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Questões Gerenciamento Comportamental Na Odontopediatria. 
Por que é importante estudar o desenvolvimento infantil e saber fazer uma boa análise comportamental da criança?
1. Entender o momento em que a criança se encontra no seu período de desenvolvimento atual em relação a fala, ao emocional, ao comportamental, a personalidade ajuda a eleger a melhor técnica, a forma de conversa e de explicar as coisas para a criança, além do seu tempo de permanência na cadeira. 
2. O comportamento verbal determina a capacidade de relação com o dentista. 
Quais posturas devem ser evitas e por quê?
1. Super identificação: tomar as dores da criança a ponto de perder o raciocínio logico e a capacidade crítica. Pode gerar afastamento, uma vez que se tende a culpar a mãe e está se sente coagida, não querendo levá-la novamente. Dessa forma, o profissional esquece da criança sentada e volta sua atenção com irá para a mãe, esquecendo que a criança está sofrendo. 
2. Dominação: o profissional não atrai a atenção da criança de forma lúdica, vê a criança só como mais um paciente não pensante e esquece que a criança é um ser que tem sentimentos. Pode atrapalhar a comunicação com a criança e pode perder o controle do comportamento. 
Qual a postura que o profissional deve ter com as crianças?
1. Empatia: entender que a criança tem sentimentos e se colocar no lugar dela. É um equilíbrio entre o técnico e o emocional. 
O que significa gerenciamento comportamental?
1. Modificar/alterar um comportamento indesejado da criança, estimulando ela a capacidade de enfretamento em situações diferentes e estimulando a sua individualidade. 
Quais os princípios que regulam o desenvolvimento infantil?
1. O desenvolvimento é multidimensional: interação físico motora, cognitiva emocional e social. 
2. O desenvolvimento é integral: mudança em uma dimensão altera outra. 
3. O desenvolvimento se dá de forma contínua: inicia-se a partir da concepção até a sua morte. 
4. O desenvolvimento ocorre em interação: a interação com outras pessoas, com coisas e com o ambiente, ajuda a criança a crescer
5. O desenvolvimento segue um padrão, mas é único para cada criança: criança apresenta mudanças contínuas, passando por um determinado estágio, entretanto o caráter do desenvolvimento varia de criança para criança seguindo suas características hereditárias e ambientais.
Como é a teoria do desenvolvimento humano segundo Freud (1856-1939)?
Ela é dividida em 8 fases. 
Segundo Freud o desenvolvimento humano e a constituição do aparelho psíquico são explicados pela evolução da psicossexualidade. A sexualidade está integrada no nosso desenvolvimento desde o nascimento, evoluindo através de estágios, com predomínio de uma zona erógena, isto é, de uma região do corpo (epiderme ou mucosa) 2 3 que, quando estimulada, dá prazer.
 Cada estágio é marcado pelo confronto entre as pulsões sexuais (libidos) e as forças que se lhe opõem.
1. Fase oral: 0 a 1,5anos. 
Satisfação X Insatisfação. 
Boca: A boca é o centro mais importante, onde a criança percebe o mundo e mantem a sua vivacidade. É por onde entra o alimento, é por onde troca energias com a mãe. É uma zona erógena. Ela é o centro de prazer. A criança explora o corpo e o mundo com a boca. A sucção é o ato mais importante. 
Simbiose com a mãe: Nesta fase, a criança vive uma fase de simbiose com a mãe até os 7 meses, ou seja, ela ainda não sabe que a mãe é uma extensão, não entende os limites entre e sua mãe. O atendimento odontológico deve acontecer com a criança no colo. 
Reflexos: dominam sua atitude. Nesta fase tem-se os reflexos de recém-nascido, como o de rotação, o de sucção, o de moro, o de babinsk, o de prensão, o de marcha automática e afins, os quais fazem parte do desenvolvimento infantil. É normal a perda desses reflexos com o passar dos meses. 
Choro: comum, é uma forma de expressão. 
Gradualmente, a criança vai perdendo a necessidade da sucção coma introdução da alimentação sólida. É normal que esse início seja difícil. A necessidade fisiológica é perdida, mas a psicológica continua. O hábito da sucção além dos 3 anos é prejudicial ao desenvolvimento dentário. 
Amamentação: Causa tendencia padrão de respiração nasal. Fortalece a musculatura facial. Favorecimento do crescimento da mandíbula. Sua ausência pode causar o crescimento inadequado da face, o qual afeta a respiração, prejudicando o sono, a memória e a concentração. Reconstrução do vínculo após o corte do cordão umbilical. Ato mais importante. Atividade reflexa e não voluntária
2. Fase anal: 1,5 a 3 anos. 
Autonomia x Vergonha/Dúvida
Fase de maior maturidade para o tratamento. 
Controle da bexiga e do intestino: controle dos esfíncteres – autonomia. 
Padrão comportamental alternado: um dia colabora, em outro, não. 
Retenção: Atividades repetidas, brinquedos favoritos. 
Eliminação: jogar fora, impaciência. 
Idade dos desafios: a criança não gosta de ser contrariada. 
A criança pode ficar sentada de 10 a 20min. 
Ela já compreende explicações simples de acordo com o princípio: falar, mostrar e fazer. Nesse momento, a criança já pode ter duas atividades ao mesmo tempo, como ficar sentada e permanecer com a boca aberta
Comente sobre o desenvolvimento neuropsicomotor: 
1. Biológico: 
Envolve as mudanças do físico: carga genética familiar. 
		Desenvolvimento cerebral:
		Ganho de peso e altura
		Ação hormonal. 
Medidas antropométricas: A avaliação antropométrica em crianças deve ser realizada a partir da aferição do peso, altura, perímetro cefálico, perímetro braquial e dobra cutânea sendo comparadas em conjunto com a idade da criança
	O perímetro cefálico, como uma das técnicas antropométricas, com suas curvas de referência e sua tendência secular, mostra relação com o crescimento cerebral, com a desnutrição precoce, com o desenvolvimento neuromotor e com algumas patologias da idade adulta
Mais de 83% do crescimento cerebral ocorre no 1 ano de vida.
2. Cognitivo: 
Mudanças na capacidade de fazer contato e se relacionar com o mundo relacionados com a carga genética e fatores ambientais 
Inteligência, pensamento e linguagem. 
3. Socioemocional: 
Mudanças individuais e sua influência no relacionamento com outras pessoas através de limites e correções de atitudes relacionando-os com os fatores ambientais
emoção, personalidade, relacionamento com outras pessoas. 
Como é a criança na primeira infância?
1. Comunicação difícil. 
2. Instável emocionalmente. 
3. Comunicação multissensorial.
4. Precisa dos pais. 
5. Semi-independencia. 
6. Tem limite de entendimento e de tolerância. 
7. Tem que treinar para o uso de escova. 
Como deve ser a primeira consulta com a criança?
1. É um momento muito importante para estabelecer um bom relacionamento com o dentista e com a odontologia. 
2. Receber os pais e a criança. 
3. Explicações previas das consultas. 
4. Diagnosticar a condição do paciente. 
5. Avaliar hábitos, história médica, aleitamento. 
6. Entender a rotina da criança. 
Como é feito o condicionamento direto?
1. Diretamente na cadeira. 
Como é feito o condicionamento indireto?
Em manequins. 
Exemplares lúdicos. 
Como pode ser o posicionamento da criança?
1. Criança na cadeira: posição convencional. Posição semelhante a maca do pediatra. 
2. Criança na Macri. 
3. Criança no colo. 
4. Criança na posição joelho com joelho. 
Como é feita a limpeza do dente do bebê?
1. Aleitamento natural: não se limpa a boca da criança. Parte das imunoglobulinas do leite materno são absorvidas sublingualmente nos primeiros 30 minutos
2. Aleitamento artificial: 1x ao dia. 
O que é o medo Objetivo?
Direto: Relacionado a experiencia odontológica. 
Indireto: por associação. 
O que é o medo subjetivo?
Medo sugestionado por outras pessoas.
Qual a classificação do medo?
Categoria 1: Definitivamente negativo (--) Recusa tratamento, cria resistência, demonstra medo ou qualquer outra evidência de extremo negativismo 
Categoria 2: Negativo (-) Reluta em aceitar o tratamento, não coopera imediatamente, alguma evidência de comportamento negativo mais não pronunciado
Categoria3: Positivo (+) Aceita o tratamento com cautela, deseja ajudar o dentista, ocasionalmente com reservas, mas segue as instruções e coopera 
Categoria 4: Definitivamente Positivo (++) Tem um bom relacionamento com o dentista, interessa-se pelo procedimento dentário, ri e diverte-se com a situação
O que é o medo?
É um estado emocional diante do perigo, caracterizado pelo conhecimento intelectual deste, provocando apenas a sensação psicológica.
O que a criança gosta no consultório?
Ser chamado pelo nome ou apelido → Sala de espera interessante → Fundo musical → Que o CD fale quando trabalha → Que o CD explique o procedimento → Olhar no espelho o trabalho do CD → Que o CD pare ao seu sinal → Receber elogios → Presente após a consulta.
O que a criança não gosta no consultório?
Esperar pelo atendimento → Refletor nos olhos → Ser comparada com outras crianças → Rolo de algodão → Sala de espera sem atrativos → Cheiro do consultório → Cheiro da respiração do CD → Não saber a verdade sobre procedimento → Responder pergunta com boca cheia → Ação do motor → Que o CD a repreenda
Diferencie medo, ansiedade e fobia:
1. Medo: Resposta emocional a uma ameaça imediata e concreta. Reação normal que ocorre diante de um perigo. Tem função protetora. Desenvolver habilidade de enfrentamento ao “stress”
2. Ansiedade: resposta emocional diante da antecipação de uma ameaça futura ou de situações incertas. Diferente do medo, que é uma resposta a um perigo imediato, a ansiedade surge em resposta a possibilidade de que algo ameaçador possa acontecer. 
3. Fobia: ansiedade e medos não controlados podem gerar a fobia. É um medo extremo, irracional e persistente de algo. Ao contrário do medo que é uma resposta normal, a fobia é uma reação exagerada. 
Quais os distúrbios de conduta de interesse odontopediátrico?
1. Agressividade:
Normal no início da socialização 
Atitudes paternas → Superindulgência sem disciplina das manifestações iniciais de agressividade → ocasionando agressividade excessiva → refletindo em todos os ambientes da criança: lar, escola, dentista
2. Negativismo:
Criança teimosa – considerado normal até 3 anos de idade diminuindo aos 4 anos → empenho da criança em lutar para promover sua independência 
Atitudes dos pais → Superautoridade Medo de crítica
3. Birra:
Resposta a uma frustação da criança → tentativa de conseguir seus objetivos.
Falta de alternativa para o CD → situação desastrosa.
4. Fobia:
Medo infundado por algum objeto (situação presente ou não).
Manifestações de medo e ansiedade → não tratados → alterações comportamentais.
5. Ansiedade:
Estado de alerta ante o perigo sem conteúdo intelectual 
Não consegue explicar por que ou de que tem ansiedade
6. Medo: 
Faz parte do desenvolvimento Infantil → transitório 
As experiências de medo → apropriada à idade 
Desenvolver habilidade de enfrentamento ao “stress”
Quais as técnicas de gerenciamento comportamental?
1. Controle de voz:
Mudança abrupta no tom de voz no intuito de conquistar a atenção e o comportamento desejado da criança. Deve passar a ideia de “quem manda aqui sou eu”. A expressão facial do dentista também deve refletir esta atitude de confiança. A mensagem deve ser clara, e objetiva para que a criança a compreenda, evitando muito interlocutores.
Indicação: Em qualquer paciente, especialmente em crianças acima de 3 anos de idade para estabelecer limites.
Objetivo: chamar atenção da criança. 
2. Dizer, mostrar, fazer:
Dizer o que vai ser feito com palavras acessíveis, depois mostra o que foi feito e depois dá o espelhinho para ela ver o que foi dito. 
Indicação: pacientes com medo e com algum tipo de ansiedade.
Elogiar sempre no final
3. Reforço positivo: 
Fortalecimento de um padrão de comportamento favorável, aumentando a possibilidade de se repetir esse comportamento esperado.
Objetivo → Obtenção de comportamento desejável → pela eliminação de reforços negativos e incentivo à reforços positivos
Indicação: reforçar comportamentos positivos/desejados. 
Reforços sociais (elogios) ✓ Reforços materiais ✓ Reforços de atividades
4. Dessensibilização: 
Os estímulos desagradáveis que produzem ansiedade/medo são apresentados gradativamente 
Como aplicar: 1. Treinar o paciente a relaxar 2. Construir hierarquia de estímulos que provocam medo 3. Introduzir o estímulo mais aceito até o menos aceito, evoluindo quando a criança não teme mais o estímulo anterior.
Criar uma escala de dificuldade de procedimentos dos mais simples ao mais complexo e so passar para a próxima etapa quando a criança estiver dessensibilizada. 
5. Imitação: 
É um processo de aprendizagem em que a criança aprende através de observação de um modelo Modelos reais ou filmes
Bem indicada em crianças amedrontadas. 
6. Contenção: 
Crianças não colaborativas ou com estresse muito grande. 
Restrição dos movimentos do paciente, com ou sem seu consentimento, para reduzir o risco de lesões durante o procedimento; inclui abridor de boca em criança não cooperativa 
Tipos: 
Ativa → movimentos contidos por pessoas. CD + Auxiliar, mãe + auxiliar 
Passiva → movimentos contidos por objetos. Cinto, fita lençóis, tábua de “Papoose”, abridores de boca.
7. Mao sobre a boca: 
Indicação: crianças incontroláveis em histeria, debatendo-se na cadeira e maiores de 3 anos. 
Se nenhuma comunicação é possível devido à criança estar gritando e chorando, o dentista posiciona a mão sobre a boca da criança para abafar o ruído, e simultaneamente se aproxima do ouvido e diz baixo, sem gritar, calmamente e sem raiva “você tem que parar de gritar, quero conversar com você, quero olhar os seus dentes”.