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GUIA PRÁTICO 
DESVIOS POSTURAIS
O PASSO A PASSO PARA IDENTIFICAR OS
PRINCIPAIS DESVIOS POSTURAIS DE SEUS ALUNOS
Uma forma descomplicada de aprender os padrões alterados, os
desvios posturais 
Treinador e Especialista Gustavo Boff
EXCLUSIVO PARA PROFESSORES E PERSONAL TRAINERS
INTRODUÇÃO
Este e-book, é uma forma simplificada de
várias literaturas, artigos e abordagens de
diversos autores que trazem desvios posturais. 
Através dele, você aprenderá qual é o padrão
“normal” e como é o “padrão alterado”. Um
padrão considerado normal é o qual nosso
sistema passivo (Tendões, ligamentos, cápsulas
articulares e articulações) encontram-se em
plena sintonia com o sistema ativo (sistema
muscular). 
Quando o sistema ativo é alterado através de
má postura, padrão motor errôneo ou até vício
motor, acabamos por afetar o sistema passivo,
pois a dissipação de forças deveria ser
absorvida primariamente pelo sistema
muscular diminuindo o impacto direto sobre as
articulações. 
Na imagem abaixo, podemos observar um
exemplo de joelho valgo e varo, onde a força de
dissipação de cargas acaba comprometendo a
integridade articular do compartimento medial
Ao final deste ebook, espere ver e praticar
musculação e treinamento resistido de uma
forma completamente diferente. Além disso,
quero te ensinar a discernir quando uma
informação é de qualidade confiável.
Não venho aqui criticar o trabalho de
ninguém, mas é minha obrigação mostrar-lhes
a verdade e a partir disso, aprenderem a
observar e filtrar as informações que observam
na internet, e principalmente no instagram.
 Afinal, “a internet aceita tudo”.
(valgo) ou lateral (varo), enquanto no padrão de
normalidade as forças se dissipam de forma
simétrica até o solo. Visualizaremos estas
alterações de forma mais detalhada no capítulo
3 (Os Joelhos).
NORMAL JOELHO VARO JOELHO VALGO
SUMÁRIO
1. Os Pés
2. As Tíbias e os Joelhos
3. Os Joelhos
4. O Quadril
5. A Pelve
6. A Coluna
-Lombar
-Tórax
-Cervical
7. Escápulas
8. Ombros
9. A Cabeça
10. O Efeito Bola de Neve
CAPÍTULO 1
DESVIOS POSTURAIS DOS PÉS
Como base de sustentação de todo nosso
corpo é justo começarmos pelos pés, e, ao
final deste e-book entenderá o porquê da
organização e disposição de cada capítulo.
Infelizmente, pelo tamanho de nossa estrutura
como um todo, é injusto termos uma base de
sustentação tão pequena.
É como termos um edifício de 50 andares e
apenas 2 pilares para sustentá-lo. Qualquer
fenômeno da natureza pode vir a abalar a sua
estrutura com grande facilidade. 
Se já temos uma base relativamente pequena
o que acontece se sofrermos alguma alteração
significativa nela?
1.1 INIMIGO NÚMERO 1 HÁLUX VALGO
(JOANETE)
O hálux valgo é popularmente conhecido
como “joanete”, essa alteração se
dá principalmente em mulheres pela
utilização de sapatos de bico fino
pressionando o dedo e causando essa
alteração. 
O grande problema dessa alteração é que
podemos criar uma pronação compensatória
(próxima alteração), causará uma série de
outros desvios ascendentes. A boa notícia é
que tem correção!! Mas para isso
precisamos que nossa(o) aluna(o) compre um
aparelho específico para isso, uma órtese para
hálux valgo.
A pronação dos pés acontece na articulação
tarsal transversa e subtalar e temos ainda o
movimento de abdução do antepé junto com o
movimento de eversão da articulação subtalar.
1.2 PRONAÇÃO DOS PÉS
Orienta-se, geralmente, para que nossas
treinees usem a órtese ao deitarem-se para
dormir, assim evitamos o desconforto que o
Aparelho pode causar ao usar durante o dia.
Em casos extremos, precisa-se de cirurgia
corretiva.
A pronação dos pés tem por consequência o
encurtamento dos músculos fibular longo,
fibular curto e extensor longo dos dedos.
Essa alteração, de forma descendente pode
ocorrer em função de um joelho valgo (Capítulo
3 OS JOELHOS), concomitantemente
encontraremos tibial anterior, tibial posterior e
tríceps sural fracos. Descrevendo assim, parece
simples o procedimento. 
Alongar quem está encurtado e fortalecer
quem está fraco, mas fica muito vago descrever
aqui pensando apenas no quadro de pronação,
sem previamente analisar o quadro como um
todo, como um global. 
Veremos mais sobre isso no capítulo 8 O Efeito
Bola de Neve.
Consegue percerber a diferença na
composição corporal? Obviamente não é
apenas corrigir a alteração que trará um
resultado final, mas sim, todo o contexto de
treinamento e dieta.
 
1.3 PÉ CHATO OU PLANO 
Ex: Pronação dos Pés
Quando possuímos um pé plano, perdemos o
nosso arco plantar e podemos visualizar nosso
pé encostando completamente no solo e mais
um contribuinte a pronação, mas do antepé
Encurtados estarão Fibular longo,fibular curto
e extensor longo dos dedos. Fracos ou inibidos
estarão tibial anterior, tibial posterior, flexor
longo dos dedos e plantares intrínsecos. A
impressão plantar podemos ver na imagem
abaixo.
Como forma para correção, oriente seus
alunos a abrirem os dedos, aumentando a
área de contato dos pés em relação ao solo, e
faça uma leve força de prensão no solo (sem
flexionar os dedos) para treinar essa
musculatura e devolver o arco plantar, dando
mais estabilidade e força aos movimentos de
membro inferior. Caso seja muito severo o
apagamento do arco plantar, passe um
exercício para seus alunos fazerem em casa.
Coloque uma toalha no chão com seu aluno
sentado. Com os pés em cima da toalha
mande ele recolher a toalha puxando-a com
os dedos. Com o passar do tempo vá
adicionando carga na ponta contrária da
toalha.
 veja um exemplo aqui 
https://www.youtube.com/shorts/focEBYcnbEA
https://www.youtube.com/shorts/focEBYcnbEA
https://www.youtube.com/shorts/focEBYcnbEA
 
1.4 SUPINAÇÃO DOS PÉS
Como dito anteriormente, a Supinação dos pés
ocorre também na articulação tarsal
transversa e subtalar, mas agora o movimento
oposto ao da pronação, onde temos uma
adução do antepé e inversão da articulação
subtalar, causando uma lateralização da
articulação do tornozelo e uma pisada para o
bordo lateral do pé. 
Onde podemos encontrar os músculos
inversores dos pés encurtados e eversores
fracos ou insuficiêntes.
Independentemente se a pisada estiver
pronada ou supinada, ambas terão influência
na articulação talo crural (talus e tíbia) impondo
uma condição de rotação interna ou externa da
tíbia. Alongue os gastrocnêmios e invasores e
eversores dos pés iguamente preservando a
articulação em neutro e o mesmo serve para os
exercícios de panturrilha. Sugiro que comece o
treino por elas inclusive, isso aumenta a
percepção de recrutamento das musculaturas
fracas e inibidas.
1.5 PÉ CAVO
Nesta alteração, encontramos um arco plantar
muito acentuado. Podemos ter esse desvio
estrutural ou funcional e teremos encurtados
extensor longo dos dedos, tibial posterior,
tibial anterior, flexores intrínsecos e toda a
fáscia plantar. Fracos inibidos teremos tríceps
sural, fibular longo e fibular curto.
O pé cavo está para a supinação, assim como o
pé chato está para a pronação. Por isso esse
capítulo foi organizado desta forma. O hálux
valgo pode induzir a uma pronação do ante e
médio pé e o pé cavo pode fazer uma
supinação do ante e médio pé. 
Para corrigir essa alteração, alongue a
musculatura no próprio alongamento de
gastrocnêmios, e , caso necessário
dependendo do grau da alteração, faça uma
liberação miofascial com uma bolinha
 
 Veja um vídeo como exemplo
 
https://www.youtube.com/shorts/13ajxzuq7OQ
CAPÍTULO 2
AS TÍBIAS E OS JOELHOS
Como podemos observar na imagem ao lado
temos o pé esquerdo em posição pronada e a
tíbia em rotação externa. 
O padrão comum que podemos observar é os
pés em pronação, a tíbia em rotação interna e
o joelho em valgo, porém como podemos
observar, o indivíduo está em pronação dos
pés, rotação externa da tíbia e joelho em
posição de valgo. 
Quando observamos este tipo de padrão
podemos nomeá-lo de valgo ESTRUTURAL, ou
seja, o indivíduo já nasceu com este desvio,
logo, não podemos retorná-lo ao padrão ideal,
porém o indivíduo que possui um desvio
estruturalsempre adquirirá componentes
FUNCIONAIS (adquiridos por vícios e má
postura) de desvio. 
Ao falarmos em padrão funcional, o que
podemos observar é o pé em supinação,
seguido de tíbia em rotação externa e o joelho
na posição VARO como na imagem abaixo.
2.1 ROTAÇÃO EXTERNA DAS TÍBIAS
No “padrão” de rotação interna da tíbia
podemos ver o joelho em valgo e o pé em
pronação.
Quando nos deparamos com componentes
apenas funcionais, podemos corrigí-los até 90%
do padrão que seria considerado “normal”.
2.2 ROTAÇÃO INTERNA DAS TÍBIAS
Essa imagem podemos ver claramente a
alteração. O aluno tem a tíbia direita
quase neutra e a esquerda com a rotação
externa (sentido da seta)
Observação: Veja como aumenta a
obliquidade e o joelho “entra” mais (valgo) por
causa do pé tronado e por consequência a
rotação interna da tíbia. Isso nos mostra
como esse padrão aumenta as forças de
cisalhamento(ver apêndice) e compressão nos
condilos do fêmur. 
Como já provavelmente tenha percebido, o
posicionamento “errado” de um pé começa a
fazer um efeito cascata e desencadeando uma
série de desvios que pode se estender até a
cabeça, isso será discutido no último capítulo
deste e-book.
Existe um axioma que eu costumo utilizar que
é “Ou tu corrige tudo, ou tu não corrige nada”.
Se pensarmos em corrigir um valgo que é
causado pela efeito cascata de um pé
pronado, sem corrigir a pisada do nosso
aluno, não corrigiremos nada.
CAPÍTULO 3
OS JOELHOS
Os Joelhos são articulações que possuem
movimentos em quase todas as articulações e
muitas vezes são confundidos como
articulações do tipo dobradiça, onde fazem
apenas flexão e extensão, MAS os joelhos
além de flexão e extensão fazem rotação,
deslizamento e até alguns graus de rotação
medial e lateral promovidos e suportados
pelos ligamentos cruzado anterior e
posterior. 
3.1 OS JOELHOS E O VALGISMO
Um dos desvios mais comuns, principalmente
nas mulheres por possuírem um ângulo Q
aumentado, é o joelho em valgo, alteração
onde encontramos um ângulo de inclinação
do cólon do fêmur aumentado e
medialização do fêmur 
Por ser uma articulação que sofre alteração
direta tanto pela base (de forma ascendente),
quanto pelo alto (de forma descendente), e ter
uma boa mobilidade, e sofrer interferência
por desequilíbrios musculares bastante
comuns devido aos nossos hábitos de vida
diários, torna-se suscetível a maiores níveis de
compressão e possíveis lesões. 
Esse tipo de alteração pode aumentar em até
70% o grau de compressão no compartimento
medial do joelho expondo a articulação à
desgastes e maior tendência de rompimento
do ligamento cruzado anterior (LCA), o maior
responsável por evitar que a tíbia se
anteriorize em relação ao fêmur e rotação
interna e externa do joelho. 
Considero uma das alterações mais difíceis de
ser corrigidas pela complexidade em reduzir as
diferenças de Stiffness dos pares antagônicos.
Nessa alteração encontraremos rotadores
externos do quadril alongados e fracos e
insuficientes (glúteo médio posterior, glúteo
máximo, bíceps femoral, sartório, além de
vasto medial) e rotadores internos encurtados
(semimembranoso, semitendinoso, grácil,
adutores e estruturas laterais do joelho,
além de tensor da fáscia lata). 
Outra alteração, não tão comum quanto o
valgo, é o joelho em varo. Podemos dizer, a
grosso modo que a posição de varo é o oposto
do valgo.
Geralmente, podemos observar, antes do varo,
pés em posição supinada, tíbias em rotação
externa e em seguida joelhos varos. Esta
alteração, ao contrário do valgo aumenta a
compressão no compartimento lateral do
joelho, e pode chegar a aumentar cerca de
90%, elevando ainda mais o risco de lesão
nessa articulação. 
3.2 JOELHO VARO
O que causa esse tipo de alteração é a falha
congênita pelo ângulo de inclinação de
cólon de fêmur, além do encurtamento
exagerado dos músculos bíceps femoral,
sartório e inversores do pé, além de tibial
posterior (de forma descendente)
ou a posição dos pés em supinação (ver
capítulo 1.2). Como reflexo, no quadril,
podemos ver uma diminuição no ângulo de
inclinação do fêmur (imagem 3.2).
Nesta alteração o joelho se encontra
posteriorizado em relação ao eixo médio
corporal.
3.3 GENO RECURVATO ( HIPEREXTENSÃO )
Perceba como até o desenvolvimento
muscular dos isquiotibiais no ventre e na
porção distal do joelho melhoram e o tamanho
do ventre do musculo do glúteo máximo na
inserção (porção distal).
Fracos estarão bíceps femoral, semitendinoso,
semimembranoso, iliopsoas, gastrocnemio e
os inversores dos pés. Essa postura é
extremamente danosa para articulação do
joelho, e infelizmente é extremamente
comum, principalmente em mulheres, pois
esse desvio muitas vezes é associado ao joelho
valgo, a maior flexibilidade e a configuração da
pelve das mulheres, que proporcionalmente é
mais larga que a dos homens, por causa da
gestação e hora do parto.
Geralmente está associado a um quadril em
extensão e uma pelve em retroversão (ver
capítulos 4 e 5) e um encurtamento severo de
sóleo, retroversores da pelve, glúteo máximo e
eversores do pé. 
O quadril é uma articulação do tipo bola-
soquete, onde possui movimentos em
todos os eixos e planos fazendo no plano frontal
adução e abdução, no plano sagital,
flexão e extensão e no plano transverso com
alguns graus de rotação medial e
rotação lateral.
 Assim como a pelve (capítulo 5) é uma
articulação que está “no centro” do corpo, e,
dificilmente é quem provoca alterações
posturais, mas quase sempre sofre pelo efeito
cascata de alterações descentes ou ascendentes
como falamos no capítulo 1.
 
O QUADRIL
Essa conscientização, facilitará posteriormente o
seu treine e a entender os movimentos de
flexão e extensão de quadril e aprender a
dissociar dos movimentos de extensão e flexão
de coluna em um exercício como o stiff, por
exemplo.
Como discutido no Capítulo anterior do joelho o
Ângulo de inclinação do cólon do fêmur pode
afetar na configuração do joelho, além da
configuração muscular dos rotadores mediais e
laterais do quadril e do fêmur. Quando temos
um ângulo de inclinação diminuído, ou seja,
125º,
visualizaremos uma “coxa valga”, também
estrutural. Nesse caso, encontramos rotadores
internos como adutores, grácil, semitendinoso e
semimembranoso na posição encurtada.
4.2 ANTEVERSÃO E RETROVERSÃO FÊMUR
Quando falamos em
retroversão de cólon de
fêmur podemos observar
o oposto da anteversão
como podemos observar
na imagem C. 
Aqui o fêmur se encontra
em rotação externa,
causando redução do
ângulo Q . Além disso,
podemos observar
retroversão pélvica.
Outra confusão que vejo no meio é a que
algumas pessoas confundem quadril com
pelve e desconhecem a articulação como um
todo. Temos a articulação sacroilíaca onde
o sacro atua em conjunto com o ílio e a
articulação sacrococcígea que atua de forma
independente ao ílio. 
Quando acompanhamos uma anteversão acima
disso, como na imagem B possuímos uma
anteversão excessiva causando uma rotação
interna do quadril. Como consequência
aumenta-se o ângulo Q.
Como discutido no capítulo 2, sabemos se a
alteração de valgo é por consequência dos
ângulos de inclinação do cólon do fêmur,
podemos entender um pouco melhor sobre
como intervir em relação a estes desvios nas
articulações do quadril e sacroilíaca. 
Quando uma alteração é estrutural, pela sua
própria conformação óssea, ao longo da vida, o
indivíduo que porta tal conformação articular,adquirirá componentes funcionais da
alteração, logo, teremos de travar uma eterna
batalha para seguir o caminho contrário da
alteração. Fica a dica.
Para que entendamos melhor essa situação o
sacro é interligado ao ílio por meio dos
ligamentos sacroilíacos e ela não é “fundida” ao
ílio 
sobre as alterações da função neural dos
músculos. A alteração da conformação das
articulações, por consequência alterará a
função muscular, e, alguns músculos são
classificados como tônicos (tendem ao
encurtamento e hiperatividade) e outros fásicos
(tendem a inibição e a atrofia). 
Quando um músculo é inibido pelo seu para
antagônico, ele tem sua função NEURAL
diminuída ou até atrofiada. 
Então por mais que um exercício, teoricamente,
recrute determinada musculatura, ela não fará
a sua função e será exercida por outro músculo,
geralmente um sinergistas. Quando temos um
glúteo inibido, são os isquiotibiais que fazem
sua função, por exemplo.
Se tratando de alterações articulares, e por
consequência, da osteocinemática e
artrocinemática, não podemos deixar de falar 
Podemos ver na pelve os movimentos (a partir
da posição neutra) de anteversão,
retroversão, inclinação ou tilt anterior e
posterior, como preferir. Muitas vezes a pelve
fica travada em uma destas posições por
encurtamentos musculares ou Stiffness
alterada.
A pelve, assim como o quadril, está na parte
mais central do nosso corpo, e é uma das
articulações que mais sofre alterações por
consequência das demais, mas dificilmente é a
origem dos desbalanços. 
A PELVE
Quando encontramos um quadro de anteversão
pélvica temos eretores da espinha, iliopsoas,
sartório, tensor da fáscia lata e reto femoral
encurtados, além de, reto do abdômen, glúteo
máximo, isquiosurais e obliquo externo e interno
fracos.
Por consequência de uma anteversão pélvica po-
deremos visualizar a lombar em hiperlordose e o
quadril em anteversão, o mesmo vice e versa. 
Nesta posição estamos mais expostos a lesões
por sobreposição, como a lombalgia. Sempre que
formos pensar em correção de desvios posturais,
devemos seguir o caminho contrário da
alteração, buscando a mobilização, flexibilidade,
fortalecimento e a estabilização do corpo como
um todo e não apenas de articulação por
articulação.
5.1 RETROVERSÃO PÉLVICA
Nessa alteração temos o oposto da
anteversão. Encontramos glúteo máximo,
isquiosurais, oblíquo interno e externo e reto
do abdômen encurtados e fracos iliopsoas,
reto femoral, sartório, eretores da espinha e
tensor da fáscia lata fracos (anteversores da
pelve) . 
Devemos entender que quando desviamos ou
afastamento das linhas Z para a direita ou para a
esquerda da curva comprimento x tensão o
músculo ficara fraco, pois não desenvolve força
em toda a sua extensão ( no caso de desvio para
a esquerda) ou pelo excesso de afastamento (no
caso de desvio à direita).
Na retroversão pélvica encontramos a configura-
guração mais perigosa falando em risco de her-
niamento e espondilolistese das vértebras,
principalmente nas de transição L5- S1 onde o
disco vertebral é mais suscetível a maiores
cargas de compressão e cisalhamento. 
Junto a retroversão pélvica podemos acompa-
nhar uma retroversão de quadril, uma diminui-
ção da lordose lombar, em alguns casos
retificação e nos mais graves até inversão da
curvatura, tornando-a uma cifose (principalmen-
te na posição sentado).
Isso serve para o quadrado lombar, paraverte-
brais e multífidos.
Aqui cabe enfatizar que não adianta que seu
profissional utilize exercícios unilaterais, pois
essa alteração não é a causa do problema e sim
a consequência. 
Aqui encontraremos diferenças de força e pa-
drão de recrutamento neuromotor entre um
membro e outro, que serão cada vez maiores
com o passar do tempo. 
Nessa alteração teremos o lado que estiver mais
baixo com os abdutores do quadril fracos
(principalmente glúteo médio) e o músculo
contralateral em posição alongada.
A inclinação pélvica sempre será em virtude de
uma coluna desalinhada (escoliose lombar, que
pode ser fruto de alterações descendentes) ou
de uma cascata de alterações por causa de um
pé pronado ou supinado (ascendentes). 
5.2 INCLINAÇÃO PÉLVICA
5.3 GIRO PÉLVICO
Nessa alteração, podemos ver, literalmente, um
giro na articulação da pelve. Na posição de fren-
te, podemos observar o umbigo não tão centra-
lizado em relação ao fio de prumo. Na posição
de costas, podemos observar com mais
facilidade o quadril girando para o lado direito.
Nesse tipo de alteração encontramos, nesse
caso rotadores externos do quadril do lado
direito travados na posição encurtada, quadril
em anteversão, enquanto no lado oposto temos
o contrário.
Cabe aqui citar que teremos uma grande
diferença no que se chama de déficit bilateral e
educação cruzada, que por meio da última,
através de exercícios bilaterais restauraremos o
padrão de recrutamento neuromotor e a estabi-
lização do nosso treine e (que está comprometi-
da). Assista ao vídeo explicativo clicando abaixo
O que é déficit bilateral?
https://www.instagram.com/reel/Ceo5XZcjXjM/?igsh=ZTlmbm0wbmw3MGkz
Apenas alongando, e nos próprios alongamentos
ensinar o treine e o posicionamento da pelve de
forma correta e ajustar a linha mecânica nos
exercícios já conseguimos corrigir esse desvio.
Nesta alteração precisamos estar muito atentos
nas visões de perfil, principalmente. Nela,
encontramos um lado da pelve em anteversão e
outro em retroversão.
5.4 TORÇÃO PÉLVICA
Veja na próxima página um caso real. A foto do
lado esquerdo foi espelhada para melhor
visualizarmos a alteração 
Aqui, não resta outra alternativa que não seja
recorrer a unilateralidade. Um alongamento
muito efetivo para esse tipo de alteração é o da
imagem abaixo, que na perna de trás alongamos
os flexores do quadril (anteversores da pelve) e
ao mesmo tempo, na perna da frente,
alongamos os extensores do quadril
(retroversores da pelve). Detalhe, não alterne os
lados!
Na foto à esquerda podemos observar o
acompanhamento de uma anteversão pélvica e
a foto da direita uma retroversão pélvica. Tal
alteração é extremamente prejudicional para a
saúde ligamentar da articulação sacroiliaca e
sacrococcígea e da coluna lombar. Esta aluna
teve um herniamento lombar praticando Cross
fit. Será que teríamos evitado se ela tivesse
corrigido antes? Nunca se sabe. 
Além disso, é importante que ensinemos o nosso
treine e a sentar em cima dos ísquios (ponto
anatômico localizado na parte inferior da pelve
Será desafiador para o aluno conseguir apoiar
este ponto anatômico no membro que estiver
em retroversão, mas se torna uma alteração fácil
de corrigir caso detectada e administrada como
mencionado acima.
6.1 LOMBAR
Devido a postura ocupacional e os hábitos pos-
turais nocivos é muito comum encontrarmos
pessoas com diminuição da curvatura lombar
(retificação) ou até, como em alguns casos,
inversão da curvatura fazendo um processo de
cifotização, como por exemplo, na posição
sentada, por não ter força de sustenção dos
paravertebrais, interverterias e iliopsoas
6.1.1 RETIFICAÇÃO LOMBAR
 
Nessa alteração encontraremos encontramos
glúteo máximo, isquiosurais, oblíquo interno e
externo e reto do abdômen encurtados e fracos
iliopsoas, reto femoral, sartório, eretores da
espinha e tensor da fáscia lata fracos
(anteversores da pelve).
Esse processo pode ser visualizado em conjunto
com uma retroversão pélvica. A retificação
lombar, falando em coluna, é uma das alterações
que mais expõe a coluna a um processo de
herniamento ou espondilolistese. 
superior, as vértebras lombares são as que pos-
suem os corpos vertebrais mais largos e espes-
sos, e apesar disso, são as vértebras que mais
sofrem processo de degeneração, principal-
mente L5-S1. Referente ao processo de cifotiza-
ção, é incomum encontrarmos referências na
internet sobre o assunto, mas infelizmente, na
prática, é bem comum de encontrarmos.
Para sustentar as cargas impostas ao membro 
A hiperlordose lombar, geralmente é consequên-
cia de uma pelve em anteversão. Falei que a
pelve quase nunca é origem dos problemas/alte-rações? Pois é, fica cada vez mais claro que uma
alteração gera outra. 
6.1.2 HIPERLORDOSE LOMBAR
Neste caso podemos ver uma diminuição da
lordose lombar. Nós profissionais precisamos ter
o entendimento que por quanto mais tempo
nosso aluno carregar uma alteração, mais difícil
pode ser de corrigirmos ela. Não pelo questão
de competências musculares, mas por vícios
motores.
Nessa alteração podemos encontrar paraverte-
brais e eretores da espinha travados na posição
encurtada, além de fracos, como na anterversão
pélvica.
Nesse ponto você deve estar se perguntando. Se
um músculo alongado é fraco, o encurtado não
deveria ser forte? Por que ele vai estar fraco
também? Voltemos para imagem da página 33 e
vamos dar uma olhada na curva comprimento x
tensão.
Um músculo alongado (d) ou (e) e travado nesta
posição não consegue desempenhar torque em
toda a sua amplitude de movimento. Da mesma
forma um músculo excessivamente encurtado
(a) e (b) consegue exercer torque apenas em
uma pequena amplitude de movimento, mas no
geral torna-se um músculo fraco. Justamente,
por esse motivo, muitos especuladores falavam
que alongar antes do treino reduzia a força
muscular.
tônico (tende ao encurtamento e hiperatividade)
não seria interessante, mesmo que temporaria-
mente, reduzirmos a capacidade de gerar torque
desse músculo TEMPORARIAMENTE?
O intuito desse meu ebook é ir além de apenas
mostrar, ilustrar e apresentar uma “solução”
receita de bolo, mas ensiná-los a pensar com a
própria cabeça e criar diferentes soluções para
diferentes problemas, Porque é isso que vai
acontecer, você vai sempre receber quadros
diferentes, de pessoas diferentes, com rotinas di-
ferentes e problemas diferentes! e isso é periodi-
zar, isso é individualidade biológica.
“honra à individualidade Biológica!”
(Boff, Gustavo).
Te convido a fazer uma reflexão comigo. Se um
músculo está excessivamente encurtado, e,
muito provavelmente seja classificado como
A hipercifose é mais incidente nos homens. Em
conjunto com esta alteração, podemos visualizar
um descolamento das escápulas do gradil costal,
e abdução. 
6.1.3 HIPERCIFOSE TORÁCICA
Podemos perceber que a cifose não foi
completamente corrigida. Essa alteração
também é uma alteração que pode ser
estrutural, e conseguimos corrigir os
componentes funcionais. Perceba a parte
proximal do reto do abdômen e o gradil costal
na região das ultimas costelas como tem uma
melhor ativação. Para descobrir se essa
alteração é estrutural. Coloque seu aluno em
decúbito ventral e pressione a torácica em
direção ao solo.Se a articulação estiver muito
rigida, é um positivo 
Encontramos também intervertebrais na porção
torácica travados na posição alongada e fracos.
Devemos ter algumas precauções quanto a essa
postura Principalmente quanto ao volume de
treino de peitoral, e também ao
posicionamento da cabeça e pescoço. Um
alongamento interessante para os
paravertebrais torácicos é este:
anterior, e esternocleidomastóideo,
severamente encurtados, inibição de redondo
maior e menor, além de trapézio fibras médias,
mas que fique claro essa conformação muscular
é consequência da hiperlordose, não o
contrário.
Nesse desvio podemos ver peitoral, serrátil 
Uma precaução a se tomar é que o aluno não
deposite o peso no pescoço, e, obviamente
adapte conforme as limitações. 
Dica: Pelo posicionamento das escápulas, seu
treine e terá dificuldade em manter pegada
pronada e supinada, principalmente a
supinada, então aposte, inicialmente, nas
pegadas neutras e/ou pegadores
anatômicos 
Mais incomum, esta alteração podemos encon-
trar, geralmente em soldados do exército que
passam muito tempo na posição de sentido (
Nessa alteração encontraremos os eretores da
espinha travados na posição encurtada, com
tensão excessiva.
6.1.4 RETIFICAÇÃO TORÁCICA
Esta alteração é incomum, e simples de
corrigir. Fortaleça a musculatura do reto do
abdômen e alongue os paravertebrais na
posição “borboletão” pois a postura mais
comum adota pela população em geral é a
posição relaxada – mais conhecida no meio
científico como Sway back 
O que sempre procuro ensinar aos meus alunos
é que não importa se nós treinadores
soubermos tudo isso que está sendo citado
neste ebook, se não fizermos um trabalho de
conscientização com nossos clientes, pois
temos no máximo 1 hora do dia para atendê-
los. 
Em contrapartida, o aluno, geralmente passa ou-
tras 23 horas sentado na cadeira de forma erra-
da(como você também deve estar agora enquan-
to lê), deitados de bruços durante 6-8 horas de
sono. 
Então, a correção postural se trata de um pro-
cesso e não de número de sessões, e tudo isso
depende de como você (treinador) vai fazer seu
aluno se conscientizar e assimilar toda informa-
ção necessária.
Com a evolução da tecnologia, o uso de compu-
tador, celular e tablets, nos têm feito adotar uma
posição errônea e essa posição adotada por
muito tempo acaba refletindo na integridade das
nossas articulações e músculos. 
Nessa alteração os músculos flexores do
pescoço como esternocleidomastóideo,
escalenos e longuíssimos do pescoço) estarão
encurtados. 
6.1.4 HIPERLORDOSE CERVICAL
O maior problema disso tudo é que as principais
inervações passam próximas às vertebras
cervicais e podem refletir em todo o membro
superior, afetando toda a ativação motora, prin-
cipalmente dos braços.
Principalmente esternocleidomastóideo, ele será
também o principal agente na protusão da
cabeça. Por consequência os músculos
extensores estarão com sua função inibida.
Quando estamos com a cervical em posição de
hiperlordose, expomos as vértebras a maior
risco de osteofitoses cervicais (popularmente
conhecidos como bicos de papagaio) e
herniamento nas vértebrais mais baixas C5 a
C7.Corrigir essa alteração pelo trabalho e rotina
das pessoas da era digital é extremamente
desafiador.
Dica: É comum, na posição deitada ter de corrigir
a posição várias vezes, pois a tendência é de
estender a cabeça, aumentando a lordose
cervical. Além disso, é uma prática inteligente
colocar uma toalhinha dobrada ou almofada em
alunos que em conjunto com essa alteração,
possuem uma hipercifose (extremamente
comum) para que para encostar a cabeça no
banco dos aparelhos o aluno não force uma
extensão exagerada da cervical alta que já
estará em extensão 
A posição deitada (como a manobra de bracing)
é excelente para começarmos a restaurar esse
tipo de padrão alterado, pois além de facilitar o
alinhamento da cervical deixa a musculatura
encurtada na posição alongada.
precisamos criar um novo drive neural e
precisamos orientar nosso aluno a :encaixar o
queixo para dentro antes de iniciar qualquer
exercício.
Por último, mas não menos importante, a escoli-
ose e suas variações. A escoliose tem duas
classificações, funcional ou estrutural. 
Como visto anteriormente funcional é quando
adquirimos ao longo da vida por mau
posicionamento e vícios posturais, a estrutural
é de nascença. 
Para detectar quando uma escoliose é
estrutural, podemos utilizar do teste de Adams.
Se a escoliose apresentar uma gibosidade
(superfície sobreposta de um lado da coluna
como na imagem abaixo), ou seja, componentes
rotacionais ela será estrutural, caso não venha a
apresentar, ela se classifica como funcional.
6.1.5 ESCOLIOSE
Para descobrir uma escoliose, precisamos
treinar nossos olhos para isso e isso pode ser
extremamente sutil e desafiador inicialmente.A
pode ser classificada como escoliose em “s” e a
escoliose em “c”, mais facilmente visualizadas
abaixo:
Quando nos deparamos com uma escoliose, a
fim organizacional e de padronização, é comum
classificarmos a escoliose conforme sua convexi-
dade. 
No caso da imagem acima temos uma escoliose
em “C” convexa à esquerda e ao lado temos
uma escoliose em “S”, convexidade lombar à
esquerda e convexidade torácica à direita. Na
imagem mais à direita temos uma escoliose
cervicotoracolombar.
Independente de qual das duas alterações a
integridade de todos os estabilizadores, flexores
e extensores da coluna estarão comprometidos,
é só imaginarmos comocada um estará nessas
situações. Teremos alterações nos multífidos,
paravertebrais, esplênios, iliocostais,
interespinhais etc.
Para procedermos com a escoliose, é necessário
que na intervenção não pensemos em
trabalhos unilaterais apenas. 
Devemos pensar através da educação cruzada e
da correção de déficit bilateral que teremos
entre um lado e outro. O lado que está
encurtado precisará se adaptar ao menos e o
mesmo serve para o fortalecimento do lado
alongado e fraco. É importante salientar que
aprendemos na faculdade que devemos
alongar o lado que está encurtado e fortalecer o
lado que está fraco. 
O que vemos na prática? alunos alongando
apenas um lado e do outro lado fazendo flexão
lateral de tronco o que pode colaborar muito
pouco (ou em nada) para o quadro do nosso trei-
no. Lembra que podemos corrigir os
componentes funcionais de uma alteração
estrutural? Veja a imagem abaixo o que o
método B.O.F.F. é capaz:
É importante que o profissional não trabalhe
com exercícios com barra nas costas ou pesos
acima da linha da cabeça sem previamente
corrigir essa alteração, pois a distribuição de
cargas entre um membro e outro será
diferente, logo, acabaremos perpetuando ou
agravando ainda mais o caso. No caso de uma
alteração estrutural, entenda, essa pessoa não
poderá fazer certos exercícios.
Não é incomum encontramos indivíduos que
apresentam dores no ombro ou lesões no ten-
dão da cabeça longa do bíceps ou supra espi-
nhal, além da clássica bursite. 
Quando portamos uma escoliose sempre temos
um ombro mais baixo que o outro, e convenha-
mos, o espaço sub acromial já é pequeno,
imagine com um ombro mais baixo (depressão).
O alamento escapular, ou discinesia escapular, é
caracterizado pelo descolamento da escápula do
gradil costal
A discinesia escapular é caracterizada pela
inibição dos músculos romboide maior e menor
e serrátil anterior(travados na posição encurta-
da). Além disso, redondo maior e menor, deltói-
de posterior, infraespinhal e em hiperatividade
trapézio fibras superiores.
Essa alteração altera a mecânica da articulação
da escápula e compromete o ritmo escápulo
umeral, principalmente pela alteração da
sinergia de forças entre trapézio superior,
trapézio inferior e serrátil anterior a resultante
de força de cada músculo acaba formando um
triângulo entre si.
7.1 ALAMENTO ESCAPULAR
Já que falamos em ritmo escapulo umeral, cabe
elucidar que, a partir dos 30º de abdução dos
ombros, a cada 2º de abdução realizada pela
articulação gleno-umeral é necessário 1º de
rotação superior da escápula.
Um padrão de alamento escapular pode com
prometer todo o funcionamento da cintura
escapular. 
Quase que juntamente ao alamento escapular o
aluno apresentará uma abdução das escápulas,
porque uma acaba se tornando consequência da
outra. O Peitoral maior, menor e serrátil anterior
estarão encurtados e travados na posição
alongada e/ou insuficientes teremos trapézio
médio romboide maior e menor.
7.2 ABDUÇÃO ESCAPULAR 
A nível de curiosidade são 5. Segundo Kapandji
(2000) São:
1. Escápulo-umeral
2. Articulação subteltóide
3. Articulação Escápulo-torácica
4. Articulação Acromio-clavicular
5. Articulação Esternocostoclavicular
O afastamento normal das escápulas é de até 7
cm para homens e 5cm para as mulheres,
medindo a partir dos processos espinhosos das
vértebras.
Essa alteração é muito mais rara, visto que a
maioria das pessoas nas suas funções diárias e
laborais pouco utilizam da musculatura das
costas. 
Nessa alteração poderemos encontrar encurta-
mento de todas as três porções do trapézio e
romboide maior e menor. Alongados, encontra-
remos peitoral maior e serrátil anterior. 
7.3 RETRAÇÃO ESCAPULAR
Esse padrão é bem comum e podemos visualizar
o indivíduo portador de tal alteração com
ombros baixos e clavículas horizontalizadas
(estas têm um ângulo de inclinação de 15 a 25º
graus).
7.4 DEPRESSÃO ESCAPULAR
exército que fica muito tempo na posição de
sentido estimulando exageradamente esta
musculatura.
De novo,como exemplo vamos ao soldado do 
Observe a diferença na arquitetura
muscular do peitoral maior principalmente
quando corrigida a alteração.
Essa alteração fica mais fácil de se visualizar
quando olhamos nosso aluno de lado.
Podemos ver a escápula se inclinando
anteriormente e descolando o bordo inferior do
gradil costal.
Agora começam a entender o por quê de não
existir um padrão, uma lista de exercícios a
seguir, e sim apenas parâmetros?
7.5 TILT ANTERIOR DA ESCÁPULA
Encontraremos encurtados, peitoral menor,
grande dorsal e trapézio inferior. Vale ressaltar
trapézio inferior estará encurtado, mas é um
músculo fásico, logo, entrará em desuso e
inibição. 
É por isso que não posso dizer exatamente como
resolver cada alteração nesse ebook, pois cabe
ao profissional analisar cada contexto, de cada
aluno, para encontrar a melhor solução.
Em alongamento excessivo encontraremos
trapézio superior hiperativo, trapézio fibras
médias, elevador das escápulas, serrátil
posterior e também romboide maior e menor.
O principal agente causal dela é o peitoral
menor, pois é inserido no processo coracóide da
escápula e além dele bíceps cabeça curta.
Trapézio inferior e serrátil anterior (apenas
feixes inferio- res) estarão alongados.
Bí
ce
ps
 C
ab
eç
a 
cu
rt
a 
Peitoral m
enor
OMBROS
A articulação glenoumeral é composta pelo
encaixe da cabeça do úmero com a cavidade
glenóide da escápula. 
É uma das articulações mais móveis do nosso
corpo e possui movimento em todos planos e
eixos, porém a um preço um tanto quanto alto.
Também é uma das articulações mais instáveis
e mais suscetíveis a padrões alterados de
movimento.
Podemos caracterizar como slide anterior ume-
ral, quando ao olharmos pelo fio de prumo e
visualizarmos a cabeça do úmero a mais de 2/3 à
frente da linha da acrômio. 
8.1 SLIDE ANTERIOR UMERAL
Devemos nos alertar que encontramos quase
todos os músculos do manguito rotador
envolvidos nesse padrão alterado, lembrando
que o manguito é composto por: Subescapular,
supra espinhoso, infra espinhoso e redondo
menor. 
Encontramos encurtados os músculos Peitoral
maior, deltoide posterior, infraespinhoso e
redondo menor. Encontraremos em insuficiência
ou alongamento excessivo bíceps cabeça longa e
subescapular. 
Curiosamente, com mais experiência, tu vai ver
que varios desvios são acompanhados de
outros, como o slide anterior geralmente
acompanha o tilt anterior das escapulas, ou a
protusão de ombros que é consequência da
abdução das escácpulas.
Outra forma de visualizarmos o slide anterior é
traçando uma linha da cabeça do úmero até o
epicondilo lateral da ulna, como na imagem
abaixo.
Essa alteração junto com a maioria das
alterações de ombros é muito mais comum em
homens, pois justamente envolve os músculos
que os homens mais tendem a sobrecarregar,
quando mal orientados. Peitoral e bíceps.
Fiquem atentos, às vezes, menos é mais, e tu
pode vir a colher resultados muito melhores
com teus alunos trabalhando com volumes
menores do que eles estão acostuamados e
dando mais descanso. 
Por fim, antes de finalizar o cíngulo superior,
fica mais uma dica. A musculação vai ser uma
eterna experimentação. Aprendemos que
individualidade é lei quando trabalhamos com o
fisiculturismo, onde vemos potenciais gritantes
em praticantes naturais. Feliz do profissional
que descobre a alquimia de manipular o volume
e intensidade de treino conforme CADA ALUNO
RESPONDE.
CAPÍTULO 9
A CABEÇA
A CABEÇA
9.1 A PROTUSÃO DA CABEÇA
Quando encontramos um indivíduo com a
cabeça protusa podemos visualizar a cabeça
projetada mais à frente em relação ao fio de
prumo e geralmente acompanhando uma
hipercifose cervical.
Podemos dizer que “a cabeça é o leme do nosso
corpo”, ou seja, para onde olhamos ou nossa
cabeça aponta o nosso corpo vai atrás. 
Se nossa cabeça está projetada à frente
(protu- sa), nosso corpo também se projetará
para frente, mudando o centro de gravidade,
se a cabeça desvia para o lado (inclinada)
nosso corpo acaba se desviando para o
mesmo lado.
A protusão,a longo prazo, pode ser a causa de
várias dores na região cervical, trapézio e depen-
dendo de quão grave a alteração, em conjunto
com uma hiperlordose, dores que irradiam para
todo o braço.
9.2 INCLINAÇÃO LATERAL 
Quando encontramos um aluno com a cabeça
inclinada ou rodada, para a direita ou esquerda,
isso é fruto de um encurtamento unilateral de
esternocleidomastódeo, musculos da base do
occiptal, fibras superiores do trapézio e
elevador da escápula. Importante é que sempre
opetemos pela conduta bilateral em virtude do
déficit bilateral e educação cruzada e ultimos
casos alongamentos unilaterais.
CAPÍTULO 10
O EFEITO BOLA DE NEVE
Neste capítulo quero evidenciar como uma
alteração pode levar à outra, como um pé
pronado, pode ser causador de uma
escoliose e até uma bursite.
Um pé pronado, pode causar rotação interna da
tíbia, rotação interna do fêmur, que inclina o
quadril do mesmo lado, resultando em uma
escoliose compensatória e deixando um ombro
mais baixo que o outro. 
Por consequência de tudo isso temos o espaço
subacromial reduzido e aumentando as
chances de um pinçamento do acrômio com as
estruturas subacromiais, como a Bursa, tendão
da cabeça longa do bíceps e tendão do supra
espinhoso. 
Na próxima imagem podemos ilustrar:
O EFEITO BOLA DE NEVE
O corpo é uma unidade única e ao
movimentarmos um membro podemos estar
gerando uma série de adaptações em outros
membros, pois nossos músculos estão
interligados por um saco intersticial, um tecido,
chamado de fáscia e cada vez mais chega a
nosso conhecimento como os trilhos e rotas
miofasciais influênciam na forma
comportamental de um músculo, que, ao
mesmo tempo não impede o músculo de agir de
forma única. 
Se mexermos um palito de lugar ou um cordão,
alteraremos toda a estrutura e seu modo de
sustentação e funcionamento, exatamente como
ocorre no corpo humano.
Todavia, uma alteração em um membro, pode
alterar o funcionamento de toda nossa estrutu-
ra , como na imagem abaixo de uma estrutura
de tensegridade.
Gostaria de agradecer a meu honrado pai
Ademir Boff, o qual me proporcionou todos os
meus estudos e o curso do B.O.P.E. 
Nada disso seria possível sem a participação
desse homem na minha formação, principalmen-
te de caráter e valores.
Seria injusto não fazer uma menção especial ao
professor Éder Lima, do curso B.O.P.E. (bases
organizacionais da preparação esportiva) o qual
me apresentou os desvios posturais e síndromes
de desbalanceamento e foi um grande mestre
no período de imersão.
Por último, mas não menos importante, a você
leitor, por acreditar no meu trabalho e
disponibilzar do seu bem mais precioso, o seu
tempo. Espero que este ebook tenha lhe trazido
muito aprendizado e eu possa contar com você
na próxima compra. Se você leu até aqui, pode
me chamar no whats app (54) 98139-9060 que te
darei um desconto ESPECIAL no meu curso
método B.O.F.F. ou em qualquer outro que vier
em seguida. 
AGRADECIMENTOS
Muito obrigado. 
Hiperatividade: Excesso de atividade neural e de
tensão por encurtamento de uma musculatura
inibindo o seu músculo antagonista.
Antagonista: Músculo que faz a função oposta de
outro musculo. Ex: Enquanto o bíceps braquial
faz a flexão do cotovelo, seu antagonista, o
Tríceps Braquial, faz extensão do cotovelo
(movimento oposto a flexão).
Inibição: Falta de aQvidade ou diminuição neural
de um músculo.
Alteração Estrutural: Alteração postural que é
desde o nascimento. Já faz parte da estrutura.
Alteração Funcional: Alteração adquirida por
hábitos posturais errôneos e disfunção na
função muscular.
Stiffness: Grau de rigidez de determinada
musculatura em relação aos sinergistas e/ou par
antagônico.
APÊNDICE
Tônico: Músculo que tende ao encurtamento e
hiperatividade. Ao entrar em hiperatividade inibe
seu antagonista Fásico.
Fásico: Músculo que tende a atrofia e inibição.
Geralmente são importantes estabilizadores.
Cisalhamento: Forças de atrito osso com
osso.
LIMA, E. Bases organizacionais da preparação
esportiva (B.O.P.E) A sessão de musculação.
Santa Catarina: 2014.
MYERS,T. Trilhos anatômicos: meridianos
miofasciais para terapeutas manuais e do
movimento. 3ed.-Barueri,SP: Manole,2016.
PAGE, Phillip; FRANK, Clare; LARDNER, Robert.
Assessment and treatment of muscle imbalance :
the janda approach. 1 ed. Editora:
Human Kinetics, 2009. 312p.
SAHRMANN, S. Diagnosis and treatment of
movement impairment syndromes. Editora
Mosby.
REFERÊNCIAS

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