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Resumo Bioquímica BIOQUÍMICA CLÍNICA (Universidade Estácio de Sá) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Resumo Bioquímica BIOQUÍMICA CLÍNICA (Universidade Estácio de Sá) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-estacio-de-sa/bioquimica-clinica/resumo-aula-01-bioquimica-clinica-definicao-e-importancia/128555697?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-estacio-de-sa/bioquimica-clinica/3010547?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-estacio-de-sa/bioquimica-clinica/resumo-aula-01-bioquimica-clinica-definicao-e-importancia/128555697?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-estacio-de-sa/bioquimica-clinica/3010547?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica RESUMO BIOQUÍMICA Yasmin Angelim Furtado AULA 01 - BIOQUÍMICA CLÍNICA Definição e Importância • Ramo da bioquímica aplicada à medicina laboratorial para pesquisa de doença. • Responsável por mais de 1/3 dos exames hospitalares. • Materiais utilizados: sangue, urina, líquor e outros líquidos corporais. Objetivos dos Testes Bioquímicos • Diagnóstico e exclusão de doenças. • Monitoramento de tratamento e evolução da doença. • Estabelecimento de prognóstico. • Triagem. Etapas do Processo Laboratorial 1. Pré-analítica: • Orientações ao paciente. • Coleta e identificação correta da amostra. • Armazenamento e transporte adequados. 2. Analítica: • Uso de equipamentos como centrífuga, espectrofotômetro, banho-maria. • Métodos: espectrofotometria, fotometria, eletroforese, turbidimetria. 3. Pós-analítica: • Cálculos, controle de qualidade, interpretação clínica dos resultados. PROCEDIMENTOS PRÉ-ANALÍTICOS 1. Recebimento da Solicitação Médica • Verificar a requisição do exame, conferindo dados do paciente e exames solicitados. 2. Orientações ao Paciente • Jejum necessário? (e por quanto tempo) • Restrições alimentares • Tipo de amostra a ser coletada • Entrega de frasco adequado e instruções de coleta • Quantidade da amostra necessária • Horário da coleta e entrega ao laboratório • Cuidados com armazenamento e manipulação da amostra 3. Coleta da Amostra • Coletar quantidade correta • Identificar corretamente paciente e amostra • Registrar informações clínicas • Usar o tubo correto para o tipo de exame Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica 4. Armazenamento, conservação e transporte: • Objetivo: Preservar a integridade dos componentes e a estabilidade das substâncias químicas. • Orientações ao paciente são essenciais. • Tempo máximo até o laboratório: 1 hora. • Refrigeração recomendada: 2–10°C. • Estabilidade enzimática: até 4 dias entre 15–25°C. • Evitar: • Turbulência (pode causar hemólise). • Evaporação da amostra. PROCEDIMENTOS ANALÍTICOS • Os procedimentos analíticos envolvem a realização dos testes laboratoriais, utilizando equipamentos e técnicas que garantem precisão e confiabilidade nos resultados. • Equipamentos utilizados: Centrifugação • Esperar 20–30 minutos para coagulação do sangue. • Centrifugar de forma suave. • Tempo e velocidade padrão: 3500 rpm por 10 minutos. • Remover o coágulo rapidamente após a centrifugação. Espectrofotometria • Técnica que mede a luz absorvida por uma substância. • A luz entra na amostra → parte é absorvida, parte transmitida. • Quanto mais escura a solução, mais luz é absorvida. • Resultados são expressos como: o Absorbância (A) = luz absorvida. o Transmitância (T) = luz que passou (sem absorção). Espectro UV-Visível • Faixa de leitura: 400 a 700 nm (visível). • Se não houver absorção, a: o Absorbância = 0 o Transmitância = 100% Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 Calibração de Métodos • Importante para garantir precisão dos resultados. • Envolve: o Limpeza do equipamento. o Verificação da curva de calibração. o Teste com reagentes e padrões confiáveis. Problemas do processo analítico: • Calibração equipamento; • Limpeza do instrumento; • Qualidade dos reagentes; • Controle de qualidade do equipamento; • Manutenção de peças do equipamento; PROCEDIMENTO PÓS-ANALÍTICOS • Após a realização do exame, é essencial garantir a validação e interpretação correta dos resultados. Os principais pontos são: 1. Verificação dos cálculos – conferir se todos os cálculos foram realizados corretamente. 2. Linearidade do método – checar se os resultados seguem a resposta esperada dentro da faixa do teste. 3. Controles de qualidade – os valores dos controles devem estar dentro dos limites estabelecidos. 4. Referência dos resultados – comparar com os valores de referência (normais) para aquele exame. 5. Compatibilidade clínica – avaliar se os resultados estão coerentes com o quadro clínico do paciente. • Esses passos evitam erros diagnósticos e garantem segurança na liberação do laudo. ➢ Classificação das causas de erros nas dosagens bioquímicas: • ERROS INADMISSÍVEIS: Enganos (troca de amostras, erros de cálculo, leitura incorreta de instrumentos, troca de rótulo, erro na transcrição de resultados) • ERROS OCASIONAIS: Acidentais (contaminação, interferentes, diferentes técnicos, tubos ou pipetas contaminadas) • ERROS SISTEMÁTICOS: Repetitivos (técnicas de baixa precisão, reagentes de má qualidade, perca de precisão da vidraria e equipamentos, curva ou fator de calibração errados) AULA 02 – ENZIMOLOGIA CLÍNICA Conceito: • Enzimas são proteínas catalisadoras de reações químicas. • Estão presentes em todos os tecidos, mas sua concentração no soro é baixa — aumenta em lesão celular. Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica Tipos de Enzimas: • Plasma-específicas: atuam no plasma (ex: coagulação). • Não plasma-específicas: intracelulares, sem função no plasma, liberadas em lesões. Principais enzimas determinadas no laboratório clínico: Enzimas nas doenças pancreáticas 1. Amilase O que é? • A amilase é uma enzima hidrolase que quebra o amido e o glicogênio em açúcares simples. • Também chamada de sacarase ou ptialina. • Produzida principalmente pelas: - Glândulas salivares (amilase salivar) - Pâncreas (amilase pancreática) Função • Atua na digestão de carboidratos iniciando ainda na boca. Amilase em doenças pancreáticas Lesão das Células Acinares • Exemplo: pancreatite ou câncer de pâncreas. • A amilase escapa do pâncreas para o sangue, via sistema linfático e peritônio. • Elevação sérica ocorre 12–24 horas após o início da lesão. • É eliminada pelos rins, com normalização entre 48–72 horas. Valores de Referência • 60anos: 24 a 151 U/L 2. Lipase O que é? • Lipase é uma enzima pancreática que atua no duodeno. • Sua função é quebrar triglicerídeos em ácidos graxos, auxiliando na digestão de gorduras. Comportamento no organismo • Após ser filtrada pelos glomérulos renais, a maior parte é: o Reabsorvida nos túbulos renais o Degradada (catabolizada) em outros locais • Entra na corrente sanguínea em casos de lesão das células acinares do pâncreas (ex: pancreatite). Valor de Referência • Lipase sérica: entre 7,80 U/L e 77,98 U/L AMILASE X LIPASE Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 Enzimas nas doenças cardíacas 1. Creatinoquinase (CK) O que é? • A Creatinoquinase (CK) é uma enzima que atua no fornecimento de energia (ATP) aos músculos. Está presente no: • Músculo cardíaco • Músculo esquelético • Cérebro Função Geral da CK • Degrada creatinina e consome ATP para manter a atividade muscular. Resumo de Utilidade Clínica • CK total: Avaliação geral de lesões musculares. • CK-MB: Específica para coração, ideal para diagnóstico de infarto agudo. • CK-MM: Lesões ou doenças musculares. • CK-BB: Alterações neurológicas ou neoplásicas. 2. Desidrogenase Láctica ou Lactato Desidrogenase Enzimas nas doenças de próstata 1. Antígeno Prostático Específico O que é? • É uma glicoproteína produzida exclusivamente pelo tecido da próstata: o Normal o Aumentado (hiperplasia) o Maligno (câncer) Função • Atuação semelhante à tripsina e quimiotripsina. • Sua principal função é liquefazer o coágulo seminal, facilitando a mobilidade dos espermatozoides. Importância Clínica • Marcador tumoral do Adenocarcinoma de Próstata. • Células cancerosas produzem até 10x mais PSA do que células normais. • PSA elevado no sangue pode indicar: • Câncer de próstata Hiperplasia benigna Inflamação (prostatite) Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica Marcadores bioquímicos não enzimáticos 1. MIOGLOBINA O que é? • Mioglobina é uma proteína presente nos músculos estriados, incluindo o músculo cardíaco. • Armazena oxigênio nos músculos e é liberada no sangue quando há lesão muscular. Função Clínica • Usada como marcador precoce de lesão muscular ou cardíaca (ex: infarto). • Sobe rapidamente após dano muscular, sendo útil para diagnóstico inicial. Quando a dosagem é indicada? • Suspeita de: ✓ Distrofia muscular ✓ Trauma muscular (pancada forte) ✓ Inflamação muscular ✓ Rabdomiólise (destruição intensa do músculo) ✓ Convulsões ✓ Infarto do miocárdio 2. TROPONINA O que são Troponinas? • Proteínas estruturais presentes nas fibras musculares esqueléticas e cardíacas. • Fazem parte do sistema responsável pela contração muscular. Composição do Complexo Troponina • Troponina T (TnT) • Troponina I (TnI) • Troponina C (TnC) Importância Clínica • Troponinas T e I cardíacas (cTnT e cTnI) são: o Altamente específicas para o músculo cardíaco o Altamente sensíveis para detectar infarto agudo do miocárdio (IAM) Como funcionam no diagnóstico? • Após lesão do músculo cardíaco (ex: infarto), as troponinas são liberadas no sangue. • Anticorpos específicos conseguem distinguir entre troponinas cardíacas e esqueléticas — isso garante precisão no diagnóstico. Resumo prático • cTnT e cTnI = melhores marcadores para infarto. • Usados em urgência/emergência para confirmar ou excluir lesão isquêmica do coração. MIOGLOBINA X TROPONINA Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 3. PROTEÍNA C REATIVA ULTRA – SENSÍVEL A PCR pode se elevar não apenas por infecções, mas também por qualquer condição que cause inflamação no corpo, mesmo sem a presença de microrganismos. Principais condições não infecciosas que aumentam a PCR: • Apendicite aguda • Pancreatite aguda • Doença inflamatória intestinal (ex: Crohn, retocolite ulcerativa) • Linfomas (câncer dos gânglios linfáticos) • Mieloma múltiplo (câncer da medula óssea) • Tumores malignos (diversos tipos de câncer) • Traumatismos (ex: acidentes, lesões) • Queimaduras • Infarto do miocárdio (ataque cardíaco) • AVC (Acidente Vascular Cerebral) • Artrite reumatoide • Febre reumática O que é a PCR-us? É um exame que mede a quantidade de proteína C reativa no sangue, usada para detectar inflamações e avaliar o risco de doenças cardiovasculares. Valores e Significados: Valores Normais: • Abaixo de 0,3 mg/dL (3 mg/L) – Considerado normal em pessoas saudáveis. Pode ser um pouco mais alto em idosos. Levemente Elevado (0,3 a 1,0 mg/dL | 3 a 10 mg/L): • Indica inflamação leve (ex: resfriado, gengivite). • Também pode ocorrer em: obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, álcool, sedentarismo. Moderadamente Elevado (1,0 a 4,0 mg/dL | 10 a 40 mg/L): • Sugere infecções virais mais fortes (como gripe, mononucleose, catapora). • Também pode indicar doenças reumáticas ou tumores. Alto (Acima de 4,0 mg/dL | 40 mg/L): • Indica infecção bacteriana. • Em casos graves como sepse, os valores podem ultrapassar 20 mg/dL (200 mg/L). Risco Cardiovascular (quando PCR está persistentemente elevada): • Abaixo de 0,1 mg/dL (1 mg/L): Baixo risco. • Entre 0,1 e 0,3 mg/dL (1 a 3 mg/L): Risco moderado. • Acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L): Alto risco de doenças cardiovasculares. AULA 3 – PROTEÍNAS PLASMÁTICAS E DISPROTEINEMIAS Importância: • São as principais macromoléculas biológicas. • Representam mais da metade do peso seco de uma célula. • Estão presentes em praticamente todas as funções celulares. • Atuam como enzimas, acelerando reações químicas no organismo. Composição: • As proteínas são polímeros de aminoácidos (cadeias de aminoácidos). • Cada aminoácido tem: o Um grupo carboxila (-COOH) o Um grupo amina (-NH₂) o Um átomo de hidrogênio (H) o Um radical (R) → que varia em cada tipo de aminoácido o Todos esses grupos estão ligados ao mesmo átomo de carbono central. Resumo: Aminoácido = NH₂ – C (com H, COOH e R ligados) Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica Proteína = Várias unidades de aminoácidos ligadas em sequência Funções das proteínas no corpo: Pressão oncótica e viscosidade do sangue o Ajudam a manter o equilíbrio de líquidos entre os vasos sanguíneos e os tecidos. Transporte de substâncias o Carregam nutrientes, hormônios, resíduos e outras moléculas importantes pelo sangue. Regulação do pH sanguíneo o Ajudam a manter o pH do sangue dentro de limites ideais (homeostase). Coagulação do sangue o Participam da formação de coágulos através dos fatores de coagulação. Imunidade o Formam os anticorpos que defendem o corpo contra infecções. Resposta inflamatória (fase aguda) o Algumas proteínas aumentam em resposta à inflamação (como a proteína C reativa). Proteínas Plasmáticas: 1. PLASMA SANGUÍNEO O que é? • Um dos componentes do sangue que representa 55% do volume, possui cor amarelada. Composição • Água, proteínas, fatores de coagulação, sais, lipídios, hormônios e vitaminas. 2. PROTEÍNAS PLASMÁTICAS O que são? • São componentes do plasma. • Dosagem em jejum de 8 horas, suspender medicação, soro sem hemólise e não lipêmico. • Mais de 300 proteínas já foram identificadas no plasma humano. • Apenas algumas destas são dosadas na rotina laboratorial. • Amostras utilizadas para dosagem: sangue, plasma, soro, urina, LCR, líquido amniótico,pleural, sinovial, saliva ou fezes Significado clínico das alterações de proteínas no soro: Hiperproteinemia O que é? Aumento da concentração de proteínas no sangue. Por que acontece? • Perda de água (desidratação): menos água = proteínas mais concentradas. • Produção excessiva de proteínas, principalmente imunoglobulinas (anticorpos). Principais causas: • Desidratação (pouca ingestão de água, vômitos, diarreia) • Mieloma múltiplo (câncer da medula com produção de anticorpos) • Macroglobulinemia (excesso de IgM) Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 • Doenças autoimunes: lúpus, artrite reumatoide • Sarcoidose (inflamação de vários órgãos) • Infecções crônicas: calazar, tuberculose, endocardite bacteriana subaguda • Hepatite crônica ativa • Uso de certos medicamentos Hipoproteinemia O que é? Diminuição da concentração de proteínas no sangue. Por que acontece? • Perda de proteínas (urina, queimaduras, hemorragias) • Falta de produção ou absorção (fígado, intestino) • Excesso de água no corpo (hiper- hidratação) Principais causas: • Desnutrição grave • Síndrome nefrótica (perda de proteínas pela urina) • Insuficiência renal • Hemorragias e queimaduras extensas • Má absorção intestinal • Hiper-hidratação (excesso de água) • Leucemia • Hipertireoidismo • Deficiência de cálcio • Úlcera péptica Eletroforese de Proteínas Séricas (EPS) O que é? • É um exame laboratorial usado para separar as proteínas do soro (parte líquida do sangue sem células) com base na carga elétrica de cada uma. Principais pontos: • Método simples e muito usado como teste de triagem. • Permite identificar alterações nas proteínas do sangue (como em casos de inflamações, infecções ou câncer). • A amostra é colocada em um meio sólido (como gel) e recebe um campo elétrico, fazendo as proteínas migrarem em velocidades diferentes. • Diminuição de albumina: baixa ingesta proteica ou elevado catabolismo. • Aumento alfaglobulinas: de processos inflamatórios, infecciosos e imunes. • Aumento de betaglobulina: perturbação do metabolismo lipídico ou na anemia ferropriva Exemplos de proteínas: Albumina • Principal proteína do plasma, representa cerca de 60% das proteínas totais. • Produzida exclusivamente no fígado. • Solúvel em água, com peso molecular de 66.300 Da. • Produção diária: cerca de 15g. • Meia-vida: 14 a 21 dias. • Valor de referência: 3,5 – 5,0 g/dL. Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica Funções principais: • Transporte de hormônios, fármacos, ácidos graxos e outras substâncias. • Manutenção da pressão oncótica (evita saída excessiva de líquido dos vasos). • Inibe a produção de leucotrienos (mediadores inflamatórios). Hipoalbuminemia (↓ Albumina no sangue) Causas principais: • Fígado: cirrose, hepatite crônica, neoplasia hepática, colangite, alcoolismo crônico. • Rins: síndrome nefrótica (perda de albumina na urina). • Intestino: doença de Crohn, colite ulcerativa (perda de proteínas por inflamação intestinal). Hiperalbuminemia (↑ Albumina no sangue) Causas principais: • Desidratação • Alcoolismo agudo • Hepatite viral • Edema (em algumas situações associadas à perda de líquidos) Globulinas • São proteínas que migram conjuntamente em campos elétricos através de eletroforese em acetato de celulose constituindo famílias • Divide em: alfa (α), beta (β) e gama (γ) de acordo com seu tamanho e carga elétrica. Alfa-1 Globulinas 1. Alfa-1-antitripsina • Função: Inibe a tripsina (protease que degrada proteínas). • Valores de Referência: o Neonatos: 124–348 mg/dL o Adultos: 90–200 mg/dL • Aumentada em: o Resposta de fase aguda o Gravidez o Uso de estrógenos o Neoplasias o Hepatopatias o Alcoolismo o Hepatite aguda • Enzima relacionada: Elastase neutrofílica (degrada células danificadas/bactérias para cicatrização) 2. Glicoproteína Ácida • Aumentada em: o Inflamações agudas/crônicas o Infecções, traumas, cirurgias o IAM, doenças autoimunes o Pneumonias, neoplasias o Uso de andrógenos • Diminuída em: o Síndrome nefrótica o Hepatopatias severas o Gravidez o Terapia com estrógenos o Desnutrição o Uso de corticoides o Neonatos 3. Alfa-1-fetoproteína (AFP) • Origem: Fígado fetal • Marcadores: o ↑: Defeitos de tubo neural, parede abdominal o ↓: Síndrome de Down o Carcinoma hepatocelular, tumores de células germinativas 4. Outras Alfa-1 Globulinas • Protrombina: coagulação • Transcortina: transporte de cortisol • Globulina ligadora de T4 • Lipoproteínas (HDL, VLDL, LDL) Alfa-2 Globulinas • Eritropoetina: estimula eritropoese/trombopoese • Colinesterase: degrada acetilcolina • Ceruloplasmina: transporta cobre • Haptoglobina: o Liga-se à hemoglobina livre o Diminui na hemólise intravascular o Reposição sérica: ~1 semana Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 • Alfa-2-macroglobulina: o Liga-se à insulina o Aumentada significativamente na síndrome nefrótica • Todas aumentam em infecções, inflamações e processos imunes Betaglobulinas • Transferrina: o Transporta ferro o ↑ na anemia ferropriva e gravidez • Hemopexina: o Liga-se à heme da hemoglobina • C3 (complemento): o Função imune/coagulação o ↓ em doenças glomerulares • Plasminogênio: fibrinólise • Fibrinogênio: coagulação, inflamação Gamaglobulinas 1) Proteína C Reativa (PCR) • Natureza: Proteína de fase aguda, da família das pentraxinas. • Função: o Opsonização (marcação de patógenos) o Ativação do sistema complemento o Estímulo à fagocitose o Ativação de monócitos → produção de fator tecidual • Importância clínica: o ↑ PCR = risco cardiovascular elevado, mesmo em indivíduos aparentemente saudáveis. o Usada como marcador inflamatório e preditor de doença aterosclerótica. o Muito sensível em processos inflamatórios agudos. 2) Imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgE, IgD) • Produzidas por: Plasmócitos (linfócitos B ativados). • Função: Defesa imunológica por meio de neutralização, opsonização e ativação do complemento. Padrões Eletroforéticos da Fração Gama Pico Policlonal • Características: o Aumento difuso da fração gama o Resulta de produção simultânea de vários clones de plasmócitos • Causas comuns: o Infecções crônicas: tuberculose, esquistossomose, calazar o Doenças autoimunes: LES, artrite reumatoide o Doenças inflamatórias: sarcoidose o Politransfusões Hipogamaglobulinemia / Agamaglobulinemia • Definições: o Hipo: Redução parcial das gamaglobulinas o Aga: Ausência total de gamaglobulinas • Causas: o Primárias: Imunodeficiências congênitas (ex: agamaglobulinemia de Bruton) o Secundárias: ▪ Mieloma múltiplo (apesar da proteína monoclonal, há redução global de outras Ig) ▪ Imunossupressão Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-bioquimica ▪ Infecções crônicas severas AULA 04 – FUNÇÃO HEPÁTICA (PROVAS LABORATORIAIS DE FUNÇÃO HEPÁTICA E DO TRATO BILIAR) Fisiologia Hepática • Maior órgão sólido do corpo (1.200 a 1.500g). Funções: 1. Processamento, armazenamento e redistribuição de nutrientes (glicose, aminoácidos, ácidos graxos). 2. Detoxificação de substâncias endógenas e exógenas. 3. Metabolização e eliminação de medicamentos, hormônios e xenobióticos. 4. Participação na defesa imunológica inata. Icterícia e Hiperbilirrubinemias • Icterícia: Acúmulo de bilirrubina no plasma e tecidos → coloração amarelada da pele, escleras e mucosas.• Pode ocorrer por: o Problemas na síntese, metabolismo ou excreção da bilirrubina. o Doenças hepáticas ou extra- hepáticas. • Em estágios graves: urina, suor e lágrimas também ficam amarelados (bilirrubina conjugada ↑). Indicadores de lesão e função hepática • Os testes de função hepática são exames de sangue que detectam a doença e medem a gravidade e progressão ao tratamento Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378 Bilirrubinas – Interpretação Clínica ↑ Bilirrubina Direta (conjugada): • Hepatite viral • Doença hepática alcoólica • Obstrução biliar (cálculos, tumores) ↑ Bilirrubina Indireta (não conjugada): • Anemia hemolítica • Anemia perniciosa • Hemoglobinopatias • Pós-transfusional Bilirrubinúria: • Presença de bilirrubina conjugada na urina • Indica doença hepática grave • A bilirrubina não conjugada não aparece na urina (é insolúvel em água) AULA 05 – LIPIDOGRAMA OU PERFIL LIPÍDICO O que são lipídios? • Gorduras absorvidas dos alimentos ou produzidas pelo fígado. • São moléculas essenciais no metabolismo. • Compõem a membrana celular. • Têm funções como: o Reserva de energia o Isolamento térmico e elétrico O que é o Lipidograma? • Também chamado de Perfil Lipídico. • É um exame laboratorial que avalia as gorduras no sangue. • Mede: o Triglicerídeos o Colesterol total o LDL (colesterol "ruim") o HDL (colesterol "bom") o VLDL (colesterol de densidade muito baixa) Triglicerídeos • Principal tipo de gordura do corpo. • Derivam da dieta vegetal e animal. • Presentes nos alimentos e produzidos pelo fígado. • Estão relacionados ao armazenamento de energia. Colesterol Total • Tipo de gordura que: o Forma a estrutura das membranas celulares o É essencial ao funcionamento do corpo • Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo fígado. Colesterol e suas Frações • A dieta responde por 30% do colesterol total. • O colesterol total é a soma do LDL, HDL e VLDL. 1. LDL (Low-Density Lipoprotein) • Principal reservatório de colesterol no plasma. • Representa cerca de 60 a 70% do colesterol total. • Leva colesterol do fígado para as células. • Em excesso, acumula nas artérias, podendo causar doenças cardiovasculares. • Valor ideal: 40 mg/dL. 3. VLDL (Very Low-Density Lipoprotein) • Produzido no fígado. • Transporta triglicerídeos pelo sangue. • Níveis altos estão ligados a dieta rica em gordura. • Valor ideal: ~ 30 mg/dL. Altos se > 40 mg/dL. DISLIPIDEMIAS • Alterações nos lipídios plasmáticos. • É importante identificar a causa. Classificação: • Primária: origem genética (ex.: mutação gênica). • Secundária: associada ao estilo de vida e doenças como: o Diabetes o Hipotireoidismo o Doenças renais o Cirrose biliar o Uso de medicamentos o Tabagismo, alcoolismo • As dislipidemias podem ser classificadas de acordo com o tipo de alteração nos lipídios sanguíneos: A) Hipercolesterolemia Isolada • Aumento isolado do colesterol total. • Geralmente associado ao aumento do LDL (colesterol "ruim"). B) Hipertrigliceridemia Isolada • Aumento isolado dos triglicerídeos. • Frequentemente com elevação do VLDL. C) Hiperlipidemia Mista • Aumento combinado de: o Colesterol total o Triglicerídeos D) Colesterol HDL Baixo • Diminuição do HDL (colesterol "bom"). • Pode ocorrer isoladamente ou junto com o aumento do LDL. Downloaded by Lanna Beatriz (soussalanna@gmail.com) lOMoARcPSD|65118378