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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CURSO DE PEDAGOGIA SANDRA REGINA BORGES INCLUSÃO ESCOLAR: FORMAÇÃO DOCENTE Iaras /SP 2019 SANDRA REGINA BORGES INCLUSÃO ESCOLAR: FORMAÇÃO DOCENTE Projeto de TCC, apresentado ao Curso de Pedagogia Da Universidade Estácio de Sá, como requisito parcial para a aprovação do Projeto apresentado como exigência da disciplina PPE – Pré-Projeto. Orientador: MARIA DILMA DA SILVA FERREIRA. Iaras /SP 2019 LINHA DE PESQUISA: PRÁTICAS EDUCATIVAS TEMA: EDUCAÇÃO INCLUSIVA TITULO: INCLUSÃO ESCOLAR: FORMAÇÃO DOCENTE 1. INTRODUÇÃO Este trabalho tem por intuito analisar as mudanças ocorridas em relação às práticas de inclusão educacional e as dificuldades e desafios enfrentados nesse processo, bem como as dificuldades enfrentadas pela escola e sociedade no enfrentamento as questões arraigadas no que se refere à educação inclusiva, abordando ferramentas utilizadas nesse processo. 1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA Historicamente, nossa sociedade traz as marcas de tradições culturais e de práticas sociais discriminatórias. Assim, a educação para alunos com deficiência não tem se constituído, em geral, como parte do conteúdo curricular da formação básica, comum, do professor e quase sempre é vista como uma formação especial reservada àqueles que desejam trabalhar com esses alunos. A desigualdade é evidente quando se trata de exclusão educacional e tecnológica. As disparidades entre a educação nos vários Estados do País refletem esse distanciamento entre a população de extrema pobreza e baixa renda em relação às demais classes sociais. As discrepâncias se manifestam ainda mais quando a sociedade no qual o indivíduo está inserido não promove o estímulo à interação de sua população, o reconhecimento multicultural é essencial no desenvolvimento de ações inclusivas. O acesso à escola através dessas ações visa fazer com que os alunos sejam tratados com dignidade, de forma a propiciar uma educação eficiente considerando as particularidades, aptidões e dificuldades de cada cidadão, uma educação focada na heterogeneidade e para isso é necessário compreender com que tipo de pessoas interagimos, pois somente desta forma é possível contribuir com a coordenação e gestão de cada caso realizando as adaptações necessárias.. A implantação de propostas para atendimento às pessoas com deficiência é difícil e burocrática. Desta forma, para que possamos compreender as mudanças ocorridas ao longo do tempo, na luta pela educação inclusiva, devemos conhecer um pouco da história e dos principais movimentos e políticas ocorridos ao longo dos anos, na busca por uma educação para todos. O acesso à escola através dessas ações visa fazer com que os alunos sejam tratados com dignidade, de forma a propiciar uma educação eficiente considerando as particularidades, aptidões e dificuldades de cada cidadão, uma educação focada na heterogeneidade e para isso é necessário compreender com que tipo de pessoas interagimos, pois somente desta forma é possível contribuir com a coordenação e gestão de cada caso realizando as adaptações necessárias. Objetiva-se compreender, a partir das proposições legais e de alguns pressupostos teóricos sobre a educação inclusiva, como deve ser a formação de professores para o exercício da docência regular, junto a alunos com deficiência. Quais políticas sociais garantem efetivamente a formação de professores para o exercício da docência regular, junto a alunos com deficiência, com eficiência e equidade? 2. LEVANTAMENTO DO REFERENCIAL TEÓRICO DA PESQUISA No transcorrer da história universal, desde os mais remotos tempos, o sentido da deficiência foi tomando diferentes interpretações, construindo as evidentes teorias e práticas segregadoras, ainda hoje presentes no nosso dia- a- dia, inclusive quanto ao acesso ao saber. Este capítulo trará um breve panorama sobre a história da educação inclusiva no Brasil e das políticas públicas na área, bem como dados históricos sobre a criação, implementação e alteração de cursos para a formação docente, visando o trabalho com pessoas com deficiência. A Lei n.º 5.692/71, que altera a LDB de 1961, propõe „tratamento especial‟ para os alunos com “deficiências físicas, mentais, os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados”, porém, não promove a organização de um sistema de ensino capaz de atender às necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos alunos para as classes e escolas especiais. De acordo com a Declaração de Salamanca: O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e superdotadas, crianças de rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou marginalizados. Tais condições geram uma variedade de diferentes desafios aos sistemas escolares. No contexto desta Estrutura, o termo "necessidades educacionais especiais" refere-se a todas aquelas crianças ou jovens cujas necessidades educacionais especiais se originam em função de deficiências ou dificuldades de aprendizagem (BRASIL, 1994). Um longo caminho tem sido percorrido entre a exclusão e a inclusão, proposta essa, que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a igualdade de direitos e de oportunidades para todos. A legislação vem respaldar esses direitos com dispositivos que devem converter-se em um compromisso ético-político de todos, nas diferentes esferas do poder. Porém, somente os dispositivos legais não garantem, por si só, uma sociedade inclusiva, mas sim as formas como eles são operacionalizados no dia-a-dia. Segundo Mantoan (2006, p. 16): A inclusão escolar está articulada a movimentos sociais mais amplos, que exigem maior igualdade e mecanismos mais equitativos no acesso a bens e serviços. Ligada a sociedades democráticas que estão pautadas no mérito individual e na igualdade de oportunidades, a inclusão propõe a desigualdade de tratamento como forma de restituir uma igualdade que foi rompida por formas segregadoras de ensino especial e regular. Assim, o processo de inclusão de crianças com deficiência é um grande desafio, pois causa diversas mudanças no ambiente escolar. Deve existir muita compreensão por parte dos alunos, professores, pais e comunidade para que se possa realmente incluir essas pessoas, contribuindo para o seu desenvolvimento, além de poder enriquecer a formação de todos, no geral. Vale ressaltar que a capacitação dos professores para que possam trabalhar com esse público, é uma questão muito importante para que a inclusão desses alunos possa ocorrer de forma significativa, favorecendo sua formação. Para tanto, utilizaremos a pesquisa bibliográfica. Os referenciais que utilizaremos para interpretação dos dados e sustentação da análise partiram de autores como Baumel (2002), Cartolano (1998), Mantoan (2006) que buscam compreender a construção da educação inclusiva acerca da formação de professores e a escola inclusiva, bem como os estudos acerca da formação do educador no curso de pedagogia: a educação especial, etc. Optou-se ainda pela pesquisa bibliográfica em livro da disciplina do curso de pós em EAD, dissertações de mestrados e artigos científicos da Internet e acervode várias bibliotecas, abrangendo assuntos como: - recursos tecnológicos no auxílio a aprendizagem da pessoa deficiente; - estratégias de aperfeiçoamento de ensino e propostas de inclusão educacional; - educação inclusiva; - abordagens do atendimento educacional e recursos oferecidos; - orientações voltadas a profissionais de instituições que atendem pessoas com deficiência; - formação docente e práticas pedagógicas; análise de diferentes experiências e vivencias; - formação docente, princípios e fundamentos e Planejamento escolar; - importância do acompanhamento das diferentes situações de ensino-aprendizagem e aplicação dessas ações na rotina escolar. O material de pesquisa contribuirá para uma visão da realidade da educação atual em nossa sociedade, expondo as dificuldades e progressos e apontando caminhos e estratégias para a efetivação das práticas educativas inclusivas.