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16 Licenciatura em Pedagogia ALINE BITTENCOURT LOPES PORTFÓLIO DO ESTÁGIO CURRICULAR DE INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rio Verde de Mato Grosso/MS 2025 ALINE BITTENCOURT LOPES PORTFÓLIO DO ESTÁGIO CURRICULAR DE INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Relatório de Estágio apresentado ao Curso de Pedagogia da IES Anhaguera, para a disciplina de Estágio Curricular Obrigatório em Educação Infantil Coordenador de Curso: Nathalia B. Limeira Rio Verde de Mato Grosso/MS 2025 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E CONTEXTO 4 3 AS OBSERVAÇÕES: UM OLHAR ATENTO E ANALÍTICO (COM MÚLTIPLAS NARRATIVAS) 5 4 A REGÊNCIA: COLOCANDO A TEORIA EM AÇÃO 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS 9 6 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 10 REFERÊNCIAS 11 Público Público 1 INTRODUÇÃO Este trabalho refere-se ao estágio supervisionado de observação e diagnóstico do contexto escolar da educação infantil, do curso de Pedagogia- Licenciatura, que tem como objetivo apresentar os resultados e experiencias vivenciadas, expondo a vivência na educação infantil durante o período de estágio o mesmo acorreu na Escola municipal de Cesar Galvão professora Elisangela . Tem como objetivo apresentar um relatório das experiencias vivenciadas no espaço escolar, que é essencial para a formação integral do aluno, o estágio oferece a possibilidade de relacionar a teoria e a prática, conhecer a realidade do dia a dia, descrevendo as experiências que permite seu pleno desenvolvimento. Com objetivo de supervisionar e desenvolver habilidades e competências do conteúdo. A prática em sala me levou a refletir como será meu dia a dia atuando como professora. O estágio e importante pelo fato de nos fazer perceber a realidade da escola, dessa forma podemos observar os aspectos físicos, o corpo docente a didática do professor em sala e sua formação, onde se percebe o domínio e o despreparo do docente a sua avaliação na sala de aula e importante verificar o relacionamento do professor aluno, mas não e só isso, o relatório servirá para uma experiencia importante para nossa formação acadêmica. O estágio e uma importante parte integrante do currículo, a parte em que o licenciado vai assumir pela primeira vez a sua identidade profissional e sentir na pele o compromisso com o aluno, com sua família, com sua comunidade com a instituição escolar que representa sua inclusão civilizatório, com a produção conjugada de significados em sala de aula, com a democracia, com o sentido de profissionalismo que implique competências-fazer bem o que lhe compete. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E CONTEXTO A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil a partir dos Campos de Experiências e dos Direitos de Aprendizagem, os quais buscam garantir que as crianças aprendam em um ambiente de interações significativas, vivências lúdicas e exploração ativa do mundo. Os Direitos de Aprendizagem — conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se — estiveram presentes diariamente na sala de Pré. Foi possível observar que a professora regente estruturava sua prática considerando esses direitos, permitindo às crianças autonomia, escuta e espaço para expressão de ideias, sentimentos e descobertas. Entre os conceitos estudados, destacam-se: • Escuta Atenta A escuta atenta é a prática pedagógica que reconhece a criança como sujeito ativo de direitos. Durante o estágio, percebeu-se que a docente valorizava a fala das crianças, permitindo que elas participassem das decisões da rotina e expressassem sentimentos e opiniões. • Observação Ativa A observação na Educação Infantil é um instrumento essencial para compreender o comportamento infantil, identificar necessidades, interesses e avanços. A partir da observação ativa, foi possível perceber como as crianças lidavam com situações do cotidiano, como interagiam e como construíam conhecimentos durante as atividades propostas. • Espaço como Terceiro Educador Inspirado na abordagem Reggio Emilia, esse conceito destaca o ambiente como elemento fundamental para aprendizagem. A sala do Pré era organizada com cantos diversificados: leitura, faz-de-conta, desenho, blocos de montar e artes. Esses espaços estimulavam autonomia e protagonismo infantil. Assim, a fundamentação teórica estudada nas leituras obrigatórias encontrou sustentação na prática observada, demonstrando a importância de um planejamento intencional e de um olhar sensível às necessidades e potencialidades de cada criança. 3 AS OBSERVAÇÕES: UM OLHAR ATENTO E ANALÍTICO (COM MÚLTIPLAS NARRATIVAS) Pauta 1 – Observação (12/09 quinta-feira) Neste dia, realizou-se a primeira observação da turma. Logo no início da tarde, as crianças participaram do momento de acolhida, onde a professora recepcionava individualmente cada aluno. A postura afetuosa contribuía para a segurança emocional dos pequenos. A rotina foi apresentada de forma visual, com cartões representando cada atividade do dia. Durante a roda de conversa, as crianças falaram sobre o fim de semana e expressaram sentimentos. Observou-se grande participação e disposição para dialogar. A atividade principal do dia envolvia reconhecimento das letras iniciais do nome. A rotina foi apresentada de forma visual, utilizando cartões que representavam cada atividade do dia, o que auxiliava na antecipação e organização temporal das crianças. Durante a roda de conversa, o grupo demonstrou grande participação e disposição para dialogar, compartilhando sobre o fim de semana e expressando sentimentos, evidenciando o trabalho com o campo de experiência "O eu, o outro e o nós". A professora utilizou cartões, músicas e brincadeiras. A participação foi ativa e as crianças demonstraram grande interesse. Também foi possível observar momentos de conflitos e resoluções entre as crianças, nas quais a professora mediava incentivando o diálogo. Observei que os alunos sentem muito carinho pelo professor e realizam as atividades sugeridas sempre com dedicação, a professora possui o domínio da sala, procura atender todos os alunos em individual para observa como está seu aprendizado. Pauta 2 – Observação (15/ 09 segunda-feira) A segunda observação, evidenciou a importância do brincar na rotina da turma. O início da manhã foi dedicado aos cantos de atividades lúdicas. No canto da casinha, as crianças criaram situações de faz-de-conta, demonstrando criatividade e organização social. Notou-se que a professora intervinha apenas quando necessário, preservando a autonomia infantil e o protagonismo do grupo. No momento da atividade dirigida, as crianças participaram de uma proposta envolvendo contagem e organização de objetos, relacionada ao campo de experiências “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”. A observação mostrou crianças curiosas, questionadoras e interessadas em participar. A professora manteve uma postura mediadora, valorizando cada tentativa e encorajando o pensamento coletivo, estabelecendo o brincar como um eixo de desenvolvimento que integra socialização, criatividade e raciocínio lógico-matemático. Percebeu-se o entusiasmo e a liberdade criativa. Houve momentos de interação e conversas espontâneas, com trocas de pincéis e mistura de cores. A professora reforçava constantemente que “não existe desenho feio”, estimulando a autoestima e a segurança do grupo. O registro fotográfico das produções foi anexado ao mural da sala, valorizando o trabalho das crianças. Ao final, elas ajudaram ativamente na limpeza, fortalecendo o senso de responsabilidade e cuidado com o ambiente. Pauta 3 – Observação (16/09 terça-feira) Neste dia, a observação concentrou-se no desenvolvimento motor e artístico das crianças. A atividade proposta envolvia pintura com pincel grosso e tintas guache, em uma folha grande colocada no chão. As crianças exploraram cores, movimentos e sensações táteis. Percebeu-se o entusiasmo e a liberdade criativa. Houve momentos de interação, trocas de pincéis, mistura de corese conversas espontâneas. A professora reforçava constantemente que “não existe desenho feio”, estimulando autoestima e segurança. O registro fotográfico das produções foi anexado ao mural da sala. Ao final, as crianças ajudaram na limpeza, fortalecendo o senso de responsabilidade. A professora realizou a leitura do livro “O Monstro das Cores”, trabalhando emoções e sentimentos. As crianças interagiram, comentaram as ilustrações e relacionaram as cores às próprias experiências. A proposta pós-leitura envolvia identificar a “cor do sentimento do dia”. A atividade foi significativa, pois as crianças estavam envolvidas, participavam e se reconheciam como parte do grupo. A professora demonstrou sensibilidade na escuta, acolhendo falas e emoções. Ao final, houve uma atividade de movimento na área externa, estimulando coordenação e socialização. 4 A REGÊNCIA: COLOCANDO A TEORIA EM AÇÃO Plano de Regência (resumo) Foram elaborados e aplicados planos de aula com atividades envolvendo: · Reconhecimento das letras do nome · Sequência didática com histórias infantis · Atividade artística sensorial · Jogos de contagem e classificação · Brincadeiras cantadas e movimento Relato da Experiência A regência foi um momento de grande aprendizagem. Iniciou-se com acolhida, onde busquei estabelecer vínculos afetivos, chamando as crianças pelo nome, demonstrando atenção e interesse. Houve boa receptividade e a turma demonstrou confiança. A atividade principal envolvia o reconhecimento da letra inicial do nome. Utilizei crachás, cartões e uma música temática. As crianças participaram ativamente, demonstrando entusiasmo ao encontrar sua letra. Foi possível perceber diferentes níveis de compreensão, exigindo adaptações instantâneas; isso reforçou a importância da flexibilidade docente. Durante a atividade de contação de história, busquei entonação adequada, expressão corporal e pausas para perguntas, estimulando a participação. As crianças demonstraram interesse e interagiram o tempo todo. Alguns desafios surgiram, como conflitos durante o uso de materiais e dispersão em alguns momentos. Procurei intervir com diálogo e redirecionamento positivo. Ao avaliar minha atuação, compreendi a importância da postura calma, da escuta ativa e da organização do tempo pedagógico. A regência reafirmou a necessidade do professor ser pesquisador, mediador e sensível às necessidades individuais. Constatei que a BNCC orienta, mas é a observação do professor que dá sentido às práticas pedagógicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio na turma de Pré (4 a 5 anos) foi uma experiência marcante para minha formação docente. A vivência cotidiana na escola permitiu compreender a complexidade do trabalho pedagógico na Educação Infantil, percebendo que ensinar envolve sensibilidade, planejamento, intencionalidade e escuta. As observações e regência contribuíram para a construção de uma prática reflexiva, alinhada com a BNCC e com os princípios de uma educação humanizada. Foi possível reconhecer que o professor é um mediador essencial no desenvolvimento integral da criança, articulando teoria e prática, respeitando ritmos e potencialidades. O estágio também permitiu reflexões sobre meu perfil como futura educadora: compreendi que desejo atuar com empatia, diálogo e compromisso, buscando sempre uma prática inclusiva e significativa. A Educação Infantil mostrou-se um espaço potente, no qual o brincar é o caminho para a construção de conhecimentos, valores e vínculos. Sigo convicto(a) de que a formação docente é contínua e que a escola é um espaço coletivo, construído por mãos que se unem para transformar realidades. 6 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO REFERÊNCIAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724: Informação e documentação. Trabalhos Acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 2018. Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2025. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2011. PESSOA, Fernando. Fernando Pessoa e as Ciências Empresariais. Revista de Comércio e Contabilidade, n.º 193/196. Lisboa: 1926. MARTINS, LM.; DUARTE, N., orgs. Formação de professores: limites contemporâneos e alternativas necessárias [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010 SALAZAR, Leopoldo Briones. Demandas de la sociedad del conocimiento a la gestión del curriculum escolar. Revista digital UMBRAL. Nº 10. Septiembre 2002. Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2025 Público Público image2.png image3.jpeg