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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
APOSTILA DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
 
CONCEITO 
 
Para doutrina administrativista os PRINCÍPIOS SÃO REGRAS GERAIS, são fontes basilares do 
Direito, eles representam mais do que uma simples orientação, sua observância é cogente, ou seja, é de 
cumprimento obrigatório. São os alicerces do Direito Administrativo. 
 
Definição de “Princípio” na visão dos grandes Mestres do Direito Administrativo. 
 
CONCEPÇÃO DE CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO 
 “Princípio é, pois, por definição, mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, 
disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas, compondo-lhes o espírito e servindo de 
critério para exata compreensão e inteligência delas, exatamente porque define a lógica e a racionalidade 
do sistema normativo, conferindo-lhes a tônica que lhe dá sentido harmônico”. 
 
CONCEPÇÃO DE JOSE DOS SANTOS CARVALHO FILHO 
“Princípios administrativos são os postulados fundamentais que inspiram todo o modo de agir da 
Administração Pública. Representam cânones prénormativos, norteando a conduta do Estado quando no 
exercício de atividades administrativas. ” 
 
CONCEPÇÃO DE JOSÉ CRETELLA JÚNIOR 
“Princípios de uma ciência são as proposições básicas, fundamentais, típicas que condicionam todas as 
estruturações subsequentes. Princípios, neste sentido, são os alicerces da ciência. ” 
 
REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO 
 
Regime jurídico administrativo é o conceito dado ao conjunto prerrogativas e ao conjunto de limitações 
que tipificam o Direito Administrativo, colocando a Administração Pública numa posição privilegiada 
na relação jurídico-administrativa. Esse regime deriva, respectivamente, do princípio da supremacia do 
interesse público e do princípio da indisponibilidade do interesse público. Resumidamente, pode-se 
afirmar que o Regime Administrativo se resume a duas palavras: PRERROGATIVAS E SUJEIÇÕES. 
 
PRINCÍPIO DA SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO 
 
Este princípio tem por objetivo colocar a Administração Pública em uma situação de superioridade, 
uma posição acima do particular. A professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro afirma que a 
supremacia do interesse público é marcada pela “VERTICALIDADE”. O administrador público 
representa uma coletividade, representa o interesse da maioria, por isso é necessário que ela tenha 
prerrogativas para se colocar em prática o interesse de toda a coletividade. Podemos citar como exemplo: 
• A desapropriação de imóveis para construção de uma escola pública ou até mesmo hospital 
público. 
• E a requisição administrativa que é um ato administrativo unilateral e auto executório que consiste 
na utilização de bens ou de serviços particulares pela Administração, para atender necessidades 
188.807.337-37
 
 
 
CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
coletivas em caso de perigo público iminente, mediante pagamento de indenização posterior, caso 
haja algum dano. 
 
PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO 
 
Significa que administrador, atuando em nome do interesse público, é um mero gestor dos bens 
públicos, ele não poderá exercer suas atribuições legais buscando suas vontades particulares. Ele deverá 
agir visando, obrigatoriamente, do interesse público. Por isso podemos afirmar que, enquanto o princípio 
da supremacia oferece prerrogativas ao agente público, como contrapartida, para evitar excessos, o 
princípio da indisponibilidade do interesse público impõe restrições à atuação administrativa. As 
restrições impostas à atividade administrativa ocorrem exatamente pelo fato de a administração não 
ser dona do bem público e sim mera gestora de bens e interesses públicos. 
 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência... 
 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: Sua definição é bem concisa, significa que a Administração Pública, 
seja ela direta ou indireta, só pode praticar as condutas autorizadas em lei. 
 
 
PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE: O princípio da impessoalidade estabelece um dever 
de IMPARCIALIDADE, de NEUTRALIDADE no exercício da função administrativa. Esse princípio 
impede discriminações negativas e privilégios oferecidos a particulares quando no exercício da 
função administrativa. Pois a atuação pública deve ser objetiva e não subjetiva. 
 
Toda a atuação da Administração Pública deve ser caracterizada pela impessoalidade, mas é possível 
observar sua plenitude em algumas atuações específicas como, por exemplo: 
 
• LICITAÇÃO: procedimento formal realizado para escolher a proposta mais vantajosa e casos de 
contratação para obras, serviços, compras e alienações. 
 
• CONCURSO PÚBLICO: é um processo seletivo que permite o acesso a emprego ou cargo 
público de modo amplo e democrático. É um procedimento impessoal onde é assegurada igualdade 
de oportunidades a todos interessados em concorrer para exercer as atribuições oferecidas 
pelo Estado, a quem incumbirá identificar e selecionar os mais adequados mediante 
critérios objetivos. 
 
A doutrina majoritária analisa esse princípio sob 3 VERTENTES (aspectos): 
 
1º. Vedação a que o agente público se promova às custas da administração pública; 
 
2º. Como determinante da FINALIDADE PÚBLICA de toda atuação administrativa; 
 
188.807.337-37
 
 
 
CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
3º. Teoria do órgão. 
 
1º ASPECTO: Nos termos da Constituição Federal em seu art. 37, § 1º, pode-se dizer que o princípio 
da impessoalidade veda a vinculação de atividades da administração à pessoa dos administradores, 
evitando que os mesmos utilizem a propaganda oficial para a promoção pessoal. 
 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. 
 
Art. 5, inciso LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem. 
 
Art. 37 § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá 
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela NÃO PODENDO constar nomes, 
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
Para reforçar ainda mais essa proibição, temos a Lei do Processo Administrativo (lei 9.784/99), em seu 
artigo 2º Parágrafo único. Inciso III que diz: 
 
Art. 2o Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: 
 
III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou 
autoridades; 
 
IMPORTANTÍSSIMO! 
 No artigo 37 da CRFB/88, A palavra “PUBLICIDADE” está sendo utilizada no sentido de propaganda 
e sua violação atinge o princípio da impessoalidade. É muito comum em provas de concurso as bancas 
quererem induzir o candidato a marcar a opção que afirma que tal conduta tem nexo com o princípio da 
publicidade. 
NÃO CAIA NESSA PEGADINHA! 
 
2º ASPECTO: A finalidade de todo e qualquer ato administrativo será sempre o INTERESSE 
PÚBLICO, portanto, todo ato que se apartar desse objetivo será NULO por desvio de finalidade. 
 
Mas o que é “desvio de finalidade”? 
Resposta: Ocorre quando um ato é praticado por agente ou órgão competente, porém é evidente na 
prática do ato que o mesmo não atingiu a verdadeira finalidade pública a que a própria lei determina. 
 
A lei de ação popular (lei 4.717/65) afirma em seu artigo 2º; parágrafo Único; alínea e o seguinte: 
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele 
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. 
 
O desvio de finalidade é tão sério que é tido como vício insanável, nãoadmitindo convalidação 
(conserto do ato). O único caminho a ser tomado diante de sua constatação é a anulação do ato. 
 
Exemplos reais de provas de concurso público de desvio de finalidade: 
1. Ato de remoção quando é aplicado no sentido não de remanejar o servidor público e sim de o punir. 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
2. Construção de uma estrada em um determinado trajeto somente para valorizar fazendas do 
governador; 
 
3. Ordem de prisão executada durante o casamento de inimigo do delegado; 
 
4. Desapropriação de um imóvel de um inimigo político; 
 
5. Remoção de policial civil para delegacia no interior a fim de afastá-lo da namorada, filha do 
governador; 
 
 
3º ASPECTO: A TEORIA DO ÓRGÃO (também chamada de TEORIA DA IMPUTAÇÃO 
VOLITIVA) do professor alemão Otto Gierke sustenta que o agente público atua em nome do Estado, 
titularizando um órgão público, de modo que a atuação ou o comportamento do agente no exercício da 
função pública é juridicamente atribuída, ou seja, imputada ao Estado. 
 
Resumindo, os atos administrativos praticados pelo agente não são imputados a ele, e sim a 
ENTIDADE POLÍTICA (administração direta), ENTIDADE ADMINISTRATIVA (administração 
indireta) ou até mesmo a ENTIDADES que atuam em COLABORAÇÃO com o Estado nas quais ele 
atua. 
 
OBS! A nossa Constituição federal adotou essa teoria de forma expressa em seu artigo 37 § 6º. 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Artigo 37 § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos RESPONDERÃO pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
Nesse caso, a impessoalidade existe pelo fato de os atos, apesar de serem praticados pelo agente, não 
é dele propriamente dito e sim da pessoa jurídica que ela integra. 
 
 
PRINCÍPIO DA MORALIDADE 
 
Esse princípio exige uma atuação ética, proba, honesta dos agentes da administração pública, tal 
atuação é conhecida como moralidade administrativa. A moralidade administrativa é diferente da 
moral comum. O princípio da moralidade administrativa NÃO IMPÕE o dever de atendimento 
conforme a moral comum conhecida pela sociedade. Ela exige respeito a padrões éticos, de boa-fé, 
decoro, lealdade, honestidade e probidade incorporados pela prática diária ao conceito de 
boa administração. 
 
Portanto, não se deve confundir a moral comum com a moral administrativa. Enquanto aquela está 
pautada na noção do certo e errado para a sociedade, esta está intrinsecamente ligada com a boa ou 
má administração. Para o Direito Administrativo, deve-se analisar a moral administrativa. Certas 
condutas, ainda que não obrigatórias pela lei, passam a fazer parte dos comportamentos socialmente 
esperados de um bom administrador público, incorporando-se, assim, ao conjunto de condutas que o 
Direito torna exigíveis. 
 
Para a moralidade administrativa não basta o agente público cumprir formalmente a lei, ele tem que 
observar tanto a letra como o objetivo da lei. Assim, aquilo que é legal se filiará ao que é ético, por 
esse motivo a doutrina afirma que o princípio da moralidade complementa o princípio da legalidade. 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
OBS! NEM TUDO QUE É LICITO É MORAL 
No âmbito do poder legislativo, os responsáveis pelo aumento do subsídio são os próprios 
parlamentares. Caso eles queiram aumentar o valor de seus respectivos subsídios pode até ser legal, mas 
se aumentarem acima do normal estariam indo de (contra) encontro ao princípio da moralidade. 
A Constituição Federal de 1988 levou tão a sério a moralidade administrativa na conduta de seus 
agentes que impôs algumas penalidades a quem agir contra a mesma. E isso está positivado no art. 37 
§4º da nossa carta magna. 
 
Como é um assunto muito abordado em provas, vamos memorizar: CRFB/88 art. 37 §4º método 
mnemônico (Paris) 
 
 “Os atos de improbidade administrativa importarão na: 
 
P erda da função pública; 
A ção penal cabível; 
R essarcimento ao erário; 
I ndisponibilidade dos bens 
S uspensão dos direitos políticos; 
 
OBS! Quero fazer duas observações: 
 
A primeira é de que qualquer questão de prova que disser que os atos de improbidade importarão na 
cassação de direito políticos, você irá marca como errada, pois a constituição proíbe tal medida: 
 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos... 
 
A segunda é a observância em relação a troca de afirmação que as bancas fazem quanto a suspensão 
dos direitos políticos e perda da função pública. É muito comum as bancas inverterem os termos, por 
exemplo, ao afirmarem que é possível a pena de perda dos direitos políticos e suspensão da função 
pública. 
 
ATENÇÃO PARA O CORRETO QUE É: 
• SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS; 
 
• PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA. 
 
SÚMULA VINCULANTE 13 
 
O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ao editar a referida súmula vinculante no ano de 2008 teve 
por objetivo VEDAR O NEPOTISMO que consiste na nomeação de cônjuge companheiro, parentes 
em linha reta colateral e inclusive os por afinidade até o terceiro (3º) grau e também vedar as 
nomeações e designações recíprocas para cargos comissionados de natureza administrativa, essa 
proibição tem amparo jurídico nos princípios da moralidade e impessoalidade! 
 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
QUEM SÃO OS PARENTES DE ATÉ 3º GRAU? 
 
R: As Relações de Parentesco estão positivadas no código civil de 2002 em seu artigo 1.591 ao 1.595, 
para simplificar nossos estudos grave assim: 
 
 
LINHA RETA 
 
1º grau: pai, mãe e filho (a) 
 
2º grau: avô, avó e neto (a) 
 
3º grau: bisavô, bisavó e bisneto (a) 
 
PARENTES COLATERAIS 
 
2º grau: Irmão (a) 
 
3º grau: Tio (a) e sobrinho (a) 
 
4º grau: primo (a) OBS! NÃOOOO EXISTE PRIMO DE 1º GRAU!!! 
 
PARENTES POR AFINIDADE 
 
1º grau: Sogro (a) 
 
2º grau: cunhado (a) 
 
Conclusão, posso nomear meu primo (a) para um cargo comissionado de natureza administrativa! 
O importante agora é saber quais são os tipos de cargos comissionados que temos no ordenamento 
jurídico Brasileiro. Há duas naturezas nos cargos comissionados, eles podem ser de natureza política 
ou de natureza administrativa. 
 
IMPORTANTÍSSIMO 
A súmula vinculante nº 13 só atinge os cargos comissionados de natureza administrativa, assim o 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL referendou a possibilidade de que QUALQUER PARENTE pode 
ser nomeado para cargos comissionados de natureza política como por exemplo cargos de ministros de 
estado e secretários estaduais e municipais. 
 
LEITURA DA SÚMULA VINCULANTE 13 
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro 
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de 
direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, 
de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas, viola a Constituição Federal. 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE 
 
O princípio da publicidade pode ser definido como o dever de divulgação oficial dos atos 
administrativos. A Administração pública tem dever de informar à sociedade sobre a prática dos atos 
administrativos, garantindo, assim, uma atuação transparente por parte do Poder Público. 
 
É por conta desse princípio que os atos administrativos são publicados em órgãos de imprensa ou 
afixados em determinado local das repartições administrativas, ou, ainda, mais modernamente, 
divulgados nos sitesoficiais dos órgãos públicos na Internet. 
 
IMPORTANTE! 
 
O PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE NÃO É ABSOLUTO. Ao ser indagado por uma questão de 
prova que afirma que TODOS OS ATOS são publicados, o candidato deverá marcar tal opção como 
errada, pois o princípio da publicidade não é absoluto! 
É possível visualizar como exceção à regra da publicidade, o sigilo das propostas exigido na lei de 
licitações (Lei 8.666/93), e também do sigilo exigido no procedimento administrativo conhecido como 
inquérito policial nos termos do Código De Processo Penal. São atos de natureza administrativa, porém 
serão sigilosos justamente para garantir a eficácia dos mesmos. A própria Constituição Federal e a lei 
de processo administrativo no âmbito federal respaldam essa exceção. 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Art. 5º XXXIII “Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, 
ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”; 
LEI 9.784/99 
Art. 2o Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: 
 
V - Divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na 
Constituição; 
 
A doutrina afirma também que o princípio da publicidade engloba dois subprincípios do Direito 
Administrativo: 
 
1. Princípio da transparência: dever de prestar informações de interesse dos cidadãos e de não praticar 
condutas sigilosas, via de regra; 
 
2. Princípio da divulgação oficial: exige a publicação do conteúdo dos atos praticados atentando-se 
para o meio de publicidade definido pelo ordenamento ou consagrado pela prática administrativa. 
 
Para finalizarmos o estudo do princípio da publicidade precisamos saber que ele possui duas 
vertentes no ordenamento jurídico. 
 
1ª: Dar TRANSPARÊNCIA aos atos da administração; 
 
2ª: Dar EFICÁCIA aos atos administrativos. 
 
 
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 
 
Acrescentado no art. 37, caput, da CF pela Emenda n. 19/98, o princípio da eficiência foi um dos 
pontos principais da Reforma Administrativa que teve por objetivo implementar o modelo de 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “GERENCIAL” voltada para alcançar melhores resultados na 
atuação estatal. Antes da supracitada emenda nossa Administração Pública possuía uma visão 
burocrática. 
 
O princípio de eficiência traz a ideia de presteza, perfeição, rendimento funcional, redução de 
desperdícios, qualidade, rapidez e produtividade. 
 
A doutrina analisa esse princípio sob duas óticas: 
 
1ª ÓTICA - ATUAÇÃO DO AGENTE: O agente público no desempenho de sua função deve buscar 
a satisfação do interesse da coletividade sempre com presteza, perfeição, rendimento funcional. 
 
2ª ÓTICA - ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO: Para que o agente possa 
desempenhar bem suas atribuições com presteza, perfeição, rendimento funcional, a INSTITUIÇÃO 
precisa fornecer os meios adequados para que o servidor possa alcançar melhores resultados na prestação 
de serviços públicos. 
 
OBS! O princípio da eficiência está ligado diretamente como o princípio da economicidade (CF/88 
art. 70) onde deve-se buscar a prestação do serviço público de modo mais simples, mais rápido e mais 
econômico, melhorando o conhecido “melhor custo/benefícios” da atividade da administração. 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das 
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, ECONOMICIDADE, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante 
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
 
PRINCÍPIOS INFRACONSTITUCIONAIS (IMPLÍCITOS DA CF). 
 
PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA 
 
Este princípio tem uma incidência enorme em provas de concurso, ele se manifesta quando a máquina 
pública tem a capacidade de rever os seus próprios atos. Ele irá consagrar o controle interno que a 
Administração Pública exerce sobre seus próprios atos. Reside no poder-dever de retirada de atos 
administrativos por meio da anulação e da revogação. A anulação envolve problema de legalidade, a 
revogação trata de mérito do ato. 
 
Tutelar é proteger, zelar. Quando o Direito outorga poder de autotutela é, em suma, porque prescinde 
a obrigatoriedade de intervenção judicial para proteção de direitos. É que doutrina administrativista 
chama de autotutela administrativa. 
 
Entendimento esse que se encontra estampado nas súmulas 346 e 473 do SUPREMO TRIBUNAL 
FEDERAL. 
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
SÚMULA 346 
 
“A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.” 
 
 
SÚMULA 473 
 
“A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. ” 
 
Para entendermos melhor este princípio precisamos diferenciar dois questionamentos relacionados ao 
estudo dos atos administrativos. 
 
1º QUESTIONAMENTO. Qual é a diferença de um ato vinculado e um ato discricionário? Resposta: 
 
Os ATOS VINCULADOS são aqueles onde a lei estabelece condições e requisitos legais para a sua 
realização, a Administração Pública atuará sem liberdade, mas dentro dos limites legais impostos por 
lei. 
Ex: aposentadoria e licença para o particular. 
 
Os ATOS DISCRICIONÁRIOS são aqueles nos quais a Administração Pública tem liberdade de 
ação. É ela que escolhe seu mérito, seu conteúdo, seus destinatários no momento de sua conveniência 
e oportunidade e o modo de sua realização. 
Ex: permissões e autorizações. 
 
 
2ª QUESTIONAMENTO. Qual é a diferença entre anulação e revogação? Resposta: 
 
A ANULAÇÃO é a declaração de invalidade de um ato administrativo ILEGÍTIMO ou ILEGAL, feita 
pela ADMINISTRAÇÃO ou pelo PODER JUDICIÁRIO por motivo de Ilegitimidade ou Ilegalidade. 
 
Possui o chamado EFEITO EX TUNC, ou seja, retroage até o nascimento do Ato. 
 
Pode ser feita pela própria ADMINISTRAÇÃO através do controle de legalidade pautado no poder 
de autotutela do Estado. É uma justiça interna, exercida para a defesa da instituição e da legalidade de 
seus atos. 
 
Também pode ser feita pelo PODER JUDICIÁRIO, através do controle de legalidade, DESDE QUE 
haja provocação, ou seja, desde que sejam levados à sua apreciação pelos meios processuais cabíveis., 
aqui não existe a autotutela, pois o ato está sendo anulado por outro Poder. 
 
A REVOGAÇÃO é a retirada de um ato administrativo legítimo e eficaz do mundo fático, tem 
fundamento no poder discricionário de que dispõe a Administração e que SOMENTE a própria 
ADMINISTRAÇÃO pode realizar, por motivo de sua conveniência e oportunidade, sendo por isso 
PRIVATIVA da Administração. 
Ou seja, o judiciário não pode revogar um ato praticado por outro poder, e seu EFEITO é conhecido 
como EX NUNC. 
 
188.807.337-37
 
 
 
CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
Feitas as considerações acerca da anulação, revogação, vinculação e discricionariedade do ato 
administrativo, podemos afirmar que Administração Pública quando anula ou revoga seu ato 
administrativo (anulação quando um vício e a revogação por motivo de conveniência e oportunidade), 
ela realiza tais atos pautada sempre no PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA. 
 
Como consequência da sua independência funcional, a Administração não precisa recorrer ao 
Judiciário para anular seus atos ilegais e revogar os atos inconvenientes que pratica. 
 
IMPORTANTE 
Cuidado para nãoconfundir o PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA com o princípio da TUTELA, a 
Autotutela é a capacidade de rever os seus próprios atos e anulados por motivo de ilegalidade ou revogá-
los por motivo de conveniência e oportunidade, enquanto a TUTELA também conhecida pela doutrina 
como supervisão ministerial ou controle finalístico faz menção ao vínculo jurídico que existe entre a 
ADMINISTRAÇÃO DIRETA E A INDIRETA 
 
Segundo Alexandre Mazza, o princípio da SINDICABILIDADE pode ser usado como sinônimo de 
autotutela. 
 
 
SINDICABILIDADE: todas as lesões ou ameaças a direito, no exercício da função administrativa, 
estão sujeitas a algum mecanismo de controle. 
 
 
PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO 
 
O princípio da motivação impõe à Administração Pública o dever de indicar os pressupostos de fato 
e de direito que determinaram a prática do ato administrativo. Assim, a validade do ato administrativo 
está condicionada à apresentação por escrito dos fundamentos que justifiquem a decisão adotada. 
 
Para simplificar o entendimento sobre o princípio da motivação é interessante que o candidato troque 
a palavra motivação por justificativa. Pense que toda vez que a Administração Pública precisar praticar 
algum ato administrativo ela precisa, via de regra, justificar para a sociedade e para quem de direito os 
motivos pelos quais a mesma está tomando aquela devida atitude. Lembrando que, apesar desse princípio 
não estar expresso na Constituição Federal, o mesmo se encontra positivado na lei 9.784/99. 
 
LEI N. 9.784/99 
Art. 2º, P. único. 
 
VII- indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão; 
 
 
DA MOTIVAÇÃO 
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos 
jurídicos, quando: 
 
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
 
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
 
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
188.807.337-37
 
 
 
CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
 
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
 
V - decidam recursos administrativos; 
 
VI - decorram de reexame de ofício; 
 
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, 
propostas e relatórios oficiais; 
 
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo 
 
Tal princípio é na verdade um mecanismo de controle sobre a legalidade e legitimidade das decisões 
da Administração Pública. 
 
MOTIVAÇÃO DISPENSADA 
É importante saber que a maioria dos atos administrativos ao serem praticados deverão obedecer a 
necessidade de motivação, pois ela integra a forma do ato. A lei 9.784/99 em seu artigo 50 afirma que 
os atos ao serem praticados deverão ser motivados, porém o nosso ordenamento jurídico dispensa essa 
motivação em alguns atos como, por exemplo, quando estamos diante das nomeações e exonerações 
dos CARGOS COMISSIONADOS. Por isso qualquer afirmativa de prova que disser que TODOS os 
atos serão motivados estará consequentemente ERRADA por conta dessa exceção. 
 
TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES 
Essa teoria diz que a Administração Pública se vincula aos motivos apresentados para a prática do ato, 
exigindo que os mesmos sejam verdadeiros. Portanto, partindo da premissa de que não preciso motivar 
a nomeação nem a exoneração de alguém para um cargo comissionado, fico à vontade para motivá-la 
caso queira sabendo que, caso minha motivação seja falsa, fará com que essa nomeação ou exoneração 
seja nula, impossível de ser convalidada por consequência da TEORIA DOS MOTIVOS 
DETERMINANTES. 
 
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE 
 
O princípio da razoabilidade exige a obrigação de os agentes públicos realizarem suas funções com 
EQUILÍBRIO, COERÊNCIA E BOM SENSO. O agente público é um mero administrador da coisa 
pública e por conta disso ele NÃO pode agir de forma arbitrária e imoderada. Comportamentos 
imoderados, abusivos, irracionais, desequilibrados, inadequados, desmedidos, incoerentes ou 
desarrazoados não são compatíveis com o interesse público, pois geram a possibilidade de invalidação 
administrativa ou judicial do ato deles resultante. 
 
EXEMPLO: quando um agente público aplica uma pena ao particular de uma maneira não razoável 
ao caso concreto que se encontra em seu estabelecimento comercial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
IMPORTANTE! 
Uma observação muito importante é que quanto AO REGRAMENTO poderá ser vinculado ou 
discricionário, como já estudamos nos atos vinculados não há margem de escolha, portanto a 
razoabilidade será um requisito intrínseco dos atos discricionários, pois é neles que o agente poderá 
escolher a melhor decisão ao caso concreto. 
 
Então, ainda que esteja diante de um ato discricionário, o administrador deverá selecionar a opção mais 
vantajosa à satisfação do interesse público, ou seja, o princípio da razoabilidade é um dos limitadores 
da discricionariedade administrativa. 
 
 
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE 
 
Segundo a doutrina dominante, a proporcionalidade é um aspecto da razoabilidade, esse princípio está 
voltado à aferição DA JUSTA MEDIDA da reação administrativa diante da situação concreta, ou seja, 
constitui vedação de excessos no exercício da função administrativa tanto no âmbito interno quanto no 
âmbito externo. Podemos afirmar que deve haver uma ADEQUAÇÃO ENTRE OS MEIOS E OS 
FINS, sendo vedado a adoção de medidas superiores ao que for estritamente necessário ao interesse 
público. 
 
 
EXEMPLO: quando em um Processo Administrativo Disciplinar, o servidor for punido com a pena 
demissão pelo simples fato de ele ter chegado atrasado ao seu local de trabalho. 
 
 
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA 
 
O princípio da segurança jurídica existe para garantir a estabilidade e a previsibilidade das ações 
praticadas pelo Poder Público, proibindo mudanças ABRUPTAS (imprevistas) decorrentes de ações 
governamentais. A segurança jurídica tem relação com a ideia de respeito à boa-fé nas relações 
jurídicas, por conta disso sua finalidade é proporcionar segurança e estabilidade no convívio social. 
Assim, ele constitui um elemento conservador posto na ordem normativa com o objetivo de evitar que 
as pessoas sejam surpreendidas por modificações do direito positivo ou na conduta do Estado, mesmo 
quando manifestadas em atos ilegais. 
 
Na maioria das vezes que esse princípio é cobrado em provas de concurso, o principal alvo das bancas 
é a exigência do conhecimento do artigo 2º; parágrafo único; XIII da lei 9.784/99 que diz: 
 
“Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: XIII - interpretação da 
norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, 
VEDADA aplicação retroativa de nova interpretação.” 
 
ATENÇÃO! 
 NÃO existe proibição para a Administração Pública realizar alterações de suas normas e interpretações, 
o que é vedado é a aplicação retroativa dessas interpretações. 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
A lição da professora Maria Silvia Zanella di Pietro (participante da Comissão de juristas que 
elaborou o anteprojeto de que resultou na edição da lei 9.784/99) faz a seguinte observação sobre esse 
princípio: 
 
“O princípio se justifica pelo fato de ser comum, na esfera administrativa, haver mudança de 
interpretação de determinadas normas legais, com a consequente mudança de orientação, em caráter 
normativo, afetando situações já reconhecidas e consolidadas na vigência de orientação anterior. Essa 
possibilidade de mudança de orientação é inevitável, porém gera insegurança jurídica, pois os 
interessados nunca sabem quando a sua situação será passível de contestação pela própria 
Administração Pública. Daí a regra que veda a aplicação retroativa.”(Direito Administrativo 32º Ed.; Maria Sylvia Zanella Di Pietro; pag. 245) 
 
Se a Administração Pública, ao praticar determinados atos, adotar determinada interpretação como a 
correta não pode depois anular tais atos, sob o pretexto de que os mesmos foram praticados com base 
em interpretação errônea. Se o administrado teve o determinado direito reconhecido com base em 
interpretação adotada em caráter uniforme para toda a Administração, é claro que a sua boa-fé deve ser 
respeitada. 
 
PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO À CONFIANÇA 
 
Estamos diante do um princípio que corresponde ao ASPECTO SUBJETIVO da segurança jurídica. 
Ele leva em conta a boa-fé, a credibilidade e a confiança do cidadão, que acredita que os atos praticados 
pelo Poder Público sejam lícitos e, nessa qualidade, serão mantidos e respeitados pela própria 
Administração e por terceiros. É com base nesse princípio que frequentemente os tribunais superiores 
vêm mantendo os efeitos de um ato ainda que este seja ilegal, isso ocorre para respeitar à boa-fé 
depositada pelos particulares em relação às atuações estatais. 
Em suma, o aspecto subjetivo do princípio da segurança jurídica analisa a visão dos particulares, os 
quais não poderão ser prejudicados por novas interpretações administrativas. 
 
 
PRINCIPIO DA ESPECIALIDADE 
 
O princípio da especialidade decorre dos princípios da indisponibilidade e legalidade e tem fundamento 
no fenômeno da DESCENTRALIZAÇÃO. A Administração Direta pode criar pessoas jurídicas para 
que elas desempenhem as atividades estatais de uma forma descentralizadas. 
 
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Art. 37, XIX, CF/1988 – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei 
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação. 
 
Após sua criação da respectiva entidade administrativa, a mesma deverá ficar vinculada aos objetivos 
institucionais que justificaram a sua criação, não podendo seus recursos ser utilizados para fins diversos. 
Exemplo: o INSS é um serviço descentralizado de previdência social do regime geral, sua finalidade é 
prestar serviços e benefícios previdenciários. Se o mesmo começar exercer outras atividades que não 
sejam essas, estará desviar de sua finalidade. 
 
 
 
 
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CONCURSO UNIRIO | Focado no Edital 
QUESTÕES DA BANCA INSTITUTO AOCP: 
 
1- A Constituição Federal, em seu art. 37, determina alguns princípios que a Administração Pública deve 
obedecer. Com base nas disposições constitucionais, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um princípio 
a que a Administração Pública está submetida. 
A) Princípio da impessoalidade. 
B) Princípio da publicidade. 
C) Princípio da legalidade. 
D) Princípio da eficácia. 
E) Princípio da moralidade. 
 
2- Os princípios da Administração Pública norteiam a atuação dos agentes públicos e garantem a legalidade, 
transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos. Além dos princípios explícitos, a doutrina e a 
jurisprudência também reconhecem princípios implícitos que complementam a atuação administrativa. A 
respeito dos princípios da Administração Pública, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O princípio da impessoalidade determina que a Administração Pública deve tratar todos os administrados de 
forma isonômica, vedando qualquer favorecimento ou discriminação indevida. 
B) O princípio da publicidade exige que todos os atos administrativos sejam amplamente divulgados, sem 
exceção, garantindo acesso irrestrito às informações públicas. 
C) O princípio da moralidade impõe que os atos administrativos devem respeitar padrões éticos e de probidade, 
considerando não apenas a legalidade formal mas também a adequação moral das decisões. 
D) O princípio da eficiência busca garantir que a Administração Pública atue com produtividade e qualidade na 
prestação dos serviços públicos, otimizando recursos e reduzindo desperdícios. 
E) O princípio da legalidade estabelece que o administrador público só pode atuar conforme a lei, 
diferentemente dos particulares, que podem fazer tudo o que a lei não proíbe. 
 
3- Os princípios da Administração Pública desempenham um papel fundamental ao ditar diretrizes aos 
administradores públicos. Eles podem ser expressos, conforme artigo 37 da Constituição Federal de 1988, ou 
implícitos, sendo que os primeiros estão descritos na lei, enquanto os segundos são subentendidos pelo 
ordenamento jurídico. 
Um desses princípios, em particular, assegura que a Administração deve anular seus próprios atos, quando 
eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os 
direitos adquiridos. Assinale a alternativa que corresponde a esse princípio. 
A) Princípio da legalidade. 
B) Princípio da legitimidade. 
C) Princípio da responsividade. 
D) Princípio da autotutela e/ou sindicabilidade. 
E) Princípio da eficiência. 
 
Gabarito: 
1- D; 2- B; 3- D. 
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