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Texto para a próxima aula
Continuação desta aula:
SANTI, P. L. R. A Construção do Eu na Modernidade. 6ª ed. Ribeirão Preto/SP: Holos, 2009.
Capítulos 2, 3, 4, 5 e 6
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Retomando a aula passada
Desnaturalizar o objeto de estudo da Psicologia
Caracterizá-lo como uma construção histórica
Psicologia:
Psyché + logos = estudo da “alma”; da mente
dicotomia corpo X espírito
Duas pré-condições para a constituição da psicologia:
Subjetividade privada: indivíduos livres e autodeterminados
A crise dessa subjetividade: indeterminações postas
Sobre o texto da aula de hoje
SANTI, P. L. R. A Construção do Eu na Modernidade. 6ª ed. Ribeirão Preto/SP: Holos, 2009.
Capítulos 2, 3, 4, 5 e 6
Impressões sobre o texto?
Síntese (aspectos gerais)?
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Aula 2 e 3 (esta e a próxima) – Aspectos Gerais
O teocentrismo na Idade Média e o nascimento da experiência subjetiva privatizada e individualizada no Renascimento. 
A subjetividade no Renascimento: antropocentrismo e diversidade cultural. 
Procedimentos de contenção do eu. 
A crítica à aparência. 
Central: perda dos referenciais medievais (estáveis)  aprofundamento da experiência de si  necessidade de uma busca pessoal por critérios de “verdade” a partir dos quais pautar as condutas
Linha do Tempo
Renascença (aprox. de 1300 a 1600)
Transição do Feudalismo ao Capitalismo
Revalorização da Antiguidade Clássica (artes, filosofia e ciência)
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IDADE MÉDIA
De 476
(Queda do Império Romano)
Até 1453
(Tomada de Constantinopla)
IDADE MODERNA
De 1453
(Tomada de Constantinopla)
Até 1789
(Revolução Francesa)
IDADE CONTEMPORÂNEA
De 1789
(Revolução Francesa)
Até hoje
Aspectos Gerais
O teocentrismo na Idade Média e o nascimento da experiência subjetiva privatizada e individualizada no Renascimento. 
A subjetividade no Renascimento: antropocentrismo e diversidade cultural. 
Procedimentos de contenção do eu. 
A crítica à aparência.
O teocentrismo na Idade Média e o nascimento...
Nossa concepção atual do que seja o "eu" não era possível na Idade Média (SANTI, p.13).
Atualmente a noção de indivíduo parece auto evidente:
“átomo” do mundo humano
Existem as nações, grupos religiosos, familiares, etc., mas a menor unidade seria as pessoas (SANTI, p.14).
[...] parece-nos certo que o sujeito isolado é a unidade básica de valor e referência de tudo. Ainda assim, se dermos uma olhada na história dos costumes ou da filosofia, veremos que nem sempre foi assim. Esta afirmação do "eu" parece ter-se construído gradativamente, através de séculos. O "eu" nem sempre foi soberano (SANTI, p.14).
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O teocentrismo na Idade Média e o nascimento...
Humanismo:
O humano como medida de todas as coisas e centro do mundo
Grécia Clássica (séc. V a.C.)  Humanismo da Renascença
[...] sentimento característico da Modernidade: o de que possuímos uma interioridade (SANTI, p.15).
Antiguidade Clássica: Platão
[...] para ele [Platão], a razão é a percepção de uma ordem absoluta. Ser racional significa ver a ordem como ela é. Não há como ser racional e estar enganado sobre a natureza ao mesmo tempo (SANTI, p.15).
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O teocentrismo na Idade Média e o nascimento...
Santo Agostinho (354 - 430):
[...] assustadoramente moderno (SANTI, p. 15).
Corpo como mundano, alma como transcendental
Pensamento permeado por dicotomias: 'interno-externo': espírito/matéria, alto/baixo, eterno/temporal, imutável/ mutante, etc.
Aqui aparece um movimento inédito: com a desvalorização do corpo e de tudo o que é mundano, com a correspondente valorização da alma como algo interno, a busca por Deus passa a ser feita dentro de nós. Deus não deve ser procurado no que vemos, mas no próprio olhar, Ele seria a própria luz interior (SANTI, p.15).
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O teocentrismo na Idade Média e o nascimento...
Idade Média:
Ordem absoluta: DEUS
Igreja e Bíblia, representantes legítimos na terra
Liberdade humana muito restrita: tudo é parte de uma ordem perfeita
Justiça: cada ser no lugar que lhe é próprio
Não há espaço para a privacidade, pensar em pecar já é pecar
Onipresença, onisciência divina; nunca se está sozinho
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Aspectos Gerais
O teocentrismo na Idade Média e o nascimento da experiência subjetiva privatizada e individualizada no Renascimento. 
A subjetividade no Renascimento: antropocentrismo e diversidade cultural. 
Procedimentos de contenção do eu. 
A crítica à aparência.
A subjetividade no Renascimento...
É comum que tenhamos uma noção da passagem da Idade Média para o Renascimento em termos de história; com a diminuição do poder da igreja e advento da reforma, a crise do sistema feudal e o nascimento das cidades e rotas de comércio, a expansão marítima, etc. Mas raramente consideram-se as mudanças de modo de vida das pessoas implicadas nessas transformações políticas e econômicas (SANTI, p.21).
Perda das referências medievais 
Mudança no ordenamento do mundo (crenças, valores, práticas, relações, etc.)
Teocentrismo  antropocentrismo
Se o homem não nasce com seu destino predestinado, ele se deve formar, educar [...] Há agora uma grande valorização do homem e, ao mesmo tempo, a ideia de que ele tem que buscar uma formação, ele deve se constituir enquanto humano (SANTI, p. 21).
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A subjetividade no Renascimento...
Decadência de uma autoridade absoluta
Ascensão busca por respostas próprias
Já num mundo aberto, sem referências absolutas, surge a ideia de liberdade, mas ao mesmo tempo, a de solidão e responsabilidade. Se o homem não pode mais contar com uma resposta dada por uma autoridade absoluta, ele deverá buscar ou construir suas próprias respostas. Este é um dos principais elementos do humanismo (SANTI, p. 21).
Artistas começam a assinar a própria obra
Antes ideia de autoria não fazia sentido: era obra de Deus
Não era o ser humano que criava, ele era apenas um instrumento da criação divina (SANTI, p. 22)
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A subjetividade no Renascimento...
Mudança no “lugar” que DEUS ocupa:
"criador"  "juiz"
Possibilidade de conhecer/investigar o mundo (leis naturais):
[...] se Deus interviesse a cada momento com milagres, seria impossível o projeto de conhecimento e previsão sobre os fenômenos naturais (SANTI, p.23).
Peculiaridade da condição humana:
[...] [o humano] é o centro e é livre para tornar-se o que quiser, mas [...] não é propriamente nada (SANTI, p. 24).
Como foi possível conciliar as crenças em um Deus onipotente e na liberdade humana?
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A subjetividade no Renascimento...
Expansão europeia pelo mundo:
[...] a multiplicidade é uma característica do Renascimento (SANTI, p.25).
Diversidade  Diferença  questionamento sobre si
De modo idêntico, podemos imaginar o espanto do homem ocidental ao defrontar-se com as religiões e costumes distintos pelo mundo. Duas atitudes básicas podem ter sido tomadas diante desse confronto. Uma é mais convencional e reassegura as certezas sobre si: consideraria a diferença um erro. Se o outro pensa de forma diferente da minha, ele está errado; cabe, por isso, catequizá-lo, conduzi-lo à verdade. Caso ele se recuse, justifica-se a utilização de meios, digamos, mais convincentes, dado que se trata de seu próprio bem. A chamada "conquista da América" mostrou muito bem como se processa isso e quais são suas consequências, com um extermínio massivo de culturas. A outra atitude parece ser mais autocrítica e parece ter tido um lugar considerável no Renascimento. Diante do confronto com a verdade do outro, acaba-se por se colocar em questão a própria verdade, não para substituí-la, mas para tomá-la não mais como única, mas com uma dentre as possíveis. Ou ambas a verdades são válidas, ou ambas inválidas” ( SANTI p. 26).
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A subjetividade no Renascimento...
Expansão europeia pelo mundo:
[...] a multiplicidade é uma característica do Renascimento (SANTI, p.25).
Diversidade  Diferença  questionamento sobre si
De modo idêntico, podemos imaginar o espanto do homem ocidental ao defrontar-se com as religiões e costumes distintos pelo mundo. Duas atitudes básicas podem ter sido tomadas diantedesse confronto. Uma é mais convencional e reassegura as certezas sobre si: consideraria a diferença um erro. Se o outro pensa de forma diferente da minha, ele está errado; cabe, por isso, catequizá-lo, conduzi-lo à verdade. Caso ele se recuse, justifica-se a utilização de meios, digamos, mais convincentes, dado que se trata de seu próprio bem. A chamada "conquista da América" mostrou muito bem como se processa isso e quais são suas consequências, com um extermínio massivo de culturas. A outra atitude parece ser mais autocrítica e parece ter tido um lugar considerável no Renascimento. Diante do confronto com a verdade do outro, acaba-se por se colocar em questão a própria verdade, não para substituí-la, mas para tomá-la não mais como única, mas com uma dentre as possíveis. Ou ambas a verdades são válidas, ou ambas inválidas” ( SANTI p. 26).
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A subjetividade no Renascimento...
Complexidade do mundo  perda de certezas
[...] [nesse contexto] impera o convívio com uma inédita diversidade de coisas” (p. 29)
Todorov – “A conquista da América”
Maior genocídio já perpetrado
Acontecimento fundador da Modernidade
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Texto para a próxima aula
Continuação desta aula:
SANTI, P. L. R. A Construção do Eu na Modernidade. 6ª ed. Ribeirão Preto/SP: Holos, 2009.
Capítulos 2, 3, 4, 5 e 6
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