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Texto para as próximas aulas (6 e 7) SANTI, P. L. R. A Construção do Eu na Modernidade. 6ª ed. Ribeirão Preto/SP: Holos, 2009. Capítulos 9, 10, 11, 14, 15. Linha do Tempo IDADE MÉDIA De 476 (Queda do Império Romano) Até 1453 (Tomada de Constantinopla) IDADE MODERNA De 1453 (Tomada de Constantinopla) Até 1789 (Revolução Francesa) IDADE CONTEMPORÂNEA De 1789 (Revolução Francesa) Até hoje Renascença (aprox. de 1300 a 1600) Transição do Feudalismo ao Capitalismo Revalorização da Antiguidade Clássica (artes, filosofia e ciência) Retomando - Pontos centrais Descartes: como o ‘eu’ chega a seu ponto máximo de afirmação no século XVII. Apresentar a influência decisiva de Descartes no projeto para produção de um conhecimento objetivo, independente da subjetividade. Apresentar a influência decisiva de Descartes na formação das ideias psicológicas e da relação mente-corpo. A crescente valorização dos aspectos racionais do homem à custa de uma sombra projetada e o consequente surgimento da loucura como desrazão. Algumas críticas e desenvolvimentos posteriores René Descartes (1596-1650) Discurso do Método (1637). Filósofo, físico e matemático francês. Inaugura a Modernidade (com sua filosofia). [...] trata-se da primeira tentativa bem-sucedida de pensar a realidade a partir dos novos pressupostos que caracterizam a posição cultural da época (MASSIMI, 2016, p. 332). Contexto histórico de crise dos tradicionais sistemas de saber. Retrato de René Descartes, por Frans Hals Retomando Método de Descartes Cogito "Je pense, donc je suis" - Cogito Ergo Sum Dualismo de Descarte: corpo e mente Corpo como máquina; regido por uma lógica mecânica. Mente como a capacidade reflexiva; alma racional Humano como centro do mundo; razão como centro do humano Grande influência: matemático (Ordem e medida) Retomando profundamente ligada à Loucura como ameaça a ordem do mundo A estabilidade do mundo passa a estar identidade do “eu” A loucura como o oposição do “eu” (racional) Crítica às ideias de Descartes: Reducionismo de toda experiência humana à lógica matemática Retomando - Pontos centrais Descartes: como o ‘eu’ chega a seu ponto máximo de afirmação no século XVII. Apresentar a influência decisiva de Descartes no projeto para produção de um conhecimento objetivo, independente da subjetividade. Apresentar a influência decisiva de Descartes na formação das ideias psicológicas e da relação mente-corpo. A crescente valorização dos aspectos racionais do homem à custa de uma sombra projetada e o consequente surgimento da loucura como desrazão. Algumas críticas e desenvolvimentos posteriores A auto-crítica da razão No interior do próprio iluminismo, surge um movimento de auto-crítica às possibilidades da razão alcançar o conhecimento pleno. A razão como objeto de si mesma. [...] a razão será tomada como objeto de investigação e suas pretensões quanto à possibilidade de alcançar a verdade plena será posta em cheque (SANTI, p.99) Immanuel Kant (1724 -1804) [buscava] investigar as possibilidades, os limites da razão, impostos por sua própria constituição (SANTI, p. 99). Crítica da Razão Pura (1781) A auto-crítica da razão Crítica da Razão Pura (1781) Nossas estruturas cognitivas determinam nosso conhecimento de mundo Kant chega à conclusão de que o pensar é organizado por categorias, estruturas que organizam tudo o que nos chega do mundo. Por exemplo, a categoria da relação "causa e efeito", leva o pensamento a crer que, quando um evento segue-se a outro, o primeiro é causa do segundo, mesmo que eles sejam independentes (SANTI, 2012, p. 99). Conclusão: [...] nunca temos acesso a coisas em si, mas apenas à fenômenos. Ou seja, ao mundo tal como somos capazes de apreendê-lo, como se dá para nós (SANTI, 2012, p. 99). A auto-crítica da razão A tarefa do pensamento, da reflexão, do conhecimento: [...] deve procurar produzir hipóteses, modelos teóricos através dos quais seja possível organizar e dar sentido aos fenômenos. Toda teoria, assim, é necessariamente uma criação humana provisória, que a qualquer momento pode ser superada por outra que a abarque e dê conta de um maior número de fenômenos; este movimento é infinito. Não há qualquer perspectiva de que se chegue a uma teoria que coincida com o mundo (SANTI, 2012, p. 100). Os princípios [...] são relativos, ou melhor, provisórios, e apontam para um limite circunstancial da razão, que poderão ser abandonados e ultrapassados. Eles são de fato "princípios" para novos avanços da razão em seu progresso incessante (SANTI, p.101). “Eu” valorizado, ainda que não mais onipotente Retomando - Pontos centrais Descartes: como o ‘eu’ chega a seu ponto máximo de afirmação no século XVII. Apresentar a influência decisiva de Descartes no projeto para produção de um conhecimento objetivo, independente da subjetividade. Apresentar a influência decisiva de Descartes na formação das ideias psicológicas e da relação mente-corpo. A crescente valorização dos aspectos racionais do homem à custa de uma sombra projetada e o consequente surgimento da loucura como desrazão. Algumas críticas e desenvolvimentos posteriores Alguns aspectos históricos da Modernidade Profundas transformações sociais, econômicas, políticas... Revoluções Burguesas Revolução Inglesa; Revolução Americana (E.U.A.); Revolução Francesa Mudança nas relações de poder: Decadência da nobreza; ascensão da burguesia Alguns aspectos históricos da Modernidade Revolução Inglesa – séc. XVII Regime monárquico cede poder ao parlamento Os novos soberanos tiveram de aceitar a Declaração dos Direitos, baixada em 1689, que decretava que o rei não podia cancelar leis parlamentares e o parlamento poderia dar o trono a quem lhe aprouvesse após a morte do rei. O governo monárquico cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o regime parlamentarista que permanece até hoje. O movimento revolucionário colocou as condições para a ocorrência da Revolução Industrial, do século XVIII. Com efeito, abriam-se as condições para um grande avanço econômico: de um lado, mudanças na agricultura em benefício da burguesia rural; de outro, a expansão comercial e marítima, que atendia aos interesses da burguesia mercantil. Desse modo, a burguesia inglesa assumiu o controle total do Estado (MASSIMI, P. 327). Alguns aspectos históricos da Modernidade Revolução Americana – séc. XVIII Independência das 13 colônias EUA Guerra de Secessão Alguns aspectos históricos da Modernidade Revolução Francesa – séc. XVIII Diante da grave situação social, o nível de insatisfação popular tornou-se tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha, a prisão utilizada pela monarquia para punir os dissidentes. A Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, marcou o início do processo revolucionário, durante o qual grande parte da nobreza deixou a França. A família real foi capturada enquanto tentava fugir do país, e o rei Luis XVI e sua esposa, Maria Antonieta, foram guilhotinados em 1793. Os bens da Igreja foram confiscados. Em agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inspirada nos princípios da liberdade, igualdade e fraternidade, e que trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos e maior participação política para o povo (MASSIMI, P. 329). Séc. XVIII: o século das luzes Iluminismo: A revolução política que ocorreu na França no século XVIII foi gestada no seio de uma revolução cultural realizada pelo movimento intelectual chamado Iluminismo, criado por literatos, médicos, filósofos e jornalistas membros da burguesia nascente. Para se contrapor ao passado, os pensadores que integravam esse movimento definiram seu tempo histórico como o séculodas luzes. Afirmavam que o homem é naturalmente bom, mas corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Por isso, a restauração de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, proporcionaria a felicidade comum (MASSIMI, P. 328). Luzes da razão contra as trevas da Idade Média Séc. XVIII: o século das luzes Transformações da Modernidade nova concepção sobre experiência Essa nova concepção do conhecimento segundo a qual a verdade e a realidade não são dadas nem se revelam imediatamente na aparência. Se a concepção tradicional de experiência baseava-se no pressuposto de que o real se revela por si mesmo, sendo as faculdades humanas adequadas para reconhecê-lo e recebê-lo, questiona-se agora a certeza de que "os sentidos como um todo integram o homem à realidade que o rodeia" (Arendt, 1999, p. 287). Portanto, perde-se a nítida separação entre ser e aparência. Dessa forma, na Modernidade, o termo experiência passa a designar a concepção do real que o homem elabora através de diversos métodos de conhecimento, dentre os quais o mais fidedigno é o experimento científico (MASSIMI, p.331). Os moralistas do Séc. XVII Necessidade de formação do eu ordem nas condutas: Normas e vigia Na medida em que a referência moral gradativamente vai deixando de ser a Igreja e a própria concepção de auto-controle refere-se cada vez menos a Deus, é na própria sociedade que se produzirão normas e mecanismos de vigia sobre seu cumprimento (SANTI, p. 76). Moralistas (nesse contexto): Pessoas dedicadas à observação e preocupados com os hábitos e costumes presentes na sociedade, com os comportamentos e seus motivos. Os moralistas do Séc. XVII Busca por codificar regras de conduta Denunciar a farsa e a hipocrisia Jean La Fontaine (1621 – 1695) Fábulas como forma de orientar a ação Crítica indireta, mais metafórica/simbólica (Ex: os animais enfermos da peste) François de La Rochefoucauld (1613 –1680) Mais duro e direto que La Fontaine Crítica: “o principal motor da vida humana é sua vaidade, ou seja, o amor a seu próprio eu (SANTI, p. 79). Texto para as próximas aulas (6 e 7) SANTI, P. L. R. A Construção do Eu na Modernidade. 6ª ed. Ribeirão Preto/SP: Holos, 2009. Capítulos 9, 10, 11, 14, 15. image2.jpg image3.png image4.png image5.jpg image6.png image7.jpg image1.png