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SCHULTZ, D. P. & SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011.
Capítulos 8 e 9
As Escolas de Columbia e Chicago:
Cattell, Woodworth, Thorndike
Dewey, Angell, Carr
A Psicometria: medir, classificar, diferenciar.
James Mckeen Cattell: testes mentais.
O movimento dos Testes Psicológicos.
Retomando: Aula passada
SCHULTZ, D. P. & SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011.
Capítulos 6
Funcionalismo: As Influências Anteriores.
A Revolução da Teoria da Evolução de Charles Darwin.
Diferenças Individuais: Francis Galton.
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Charles Darwin
13/05/2021
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Francis Galton
Charles Darwin
13/05/2021
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1809 – 1882 (Inglaterra)
Naturalista, Geólogo e Biólogo
1831 – 1836 - viagem à bordo do H.M.S. Beagle
1859 – A origem das espécies
Teoria da Evolução
[...] um dos mais importantes livros da história da civilização ocidental. A teoria da evolução nele apresentada libertou os cientistas de tradições e superstições até então inibidoras, tendo-os lançado na era da maturidade e da respeitabilidade das ciências da vida. A teoria da evolução também teria um tremendo impacto na psicologia americana contemporânea, que deve sua forma e substância tanto à influência da obra de Darwin como a qualquer outra ideia ou individuo (p. 125).
1872 – A expressão das emoções no Homem e nos Animais
Nesse livro Darwin [...] alegou que as expressões emocionais são remanescentes de movimentos que um dia serviram a alguma função prática (p. 130)
Importante influência na Psicologia
Ampliar os métodos utilizados
Darwin e a Evolução
Estudo das diferenças individuais
Compreender animais ajuda a compreender os humanos
Psicologia animal; Psicologia comparativa
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Influência da Psicologia Animal sobre o Funcionalismo
Relatos populares de animais inteligentes
George John Romanes (1848-1894)
1883 – Inteligência Animal (1º livro de Psicologia comparada)
Método anedótico (pejorativo)
Introspecção por analogia  interpretações tendenciosas
Mesmo que se reconheçam as deficiências em termos de seus dados e método, ele é respeitado por seus esforços pioneiros na promoção do desenvolvimento da psicologia comparada e na preparação do caminho para a abordagem experimental que viria a seguir (p, 140).
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Influência da Psicologia Animal sobre o Funcionalismo
Conwy Lloyd Morgan (1852-1936)
lei da parcimônia (também chamada de Cânone de Lloyd Morgan):
[...] o comportamento de um animal não deve ser interpretado como resultante de um processo mental superior se puder ser explicado em termos de um processo mental inferior (p, 140).
Morgan foi o primeiro a realizar estudos experimentais em larga escala no campo da psicologia animal. Embora não conduzidos sob condições científicas rígidas, seus primeiros experimentos envolviam cuidadosas e detalhadas observações do comportamento animal, na maioria das vezes nos ambientes naturais, mas com algumas modificações artificialmente induzidas. Esses estudos não permitiam o mesmo grau de controle das experiências de labora tório, mas constituíram um importante avanço em relação ao método anedótico de Romanes (p, 141, grifos do prof.)
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Francis Galton
1822 – 1911 (Inglaterra)
Antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico
Polêmica (?)
1869 – Gênio Hereditário
Nele, Galton procurou demonstrar que a grandeza individual ou gênio ocorria com uma frequência demasiado grande no interior de famílias para ser explicada por influências ambientais. Sua tese é, em resumo, que homens eminentes têm filhos eminentes [...] A eminência, ou a sua falta, era uma função da hereditariedade, alegava ele, e não de oportunidade (p, 133, 134).
Contribuições para:
Estatística
Testes Mentais (James McKeen Cattell)
Estudos sobre: associação; imagens mentais; poder das orações
Aula de hoje
SCHULTZ, D. P. & SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011.
Capítulos 7
Funcionalismo: Fundação e Evolução.
A Evolução chega aos Estados Unidos: Herbert Spencer.
O Precursor: William James e o pragmatismo.
Herbert Spencer: 1820 – 1903 (Inglaterra)
Filósofo, biólogo e antropólogo
Grande popularidade
Filosofia sintética (dez volumes, 1860-1897)
É influenciado pelas ideias de Darwin sobre evolução
Expande a ideia de evolução como ordenamento universal
Ideias compatíveis com o Zeitgeist estadunidense
“Sobrevivência dos mais capazes”
“Luta pela sobrevivência”
Influencia William James
Herbert Spencer
Grande popularidade:
Seu nome era Herbert Spencer, o intelectual que Darwin denominava o “nosso filósofo”, e seu impacto sobre a cena americana foi monumental. De mente prolífica, escreveu muitos livros [...]. Suas obras eram publicadas em série em revistas populares, seus livros vendiam centenas de milhares de exemplares, e seu sistema de filosofia era ensinado em universidades por professores de quase todas as disciplinas. Suas ideias, lidas por pessoas de todos os níveis da sociedade, influenciaram uma geração inteira de americanos (p, 144).
Spencer: Filosofia sintética (dez volumes, 1860-1897)
Generalização das ideias de Charles Darwin
[...] enquanto Darwin tinha a cautela de não fazer generalizações que extrapolassem seus minuciosos dados, Spencer se dispunha a discutir as implicações da teoria e a aplicar a doutrina evolutiva universalmente (p, 145).
Diferenciação  integração = evolução
Fundamentou esse sistema todo-abrangente na aplicação dos princípios evolutivos a todo conhecimento e experiência do homem. Especificamente, afirmou que o desenvolvimento de todos os aspectos do universo envolve dois processos: a diferenciação seguida pela integração. Toda coisa que se desenvolve ou cresce é, no início, homogênea e simples. Surgem partes patentemente distintas (diferenciação) e, num estágio ulterior, essas partes ímpares se juntam ou se combinam (integração) num novo todo funcional (p, 145).
Herbert Spencer
Ideias compatíveis com o Zeitgeist estadunidense (p, 145):
Essa mensagem era compatível com o credo e o espírito individualista da América na época, e as frases “sobrevivência dos mais capazes” e “luta pela existência” logo se tornaram parte da consciência nacional. Elas refletiam bem a sociedade americana do final do século XIX, período em que os Estados Unidos eram um exemplo vivo das ideias de Spencer. Essa nação pioneira estava sendo fundada por pessoas muito empenhadas que acreditavam na livre iniciativa, na autossuficiência e na independência quanto à regulamentação governamental. Elas sabiam tudo sobre a sobrevivência dos mais capazes a partir de sua própria experiência cotidiana. Ainda havia muita terra livre disponível para quem tivesse a coragem, a astúcia e a capacidade de conquistá-la e arrancar dela a sobrevivência. Os princípios da seleção natural eram demonstrados de modo vivido no dia-a-dia, particularmente na fronteira oeste, onde a sobrevivência e o sucesso dependiam da capacidade de adaptação às exigências de um ambiente hostil; quem não conseguia adaptar-se não sobrevivia.
Herbert Spencer
Influencia William James:
Dois dos volumes da filosofia sintética constituem The Principles of Psychology (Princípios de Psicologia), publicados inicialmente em 1855 e mais tarde usados por William James como manual do curso de psicologia que ele deu em Harvard. Nesses dois volumes, Spencer discute a noção de que a mente tem a sua forma atual devido a esforços passados e presentes de adaptação a vários ambientes. Acentuando a natureza adaptativa dos processos mentais e nervosos, Spencer escreveu que uma crescente complexidade de experiências e, por conseguinte, de comportamento, é parte do processo evolutivo da necessidade que um organismo tem de se adaptar ao seu ambiente para sobreviver (p, 147).
William James: 1842 (EUA) – 1910 (Inglaterra)
Médico, Psicólogo, Professor em Harvard:
1872, de Fisiologia;1885, de Filosofia; 1889, de Psicologia
Precursor da Psicologia Funcional
1890 – Princípios da Psicologia
Em seguida abandona a Psicologia para se dedicar à Filosofia
Grande expoente do Pragmatismo
Influência na Psicologia:
Embora James não tenha treinado alunos graduados nem discípulos para dar continuidade à sua concepção, vários deles — em particular Angell, Woodworth e Thorndike — fizeram contribuições notáveis para o desenvolvimento da psicologia, como veremos adiante ao discutir o seu trabalho (p, 151).
William James
Psicologia e Pragmatismo:
James acentuou o valor que tinha para a psicologia o pragmatismo, cujo principal preceito afirma que a validade de uma ideia ou conceito deve ser testada por suas consequências práticas. A expressão popular da perspectiva pragmática é que “qualquer coisa é verdadeira se funcionar”. A noção de pragmatismo fora postulada nos anos 1870 por Charles Sanders Peirce, matemático e filósofo, amigo de toda a vida de James. A obra de Peirce permaneceu praticamente desconhecida até James escrever Pragmatism (Pragmatismo), em 1907, livro que formalizou a doutrina como movimento filosófico e que constitui uma das principais contribuições filosóficas de James (p, 155)
William James
Precursor do funcionalismo:
Embora não tenha fundado a psicologia funcional, James escreveu e pensou, com clareza e eficácia dentro da atmosfera funcionalista que permeava a psicologia americana na época, e com isso influenciou o movimento funcionalista ao servir de inspiração às gerações subsequentes de psicólogos (p, 148).
No ano acadêmico 1875-1876, James deu seu primeiro curso de psicologia, intitulado “As Relações entre a Fisiologia e a Psicologia”. Assim, Harvard tornou-se a primeira universidade norte-americana a oferecer a nova psicologia experimental. James nunca recebera um treinamento formal em psicologia; a primeira conferência de psicologia a que assistiu foi a sua própria. Obteve junto à universidade a verba de trezentos dólares para comprar equipamentos de laboratório e de demonstração para o seu curso (p, 150).
William James – Princípios de Psicologia (1890)
As relações com funcionalismo
O conceito de funcionalismo é explícito na psicologia de James, que, nos Princípios de Psicologia, apresenta o que mais tarde seria o preceito básico do funcionalismo americano: o objetivo da psicologia não é a descoberta dos elementos da experiência, mas o estudo das pessoas vivas em sua adaptação ao ambiente. Para ele, a função da consciência é nos orientar quanto aos fins exigidos pela sobrevivência. A consciência é vital para as necessidades de seres complexos num ambiente complexo; sem ela, o processo da evolução humana não poderia ter ocorrido (p,152)
William James – Princípios de Psicologia (1890)
Psicologia e Biologia
James trata a psicologia como ciência natural e, em especial, biológica (p,152)
Ênfase em aspectos não-racionais
Ele notou que o intelecto opera sob as influências fisiológicas do corpo, que as crenças são determinadas por fatores emocionais, e que a razão e a formação de conceitos são afetadas pelos desejos e necessidades do homem [...] seres humanos não são criaturas inteiramente racionais (p, 153)
William James – Princípios de Psicologia (1890)
Objeto de estudo da Psicologia
James afirma no início do livro que “A psicologia é a Ciência da Vida Mental, tanto dos seus fenômenos como de suas condições” (James, 1890, Vol. 1, p. 1). Em termos do objeto de estudo, as palavras-chave são fenômenos e condições. “Fenômenos” é o termo usado para indicar que o objeto de estudo está presente na experiência imediata; “condições” refere-se à importância do corpo, do cérebro em particular, na vida mental. De acordo com James, as subestruturas físicas da consciência formam uma parte básica da psicologia. Ele reconhece a importância de considerar a consciência, o ponto focal de seus interesses, seu ambiente natural, o ser humano físico. Essa percepção da biologia, da ação do cérebro sobre a consciência é uma característica peculiar à abordagem psicológica de James (p, 153).
Inverte o pensamento da época:
Antes: Emoção  reação física; James: Resposta física  Emoção
William James – Princípios de Psicologia (1890)
Sobre o método:
Para complementar os métodos introspectivo e experimental, James indicou o uso do método comparativo em psicologia. Investigando o funcionamento psicológico de diferentes populações, como animais, crianças, povos primitivos e pessoas mentalmente perturbadas, o psicólogo poderia, ao ver de James, descobrir variações significativas e úteis na vida mental. Os métodos que James citou em seu livro assinalam unia importante distinção entre o estruturalismo e o funcionalismo recém- surgido. O movimento americano não se limitaria a uma técnica, como a introspecção, por exemplo. Ele aplicaria outros métodos, num ecletismo que ampliava o alcance da psicologia. Nessa diversidade metodológica, temos outro legado de Darwin (p, 155).
TÍTULO QUE PODE SER DE QUALQUER TAMANHO
Princípios da Psicologia (1890) e o Hábito
O hábito é, pois, o enorme volante da sociedade, seu mais precioso agente conservador. Só ele nos mantém dentro dos limites da ordem... Ele nos condena a lutar na batalha da vida segundo as diretrizes da nossa criação ou da nossa primeira escolha, e a obtermos o melhor de um empreendimento que nos desagrada, porque não há outro para o qual estejamos capacitados ou porque é tarde demais para começar outra vez. Ele impede que os diferentes estratos sociais se misturem. Já aos vinte e cinco anos de idade, percebemos o maneirismo profissional fixar-se no jovem viajante comercial, no jovem médico, no jovem ministro, no jovem advogado. Vemos as pequenas linhas divisórias percorrerem o caráter, os estratagemas de pensamento, os preconceitos, os modos de ser da “profissão”, numa palavra, linhas de que o homem nunca pode escapar — não mais do que o seu casaco pode de repente conseguir um novo conjunto de dobras. De modo geral, é melhor que ele não escape. É bom para o mundo que, na maioria de nós, por volta dos trinta anos, o caráter esteja sólido como cimento e jamais volte a amolecer (James, 1890, Vol. 1, p. 121).
Texto para a próxima aula
SCHULTZ, D. P. & SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011.
Capítulos 8 e 9
As Escolas de Columbia e Chicago:
Cattell, Woodworth, Thorndike
Dewey, Angell, Carr
A Psicometria: medir, classificar, diferenciar.
James Mckeen Cattell: testes mentais.
O movimento dos Testes Psicológicos.
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