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Sistemas de Informações Sistemas de Informações Contábeis Observemos que a informação representa um dado que sofreu efeito externo, tendo sido modificado e armazenado de uma forma ou linguagem compreensível. A elaboração da informação vai obedecer sempre uma linha que é expressa através de: Dado, Comunicação/Armazenamento, e Informação. Resumindo, segundo Padoveze (2004), “Informação é o dado processado de forma a ser entendido pelo seu receptor, e a transferência de informação é a comunicação”. É possível se qualificar um Sistema, como um conjunto de elementos, com funções ordenadas, sendo inter- relacionados (interdependentes e interatuantes) e independentes, partes que interagem e que formam um todo organizado. No ambiente empresarial, essa visão é denominada de sinergia, que é ação conjunta de diversas partes na construção do todo, entendendo-se que o importante está na organização como um todo e não nas suas partes. Considera-se o Sistema de Informação e Controle Gerencial (SICG), como um conjunto de elementos ordenados com determinado fim. Nas organizações, o Sistema de Informação e Controle Gerencial (SICG) consiste na ordenação das informações necessárias para o gerenciamento dos negócios atuais e para os planos futuros. Outros conceitos segundo aplicam como: “É uma ferramenta para implantação das estratégias da empresa e visa também acompanhar a operacionalização dessas estratégias, em nível corporativo e de unidades de negócios. (SILVA, 2017)”. Silva (2017), definiu um diagrama para situar o posicionamento das informações nas organizações, da seguinte forma: Segundo esta perspectiva, a origem das informações, irão atender públicos internos e externos. Este público interno tem compreensão dos dados e informações contábeis totalmente ou parcialmente, caso dos usuários internos enquanto os usuários externos, em regra, não tem conhecimento para tal. São considerados como sistemas contábeis, aqueles que reúnem as informações contábeis relativas as atividades e operações das empresas para interpretar, calcular, classificar, registrar e processar. Estas informações são demonstradas em relatórios de informações gerenciais. Os sistemas contábeis devem obedecer um fluxo que se inicia com atividades e operações, sistemas de informações contábeis, resultando então nos relatórios e informações gerenciais. Fluxo dos Sistemas Contábeis: De acordo com a Teoria Geral dos Sistemas, inicialmente concebida pelo biólogo alemão Ludwig Von Bertallanfy, determina que os sistemas podem existir em dois tipos: Sistemas Fechados: representados pelos sistemas que possuem pouquíssimas entradas e saídas em relação ao ambiente, sendo mecânicos e deterministas. Essas entradas e saídas são bem conhecidas e guardam entre si uma relação de causa e efeito: a uma determinada entrada (causa) ocorre sempre uma determinada saída (efeito). Por esta razão, o sistema fechado é também chamado sistema mecânico ou determinístico. Um exemplo de sistemas fechados seriam os departamentos de armazenagem ou estocagem simples. Sistemas Abertos: representados pelos sistemas que tem uma variedade enorme de entradas e de saídas com relação ao ambiente externo. Essas entradas e saídas não são bem conhecidas e suas relações de causa e efeito são indeterminadas. Por essa razão, o sistema aberto é também chamado sistema orgânico. Um exemplo de sistemas abertos são as organizações em geral e as empresas em particular, todos os sistemas vivos e, principalmente, o homem. As fontes de informações dos sistemas, são localizados em sistemas menores, denominados de subsistemas de informações, que possuem como principal objetivo, prover os seus usuários com demonstrações e relatórios gerenciais, contendo dados econômicos, financeiros e operacionais, sobre o negócio. São exemplos de subsistemas em uma organização, o sistema de folha de pagamento e o de controle de tesouraria. As organizações, segundo a Teoria dos Sistemas, podem ser vistas como um sistema dinâmico e aberto, no qual o sistema é um conjunto de elementos mutuamente dependentes que interagem entre si com determinados objetivos e realizam determinadas funções (CARNEIRO, 2015). Usuários e objetivos A análise financeira organiza as informações contábeis e agrega outras informações relevantes para auxiliar seus usuários na avaliação, tomada de decisões e na orientação de suas ações, visando suprir cada usuário com o conjunto de informações que melhor atenda às suas necessidades. Sob o aspecto de sua aplicação pelas empresas, o sistema é uma ferramenta que apresenta uma visão abrangente do negócio e dos resultados alcançados. Para o acompanhamento, são utilizados diversos indicadores como: crescimento de vendas, retorno do capital investido, de valorização de ações e a comparação com concorrentes. A divulgação dos resultados fortalece a imagem da empresa junto a investidores, analistas e credores. A direção utiliza no controle e avaliação dos departamentos. Parte da remuneração pode ser vinculada a resultados expressos em relatórios de análise (EVA, EBITDA etc). Balanced Scorecard (BSC) Metodologia de planejamento, avaliação e controle estratégico dos resultados, desenvolvida por Robert Kaplan e David Norton. O BSC foi desenvolvido para monitorar o seguinte grupo de indicadores: I. Medidas financeiras convencionais II. Clientes III. Processos empresariais IV. Aprendizado e crescimento I. Medidas financeiras convencionais Compreendem o EVA, o ROI, o retorno sobre patrimônio líquido, fluxo de caixa descontado, por exemplo. O Balanced Scorecard (BSC) é apenas um exemplo de metodologia que vem sendo utilizada por algumas empresas focadas numa gestão estratégica. II. Clientes Podem incluir medidas relacionadas aos mercados em que a empresa compete, medidas de desempenho das unidades organizacionais, satisfação dos clientes medida por pesquisas, índices de devolução de mercadorias ou produtos pelos clientes e número de clientes novos, por exemplo (SILVA, 2017). III. Processos empresariais Relacionados à capacidade de inovação da empresa para produzir e oferecer produtos, bem como aos serviços de pós-venda que visam à satisfação e à fidelização do cliente. São exemplos de possíveis indicadores: tempo necessário para lançamento de um novo produto; rapidez com que o telefonema (SILVA, 2017). IV. Aprendizado e crescimento Foco nas ações que podem melhorar os processos que geram valor para acionistas e clientes. Medidas como sugestões por funcionários, valor adicionado por funcionário, rotação de funcionários e número de horas de treinamento por funcionário, são exemplos de possíveis indicadores. Limitações das informações Contábeis Uma das limitações referem-se às informações não expressas monetariamente. Estas, tem características que representam o caráter, a motivação e a experiência dos dirigentes e funcionários da empresa. Outras características seriam: potencial da empresa em decorrência de seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento; o atual nível tecnológico da empresa, em comparação a seus concorrentes; os indicadores de qualidade e o grau de satisfação dos seus clientes; ameaças de seu mercado de atuação que possam levar à vulnerabilidade da empresa ou do segmento em face das flutuações econômicas ou das decisões governamentais e a política de proteção do meio ambiente adotada pela empresa, entre outros fatores possíveis. Outra limitação, reside na defasagem da informação. Esta se explica pelos relatórios de análise executados sobre exercícios anteriores, enquanto as decisões são tomadas por exercícios atuais. Podem ocorrer muitas mudanças de cenários que descaracterizam a opinião dos analistas. Outra limitação relevante, a veracidade das informações contábeis, se faz muito importante. Mesmo em países desenvolvidos, ocorrem situações de fraudes e de apresentação de demonstrações contábeis que não correspondem à realidade das respectivas empresas. Problema é amenizado com acompanhamento de relatórios de auditoria. Também considerada como uma limitaçãodas informações contábeis, a resistência em prestar informações, representada por parte de alguns empregados e até de empresários em prestar informações sobre os negócios de suas empresas. Isso exige muita habilidade e sinceridade do analista para inspirar confiança em seu interlocutor e obter as informações necessárias para concluir seu trabalho. Aspectos normativos e regulatórios O Código Civil definiu como empresário aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens ou serviços, sendo obrigatória sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. Além disso, o próprio Código Civil diz que a lei assegura tratamento diferenciado e simplificado ao pequeno empresário. Em regra geral, as organizações jurídicas podem ser reunidas de modo resumido, pelo quadro a seguir: As sociedades simples, definidas como a organização que tenha como objetivo social o exercício de profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda que com o concurso de auxiliares ou colaboradores, são os prestadores de serviços (C.C. Artigo 966 – parágrafo único). Mas de um modo mais resumido, podemos destacar as prinicipais pessoas jurídicas, as quais se torna desejável para o conhecimento mínimo do analista, devido suas características de operação. • Empresário Individual (Firmas Individuais); • Sociedades Empresarias por Quotas; • Sociedades Anônimas. As Firmas individuais É aquele que exerce em nome próprio uma atividade empresarial. É a pessoa física (natural) titular da empresa. O patrimônio da pessoa natural e o do empresário individual são os mesmos, logo o titular responderá de forma ilimitada pelas dívidas. Sociedades Empresárias por Quotas Limitadas São as firmas que possuem ao menos 2 proprietários que serão sócios. O documento que funciona como uma espécie de “certidão de nascimento” da firma, se denomina de Contrato Social, dividindo o Capital Social em quotas ou quinhões de capital. Algumas particularidades deste tipo de firma: em caso de dívidas não pagas na PJ, os sócios respondem com patrimônio pessoal ao limite de suas participações, é a firma mais utilizada pelas pequenas empresas. A sociedade limitada é regida pelos arts. 1.052 a 1.087 do Código Civil. Sociedades Anônimas São firmas que possuem ao menos 2 proprietários que serão denominados de sócios. Seu documento de constituição (“certidão de nascimento”) é o Estatuto Social, dividindo o Capital Social em ações. Este tipo de firma, é considerado como a pessoa jurídica de capital mais democrático, por permitir acesso a sua propriedade, através da simples aquisição de ações. Este tipo de firma, é o mais adotado, pelas grandes empresas, por permitir alternativa de financiamento através de captação de recursos pela emissão novas ações. A sociedade anônima é regida pelos arts. 1.088 e 1.089 do Código Civil e pela Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976 e suas alterações. Essas empresas podem ser classificadas em função das suas ações serem ou não negociadas em bolsa de valores, como de a) Capital Aberto, aquelas cujas ações são negociadas em bolsa; e de b) Capital Fechado, que não são negociadas em bolsa. Atividade extra Nome da atividade: Filme – Modelo dos Sistemas Fechados e Abertos Link para assistir a atividade: https://www.youtube.com/watch?v=zLO9Q4KsfpI Referência Bibliográfica SILVA, J. P. Análise Financeira das Empresas. 13ª ed. rev. e ampl. São Paulo. Cengage Learnig. 2017, ISBN 9788522125784 PADOVEZE, C. L.; BENEDICTO, G. C. Análise das Demonstrações Financeiras. 3ª ed. rev. ampl. São Paulo. Cengage Learnig. 2017, ISBN 9788522114689 PADOVEZE, Clóvis Luís. Sistemas de Informações Contábeis. 4° Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. MARION, José Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis, 8ª Ed., São Paulo. ATLAS. 2019 ISBN 9788597021134 Ir para exercício https://www.youtube.com/watch?v=zLO9Q4KsfpI