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BILINGUISMO, AQUISIÇÃO E 
APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Virginia Nichele 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Esperamos que você tenha conseguido entender um pouco mais os 
contextos teóricos do bilinguismo e suas diversas nuances dentro da educação. 
Nesta etapa de estudos, iremos explorar mais a fundo a parte prática do 
bilinguismo em sala de aula. Entendemos que a parte teórica é essencial para o 
aprendizado sobre bilinguismo, porém, aqui, você irá se aprofundar em como o 
bilinguismo é aplicado de maneira prática dentro das escolas. 
Veremos sobre o material didático, e iremos explorar como ele é 
escolhido, organizado e aplicado nas várias realidades de escolas regulares, 
bilíngues e internacionais dentro de nosso país. 
Aprenderemos também sobre a diferença nas metodologias e suas 
capacitações. 
Visualizaremos alguns exemplos de atividades práticas para uma 
educação bilíngue e as atualizações dentro do bilinguismo. 
Vamos lá? 
TEMA 1 – MATERIAIS DIDÁTICOS 
Quando pensamos em material didático, é importante ressaltar que 
existem vários tipos de matérias que podem ser usadas nas escolas, tanto 
regulares quanto bilíngues e internacionais. 
Para começar, vamos fazer uma pequena reflexão: 
● Você sabe como funciona a organização do nosso material didático de 
inglês? 
● Como o material didático é escolhido em cada escola bilíngue ou regular 
no Brasil? 
● O professor tem participação nessa escolha? 
● Como esses materiais são aplicados? 
● O professor precisa obrigatoriamente finalizar o livro didático até o final do 
ano letivo? 
Se você ficou confuso ou não sabe as respostas para essas perguntas, 
não se preocupe. Essas questões são frequentemente trazidas para o meio 
 
 
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acadêmico, pois abrangem o ensino-aprendizagem do aluno de forma direta. Os 
professores têm visões diferentes sobre esses assuntos, então, vamos explorar 
as questões ao longo deste texto. 
Na escolha do material didático, devemos analisar quais objetivos a 
escola tem com o ensino-aprendizagem da segunda língua. 
Em outra etapa de estudos, aprendemos como funciona a legislação no 
nosso país e a diferença entre escolas bilíngues e escolas internacionais. Sendo 
assim, o material didático é escolhido conforme objetivos específicos de cada 
instituição. 
É importante salientar que a escolha e/ou aplicação do material didático 
deve ser baseada nas quatro habilidades do ensino-aprendizagem da língua 
inglesa (listening, speaking, reading e writing). 
Neste tópico, visualizaremos como o material é escolhido em escolas 
regulares, bilíngues e internacionais. 
1.1 Materiais didáticos em escolas regulares 
Os materiais didáticos em escolas regulares podem ser escolhidos pelos 
coordenadores, diretores e professores. Em uma conversa com uma professora 
de uma escola pública em Santa Catarina, ao ser questionada sobre a escolha 
de materiais, ela relatou que no ano anterior foi feita uma pesquisa para ver se 
os professores tinham alguma sugestão. Em um segundo momento, os 
professores foram chamados para terem acesso a alguns materiais de apoio e 
darem suas opiniões a respeito. É importante salientar que essa é a experiência 
de uma professora específica, e nem todas as escolas públicas ou privadas 
seguem o mesmo padrão. 
Marzari e Gehres (2015), em sua pesquisa, apontam uma reflexão sobre 
os materiais usados no 6º ano da Escola Estadual Padre Rômulo Zanchi, em 
Santa Maria, Rio Grande do Sul. As autoras acreditam que os livros avaliados 
ofereceram material suficiente para cobrir as quatro habilidades necessárias 
para o aprendizado da língua, porém, fazem uma ressalva: 
[...] pode-se concluir que, embora atendam em grande parte aos 
aspectos previamente elencados para fins de análise, o professor deve 
sempre buscar subsídios em materiais didáticos diversificados, a fim 
 
 
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de que haja um ensino eficaz. Independente do idioma a ser ensinado 
ou aprendido e por mais completo que seja o livro didático, este jamais 
atenderá a todas as necessidades dos alunos, visto que estas são 
sempre muito específicas e peculiares. (Marzari; Gehres, 2015). 
Sendo assim, entendemos que, mesmo que o livro didático seja escolhido 
de maneira a beneficiar as quatro habilidades, cabe ao professor fazer uma 
análise da turma, do seu desenvolvimento e necessidades nessas habilidades. 
O professor deve trabalhar de maneira específica para atender à demanda de 
cada turma e assim encontrar um equilíbrio de ensino/aprendizagem dentro da 
sala de aula. 
 Quando falamos sobre material didático, é importante salientar que a 
relação de aprendizado precisa ser refletida e tratada além do material. A 
motivação, o engajamento e o desenvolvimento dos alunos devem ser 
previamente avaliados e trabalhados pelo professor constantemente. 
1.2 Materiais didáticos em escolas bilíngues 
Antes de falarmos sobre materiais didáticos em escolas bilíngues, 
lembremos que a carga horária de uma escola bilíngue é bastante diferente de 
uma escola regular. Naquela, os alunos são expostos à segunda língua por mais 
tempo, e, consequentemente, o ensino-aprendizagem da língua é mais 
explorado. 
As escolas bilíngues, na maioria das vezes, são instituições particulares; 
sendo assim, podem ter maior autonomia na escolha de materiais, bem como 
sobre o currículo escolar. 
Levemos, então, em consideração alguns pontos pertinentes para a 
escolha deste material: 
a) carga horária: muitas escolas optam por ir além dos 30% exigidos pela 
legislação e oferecem uma carga horária estendida, ou contraturno, que 
trabalha uma segunda língua. Sendo assim, a escola pode optar por mais 
de um material didático ou projeto dentro dessa carga horária; 
b) objetivos específicos da instituição: algumas instituições optam, por 
exemplo, por preparar os seus alunos para a realização de testes 
 
 
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internacionais de inglês; sendo assim, o material didático terá como 
objetivo preparar os estudantes para esses testes; 
c) público-alvo: algumas escolas fazem uma pesquisa de campo, ou 
avaliam o seu público para entender as suas necessidades e buscas 
educacionais, adaptando o seu programa e, consequentemente, seu 
material didático com base necessidade da comunidade escolar; 
d) professores: estes também podem fazer parte das escolhas. Em algumas 
redes maiores de educação, o professor pode ter menos acesso à escola. 
No entanto, em instituições individuais ou não franqueadas, a participação 
do professor na escola pode ser mais significativa, pois não envolve um 
grande grupo educacional, com gestão centralizada. 
Agora, vamos ver como o material é escolhido em escolas internacionais. 
1.3 Materiais didáticos em escolas internacionais 
 As escolas internacionais são similares a escolas em vários aspectos do 
seu funcionamento. Para uma escola ser internacional, ela precisa possuir um 
processo de certificação internacional. Como exemplos de certificação 
internacional temos o International Baccalaureate (IB) e o Cambridge Pathway. 
 Uma vez que a escola tenha escolhido qual programa aplicar, ela também 
se compromete a usar o material didático proposto pelo programa, se este for 
obrigatório. 
 Usaremos como exemplo o programa internacional IB. O IB é um 
programa que abrange uma filosofia de educação. Dentro do IB temos algumas 
subdivisões. No Primary Years Programme (PYP) é possível desenvolver o 
programa sem adotar livros específicos. É o caso de uma escola que possui a 
acreditação e por anos produziu o seu próprio material para o currículo 
internacional. Ao observar o crescimento da escola e a sua demanda, os 
gestores, com os professores, podem decidir por adotar livros didáticos de inglês 
e continuar produzindo o seu material próprio de outras matérias. 
Já no último programa dentro do IB, chamado Diploma Programme (DE), 
os alunos devem seguir livros didáticos específicos. Nesse caso,a escola não 
tem a opção de não adotar os livros, tendo em vista que eles fazem parte da 
 
 
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acreditação. Os materiais didáticos e suas aplicações exigem do professor uma 
preparação específica. Como preparar esses professores para a sala de aula? 
É o que veremos a seguir. 
TEMA 2 – FORMAÇÃO DOS EDUCADORES BILÍNGUES 
O Brasil é um país bastante populoso, com suas várias etnias, classes 
sociais e culturas diversas. Uma pesquisa pelo British Council, em 2019 (Edify, 
2022), indicou que: 
[...] apenas 5% da população brasileira fala inglês – sendo que apenas 
1% é fluente. Esse dado impacta diretamente no ensino bilíngue no 
Brasil, que enfrenta grandes desafios relacionados à formação de 
professores. Dados apontam que dos 172 mil docentes da língua 
inglesa no Brasil, 16% não possuem superior completo. Do total de 
turmas de língua inglesa em todas as redes, apenas 29,42% possuem 
docentes com titulação adequada. (Edify, 2022). 
Com esses dados apontados, conseguimos visualizar a dificuldade do 
aprendizado de uma segunda língua em nosso país. Perante esse desafio, 
iremos refletir a seguir sobre quais estratégias podem ser usadas para 
desenvolver nosso conhecimento linguístico. 
2.1 Desenvolvimento da fluência na segunda língua 
Ser fluente em uma língua estrangeria significa dominar um conjunto de 
habilidades linguísticas com autonomia e capacidade de expressão em diversos 
contextos. No entanto, dependendo da área escolhida, entende-se que o 
professor não necessariamente precisa ter fluência nas quatro habilidades (fala, 
escuta, escrita e leitura). Certamente, quanto mais desenvolvidas estas 
habilidades forem, mais o aluno será beneficiado pelo conhecimento que vem do 
professor. 
No entanto, dependendo da área de atuação do professor, ele precisará 
se dedicar a um recorte desse conjunto de habilidades. Isso não é nenhum 
demérito. Por exemplo, para professores que trabalham com crianças pequenas, 
a pronúncia é um ponto essencial. Nesse caso, o professor precisa investir em 
atividades de oralidade no seu processo formativo, mantendo contato frequente 
 
 
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com a língua falada. Ouvir músicas e assistir filmes com áudio original são 
atividades bem-vindas. 
Para professores que trabalham com estudantes mais maduros, as 
habilidades de leitura e escrita serão fundamentais, especialmente no caso dos 
que se preparam para exames, como vestibulares e testes de proficiência. 
Assim, dependendo do contexto de atuação, as exigências de fluência serão 
distintas. 
2.2 Tecnologia e o desenvolvimento da língua 
Como já vimos, a tecnologia tem sido uma grande aliada no 
desenvolvimento da nossa educação como um todo, e não seria diferente com 
o aprendizado linguístico. Mas como a tecnologia pode ajudar diretamente a 
desenvolver fluência em uma segunda língua? Como explicam Júnior e Costa 
(2012): 
[...] a tecnologia é tida como uma ferramenta de várias possibilidades 
no que diz respeito à utilização de materiais autênticos, oportunidades 
de comunicação com aprendizes de outras partes do mundo, 
mobilidade de utilização (escolas, cybercafés, casa, escritório), 
práticas de habilidades de leitura, escrita, fala e compreensão auditiva, 
além de proporcionar informações atualizadas a todo momento. 
Uma das formas em que a tecnologia pode contribuir muito é com 
recursos audiovisuais. Os aprendizes da nova língua têm a oportunidade de 
assistir vídeos com áudio, por exemplo, o que possibilita a contextualização da 
linguagem de uma forma muito eficiente. 
Além disso, há uma série de recursos digitais e ferramentas disponíveis 
na internet que ampliam o acesso a conteúdos originais, além de oferecer 
oportunidades de prática com grande variedade metodológica. Assim, tanto para 
a formação do professor quanto para o uso com seus alunos, os benefícios da 
tecnologia não podem ser ignorados. 
TEMA 3 – CRIANDO UM AMBIENTE BILÍNGUE 
 
 
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No primeiro tópico, falamos sobre o uso do livro didático na educação 
bilíngue e suas nuances. Neste momento, iremos explorar algumas ideias de 
como tornar o nosso ambiente de sala de aula em um espaço bilíngue. 
Entendemos que os alunos aprendem de maneiras diferentes. Sendo 
assim, precisamos sempre pensar em todas as formas de motivar os nossos 
alunos para que eles encontrem os estímulos necessários para o aprendizado. 
3.1 Música em sala de aula 
A música está presente em vários momentos de nossas vidas. Quem não 
tem uma música que lhe traz memórias boas ou uma emoção especial? A música 
tem um grande poder de despertar as emoções, fazer relações, trazer 
lembranças e gerar sensações. 
E com o aprendizado da segunda língua não é diferente. Alguns autores 
trazem pesquisas relevantes sobre o uso da música para o aprendizado da 
segunda língua. 
Miragaya (1992), por exemplo, apresenta alguns argumentos 
favoráveis quanto ao uso de canções de rock and roll nas aulas de 
inglês como segunda língua. Em primeiro lugar, a autora afirma que as 
canções são familiares a um grande número de pessoas, 
especialmente aos jovens que estão frequentemente em contato com 
músicas, em diferentes ambientes. Além disso, para a autora, a 
geração jovem busca identificação no grupo ou sentimento de 
pertença, o que parece encontrar nas canções de rock and roll, nos 
cantores e grupos famosos. (Gobbi, 2001 citado por Miragaya, 1992). 
 Além da relação entre a música e a língua, o professor pode explorar as 
quatro habilidades da seguinte maneira: 
a) listening – treinar o ouvido para identificar os sons, sotaque, significado 
das palavras; 
b) pronunciation – o professor pode praticar a leitura da letra da música com 
os alunos, concentrando-se na sonoridade das palavras, explorando 
rimas e ritmo; 
c) writing – uma atividade simples é preencher lacunas na letra da música. 
Com isso, vocabulário ou estrutura gramatical destacados na música 
podem ser explorados em outras atividades de escrita; 
 
 
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d) speaking – usando a língua inglesa, os alunos podem expressar, por 
exemplo, qual foi o seu entendimento da música, se gostam dela, quais 
sentimentos associam a ela etc. 
Esses são apenas alguns exemplos de atividades simples que podem ser 
feitas com músicas. O uso frequente desse recurso é um elemento que pode 
compor a “paisagem sonora” da sala de aula, contribuindo para sua formatação 
como um espaço bilíngue. 
3.2 Elementos visuais 
 O uso de elementos visuais é também bastante significativo no 
aprendizado de uma segunda língua, principalmente para as crianças que, em 
sua maioria, precisam de elementos visuais para fazerem relações com o seu 
aprendizado. 
 O vocabulário mais comum, que faz parte do cotidiano, envolve dias da 
semana, meses do ano, cores, números e expressões frequentes, como os 
cumprimentos, que podem ganhar representações visuais. É importante que o 
professor revise diariamente esses elementos para que haja um padrão de 
aprendizado. Por exemplo, todos os dias o professor pode começar a sua aula 
com o circle time: sentadas em círculo, as crianças falam sobre o mês em que 
estão, dia da semana, praticam a contagem dos números, entre outros. O 
professor deve adaptar a organização desse momento conforme o tema for mais 
significativo para as crianças. 
 
Crédito: Adobe Stock. 
 
 
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Além da estratégia do circle time, quais são outras estratégias visuais que 
podemos usar em nossa sala de aula? Vamos explorar a seguir. 
 
 
 
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3.3 Aulas práticas 
Entendemos que o aprendizado eficiente faz uso de vários recursos, como 
a música e diversos elementos visuais. Iremos agora usar como exemplo uma 
aula multidisciplinar envolvendo os cinco sentidos. Observe a figura a seguir. 
Figura 1 – Material para atividade lúdica e significativa 
 
Fonte: Nichele, 2023. 
Nesta figura, podemos observar um material empregado em uma 
atividade lúdica e significativa. Também conseguimos identificar que a atividadeé muito simples, de forma que o professor fica como coadjuvante do processo, 
tendo a oportunidade de observar o desenvolvimento do aluno durante o 
processo. O que se espera do estudante aqui é que ele classifique os objetos, 
colocando-os na caixa apropriada. Para isso, pode escolher um objeto, dizer a 
palavra que o nomeia em inglês e em qual caixa ele deve ir. 
Nossa próxima figura mostra uma atividade semelhante, em que o 
estudante precisa reconhecer o objeto pelo som. 
 
 
 
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Figura 2 – Outro exemplo de atividade 
 
Fonte: Nichele, 2023. 
Estes são apenas alguns exemplos de como podemos fazer do nosso 
ambiente escolar um lugar de aprendizado significativo e divertido, não somente 
para os alunos, mas para os professores também. 
TEMA 4 – ESCOLA BILÍNGUE E ESCOLA INTERNACIONAL 
Pense na cidade na qual você mora, quantas escolas bilíngues você 
conhece? E quantas escolas internacionais existem? É muito provável que haja 
mais escolas bilíngues, certo? Vamos relembrar a diferença básica entre elas: 
O surgimento dos modelos de escolas estudadas no Brasil foi motivado 
por razões diferentes; enquanto a Escola Internacional surgiu em um 
primeiro momento para atender à necessidade de famílias estrangeiras 
residentes no País, a escola bilíngue teve seu surgimento vinculado à 
globalização e às novas exigências dos mercados de trabalho e 
educacional. (Amorim, 2016, p. 25). 
Os dois modelos de escola têm características parecidas. Conforme 
explica Amorim (2016), as escolas bilíngues seguem o currículo nacional 
oferecendo um contraturno bilíngue como forma de aprimoramento da língua. 
 A escola internacional, por sua vez, além de trabalhar o currículo nacional, 
tem como objetivo preparar os seus alunos para estudar no exterior. Sendo 
 
 
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assim, “apresenta uma porcentagem de aproximadamente 40% de professores 
estrangeiros, enquanto a escola bilíngue tem seu quadro formado por brasileiros 
com licenciaturas ou por pedagogos, ambos com certificação de proficiência na 
segunda língua de opção” (Amorim, 2016, p. 27). 
Essas escolas exigem um grau de desenvolvimento bastante avançado 
do professor para que consiga conduzir as demandas de um currículo 
internacional, sendo capaz de ensinar as disciplinas na segunda língua. 
Levemos em consideração os programas do IB, por exemplo. Dentro do 
programa internacional, encontramos quatro subprogramas: 
Quadro 1 – Subprogramas do IB 
PYP (Primary Years Programme) Educação infantil e anos iniciais 
MYP (Middle Years Programme) Anos finais 
DP (Diploma Programme) Ensino médio 
CRP (Career Related Programme) Ensino médio (focado em desenvolvimento 
profissional específico) 
Fonte: Elaborado com base em IB, [S.d.], tradução nossa. 
 Independentemente do programa em que o professor esteja inserido, ele 
terá de fazer cursos específicos sobre currículo e metodologia, além da 
preparação na matéria lecionada. 
 Esses programas exigem um grau de dedicação bastante significativo do 
professor, porém, trazem ao profissional um enriquecimento em sua jornada 
dentro da educação, desenvolvendo o seu currículo e, consequentemente, 
trazendo novas opções dentro do mercado de trabalho. 
TEMA 5 – EXIGÊNCIAS PARA O ENSINO BILÍNGUE 
Como profissionais na educação, entendemos a necessidade de 
estarmos sempre nos atualizando quanto aos vários desdobramentos do ensino 
bilíngue no Brasil e no mundo. 
 
 
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 Sendo assim, é importante que o profissional esteja sempre buscando 
maneiras de se atualizar, lendo artigos, fazendo cursos e buscando estar em 
contato com pessoas da área de educação. 
Como estudamos, o bilinguismo ainda é relativamente novo no Brasil. A 
legislação ainda está em construção e requer que o professor acompanhe as 
regras, leis e novas normas. Por exemplo, o Processo n. 23001.000898/2019-
20, que, neste momento, está aguardando homologação. 
Neste processo, observamos vários artigos pertinentes à área de 
educação bilíngue. O processo envolve a formação dos alunos, novas normas 
escolares e formação do professor. Observe um dos artigos sobre a formação 
de professores: 
Quadro 2 – Art. 10 
CAPÍTULO III DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES 
Art. 10 Nos cursos de formação de professores que irão atuar em Escolas Bilíngues 
serão exigidos os seguintes requisitos para os professores formados ou em formação iniciada 
até o ano de 2021: 
I - para atuar como professor em língua adicional na Educação Infantil e Ensino 
Fundamental - Anos iniciais: 
a) ter graduação em Pedagogia ou em Letras; 
b) ter comprovação de proficiência de nível mínimo B2 no Common European 
Framework for Languages (CEFR); 
c) ter formação complementar em Educação Bilíngue (curso de extensão com no 
mínimo 120 (cento e vinte) horas; pós-graduação lato sensu; mestrado ou doutorado 
reconhecidos pelo MEC). 
Fonte: Brasil, 2020. 
Mesmo que essa legislação ainda esteja passando por processo de 
homologação, entendemos que é importante para o professor estar ciente das 
possíveis obrigatoriedades previstas para a atuação desse profissional. 
A importância da atualização do educador vai além da sala de aula. 
Levemos em consideração não apenas a legislação, como mencionado 
anteriormente, mas também o desenvolvimento tecnológico e que é aprimorado 
frequentemente. 
 
 
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Vários são os instrumentos tecnológicos utilizados na educação, e o 
professor deve usar esses instrumentos para melhor atender às novas gerações, 
e para si próprio, fazendo cursos on-line, por exemplo. 
Como educadores, precisamos sempre nos manter atualizados. Sendo 
assim, a busca por aperfeiçoamento deve ser uma constante em nossas vidas, 
pois quanto mais aprendemos, mais teremos para oferecer para nossos alunos. 
NA PRÁTICA 
Agora que chegamos ao fim deste texto, vamos aplicar alguns dos nossos 
aprendizados. 
● Elabore uma sequência de atividades seguindo as dicas do nosso tópico 
3 – Criando um ambiente bilíngue. 
● Nessa sequência, você deve empregar pelo menos duas das estratégias 
mencionadas, como o uso da música, elementos visuais, circle time, entre 
outros. 
● Pense para qual faixa etária você está preparando a aula. 
● Depois de planejar, compartilhe com seus colegas. Seu plano é um bom 
caminho para uma aula divertida e proveitosa? 
FINALIZANDO 
Procuramos compartilhar um pouco sobre a parte prática do 
ensino/aprendizagem da segunda língua. 
Você aprendeu sobre os tipos de materiais didáticos escolhidos nas 
escolas e os seus propósitos. Também discutimos sobre capacitação e 
preparação dos profissionais para serem professores bilíngues. Exploramos a 
diferença entre escolas bilíngues e internacionais e os seus tipos de programas. 
Esperamos que você tenha aproveitado este estudo e que não somente 
tenha adquirido conhecimento teórico, mas também que tenha se inspirado a 
usar algumas das ideias compartilhadas nesta jornada. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
AMORIM, I. B. Escola bilíngue vs. escola internacional: conceitos, diferenças 
e semelhanças. Universidade Tecnológica Federal do Paraná 2016. Disponível 
em: 
. Acesso em: 17 mai. 2023. 
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Processo n. 
23001.000898/2019-20. 2020. Disponível em: 
. 
Acesso em: 17 mai. 2023. 
EDIFY. 2022. O desafio na formação de professores bilíngues. Disponível 
em: . Acesso em: 17 mai. 2023. 
GOBBI, D. A música enquanto estratégia de aprendizagem no ensino de 
língua inglesa. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. 
Programa de Pós-Graduação em Letras, 2001. Disponível em: 
. Acesso em: 17 mai. 2023. 
IB (International Baccalaureate). Siteoficial do IB. Disponível em: 
. Acesso em: 17 mai. 2023. 
MARZARI, G. Q.; GEHRES, W. B. S. Ensino de inglês na escola pública e suas 
possíveis dificuldades. Thaumazein, Santa Maria, v. 7, n. 14, p. 12-19, dez. 
2015. Disponível em: 
. Acesso 
em: 17 mai. 2023. 
SILVA JÚNIOR, J.; COSTA, C. Uso da tecnologia no ensino de língua 
estrangeira. Helb, ano 6, n. 6, 1/2012. Disponível em: 
. Acesso em: 17 mai. 2023. 
https://riut.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/18978/1/CT_CELEM_XII_2016_3.pdf
http://portal.mec.gov.br/docman/setembro-2020-pdf/156861-pceb002-20/file
https://revistaeducacao.com.br/2022/06/21/o-desafio-na-formacao-de-professores-bilingues/
https://revistaeducacao.com.br/2022/06/21/o-desafio-na-formacao-de-professores-bilingues/
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/3066
https://www.ibo.org/
https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/214
http://www.helb.org.br/index.php/revista-helb/ano-6-no-6-12012/198-o-uso-da-tecnologia-no-ensino-de-lingua-estrangeira
http://www.helb.org.br/index.php/revista-helb/ano-6-no-6-12012/198-o-uso-da-tecnologia-no-ensino-de-lingua-estrangeira
http://www.helb.org.br/index.php/revista-helb/ano-6-no-6-12012/198-o-uso-da-tecnologia-no-ensino-de-lingua-estrangeira

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