicas-do-tecido-conjuntivo-e-das-articulacoes/exames-laboratoriais-em-reumatologia/19317526?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-do-estado-do-rio-grande-do-norte/doencas-imunologicas-do-tecido-conjuntivo-e-das-articulacoes/4141653?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia DOENÇAS REUMATOLÓGICAS U1 Aula 03 - Laboratório em Reumatologia INTRODUÇÃO O que o clínico tem que saber? Das colagenoses: identificar e conduzir Saber padronizar as doenças: é mecânica ou inflamatória? Dor esquelética ou muscular? Qual a região da dor? Relação entre lesão cutânea e doença autoimunes Conhecer os sinais clínicos e de alerta para as doenças RELAÇÃO ENTRE LESÕES CUTÂNEAS E DOENÇAS AUTOIMUNES Doença autoimune >> Manifestações sistêmicas (febre, perda de peso, dor) e/ou Manifestações cutâneas >> Comprometem a qualidade de vida SINAIS CLÍNICOS DE ALERTA PARA DOENÇA SISTÊMICA Além da pele... Sintomas constitucionais: febre, perda de peso Artrite aguda/crônica Dor do tipo pleurítica: comum no LES Dispneia progressiva: comum no LES e esclerose sistêmica Disfagia: doenças de acometimento muscular, como as miosites Fenômeno de Raynaud (primário x secundário) Colagenoses: se o paciente refere mudança na coloração das mãos, deve ser encaminhado para o reumato Trombose: passada ou atual - comum na síndrome antifosfolípide (SAF) Perda fetal/abortamento recorrentes: comum na SAF Fraqueza muscular (cintura pélvica / escapular) Polimiosites: geralmente fraqueza proximal ESPECTROS CLÍNICOS DIFERENTES DE UMA MESMA DOENÇA? DOENÇAS DIFERENTES? Uma mesma doença pode se manifestar de formas diferentes [1] Lúpus discoide: paciente pode se apresentar calvo, com discromias da pele por falta de diagnóstico precoce [2] Rash malar: o LES poupa o sulco labial AVALIAÇÃO LABORATORIAL GERAL Hemograma com contagem de plaquetas Provas de atividade inflamatórias: VHS, PCR e ferritina (hemocromatose, doença de Still etc.) Marcadores inespecíficos: indicam inflamação sistêmica Monitorização Reagentes de fase aguda: grupo heterogêneo de proteínas sintetizadas no fígado em resposta a inflamação. Condições não inflamatórias que elevam VHS: 1. Idade avançada 2. Sexo feminino 3. Gravidez VHS extremamente alto: VHS extremamente baixo: Infecção bacteriana – 35% Doença tecido conjuntivo – 25% Malignidades – 15% Desconhecidas – 3% Afibrinogenemia/ disfibrinogemia Agamaglobulinemia Policitemia grave Viscosidade plasmática aumentada PCR: produzida no fígado em resposta a IL-6 e outras citocinas. Sugere injúria tissular. Eleva-se 6 horas após a lesão celular, atinge o pico em 48h e diminui lentamente. Útil no acompanhamento da FR, AR, espondiloartrites e vasculites. Eleva-se pouco: LES, DPM, DMTC Ferritina: sua concentração aumenta em resposta a infecções, traumatismos e inflamações agudas. Hemólise e lipemia podem interferir nos resultados. Importante no acompanhamento da doença de Still. Sumário de Urina (EAS): Densidade da urina; pH >> acidoses tubulares renais; presença de cilindros, proteínas, etc. Ex.: no LES pode ter hematúria, proteinúria, cilindros, etc. Complemento: C3, C4 Suspeita clínica de doença que cause consumo – Ex.: LES e glomerulopatia Monitorização da atividade Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia Eletroforese de proteínas: Aumento policlonal (infecção crônica ou doença autoimune) x monoclonal (neoplasias onco- hematológicas) Obs.: Neoplasias hematológicas podem se confundir com doenças autoimunes, como LES Artrite por deposição de cristais: ácido urino (gota), cálcio (doença do depósito do pirofosfato de cálcio), PTH e uricosúria de 24h Arterite temporal >> Inflamação dos vasos arteriais no couro cabeludo e ao redor dele: Causa claudicação, fadiga, febre etc.; Tem altas doses de VSH Avaliação para osteoporose: Cálcio iônico 25 OH vitamina D (faz imunomodulação e melhora a defesa) CTX (marcador de reabsorção óssea) Calciúria de 24h: hipercalciuria idiopática familiar TSH: hipotireoidismo e hiperparatireoidismo >> mais prevalentes com aumento da idade Fosfatase alcalina (FA): marcador de lesão óssea. Doença de Paget: doença que impede a substituição de tecido ósseo antigo por tecido ósseo novo. Condrocalcinose: presença de sais de cálcio nas estruturas cartilaginosas de uma ou mais articulações. Chamado de pseudogota. Importância prática: 1. VHS e PCR: extensão do exame físico. 2. Suspeita de processo inflamatório sistêmico. 3. Avaliar atividade de doença naquele paciente que já tem diagnóstico. 4. Não é necessário em doença degenerativa ou tendínea. 5. VHS é muito inespecífico. AUTOANTICORPOS: INTERPRETAÇÃO A presença de autoanticorpos caracteriza as doenças autoimunes: Desordem especifica: marcadores sorológicos (Anti-DNA ou Anti-Sm) >> forte candidato ao lúpus Um subtipo de determinada doença: Anticentrômero ou Anti-Slc-70 (forma difusa; pior prognóstico) Características especificas de uma doença autoimune: Anti-Ro (fotossensibilidade e rash cutâneo/diferentes forma de lúpus) FAN (ANTICORPOS ANTINÚCLEO) Grande utilidade para diagnóstico das doenças autoimunes: FAN não é sinônimo de LES >> Várias doenças também o expressam e também há os falsos positivos, mas LES com FAN negativo não é Lúpus! Advento de metodologias progressivamente mais sensíveis = aumento da detecção de padrões anormais que podem carecer de especificidade diagnóstica: Um teste positivo ou negativo não diz muita coisa >> O teste tem que ter indicação, vir com o título e com o padrão do FAN para melhor interpretação. Indicações: Teste de screening Quadro clinico compatível com doença autoimune sistêmica Lesões cutâneas para avaliação de comprometimento sistêmico em associação com avaliação laboratorial geral FAN + = título e padrão → Titulação: 1/40 = 15% das pessoas normais 1/80 = 10% das pessoas normais 1/160 = 5% das pessoas normais 1/320 = 2% das pessoas normais Critério de corte: 1/80; menores titulações são descartadas A triagem desvinculada de sintomas aumenta a chance de resultados em pessoas sem a doença PADRÕES DO FAN Os anticorpos específicos devem ser pedidos de acordo com os padrões de imunofluorescência FAN: painel/padrão de autoimunidade por imunoflorescência >> A sensiblidade do FAN é mais alta Marcadores sorológicos do LES: Homogêneo >> Anti-DNAds Pontilhado grosso >> Anti-Sm (LES) e Anti-RNP (LES/doença mista do tecido conjuntivo). Pontilhado fino Placa metálica corada >> Anti-Scl-70: Marcador de mau prognóstico da esclerose sistêmica Placa metálica não corada >> Anti-Ro/La: LES com acometimento cutâneo ou síndrome de Joubert Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 Centromérico: Anti-centrômero: formas brandas de esclerose sistêmica. Citoplasmático pontilhado Anti-Jo1: Síndromes antissintetases. Pontilhado fino denso: Anticorpo antiproteína p75: pode estar presente em altos títulos em mulheres normais, só sendo considerado Lúpus, caso paciente tenha outros exames sugestivos. Padrões de fluorescência nucleolar/citoplasmática: especificidades de autoanticorpos e associações clínicas Padrão de IFl-ANA Autoantígeno(s) associado(s) Autoantígeno(s) associado(s) Nuclear homogêneo DNA nativo LES DNA de hélice simples Artrite juvenil idiopática; LES induzido por drogas e LES idiopático Histona (H1, H2A, H2B, H3 e H4) LES idiopático; LES induzido por drogas; AR; síndrome de Felty; artrite juvenil idiopática; esclerose sistêmica; cirrose biliar primária; hepatite autoimune Nucleossomo LES Nuclear pontilhado fino SS-B/La Síndrome de Sjogren; LES; LES neonatal SS-A/Ro Síndrome de Sjõgren; LES; LES cutáneo; LES neonatal; AR; miosite e esclerose sistêmica; polimiosite Nuclear pontilhado grosso Sm LES U1-RNP (22, 34 e 70kDa) DMTC; LES; esclerose sistêmica Nuclear pontilhado grosso reticulado Ribonucleoproteínas heterogêneas (hnRNP) LES; DMTC; outras doenças reumáticas; doenças inflamatórias crônicas e mesmo indivíduos hígidos Membrana nuclear Lâminas, lâmina B, gp210 Doenças reumáticas autoimunes; hepatopatias; doenças virais e também indivíduos hígidos Raros pontos nucleares p80 colina (80kDa) Síndrome de Sjogren; doenças inflamatórias; indivíduos hígidos Múltiplos pontos nucleares Sp100 CBP Nuclear pleomórfico Antígenos de célula em proliferação PCNA (34kDa), CENP-F (340kDa) LES; condições neoplásicas Centromérico Proteínas associadas ao centrômero (CENP-A de 17kDa, CENP-B de 80kDa e CENP-C de 140kDa) CREST; esclerose sistêmica; CBP Nucleolar Fibrilarina (34 kDa; nucleolar grumoso puro) Esclerose sistêmica PM/Scl (20-110kDa; nuclear homogêneo e nucleolar pontilhado fino) Polimiosite/ Esclerose sistêmica; polimiosite/ dermatomiosite, esclerose sistêmica RNA polimerase I (10-220 kDa; nucleolar pontilhado e pontos isolados na placa metafásica) Esclerose sistêmica Sci-70 (70 e 86 kDa; nuclear e nucleolar pontilhado fino, pontos fluorescentes na placa cromossômica e citoplasma pontilhado reticulado) Esclerose sistêmica, esclerodermia limitada, esclerodermia difusa Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia Citoplasmático pontilhado fino denso, com fraca coloração do nucléolo Proteína P ribossomal Citoplasmático pontilhado fino denso, Proteína P ribossomal com fraca coloração do nucléolo Citoplasmático pontilhado reticulado Antígenos mitocondriais CBP AR: artrite reumatoide; CBP: cirrose biliar primária; CREST: acrônimo das principais características clínicas de uma variação da esclerodermia (calcinose, fenômeno de Raynaud, distúrbios da motilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasia); DMTC: doença mista do tecido conectivo; LES: lúpus eritematoso sistêmico; INTERPRETAÇÃO DO FAN (+) Contexto clínico Autoanticorpos específicos (Anti DNA, Sm...) Complemento consumido Nefrite Citopenias FAN + isolado não configura doença, de modo que precisamos saber seu título e padrão, assim como o contexto clínico associado. E se o FAN for negativo em caso de forte suspeita clínica? Solicitar Anti Ro/SSA e/ou Anti Jo1 e/ou Antifosfolípides Possibilidade de LES com FAN negativo: raríssimo com as novas técnicas Presença de auto anticorpos plasmáticos (antifosfolipideos) Auto anticorpos citoplasmáticos com fluorescência descontinua (Anti-Ro ou Anti-Jo-1) mais presente no passado como o tipo celular usado no teste. Padrões representativos de FAN por imunofluorescência indireta em células HEp2. (A) Padrão nuclear homogêneo, (B) Nuclear pontilhado grosso, (C) Centromérico, (D) nucleolar, (E) citoplasmático, (F) Misto citoplasmático pontilhado fino e nucleolar, (G) Fuso mitótico ANTICORPOS ANTIFOSFOLÍPIDES Síndrome do anticorpo antifosfolípide Tromboses Abortamentos / perda fetal Trombocitopenia Manifestações cutâneas Classes de doenças Sensibilidade FAN (%) Doenças reumáticas LES 95-100 DMTC 100 Lúpus induzido por drogas 100 Esclerodermia 60-80 Síndrome de Sjogren 40-70 Polimiosite/DM 60 Artrite reumatoide 50 Lúpus discoide 15 Doenças não reumáticas Hepatite autoimune 100 Doença de Graves 50 Tireoidite de Hashimoto 46 Hipertensão pulmonar primário CRITÉRIOS LABORATORIAIS: SAF Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide 1. Presença de anticoagulante lúpico (ACL) no plasma em duas ou mais ocasiões com intervalo de pelo menos 12 semanas 2. Anticorpo anticardiolipina (aCL) IgG e/ou IgM positivo no soro ou plasma em títulos médios ou elevados (acima de 40 GPL), em duas ou mais ocasiões com pelo menos 12 semanas de intervalo 3. Anticorpo anti-β2 glicoproteínas I IgG e/ou IgM no soro ou plasma presente em duas ou mais ocasiões Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 INDICAÇÕES Investigação de LES: Critérios de classificação Infertilidade Trombocitopenia Lesões cutâneas Ausência de vasculite ANCA Anca (Anticorpos anticitoplasma de neutrófilos): Os antígenos reconhecidos por esse grupo de anticorpos estão localizados nos grânulos presentes no citoplasma dos neutrófilos. Dois padrões: Padrão citoplasmático (c-ANCA): granulomatose de Wegener Padrão perinuclear (p-ANCA): anticorpos antimieloperoxidase (MPO) - poliangiites microscópicas e glomerulonefrite Poliangiite com granulomas x PAM O indivíduo pode ter a granulomatose de Wegener ou a Poliangiite microscópica, podemos ambas apresentar o pANCA ou cANCA, dependendo do padrão genético do próprio indivíduo. Antigamente se pensava que cada um dos tipos de ANCA era relacionado com uma patologia específica. Sempre avaliar o quadro clínico do paciente. Síndrome de Churg-Strauss (SCS): vasculite sistêmica primária, rara, caracterizada por afetar vasos de pequeno calibre, pela presença de granulomas extravasculares e hipereosinofilia. ANCA = Ferramenta útil no diagnóstico das vasculites de pequenos vasos Vasculites relacionadas ao ANCA dependem do MHC e manifestações clínicas Granulomatose com poliangiite (G. Wegener): inflamação granulomatosa necrosante, vasculite de pequenos e médios vasos e glomerulonefrite necrosante focal, geralmente crescêntica. Poliangeíte microscópica (PAM)é uma forma de vasculite sistêmica de pequenos vasos, associada aos anticorpos anticitoplasma de neutrófilos, que preferencialmente acomete vênulas, capilares e arteríolas, e que pode, entretanto, envolver artérias e veias. Obs.: Existe uma variante do padrão p-ANCA, denominada padrão p-ANCA atípico, que tradicionalmente não está associada a anticorpos anti- MPO. E um achado frequente na hepatite autoimune do tipo I, na retocolite ulcerativa e na colangite esclerosante primária. Vasculite leucocitoclástica limitada a pele = 60% ANCA positivo - não é marcador de doença sistêmica Testes seriados são recorrentes para comprovar resultados positivos: pode ocorrer transitoriamente em pacientes com infecção agora pelo parvovírus (estado de autoimunidade transitória). O valor preditivo positivo do ANCA por imunofluorescência indireta (ELISA) associado às vasculites sistêmicas primárias é 79% Existe um estado transitório em que podem aparecer marcadores e depois desaparecer FATOR REUMATÓIDE Tem valor dentro de um contexto clínico – Exame inespecífico! Autoanticorpo (IgM) dirigido contra a fração Fc de uma IgG Latex ou nefelometria (usando IgG humana como alvo) Valores normais: Látex 65 anos Vasculites Parasitárias Exame inespecífico. O resultado positivo deve ser avaliado em conjunto com a clínica Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia Enfermidades em que é comum a presença de fator reumatoide Grupo de doenças Enfermidades específicas Doenças virais Hepatite B ou C, mononucleose, influenza, AIDS, pós-vacinação Doenças autoimunes Artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerose sistêmica, polimiosite, dermatomiosite, síndrome de Sjogren, crioglobulinemia mista, cirrose biliar primária, hepatite autoimune, fibrose pulmomar idiopática (Harman-Hirsch), doença mista do tecido conjuntivo, vasculites Neoplasias Principalmente após irradiação ou quimioterapia Infecções bacterianas Principalmente após irradiação ou quimioterapia Doenças parasitárias Malária, calazar, esquistossomose, filariose, tripanossomíase Obs.: Doenças como câncer, sífilis, hanseníase e TB podem simular doenças articulares e dar positivo a marcadores como FAN, fator reumatoide etc. Quando solicitar? Investigação de oligo ou poliartrites. Não indicam atividade de doença. Fator reumatóide (-) não exclui diagnóstico de AR. Altos títulos associam-se a doença mais agressiva. ANTICORPO CONTRA PEPTÍDEOS CITRULINADOS (ACPA) Relação com o tabagismo e doença periodontária Aparecimento precoce e alto valor preditivo positivo nas poliartrites iniciais AR: especificidade de 96-98%, já sensibilidade é de 60- 70% Valor prognóstico: Importante ferramenta diagnóstica, prognóstica e estimativa de atividade clínica na artrite reumatoide >> Presente em estágios pré-clínicos. Autoanticorpos contra o sistema filagrina-citrulina Ver a Sorologia do ChikV >> IgM e IgG >> o paciente com chikungunya pode se apresentar com sintomas muito semelhantes ao da AR, inclusive com positividade para o fator reumatoide (até 43%), sem ter a doença propriamente dita. Entretanto, existem casos em que o paciente já apresentava a doença artrite reumatoide, porém silenciosa, e o chikungunya causa um “start”. Nesses casos, geralmente, podemos ter a positividade do marcador anti-CPA, mas especifico para artrite reumatoide que o fator reumatoide. Lembrando que o chikungunya também pode se apresentar com sintomas “parecidos” ou levar a espondilite anquilosante ou mesmo uma artrite indiferenciada. ANTIESTREPTOLISINA O (ASLO) Útil para demonstrar infecção estreptocócica previa em suspeita de febre reumática ASLO não é igual a febre reumática! É um marcador de infecção! ASLO (+) é preditivo de febre reumática em crianças! Febre reumática (resposta imunológica exacerbada): paciente com cardite e artrite migratória. ANTÍGENO LEUCOCITÁRIO HUMANO (HLA) HLA B27: pacientes europeus com espondiloartrite apresentam forte relação, estando presente em 90% dos pacientes. No nosso meio é de aproximadamente 80% Marcador familiar CRIOGLOBULINAS Proteína de precipitam com o frio Crioglobulinemias: Tipo I (simples): imunoglobulina monoclonal – mielona e linfoma Tipo II (mista): imunoglobulina monoclonais com atividade do fator reumatoide: mieloma, linfoma, colagenoses e infecções (p. ex. hepatite viral tipo C). Tipo III (mista): policlonal - colagenoses, infecções Essencial (hepatite C?) ou secundária Essas imunoglobulinas causam hiperviscuosidade do sangue. Indicações: Todos os pacientes com fenômeno de Raynaud de início recente com ou sem lesões purpúricas ou vasculíticas nas extremidades Artrite, ulcerações, glomerulonefrites e neuropatia Classificação e associações clínicas das crioglobulinas Tipo Composição Alterações laboratoriais Alterações clínicas Doenças associadas I Monoclonal (lgG, lgM, lgA, cadeia leve) Pico monoclonal, hiperviscosidade Acrocianose, Raynaud, necrose (extremidades}, síndrome de hiperviscosidade Mieloma, macroglobulinemia, linfoma idiopático Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 II Componentes monoclonal e policlonal FR, C4, transaminases Acrocianose, Raynaud, necrose (extremidades}, síndrome de hiperviscosidade Infecção HCV, LLC, macroglobulinemia, síndrome de Sjõgren, linfoma III Apenas componente policlonal FR Vasculite, artralgia, artrite, nefrite Infecções crônicas, doenças autoimunes FR: fator reumatoide; HCV: hepatite por vírus C; LLC: leucemia linfocítica crônica. ARTRITE Janela de oportunidade (3 meses) Rotina básica a ser solicitada: Hemograma, TGO e TGP, Creatinina, provas inflamatórias (VSH, PCR), EAS, FAN, Fator reumatoide Radiografia das mãos Edema de articulações = Encaminhar para o reumatologista Diante de um quadro de artrite: O que solicitar? Não perder tempo! Fazer o anti- inflamatório e mandar logo para o reumato! Janela de até 12 semanas para responder a medicação mais barata, como o metotrexato. Um quadro articular pode ser tão grave quanto um problema cardiovascular, pulmonar etc. Exemplo disso é a artrite séptica, que é uma emergência médica. O tratamento específico necessita de ajuste de doses, verificar a função hepática e hemograma, pois muitos são nefrotóxicos, hepatotóxicos e mielotóxicos >> Pedir hemograma, FAN, ácido úrico, creatinina, TGO, TGP, RX da região acometida. Cuidado sempre com os casos de Chikungunya, em que o paciente está muito bem em um dia e acorda no outro com grandes dores articulares. A artrite não faz um quadro agudo assim. Lembrar: Alterações menstruais são comuns nas pacientes com LES. RESUMINDO... Quadro clínico de doença autoimune >> Exames de rotina / FAN FAN positivo FAN negativo LES: Anti-Sm, Anti- DNA, Anti-Ro ES: Anti-Scl70, Anti- centrômero DMP: Anti Jo1 DMTC: Anti-RNP Vasculites: ANCA, FR, Crioglobulinas SAF: ACL, AcL, β2GP1 AR: FR, Anti-CCP LES: Anti-Ro, Anti-Jo1 CONSIDERAÇÕES FINAIS Devidoà gravidade das doenças autoimunes o diagnóstico precoce é fundamental Prognóstico x tempo de doença (papel do generalista) Intercâmbio multidisciplinar Não há nada mais desastroso para paciente, médico e sistema de saúde do que a solicitação de exames desvinculada do contexto clínico. Baixado por Daniele Moraes (danielemoraes1@unigranrio.br) lOMoARcPSD|9147776 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=exames-laboratoriais-em-reumatologia