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1 
CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
LEI 8.429/92 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA – CONCURSO UNIRIO 
- Introdução 
Os atos de improbidade são instituídos pela própria CRFB/88, em seu art. 37, §4º. Outros dispositivos 
relacionam-se ao tema, como o art. 14, §9º, 15, V, 37, caput e 85, V. 
Em sede infraconstitucional, a lei 8.429/92 é a lei de improbidade administrativa que possui incidência 
nacional, salvo as normas de cunho administrativo, como, por exemplo, os arts. 13, 14, §3º e 20, 
parágrafo único, da lei 8.429/92. 
Nos termos do Professor Rafael Oliveira, o ato de improbidade como ato ilícito, praticado por agente 
público ou terceiro, de forma dolosa, contra as entidades públicas e privadas, gestoras de recursos 
públicos, capaz de acarretar enriquecimento ilícito, lesão ao erário ou violação aos princípios que regem 
a Administração. 
Os atos de improbidade são atos de desonestidade, intimamente relacionados ao princípio da 
moralidade administrativa. 
Como sujeitos passivos de uma ação de improbidade administrativa, que podem cometer atos de 
improbidade, temos os agentes públicos em seu sentido amplo, ou seja, todo aquele que exerce sob 
qualquer forma ou vínculo, função pública, vide art. 2º, da lei 8.429/92. 
Terceiros, particulares, podem cometer atos de improbidade desde que associado a agente público 
respondendo juntamente à ação de improbidade, e concorram ou induzam um ato de improbidade. 
Grande e enorme controvérsia fica por conta dos agentes políticos e a sua submissão de alguns destes ao 
regime especial dos crimes de responsabilidade, como, por exemplo, o Presidente. Não invadiremos este 
mérito. Para sua prova devemos adotar o seguinte: os agentes políticos respondem pela lei de 
improbidade, esta é a tendência do próprio STF e já sedimentada no STJ. Há, no entanto, precedentes 
no próprio STF (Rcl 2138 DF) contrariamente em relação a Ministro de Estado especificamente. 
É, ainda, deveras pertinente salientar que segundo o próprio STF (Rcl 14954 AgR / MG), que não existe 
foro de prerrogativa para o julgamento de ação de improbidade, sendo o Juízo de Primeiro Grau 
competente. 
Com legitimidade ativa para a propositura da ação de improbidade administrativa temos um grande 
ator: Ministério Público (art. 17, da LIA). E quando não for o autor da ação, atuará, obrigatoriamente, 
como fiscal da lei, sob pena de nulidade (art. 17, §4º, da LIA). Isso em razão das ADINs (Ações de 
Inconstitucionalidade) 7042 e 7043 que suspendeu os efeitos da alteração do art. 17, trazido pela lei 
14.230/21, que conferia ao MP legitimidade exclusiva para a propositura de ações de improbidade. 
Assim sendo, com legitimidade ativa, temos, basicamente, aqueles que podem sofrer atos de 
improbidade, quais sejam: a) entes da federação; b) entidades da Administração Indireta; c) 
entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público; e d) 
entidade criada ou custeada com recursos públicos, limitado o ressarcimento de prejuízos, nesse 
caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. 
188.807.337-37
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
Ressaltamos que a lei de improbidade não estende suas sanções à esfera penal. Isto é, a lei de 
improbidade pune aqueles que são desonestos perante o Poder Público, sem, no entanto, afastar a 
possibilidade de agente responder a outro processo (ação penal) com base na legislação penal. 
A lei 14.230/21, responsável por uma profunda reforma na lei de improbidade administrativa, trouxe 
uma série de novidades. Dentre elas, destacamos as que seguem: 
- Consagração de entendimento do STJ 
Art. 2º, parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções 
previstas nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que celebra com a administração 
pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de 
cooperação ou ajuste administrativo equivalente. 
STJ, REsp 1186123. A sanção de perda da função pública não tem incidência sobre os agentes 
aposentados. 
- As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, 
induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade 
STJ, , REsp 1155992. Necessária comprovação de dolo na associação ao agente - 
STJ. Presença de agente público no polo passivo 
Exceção: Particular gestor de recursos públicos 
- PJ comete ato de improbidade? 
STJ já sustentava que sim (REsp 1127143) e a nova lei consagra, mas com ressalvas. 
As sanções desta Lei não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade 
administrativa seja também sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a 
Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013. 
- Dúvida sobre interpretação ou jurisprudência divergente não configurará improbidade 
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, 
baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser 
posteriormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder 
Judiciário 
- Sucessor e o limite da herança 
O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio 
transferido. 
- Inexistência de ato de improbidade culposo 
Art. 1º, § 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas 
nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais. 
188.807.337-37
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
§ 2º Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos 
arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente. 
§ 3º O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação 
de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. 
 
- Espécies de atos de improbidade: 
Inicialmente devemos tecer alguns comentários. 
- Dolo x Culpa 
Não há mais improbidade culposa 
Art. 1º, §2 e §3º - superou o entendimento de dolo genérico passando para o dolo específico, 
isto é, o agente deve ter a intenção exata de produzir aquele resultado e não simplesmente 
assumir o risco. 
Art. 11, §1º - dolo específico de novo e o §2º estende a todos os atos de improbidade 
Os arts. 9º e 10 consagram um rol exemplificativo de atos de improbidade administrativa, ou seja, os 
mais de 40 incisos no total qualificam-se como apenas exemplos, sendo possível a ocorrência de uma 
outra hipótese não prevista expressamente na lei. O art. 11 é exceção à esta regra, consagrando um rol 
taxativo, exaustivo, ou seja, os únicos atos de improbidade de atentado contra princípios da 
Administração são aqueles elencados nos incisos do mesmo. 
Isto posto, é deveras importante que você, candidato, tenha domínio acerca dos conceitos dos atos de 
improbidade, uma vez que questões de prova poderão apresentar ato de improbidade não descrito no 
referido rol, logo, sob minha orientação não aconselho ao candidato a tentativa desesperada de decorar 
os exemplos. Julgo de vital importância o domínio do conceito dos atos de improbidade. É o tema mais 
cobrado na lei de improbidade administrativa! 
São, hoje, 3 as espécies de atos de improbidade administrativa. Invadindo os conceitos, vejamos: 
- Enriquecimento ilícito 
Art. 9º, da lei 8.429/92. “constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento 
ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida 
em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades 
referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente”: 
Receber vantagem patrimonial indevida é, à grosso modo, o ato, ação, de “engordar o seu bolsoou 
deixar de emagrecê-lo”. Sendo necessária a comprovação de dolo para a configuração do ato de 
improbidade de enriquecimento ilícito. 
 
 
188.807.337-37
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
São exemplos de enriquecimento ilícito receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, 
ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, 
gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado 
por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, perceber vantagem econômica, direta 
ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de 
serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado, etc. 
Salientamos que a utilização da impressora de uma repartição pública configura enriquecimento ilícito, 
porém, segundo jurisprudência do STF, na fixação das penalidades o magistrado pode sopesar, 
ponderar a gravidade da conduta podendo afastar, inclusive, algumas penalidades, aplicando-as 
isolada ou cumulativamente. 
- Prejuízo ao erário 
Art. 10, da lei 8.429/92. “constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário 
qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, 
desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas 
no art. 1º desta Lei, e notadamente”: 
Neste caso o seu bolso “não engorda, tampouco emagrece”, mas os cofres públicos sofrem danos com 
seu ato, podendo, inclusive, que terceiro venha obter ganhos. 
Para fecharmos este ato de improbidade, atente que a expressão “lesão ou prejuízo ao erário” não se 
confunde com “lesão ou prejuízo ao patrimônio público”. Erário é termo que nos remete a recursos 
financeiros, ao patrimônio público econômico. Patrimônio público, em sentido amplo, engloba, por 
exemplo, o patrimônio histórico. Logo, concluímos que a ocorrência de dano ao patrimônio público não 
é elemento imprescindível para a aplicação das sanções previstas na lei. 
São exemplos: facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio 
particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo 
patrimonial das entidades referidas no art. 1º desta Lei, permitir ou concorrer para que pessoa física ou 
jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades 
mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis 
à espécie, etc. 
- Atentado contra os princípios da Administração Pública 
Art. 11, da lei 8.429/92. “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os 
princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, 
de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas”: 
Admite tanto as ações como omissões, porém somente mediante comprovação de dolo, afastando que 
uma simples ilegalidade configure improbidade, sendo necessário a comprovação de desonestidade 
intencional do agente. 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
São exemplos: negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a 
segurança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei, frustrar, em ofensa à 
imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento 
licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros, entre outros. 
Em relação especificamente à frustração de concurso público, vale uma ressalva: frustrar, em ofensa à 
imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento 
licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros é atentado 
contra princípios; frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de 
parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda 
patrimonial efetiva é lesão ao erário. 
Proponho a seguinte técnica de estudo à você candidato: 
Vamos dominar, absolutamente, o conceito esculpido nos arts. 9º, 10 e 11. 
De maneira a exercitar seus conhecimentos, a partir dos conceitos trabalhados e não na tentativa 
infrutífera, desesperada e desorganizada de decorar os incisos, você responderá ao lado de cada um 
destes de qual dos atos de improbidade se trata, se enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário ou atentado 
aos princípios da Administração (em razão da pouca incidência por ora, exclui o do art. 10-A). 
- Penalidades 
 
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
Das Penas 
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o 
responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada 
ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: 
I - na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa 
civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou de 
receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio 
de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos; 
II - na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se 
concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 (doze) 
anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder 
público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que 
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 (doze) 
anos; 
III - na hipótese do art. 11 desta Lei, pagamento de multa civil de até 24 (vinte e quatro) vezes o valor 
da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de 
pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 (quatro) anos; 
 
Da Declaração de Bens 
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração 
de imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria 
Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. 
§ 2º A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada anualmente e na data em 
que o agente público deixar o exercício do mandato, do cargo, do emprego ou da função 
§ 3º Será apenado com a pena de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público 
que se recusar a prestar a declaração dos bens a que se refere o caput deste artigo dentro do prazo 
determinado ou que prestar declaração falsa. 
 
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial 
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja 
instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. 
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do 
representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha 
conhecimento. 
188.807.337-37
 
 
 
7CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não 
contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao 
Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei. 
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos, 
observada a legislação que regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente. 
 
Prescrição 
8 anos da ocorrência do fato ou da cessação da permanência. 
STF: São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso 
tipificado na Lei de Improbidade Administrativa – RE 852.475/SP 
As alterações recentes da lei de improbidade definiram hipóteses de interrupção do prazo e reconheceu 
a prescrição intercorrente de 4 anos (1/2 de 8 anos [a prescrição da ação]) – isto é a prescrição que ocorre 
entre atos depois de já iniciado o processo, quais sejam: 
• Pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa; 
• Pela publicação da sentença condenatória; 
• Pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional 
Federal; 
• Pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça; 
• Pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal. 
 
Questões de Concursos: 
1- Quintilianus Regulus, agente público, foi acusado 
de má administração em período que permaneceu 
como Prefeito do município Y. 
O ato de improbidade, que cause lesão ao erário, para 
ser caracterizado deve ser considerado como: 
A) grave 
B) doloso 
C) culposo 
D) irreparável 
2- A Lei 8.429/1992 dispõe, entre outras 
providências, sobre as sanções aplicáveis em 
virtude da prática de atos de improbidade 
administrativa, de que trata o § 4º do art. 37 da 
Constituição Federal. A respeito do referido 
normativo legal, constitui ato de improbidade 
administrativa que importa enriquecimento ilícito: 
A) conceder benefício administrativo ou fiscal sem a 
observância das formalidades legais ou 
regulamentares aplicáveis à espécie. 
B) ordenar ou permitir a realização de despesas não 
autorizadas em lei ou regulamento. 
C) perceber vantagem econômica, direta ou indireta, 
para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem 
público ou o fornecimento de serviço por ente 
estatal, por preço inferior ao valor de mercado. 
D) realizar operação financeira sem observância das 
normas legais e regulamentares ou aceitar garantia 
insuficiente ou inidônea. 
 
GABARITO: 1- B; 2- C 
188.807.337-37
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO 2025 | Focado no Edital 
QUESTÕES DA BANCA INSTITUTO AOCP 
1- Em um procedimento licitatório para a contratação de serviços de manutenção de computadores, um servidor da 
área de informática de um Ministério Público estadual identificou que o edital da licitação apresentava critérios 
que favoreciam determinada pessoa jurídica interessada. Apesar disso, o servidor deixou de cumprir com o dever 
funcional de comunicar a irregularidade à autoridade competente. Em decorrência da inércia do servidor, a pessoa 
jurídica favorecida foi contratada, inclusive mediante valores superiores aos praticados no mercado, o que acabou 
gerando prejuízo aos cofres públicos. 
Diante desse caso hipotético, assinale a alternativa correta em conformidade com a Lei Federal nº 8.429/1992, que 
dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa. 
A) A responsabilização do servidor por ato de improbidade administrativa dependerá, no caso, da demonstração de 
que ele agiu com vontade livre e consciente de alcançar um resultado ilícito tipificado. 
B) O servidor poderá ser penalizado em razão da prática de ato de improbidade administrativa pela autoridade 
administrativa que apurou a conduta. 
C) A constatação de que o servidor da área da informática não recebeu qualquer tipo de vantagem patrimonial 
indevida impedirá que ele seja responsabilizado pela prática de ato de improbidade administrativa. 
D) A provada inobservância de dever funcional será suficiente para responsabilizar o servidor por ato de 
improbidade administrativa. 
E) Ainda que possa ser considerada grave, a constatada omissão impede que o servidor responda por ato de 
improbidade administrativa, cuja configuração exige uma ação do agente público. 
2- O prefeito de um município realiza um contrato com uma empresa para a construção de uma ponte. No entanto, 
durante a execução da obra, ele autoriza o pagamento de valores superiores ao realmente executado, sem a devida 
comprovação dos serviços prestados. A empresa, então, recebe mais do que o valor correspondente à obra, e a 
administração pública acaba arcando com esse prejuízo. Considerando esse caso hipotético, a conduta dolosa do 
referido prefeito, à luz da Lei nº 8.429/1992, pode ser enquadrada como 
A) um ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário, podendo resultar em ressarcimento ao 
patrimônio público. 
B) um ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública, sendo vedado o 
ressarcimento ao erário. 
C) um ato ilícito administrativo, mas que não se enquadra na lei de improbidade administrativa, sendo punido 
apenas na esfera disciplinar. 
D) um ilícito penal, mas não um ato de improbidade, pois não há enriquecimento ilícito. 
E) uma infração de menor potencial ofensivo, sem implicações na esfera de improbidade administrativa. 
 
Gabarito: 
1- A; 2- A.
 
 
188.807.337-37

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