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BILINGUISMO, AQUISIÇÃO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS AULA 6 Profª Virginia Nichele 1 CONVERSA INICIAL Esperamos que você tenha conseguido entender um pouco mais os contextos teóricos do bilinguismo e suas diversas nuances dentro da educação. Nesta etapa de estudos, iremos explorar mais a fundo a parte prática do bilinguismo em sala de aula. Entendemos que a parte teórica é essencial para o aprendizado sobre bilinguismo, porém, aqui, você irá se aprofundar em como o bilinguismo é aplicado de maneira prática dentro das escolas. Veremos sobre o material didático, e iremos explorar como ele é escolhido, organizado e aplicado nas várias realidades de escolas regulares, bilíngues e internacionais dentro de nosso país. Aprenderemos também sobre a diferença nas metodologias e suas capacitações. Visualizaremos alguns exemplos de atividades práticas para uma educação bilíngue e as atualizações dentro do bilinguismo. Vamos lá? TEMA 1 – MATERIAIS DIDÁTICOS Quando pensamos em material didático, é importante ressaltar que existem vários tipos de matérias que podem ser usadas nas escolas, tanto regulares quanto bilíngues e internacionais. Para começar, vamos fazer uma pequena reflexão: ● Você sabe como funciona a organização do nosso material didático de inglês? ● Como o material didático é escolhido em cada escola bilíngue ou regular no Brasil? ● O professor tem participação nessa escolha? ● Como esses materiais são aplicados? ● O professor precisa obrigatoriamente finalizar o livro didático até o final do ano letivo? Se você ficou confuso ou não sabe as respostas para essas perguntas, não se preocupe. Essas questões são frequentemente trazidas para o meio 2 acadêmico, pois abrangem o ensino-aprendizagem do aluno de forma direta. Os professores têm visões diferentes sobre esses assuntos, então, vamos explorar as questões ao longo deste texto. Na escolha do material didático, devemos analisar quais objetivos a escola tem com o ensino-aprendizagem da segunda língua. Em outra etapa de estudos, aprendemos como funciona a legislação no nosso país e a diferença entre escolas bilíngues e escolas internacionais. Sendo assim, o material didático é escolhido conforme objetivos específicos de cada instituição. É importante salientar que a escolha e/ou aplicação do material didático deve ser baseada nas quatro habilidades do ensino-aprendizagem da língua inglesa (listening, speaking, reading e writing). Neste tópico, visualizaremos como o material é escolhido em escolas regulares, bilíngues e internacionais. 1.1 Materiais didáticos em escolas regulares Os materiais didáticos em escolas regulares podem ser escolhidos pelos coordenadores, diretores e professores. Em uma conversa com uma professora de uma escola pública em Santa Catarina, ao ser questionada sobre a escolha de materiais, ela relatou que no ano anterior foi feita uma pesquisa para ver se os professores tinham alguma sugestão. Em um segundo momento, os professores foram chamados para terem acesso a alguns materiais de apoio e darem suas opiniões a respeito. É importante salientar que essa é a experiência de uma professora específica, e nem todas as escolas públicas ou privadas seguem o mesmo padrão. Marzari e Gehres (2015), em sua pesquisa, apontam uma reflexão sobre os materiais usados no 6º ano da Escola Estadual Padre Rômulo Zanchi, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. As autoras acreditam que os livros avaliados ofereceram material suficiente para cobrir as quatro habilidades necessárias para o aprendizado da língua, porém, fazem uma ressalva: [...] pode-se concluir que, embora atendam em grande parte aos aspectos previamente elencados para fins de análise, o professor deve sempre buscar subsídios em materiais didáticos diversificados, a fim 3 de que haja um ensino eficaz. Independente do idioma a ser ensinado ou aprendido e por mais completo que seja o livro didático, este jamais atenderá a todas as necessidades dos alunos, visto que estas são sempre muito específicas e peculiares. (Marzari; Gehres, 2015). Sendo assim, entendemos que, mesmo que o livro didático seja escolhido de maneira a beneficiar as quatro habilidades, cabe ao professor fazer uma análise da turma, do seu desenvolvimento e necessidades nessas habilidades. O professor deve trabalhar de maneira específica para atender à demanda de cada turma e assim encontrar um equilíbrio de ensino/aprendizagem dentro da sala de aula. Quando falamos sobre material didático, é importante salientar que a relação de aprendizado precisa ser refletida e tratada além do material. A motivação, o engajamento e o desenvolvimento dos alunos devem ser previamente avaliados e trabalhados pelo professor constantemente. 1.2 Materiais didáticos em escolas bilíngues Antes de falarmos sobre materiais didáticos em escolas bilíngues, lembremos que a carga horária de uma escola bilíngue é bastante diferente de uma escola regular. Naquela, os alunos são expostos à segunda língua por mais tempo, e, consequentemente, o ensino-aprendizagem da língua é mais explorado. As escolas bilíngues, na maioria das vezes, são instituições particulares; sendo assim, podem ter maior autonomia na escolha de materiais, bem como sobre o currículo escolar. Levemos, então, em consideração alguns pontos pertinentes para a escolha deste material: a) carga horária: muitas escolas optam por ir além dos 30% exigidos pela legislação e oferecem uma carga horária estendida, ou contraturno, que trabalha uma segunda língua. Sendo assim, a escola pode optar por mais de um material didático ou projeto dentro dessa carga horária; b) objetivos específicos da instituição: algumas instituições optam, por exemplo, por preparar os seus alunos para a realização de testes 4 internacionais de inglês; sendo assim, o material didático terá como objetivo preparar os estudantes para esses testes; c) público-alvo: algumas escolas fazem uma pesquisa de campo, ou avaliam o seu público para entender as suas necessidades e buscas educacionais, adaptando o seu programa e, consequentemente, seu material didático com base necessidade da comunidade escolar; d) professores: estes também podem fazer parte das escolhas. Em algumas redes maiores de educação, o professor pode ter menos acesso à escola. No entanto, em instituições individuais ou não franqueadas, a participação do professor na escola pode ser mais significativa, pois não envolve um grande grupo educacional, com gestão centralizada. Agora, vamos ver como o material é escolhido em escolas internacionais. 1.3 Materiais didáticos em escolas internacionais As escolas internacionais são similares a escolas em vários aspectos do seu funcionamento. Para uma escola ser internacional, ela precisa possuir um processo de certificação internacional. Como exemplos de certificação internacional temos o International Baccalaureate (IB) e o Cambridge Pathway. Uma vez que a escola tenha escolhido qual programa aplicar, ela também se compromete a usar o material didático proposto pelo programa, se este for obrigatório. Usaremos como exemplo o programa internacional IB. O IB é um programa que abrange uma filosofia de educação. Dentro do IB temos algumas subdivisões. No Primary Years Programme (PYP) é possível desenvolver o programa sem adotar livros específicos. É o caso de uma escola que possui a acreditação e por anos produziu o seu próprio material para o currículo internacional. Ao observar o crescimento da escola e a sua demanda, os gestores, com os professores, podem decidir por adotar livros didáticos de inglês e continuar produzindo o seu material próprio de outras matérias. Já no último programa dentro do IB, chamado Diploma Programme (DE), os alunos devem seguir livros didáticos específicos. Nesse caso,a escola não tem a opção de não adotar os livros, tendo em vista que eles fazem parte da 5 acreditação. Os materiais didáticos e suas aplicações exigem do professor uma preparação específica. Como preparar esses professores para a sala de aula? É o que veremos a seguir. TEMA 2 – FORMAÇÃO DOS EDUCADORES BILÍNGUES O Brasil é um país bastante populoso, com suas várias etnias, classes sociais e culturas diversas. Uma pesquisa pelo British Council, em 2019 (Edify, 2022), indicou que: [...] apenas 5% da população brasileira fala inglês – sendo que apenas 1% é fluente. Esse dado impacta diretamente no ensino bilíngue no Brasil, que enfrenta grandes desafios relacionados à formação de professores. Dados apontam que dos 172 mil docentes da língua inglesa no Brasil, 16% não possuem superior completo. Do total de turmas de língua inglesa em todas as redes, apenas 29,42% possuem docentes com titulação adequada. (Edify, 2022). Com esses dados apontados, conseguimos visualizar a dificuldade do aprendizado de uma segunda língua em nosso país. Perante esse desafio, iremos refletir a seguir sobre quais estratégias podem ser usadas para desenvolver nosso conhecimento linguístico. 2.1 Desenvolvimento da fluência na segunda língua Ser fluente em uma língua estrangeria significa dominar um conjunto de habilidades linguísticas com autonomia e capacidade de expressão em diversos contextos. No entanto, dependendo da área escolhida, entende-se que o professor não necessariamente precisa ter fluência nas quatro habilidades (fala, escuta, escrita e leitura). Certamente, quanto mais desenvolvidas estas habilidades forem, mais o aluno será beneficiado pelo conhecimento que vem do professor. No entanto, dependendo da área de atuação do professor, ele precisará se dedicar a um recorte desse conjunto de habilidades. Isso não é nenhum demérito. Por exemplo, para professores que trabalham com crianças pequenas, a pronúncia é um ponto essencial. Nesse caso, o professor precisa investir em atividades de oralidade no seu processo formativo, mantendo contato frequente 6 com a língua falada. Ouvir músicas e assistir filmes com áudio original são atividades bem-vindas. Para professores que trabalham com estudantes mais maduros, as habilidades de leitura e escrita serão fundamentais, especialmente no caso dos que se preparam para exames, como vestibulares e testes de proficiência. Assim, dependendo do contexto de atuação, as exigências de fluência serão distintas. 2.2 Tecnologia e o desenvolvimento da língua Como já vimos, a tecnologia tem sido uma grande aliada no desenvolvimento da nossa educação como um todo, e não seria diferente com o aprendizado linguístico. Mas como a tecnologia pode ajudar diretamente a desenvolver fluência em uma segunda língua? Como explicam Júnior e Costa (2012): [...] a tecnologia é tida como uma ferramenta de várias possibilidades no que diz respeito à utilização de materiais autênticos, oportunidades de comunicação com aprendizes de outras partes do mundo, mobilidade de utilização (escolas, cybercafés, casa, escritório), práticas de habilidades de leitura, escrita, fala e compreensão auditiva, além de proporcionar informações atualizadas a todo momento. Uma das formas em que a tecnologia pode contribuir muito é com recursos audiovisuais. Os aprendizes da nova língua têm a oportunidade de assistir vídeos com áudio, por exemplo, o que possibilita a contextualização da linguagem de uma forma muito eficiente. Além disso, há uma série de recursos digitais e ferramentas disponíveis na internet que ampliam o acesso a conteúdos originais, além de oferecer oportunidades de prática com grande variedade metodológica. Assim, tanto para a formação do professor quanto para o uso com seus alunos, os benefícios da tecnologia não podem ser ignorados. TEMA 3 – CRIANDO UM AMBIENTE BILÍNGUE 7 No primeiro tópico, falamos sobre o uso do livro didático na educação bilíngue e suas nuances. Neste momento, iremos explorar algumas ideias de como tornar o nosso ambiente de sala de aula em um espaço bilíngue. Entendemos que os alunos aprendem de maneiras diferentes. Sendo assim, precisamos sempre pensar em todas as formas de motivar os nossos alunos para que eles encontrem os estímulos necessários para o aprendizado. 3.1 Música em sala de aula A música está presente em vários momentos de nossas vidas. Quem não tem uma música que lhe traz memórias boas ou uma emoção especial? A música tem um grande poder de despertar as emoções, fazer relações, trazer lembranças e gerar sensações. E com o aprendizado da segunda língua não é diferente. Alguns autores trazem pesquisas relevantes sobre o uso da música para o aprendizado da segunda língua. Miragaya (1992), por exemplo, apresenta alguns argumentos favoráveis quanto ao uso de canções de rock and roll nas aulas de inglês como segunda língua. Em primeiro lugar, a autora afirma que as canções são familiares a um grande número de pessoas, especialmente aos jovens que estão frequentemente em contato com músicas, em diferentes ambientes. Além disso, para a autora, a geração jovem busca identificação no grupo ou sentimento de pertença, o que parece encontrar nas canções de rock and roll, nos cantores e grupos famosos. (Gobbi, 2001 citado por Miragaya, 1992). Além da relação entre a música e a língua, o professor pode explorar as quatro habilidades da seguinte maneira: a) listening – treinar o ouvido para identificar os sons, sotaque, significado das palavras; b) pronunciation – o professor pode praticar a leitura da letra da música com os alunos, concentrando-se na sonoridade das palavras, explorando rimas e ritmo; c) writing – uma atividade simples é preencher lacunas na letra da música. Com isso, vocabulário ou estrutura gramatical destacados na música podem ser explorados em outras atividades de escrita; 8 d) speaking – usando a língua inglesa, os alunos podem expressar, por exemplo, qual foi o seu entendimento da música, se gostam dela, quais sentimentos associam a ela etc. Esses são apenas alguns exemplos de atividades simples que podem ser feitas com músicas. O uso frequente desse recurso é um elemento que pode compor a “paisagem sonora” da sala de aula, contribuindo para sua formatação como um espaço bilíngue. 3.2 Elementos visuais O uso de elementos visuais é também bastante significativo no aprendizado de uma segunda língua, principalmente para as crianças que, em sua maioria, precisam de elementos visuais para fazerem relações com o seu aprendizado. O vocabulário mais comum, que faz parte do cotidiano, envolve dias da semana, meses do ano, cores, números e expressões frequentes, como os cumprimentos, que podem ganhar representações visuais. É importante que o professor revise diariamente esses elementos para que haja um padrão de aprendizado. Por exemplo, todos os dias o professor pode começar a sua aula com o circle time: sentadas em círculo, as crianças falam sobre o mês em que estão, dia da semana, praticam a contagem dos números, entre outros. O professor deve adaptar a organização desse momento conforme o tema for mais significativo para as crianças. Crédito: Adobe Stock. 9 Além da estratégia do circle time, quais são outras estratégias visuais que podemos usar em nossa sala de aula? Vamos explorar a seguir. 10 3.3 Aulas práticas Entendemos que o aprendizado eficiente faz uso de vários recursos, como a música e diversos elementos visuais. Iremos agora usar como exemplo uma aula multidisciplinar envolvendo os cinco sentidos. Observe a figura a seguir. Figura 1 – Material para atividade lúdica e significativa Fonte: Nichele, 2023. Nesta figura, podemos observar um material empregado em uma atividade lúdica e significativa. Também conseguimos identificar que a atividadeé muito simples, de forma que o professor fica como coadjuvante do processo, tendo a oportunidade de observar o desenvolvimento do aluno durante o processo. O que se espera do estudante aqui é que ele classifique os objetos, colocando-os na caixa apropriada. Para isso, pode escolher um objeto, dizer a palavra que o nomeia em inglês e em qual caixa ele deve ir. Nossa próxima figura mostra uma atividade semelhante, em que o estudante precisa reconhecer o objeto pelo som. 11 Figura 2 – Outro exemplo de atividade Fonte: Nichele, 2023. Estes são apenas alguns exemplos de como podemos fazer do nosso ambiente escolar um lugar de aprendizado significativo e divertido, não somente para os alunos, mas para os professores também. TEMA 4 – ESCOLA BILÍNGUE E ESCOLA INTERNACIONAL Pense na cidade na qual você mora, quantas escolas bilíngues você conhece? E quantas escolas internacionais existem? É muito provável que haja mais escolas bilíngues, certo? Vamos relembrar a diferença básica entre elas: O surgimento dos modelos de escolas estudadas no Brasil foi motivado por razões diferentes; enquanto a Escola Internacional surgiu em um primeiro momento para atender à necessidade de famílias estrangeiras residentes no País, a escola bilíngue teve seu surgimento vinculado à globalização e às novas exigências dos mercados de trabalho e educacional. (Amorim, 2016, p. 25). Os dois modelos de escola têm características parecidas. Conforme explica Amorim (2016), as escolas bilíngues seguem o currículo nacional oferecendo um contraturno bilíngue como forma de aprimoramento da língua. A escola internacional, por sua vez, além de trabalhar o currículo nacional, tem como objetivo preparar os seus alunos para estudar no exterior. Sendo 12 assim, “apresenta uma porcentagem de aproximadamente 40% de professores estrangeiros, enquanto a escola bilíngue tem seu quadro formado por brasileiros com licenciaturas ou por pedagogos, ambos com certificação de proficiência na segunda língua de opção” (Amorim, 2016, p. 27). Essas escolas exigem um grau de desenvolvimento bastante avançado do professor para que consiga conduzir as demandas de um currículo internacional, sendo capaz de ensinar as disciplinas na segunda língua. Levemos em consideração os programas do IB, por exemplo. Dentro do programa internacional, encontramos quatro subprogramas: Quadro 1 – Subprogramas do IB PYP (Primary Years Programme) Educação infantil e anos iniciais MYP (Middle Years Programme) Anos finais DP (Diploma Programme) Ensino médio CRP (Career Related Programme) Ensino médio (focado em desenvolvimento profissional específico) Fonte: Elaborado com base em IB, [S.d.], tradução nossa. Independentemente do programa em que o professor esteja inserido, ele terá de fazer cursos específicos sobre currículo e metodologia, além da preparação na matéria lecionada. Esses programas exigem um grau de dedicação bastante significativo do professor, porém, trazem ao profissional um enriquecimento em sua jornada dentro da educação, desenvolvendo o seu currículo e, consequentemente, trazendo novas opções dentro do mercado de trabalho. TEMA 5 – EXIGÊNCIAS PARA O ENSINO BILÍNGUE Como profissionais na educação, entendemos a necessidade de estarmos sempre nos atualizando quanto aos vários desdobramentos do ensino bilíngue no Brasil e no mundo. 13 Sendo assim, é importante que o profissional esteja sempre buscando maneiras de se atualizar, lendo artigos, fazendo cursos e buscando estar em contato com pessoas da área de educação. Como estudamos, o bilinguismo ainda é relativamente novo no Brasil. A legislação ainda está em construção e requer que o professor acompanhe as regras, leis e novas normas. Por exemplo, o Processo n. 23001.000898/2019- 20, que, neste momento, está aguardando homologação. Neste processo, observamos vários artigos pertinentes à área de educação bilíngue. O processo envolve a formação dos alunos, novas normas escolares e formação do professor. Observe um dos artigos sobre a formação de professores: Quadro 2 – Art. 10 CAPÍTULO III DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Art. 10 Nos cursos de formação de professores que irão atuar em Escolas Bilíngues serão exigidos os seguintes requisitos para os professores formados ou em formação iniciada até o ano de 2021: I - para atuar como professor em língua adicional na Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos iniciais: a) ter graduação em Pedagogia ou em Letras; b) ter comprovação de proficiência de nível mínimo B2 no Common European Framework for Languages (CEFR); c) ter formação complementar em Educação Bilíngue (curso de extensão com no mínimo 120 (cento e vinte) horas; pós-graduação lato sensu; mestrado ou doutorado reconhecidos pelo MEC). Fonte: Brasil, 2020. Mesmo que essa legislação ainda esteja passando por processo de homologação, entendemos que é importante para o professor estar ciente das possíveis obrigatoriedades previstas para a atuação desse profissional. A importância da atualização do educador vai além da sala de aula. Levemos em consideração não apenas a legislação, como mencionado anteriormente, mas também o desenvolvimento tecnológico e que é aprimorado frequentemente. 14 Vários são os instrumentos tecnológicos utilizados na educação, e o professor deve usar esses instrumentos para melhor atender às novas gerações, e para si próprio, fazendo cursos on-line, por exemplo. Como educadores, precisamos sempre nos manter atualizados. Sendo assim, a busca por aperfeiçoamento deve ser uma constante em nossas vidas, pois quanto mais aprendemos, mais teremos para oferecer para nossos alunos. NA PRÁTICA Agora que chegamos ao fim deste texto, vamos aplicar alguns dos nossos aprendizados. ● Elabore uma sequência de atividades seguindo as dicas do nosso tópico 3 – Criando um ambiente bilíngue. ● Nessa sequência, você deve empregar pelo menos duas das estratégias mencionadas, como o uso da música, elementos visuais, circle time, entre outros. ● Pense para qual faixa etária você está preparando a aula. ● Depois de planejar, compartilhe com seus colegas. Seu plano é um bom caminho para uma aula divertida e proveitosa? FINALIZANDO Procuramos compartilhar um pouco sobre a parte prática do ensino/aprendizagem da segunda língua. Você aprendeu sobre os tipos de materiais didáticos escolhidos nas escolas e os seus propósitos. Também discutimos sobre capacitação e preparação dos profissionais para serem professores bilíngues. Exploramos a diferença entre escolas bilíngues e internacionais e os seus tipos de programas. Esperamos que você tenha aproveitado este estudo e que não somente tenha adquirido conhecimento teórico, mas também que tenha se inspirado a usar algumas das ideias compartilhadas nesta jornada. 15 REFERÊNCIAS AMORIM, I. B. Escola bilíngue vs. escola internacional: conceitos, diferenças e semelhanças. Universidade Tecnológica Federal do Paraná 2016. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Processo n. 23001.000898/2019-20. 2020. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. EDIFY. 2022. O desafio na formação de professores bilíngues. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. GOBBI, D. A música enquanto estratégia de aprendizagem no ensino de língua inglesa. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras, 2001. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. IB (International Baccalaureate). Siteoficial do IB. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. MARZARI, G. Q.; GEHRES, W. B. S. Ensino de inglês na escola pública e suas possíveis dificuldades. Thaumazein, Santa Maria, v. 7, n. 14, p. 12-19, dez. 2015. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2023. SILVA JÚNIOR, J.; COSTA, C. Uso da tecnologia no ensino de língua estrangeira. Helb, ano 6, n. 6, 1/2012. Disponível em: . 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