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REVISÃO PSICOLOGIA HUMANISTA AMATUZZI (Ética Humanista): - Carl Rogers (1902 – 1897): confiança irrestrita no potencial de cada um para superar suas dificuldades. - Psicólogo: caixa de ressonância onde a própria pessoa se ouve. Psicólogo NÃO-Vidente. Psicólogo FACILITADOR. - Revolução “silenciosa”. Relação acolhedora, compreensiva e honesta. Mudou o modo de conceber os problemas e a relação de ajuda. - Propostas fáceis de ENTENDER, mas não de PRATICAR. Tendência humana espontânea em analisar o problema de forma objetiva (empírico-analítico). Rogers estabelece um novo PARADIGMA. Sem apriorismos. - Não importa os detalhes do que iremos encontrar, mas a direção, o instinto. Ser humano enquanto TODO orgânico, parte de conjuntos maiores. - Pressuposta do Humanismo: AUTONOMIA (capacidade humana de orientar sua própria vida de forma positiva para si mesmo e para a coletividade), e não DETERMINISMO. - Atendimento (objetivo): TENDÊNCIA INATA AO CRESCIMENTO (relação aberta e centrada NA PESSOA), e não um DIAGNÓSTICO. - O terapeuta humanista segue a intenção da pessoa que busca ajuda. Diálogo fecundo, encontro. Aceitação, compreensão e autenticidade. - Ética Humanista: não posso fazer qualquer coisa com um ser humano. Olhar o ser humano com um senso de respeito. - Abordagem centrada na pessoa: muito mais ÉTICA do que TÉCNICA. Valores ÉTICOS levam a certos comportamentos (atitudes). O que importa é que o AGIR decorra daquilo que a pessoa tem como VALOR. - Mesmas atitudes ou mesmos valores podem levar a comportamentos diferentes, depende da situação, das pessoas, dos estilos, do momento e da relação. Por trás das variações de comportamento, existe a consistência de ATITUDES e VALORES. - AMOR: aceito porque amo. - ACP (Abordagem Centrada na Pessoa): encontra-se nas ATITUDES e VALORES subjacentes ao agir, e não em sua eficácia. Valores que definem a estrutura da ACP: amor, sabedoria e harmonia. - Pessoas tem valor absoluto. Que possam compreender-se mutuamente (empatia). Que sejamos sempre VERDADEIROS (honestidade e autenticidade). - Valores básicos que definem a ACP: valor da pessoa, da comunhão inter-humana e da honestidade das diferenças (relação não-camuflada). - História: Cosmocentrismo – Teocentrismo – Antropocentrismo. Descartes: penso, logo, existo. Para Hegel, o princípio fundamental da modernidade é a SUBJETIVIDADE. - Ortega y Gassét: o positivismo é uma operação intelectual que consiste em esvaziar o sentido do mundo e deixa-lo reduzido a um amontoado de fatos. - Lévi-Strauss: o fim primordial das ciências humanas não é constituir o homem e sim dissolvê-lo. - Características da pós-modernidade: a história humana não tem sentido, estética > ética, não existe verdade, e sim subjetividade e sentimento, “carpe diem”, pensamento complexo, nada se consegue sozinho, humanidade humilde e não insignificante. - Comportamentalismo e Psicanálise: “homem resultado”. Humanismo: homem “desafiado”. Foco no estudo da SAÚDE, e não da DOENÇA. - A ACP nasceu da prática de um americano que, de repente, perdeu todos os seus manuais de instrução (Rogers). - Psicólogo vai até as pessoas em vez de recebe-las em seu espaço profissional. - Atitudes terapêuticas clássicas de Rogers: aceitação incondicional (acolhimento), compreensão empática (comunhão de significados) e autenticidade (ser o que se é, respeitando as diferenças) = MODO DE SER. - MODO DE SER > MODO DE FAZER. - TCC (Terapia Centrada no Cliente) não é igual a ACP (Abordagem Centrada na Pessoa): TCC é uma APLICAÇÃO da ACP em uma situação especial de psicoterapia individual de adultos. - A ACP é um JEITO DE SER, não um MODO DE FAZER, mas que leva a um modo de fazer, que DEPENDE DE CADA SITUAÇÃO. - O jeito de ser da ACP consiste em 7 pontos (John Wood): 1) uma perspectiva de vida de modo geral positiva; 2) Uma crença numa tendência formativa direcional (para o crescimento); 3) Uma intenção de ser eficaz; 4) Um respeito pelo indivíduo e por sua autonomia e dignidade; 5) Uma flexibilidade de pensamento e ação; 6) Uma tolerância quanto Às incertezas ou ambiguidades; e 7) Senso de humor, humildade e curiosidade. - Esses são VALORES e não TÉCNICAS: a ACP é uma ÉTICA. - Princípios da ACP (Rogers): 1) o indivíduo é responsável por si próprio; 2) forte tendência a tornar-se maduro e produtivo; 3) atmosfera calorosa e permissiva; 4) limites somente de comportamento e não de atitudes/expressões; 5) procedimentos e técnicas que transmitam SOMENTE compreensão e aceitação das atitudes expressas; 6) Evita perguntar, sondar, culpar, interpretar, aconselhar, sugerir, persuadir, reassegurar. - Uma vez isto feito, o cliente: 1) se expressará de forma mais autêntica e motivada; 2) explorará suas disposições interiores e reações mais extensas e profundas; 3) terá apreensão e aceitação mais claras de suas disposições; 4) escolherá novos objetivos mais satisfatórios; 5) escolherá os meios mais harmoniosos para alcançar esses objetivos. - A escolha da forma de comunicação (comum, lúdica ou dramatizada) depende do terapeuta e da situação. - PND (Psicoterapia Não Diretiva): primeira manifestação da ACP. Formulações: não diretividade, tendência ao crescimento, compreensão empática, consideração positiva incondicional e congruência. - Surgimento das escalas de empatia, de consideração positiva e de autenticidade. Também de autorevelação, confrontação, imediaticidade. Treinamentos de habilidades de verbalização. - 3 Momentos da ACP (Hart): 1) Período da psicoterapia não-diretiva; 2) Período da psicoterapia reflexiva; e 3) Período da psicoterapia experiencial. - Aparecimento de workshops, educação e de representantes de facções opostas. - Relação terapêutica de qualidade: não depende só do terapeuta, mas também do CLIENTE (relação empática, respeito mútuo, relação autêntica e coexperienciação). - 4º período da ACP: o relacional. - John Wood: TODA terapia é de grupo, pois, mesmo em um atendimento individual existem, ao menos, duas pessoas envolvidas (terapeuta e cliente), formando um grupo DUAL. - TCP: o P (Pessoa) refere-se a todos do grupo (ou dupla), e não somente no cliente. - A ACP fala de fins, valores e posturas, e não de meios, instrumentos ou técnicas. Os fins são os SENTIDOS. SCHMIDT: Aconselhamento Psicológico - Modelos psicoterápicos: duplo movimento, esforço de compactar coerência por meio da exclusão das ambiguidades e ambivalências da teoria e da prática e da mútua implicação de ambas na clínica; e a projeção dessas ambiguidades em ambivalências em outro modelo. - Cria-se um FALSO modelo e um modelo PURO. - Aconselhar: mostrar, indicar, sugerir, recomendar, orientar. Troca de ideias e opiniões, numa situação em que vários indivíduos se reúnem para ponderar e decidir com prudência sobre algum assunto de seu interesse. - Na Psicologia, aconselhamento é “o auxílio ou orientação que um profissional presta ao paciente nas decisões que este deve tomar quanto à escolha de profissão, cursos, etc, ou quanto à solução de pequenos desajustamentos de conduta. - Teoria traço-fator: ponto inicial do AP. Cada indivíduo é portador de um conjunto de capacidades potencialidades passíveis de medição objetiva, as quais podem ser correlacionadas com habilidades e características exigidas por diferentes profissões, derivando daí sua íntima proximidade como o desenvolvimento dos teste psicológicos; bem como com a orientação vocacional e profissional: a de unidade entre organismo e ambiente, com reconhecimento da influência do ambiente e do grupo social no indivíduo, remetendo à função de ajustamento do Aconselhamento. - Práticas educacionais e normativas. Conselheiro enquanto modelo. Atuação diretiva. “Boa adaptação” social do jovem. Supõe a necessidade de auxílio para o desenvolvimento de potencialidades do indivíduo. Trabalho racional-cognitivo de convencimento por parte do conselheiro e de aceitação pelo aconselhando. Prioriza ADAPTAÇÃO e AJUSTAMENTO do indivíduo ao meio social. Ideologia cientificista de controle e manipulação. Psicométrico. - Rogers: técnicas de reflexão no AP. TPN colocava empauto as dimensões político-ideológicas do AP. - Tendência atualizante (Rogers): tendência, nos seres vivos, para realização ou atualização das potencialidades, em níveis cada vez maiores de integração e complexidade. Para ele, isso era alcançado através da EMPATIA, CONGRUÊNCIA e ACEITAÇÃO INCONDICIONAL POSITIVA. - ACP: interesse nos fenômenos coletivos, com simultâneo reconhecimento dos limites da psicoterapia individual como depositária de ideais de transformação social. - A teoria de Rogers destruiu as diferenças entre Aconselhamento e psicoterapia. Psicoterapia enquanto processo de APRENDIZAGEM, de naturezas AFETIVAS e COGNITIVAS (aprendizagem significativa ou aprendizagem QUENTE). - Facilitador (conselheiro) pode OU NÃO ser especialista. Na educação, professores deixam de ensinar para se tornarem facilitadores da aprendizagem. - A noção de potencialidade migra para a teoria centrada no cliente sob a forma de tendência atualizante. Nesse caso, não se trata de uma virtualidade cujo destino deve ser encaminhado e controlado no rumo de uma adesão à “boa socialização”, preenchida de conteúdos tomados ao status quo, mas da atualização ou realização de uma tendência natural dos organismos vivos a maior integração e complexidade. - Do lado da instabilidade do indivíduo: psicoses e delinquência. Do lado das situações adversas: desemprego, ambiente familiar hostil, pobreza. - Ruth Scheeffer (AP x Psicoterapia): AP aparece numa da pontas, qualificado com “assistência na maximização dos recursos pessoas e na realização de opções”, e psicoterapia, na outra ponta, como “eliminação de psicopatologias e reestruturação da personalidade”. - Essa é uma lógica estigmatizadora, pois coloca do lado do AP, clientes menos perturbados, com problemas específicos, relativamente “menos comprometidos” em sua estrutura de personalidade, atendidos em instituições não-médicas; do lado da psicoterapia, clientes mais perturbados, portadores de psicopatologia, “mais comprometidos” em sua estrutura de personalidade, atendidos em instituições médicas. - Rogers realça a natureza do encontro pessoal e intersubjetivo como prioritário quanto as metodologias psicodiagnósticas. Foco na atenção, no respeito e na compreensão pela experiência do outro como o fundamento da assistência psicológica. - A natureza e qualidade do encontro entre aquele que oferece e aquele que busca ajuda psicológica tem maior implicação na eficácia da ajuda do que a doção de uma linha teórica ou a prévia clarificação psicodiagnóstica ou psicopatológica. - Oswaldo de Barros (1982): orientar significa “facilitar o conhecimento e a análise de caminhos ou direções para a conduta, com base em referenciais pessoas e sociais”. Aconselhar é “um processo de indicar ou prescrever caminhos, direções e procedimentos ou de criar condições para que a pessoa faça, ela própria, o julgamento de alternativas e formule opções”; e psicoterapia é “o tratamento de perturbações da personalidade ou da conduta através de métodos e técnicas psicológicas”. Ainda há a presença de concepções de normalidade e anormalidade, aqui. - Fronteira: momento de trânsito em que espaço e tempo se cruzam para produzir figuras complexas de diferença e identidade, passado e presente, interior e exterior, inclusão e exclusão. Disposição e uma aspiração de um modo de perspectivar o trabalho a partir de uma posição instável, que procura articular o instituído e o instituinte, o conhecido e o desconhecido, os saberes psicológicos e os de outras áreas, os saberes populares e o senso comum. - AP: abertura para a singularidade, diversidade e pluralidade das demandas da clientela. É um campo de INVENÇÃO das práticas que, na singularidade das situações, propiciem a expressão do vivido de indivíduos e grupos e sua elaboração compreensiva. Acredita na autodeterminação e autoregulação de indivíduos e grupos. - Diferenças sociais, culturais e pessoas > hierarquização. Procura-se empreender um deslocamento em relação à hegemonia dos saberes científicos no trato com o sofrimento psíquico e a loucura, considerando que as práticas populares e o senso comum também sedimentam modos de sentir e de pensar esses acontecimentos e a eles destinam formas de cuidado. AS FORMAS DE CUIDADO ESPECIALIZADAS TÊM LIÇÕES A APRENDER COM AS FORMAS POPULARES, E VICE-VERSA. - As patologizações tendem a suscitar, nos indivíduos que sofrem, culpa e depreciação, ao mesmo tempo em que encobrem as determinações sociais do sofrimento. - Cliente co-reponsável pelos prolongamentos que seu pedido de ajuda produz. SCHMIDT: Oficinas de Criatividade - Movimento corporal, atividade plástica e de linguagem. Experiência pessoal e experiência coletiva. - Oficineiro: facilitador, atuação reside na atitude centrada no GRUPO. Não-especialista. Planeja as oficinas, constitui os grupos, escolhe os temas adequados, os recursos e a divulgação. Possui olhar COMPREENSIVO, NÃO-INTERPRETATIVO. - Tempo-espaço: matéria-prima para o oficineiro. 2h tem se mostrado adequado. Sala ampla e confortável. - Aquecimento – realização do trabalho – fechamento. Observação e interação com os tempos subjetivos do grupo. Umas ou mais sessões. Não precisa de espaço fixo, mas deve ser sempre um espaço adequado à realização das atividades. - Recursos materiais: recursos corporais, sensibilização sensorial, música, recursos plásticos. - Foco das oficinas: facilitação do florescimento das potencialidades criativas dos participantes. - Grupos institucionais x grupos de divulgação. image1.jpg