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LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA DOR PÉLVICA E ENDOMETRIOSE DOR PÉLVICA CRÔNICA: ● Não se trata de uma doença especificamente, mas de um sintoma que pode ser de agravado ou estar associado a diferentes afecções ou mesmo a outras queixas clínicas, como disfunção sexual, transtornos do humor, sangramento anormal, queixas urinárias e intestinais diversas é a dor percebida e originária de órgãos ou estruturas pélvicas tipicamente com duração de mais de 6 meses, ou é cíclica ● é muito comum, estima se que 10% das mulheres tenham dor pélvica crônica ● pode acometer mulheres em todas as fases da vida ● mas acomete principalmente em mulheres em menac (fase reprodutiva da vida da mulher, ou seja, que ela tem seus períodos ovulatórios) ● afeta na qualidade de vida da mulher ○ depressão ○ hábitos ○ trabalho ○ vida sexual ● dependendo do grau de repercussão pode trazer outros problemas como depressão, ansiedade… ● quando se está diante de um caso desses, pode ser dividido em ginecológico e não ginecológico ○ cerca de 20% das dores pélvicas têm causas ginecológicas ○ e 80% tem causas não ginecológicas → pode ser visceral, neuromuscular e psicossocial ETIOLOGICA DA DOR PÉLVICA: ● VISCERAL: dor difusa, espalhada, com sintomas autônomos associados (náuseas, emeses, hipotensão) ○ não é precisa ○ da hora da palpação da paciente não é possível determinar o local da dor ○ 💡 causas ginecológicas estão entre as causas viscerais e incluem adenomiose, aderências pélvicas, congestão pélvica, doença inflamatória pélvica crônica, endometriose, leiomioma, massa anexial, ovário remanescente, vestibulite e vulvodínia ● NEUROMUSCULAR: é uma dor localizada, sensível a palpação, investigar inflamações e infecções, se ela foi submetida a procedimentos cirúrgicos anteriores ○ Neuralgia (as do ilio-hipogástrico, ilioinguinal e pudendo são as mais comuns), síndrome miofascial, espasmo do levantador do ânus, bromialgia e epilepsia abdominal. ● PSICOSSOCIAL: é necessário afastar as outras condições anteriores ○ ela varia ○ é um diagnóstico de exclusão, ou seja, diagnóstico diferencial ○ desordens depressivas, de ansiedade, transtornos somatoformes e abusos ● ⚠IMPORTANTE⚠: se atende uma mulher com dor pélvica com evolução rápida menos e 50 aos, perda ponderal se estar em tratamento específico para isso, massa palpável no exame físico, hematoquezia (sangue nas fezes), história familiar de câncer, hematúria (sangue na urina) → PENSAR EM CASOS DE NEOPLASIAS!!!!! LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ANAMNESE: ● procurar esmiuçar a cronologia da dor e dos sintomas ○ quando começou ○ se tem fator de piora ou melhora ○ intensidade ● antecedentes (ginecológicos, obstétricos) ○ GO: quando foi a menarca, telarca e pubarca, coitarca; se tem antecedentes obstétricos, quantas gestações, se já teve abortamento, quantas cesáreas e quantos partos normais… ● infecções ● abusos → dor psíquica ou psicossocial ● escala de dor EXAME FÍSICO: ● de forma geral, depois de forma específica ● inspeção, palpação, ausculta ● 💡 palpação é a etapa mais importante → buscando identificar massas, pontos de dor ● descreve se houver pinto específico EXAMES COMPLEMENTARES: ● às vezes eles auxiliam, mas pouco ● são mais importantes para afastar coisas mais graves ● mais comuns são ○ ultrassonografia transvaginal (se caso a mulher já tiver tido relação sexual), ultrassom pélvico via abdominal (para aquelas que ainda não tiveram a coitarca) LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ○ urina e urocultura ○ ultrasom da vias urinárias → pielonefrite ou litíase renal ○ SITUAÇÕES MAIS DIRECIONADAS: ■ cistoscopia ■ urodinâmica ■ sangue oculto ■ colonoscopia ● DAS IMAGENS: colonoscopia com retocolite ulcerativa → muito comum de encontrar em pacientes com dor pélvica de origem intestinal PRINCIPAIS CAUSAS E DOR PÉLVICA CRÔNICA: ● DIP - doença inflamatória pélvica ● Leiomioma ● Aderência Pélvica ● Sd bexiga dolorosa ● Sd intestino irritável ● Neuralgia e sd miofascial ● Fibromialgia ● Transtornos de somatização, desordens de ansiedade e depressão LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ● casos de abuso TERAPÊUTICA: ● de forma geral a terapêutica foca na melhora dos hábitos vida, fisioterapia do assoalho pélvico, atividade física, acompanhamento psicológico ● medicamentos: ○ AINES ○ opióides ○ progestágenos ○ antidepresivos ● 💡 a cirurgia não é a primeira conduta a ser realizada primeira escolha e o tratamento clínico ENDOMETRIOSE: doença ginecológica crônica, benigna, estrogênio-dependente e de natureza multifatorial que acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva é a presença de tecido semelhante ao endométrio só que fora do útero → em qualquer outra região ● camada central do útero que se proliferam durante ciclo, durante a preparação para receber o embrião ● quando não ocorre a fecundação o endométrio se descama → mulher menstrua ● é uma doença não maligna, não é um câncer, é uma doença estrogênio dependente multifatorial, não é exclusiva da pelve ● 10% das mulheres sofrem dessa condição Nem toda paciente que tem endometriose e dor pélvica ms tem dificuldade de engravidar e asm e descobre ● muita vezes, portanto ela é silenciosa CLASSIFICAÇÃO: ● PERITONEAL: implantes de células superficiais (que se assemelha a células endometriais) no peritônio ● OVARIANA: implantes superficiais no ovário (endometriomas) → em um dos ovários, não é necessário que seja nos dois ● PROFUNDA: células penetra o retroperitônio ou a parede dos órgãos mais de 5mm ○ é a mais grave FISIOPATOLOGIA: ● teoria de sampson: ○ mulheres que apresentam menstruação retrógrada ○ essa teoria diz que o sangue, além de sair via vaginal, iria refluir e sair pelas tubas, ovários e pelve LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ■ 💡 isso explica a endometriose, mas não todos os casos!! ○ 90% líquido livre pélvico na menstruação ● Teoria da metaplasia celômica ○ Tecidos normais → diferenciação metaplásica ○ diferenciação metaplásica de células que seriam normais para células que se assemelha a células endometriais fora do útero ● Teoria Genética ○ Predisposição; imunológicos ○ predisposição genética ou alterações epigenéticas associadas a modificações no ambiente peritoneal (fatores inflamatórios, imunológicos, hormonais, estresse oxidativo) poderiam iniciar a doença nas suas diversas formas QUADRO CLÍNICO: ● o principal quadro é a dor pélvica ○ 💡 mas nem todos os casos possuem dor pélvica ● dismenorreia (dor durante a menstruação) ● dispareunia (dor na relação sexual) ● infertilidade ○ 💡 50% dos casos são inférteis, ou muita dificuldade de engravidar ● alterações intestinais ● alterações urinŕias o diagnóstico é feito pela suspeita clínica mas a certeza é por anátomo patológico ● o diagnóstico é difícil ● é necessário forte suspeita clínica EXAMES COMPLEMENTARES: ● USG pélvico e transvaginal ● RNM → ressonância magnética da pelve é o melhor exame ○ principalmente para lesões profundas (acometimento maior que 5mm) ● videolaparoscopia, é a escolha cirúrgica ○ em casos de exames normais e falha na terapêutica ● IMAGEM ABAIXO: de uma videolaparoscopia, que mostra aderências pélvicas → não é normal a aderência entre os órgãos, o que pode causar muita dor ○ comum, mas não único, de pacientes que já realizaram muitos procedimentos LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ● as lesões decorrentes de endometriose costumem ser mais escurecidas, podendo ser avermelhada, arroxeada, e azulada às vezes TRATAMENTO: ● O tratamento clínico é eficaz no controle da dor pélvica e deve ser o tratamento de escolha na ausência de indicações absolutas para cirurgia ● 💡 O principal objetivo do tratamento clínico é o alívio dos sintomas álgicos e a melhora daqualidade de vida, não se esperando diminuição das lesões ou cura da doença, mas sim o controle do quadro clínico ● clínico: é a primeira escolha ○ inibir a menstruação da paciente ■ bloqueio hormonal base de progesterona e anticoncepcionais combinados ■ casos e que a paciente não queira engravidar ○ AINEs ○ Opióides ○ Progestágenos ○ Antidepressivos ● cirúrgico: para casos refratários ○ Clínico ineficaz ○ Remover todos os focos ○ Preservar anatomia LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ● SOBRE O FLUXOGRAMA: ○ Primeiro passo: a paciente apresenta dor pélvica com suspeita de endometriose, baseada em quadro clínico, exame físico e exames de imagem. ○ Se exame físico e imagem são normais, a conduta inicial é tratamento clínico (com medicações hormonais – progestagênios, anticoncepcionais combinados, DIU-LNG, etc.). ○ Caso seja evidenciada endometriose profunda ou endometrioma ovariano, avalia-se o tamanho e localização da lesão: ■ Endometrioma > 6 cm ou lesão em órgãos como ureter, íleo, apêndice ou retossigmóide com sinais de suboclusão → indicação de cirurgia. ■ Se não houver essas condições, o manejo pode continuar clínico. ○ Sem melhora após tratamento clínico → indica-se tratamento cirúrgico. ○ Objetivo: controlar sintomas, melhorar qualidade de vida e preservar função reprodutiva. LUYZA VITÓRIA MATOS - 4° PERÍODO DE MEDICINA ● SOBRE O FLUXOGRAMA: ○ Inicia-se a investigação da infertilidade com suspeita de endometriose (quadro clínico, exame físico e exames de imagem) ○ Se há endometrioma > 6 cm ou lesão em órgãos pélvicos (ureter, íleo, apêndice, retossigmoide com suboclusão) → tratamento cirúrgico pode ser necessário. ○ Caso a paciente apresente dor pélvica, avaliam-se os fatores prognósticos: ■ Bom prognóstico (idade favorável, menor tempo de infertilidade, boa reserva ovariana, ausência de outros fatores de infertilidade) → pode-se optar por reprodução assistida (baixa ou alta complexidade). ■ Mau prognóstico (idade avançada, baixa reserva ovariana, infertilidade prolongada ou outros fatores associados) → a conduta é indicar fertilização in vitro (FIV). ○ Em ambas as situações, se não houver gestação após as tentativas, considera-se a indicação cirúrgica. ○ Observação importante: tratamento hormonal supressivo não é recomendado para infertilidade, pois não aumenta as taxas de gestação.