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LEGISLAÇÃO URBANA CACOAL-RO 2023 Prof. Esp. Luís Fernando Nascimento Tozi CONSTITUIÇÃO FEDERAL CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. § 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento), II – preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento). CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente III – definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade. (Regulamento). V – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente. (Regulamento). VI – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. (Regulamento). VIII – manter regime fiscal favorecido para os biocombustíveis destinados ao consumo final, na forma de lei complementar, a fim de assegurar-lhes tributação inferior à incidente sobre os combustíveis fósseis, capaz de garantir diferencial competitivo em relação a estes, especialmente em relação às contribuições de que tratam a alínea “b” do inciso I e o inciso IV do caput do art. 195 e o art. 239 e ao imposto a que se refere o inciso II do caput do art. 155 desta constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 123, de 2022). ESTATUDO DA CIDADE SEÇÃO II – Do Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios Art. 5º Lei municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação. § 1º Considera-se subutilizado o imóvel: I – cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido no plano diretor ou em legislação dele decorrente; II – (Vetado). § 2º O proprietário será notificado pelo Poder Executivo municipal para o cumprimento da obrigação, devendo a notificação ser averbada no cartório de registro de imóveis. SEÇÃO II – Do Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios § 3º A notificação far-se-á: I – por funcionário do órgão competente do Poder Público municipal, ao proprietário do imóvel ou, no caso de este ser pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou administração; II – por edital quando frustrada, por três vezes, a tentativa de notificação na forma prevista pelo inciso I. § 4º Os prazos a que se refere o caput não poderão ser inferiores a: I – um ano, a partir da notificação, para que seja protocolado o projeto no órgão municipal competente; II – dois anos, a partir da aprovação do projeto, para iniciar as obras do empreendimento. SEÇÃO IX – Da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art. 28. O plano diretor poderá fixar áreas nas quais o direito de construir poderá ser exercido acima do coeficiente de aproveitamento básico adotado, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. § 1º Para os efeitos desta Lei, coeficiente de aproveitamento é a relação entre a área edificável e a área do terreno. § 2º O plano diretor poderá fixar coeficiente de aproveitamento básico único para toda a zona urbana ou diferenciado para áreas específicas dentro da zona urbana. § 3º O plano diretor definirá os limites máximos a serem atingidos pelos coeficientes de aproveitamento, considerando a proporcionalidade entre a infra- estrutura existente e o aumento de densidade esperado em cada área. Art. 29. O plano diretor poderá fixar áreas nas quais poderá ser permitida alteração de uso do solo, mediante contrapartida a ser prestada pelo beneficiário. SEÇÃO IX – Da Outorga Onerosa do Direito de Construir Art. 30. Lei municipal específica estabelecerá as condições a serem observadas para a outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso, determinando: I – a fórmula de cálculo para a cobrança; II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga; III – a contrapartida do beneficiário. Art. 31. Os recursos auferidos com a adoção da outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso serão aplicados com as finalidades previstas nos incisos I a IX do art. 26 desta Lei. SEÇÃO XI – Da Transferência do Direito de Construir Art. 35. Lei municipal, baseada no plano diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir previsto no plano diretor ou em legislação urbanística dele decorrente, quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de: I – implantação de equipamentos urbanos e comunitários; II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social ou cultural; SEÇÃO XI – Da Transferência do Direito de Construir III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda e habitação de interesse social. § 1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder Público seu imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput. § 2º A lei municipal referida no caput estabelecerá as condições relativas à aplicação da transferência do direito de construir. SEÇÃO XII – Do Estudo de Impacto de Vizinhança Art. 36. Lei municipal definirá os empreendimentos e atividades privados ou públicos em área urbana que dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público municipal. Art. 37. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das seguintes questões: I – adensamento populacional; II – equipamentos urbanos e comunitários; III – uso e ocupação do solo; IV – valorização imobiliária; SEÇÃO XII – Do Estudo de Impacto de Vizinhança V – geração de tráfego e demanda por transporte público; VI – ventilação e iluminação; VII – paisagem urbana e patrimônio natural e cultural. Parágrafo único. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficarão disponíveis para consulta, no órgão competente do Poder Público municipal, por qualquer interessado. Art. 38. A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de estudo prévio de impacto ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental. PLANO DIRETOR E LUOS SEÇÃO II – Da Malha Viária Urbana Art. 6º. De acordo com as funções e características essenciais que desempenharão, as vias públicas urbanas são assim classificadas: I – Vias Expressas; II - Rodovias; III - Vias Coletoras; IV - Vias Arteriais (Primáriase Secundárias); V - Vias Locais; VI - Vias de Serviços; VII - Vias para Pedestres; VIII - Ciclovias. CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Art. 44. A cidade de Cacoal, para efeito de ordenamento e uso do solo, divide-se em zonas urbanizáveis e zonas não urbanizáveis. I – Zonas de Comércio (ZC) II - Zonas Residenciais (ZR’s) III – Zona de Comércio e Serviço de Bairro (ZCSB) IV – Zona Industrial (ZI) V – Zona Industrial 1 (ZI) VI – Zona Industrial 2 (ZI) VII – Área de Expansão Urbana (AEURB) CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Art. 44. A cidade de Cacoal, para efeito de ordenamento e uso do solo, divide-se em zonas urbanizáveis e zonas não urbanizáveis. VIII – Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) IX – Zona de Comércio e Serviços de Apoio (ZCSA) X – Zona Uso Misto (ZUM) XI – Zona de Urbanização Específica (ZUE´s) XII - Eixo de Comércio e Serviço de Bairro (ECSB) CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Dentro do Zoneamento, cada Zona possui imóveis que são: • Usos permitidos • Usos tolerados • Usos permissíveis • Usos proibidos CAPÍTULO VII – Dos Elementos Estruturadores do Zoneamento Urbano Art. 45. São Elementos Estruturadores do Zoneamento Urbano: I - Eixo Central; II - Eixo de Centralidade; III - Eixo de Expansão Urbanística. CAPÍTULO VIII – Das Zonas de Uso Art. 46 As Zonas de Uso representam parcelas do território municipal, propostas com as mesmas características, em função de peculiaridades a serem estimuladas nas seguintes categorias: I - Áreas Predominantemente Residenciais II - Áreas Miscigenadas III- Áreas Residenciais IV- Áreas de Interesse Institucional V- Áreas de Industrialização VI- Áreas de Especial Interesse Social (ZEIS) VII - Área de Urbanização Especifica (ZUE) VIII- Área de Urbanização Especifica para Condomínio Horizontal residencial em área urbana (ZUE2) CAPÍTULO II – Dos Dispositivos de Controle das Edificações Art. 106. Índice de Aproveitamento é o instrumento de controle urbanístico, no lote, das densidades populacionais previstas. Parágrafo único. Índice de Aproveitamento - IA - é o fator que, multiplicado pela área líquida de terreno, define a área de construção computável. CA = 2 Terreno = 24 x 30 m CAPÍTULO II – Dos Dispositivos de Controle das Edificações Art. 107 O regime volumétrico das edificações é o conjunto das especificações que definem os limites de ocupação, a altura e os recuos que a edificação deve respeitar. § 1º O regime volumétrico será definido pelos seguintes elementos: I - Taxa de Ocupação (TO) - relação entre as projeções máximas de construção e as áreas de terreno sobre as quais acedem as construções; O resultado multiplicar por 100 para ter a TO em porcentagem (%). Slide 1: LEGISLAÇÃO URBANA Slide 2: CONSTITUIÇÃO FEDERAL Slide 3: CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente Slide 4: CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente Slide 5: CAPÍTULO VI – Do Meio Ambiente Slide 6: ESTATUDO DA CIDADE Slide 7: SEÇÃO II – Do Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios Slide 8: SEÇÃO II – Do Parcelamento, Edificação ou Utilização Compulsórios Slide 9: SEÇÃO IX – Da Outorga Onerosa do Direito de Construir Slide 10: SEÇÃO IX – Da Outorga Onerosa do Direito de Construir Slide 11: SEÇÃO XI – Da Transferência do Direito de Construir Slide 12: SEÇÃO XI – Da Transferência do Direito de Construir Slide 13: SEÇÃO XII – Do Estudo de Impacto de Vizinhança Slide 14: SEÇÃO XII – Do Estudo de Impacto de Vizinhança Slide 15: PLANO DIRETOR E LUOS Slide 16: SEÇÃO II – Da Malha Viária Urbana Slide 17: CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Slide 18: CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Slide 19: CAPÍTULO VI – Do Zoneamento Slide 20: CAPÍTULO VII – Dos Elementos Estruturadores do Zoneamento Urbano Slide 21: CAPÍTULO VIII – Das Zonas de Uso Slide 22: CAPÍTULO II – Dos Dispositivos de Controle das Edificações Slide 23: CAPÍTULO II – Dos Dispositivos de Controle das Edificações