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4 4 13 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA CAMPUS BALSAS CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM EMILAINY OLIVEIRA LIMA VISITA TÉCNICA AO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU) DE BALSAS MARANHÃO BALSAS-MA 2026 EMILAINY OLIVEIRA LIMA VISITA TÉCNICA AO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA (SAMU) DE BALSAS MARANHÃO Relatório apresentado ao Curso de Enfermagem ao Campus Balsas como requisito da Disciplina Urgência e Emergência. Docente: Veronnika Galvão BALSAS-MA 2026 INTRODUÇÃO A visita técnica realizada ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Balsas no dia 08.05.2026 teve como principal finalidade proporcionar uma experiência prática sobre o funcionamento do atendimento pré-hospitalar móvel, permitindo compreender melhor a dinâmica dos atendimentos de urgência e emergência e os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais que atuam nesse serviço. Durante a visita, foi possível conhecer de perto a estrutura do SAMU, as ambulâncias utilizadas nos atendimentos, o funcionamento da regulação dos chamados e a importância da atuação rápida e organizada da equipe multiprofissional diante das ocorrências. Além disso, a experiência permitiu relacionar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula com a realidade prática vivenciada pelos profissionais da urgência e emergência. Essa atividade foi extremamente importante para ampliar os conhecimentos acadêmicos e profissionais, contribuindo para uma visão mais humanizada e crítica sobre a assistência prestada pelo SAMU à população. OBJETIVOS Geral Compreender, por meio da visita técnica ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Balsas, como funciona o atendimento pré-hospitalar móvel, desde o recebimento das ligações até a assistência prestada ao paciente, buscando ampliar os conhecimentos sobre urgência e emergência e relacionar a teoria estudada em sala de aula com a prática vivenciada pelos profissionais que atuam no serviço. Específicos · Conhecer a estrutura física e organizacional do SAMU, entendendo como ocorre o funcionamento do serviço no município; · Observar a atuação da equipe multiprofissional durante os atendimentos de urgência e emergência, compreendendo a importância do trabalho em equipe para a assistência rápida e eficaz ao paciente; · Identificar as diferenças entre as ambulâncias de suporte básico e suporte avançado de vida, reconhecendo suas finalidades e os tipos de ocorrências atendidas por cada uma; DESENVOLVIMENTO Durante a visita técnica ao SAMU de Balsas, a recepção ficou por conta da Enfermeira Clara, Responsável pelo Plantão, que explicou detalhadamente como funciona toda a dinâmica do atendimento pré-hospitalar móvel, desde o momento em que a população realiza a ligação solicitando ajuda até o deslocamento da equipe para o local da ocorrência. Inicialmente, a profissional apresentou a estrutura do serviço e mostrou as ambulâncias utilizadas nos atendimentos, explicando a diferença entre as unidades de suporte básico e suporte avançado de vida. Foi possível compreender que as ambulâncias de suporte básico são destinadas para ocorrências de menor complexidade, enquanto as de suporte avançado possuem equipamentos mais completos, como o desfibrilador automático, além de equipe preparada para atender pacientes em estado grave, necessitando de intervenções mais complexas durante o atendimento e transporte. A enfermeira também explicou sobre a regulação dos chamados, mostrando a sala responsável pelo recebimento das informações e encaminhamento das ocorrências. Durante a explicação, destacou uma das principais dificuldades enfrentadas pelo serviço: a central reguladora do SAMU não fica localizada em Balsas, mas sim em Imperatriz. Dessa forma, todas as ligações realizadas pela população são recebidas inicialmente em Imperatriz e, posteriormente, as informações são repassadas para a equipe de Balsas. Segundo a profissional, esse processo pode dificultar a comunicação e atrasar alguns atendimentos, principalmente em situações mais graves. Ao decorrer da visita, foi apresentado as mochilas utilizadas na ambulância de suporte avançado de vida, explicando a função de cada uma delas durante os atendimentos de urgência e emergência. A mochila vermelha é destinada aos casos mais graves, contendo materiais e equipamentos utilizados em situações de parada cardiorrespiratória e suporte avançado de via aérea. A mochila azul é voltada para suporte respiratório e oxigenoterapia. Já a mochila amarela contém medicamentos e materiais utilizados para acesso venoso e administração de medicações. A quarta mochila, geralmente utilizada para imobilizações, curativos e materiais auxiliares, possui função complementar durante os atendimentos, mas que a unidade de suporte básico não utiliza a mochila relacionada aos procedimentos avançados de via aérea e intervenções mais complexas, pois esse tipo de assistência é realizado apenas pela equipe do suporte avançado de vida. Outro aspecto relevante muito importante abordado durante a visita foi a utilização inadequada do serviço pela população. A enfermeira relatou que, muitas vezes, o SAMU é acionado para situações que não caracterizam urgência ou emergência, como casos simples de cefaleia e outras queixas de baixa complexidade. Essa situação acaba sobrecarregando a equipe e prejudicando o atendimento de pacientes que realmente necessitam de assistência imediata. Durante a conversa, a profissional ressaltou também a importância das informações fornecidas pela pessoa que realiza a ligação para o SAMU. Segundo ela, informações incorretas ou incompletas podem comprometer diretamente a qualidade do atendimento e até influenciar na escolha inadequada da ambulância enviada para a ocorrência. Como exemplo, relatou o caso de uma mulher que passou mal enquanto realizava um exame. Inicialmente, as informações recebidas pela central indicavam apenas que a paciente estava passando mal, sem mencionar a gravidade do quadro. Porém, ao chegar ao local, a equipe percebeu que a mulher estava em parada cardiorrespiratória, necessitando imediatamente de suporte avançado de vida. Nesse mesmo período, uma criança vítima de afogamento precisou de atendimento urgente utilizando a ambulância de suporte avançado. Entretanto, o veículo já havia sido deslocado para atender a mulher, devido às informações iniciais terem sido repassadas de forma incompleta. A enfermeira utilizou esse caso para enfatizar o quanto a comunicação correta durante a ligação é fundamental para garantir um atendimento rápido, eficiente e adequado à gravidade da ocorrência. Também foi abordado pela profissional referente ao transporte de pacientes para outros municípios. Segundo ela, o SAMU realiza transferências até Imperatriz, embora esse tipo de deslocamento já não seja o mais recomendado em alguns casos, principalmente devido à longa distância percorrida por via terrestre, tendo em vista que transportes acima de 200 km podem aumentar significativamente os riscos ao paciente, especialmente em quadros graves e instáveis, podendo ocasionar agravamento do estado clínico durante o trajeto. Para exemplificar, relatou o caso de um paciente com quadro hemorrágico que precisou ser transferido para uma cidade vizinha. Durante o percurso, o paciente apresentou piora significativa do quadro clínico, evidenciando os desafios e riscos existentes no transporte terrestre de pacientes em estado grave. A profissional destacou ainda que situações como essa reforçam a necessidade de uma avaliação criteriosa antes das transferências, visando garantir maior segurança e estabilidade ao paciente durante o deslocamento. RESULTADOS Conclui-se que a visita técnica ao SAMU foi uma experiência extremamente enriquecedora para a minha formação acadêmica e profissional, pois possibilitou conhecer de perto o funcionamento do atendimento pré-hospitalar móvel e compreender a importância da atuação rápida, organizada e humanizadados profissionais da urgência e emergência. CONSIDERAÇÕES FINAIS A visita técnica permitiu compreender que o atendimento de urgência e emergência exige não apenas conhecimento técnico, mas também preparo emocional, responsabilidade e tomada de decisões rápidas diante de situações críticas. Através das experiências e relatos compartilhados pela equipe do SAMU de Balsas, foi possível perceber a complexidade existente em cada atendimento e a importância da atuação organizada dos profissionais para garantir maior segurança e qualidade na assistência prestada à população. 0 0 4 REGISTROS FOTOGRÁFICOS . Figura 1 – Entrada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Balsas durante a visita técnica realizada no dia 08 de maio de 2026. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 2 – Ambulância de suporte básico apresentada durante a visita técnica ao SAMU. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 3 – Ambulância de suporte avançado de vida utilizada nos atendimentos de maior complexidade. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 4 – Momento de explicação da enfermeira responsável sobre o funcionamento da regulação dos chamados e atendimento pré-hospitalar móvel. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 5 – Acadêmicos do curso de Enfermagem durante a visita técnica ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Balsas. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 6 – Registro individual durante a visita técnica ao SAMU de Balsas. Fonte: Acervo pessoal, 2026. Figura 7 – Desfibrilador automático utilizado nos atendimentos de urgência e emergência apresentados durante a visita técnica ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Balsas. Fonte: Acervo pessoal, 2026. REFERÊNCIAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO DELTA DO PARNAÍBA. Cartilha Urgência e Emergência. Parnaíba: UFDPar, [s.d.]. Elaboração: Comissão de Situações de Urgência e Emergência – PRAE. Disponível em: https://ufdpar.edu.br/ufdpar/paginas/time-line-academica/prae/paginas/Cartilha2.pdf. Acesso em: 11 maio 2026. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cartilha de segurança e desempenho: desfibrilador automático externo. 1. ed. rev. e ampl. Brasília: ANVISA, 2025. (Versão eletrônica). ISBN 978-65-89701-41-5. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/monitoramento/tecnovigilancia/cartilha-de-seguranca-e-desempenho-desfibrilador-automatico-externo. Acesso em: 11 maio 2026. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg