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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 1 
secretariaead@funec.br 
GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA 
DISCIPLINA: INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS 
 
 Relatório de Práticas - Engenharia Elétrica 
Título da Prática: Automação Residencial e telecomunicações 
Nome do Aluno: Aldeir Ferreira Lima 
Data: 29-01-2026 
Objetivo Geral 
Segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial (Aureside), o uso 
de dispositivos de IoT para casas inteligentes deve crescer 20% até 2023. Desde 1° de janeiro 
de 2021, entrou em vigor no Brasil a Lei nº 14.108, de 16 de dezembro de 2020, que reduz a 
zero as taxas de fiscalização de instalação e de fiscalização de funcionamento dos sistemas de 
comunicação máquina a máquina. A chamada “Lei da Internet das Coisas” traz a expectativa 
de que os incentivos fiscais possibilitados pela nova legislação até 2025 estimulem o mercado 
da automação residencial. 
Como afirma Douglas Strabelli, fundador e CEO da Sagewood Construction, empresa 
que atua nos Estados Unidos desde 2001, “O esforço das empresas em buscar a simplificação 
dos sistemas, para que qualquer pessoa consiga usar com facilidade, está fazendo com que esse 
mercado cresça rapidamente”. Nesse panorama, é possível encontrar soluções que vão desde 
sistemas completos e enxutos, condensando todas as funcionalidades em uma plataforma, até 
kits voltados a segurança, eficiência e automação com sensores discretos. 
Por conta disso, é essencial adquirir conhecimento acerca dos diferentes equipamentos 
que podem ser utilizados na automação residencial, pois esse é um mercado que vem ganhando 
cada vez mais visibilidade nos últimos tempos. As casas não são mais as mesmas, e as pessoas 
estão buscando cada vez mais comodidade e praticidade em espaços mais inteligentes, seja por 
conta da economia ou do conforto que essas soluções podem proporcionar. 
SENSOR DE PRESENÇA 
É um equipamento muito empregado em instalações residenciais ou prediais, sendo co-
mum seu uso para o acendimento automático de luzes e/ou acionamento de alarmes. Seu fun-
cionamento é baseado em sensoriamento da radiação infravermelha do local. A presença de um 
corpo humano, por exemplo, causa uma variação térmica no ambiente, a qual pode ser detectada 
pelos sensores infravermelhos do equipamento. Dessa forma, quando alguém entra no ambi-
ente, causa uma variação repentina na radiação infravermelha, acionando o sensor, que irá fe-
char um circuito, permitindo a ativação de uma lâmpada, por exemplo. 
 
 
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 O sensor utilizado na bancada é o de presença com minuteria 6306 da Force Line. Como 
detalhado no manual do fabricante, o sensor é equipado com lentes fresnel, que dividem toda a 
área dentro de um raio de atuação de 12m e cobertura de 120°, apresentando maior sensibilidade 
em deslocamentos de um lado para o outro do sensor e menor sensibilidade em deslocamentos 
realizados em direção a este, como demonstrado na imagem: 
 
 Figura 1 – Área de atuação e sensibilidade do sensor 
Como informado pelo fabricante, o sensor pode ser usado para acionar lâmpadas, ou em 
conjunto com sistemas de vigilância e alarmes compatíveis. O sensor tem dois fios (um verme-
lho e um azul), que são contatos do tipo NA (normalmente aberto). As Figuras 2 e 3 mostram 
os esquemas de ligações para cada um dos casos. 
 
Figura 2 – Esquema de ligação para sistemas de vigilância. Figura 3 – Esquema de ligação para lâmpadas. 
No caso específico da bancada, iremos utilizar esse sensor para o acionamento de lâm-
padas. Esse esquema de ligação já foi feito internamente, e você terá acesso aos bornes, con-
forme enumerado na Figura 3. Como pode ser visto no esquema, uma das fases estará conectada 
ao terminal 2 do sensor e a um dos terminais da lâmpada; a outra fase estará conectada ao 
terminal 1 do sensor; e, por fim, o outro terminal da lâmpada estará conectado ao terminal 3 do 
sensor. Dessa forma, quando o sensor é acionado, faz o chaveamento da fase conectada no 
terminal 1 para o terminal 3, fechando o circuito e acionando a lâmpada. 
 
 
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 UNIDADE FOTOELÉTRICA 
A unidade fotoelétrica, também chamada de relé fotoelétrico, é composta por um LDR 
que altera sua resistência em função da luminosidade incidente. Essa variação da resistência faz 
com que, por meio de um circuito eletrônico, um relé seja ou não acionado. Essas células podem 
ser alimentadas com 220V ou 127V, dependendo do modelo. Elas também podem alimentar 
cargas de 220V ou 127V, mudando apenas a ligação feita. Veja na imagem a seguir, retirada 
do manual do fabricante: 
 
 Figura 4 – Esquema de ligação da célula fotoelétrica. 
No caso específico da bancada, o relé é um RM10 da Tecno watt de 220V. Essa ligação 
já foi feita internamente, de forma que você terá acesso aos bornes, conforme enumerado. Como 
pode ser visto no esquema, uma das fases estará conectada ao terminal 2 da célula e a um dos 
terminais da lâmpada; a outra fase estará conectada ao terminal 1 da célula; e, por fim, o outro 
terminal da lâmpada estará conectado ao terminal 3 da célula. Dessa forma, quando a lumino-
sidade é reduzida e a célula é acionada, esta faz o chaveamento da fase conectada no terminal 
1 para o terminal 3, fechando o circuito e acionando a lâmpada. 
 
SENSORES DE NÍVEL 
Um sensor de nível é um instrumento utilizado para controlar ou detectar níveis de água, 
óleo, produtos químicos e combustíveis em tanques ou reservatórios. Podem ser do tipo reed 
switches, que são contatos hermeticamente selados que comutam com um campo magnético, 
 
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 podendo-se, de acordo com a necessidade, selecionar se o sensor será de nível máximo ou mí-
nimo. Podem, também, ser do tipo boia, que identifica um nível máximo e mínimo utilizando 
um contrapeso. 
SENSOR DO TIPO REED SWITCH 
 
 Figura 5 – Esquema de ligação do reed switch. 
Porém, diferentemente dos outros sensores vistos, este não poderá acionar diretamente 
uma carga. Como pode ser visto no manual do fabricante, nunca se deve ligar esse sensor dire-
tamente a um motor, lâmpada ou qualquer outra carga acima de 20W. Deve-se utilizar um con-
tator auxiliar ou um relé, pois, como pode ser visto na Figura 6, ao se alimentar o sensor com 
uma tensão de 220Vac, sua corrente máxima é de 0,1A, valor bem inferior à corrente que seria 
drenada por uma das lâmpadas. 
 
 Figura 6 – Limites operacionais do reed switch. 
 
 
 
 
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 SENSORES DO TIPO BOIA 
Na bancada, se utiliza um sensor do tipo boia CH-1215 da Decorlux, que, como infor-
mado no manual do fabricante, “é uma chave boia reguladora de nível indicada para controle 
de níveis em líquidos, que por princípio eletromecânico com a ação da flutuação assume posi-
ções que permitem o comando automático de uma bomba”. Esse controle pode ser realizado 
utilizando os esquemas de ligação da Figura 7. 
 
Figura 7 – Esquemasde ligação do sensor tipo boia. 
Como se pode notar, no controle de nível superior, o sensor mantém os terminais preto 
e azul interligados, até a bomba alcançar esse nível. Já no controle de nível inferior, o sensor 
mantém os terminais preto e marrom interligados, até a bomba alcançar o respectivo nível. Por 
essa lógica, é possível deduzir que, quando a boia estiver no nível superior, irá chavear a tensão 
do terminal preto para o terminal marrom, e quando estiver no nível inferior, irá chavear a 
tensão do terminal preto para o terminal azul. 
Na bancada, se fez essa ligação internamente, de forma que o terminal preto está conec-
tado ao borne 1, o terminal azul está conectado ao borne 2 e o terminal marrom está conectado 
ao borne 3. Ou seja, é possível colocar uma fase no borne 1, uma lâmpada no borne 2, outra 
lâmpada no borne 3, e a outra fase ligada em um terminal de cada uma das lâmpadas. Assim, 
uma lâmpada irá acender quando tivermos a boia no nível superior, e a outra irá acender quando 
a boia estiver no nível inferior, servindo como uma sinalização. Porém, tal lógica poderia ser 
expandida para outras aplicações. 
 
VIDEOPORTEIRO ELETRÔNICO 
O vídeo porteiro eletrônico é um equipamento com acesso a imagem e voz de uma uni-
dade remota, podendo ser usado para a abertura de uma fechadura. A unidade remota, também 
chamada de unidade externa, é um aparelho que envia sinal de voz e de imagem para a unidade 
de vídeo porteiro eletrônico. Esse conjunto é utilizado para a identificação e a comunicação de 
 
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 uma forma remota. Ainda existe a possibilidade de se adicionar uma fechadura eletrônica a esse 
conjunto. 
O equipamento utilizado na bancada é o vídeo porteiro Sense da HDL. Ele pode ser 
instalado com diferentes opcionais, como pode ser visto no manual do fabricante, desde a ins-
talação básica, com unidade externa, fechadura e unidade interna, até instalações mais comple-
xas, que podem utilizar uma segunda câmera, acionar uma segunda fechadura, utilizar até qua-
tro extensões de monitores, interfones ou conjugados. Essas configurações podem ser vistas nas 
imagens a seguir: 
 
Figura 8 – Esquemas de instalação básica. 
 
Figura 9 – Esquemas de instalação com uma câmera auxiliar. 
 
 
 
 
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Figura 10 – Esquemas de instalação com mais monitores, interfones ou conjugados. 
 
Figura 11 – Esquemas de instalação com uma segunda fechadura. 
 
 
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Figura 12 – Esquemas de instalação segura (sistema eletricamente inviolável). 
CONCLUSÃO 
A prática demonstrou que a integração de automação residencial e telecomunicações 
(IoT) aumenta significativamente o conforto, a segurança e a eficiência energética, permitindo 
o controle remoto de iluminação, sensores e dispositivos. O uso de microcontroladores (ex: 
ESP8266) e redes sem fio possibilita a criação de ambientes inteligentes acessíveis, evidenci-
ando a necessidade de planejamento infraestrutural elétrico e de rede para projetos residenciais 
modernos.

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