Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ TRABALHO COMPONENTE CURRICULAR DA DISCIPLINA CURRICULO TEORIA E PRÁTICA. UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE PEDAGOGIA: DISCIPLINA: CURRICULO TEORIA E PRÁTICA, PROFESSORA: MARILIA GOMES GODINHO. TÍTULO DA ATIVIDADE ESTRUTURADA: ANALISE DE UM CURRICULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA EM ESPECIAL EDUCAÇÃO INFANTIL. ALUNO (A): ANDERSON JOSÉ DIAS MACHADO 1-TEMA DA ATIVIDADE DE PRÁTICA CURRICULAR ANÁLISE DE UM CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA FUNDAMENTO NAS ÁREAS ESTABELECIDAS NA BNCC. IARAS 2019 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo a análise do currículo da educação básica, em especial o currículo da educação infantil. Fazendo relação à Base Comum Curricular brasileira, para identificar se essa base curricular está sendo empregada e seguida de forma honesta pela escola em que escolhi para que este trabalho acontecesse. As seguintes informações do trabalho foram dissertadas com base na observação dos currículos observados da EMEI “Professor Oscar Damiano”. PRODUÇÃO DE TEXTO O currículo da escola aborda todas as competências gerais exigidas para a Educação Básica, é importante, pois, assim a escola tem uma direção de como seguir em frente levando uma boa educação aos seus alunos, a educação infantil, primeira etapa da educação básica, reveste-se de grande importância para a criança por constituir as primeiras experiências de ação educativa, externas a família, que ela vivência. Tendo como finalidade a promoção do desenvolvimento integral dessa criança, até os cinco anos de idade, em seu aspecto físico, psicológico, afetivo, intelectual e social (LDB, 1996), a educação infantil precisa cumprir essa missão com o compromisso de tornar essencialmente satisfatórios seus espaços, tempos e ações. Nesse sentido, é fundamental a consciência de que esta Proposta Curricular deve ser o norte para que as instituições de educação infantil concretizem projetos pedagógicos voltados para a formação da identidade da criança, nos quis têm papel essencial ações que construam uma vivência lúdica, interessante, pedagogicamente fundamentada, além de determinantes no desenvolvimento da autoconfiança, autonomia, independência, autoconceito, autoestima, cooperação, solidariedade e responsabilidade das crianças. Vale ressaltar que a instituição de educação infantil é um espaço que profissionais especializados gestam uma ação educativa comprometida com o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, onde o brincar lhe possibilita criar situações cotidianas que favoreçam a construção da sua identidade, da imagem de si mesma e do mundo que a rodeia. Ao experimentar diversas vivências a criança realiza aprendizagens que contribuem para o desenvolvimento de funções sociais e cognitivas, na perspectiva da interação social defendida autores como Piaget, Vigotski e Wallon. Tal processo constituiu-se um momento ímpar pela constante busca da democratização da gestão educacional, ao passo que procurou incorporar as colaborações de toda a rede de sujeitos que trabalham com as crianças pequenas no colégio, e ao mesmo tempo, um processo de formação continuada intenso e eficaz. Dúvidas, inquietações, surgimento de novo marcos reguladores para a Educação Infantil no Brasil e, sobretudo, o lançamento da Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, (Brasil, 2015), foram encaradas com muita seriedade pelo grupo. Tomou-se sempre uma postura de “busca” de investigação do desconhecido, no intuito de analisá-la, e de perceber “como” as contribuições deste documento, e de teorias ligadas ao currículo da Educação Infantil poderiam colaborar com a prática das educadoras. Durante o trabalho, feito e refeito a muitas mãos, ficou muito claro o objetivo maior dessa empreitada: oferecer subsídios às educadoras da EMEI “Professor Oscar Damiano” para que, em seu cotidiano, realizem cada vez mais, experiências significativas com as crianças, colaborando, assim, para o desenvolvimento integral e pleno das mesmas. A experiência reforçou nossa convicção na necessidade de se investir cada vez mais nos processos coletivos, especialmente quando esses perpassam políticas educacionais que tratam da formação de seres humanos. Tais políticas devem partir das necessidades de suas bases, de quem habita, como de fala popularmente,” o chão da escola” numa postura dialógica, respeitosa e amorosa (Freire, 2005). O currículo analisado considera os fundamentos pedagógicos da BNCC, seguindo cuidadosamente todas as etapas da vida escolar das crianças da educação infantil. A organização curricular da educação infantil deverá promover em sua prática educacional os cuidados e a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivo, cognitivo linguístico e social da criança, proporcionando a interação entre diversas áreas do conhecimento, sobre espaço, tempo, comunicação e expressão, cuidados com a saúde, com a sexualidade, com a vida social e escolar, com o meio ambiente, com a cultura, as linguagens, o lazer, a ciência e a tecnologia. Ao iniciar sua trajetória de vida, as crianças têm direito a saúde, amor, aceitação e segurança, que constituem um forte alicerce para suportar as fases posteriores de desenvolvimento. Assim sendo, surge uma nova concepção de creche-ambiente de educação e cuidados_ que sinaliza para a fundamental importância de que a este espaço, anteriormente direcionado somente aos cuidados para com a criança, atribui-se um papel educativo complementar junto às famílias. As famílias, as instituições e a sociedade como um todo são responsáveis pela infância e realizam ações que se complementam. Em momento algum um substituirá a outra, pois são de grande importância para a Educação Infantil. O currículo analisado estimula a contextualização dos conteúdos, a organização interdisciplinar e aplica metodologias didático-pedagógicas diversificados. A criança desde que nasce é um ser ativo. Possui um repertório de conduta ou reflexos inatos que lhe permite interagir com seu meio e experimentar as primeiras aprendizagens, consistindo nas adaptações que faz as novas condições de vida. O contato do bebê com o meio humano transforma essas condutas inatas em respostas complexas. Aos poucos assimila novas experiências, integrando-as aos que já possui, gerando novas respostas. Este processo de adaptação às condições novas que surgem se dá ao longo de toda a infância. Durante o primeiro ano de vida, a criança constrói um pensamento essencialmente prático, ligado à ação, a percepção e ao desenvolvimento motor. É através dessas ações que a criança processa informações, constrói conhecimentos e se expressa desenvolvendo seu pensamento. Ao final do primeiro ano de vida, as ações das crianças passam a ser cada vez mais coordenadas e intencionais. O desenvolvimento da função simbólica tem importância ao desenvolvimento psicológico e social da criança; internalizam funções e capacidade ao longo do seu processo de desenvolvimento e vai situando e ampliando sua participação no universo social. O aperfeiçoamento da linguagem, o aumento do vocabulário deverá ser permeado pela diversidade de experiências e oportunidades sem contextos significativos para a criança. No que se refere ao desenvolvimento físico motor, os três primeiros anos de vida, representam a fase em que o crescimento ocorre de maneira mais acelerada. Elas quadruplicam de peso e dobram a altura em relação ao nascimento, adquirindo movimentos voluntários e coordenados. Controlam a posição do seu corpo e o movimento das pernas, braços e tronco, significam que correm, rolam, deitam e tantas outras coisas. O desenvolvimento motor se dá quando a criança adquiriu padrões de movimentos musculares, controle do próprio corpo e habilidades motoras, onde alcança possibilidades de ação e expressão. Está relacionado com o desenvolvimento psíquico, principalmente no primeiro ano de vida. Ao desenvolver ação motora a criança está construindo conhecimento de si própria sobre o mundo que a cerca. Esta relação construtiva que a criança estabelece com objetos, acontecimentose pessoas constituirão uma base fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo e social. Aos três anos, há um desenvolvimento claro das habilidades sócias ampliando os vínculos afetivos e sua capacidade de participação social. A criança dos três aos cinco anos de idade, apresenta seu desenvolvimento de forma menos acelerada, caracterizado pelo progresso advindo das fases anteriores. O desenvolvimento da capacidade de simbolização progride através da linguagem, da imaginação e da imitação. Ela faz uso do repertório cada vez mais rico de símbolos, signos, imagens e conceitos para medir a relação com a realidade e o mundo social. A linguagem é bem desenvolvida, devido a diversificações de situações, pois amplia expressão verbal, tendo quase que um domínio completo de todos os sons da língua por volta dos cinco anos de idade. Centrado nos eixos Formação Social e Pessoal e Conhecimento do Mundo, o ensino e a aprendizagem são atividades conjuntas, compartilhadas, que asseguram á criança ir conhecendo e contribuindo, progressivamente, o mundo que a envolvem com os objetos, pessoas, os seus sistemas de comunicação, valores, além de ir conhecendo a si mesma. Com o fazer lúdico, pensa reflete e organiza-se para aprender em dado momento. Estas vivências são fundamentais para o processo de alfabetização e letramento. Devem-se considerar os conhecimentos que a criança já possui e suas várias experiências culturais para efetuar a ação pedagógica compartilhando, auxiliando a enfrentar novas perspectivas, mas do modo como a criança vê, penas orientando e praticando até encontrar o fortalecimento nas relações pessoais, sociais e de conhecimento geral. Propor para as crianças um mundo de interação contribuíra para um desenvolvimento emocional, social, fundamentando-as nas suas formações, e na realidade de cada um. O currículo incentiva a estruturação dos cinco campos de experiência delimitados na BNCC que são: O eu, o outro e o nós, é na interação com os pares e com os adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Corpo, gestos e movimentos_ com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, consciente dessa corporeidade. Traços, sons, cores e formas - conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilitam ás crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciarem diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Escuta, fala, pensamento e imaginação desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua manipulação, etc...) REFERENCIAS htpp://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil htpp://basenacionalcomum.mec.gov.br/wp- content/uploads/2018/02/bncc-20dez-site.pdf DIAS, Fátima Regina Teixeira de Salles; FARIA, Vitória Líbia Barreto de.Currículo Na educação Infantil: Diálogo com os elementos da Proposta Pedagógica. São Paulo: Scipione, 2007. image1.jpeg